<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557</id><updated>2012-01-28T17:41:31.129-02:00</updated><category term='&apos;'/><title type='text'>Democracia &amp; Política</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13610</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-4330019990998731211</id><published>2012-01-28T10:20:00.003-02:00</published><updated>2012-01-28T10:20:29.691-02:00</updated><title type='text'>EUROPA CASTIGADA PELO PRÓPRIO VENENO DO EMBARGO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ecneCpTSx9Q/TyPlPkLd2BI/AAAAAAAAJr4/rkxE51aV0d0/s1600/bandeira+Ir%C3%A3.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="255" src="http://4.bp.blogspot.com/-ecneCpTSx9Q/TyPlPkLd2BI/AAAAAAAAJr4/rkxE51aV0d0/s400/bandeira+Ir%C3%A3.bmp" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;bandeira do Irã&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;EMBARGO &lt;/strong&gt;[contra o IRÃ]: &lt;strong&gt;A VOLTA DO CHICOTE NO LOMBO DE QUEM BATEU” &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por &lt;strong&gt;Pepe Escobar&lt;/strong&gt;, no “&lt;em&gt;Asia Times Online&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“THE IRANIAN OIL EMBARGO BLOWBACK”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se aquela patética coleção de poodles europeus – &lt;em&gt;que o analista Chris Floyd chama deliciosamente de 'Europuppies'&lt;/em&gt; – conhecesse alguma coisa da cultura persa, saberia que a volta do chicote da guerra econômica, que declarara sob a forma de embargo ao petróleo do Irã, não tardaria e viria dura como rock-pauleira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor dizendo: como rock-pauleira-pauleira-mesmo. O Majlis (Parlamento do Irã) decidirá amanhã, domingo, em sessão aberta, se cancela completa e absolutamente todas as exportações de petróleo iraniano para todos os países europeus que aceitarem o embargo – &lt;em&gt;segundo Emad Hosseini, relator da Comissão de Energia do Majlis&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; [1].&lt;/strong&gt; E com aviso, em tom apocalíptico, via a agência de notícias FARS, cortesia do deputado Nasser Soudani: “&lt;em&gt;A Europa arderá no fogo dos poços iranianos&lt;/em&gt;.” &lt;strong&gt;[2]&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soudani manifesta o pensamento de todo o establishment em Teerã, quando diz que “&lt;em&gt;a estrutura das refinarias europeias só é compatível com o petróleo iraniano&lt;/em&gt;” – portanto, os europeus não têm alternativa; o embargo “&lt;em&gt;fará subir o preço do petróleo, os europeus terão de comprar e serão obrigados a pagar mais&lt;/em&gt;”. Quer dizer: a Europa “&lt;em&gt;terá de comprar petróleo iraniano indiretamente, dos intermediários&lt;/em&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos termos do pacote de sanções da União Europeia, todos os contratos continuam vigentes até 1º de julho; e ficam proibidos quaisquer novos contratos. Então... imaginem que a nova legislação “preventiva” seja aprovada no Irã, nos próximos dias. Países do Club Med europeu, como Espanha e, principalmente, Itália e Grécia, estarão encurralados nas cordas, sem tempo para buscar alguma possível alternativa para o cru iraniano, extremamente leve, de altíssima qualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Arábia Saudita – &lt;em&gt;e digam o que disserem os ‘especialistas’ em petróleo da imprensa corporativa ocidental&lt;/em&gt; – não tem capacidade reserva para suprir a demanda extra. E, sobretudo, a absoluta prioridade da Casa de Saud é vender petróleo ao preço mais alto possível (&lt;em&gt;porque os sauditas precisam de muito dinheiro para subornar – além de reprimir – a própria população e fazê-la esquecer aquelas ideias estúpidas de primaveras árabes&lt;/em&gt;). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, é isso. As economias europeias já quebradas podem ser obrigadas a continuar comprando petróleo iraniano, não do Irã, diretamente, mas dos vencedores selecionados: os intermediários-abutres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não surpreende que os derrotados nessas táticas de Guerra Fria, anacronicamente requentadas, em tempos de mercado aberto global, sejam os próprios europeus. A Grécia – &lt;em&gt;que já está à beira do abismo&lt;/em&gt; – compra petróleo do Irã com grandes descontos no preço. Há alta probabilidade de que o embargo lance o governo grego diretamente em situação de calote –&lt;em&gt; e, daí em diante, há alta probabilidade de um efeito cascata catastrófico na eurozona&lt;/em&gt; (Irlanda, Portugal, Itália, Espanha e por aí vai). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo carece de um Heródoto digital que explique como esses poodles europeus, que dizem representar a “civilização”, conseguiram, num só golpe, fazer sofrer, simultaneamente, a Grécia – &lt;em&gt;onde nasceu a civilização ocidental&lt;/em&gt; – e a Pérsia, uma das civilizações mais sofisticadas que o mundo jamais conheceu. E que espantosa reencenação histórica da tragédia, como farsa! É como se gregos e persas estivessem lado a lado, nas Termópilas, assistindo ao massacre dos exércitos da Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ENTRE NA DANÇA DA EURÁSIA [3] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, comparem aquele cenário e a ação que se vê por toda a Eurásia. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse que “&lt;em&gt;Sanções unilaterais não servirão para nada&lt;/em&gt;”. O ministro das Relações Exteriores da China, em Pequim, com muito tato, mas irrepreensivelmente direto ao ponto, disse que “&lt;em&gt;Pressionar cegamente e impor sanções ao Irã não são abordagens construtivas&lt;/em&gt;”. &lt;strong&gt;[4]&lt;/strong&gt; O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, disse que “&lt;em&gt;Temos muito boas relações com o Irã, e estamos empenhando muitos esforços para reabrir as conversações entre o Irã e os mediadores do [grupo] “5+1&lt;/em&gt;” [chamado “Irã 6”: os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha]. A Turquia continuará a buscar solução pacífica para a questão”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Índia, dos BRICS – &lt;em&gt;como Rússia e China&lt;/em&gt; – também desaprovou as sanções. A Índia continuará a comprar petróleo do Irã, pagando em rúpias ou em ouro. Coreia do Sul e Japão, sem dúvida, arrancarão isenções do governo de Barack Obama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por toda a Eurásia, o comércio afasta-se rapidamente do dólar norte-americano. E, muito importante: a “&lt;em&gt;Zona Asiática de Exclusão do Dólar&lt;/em&gt;” implica também que a Ásia, aos poucos, já se está afastando dos bancos ocidentais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento pode ser liderado pela China – &lt;em&gt;mas, em todos os casos, é movimento irreversivelmente transnacional.&lt;/em&gt; Como sempre, siga o dinheiro. China e Brasil, dois países BRICS, começaram a afastar-se do dólar norte-americano nas transações comerciais em 2007. Rússia e China, também BRICS, seguiram o mesmo caminho em 2010. Japão e China – &lt;em&gt;os dois gigantes asiáticos&lt;/em&gt;-, fizeram exatamente o mesmo, mês passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, Arábia Saudita e China assinaram contrato para a construção de uma refinaria gigante de petróleo no Mar Vermelho. E a Índia, mais ou menos secretamente, está decidindo pagar em ouro, pelo petróleo que compre do Irã – &lt;em&gt;com o que deixará de lado também o atual intermediário, um banco turco&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ásia quer um novo sistema internacional – &lt;em&gt;e está trabalhando nessa direção&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consequências inevitáveis no longo prazo: o dólar norte-americano –&lt;em&gt; e, claro, o petrodólar&lt;/em&gt; – encaminha-se lentamente para a irrelevância. “&lt;em&gt;Grande demais para falir&lt;/em&gt;” acabará por ser, não imperativo categórico, mas epitáfio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTAS DOS TRADUTORES:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[1]&lt;/strong&gt; 27/1/2012, Press TV, Teerã, “&lt;em&gt;Oil war with Iran will cripple EU&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[2]&lt;/strong&gt; 25/1/2012, Mehr News, Teerã, “&lt;em&gt;Iranian parliament mulling plan to cut oil exports to Europe&lt;/em&gt;” &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[3]&lt;/strong&gt; Orig. "&lt;em&gt;Hit the eurasian groove"&lt;/em&gt;. "Hit the groove" é expressão que equivale, em português, a “entre no ritmo”, “acerte o ritmo”, “caia na festa” etc. Vê-se e ouve-se uma gravação de “Hit the groove”, com o grupo Echobeat &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[4]&lt;/strong&gt; 26/1/2012, Xinhuanet, Pequim, “&lt;em&gt;China says sanctions on Iran not constructive&lt;/em&gt;” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Pepe Escobar, no “&lt;em&gt;Asia Times Online&lt;/em&gt;”, sob o título “&lt;em&gt;The Iranian oil embargo blowback&lt;/em&gt;”. Transcrito no blog “redecastorphoto” traduzido pelo “pessoal da Vila Vudu”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/01/pepe-escobar-embargo-volta-do-chicote.html"&gt;http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/01/pepe-escobar-embargo-volta-do-chicote.html&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;título e imagem do Google adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;] [&lt;em&gt;Postagem por sugestão do leitor Probus&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-4330019990998731211?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/4330019990998731211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=4330019990998731211' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/4330019990998731211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/4330019990998731211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/europa-castigada-pelo-proprio-veneno-do.html' title='EUROPA CASTIGADA PELO PRÓPRIO VENENO DO EMBARGO'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ecneCpTSx9Q/TyPlPkLd2BI/AAAAAAAAJr4/rkxE51aV0d0/s72-c/bandeira+Ir%C3%A3.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-9196659260917139760</id><published>2012-01-28T10:07:00.002-02:00</published><updated>2012-01-28T10:07:22.890-02:00</updated><title type='text'>Emir Sader: “DILMA NO FÓRUM SOCIAL TEMÁTICO”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zQUVhl8IxOc/TyPh0lQfeOI/AAAAAAAAJro/WurRl0hiV3I/s1600/Dilma+no+FSM.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="239" src="http://3.bp.blogspot.com/-zQUVhl8IxOc/TyPh0lQfeOI/AAAAAAAAJro/WurRl0hiV3I/s320/Dilma+no+FSM.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ck14uHaPItk/TyPh7NBJDDI/AAAAAAAAJrw/LfdoV8-V504/s1600/fsm.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="214" src="http://3.bp.blogspot.com/-ck14uHaPItk/TyPh7NBJDDI/AAAAAAAAJrw/LfdoV8-V504/s320/fsm.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Por ser o país e a cidade sede original do “&lt;em&gt;Fórum Social Mundial&lt;/em&gt;”, os governantes brasileiros sempre tiveram presença importante nos Foros. Lula esteve aqui ainda candidato, em 2001, voltou várias vezes. Se pode dizer que Lula esteve aqui em diferentes momentos do seu governo e do próprio Fórum, desde a vez em que esteve em Porto Alegre e em Davos, em seguida, gerando mal estar em Porto Alegre, até sua participação já como presidente consagrado, dentro do país e internacionalmente, no “&lt;em&gt;Fórum Social Mundial&lt;/em&gt;” de Belém, em 2008, situação confirmada na ida de Lula ao FSM do Senegal, no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil – &lt;em&gt;e Porto Alegre, em particular&lt;/em&gt; – foi escolhido como sede do FSM por ser, ao mesmo tempo, país do Sul do mundo, vítima privilegiada do neoliberalismo; por ter uma esquerda viva e atuante; por ter uma prefeitura com as políticas públicas mais avançadas&amp;nbsp;(o PT ainda não governava o país). O FSM se consagrava como o espaço de congregação e intercâmbio entre a grande maioria dos movimentos que resistiam ao neoliberalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Dilma – &lt;em&gt;que havia estado com Lula em Belém&lt;/em&gt; – volta a um evento do FSM, o Brasil é outro e o próprio FSM é outro. O governo Lula, por vias menos previsíveis, foi um sucesso. E o FSM está longe do vigor que teve no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reuniões dos membros do “Conselho Internacional” com os presidentes brasileiros foram momentos tradicionais do FSM. Desta vez, a Dilma estreou nessa circunstância, da melhor maneira possível. A reunião foi realizada no hotel Plaza São Rafael, onde ela e uma parte dos que viemos a Porto Alegre estamos hospedados. Em torno de uma mesa retangular, tendo a seu lado Gilberto Carvalho – &lt;em&gt;que dirigiu brevemente a palavra aos presentes, antes da fala da Dilma&lt;/em&gt; -, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e o assessor especial Marco Aurelio Garcia, Dilma ouviu seis intervenções de membros do FSM, 3 brasileiros e 3 de outros países – &lt;em&gt;uma uruguaia, um português&lt;/em&gt; (Boaventura de Sousa Santos) &lt;em&gt;e um venezuelano&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Destaco uma] intervenção,&amp;nbsp;a de João Pedro Stedile, que se valeu dos seus 5 minutos da melhor maneira possível. Em primeiro lugar, saudando que a presidenta do Brasil tenha vindo a Porto Alegre e não ido a Davos. Em seguida, Stedile colocou, objetivamente, com argumentos diretos, reivindicações importantes sobre a política de reflorestamento, sobre a situação dos quilombolas, sobre a economia familiar, sobre a reforma agrária. Dilma respondeu, incluindo o reconhecimento de que a extensão dos assentamentos tem que ser agilizada, com a observação de que a qualidade de vida e de trabalho nos assentamentos tem que ser substancialmente melhorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conjunto da sua intervenção, pudemos ver Dilma muito segura de si, muito à vontade diante das observações críticas, enfrentando a todas com desenvoltura e argumentos. Um acento fundamental na aceleração do ritmo de crescimento econômico e de fortalecimento das políticas sociais, com a obsessão em torno do programa “&lt;em&gt;Brasil sem Miséria&lt;/em&gt;” – &lt;em&gt;é o eixo central do seu discurso, o compromisso de terminar com a miséria no país&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma declarou que o povo brasileiro não aceitará mais políticas neoliberais. Que seu governo faz, multiplica e tem orgulho de desenvolver políticas de subsídios como instrumento&amp;nbsp;para se opor aos automatismos do mercado, de promover os setores que foram vítimas privilegiadas do neoliberalismo – &lt;em&gt;os mais pobres&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presidenta reiterou, múltiplas vezes, a necessidade da criação do outro mundo possível, que temos que lutar conjuntamente para que seja a mensagem central da “Rio+20”. Ela alertou que nenhum governo vai defender posições anticapitalistas na “Rio+20”, que isso é tarefa dos movimentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição da Dilma deixou claro que o Brasil está engajado, desde o governo Lula, na construção de alternativa ao neoliberalismo. Retomou a declaração de Mujica, de que o Brasil não tem culpa de ser um país grande, como o Uruguai não tem culpa de ser um pais pequeno, mas que se relacionam em igualdade de condições, respeitando a soberania de cada um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No "Gigantinho" lotado, Dilma retomou vários desses pontos, começando pela afirmação de que, na América do Sul, são os povos os que ordenam. Que o Brasil está mostrando que é possível crescer, incluir e proteger ao mesmo tempo. Que a retirada de 40 milhões de pessoas da pobreza é conquista que terá continuidade no seu governo, até o término da pobreza no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Brasil, hoje, já é outro país, mais forte, mais desenvolvido e mais respeitado. Que conversa com todos os países do continente de igual para igual, qualquer que seja o tamanho de cada um, de forma soberana e solidária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma manifestou sua esperança de que a Palestina possa logo ter seu Estado, livre e soberano. Que o mundo possa se transformar em mundo multipolar. Que o século XXI há de ser o século das mulheres, que o Brasil contribui fortemente para isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a longa luta que sua geração desenvolveu valeu a pena. Que consigamos construir juntos o outro mundo possível. Marcou encontro na "Rio+20". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois encontros mostram como precisamos multiplicar essas conversas e que Dilma precisa contar com canais de difusão das suas palavras, que hoje são filtradas pela velha mídia, que impede que o povo conheça na integralidade as posições da sua Presidenta. Para isso, a democratização dos meios de comunicação é passo essencial.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vídeo&lt;/strong&gt; (fonte:blog “Tijolaço”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.tijolaco.com/dilma-no-forum-social/"&gt;http://www.tijolaco.com/dilma-no-forum-social/&lt;/a&gt;):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 440px;"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cdbsLgBGWJc?version=3&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cdbsLgBGWJc?version=3&amp;amp;feature=player_embedded" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="440" height="360"&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito pelo cientista político Emir Sader no site “Carta Maior”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&amp;amp;post_id=875"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&amp;amp;post_id=875&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagem do Google, entre colchetes e vídeo adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;]&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-9196659260917139760?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/9196659260917139760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=9196659260917139760' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/9196659260917139760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/9196659260917139760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/emir-sader-dilma-no-forum-social.html' title='Emir Sader: “DILMA NO FÓRUM SOCIAL TEMÁTICO”'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zQUVhl8IxOc/TyPh0lQfeOI/AAAAAAAAJro/WurRl0hiV3I/s72-c/Dilma+no+FSM.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-3495292722265128897</id><published>2012-01-28T09:52:00.002-02:00</published><updated>2012-01-28T09:52:49.495-02:00</updated><title type='text'>LUCRO DA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA: “ELES PRECISAM DE NÓS. MAIS DO QUE PRECISAMOS DELES”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SixnfYg2bXA/TyPf3FXdU7I/AAAAAAAAJrg/-cm1mT-Q8oM/s1600/ind%C3%BAstria+automobil%C3%ADstica.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="268" src="http://4.bp.blogspot.com/-SixnfYg2bXA/TyPf3FXdU7I/AAAAAAAAJrg/-cm1mT-Q8oM/s400/ind%C3%BAstria+automobil%C3%ADstica.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Leonardo Sakamoto, no “Blog do Sakamoto”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A indústria automobilística remeteu 5,58 bilhões de dólares em lucros e dividendos ao exterior no ano passado. O valor – &lt;em&gt;equivale a 19% de todas remessas brasileiras desse tipo e é 36% superior ao montante enviado em 2010&lt;/em&gt; – foi tema de boa matéria de Pedro Kutney, na sexta-feira no UOL&amp;nbsp; (&lt;a href="http://carros.uol.com.br/ultnot/2012/01/27/montadoras-fazem-remessa-recorde-de-us-56-bilhoes-ao-exterior-em-2011.jhtm"&gt;http://carros.uol.com.br/ultnot/2012/01/27/montadoras-fazem-remessa-recorde-de-us-56-bilhoes-ao-exterior-em-2011.jhtm&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lucro pode se traduzir em empregos, geração de renda, impostos e tudo o mais. Contudo, quando ele surge em ambiente com problemas sociais, ambientais e trabalhistas não resolvidos, deveria ser melhor avaliado&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, as montadoras não colocam em prática certas ações importantes para garantir qualidade de vida ao brasileiro, como a adaptação da frota nacional para diesel com menos enxofre na sua composição e que, portanto, mataria menos os moradores das grandes cidades. Ou controle mais rígido sobre sua cadeia produtiva. Hoje, ao comprar um carro, você não tem como saber se o aço ou o couro que entrou na fabricação do veículo foram obtidos através de mão-de-obra escrava e trabalho infantil ou se beneficiando de desmatamento ilegal –&lt;em&gt; ilegalidades que vêm sendo apontadas pelo Ministério Público Federal e pela sociedade civil&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns “especialistas” repetem que é irracional a solicitação de contrapartidas à indústria, uma vez que o aumento nas vendas gira a economia e gera empregos. Afirmam que as empresas não podem operar esquecendo que estão inseridas em economia de mercado, buscando taxa de lucro para continuar sendo viável. E que, se problemas existem, é pela falta de fiscalização do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o Estado tem que garantir e ajudar o funcionamento das empresas, mas as empresas não podem sofrer nenhuma forma de intervenção em seu negócio – &lt;em&gt;mesmo se ele for vetor de problema&lt;/em&gt;. Um liberalismo de brincadeirinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E recordar é viver: durante o pico da crise econômica de 2008, a General Motors demitiu 744 trabalhadores de sua fábrica em São José dos Campos (SP) sob a justificativa de “&lt;em&gt;diminuição da atividade industrial&lt;/em&gt;”. Mesmo após ter recebido apoio da União e do governo do Estado de São Paulo no sentido de facilitar a compra de seus produtos por consumidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Estado pensar só com cabeça de planilha, vai continuar fazendo do Brasil suporte para as empresas automobilísticas de outros países durante épocas de crise, deixando o nosso meio ambiente e nossos trabalhadores pagarem a conta por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugestão: quando constatados problemas na cadeia produtiva das montadoras, que tal taxar o lucro delas a ser remetido e usar o montante para cobrir esses danos ao homem e ao meio? OK, a idéia é quase impossível (&lt;em&gt;por aqui, a dignidade é relativa, enquanto a propriedade é absoluta&lt;/em&gt;). Mas, por isso mesmo, deliciosamente interessante imaginarmos as reações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Ah, isso afastará os investidores internacionais&lt;/em&gt;”, dirão xororôs do mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai não… Eles precisam de nós. Mais do que precisamos deles.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; blog “Escrivinhador”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/eles-precisam-de-nos-mais-do-que-precisamos-deles.html"&gt;http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/eles-precisam-de-nos-mais-do-que-precisamos-deles.html&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;]&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-3495292722265128897?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/3495292722265128897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=3495292722265128897' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/3495292722265128897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/3495292722265128897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/lucro-da-industria-automobilistica-eles.html' title='LUCRO DA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA: “ELES PRECISAM DE NÓS. MAIS DO QUE PRECISAMOS DELES”'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SixnfYg2bXA/TyPf3FXdU7I/AAAAAAAAJrg/-cm1mT-Q8oM/s72-c/ind%C3%BAstria+automobil%C3%ADstica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-9054317348233072870</id><published>2012-01-28T09:44:00.000-02:00</published><updated>2012-01-28T09:44:05.911-02:00</updated><title type='text'>ATA DO COPOM MOSTRA AS APOSTAS DO BANCO CENTRAL</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lin0WWkrDhE/TyPdhg59JZI/AAAAAAAAJrY/GVoUdzy8VKY/s1600/banco-central.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-lin0WWkrDhE/TyPdhg59JZI/AAAAAAAAJrY/GVoUdzy8VKY/s400/banco-central.png" width="339" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Sede do Banco Central, em Brasília&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Fernando Brito &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Quem se der ao trabalho de ler a longa ata da última reunião do COPOM, onde se decidiu por nova etapa de corte de 0,5% na taxa SELIC, vai encontrar todas as evidências de que esse rebaixamento dos juros vai prosseguir com muito mais rapidez do que esperava o mercado&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ninguém poderá se dizer, como quando começou essa série de cortes, supreendido por essas baixas nos juros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o COPOM que “&lt;em&gt;o processo de moderação em que se encontrava a economia brasileira foi potencializado pela fragilidade da economia global&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: a redução do ritmo econômico induzida com a elevação das taxas desde dezembro de 2010 ficou forte demais com a crise e precisa ser revertida através de estímulos à atividade econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Banco Central também sinaliza que, apesar da crise externa, não pretende ampliar mais, senão residualmente, as reservas brasileiras em dólar, que cresceram perto de 20% em 2011. Ou seja, que considera ter munição suficiente para, no caso de ter de “brigar” com o mercado por cotação da moeda americana, na hipótese improvável de que um agravamento da crise externa pressione o câmbio. Na verdade, o BC torce por avanço moderado na cotação, difícil de acontecer nas condições de excesso de liquidez internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outro lado, sinaliza que o Governo manterá a política de austeridade, esperando superávit primário igual ao de 2011, o que implicará ligeiro aumento da participação do Governo Central nesse total, uma vez que não se deve esperar que o mesmo ocorra com Estados e Municípios. Mas a redução da conta de juros deverá ser suficiente para isso, mesmo com a política de recompra de títulos que o Tesouro vem exercendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O BC, porém, joga água fria na fervura de quem espera que o BNDES alavanque mais crédito, ao afirmar que “&lt;em&gt;considera oportuna a introdução de iniciativas no sentido de moderar concessões de subsídios por intermédio de operações de crédito&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão da autoridade monetária é a de que serão o crédito (&lt;em&gt;favorecido, embora com atraso, pela redução da SELIC&lt;/em&gt;) e o consumo interno os responsáveis pelo reaquecimento da economia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…) “&lt;em&gt;a expansão da oferta de crédito tende a persistir tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas; e no fato de a confiança de consumidores, a despeito de acomodação na margem, encontrar-se em níveis elevados. O Comitê entende, adicionalmente, que a atividade doméstica continuará a ser favorecida pelas transferências públicas, bem como pelo vigor do mercado de trabalho, que se reflete em taxas de desemprego historicamente baixas e em crescimento dos salários, apesar de certa acomodação na margem&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua decisão, o BC provoca o mercado a fazer – &lt;em&gt;o que já fez&lt;/em&gt; [&lt;em&gt;com a publicação da ata&lt;/em&gt;]– caírem as previsões de taxa de juros que norteiam seus padrões de fixação das taxas cobradas pelo crédito, ao estimar, para o final de 2012, patamar ligeiramente menor que a SELIC (&lt;em&gt;menos 0,22%&lt;/em&gt;) para as taxas de juros no mercado de “swap” (troca) de CDBs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mesmo afirmando que toma a decisão de baixar a taxa SELIC sem apontar-lhe viés de baixa – &lt;em&gt;o que já é evidente&lt;/em&gt; – deixa claro que a queda será maior do que os 10,25% em que apostavam os investidores para o final de 2012:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(…) &lt;em&gt;neste momento, o Copom atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa SELIC se deslocando para patamares de um dígito&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais 'viés', impossível.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Fernando Brito no blog “Projeto Nacional”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://blogprojetonacional.com.br/ata-do-copom-mostra-as-apostas-do-banco-central/"&gt;http://blogprojetonacional.com.br/ata-do-copom-mostra-as-apostas-do-banco-central/&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;]&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-9054317348233072870?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/9054317348233072870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=9054317348233072870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/9054317348233072870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/9054317348233072870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/ata-do-copom-mostra-as-apostas-do-banco.html' title='ATA DO COPOM MOSTRA AS APOSTAS DO BANCO CENTRAL'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-lin0WWkrDhE/TyPdhg59JZI/AAAAAAAAJrY/GVoUdzy8VKY/s72-c/banco-central.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-6141059095457652817</id><published>2012-01-28T09:34:00.000-02:00</published><updated>2012-01-28T09:34:20.518-02:00</updated><title type='text'>MODELO DE DESENVOLVIMENTO PRÓPRIO FAZ BRASIL SE DESTACAR NO MUNDO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Cb94w85YGMk/TyPZSf56xSI/AAAAAAAAJrQ/MBB86wJSdXk/s1600/bandeira+do+Brasil.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="242" src="http://1.bp.blogspot.com/-Cb94w85YGMk/TyPZSf56xSI/AAAAAAAAJrQ/MBB86wJSdXk/s320/bandeira+do+Brasil.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Do "Estadão" [&lt;em&gt;jornal que já se declarou, em editorial de out 2010, ser tucano-serrista&lt;/em&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ao discursar no “&lt;em&gt;Fórum Social Temático&lt;/em&gt;” em Porto Alegre na quinta-feira (27), a presidente Dilma Rousseff criticou o "&lt;em&gt;pensamento único&lt;/em&gt;" e disse que o País criou "&lt;em&gt;alternativa democrática de desenvolvimento&lt;/em&gt;". A afirmação da presidente é consistente na visão do economista Eduardo Salomão Condé e do cientista político Francisco Fonseca, autores de estudo sobre a &lt;em&gt;dinâmica social e econômica do Brasil&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os pesquisadores, o interesse pelo Brasil no cenário global deve-se não apenas à capacidade do País de manter elevados índices de crescimento econômico em meio às turbulências internacionais, mas principalmente por ter encontrado caminho de desenvolvimento diferenciado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;O destaque para o Brasil advém, para além dos vários resultados concretos, de ações continuadas apontarem para um rumo: a convivência entre soluções ortodoxas em política monetária e preocupações objetivas com o papel do Estado e sua capacidade de investimento&lt;/em&gt;", analisam Condé, que é doutor em economia pela Universidade de Campinas (UNICAMP), e Fonseca, doutor em história pela Universidade de São Paulo (USP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na visão dos estudiosos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu governar o País de modo a permitir "&lt;em&gt;autonomia inserida&lt;/em&gt;", ou seja, com "&lt;em&gt;o Estado mais dirigido à inserção social, com maior capacidade regulatória e legitimando suas ações&lt;/em&gt;". Para eles, o governo petista conseguiu substituir a agenda imposta pelos pensadores liberais que predominou no governo Fernando Henrique Cardoso. "&lt;em&gt;Os temas como privatizações, reformas e ameaças de colapso deram lugar&amp;nbsp;à visão do Estado como indutor econômico e agente ativo nas políticas sociais&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A avaliação de Condé e Fonseca é a de que, ao livrar-se do "pensamento único", o governo Lula contrariou teses que norteavam, por exemplo, a atuação do Fundo Monetário Internacional (FMI) e que influenciavam o pensamento de economistas brasileiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para eles, a situação econômica que se consolidou, especialmente a partir do segundo mandato de Lula, desfez, por exemplo, o conceito de que era "&lt;em&gt;impossível criar mais empregos formais em ambiente de forte regulação por leis trabalhistas&lt;/em&gt;". "&lt;em&gt;Passada uma década, o desemprego recuou para abaixo de 6% em 2010, com aumento do emprego formal e redução da informalidade&lt;/em&gt;", citam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo petista, argumentam os pesquisadores, também contrariou a lógica prevalente até então de que "&lt;em&gt;aumentos do salário mínimo prejudicariam o bom andamento dos negócios&lt;/em&gt;". Para eles, o impacto da política de aumento expressivo do mínimo é mais efetivo do que os programas sociais do governo. Segundo levantamento do “&lt;em&gt;Instituto Brasileiro de Estudos Previdenciários&lt;/em&gt;” (IBEP), o salário mínimo acumulou alta de 142,9% entre 2000 e 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Atingindo parcelas em situação mais crítica, seu impacto (do salário mínimo) na redução da desigualdade é mais efetivo que políticas focalizadas, como o Bolsa Família: este que é um importante fator de maior estabilidade na renda da família&lt;/em&gt;", dizem Condé e Fonseca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os estudiosos, a decisão de Lula de ampliar os "programas de transferência de renda criados [&lt;em&gt;em microescala&lt;/em&gt;] no governo Fernando Henrique Cardoso" [sic; chavão tucano], teve efeito positivo para as populações pobres sem causar impacto negativo expressivo sobre os gastos públicos. Em 2010, o Bolsa Família beneficiava quase 50 milhões de pessoas, ou mais de 25% da população brasileira. Mesmo assim, representava 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB), citam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Sob qualquer ângulo, por seus resultados, esses programas não representam nem de forma longínqua qualquer ameaça fiscal ou às contas públicas e apresentam, segundo o melhor conceito do ‘mainstream’ econômico 'alto custo efetivo'&lt;/em&gt;", defendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores preveem que os desafios para os próximos presidentes serão lidar, principalmente, com pressões sobre o sistema de saúde e sobre a previdência pública. Isso se deve a uma combinação, já visível no País, de diminuição da natalidade com aumento da longevidade. "&lt;em&gt;A população em idade ativa deve ainda crescer por cerca de 20 anos, até 2030, a partir do qual a pressão sobre o caixa tornar-se-á maior&lt;/em&gt;", calculam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, eles acreditam ser necessário investir cada vez mais no sistema de saúde pública, além de regular a relação dos consumidores com o sistema privado, e [&lt;em&gt;ênfase do Estadão para as seguintes&lt;/em&gt; &lt;em&gt;bandeiras tucanas:&lt;/em&gt;] "&lt;em&gt;fazer ajustes na concessão de benefícios previdenciários&lt;/em&gt;". "&lt;em&gt;A necessidade de desoneração na folha e um futuro e impopular aumento ligeiro na idade mínima para se aposentar tornam-se estratégicos&lt;/em&gt;", apontam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na visão dos pesquisadores, mantidas as condições atuais - &lt;em&gt;e mesmo na hipótese de redução no ritmo de crescimento&lt;/em&gt; - é bem possível que o País continue a avançar do ponto vista econômico e social e na redução das desigualdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Mantidas as condições, mesmo precárias em um ou outro ano, a combinação de políticas de formação profissional, treinamento de mão-de-obra com estabilidade e crescimento permitirão reduzir mais o desemprego e permanecer alimentando a Previdência - ainda que pressões advindas do fator etário também impactem o caixa futuramente&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; divulgado pela “Agência Estado” e transcrito no portal “Vermelho”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=174181&amp;amp;id_secao=2"&gt;http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=174181&amp;amp;id_secao=2&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagem do Google e pequenos trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;]&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-6141059095457652817?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/6141059095457652817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=6141059095457652817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/6141059095457652817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/6141059095457652817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/modelo-de-desenvolvimento-proprio-faz.html' title='MODELO DE DESENVOLVIMENTO PRÓPRIO FAZ BRASIL SE DESTACAR NO MUNDO'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Cb94w85YGMk/TyPZSf56xSI/AAAAAAAAJrQ/MBB86wJSdXk/s72-c/bandeira+do+Brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-8503841970360230051</id><published>2012-01-27T11:09:00.004-02:00</published><updated>2012-01-27T12:12:24.956-02:00</updated><title type='text'>OBAMA ANUNCIA GUERRA, NAS ENTRELINHAS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RwYiMBDK1Lo/TyKfha9fcvI/AAAAAAAAJq4/wESwEhp40s4/s1600/petroleo_soldados.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-RwYiMBDK1Lo/TyKfha9fcvI/AAAAAAAAJq4/wESwEhp40s4/s1600/petroleo_soldados.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TUDO QUE RELUZ É... PETRÓLEO &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Pepe Escobar, no “Asia Times Online”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“ALL THAT GLITTERS IS ... OIL”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No discurso “O Estado da União”, quarta-feira (25), o presidente dos EUA Barack Obama disse “&lt;em&gt;Que ninguém duvide: os EUA estamos determinados a evitar que o Irã chegue à bomba atômica, e não excluirei de sobre a mesa nenhuma opção para atingir aquele objetivo&lt;/em&gt;”. &lt;strong&gt;[1] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo real, a frase significa que "Washington quer ir à guerra" –&lt;em&gt; a guerra econômica já está em curso&lt;/em&gt; – &lt;em&gt;contra um país que assinou o “Tratado de Não Proliferação Nuclear” e não está construindo armas atômicas, como já declararam a “Agência Internacional de Energia Atômica” e a mais recente “US National Intelligence Estimate”&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama também disse que “&lt;em&gt;o regime de Teerã está mais isolado do que nunca; seus líderes sofrem sob o peso de sanções paralisantes, e, enquanto fugirem às suas responsabilidades, a pressão não diminuirá&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Isolado?”&lt;/em&gt; Não, não. O Irã não está isolado. Leiam “&lt;em&gt;O mito do Irã ‘isolado&lt;/em&gt;”&amp;nbsp; &lt;a href="http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/01/pepe-escobar-o-mito-do-ira-isolado.html"&gt;http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/01/pepe-escobar-o-mito-do-ira-isolado.html&lt;/a&gt;. Nem, tampouco, é a liderança iraniana quem sofre sob o peso de sanções paralisantes: quem sofre é a absoluta maioria de 78 milhões de iranianos pobres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em declaração antes do discurso, Obama “aplaudiu” a decisão da União Europeia de impor embargo contra o petróleo do Irã, e acrescentou que “&lt;em&gt;Aquelas sanções demonstram, mais uma vez, a unidade da comunidade internacional&lt;/em&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OK. Mas a tal “&lt;em&gt;unidade da comunidade internacional&lt;/em&gt;” é composta [somente] de &lt;em&gt;EUA, países da OTAN, Israel e o Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt; (CCG, também conhecido como “Clube Contrarrevolucionário do Golfo”); o resto do mundo é miragem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VENHA PARA O PROGRAMA PETRÓLEO-POR-OURO&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zWfP98kuFZM/TyKf7S63kKI/AAAAAAAAJrA/kysAAHTFRIk/s1600/1213273340sWF1e7.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-zWfP98kuFZM/TyKf7S63kKI/AAAAAAAAJrA/kysAAHTFRIk/s320/1213273340sWF1e7.jpg" width="296" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Dois países BRICS, &lt;em&gt;Índia&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;China&lt;/em&gt;, juntos, compram, pelo menos, 40% do petróleo que o Irã exporta, 1 milhão de barris/dia. 12% do petróleo de que a Índia necessita. E a China comprou, ano passado, 30% mais petróleo do Irã que em 2010, média de 557 mil barris/dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “&lt;em&gt;comunidade internacional”, de verdade&lt;/em&gt;, já está tomando conhecimento de que a &lt;em&gt;Índia &lt;/em&gt;começará a pagar em &lt;strong&gt;ouro&lt;/strong&gt; pelo petróleo iraniano – &lt;em&gt;não com rúpias&lt;/em&gt;-, através do banco estatal UCO indiano e do banco estatal Halk Bankasi, turco. Pequim – &lt;em&gt;que já negocia com o Irã em yuans&lt;/em&gt; – pode também mudar-se para o &lt;strong&gt;ouro&lt;/strong&gt;. Desnecessário lembrar que ambas, Delhi e Pequim, são grandes produtoras de ouro, com muito ouro nos cofres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Ano do Dragão” começará com muito barulho: pode bem ser o “&lt;em&gt;padrão-ouro do Ano do Dragão&lt;/em&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos recordam o fracassado programa da ONU “&lt;em&gt;petróleo-por-comida&lt;/em&gt;”, que matou de fome os iraquianos nos anos antes da invasão/ocupação dos EUA, em 2003. Iraquianos médios pagaram preço terrível pelas sanções de ONU/EUA, e o programa “&lt;em&gt;petróleo-por-comida&lt;/em&gt;” só beneficiou o sistema de Saddam Hussein. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o negócio é muito mais sério; é o programa “&lt;em&gt;petróleo-por-ouro&lt;/em&gt;”, iniciativa de BRICS + Irã, que beneficiará a liderança da República Islâmica e, talvez, alivie os efeitos das sanções sobre a população iraniana. Consequências globais: &lt;em&gt;a cotação do ouro sobe; o petrodólar cai; os mercadores de petróleo abrem garrafas de Moet em cataratas&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro país BRICS, a &lt;em&gt;Rússia&lt;/em&gt;, já negocia com o Irã em rials e rublos. E a &lt;em&gt;Turquia&lt;/em&gt;, aspirante a membro do grupo BRICS – &lt;em&gt;e que também é membro da OTAN&lt;/em&gt; – não acompanhará as sanções de EUA/União Europeia, se não forem impostas pelo Conselho de Segurança da ONU (&lt;em&gt;não-não, porque Rússia e China, membros permanentes, vetarão&lt;/em&gt;). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dois meses, o primeiro-ministro Vladimir Putin – &lt;em&gt;que enfurece/apavora Washington e Bruxelas como um “neo Vlad, o Impalador”&lt;/em&gt; – estará de volta à presidência da Rússia. É quando os poodles atlanticistas saberão o que é jogo à vera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Teerã jamais se curvará às sanções ocidentais – &lt;em&gt;muito menos com vários mecanismos laterais/subterrâneos já implantados para vender seu petróleo e que envolvem três países BRICS mais dois aliados dos EUA, Japão e Coreia do Sul, os quais, provavelmente, conseguirão que o governo Obama os isente de cumprir as sanções&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado que isso tudo jamais teve algo a ver com &lt;strong&gt;inexistente arma nuclear&lt;/strong&gt;, a liderança em Teerã só terá de seguir um parâmetro supremo de estratégia: “&lt;em&gt;não caia em provocações ou em arapucas de operações clandestinas sob falsas bandeiras, que serviriam como casus belli para um ataque de guerra do eixo EUA/Grã-Bretanha/Israel&lt;/em&gt;.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo isso, enquanto tendências no horizonte – &lt;em&gt;sobrecarregado &lt;/em&gt;– apontam para o que se pode chamar de “&lt;em&gt;Zona Asiática de Exclusão do Dólar&lt;/em&gt;”, a qual, para muitas mentes espertas no mundo em desenvolvimento, pode pavimentar a estrada para uma moeda lastreada em energia, a ser usada pelos BRICS e pelo Grupo dos 77 (G-77) para resistir ao cada vez mais desesperado – &lt;em&gt;e sem rumo &lt;/em&gt;– ocidente atlanticista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao congresso dos poodles europeus, basta examinar a declaração conjunta distribuída por aqueles fenômenos de mediocridade – &lt;em&gt;o primeiro-ministro britânico David Cameron, a chanceler alemã Angela Merkel e o neonapoleônico “libertador da Líbia”, o francês Nicolas Sarkozy&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trio-lá disse que “&lt;em&gt;Nada temos contra o povo iraniano&lt;/em&gt;.” Os iraquianos ouviram exatamente a mesma frase de outro grupo de mediocridades em 2002 e 2003. Em seguida, o Iraque foi invadido, ocupado e destruído.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTA DOS TRADUTORES:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[1]&lt;/strong&gt; 24/1/2012, “&lt;em&gt;State of the Union&lt;/em&gt;” 2011. (em inglês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Pepe Escobar, no “Asia Times Online”. Traduzido pelo “pessoal da Vila Vudu”. Transcrito no blog “redecastorphoto”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/01/tudo-que-reluz-e-petroleo.html"&gt;http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/01/tudo-que-reluz-e-petroleo.html&lt;/a&gt;) [título e &lt;em&gt;imagens do Google adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;]. [&lt;em&gt;Postagem por sugestão do leitor Probus&lt;/em&gt;].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-8503841970360230051?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/8503841970360230051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=8503841970360230051' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/8503841970360230051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/8503841970360230051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/obama-anuncia-guerra-nas-entrelinhas.html' title='OBAMA ANUNCIA GUERRA, NAS ENTRELINHAS'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RwYiMBDK1Lo/TyKfha9fcvI/AAAAAAAAJq4/wESwEhp40s4/s72-c/petroleo_soldados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-5286321222557155223</id><published>2012-01-27T10:56:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T10:56:22.079-02:00</updated><title type='text'>IRÃ: QUANDO SERÁ A NOVA GUERRA?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nVIJyyzILxU/TyKX1QXO5FI/AAAAAAAAJqg/WhEqfwx-dwA/s1600/290610_iram_map.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-nVIJyyzILxU/TyKX1QXO5FI/AAAAAAAAJqg/WhEqfwx-dwA/s1600/290610_iram_map.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O artigo é de Francisco Carlos Teixeira da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;A situação política e militar na região do Golfo Pérsico, em especial junto ao Estreito de Hormuz, chegou nestes últimos dias a um ponto de altíssima tensão. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um conjunto de medidas políticas, militares e econômicas tomadas pelos Estados Unidos, União Européia, Japão, Coréia do Sul e Austrália colocam o Irã na mais delicada situação desde o ataque americano ao Iraque em 2003&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As condições geopolíticas da região –&lt;em&gt; incluindo aí todo o Oriente Médio e áreas adjacentes&lt;/em&gt; – mudam a cada dia (&lt;em&gt;em parte em função das revoltas populares em curso&lt;/em&gt;), com consequências que só podemos com dificuldade avaliar.&amp;nbsp;O risco de uma crise que escale em proporções militares generalizadas é real. De certo ponto de vista, a guerra já começou, num estilo novo, de guerra “encoberta e psicológica".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DA GUERRA “ENCOBERTA”&amp;nbsp;À GUERRA "PSICOLÓGICA"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos meses, quatro importantes cientistas nucleares iranianos – &lt;em&gt;acadêmicos, de formação universitária e civil&lt;/em&gt; – foram mortos por atentados terroristas no próprio Irã. Da mesma forma, várias unidades nucleares iranianas (&lt;em&gt;e outras instituições de pesquisa e financeiras&lt;/em&gt;) foram atingidas por ataques cibernéticos de origem desconhecida, com graves prejuízos para os trabalhos em curso. Os analistas internacionais, mesmo os americanos e israelenses mais próximos de seus governos, não negam a provável origem americana e/ou israelense de tais procedimentos. Chegou-se mesmo a avocar uma categoria especial de conflito não-declarado: "&lt;em&gt;a guerra encoberta&lt;/em&gt;". Ambos os países, EUA e Israel, possuem meios e interesses que se coadunam claramente com o desenho dos ataques contra a inteligência nuclear iraniana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esses ataques, somar-se-iam uma série de medidas de restrição e boicote econômico e financeiro decidido ora no âmbito do Conselho de Segurança da ONU (&lt;em&gt;com abstenção da China Popular e da Federação Russa&lt;/em&gt;), ora no âmbito de alianças especificas, como a NATO ou OTAN. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até&amp;nbsp;semana passada, a União Européia, em grave crise financeira e com altíssimos índices de desemprego, estava recusando, ou adiando, uma clara adesão ao boicote econômico proposto pelos EUA contra o Irã. No entanto, na sexta-feira (20/01/2012), a União Européia declarou adesão ampla ao bloqueio, decidindo encerrar suas compras de petróleo iraniano até o dia 1 de julho de 2012. Os três principais compradores – &lt;em&gt;Grécia, Itália e Espanha&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;justamente países mais fortemente atingidos pela crise financeira&lt;/em&gt; – devem encerrar seus contratos com Irã, sob garantia de que a Arábia Saudita –&lt;em&gt; um oponente sunita do Irã&lt;/em&gt; - fornecerá petróleo pelo mesmo preço e sem alterações, mesmo que a crise leve o preço do barril a novos patamares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Japão e Coréia do Sul&lt;/em&gt;, ambos grandes compradores, já haviam declarado sua adesão na semana anterior e, no final do dia (22/01/2012), a &lt;em&gt;Austrália&lt;/em&gt; aderiu ao boicote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a Secretaria do Tesouro dos EUA declarou embargo contra o banco central do Irã, três dos seus maiores bancos privados e várias empresas de petróleo e petroquímicas. Isso impede que façam negócios com empresas americanas ou com empresas não-americanas, mas que também negociem com os EUA. Assim, quinhentas instituições e pessoas no Irã foram “bloqueadas” pelos EUA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inusitada unanimidade entre os aliados ocidentais foi desenhada através de um giro mundial do secretário (ministro) do Tesouro dos EUA, Thimoty Geither, por vários países. Desenha-se, assim, atuação consistente e sistêmica de Washington, visando à asfixia econômica do Irã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, o Chefe da Junta de Chefes do Estado-Maior norte-americano, general Martin Dempsey, deslocou-se para Israel e teve longos e fraternos encontros com a cúpula militar israelense – &lt;em&gt;o assunto central era o “risco Irã”&lt;/em&gt;. Enquanto isso, o porta-aviões “USS Abraham Lincoln” (&lt;em&gt;navio aeródromo de propulsão nuclear, com cerca de 90 aviões e helicópteros de combate e cinco mil homens&lt;/em&gt;) foi deslocado para a ultrassensível Estreito de Hormuz, com uma escolta de navios de guerra da Inglaterra e França. No Golfo Pérsico já se encontra a Vª. Frota dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cria-se um possível ambiente de guerra na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uMIc48Ft-1w/TyKZCs-IZ_I/AAAAAAAAJqo/IOtD2HENUfg/s1600/EstreitoHormuz.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-uMIc48Ft-1w/TyKZCs-IZ_I/AAAAAAAAJqo/IOtD2HENUfg/s400/EstreitoHormuz.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Estreito de Hormuz&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A POSIÇÃO DO IRÃ&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Irã negocia, ou negociou, com o Ocidente em três frentes diversas: no próprio Conselho de Segurança da ONU, em conversações com a União Européia em Istambul, na Turquia, e na mesma cidade, com o Brasil e a própria Turquia, como mediadores para uma solução negociada do controverso programa nuclear do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 2011, o Irã opera com 40% da sua capacidade (de 1000 megawatts) uma usina nuclear na região de Bushsher (&lt;em&gt;com assistência inicial das firmas alemãs Siemens e Telefunken, e mais tarde da empresa russa Atomstroyexport e RosTom, com algumas centenas de técnicos russos&lt;/em&gt;). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a “&lt;em&gt;Agência Internacional de Energia Atômica&lt;/em&gt;/AIEA”, órgão assessor da ONU com sede em Viena, a usina de Bushsher possui “&lt;em&gt;possible military dimension&lt;/em&gt;” e o Irã estaria “&lt;em&gt;desenvolvendo atividades relevantes para dotar-se de capacidade nuclear&lt;/em&gt;”. Ao mesmo tempo, a AIEA acusa o país de manter parte de seu programa, perto da cidade de Qom, secreto e sem acesso aos inspetores da AIEA. Da mesma forma, declara ter “&lt;em&gt;detectado&lt;/em&gt; &lt;em&gt;esforços&lt;/em&gt;" na direção de testar dispositivos de gatilho que podem ser usados em armas nucleares. De posse de tais “&lt;em&gt;evidências&lt;/em&gt;”, solicita, de forma enérgica, que o Irã assine o “&lt;em&gt;Protocolo Adicional” do Tratado de Não-Proliferação Nuclear&lt;/em&gt;/TNP, que permite inspeções internacionais das plantas de um país, com aviso prévio de apenas 24 horas e sem limites de acesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Irã insiste que seu programa é pacífico, visa à produção de energia elétrica –&lt;em&gt; mais limpa e mais barata do que o petróleo, que seria reservado para as exportações gerando divisas para o desenvolvimento do país&lt;/em&gt;. Além disso, precisa da energia nuclear para fins médicos, como qualquer país. Cabe ainda destacar que a região geopolítica do Irã é altamente “nuclearizada”: os vizinhos orientais do país – &lt;em&gt;Paquistão e Índia&lt;/em&gt;, são potências nucleares; o vizinho norte, no Cáspio, é a &lt;em&gt;Rússia &lt;/em&gt;e, a ocidente, &lt;em&gt;Israel &lt;/em&gt;é dotado de pelo menos 200 ogivas nucleares. Além disso, a &lt;em&gt;Vª. Frota dos EUA&lt;/em&gt;, estacionada no Golfo Pérsico, é dotada de capacidade nuclear. Assim, a proposta do então presidente Lula de uma “zona desnuclearizada” (&lt;em&gt;como a América Latina o é&lt;/em&gt;) não parece realista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conversações com a União Europeia (U.E.) em Istambul não resultaram em qualquer avanço, posto que o Irã não mostrasse interesse em [&lt;em&gt;deixar, sem reciprocidade&lt;/em&gt;] acessar o conjunto de suas instalações nucleares aos inspetores internacionais e a U.E., por sua vez, assumiu posição fundamentalista, exigindo a assinatura do “&lt;em&gt;Protocolo Adicional&lt;/em&gt;” e livre acesso ao conjunto das instalações locais [&lt;em&gt;sem reciprocidade dos países da UE&lt;/em&gt;]. Cabe lembrar, que o primeiro inspetor chefe da AIEA, e embaixador da Austrália na ONU (o senhor Richard Buttler), ao examinar as instalações iraquianas –&lt;em&gt; em busca das míticas “armas de destruição em massa”&lt;/em&gt; – passava informações estratégicas diretamente aos governos dos EUA e de Israel, antes mesmo de enviar seu relatório à AIEA ou à ONU. Da mesma forma, Hans Blix e Mohammad El-Baradei (&lt;em&gt;este atual carta política dos EUA na “Primavera Egípcia”&lt;/em&gt;) jamais conseguiram dizer, com clareza, se o Iraque possuía ou não armas de destruição em massa. Ou seja, o passado das inspeções da AIEA é, no mínimo, duvidoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acordo assinado com o Brasil e a Turquia – &lt;em&gt;sob incentivo direto do Presidente Obama&lt;/em&gt; – foi desconsiderado por Washington, que o declarou insuficiente. Na verdade, Obama viu-se em choque direto com a Secretaria de Estado e de Defesa, e, isolado, para manter a face, recusou o acordo que ele mesmo pediu ao Brasil para negociar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais complica o quadro acima é que a maioria da população iraniana – &lt;em&gt;cerca de 68 milhões de pessoas, num país do tamanho do estado do Amazonas&lt;/em&gt; - concorda, nesse ponto, com o governo Ahmandinejad: Teerã tem direitos iguais a de qualquer país, digamos como o Brasil, de se dotar de tecnologia nuclear sem ser tutelado pelas potências ocidentais. Mesmo a oposição interna defende o desenvolvimento da tecnologia nuclear e afirma que o Ocidente fortalece Ahmandinejad ao ameaçar o país com boicotes e sanções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;POR QUE UNS PODEM E O IRÃ NÃO PODE?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--pdwcOUNEeM/TyKZmuw-tPI/AAAAAAAAJqw/QN6Z9UGNgHo/s1600/israel_pode.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/--pdwcOUNEeM/TyKZmuw-tPI/AAAAAAAAJqw/QN6Z9UGNgHo/s320/israel_pode.jpg" width="197" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Esse tem sido um argumento muito usado pelo governo de Teerã para caracterizar a injustiça das medidas da AIEA, da ONU e das potências ocidentais sobre o seu programa nuclear. Há aqui casos e casos. O mais notável é de países como &lt;strong&gt;Israel &lt;/strong&gt;– &lt;em&gt;com suas duas centrais nucleares em Dimona, no Deserto do Neguev e possível arsenal de 200 ogivas atômicas&lt;/em&gt;. Ou ainda a &lt;strong&gt;Índia,&lt;/strong&gt; com um não-calculado arsenal nuclear (ao menos 40 ogivas) e poderosos vetores de ataque (&lt;em&gt;a performática aviação militar indu e os mísseis de longo alcance “Agni&lt;/em&gt;”). Com esse último país, a Administração Obama assinou acordos de ampla cooperação, inclusive no campo nuclear, e com Israel, é claro, trata-se de um aliado, destino da maior ajuda militar e econômica dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta para os diferentes tratamentos é clara e direta: ambos os países são “democracias consolidadas” [sic], que “&lt;em&gt;respeitam os acordos internacionais e os direitos humanos&lt;/em&gt;” [&lt;em&gt;que o digam o Iraque e a Líbia&lt;/em&gt;]. Enquanto isso, [&lt;em&gt;cinicamente propagam que&lt;/em&gt;] o &lt;strong&gt;Irã &lt;/strong&gt;é uma “&lt;em&gt;ditadura religiosa&lt;/em&gt;”, “&lt;em&gt;falsificou os resultados das últimas eleições presidenciais&lt;/em&gt;” (em junho de 2009, quando Ahmandinejad foi reeleito), “&lt;em&gt;massacrou e torturou a oposição democrática no interior do país&lt;/em&gt;” e “&lt;em&gt;adotou medidas brutais contra seus próprios cidadãos&lt;/em&gt;” – como o apedrejamento de mulheres ou o enforcamento de homossexuais. Além disso, [&lt;em&gt;apregoam que&lt;/em&gt;] o Irã “&lt;em&gt;apoia, financia e arma redes terroristas internacionais&lt;/em&gt;”, como o Hezbollah no Líbano e a Milícia do Mahdi (xiita radical) no Iraque. Com tais “&lt;em&gt;diferenças notáveis&lt;/em&gt;”, o Irã não seria um país confiável na comunidade internacional para poder dotar-se de armas nucleares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, sempre podemos discutir se &lt;strong&gt;Israel &lt;/strong&gt;respeita os tratados e acordos internacionais (&lt;em&gt;Israel é o segundo país do mundo, depois do Marrocos, a descumprir decisões da ONU&lt;/em&gt;) e já usou, e usa, meios como &lt;em&gt;assassinatos seletivos em territórios estrangeiros&lt;/em&gt;, como no Kuwait, Turquia, Jordânia e no prórpio Irã. Mas, sem dúvida, Israel é um país "institucionalmente estabelecido" e "não apedreja pessoas" [&lt;em&gt;somente mata com armas norte-americanas ultramodernas&lt;/em&gt;], não estupra presos políticos ou enforca diferentes em praça pública...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe destacar que mais de cinquenta países possuem, hoje, capacidade de desenvolver tecnologia nuclear, e os limites entre pesquisa nuclear para “fins pacíficos” e o desenvolvimento de armas é bastante tênue. Entre os &lt;strong&gt;países que se recusam assinar o “Protocolo Adicional” do TNP&lt;/strong&gt; estão aliados dos Estados Unidos, tais como &lt;strong&gt;Índia&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Paquistão&lt;/strong&gt;. E é claro, [os próprios &lt;strong&gt;Estados Unidos&lt;/strong&gt;]. &lt;strong&gt;Alemanha&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Japão,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Canadá&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Coréia do Sul, Egito&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Turquia&lt;/strong&gt; podem desenvolver armas nucleares assim que queiram. O caso mais significativo é do &lt;strong&gt;Brasil&lt;/strong&gt;: o país possui hoje capacidade nuclear plena, tecnologia própria de enriquecimento de combustível (em Rezende, RJ) e se nega a assinar o “Protocolo Adicional”, considerado um mecanismo de espionagem industrial das grandes potências. Bem, tratam-se de países “sérios”, democracias que cumprem seus contratos internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, existe um outro caso: &lt;strong&gt;Paquistão&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Coréia do Norte&lt;/strong&gt;. No primeiro caso, trata-se de país de grave instabilidade interna, onde o ISIS, o serviço de espionagem das FFAA é praticamente um Estado dentro do Estado. A situação dos direitos humanos no país é lamentável, com militantes humanistas ou religiosos cristãos ou xiitas mortos dentro de seus templos. Lá estava ocultado, sem incômodos, Bin Laden e de lá partem organizações terroristas para atacar hotéis e mercados na Índia ou mesmo tropas dos Estados Unidos no Afeganistão. Contudo, os Estados Unidos, a AIEA ou o Conselho de Segurança da ONU não boicotam o Paquistão. Pior ainda é o caso da &lt;strong&gt;Coréia do Norte&lt;/strong&gt;: uma ditadura ridícula, com brutal repressão da população, com gastos militares que geram ondas de fome que matam milhares de pessoas por ano. O país é dotado de mísseis que podem arrasar Seul ou cerca de dez cidades do Japão com mais de três milhões de habitantes e fez testes nucleares (de difícil operação tática). Contudo, no caso da Coréia do Norte, os Estados Unidos preferem negociar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, o &lt;strong&gt;Irã &lt;/strong&gt;é um "caso especial", escolhido como "exemplo". Dois fatores podem explicar a decisão de dobrar o Irã: &lt;em&gt;sua produção de petróleo, essencial&lt;/em&gt; (como no caso da Líbia) &lt;em&gt;para a sobrevivência econômica do Ocidente e, por outro lado, sua insistente política antiIsrael&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;COMO SERIA A GUERRA?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pouco provável que os Estados Unidos pretendam invadir o Irã. Esse não é um cenário provável. Depois dos envolvimentos americanos no Afeganistão, em 2001 (com 2876 baixas ocidentais, das quais 1886 norte-americanas até janeiro de 2012), e no Iraque, em 2003 (com 4484 mortes norte-americanas) – &lt;em&gt;sem falar nos milhares de civis locais mortos&lt;/em&gt; – não parece ser a invasão (tipo “&lt;em&gt;boots on the ground&lt;/em&gt;”) uma opção para a Administração Obama. Na verdade, Obama se esforçou, até o momento, para “&lt;em&gt;cumprir as tarefas&lt;/em&gt;” autoimpostas na campanha eleitoral: matou Bin Laden numa operação de vídeogame; e fez a retirada das tropas do Iraque e se prepara para fazer o mesmo no Afeganistão. Assim, não é o caso de mandar mais “american boys” morrerem em algum lugar estranho do mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução estaria em combinar a “&lt;em&gt;guerra encoberta&lt;/em&gt;” – &lt;em&gt;assassinatos e sabotagens&lt;/em&gt; – com a &lt;em&gt;guerra “econômica e psicológica”&lt;/em&gt; para levar o Irã a capitular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso tais medidas não resultem nos objetivos propostos, teríamos o “&lt;strong&gt;Plano B&lt;/strong&gt;”. Alguns conselheiros de Obama, como o “superfalcão” Matthew Kroenig, advogam uma guerra de tipo “&lt;em&gt;surgical strikes&lt;/em&gt;”. Trata-se do uso da superioridade aérea dos Estados Unidos (e de Israel), com aviação, mísseis e drones diretamente contra as instalações nucleares iranianas em Natanz, Esfahan, Bushsher, Arak, Fordo e nos subúrbios de Teerã. Mesmo que as instalações estejam em bunkers subterrâneos – &lt;em&gt;muitos há quinze metros de profundidade e com casamatas de concreto reforçado&lt;/em&gt; – os EUA usariam armas do tipo “&lt;em&gt;Massive Ordnance Penetrator&lt;/em&gt;”, capazes de perfurar tais instalações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como se justificaria o ataque?&lt;/strong&gt; Nesse caso, existem algumas possibilidades previstas, a saber: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Conflito direto EUA-Irã, sem a presença de Israel (&lt;em&gt;em respeito aos aliados árabes&lt;/em&gt;): qualquer incidente no Estreito de Hormuz ou no Golfo Pérsico, onde os EUA concentraram grande parte de seus navios da Vª Frota pode ser o estopim. Caberiam mesmo simulações, como o “inventado” incidente do Golfo de Tonquim, que serviu de justificativa para os bombardeios de Hanói e Haiphong em 1964; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Uma ação descontrolada de uma das instâncias de poder em Teerã, como a Guarda da Revolução Islâmica contra interesses ocidentais – &lt;em&gt;como o fluxo de petróleo no Estreito de Hormuz&lt;/em&gt; - e que acabaria sendo "respondida" por uma ação bélica generalizada; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Uma ação de Israel, contra instalações ou cientistas nucleares iranianos, que seria respondida pelos iranianos. Nesse caso, os EUA iriam em defesa do aliado israelense... e com apoio da opinião pública americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos três casos, a guerra seria longa e penosa, como na Líbia, mas com maior capacidade de resposta por parte dos iranianos. Não bastaria o ataque aos centros nucleares – &lt;em&gt;com risco de converter-se numa “bomba suja”&lt;/em&gt;. Seria necessário atacar toda a defesa iraniana, espalhada por país imenso, montanhoso e com longo litoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade de tais “pré-cenários” reside em saber a possibilidade de resposta do Irã. O país é dotado de mísseis de médio e longo alcance, capazes de atingir todo o território de Israel, incluindo aí as centrais nucleares de Dimona. Além disso, as tropas americanas no Iraque, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita poderiam ser duramente atingidas. O fluxo do petróleo poderia ser paralisado, mesmo que por algumas semanas, o que chutaria o preço do barril para a casa dos 200 dólares, causando grande dano ao conjunto da economia mundial (já fragilizada). Além disso, os aliados do Irã, como o Hezbollah e o Hamas poderiam lançar graves ataques contra Israel e os aliados dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, as possibilidades de nova guerra são reais, mas de consequências imprevisíveis, o que faz a decisão ser muito difícil para a Administração Obama. No entanto, estamos num ano eleitoral. Os falcões ultraconservadores do Partido Republicano mordem os calcanhares de Obama... Na tradição americana, presidentes em guerra não perdem eleições!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; artigo escrito por Francisco Carlos Teixeira da Silva, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Transcrito no site “Carta Maior”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19459"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19459&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagens do Google e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-5286321222557155223?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/5286321222557155223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=5286321222557155223' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/5286321222557155223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/5286321222557155223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/ira-quando-sera-nova-guerra.html' title='IRÃ: QUANDO SERÁ A NOVA GUERRA?'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-nVIJyyzILxU/TyKX1QXO5FI/AAAAAAAAJqg/WhEqfwx-dwA/s72-c/290610_iram_map.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-6746864718142794717</id><published>2012-01-27T10:23:00.005-02:00</published><updated>2012-01-27T10:24:41.788-02:00</updated><title type='text'>A EUROPA EM GUERRA CONTRA O IRÃ</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sKCn94_CuPc/TyKS_PLoCwI/AAAAAAAAJqI/uQZLMmSUG1Y/s1600/338-0610214748-OIL-WAR2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-sKCn94_CuPc/TyKS_PLoCwI/AAAAAAAAJqI/uQZLMmSUG1Y/s400/338-0610214748-OIL-WAR2.jpg" width="308" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Pepe Escobar, no “Asia Times Online”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EUROPE AT WAR WITH IRAN&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ninguém nunca perdeu dinheiro apostando na imbecilidade dos políticos da União Europeia (UE). E se você vive de vender petróleo, rejubile-se&amp;nbsp;no caminho para o banco.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Os ministros de Relações Exteriores da EU, como se esperava &lt;em&gt;– obedecendo servilmente ao governo de Barack&lt;/em&gt; – deram luz verde a um total embargo do petróleo iraniano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O embargo aplica-se não só a novos contratos, mas também a contratos existentes – &lt;em&gt;que perderão a validade dia 1º de julho, e inclui sanções extras contra o Banco Central do Irã e exportações de petroquímicos para a UE&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É crucial lembrar que o embargo – &lt;em&gt;declaração de fato de guerra econômica&lt;/em&gt; – for proposto/imposto pela primeira vez pelo neonapoleônico presidente da França, o “&lt;em&gt;libertador da Líbia&lt;/em&gt;”, Nicolas Sarkozy. A desculpa oficial da UE para a guerra econômica foi “sérias e profundas preocupações quanto ao programa nuclear iraniano”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nada serviu o aviso de Moscou, para que a UE parasse de agir como mero peão de Washington – &lt;em&gt;porque a UE outra vez acertou o tiro no próprio pé calçado em sapatos Ferragamo&lt;/em&gt;. Os russos sabem tudo que há para saber sobre como esse embargo pode sair horrivelmente pela culatra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A UE defende sua estratégia –&lt;em&gt; ou sua guerra econômica&lt;/em&gt; – como o único modo de evitar “&lt;em&gt;o caos no Oriente Médio&lt;/em&gt;”. Mas a guerra econômica, isso sim, pode acabar por fazer explodir a guerra total que pretende estar evitando; há uma coorte de consequências não desejadas, esperando nas coxias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos leva diretamente ao drama do Estreito de Ormuz. Teerã disse, repetidas vezes, que fecharia Ormuz, se – &lt;em&gt;atenção&lt;/em&gt; – e somente "&lt;em&gt;se o Irã fosse impedido de exportar seu petróleo&lt;/em&gt;”. Seria golpe mortal contra a economia iraniana –&lt;em&gt; totalmente dependente das exportações de petróleo&lt;/em&gt; – para não falar do destino do regime controlado pelo Supremo Líder Aiatolá Ali Khamenei. A mudança de regime. Eis a verdadeira agenda de Washington e de seus poodles europeus – &lt;em&gt;mas não se pode contar nesses termos, à opinião pública global&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS RASTROS DAS MINHAS LÁGRIMAS [1]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos cinco principais importadores de petróleo iraniano, quatro estão na Ásia; dois são BRICS (&lt;em&gt;China e Índia&lt;/em&gt;); e &lt;em&gt;Japão e Coreia do Sul&lt;/em&gt;, aliados dos EUA. Pode-se argumentar que todos esses importadores culparão os americanos/europeus por suas provocações (&lt;em&gt;de fato, alguns já os estão culpando&lt;/em&gt;), caso o Irã considere bloquear – &lt;em&gt;ou ativar cadeias de minas&lt;/em&gt; – no Estreito de Ormuz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A União Europeia, por sua vez, importa cerca de 600 mil barris de petróleo por dia, do Irã; é cerca de 25% das exportações diárias do Irã, de 2,6 milhões de barris. O maior importador da União Europeia é a Itália. Outros importadores chaves são Espanha e Grécia. Todos esses países “Club Med” estão hoje, para dizer o mínimo, a braços com profunda crise econômica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A União Europeia insiste em repetir pelos “especialistas de jornal” sua &lt;em&gt;abordagem “de duas mãos”&lt;/em&gt;, em relação ao Irã. Se se remove a cobertura dos discursos de “especialistas de jornal”, a tal “&lt;em&gt;abordagem de duas mãos&lt;/em&gt;” traduz-se, na prática, como “&lt;em&gt;calem o bico, curvem-se às nossas sanções, parem de enriquecer urânio e sentem-se para negociar nos nossos termos&lt;/em&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, quando a chefe da política exterior da União Europeia –&lt;em&gt; Catherine Ashton, um fenômeno de inocuidade&lt;/em&gt; – põe-se a discursar sobre a “&lt;em&gt;validade da abordagem de duas vias&lt;/em&gt;”, diplomatas sérios em todo o mundo em desenvolvimento só podem interpretar a coisa pelo que a coisa é: piada. Não é exatamente um incentivo para que o Irã retome as negociações nucleares com o Grupo “&lt;em&gt;Irã Seis&lt;/em&gt;” (&lt;em&gt;membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia, China, mais Alemanha&lt;/em&gt;). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o Deus dos poodles europeus –&lt;em&gt; o governo Obama&lt;/em&gt; – aplica todos os tipos de pressões sobre as potências asiáticas para que parem de comprar petróleo do Irã. Delírio. Para todos eles – &lt;em&gt;incluindo Japão e Coreia do Sul&lt;/em&gt; – tudo continua como sempre foi: business. E eles precisam do petróleo do Irã mais do que o ocidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a “&lt;em&gt;British Petroleum&lt;/em&gt; (BP)” –&lt;em&gt; poluidora máster do Golfo do México&lt;/em&gt; – já pediu ao governo Obama para ser excluído das sanções. Tudo isso tem a ver com um capítulo chave do “&lt;em&gt;Oleodutostão” – o desenvolvimento do imenso campo de gás Shah Deniz II, no Azerbaijão&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--OahKqkO31c/TyKTqcmKq6I/AAAAAAAAJqQ/o43A8smrs-Q/s1600/PIPELINE.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="261" src="http://2.bp.blogspot.com/--OahKqkO31c/TyKTqcmKq6I/AAAAAAAAJqQ/o43A8smrs-Q/s400/PIPELINE.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Não há meio pelo qual a Europa possa beneficiar-se do gás do Mar Cáspio, sem investimento gigante de $22 bilhões para desenvolver o &lt;em&gt;campo Shah Deniz II – do qual o Irã participa com 10%&lt;/em&gt;. “Shah Deniz II” deverá ser essencial para abastecer o oleoduto “Nabucco” –&lt;em&gt; se algum dia chegar a ser construído&lt;/em&gt;. O “&lt;em&gt;Nabucco&lt;/em&gt;” contorna uma aliada estratégica do Irã, a Rússia – &lt;em&gt;a qual mantém controle sobre todo o abastecimento de gás para a Europa, motivo, aliás, de infindáveis lamentações dos próprios europeus, em Bruxelas&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Irã bloqueia a coisa, o negócio morre. Então, temos aí a situação surrealista de o “grande petróleo” britânico – &lt;em&gt;representado pela BP&lt;/em&gt; – já estar implorando que os EUA o excluam das sanções, ou toda a segurança energética da Europa estará ameaçada. Acontece que a Grã-Bretanha também é inimiga implacável do regime de Teerã, mas depende do Irã para “salvar” a Europa das garras da (russa) “Gazprom”. Não, vocês não fazem ideia! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A “CITY” NUNCA DORME &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome do jogo no Irã sempre será “&lt;em&gt;mudança de regime&lt;/em&gt;”, porque o sonho erótico diário de Washington e dos poodles europeus é passar a mão no fabuloso petróleo (&lt;em&gt;12,7% das reservas globais&lt;/em&gt;) e no rico gás iranianos. E fato é que aquela riqueza cada vez mais beneficia a “&lt;em&gt;Grade de Segurança Energética da Ásia&lt;/em&gt;” – não do ocidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gigantescos campos de “&lt;em&gt;Azadegan Norte e Sul&lt;/em&gt;” – &lt;em&gt;26 bilhões de barris&lt;/em&gt; – estão sendo explorados (&lt;em&gt;e quem seria?!&lt;/em&gt;) pela China: a “&lt;em&gt;China National Petroleum Corporation&lt;/em&gt;” está desenvolvendo os dois campos, investindo $8,4 bilhões em dez anos. Quanto ao &lt;em&gt;campo de “Yadavaran&lt;/em&gt;”, está sendo desenvolvido pela “&lt;em&gt;China Petroleum &amp;amp; Chemical Corporation&lt;/em&gt;”; em quatro anos, estará produzindo quase 200 mil barris/dia. E, isso, ainda sem falar do maior campo de gás do planeta – “&lt;em&gt;South Pars&lt;/em&gt;”, do qual grande parte está em território iraniano (&lt;em&gt;e estende-se por território do Qatar&lt;/em&gt;). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FIM DOS PETRODÓLARES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5eGKEuGbIAc/TyKT97bTHoI/AAAAAAAAJqY/ZtJISzHiH1E/s1600/dolar_queda.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-5eGKEuGbIAc/TyKT97bTHoI/AAAAAAAAJqY/ZtJISzHiH1E/s1600/dolar_queda.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;E há também o front crucial dos &lt;em&gt;petrodólares&lt;/em&gt;. Dominique Strauss-Kahn (DSK), pouco antes de ser obrigado a renunciar da presidência do FMI, [&lt;em&gt;açodadamente acusado pelos EUA de estar&lt;/em&gt;] envolvido num escândalo sexual [&lt;em&gt;inocentado muito depois&lt;/em&gt;], andava insistindo no fim do dólar norte-americano como moeda de reserva mundial; já propusera, em substituição ao dólar dos EUA, que o FMI operasse uma moeda virtual – &lt;em&gt;que incluiria o dólar dos EUA, o euro, a libra, o yen e o yuan&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, ora... Já está quase acontecendo, por outros meios! Avisem lá o eixo Washington/Bruxelas, que está dormindo ao volante: China e Índia já estão furando as sanções de EUA/UE contra o Irã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três países BRICS (&lt;em&gt;Rússia, Índia e China&lt;/em&gt;), mais &lt;em&gt;Japão e Irã&lt;/em&gt; – &lt;em&gt;mistura sacrossanta dos maiores produtores e consumidores de energia do planeta&lt;/em&gt; – já estão quase negociando, ou a poucos passos de começarem a negociar, em suas próprias moedas nacionais. Rússia e Irã já estão negociando em rials e rublos. Todas essas potências têm acordos bilaterais – &lt;em&gt;avançando inexoravelmente para acordos multilaterais&lt;/em&gt;; o que, traduzido, significa que o dólar vai deixando, aos poucos, de ser moeda internacional de reserva, com todas as consequências sísmicas que isso implica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se o mundo, boquiaberto, estivesse assistindo a um &lt;em&gt;seppuku&lt;/em&gt; ritual em câmara lenta, cometido pelo ocidente dominado por Washington. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda a auspiciosa cereja, nesse bolo do &lt;em&gt;Ano do Dragão&lt;/em&gt;: outra Bolsa de Valores instalada na City de Londres, que negociará em yuans. Pequim quer – &lt;em&gt;e a City londrina quer muito&lt;/em&gt;. Teerã já vende petróleo para Pequim em yuans. Então é o seguinte: o Irã usando a bolsa estrangeira na City de Londres, para negociar seus yuans; e mantendo perfeito acesso aos mercados globais – &lt;em&gt;por mais que EUA/UE encenem suas avalanches de sanções/embargos&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, os players na City sabem que a bolsa de “livre comércio” em yuans em Londres pode implicar vantagem para o Irã; mas, ao contrário daqueles panacas em Bruxelas, os jogadores da City de Londres sabem que ‘&lt;em&gt;business é business’&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTA DOS TRADUTORES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[1]&lt;/strong&gt; Orig.&lt;em&gt; The tracks of my tears&lt;/em&gt;. É título de uma canção soul, de 1965, sucesso mundial, gravação de &lt;em&gt;The Miracles&lt;/em&gt;, para o selo Tamla, da Motown. Leia mais na &lt;em&gt;Smokey Robinson Page&lt;/em&gt; (The Miracles), em inglês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE: &lt;/strong&gt;escrito por Pepe Escobar, no “Asia Times Online”. Traduzido pelo “pessoal da Vila Vudu”. Transcrito bo blog “redecastorphoto”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/01/pepe-escobar-europa-em-guerra-contra-o.html"&gt;http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/01/pepe-escobar-europa-em-guerra-contra-o.html&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagens do Google e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-6746864718142794717?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/6746864718142794717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=6746864718142794717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/6746864718142794717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/6746864718142794717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/europa-em-guerra-contra-o-ira.html' title='A EUROPA EM GUERRA CONTRA O IRÃ'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-sKCn94_CuPc/TyKS_PLoCwI/AAAAAAAAJqI/uQZLMmSUG1Y/s72-c/338-0610214748-OIL-WAR2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-9210467319040495209</id><published>2012-01-27T10:04:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T10:04:06.176-02:00</updated><title type='text'>A ARMADILHA CÂMBIO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-yO9hJtFGj9s/TyKQpepU5LI/AAAAAAAAJpw/ZMqXIt762Y8/s1600/Armadilha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-yO9hJtFGj9s/TyKQpepU5LI/AAAAAAAAJpw/ZMqXIt762Y8/s1600/Armadilha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Armadilha&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sI3JYlz70ss/TyKRCUnwWrI/AAAAAAAAJp4/dyW-WAynJHQ/s1600/d%C3%B3lar+x+real.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="156" src="http://1.bp.blogspot.com/-sI3JYlz70ss/TyKRCUnwWrI/AAAAAAAAJp4/dyW-WAynJHQ/s400/d%C3%B3lar+x+real.bmp" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Relação real/dólar desde o início do período FHC até janeiro deste ano&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;CÂMBIO, DESAFIO DA ECONOMIA EM 2012&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Passado o primeiro trimestre, quando o foco dos olhares econômicos internos –&lt;em&gt; os externos estão em outro lugar&lt;/em&gt; – se desviar da questão inflacionária e da retomada da expansão econômica, o Brasil terá de começar a enfrentar seriamente aquela que é, ao lado da taxa de juros –&lt;em&gt; a pior armadilha para a economia brasileira: o câmbio&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim da conversibilidade do dólar em ouro, decretado por Richard Nixon há 40 anos, fez da própria moeda americana o padrão mais comum de avaliação do poder de compra de uma moeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As relações monetárias mundiais passaram a gravitar exclusivamente em torno dele, sem nenhum outro padrão onde nos referenciarmos, ao ponto de ter surgido o estapafúrdio “&lt;em&gt;Índice BigMac&lt;/em&gt;” como arremedo de um bem universal que poderia posicionar o valor de cada moeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante o fato de não se poder ter um referencial universal para os meios monetários correntes de cada país, todos concordam com algumas verdades perceptíveis: a paridade do poder de compra da moeda brasileira está valorizada entre algo entre 15 e 40% em relação ao dólar, e só não mais porque a própria moeda americana, ela própria, desvalorizou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser observar esse processo, olhe o gráfico [acima] da&lt;em&gt; relação real/dólar&lt;/em&gt; desde o início do período FHC até janeiro deste ano. Mesmo com a recente alta, essencialmente, permanece forte sobrevalorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é tarefa fácil corrigir essa distorção com regime de câmbio livre. E as emissões de dólar [pelos EUA] – &lt;em&gt;porque é isso o que são, na prática&lt;/em&gt; –com seus “&lt;em&gt;quantitative easings&lt;/em&gt;” e a política de &lt;em&gt;liquidez estimulada&lt;/em&gt; pelo Federal reserve – &lt;em&gt;que esta semana&lt;/em&gt; [Obama] &lt;em&gt;anunciou a permanência de juros reais negativos nos títulos públicos americanos&lt;/em&gt;. [Isso contribui] para que a entrada de dólares no Brasil permaneça nos níveis imensos que atingiu ano passado, o que, nem de longe, ajuda a busca de um “alvo” mais racional para a cotação do dólar, possivelmente em torno de R$ 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1LQUaRJ5t1w/TyKSmAEMjgI/AAAAAAAAJqA/84pODArASVk/s1600/1237498_731068751.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-1LQUaRJ5t1w/TyKSmAEMjgI/AAAAAAAAJqA/84pODArASVk/s400/1237498_731068751.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Com isso e a crise europeia dando sinais de estagnação da economia, – &lt;em&gt;embora não de um mergulho profundo, até aqui&lt;/em&gt; – não há força para fazer com que haja processo mais intenso de alta do dólar, que se fixou no patamar que aqui se antecipou em setembro do ano passado: em torno de R$ 1,75.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era premonição, apenas a observação de tendência que era bastante diversa do catastrofismo cambial que, naquele momento, se desenhava na mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mecanismos tributários de controle cambial, tão detestados pelo mercado, são o único instrumento que possuem as autoridades monetárias para frear o movimento especulativo que ensaia voltar em relação ao real, com o ingresso [dezembro] de US$ 6,65 bilhões, valor superior à média mensal de 2011, ano recorde em matéria de entrada de capital estrangeiro no Brasil.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Fernando Brito no blog “Projeto Nacional”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://blogprojetonacional.com.br/cambio-desafio-da-economia-em-2012/"&gt;http://blogprojetonacional.com.br/cambio-desafio-da-economia-em-2012/&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagens do Google e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-9210467319040495209?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/9210467319040495209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=9210467319040495209' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/9210467319040495209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/9210467319040495209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/armadilha-cambio.html' title='A ARMADILHA CÂMBIO'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-yO9hJtFGj9s/TyKQpepU5LI/AAAAAAAAJpw/ZMqXIt762Y8/s72-c/Armadilha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-8324590479766407784</id><published>2012-01-27T09:54:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T13:29:40.184-02:00</updated><title type='text'>DESEMPREGO RECUA EM DEZEMBRO E FECHA A 4,7%, aponta IBGE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_PrNgi2G3AI/TyKPWzhQ0yI/AAAAAAAAJpo/ynZVtiyMQxY/s1600/Empregos-em-Fortaleza.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-_PrNgi2G3AI/TyKPWzhQ0yI/AAAAAAAAJpo/ynZVtiyMQxY/s1600/Empregos-em-Fortaleza.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TAXA É A MENOR PARA MÊS DE DEZEMBRO E DE TODA A SÉRIE HISTÓRICA DO IBGE.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WjE0yotzsK4/TyLCeu386cI/AAAAAAAAJrI/HZsI9HZYHBE/s1600/ibge.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="223" src="http://1.bp.blogspot.com/-WjE0yotzsK4/TyLCeu386cI/AAAAAAAAJrI/HZsI9HZYHBE/s400/ibge.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;[Gráfico de&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.tijolaco.com/aos-urubus-o-brasil-tem-pleno-emprego/"&gt;http://www.tijolaco.com/aos-urubus-o-brasil-tem-pleno-emprego/&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;“A taxa de &lt;strong&gt;desemprego&lt;/strong&gt; nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) recuou para &lt;strong&gt;4,7%&lt;/strong&gt; em dezembro de 2011, após ficar em 5,2% em novembro, de acordo com dados divulgados na quinta-feira (26). Essa taxa é a menor para o mês de dezembro e também &lt;strong&gt;a menor de toda a série histórica&lt;/strong&gt; da &lt;em&gt;Pesquisa Mensal de Emprego&lt;/em&gt; (PME) iniciada em março de 2002, segundo o instituto. Em dezembro de 2010, o indicador havia ficado em 5,3%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o resultado do último mês de &lt;strong&gt;2011&lt;/strong&gt;, a média da taxa de desemprego no ano ficou em &lt;strong&gt;6%.&lt;/strong&gt; De acordo com o IBGE, também a menor média anual. Em 2010, a taxa média de desocupação era de 6,7%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dezembro, a &lt;strong&gt;população desocupada&lt;/strong&gt; foi estimada em 1,1 milhão de pessoas, registrando queda de 9,5% sobre o mês anterior e de 9,4% em relação a dezembro de 2010. No ano inteiro, em média, os desocupados somaram 1,4 milhão de pessoas - recuo de 10,4% sobre 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a &lt;strong&gt;população ocupada&lt;/strong&gt; atingiu 22,7 milhões de pessoas, ficando estável na comparação mensal e apresentando alta de 1,3% sobre dezembro de 2010. Na média de 2011, os ocupados somaram 22,5 milhões de pessoas, um contingente 2,1% maior que o de 2010 (22,0 milhões).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao número de &lt;strong&gt;trabalhadores com carteira assinada&lt;/strong&gt; no setor privado, a soma chegou a 11,2 milhões, não apresentando variação em relação a novembro, mas registrou alta de 6,0% sobre dezembro do ano anterior. No ano inteiro, na média, houve recorde na proporção de trabalhadores com carteira assinada (10,9 milhões) em relação ao total de ocupados: 48,5%, frente a 46,3% em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SALÁRIO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;rendimento médio&lt;/strong&gt; real habitual dos ocupados ficou em R$ 1.650,00, o valor mais alto para o mês de dezembro desde 2002, e aumentou 1,1% sobre novembro. Na comparação com dezembro de 2010, o &lt;strong&gt;poder de compra&lt;/strong&gt; cresceu 2,6%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;média anual do rendimento médio mensal &lt;/strong&gt;habitualmente recebido no trabalho principal foi estimada em R$ 1.625,46, aumento de 2,7% em relação a 2010. O &lt;strong&gt;rendimento domiciliar per capita&lt;/strong&gt; aumentou de 2010 para 2011 em 3,8%.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; Portal G1&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.pt.org.br/noticias/view/desemprego_recua_em_dezembro_e_fecha_a_47_aponta_ibge"&gt;http://www.pt.org.br/noticias/view/desemprego_recua_em_dezembro_e_fecha_a_47_aponta_ibge&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-8324590479766407784?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/8324590479766407784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=8324590479766407784' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/8324590479766407784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/8324590479766407784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/desemprego-recua-em-dezembro-e-fecha-47.html' title='DESEMPREGO RECUA EM DEZEMBRO E FECHA A 4,7%, aponta IBGE'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_PrNgi2G3AI/TyKPWzhQ0yI/AAAAAAAAJpo/ynZVtiyMQxY/s72-c/Empregos-em-Fortaleza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-3579331368440662726</id><published>2012-01-27T09:45:00.003-02:00</published><updated>2012-01-27T09:46:06.076-02:00</updated><title type='text'>O “DESENVOLVIMENTISMO” ASIÁTICO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DA9fHES1Y3Q/TyKMzMyYxMI/AAAAAAAAJpg/pCzdTB9-B90/s1600/asia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="363" src="http://2.bp.blogspot.com/-DA9fHES1Y3Q/TyKMzMyYxMI/AAAAAAAAJpg/pCzdTB9-B90/s400/asia.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;“Os asiáticos nunca se referiram a si mesmos como “&lt;em&gt;desenvolvimentistas&lt;/em&gt;”, e sua estratégia econômica não tem nada a ver com o chamado &lt;em&gt;“desenvolvimentismo latino-americano&lt;/em&gt;”. Sua política industrial, comercial e macroeconômica sempre esteve a serviço de sua “&lt;em&gt;grande estratégia” social e nacional&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por José Luís Fiori&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;The issue is not one of state intervention in the economy. All states intervene in their economies for various reasons…state´s first priority will define its essence&lt;/em&gt;.” (Chalmers Johnson, “MITI and the Japanese miracle, 1925-1975”, Stanford University Press, p: 17, 1982)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvo engano, foi Chalmers Johnson quem falou pela primeira vez do "&lt;em&gt;desenvolvimentismo&lt;/em&gt;” asiático, no seu célebre livro sobre o “&lt;em&gt;milagre econômico japonês&lt;/em&gt;”, publicado em 1982. Depois dele, transformou-se num lugar comum dizer que o "&lt;em&gt;estado desenvolvimentista&lt;/em&gt;” foi ator central do crescimento econômico acelerado da Coréia, Taiwan e Singapura, entre os anos 60 e 80; da China, a partir dos anos 90; e do Vietnã, no início do século XXI. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Johnson – &lt;em&gt;que era economista, serviu na Guerra da Coréia, foi consultor da CIA para a Ásia, e lecionou nos Centros de Estudos do Japão e da China, da Universidade da Califórnia&lt;/em&gt; - voltou muitas vezes ao tema e acabou transformando-se num dos grandes especialistas norte-americanos em economia política asiática. E foi um dos principais responsáveis pela difusão e aprofundamento acadêmico da pesquisa e do debate que ganhou ressonância internacional, com a publicação do Banco Mundial, do "&lt;em&gt;The East Asian Miracle: Economic Growth and Public Policy&lt;/em&gt;”, em 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu tempo, o livro de Johnson surpreendeu o mundo acadêmico: segundo o autor, o “modelo econômico” japonês do pós-guerra não era original e vinha dos anos 20; e sua característica fundamental não era "econômica", tinha a ver com a &lt;em&gt;“intensidade” com que a sociedade e o governo japonês se dedicavam ao estabelecimento e cumprimento dos seus objetivos estratégicos&lt;/em&gt;. Para Johnson, essa "intensidade" se devia ao fato de que o “modelo” tinha sido concebido como instrumento de guerra e de reconstrução, depois da guerra, e como instrumento de defesa da soberania japonesa, frente aos desafios do mundo e do contexto geopolítico asiático, na segunda metade do século XX. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse contexto explicaria o nascimento e a força da &lt;em&gt;ideologia nacionalista&lt;/em&gt; e das instituições japonesas responsáveis pela mobilização da sociedade e pela submissão do desenvolvimento econômico aos seus objetivos de longo prazo. Em 1989, a economista americana, Alice Amsden, publicou outra obra clássica – “&lt;em&gt;Asia´s Next Giant&lt;/em&gt;” - sobre o “&lt;em&gt;milagre econômico coreano&lt;/em&gt;” onde ela identificava características parecidas com o desenvolvimento japonês: &lt;em&gt;o “modelo coreano” também vinha de antes da II Guerra, e havia sido forjado na luta anticolonialista, contra o próprio Japão&lt;/em&gt;. E depois de Johnson e Amsden, muitos outros pesquisadores e especialistas encontraram as mesmas características no desenvolvimento acelerado de Taiwan e Singapura, e de forma ainda mais gritante, no desenvolvimento da China e do Vietnã. O próprio Johnson identificou no &lt;em&gt;nacionalismo&lt;/em&gt; camponês e revolucionário chinês, do início do século XX, a grande fonte originária da "&lt;em&gt;energia desenvolvimentista&lt;/em&gt;" da China contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apressando o argumento, é possível extrair pelos menos quatro conclusões dessa vasta literatura sobre o crescimento asiático:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;i)&lt;/strong&gt; a maioria dos estados nacionais asiáticos se constituiu na segunda metade do século XX, depois do fim do colonialismo europeu. Mas quase todos os novos estados mantiveram suas fronteiras tradicionais e civilizatórias, e sua relação milenar, dando origem, desde o início, a um sistema interestatal regional altamente competitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ii)&lt;/strong&gt; em clave européia, a estratégia econômica desses países asiáticos esteve sempre mais próxima do mercantilismo de William Petty do que da economia política de Smith ou Marx; e muito mais próxima do &lt;em&gt;nacionalismo econômico&lt;/em&gt; do alemão Friederich List, do que do liberalismo heterodoxo do inglês John Keynes: sua primeira prioridade foi sempre a construção do estado e a defesa da unidade territorial da sua sociedade e da sua civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;iii)&lt;/strong&gt; não há nenhuma instituição ou política que explique, isoladamente, o sucesso do crescimento asiático, e que possa ser transplantada para países que tenham se constituído ou estejam fora de sistemas de poder altamente competitivos. A simples condição de "latecomer" ou de “capitalismo tardio” não explica nada, nem é capaz de gerar um projeto e uma estratégia de alto crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;iv)&lt;/strong&gt; por fim, os asiáticos nunca se referiram a si mesmos como “&lt;em&gt;desenvolvimentistas&lt;/em&gt;”, e sua estratégia econômica não tem nada a ver com o chamado “&lt;em&gt;desenvolvimentismo latino-americano&lt;/em&gt;”. Sua política industrial, comercial e macroeconômica sempre esteve a serviço de sua &lt;em&gt;“grande estratégia” social e nacional&lt;/em&gt;, e da sua luta pela conquista ou reconquista de uma &lt;em&gt;posição internacional autônoma e preeminente&lt;/em&gt;. Os asiáticos têm plena consciência de que a política econômica entregue a si mesma é cega e incapaz de gerar seus próprios objetivos. E muito menos ainda, de definir os objetivos de uma sociedade e de uma nação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por José Luís Fiori, cientista político, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Transcrito no site “Carta Maior”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5428"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5428&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;mapa do Google adicionado por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-3579331368440662726?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/3579331368440662726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=3579331368440662726' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/3579331368440662726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/3579331368440662726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/o-desenvolvimentismo-asiatico.html' title='O “DESENVOLVIMENTISMO” ASIÁTICO'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-DA9fHES1Y3Q/TyKMzMyYxMI/AAAAAAAAJpg/pCzdTB9-B90/s72-c/asia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-814486044805177994</id><published>2012-01-26T11:58:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T14:03:33.145-02:00</updated><title type='text'>“CARGA TRIBUTÁRIA PESADA” - PARA QUEM?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nkcr1TWZ1MY/TyFWOyRpzFI/AAAAAAAAJo4/7H8NVU7yQJo/s1600/Impostometro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-nkcr1TWZ1MY/TyFWOyRpzFI/AAAAAAAAJo4/7H8NVU7yQJo/s1600/Impostometro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;[&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;OBS deste blog 'democracia&amp;amp;política':&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Cena&amp;nbsp;da comédia do impostômetro tucano (&lt;em&gt;peça essa levada a público&lt;/em&gt; &lt;em&gt;com total apoio da mídia. Os demotucanos tentam esconder que a maior parte dos impostos é estadual e municipal e mais pesada sobre os não-ricos&lt;/em&gt;). Vê-se&amp;nbsp;o sorriso de&amp;nbsp;deboche da inteligência do povo ao tentarem vender a ideia de que toda "a culpa" dos impostos é dos governos federais que assumiram&amp;nbsp;desde 2003. Fingem que esqueceram que o governo deles (FHC/PSDB/DEM/PPS) aumentou a carga tributária como nenhum outro, de 25% para 36%]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Itqp9s4LmYI/TyFZh66psDI/AAAAAAAAJpI/vg1r-zL0MqM/s1600/carga+tribut%25C3%25A1ria+1.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="231" src="http://4.bp.blogspot.com/-Itqp9s4LmYI/TyFZh66psDI/AAAAAAAAJpI/vg1r-zL0MqM/s400/carga+tribut%25C3%25A1ria+1.bmp" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Por Fernando Brito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para quem gosta de falar em carga tributária, é bom dar uma olhada nesse gráfico [acima] publicado pela edição online da revista inglesa “&lt;em&gt;The Economist&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância entre o Brasil e os países da “&lt;em&gt;Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico&lt;/em&gt;” (a OECD, que reúne os países ,mais ricos) mostra que são os impostos (&lt;em&gt;e as transferências pública de renda que com eles se fazem&lt;/em&gt;) os grandes elementos para garantir a redução dos níveis de pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “&lt;em&gt;The Economist&lt;/em&gt;” diz que “&lt;em&gt;Programas bem-sucedidos, como o ‘Progresa-Oportunidades’ no México e ‘Bolsa Família’ no Brasil têm ajudado a reduzir a pobreza e desigualdade no último par de décadas, mas em comparação com os países ricos, países latino-americanos ainda estão muito longe&lt;/em&gt;” de alcançar os níveis de distribuição dos países mais ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, quanto mais rico o país, mais dilatado é o processo de transferência de renda. Ou, talvez, seja o contrário: quanto mais se transfere renda, mais rico é o país, pela atividade que essa transferência produz e pela elevação da qualidade de vida de seu povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora os dados não registrem a transferência de renda brasileira, não se tenha muita esperança de que o quadro seja diferente, porque a estrutura dos tributos no Brasil é suave com os ricos e impiedosa com os pobres, porque se funda nos impostos indiretos, não nos diretos, sobre a renda e, sobretudo, sobre o patrimônio. Capital e propriedade geram apenas 4% dos impostos cobrados no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso faz com que o Brasil tenha sido apontado, no ano passado, como um dos países mais “suaves” quando se trata de taxar as rendas mais altas. Como você pode conferir neste gráfico abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lVO7sPQVxtQ/TyFZVft_ieI/AAAAAAAAJpA/D_FXiYm8X8g/s1600/carga+tribut%25C3%25A1ria+2.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="224" src="http://4.bp.blogspot.com/-lVO7sPQVxtQ/TyFZVft_ieI/AAAAAAAAJpA/D_FXiYm8X8g/s400/carga+tribut%25C3%25A1ria+2.bmp" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ainda assim, não é verdadeiro que a carga tributária esteja subindo significativamente no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora, sim, a arrecadação tributária, porque cresceu a formalização das atividades econômicas e o nível de emprego e salário, este atuando, sobretudo, nas contribuições previdenciárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil precisa de desoneração tributária para acelerar o crescimento? Claro, mas isso não pode representar queda na capacidade de investimento (social e econômico) do próprio Estado brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos impostos escandalosamente altos, sobre o trabalho e a produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E escandalosamente baixos sobre as altas rendas, os lucros de capital e o grande patrimônio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0O-ZGkksf9s/TyFaPjzuYuI/AAAAAAAAJpQ/bnTDPpn0eW8/s1600/carga+tribut%25C3%25A1ria-ranking.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="272" src="http://1.bp.blogspot.com/-0O-ZGkksf9s/TyFaPjzuYuI/AAAAAAAAJpQ/bnTDPpn0eW8/s400/carga+tribut%25C3%25A1ria-ranking.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Fernando Brito e publicado no blog “Projeto Nacional”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://blogprojetonacional.com.br/carga-tributaria-pesada-para-quem/"&gt;http://blogprojetonacional.com.br/carga-tributaria-pesada-para-quem/&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;Imagem e trecho entre colchetes adicionados por este blog 'democracia&amp;amp;política'&lt;/em&gt;].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-814486044805177994?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/814486044805177994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=814486044805177994' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/814486044805177994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/814486044805177994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/carga-tributaria-pesada-para-quem.html' title='“CARGA TRIBUTÁRIA PESADA” - PARA QUEM?'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-nkcr1TWZ1MY/TyFWOyRpzFI/AAAAAAAAJo4/7H8NVU7yQJo/s72-c/Impostometro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-3792138637102856656</id><published>2012-01-26T11:32:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T11:32:01.033-02:00</updated><title type='text'>BRASIL E AMÉRICA LATINA ATRAIRAM QUASE O DOBRO DA CHINA EM INVESTIMENTO EXTERNO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TLrlyYHKZlk/TyFSieK6GzI/AAAAAAAAJog/cyYaQv5nWPI/s1600/mapa_america_latina.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-TLrlyYHKZlk/TyFSieK6GzI/AAAAAAAAJog/cyYaQv5nWPI/s400/mapa_america_latina.jpg" width="338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Do jornal “Valor” (Com informações da agência norte-americana de notícias Reuters)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A &lt;strong&gt;América Latina&lt;/strong&gt; foi a região com maior crescimento no “&lt;em&gt;investimento estrangeiro direto&lt;/em&gt;” (&lt;strong&gt;IED&lt;/strong&gt;) de 2010 para 2011. De acordo com relatório da “&lt;em&gt;Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento&lt;/em&gt;” (&lt;strong&gt;UNCTAD&lt;/strong&gt;), houve, no período, aumento de 34,6% nesse tipo de remessas a países latino-americanos e caribenhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada de IED na América Latina atingiu US$ 216,4 bilhões – &lt;em&gt;uma soma bem superior à recebida pela &lt;strong&gt;China&lt;/strong&gt; (US$ 124 bilhões).&lt;/em&gt; A nota destoante na região foi a &lt;strong&gt;Argentina,&lt;/strong&gt; onde o investimento estrangeiro caiu no ano passado, em relação a 2010. O país continua a receber menos IED que economias muito menores da região, como o &lt;strong&gt;Peru&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Particularmente atraentes são o tamanho do mercado do &lt;strong&gt;Brasil &lt;/strong&gt;e sua posição estratégica, que diminui a distância para outros mercados emergentes, tais como &lt;strong&gt;Argentina, Chile, Colômbia&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Peru&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, afirma o relatório “Monitor de Tendências do Investimento Global”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-L7cga1r85rU/TyFTSSkcbJI/AAAAAAAAJoo/uvJL36sZ2Tc/s1600/arte25int-111-unctad-a9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-L7cga1r85rU/TyFTSSkcbJI/AAAAAAAAJoo/uvJL36sZ2Tc/s640/arte25int-111-unctad-a9.jpg" width="273" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Os países em desenvolvimento receberam entradas recordes de IED, impulsionadas, principalmente, pelos investimentos em novos projetos. A &lt;strong&gt;China&lt;/strong&gt;, o segundo maior destino de IED, bateu pelo segundo ano consecutivo o seu recorde de entradas. Após grande queda em 2010, a Índia teve aumento de 38%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No geral, os IED globais somaram US$ 1,5 trilhão. Apesar de ser marca 17% maior do que a de 2010 e 28% maior que a de 2009, ainda é 23% menor do que o pico registrado em 2007, ano anterior ao início da crise financeira global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gastos para aquisições e fusões em outros países saltaram 49,7% no ano passado, chegando a US$ 507,3 bilhões. Já os investimentos “&lt;em&gt;greenfield&lt;/em&gt;”, nos quais são feitos gastos para iniciar uma operação a partir do zero, como a construção de uma nova fábrica, caíram 3,3%, a US$ 780,4 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expansão dos “&lt;em&gt;investimentos estrangeiros diretos”&lt;/em&gt; sinaliza crescente globalização e maior disposição em realizar grandes projetos no exterior, o que pode levar a mais comércio e maior capacidade produtiva ao redor do mundo. No contexto do atual cenário sombrio dos mercados financeiros globais, a volta do apetite por investimentos pode ser um raro sinal positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;O crescimento do Produto Interno Bruto [PIB] continua positivo e, embora seja menor do que se esperava, as empresas ainda têm dinheiro no bolso e precisam investi-lo de alguma forma. No entanto, ao mesmo tempo, existe incerteza devido à fragilidade da economia global&lt;/em&gt;”, disse Astrit Sulstarova, economista da UNCTAD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O órgão da ONU se disse “&lt;em&gt;cautelosamente otimista&lt;/em&gt;” quanto a 2012. “&lt;em&gt;Baseada nas atuais perspectivas de fatores subjacentes, tais como crescimento do PIB e dinheiro em caixa de corporações transnacionais, a UNCTAD estima que as entradas de IED terão alta moderada em 2012, para cerca de US$ 1,6 trilhão&lt;/em&gt;.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;COMPLEMENTAÇÃO:&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; (Por Dow Jones, no “&lt;em&gt;Newswires&lt;/em&gt;”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;INVESTIMENTO ESTRANGEIRO DIRETO PARA A. LATINA CRESCE 34,6% EM 2011&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TystOgDQQr0/TyFUG6XAvsI/AAAAAAAAJow/6IL9b3wojNI/s1600/0%252C%252C44278281%252C00.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="221" src="http://4.bp.blogspot.com/-TystOgDQQr0/TyFUG6XAvsI/AAAAAAAAJow/6IL9b3wojNI/s320/0%252C%252C44278281%252C00.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Por Dow Jones, no “&lt;em&gt;Newswires&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“LONDRES – Os países da &lt;strong&gt;América Latina&lt;/strong&gt; atraíram fluxo de “&lt;em&gt;investimento estrangeiro direto&lt;/em&gt;” (IED) de US$ 216,4 bilhões em 2011, crescimento de 34,6% sobre o ano anterior. O &lt;strong&gt;Brasil &lt;/strong&gt;foi o que registrou o maior aumento no fluxo de entrada de investimentos, 35,3%, que compensaram o declínio de 10% do IED para a &lt;strong&gt;Argentina&lt;/strong&gt;, segundo revela o detalhamento do relatório da “&lt;em&gt;Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento&lt;/em&gt;” (UNCTAD, na sigla em inglês) divulgado na terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2011, os países &lt;strong&gt;emergentes&lt;/strong&gt; atraíram fluxo de investimento estrangeiro diretor recorde de US$ 755 bilhões em 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Estados Unidos&lt;/strong&gt; continuaram sendo o destino favorito das empresas que buscaram expandir seus negócios internacionalmente em 2011, mas a &lt;strong&gt;China&lt;/strong&gt; reduziu significativamente essa distância, segundo o UNCTAD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relatório revela que as empresas investiram US$ 1,5 trilhão no exterior em 2011, aumento de 17% em comparação com o ano anterior, apesar da crescente incerteza econômica e da turbulência nos mercados financeiros globais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O UNCTAD prevê para este ano aumento adicional no fluxo global de IED para US$ 1,6 trilhão, embora tenha observado que a perspectiva estava sujeita a “&lt;em&gt;significativos riscos e incertezas&lt;/em&gt;”, considerando a “&lt;em&gt;dívida da crise nos países desenvolvidos, as incertezas relacionadas ao futuro do euro e a crescente turbulência nos mercados financeiros&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após três anos de declínios, o IED para as economias desenvolvidas cresceu em ritmo forte em 2011, 18%, para US$ 753 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o IED para os &lt;strong&gt;Estados Unidos&lt;/strong&gt; caiu 7,7%, para US$ 210,7 bilhões. Mesmo assim, esse total foi suficiente para manter os Estados Unidos como o país que mais recebe IED no mundo – &lt;em&gt;posição que ocupa há longa data&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;China &lt;/strong&gt;foi o segundo principal destino do IED em 2011, atraindo US$ 124 bilhões, crescimento de 8,1% sobre o ano anterior. Somando os US$ 78,4 bilhões em investimentos que entraram em &lt;strong&gt;Hong Kong&lt;/strong&gt;, o IED da Grande China ficou apenas US$ 8 bilhões abaixo do total atraído pelos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EUROPA &amp;amp; ÁSIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;União Europeia&lt;/strong&gt; atraiu US$ 414 bilhões em IED, aumento de 31,9% sobre 2010. Mas isso pode não ser sinal de vigor da economia da região. Uma boa parte desse volume – &lt;em&gt;ao redor de US$ 61 bilhões&lt;/em&gt; – representa empréstimos entre companhias ou de empresas controladoras proporcionando suporte às suas subsidiárias porque elas não podem se financiar junto aos bancos europeus em dificuldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da UE, os países tiveram desempenhos bastante diversos na atração de investimentos. O IED para a &lt;strong&gt;Irlanda&lt;/strong&gt; –&lt;em&gt; um dos três países da zona do euro que dependem dos pacotes de resgate da UE e do Fundo Monetário Internacional&lt;/em&gt; – deu salto de 101,3%, para US$ 53 bilhões. Isso foi muito mais do que &lt;strong&gt;França &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Alemanha&lt;/strong&gt;, que atraíam um IED de US$ 77,1 bilhões, aumento de 49%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a &lt;strong&gt;Grécia&lt;/strong&gt;, outro país que recebeu socorro financeiro internacional, registrou fluxo de saída de “investimento estrangeiro direto” de US$ 0,8 bilhão. Mas o país que registrou a maior saída de IED foi a &lt;strong&gt;Holanda,&lt;/strong&gt; que perdeu US$ 5,3 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Ásia &lt;/strong&gt;atraiu US$ 392,9 bilhões em IED no ano passado, aumento de 6,7% sobre 2010. A&lt;strong&gt; Índia&lt;/strong&gt; atraiu IED de US$ 34 bilhões, aumento de 37,9%. O investimento estrangeiro para a &lt;strong&gt;África &lt;/strong&gt;caiu ligeiramente, embora o IED para o&lt;strong&gt; Egito&lt;/strong&gt; tenha despencado 92,2%, para US$ 0,5 bilhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Rússia &lt;/strong&gt;atraiu US$ 50,8 bilhões em IED, aumento de 23,4% sobre 2010, enquanto a &lt;strong&gt;Turquia &lt;/strong&gt;recebeu US$ 13,2 bilhões em investimento, crescimento de 45,1%.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; ambos os artigos acima foram transcritos por Luis Favre em seu blog&amp;nbsp; (&lt;a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2012/01/america-latina-atraiu-quase-o-dobro-da-china-em-investimento-externo/"&gt;http://blogdofavre.ig.com.br/2012/01/america-latina-atraiu-quase-o-dobro-da-china-em-investimento-externo/&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagens do Google adicionadas por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-3792138637102856656?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/3792138637102856656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=3792138637102856656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/3792138637102856656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/3792138637102856656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/brasil-e-america-latina-atrairam-quase.html' title='BRASIL E AMÉRICA LATINA ATRAIRAM QUASE O DOBRO DA CHINA EM INVESTIMENTO EXTERNO'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TLrlyYHKZlk/TyFSieK6GzI/AAAAAAAAJog/cyYaQv5nWPI/s72-c/mapa_america_latina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-1923548335335248888</id><published>2012-01-26T11:16:00.004-02:00</published><updated>2012-01-26T11:16:49.489-02:00</updated><title type='text'>Santayana: “André e Arida - O PODER DA GRANA!"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-V2lDtkvyW9Y/TyFRHZben1I/AAAAAAAAJoY/LqJhuihuJK0/s1600/charge-bessinha_tucano-pirata3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="175" src="http://3.bp.blogspot.com/-V2lDtkvyW9Y/TyFRHZben1I/AAAAAAAAJoY/LqJhuihuJK0/s400/charge-bessinha_tucano-pirata3.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“O PRIMADO DO DINHEIRO”, OU “COMO PARAR O MUNDO”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Mauro Santayana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De repente, e só agora, o que nós, os pré-históricos, advertíamos, passou a preocupar os gênios iluminados do liberalismo reciclado. É o caso do economista André Lara Resende que, em artigo divulgado pelo jornal “Valor Econômico”, retorna ao alarme do “Clube de Roma”, e volta a preconizar uma parada no crescimento econômico, a fim de salvar o mundo. O mundo dos desenvolvidos, bem se sabe, porque o congelamento da situação nos condenaria ao subdesenvolvimento eterno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando de lado a preocupação malthusiana, o que seu ensaio revela talvez seja certa “&lt;em&gt;mauvaise conscience&lt;/em&gt;”, dissimulada na linguagem acadêmica, por ter, em sua vitoriosa carreira no mercado de capitais, se desviado das preocupações humanísticas de dois homens muito próximos de sua formação: seu pai, Otto Lara Resende, e Hélio Jaguaribe, que cita nesse trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meno male”, como dizem os italianos, que não está, como o seu parceiro Pérsio Arida, condenando o aumento do salário mínimo – e dos salários, de modo geral. Embora ambos busquem defender a política econômica que ajudaram a elaborar e a colocar em prática, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, há diferença de aproximação entre o ensaio de Lara Resende e a entrevista de Pérsio Arida. Apesar disso, as duas manifestações se encaixam, como se houvessem sido previamente ajustadas, com um objetivo comum. Esse objetivo é o de justificar o neoliberalismo e, em benefício marginal, fazer a apologia do governo a que serviram. Como no poema de Hofmansthal, em que o oculto se esconde na superfície, esse propósito fica bem claro no pensamento dos dois amigos e associados. Arida é mais explícito, quando afirma que há hoje no Brasil um pacto antiliberal entre as elites e o governo. É até razoável que haja um pacto entre os empresários brasileiros e o governo atual contra a desnacionalização da economia, que o governo neoliberal promoveu. Mas é equívoco atribuir a emersão dos BRICS à globalização da economia, como ela foi concebida pelo “Consenso de Washington” e decidida pelas grandes famílias que dominam o mundo. Ao contrário: os BRICS surgiram como reação ao projeto de domínio universal da economia por Wall Street, sempre a serviço dos verdadeiros senhores, os principais acionistas das grandes instituições financeiras, como o “Goldman Sachs”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de sua cadência retórica, o problema do mundo – &lt;em&gt;e do Brasil&lt;/em&gt; – é bem outro. E bem mais simples. Se a produção de bens e serviços do planeta não pode continuar crescendo no ritmo dos últimos cem anos, a solução não se encontra na economia, mas, sim, na combinação ética entre a ciência e a tecnologia, sob o controle rígido da política, ou seja, das instituições do Estado. André Lara Resende foi cauteloso, no que se refere à ditadura das instituições financeiras, mas Pérsio não esconde a sua posição: é preciso salvar os bancos, mesmo que eles sejam criminosos. Pérsio Arida é banqueiro, como se sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante comparar o pensamento dos dois brasileiros com o de André Orleán. Orléan é um respeitável economista que, aos 24 anos, já dirigia o “&lt;em&gt;Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos&lt;/em&gt;” da França e, há 25 anos, ocupa o cargo de diretor de pesquisas do “&lt;em&gt;Centre National de la Recherche Scientifique&lt;/em&gt;” e também a presidência da “&lt;em&gt;Associação Francesa de Economia Política&lt;/em&gt;”. Em entrevista ao jornal “Le Monde”, publicada segunda-feira, ele vai direto ao ponto: quem governa hoje a Europa é o mercado. Não o mercado de bens tangíveis, mas o mercado de capitais. “&lt;em&gt;O poder político, afirma Orléan, se conforma às suas prioridades e teme suas avaliações&lt;/em&gt;”. Ao mesmo tempo, ele diz, o mercado é um soberano indeciso e incoerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra o economista – &lt;em&gt;que acaba de publicar o livro “L’Empire de la Valeur, Refonder l’Economie”&lt;/em&gt; – que historicamente o primado da política, ou seja, sua capacidade de enquadrar os interesses financeiros, teve como instrumentos básicos os bancos centrais. É necessário, assim, não perder esse mandamento da realidade: só por meio do poder monetário pelo Estado é possível fazer com que prevaleça o interesse coletivo. Mas isso exige que os bancos centrais estejam diretamente submetidos ao poder político. Não é isso que ocorre hoje na Europa. O Banco Central da União Européia está desatrelado totalmente do poder político. Na verdade, sua subordinação é ao sistema financeiro internacional, capitaneado pelo “Goldman Sachs”. Nisso, Orléan vê uma crise mais profunda da democracia européia e de sua impotência congênita. Assim, resume o entrevistado, se pode dizer que a autonomia radical do Banco Central Europeu “significa &lt;em&gt;que não há mais soberania europeia&lt;/em&gt;”. Orléan lembra que os mercados financeiros não se autorregulam, pelo menos em tese, como os mercados de bens tangíveis, em que compradores e vendedores atuam de acordo com seus interesses e as circunstâncias. No mercado de capitais, se trata de apostas especulativas. É um mercado de promessas. Sua lógica é de natureza mimética: cada investidor se coloca diante do que se imagina que os outros vão fazer. Eles se parecem, diz o economista, a certos meios de informação, que se esforçam não por descobrir os fatos mais importantes, e sim, para publicar o que o público deseja. Não se pode confiar nunca nos preços financeiros, seja a taxa de juros, a taxa de câmbio ou o valor de uma ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orléan diz que nem sempre foi assim. Nos modelos passados do capitalismo, o controle das empresas se encontrava nas mãos de seu proprietário, ou quando o capital era muito diluído, nas mãos de seus administradores contratados. Nesses capitalismos, só o capital “flutuante” era deixado ao mercado. O resto ficava sob o domínio de instituições específicas, fosse das famílias, dos bancos ou do Estado, como nas grandes sociedades de economia mista. A partir de 1980, foram liquidados progressivamente os blocos de controle, considerados muito dispendiosos e porque os jogos do mercado faziam surgir oportunidades de lucros mirabolantes. Isso criou nova forma de capitalismo, ‘financiarizado’, em que a diversidade de pontos de vista é menos nítida, porque o mercado constitui o coração das avaliações econômicas, sempre subjetivas. Em consequência, resume, o primado da política sobre a avaliação global foi derrubado pelas finanças. É situação inédita, que coloca em risco a vida democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre outros absurdos, Orléan mostra como os bancos centrais emprestam aos bancos a juros de 1%, como o BCE fez, ao entregar às instituições bancárias quase 500 bilhões de euros, e esses bancos repassam aos estados a juros de 6% ao ano, como ocorre com a Itália, e a 5,5%, no caso da Espanha. Como se sabe, o BCE, pelos seus estatutos, não pode emprestar diretamente aos Estados. É interessante registrar que, tanto no BCE, ao emprestar aos bancos a 1%, quanto no governo da Itália, ao pagar as altas taxas aos bancos, são ex-executivos &lt;em&gt;(será que são mesmo ex?&lt;/em&gt;) do “Goldman Sachs” que tomam a decisão. Mário Draghi no BCE e Mário Monte, na chefia do governo italiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orléan recomenda, como primeiro passo, adotar o”&lt;em&gt;Glass-Steagall Act&lt;/em&gt;”, de 1933, que proibiu aos bancos de depósitos atuar como bancos de investimentos. Essa decisão foi revogada pelo governo americano em 1999. É inadmissível que a dívida privada dos bancos e de seus especuladores se transforme em dívida pública, como está ocorrendo hoje na Europa, e com mais lucros ainda para as instituições criminosas. Quem paga o prejuízo são os trabalhadores, com os ajustes fiscais que reduzem os serviços de saúde, de educação e de segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevista do economista francês é direta, clara e simples, como costumam ser as idéias mais sérias.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Mauro Santayana e publicado no portal “Conversa Afiada”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/economia/2012/01/24/santayana-andre-e-arida-o-poder-da-grana/"&gt;http://www.conversaafiada.com.br/economia/2012/01/24/santayana-andre-e-arida-o-poder-da-grana/&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-1923548335335248888?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/1923548335335248888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=1923548335335248888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/1923548335335248888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/1923548335335248888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/santayana-andre-e-arida-o-poder-da.html' title='Santayana: “André e Arida - O PODER DA GRANA!&quot;'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-V2lDtkvyW9Y/TyFRHZben1I/AAAAAAAAJoY/LqJhuihuJK0/s72-c/charge-bessinha_tucano-pirata3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-7419359371088095177</id><published>2012-01-26T11:10:00.006-02:00</published><updated>2012-01-26T11:10:41.078-02:00</updated><title type='text'>ENTREVISTA COM MARCO ANTONIO RAUPP (novo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-dWw_R_XBOEk/TyFPkKLFrdI/AAAAAAAAJoQ/PRHohbcNv7o/s1600/118928-370x270-1+folha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="291" src="http://4.bp.blogspot.com/-dWw_R_XBOEk/TyFPkKLFrdI/AAAAAAAAJoQ/PRHohbcNv7o/s400/118928-370x270-1+folha.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Ministro Marco Antonio Raupp, em Brasília&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EMPRESAS DO PAÍS DEVEM INVESTIR EM CIÊNCIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em entrevista à “Folha”, novo ministro da ciência reforça papel das parcerias com setor privado &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Sabine Righetti, na “Folha de São Paulo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O físico Marco Antonio Raupp assumiu, terça-feira (24), o MCTI (Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação) e já elegeu como prioridade o estímulo da ciência por meio de parcerias com empresas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Temos exemplos de sucesso na ciência brasileira. Precisamos parar de reclamar de falta de recursos e nos espelhar neles&lt;/em&gt;", disse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o físico, que deve seguir a linha de seu antecessor, Aloizio Mercadante, a ciência que dá certo no país está nos setores de petróleo, agricultura e aviação, em que as pesquisas são feitas com a colaboração entre universidades e grandes empresas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista exclusiva à “Folha”, Raupp afirmou que quer reformular o programa espacial brasileiro. A ideia é que AEB (Agência Espacial Brasileira) e INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), duas instituições que Raupp já comandou, parem de concorrer entre si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Folha - Qual será o maior desafio da sua gestão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marco Antonio Raupp -&lt;/strong&gt; É estabelecer uma parceria com o setor produtivo para dar consistência à pesquisa tecnológica no país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Mas poucas empresas fazem ciência no Brasil.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos exemplos de empresas que fazem pesquisa de ponta. O sistema de pesquisa e inovação da Petrobras levou à superação de questões importantes na produção de petróleo. Importávamos petróleo e, hoje, somos exportadores. Também temos o bom exemplo da EMBRAPA [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária]. Hoje, produzimos no Centro-Oeste, que até há pouco tempo não tinha nada. Isso sem falar na EMBRAER [Empresa Brasileira de Aeronáutica]. Temos de seguir esses exemplos. Há propostas que quero implementar para isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Quais propostas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A EMBRAPII [Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial], que o [Aloizio] Mercadante deixa para eu implementar. O que a EMBRAPA fez para a agricultura a EMBRAPII tem de fazer para a indústria. Neste momento em que as exportações estão caindo, isso é vital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As empresas têm de investir também. Precisamos criar condições para que elas vejam que poderão ter benefício econômico a partir de pesquisa. Esse é um grande desafio para o plano plurianual que vou desenhar para os anos de 2012 a 2015. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Falta pesquisador no Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Nossa pós-graduação se concentrou em formar pessoas para as próprias universidades. Agora, precisamos de gente para trabalhar nas empresas e nas instituições governamentais. Temos brutal necessidade de engenheiros. É preciso formá-los e trazer gente de fora. O programa “Ciência sem Fronteiras” possibilita justamente isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-EMBRAPII e “Ciência sem Fronteiras” são projetos da gestão de Mercadante. Seu governo será de continuidade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o mesmo governo. Não vou reinventar a roda. Minha missão é acelerar a roda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Há grandes projetos aprovados ainda sem recursos, como o reator multipropósito do IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), o novo anel de luz síncrotron e a parceria com o ESO (Observatório Europeu do Sul). Qual será a sua prioridade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses projetos são importantes para a ciência brasileira. É preciso viabilizá-los mesmo que tenhamos de distribuir o orçamento em vários anos. E há outros, como o programa espacial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O programa espacial será o foco da sua gestão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre foi prioridade, mas existem muitos problemas. Sempre fui crítico à maneira como o sistema espacial está articulado, com duas instituições concorrendo entre si: a AEB e o INPE. No ministério, olharei para essa questão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-INPE e AEB serão unificados?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, a ideia é manter as instituições de maneira que AEB e INPE não concorram entre si. Não podemos misturar política espacial com fazer satélite. Mas INPE e AEB têm de atuar juntas. O governo não quer as duas trabalhando separadamente porque isso é perder dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O INPE tem sofrido para contratar pessoas após a aposentadoria de funcionários. Como resolver essa questão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos de ter aparato legal para conseguir contratar de maneira mais flexível. Mas me pergunto se é o Estado que deve contratar todas as pessoas para fazer pesquisa no país. É evidente que não. Por isso, insisto nas parcerias com o setor privado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-As parcerias com o setor produtivo são a sua estratégia para aumentar os recursos para ciência? Hoje, temos 1,1% do PIB em ciência. A meta para 2010 era 1,5%...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta a gente ficar falando que precisa de mais recursos para fazer um projeto se não justificamos a proposta. E precisamos buscar o dinheiro. Não podemos ficar parados esperando alguma coisa acontecer.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; entrevista conduzida por Sabine Righetti, publicada na “Folha de São Paulo”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/21918-empresas-do-pais-devem-investir-em-ciencia.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/21918-empresas-do-pais-devem-investir-em-ciencia.shtml&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-7419359371088095177?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/7419359371088095177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=7419359371088095177' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/7419359371088095177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/7419359371088095177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/entrevista-com-marco-antonio-raupp-novo.html' title='ENTREVISTA COM MARCO ANTONIO RAUPP (novo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação)'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-dWw_R_XBOEk/TyFPkKLFrdI/AAAAAAAAJoQ/PRHohbcNv7o/s72-c/118928-370x270-1+folha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-1681120037514681488</id><published>2012-01-26T11:04:00.001-02:00</published><updated>2012-01-26T11:04:24.565-02:00</updated><title type='text'>A CARTA DE OBAMA PARA TEERÃ</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-gFmjQRGoS_g/TyFNVi_wtgI/AAAAAAAAJoI/78OjdFLWJzo/s1600/e8254cdf6a60c0aacb685c6fcaf4d937_XL.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-gFmjQRGoS_g/TyFNVi_wtgI/AAAAAAAAJoI/78OjdFLWJzo/s400/e8254cdf6a60c0aacb685c6fcaf4d937_XL.jpg" width="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A CARTA SECRETA DE OBAMA PARA TEERÃ: A GUERRA CONTRA O IRÃ ESTÁ SUSPENSA? – "&lt;em&gt;A ESTRADA PARA TEERÃ PASSA POR DAMASCO&lt;/em&gt;"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Mahdi Darius Nazemroaya&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O “&lt;em&gt;The New York Times&lt;/em&gt;” anunciou que a administração Obama tinha enviado carta importante aos dirigentes do Irã em 12 de Janeiro de 2012.&lt;strong&gt; [1] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 15 de Janeiro de 2012, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano reconheceu que a carta tinha sido entregue a Teerã através de três canais diplomáticos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt; uma cópia foi entregue ao embaixador iraniano nas Nações Unidas, Mohamed Khazaee, pela sua equivalente norte-americana, Susan Rice, em Nova Iorque; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt; uma segunda cópia da carta foi entregue em Teerã pela embaixadora da Suíça, Livia Leu Agosti; e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt; uma terceira cópia partiu para o Irã através de Jalal Talabani, do Iraque.&lt;strong&gt; [2] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na carta, a Casa Branca expunha a posição dos EUA, ao passo que responsáveis iranianos afirmaram que ela constitui um sinal do real estado das coisas: os EUA não se podem dar ao luxo de uma guerra contra o Irã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da carta, escrita pelo presidente Barak Hussein Obama, constava pedido norte-americano para o início de negociações entre Washington e Teerã, visando colocar um termo às respectivas hostilidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Na carta, Obama anunciava a disponibilidade para negociações e a resolução de desacordos mútuos&lt;/em&gt;", declarou Ali Motahari, negociador iraniano, à agência noticiosa “Mehr”.&lt;strong&gt; [3] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com outro negociador iraniano, dessa feita o vice-presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Exterior do Parlamento do Irã, Hussein Ebrahimi (Ibrahimi), a carta prosseguia solicitando a cooperação e negociações do Irã com os EUA baseadas nos respectivos interesses mútuos. &lt;strong&gt;[4]&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carta de Obama procurava, igualmente, assegurar Teerã de que os EUA não se envolveriam em quaisquer ações hostis ao Irã. &lt;strong&gt;[5] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, simultâneamente, o Pentágono cancelou ou adiou grandes exercícios conjuntos com Israel.&lt;strong&gt; [6] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os iranianos, porém, esses gestos são desprovidos de significado, dado que os atos da administração Obama têm sido sempre contrários às respectivas palavras. Mais amplamente, o Irã está persuadido de que os EUA não atacaram apenas porque sabem que os custos de uma guerra com semelhante oponente são demasiado elevados e as respectivas consequências demasiado arriscadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, isso não significa que um conflito aberto Irã-EUA tenha sido evitado ou que não possa acontecer. As correntes podem levar em qualquer direção, por assim dizer. Nem tão-pouco impede que a administração Obama esteja já a conduzir uma guerra contra o Irã e os respectivos aliados. De fato, os blocos de Teerã e de Washington têm prosseguido uma guerra fantasma que se prolonga da arena digital e das ondas televisivas até aos vales do Afeganistão e às agitadas ruas de Bagdad. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A GUERRA CONTRA O IRÃ COMEÇOU HÁ VÁRIOS ANOS &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra contra o Irã não começou em 2012 ou sequer em 2011. A revista “&lt;em&gt;Newsweek&lt;/em&gt;” chegou ao ponto de afirmar, num título de página em 2010: "&lt;em&gt;Assassínios, ataques cibernéticos, sabotagem. Será que a guerra contra o Irã já começou?"&lt;/em&gt; A guerra real pode bem ter começado em 2006. Em vez de atacarem o Irã diretamente, os EUA iniciaram uma guerra encoberta e através de “&lt;em&gt;proxies&lt;/em&gt;”. As dimensões secretas da guerra têm sido travadas através de agentes infiltrados, ataques cibernéticos, vírus informáticos, unidades militares secretas, espiões, assassinos, agentes provocadores e sabotadores. O rapto e o assassínio de cientistas iranianos, que teve início há vários anos, é uma parte constituinte dessa guerra encoberta. Nessa "guerra sombra", vários diplomatas iranianos em Bagdad têm sido vítimas de sequestros e cidadãos iranianos em visita à Geórgia, à Arábia Saudita e à Turquia foram detidos ou raptados. Vários responsáveis sírios e importantes figuras palestinas, bem como Imad Fayez Mughniyeh [&lt;em&gt;dirigente do Hezbollah libanês&lt;/em&gt;], foram também assassinados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra por “&lt;em&gt;proxies&lt;/em&gt;” começou em 2006, quando Israel atacou o Líbano com a intenção de expandir a guerra em direção à Síria. O caminho para Damasco passa por Beirute, do mesmo modo que Damasco está na rota para Teerã. Depois do fracasso de 2006, e compreendendo que a Síria era o ponto fulcral do Bloco de Resistência dominado pelo Irã, os EUA e os seus aliados passaram os cinco ou seis anos subsequentes tentando separar a Síria do Irã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os EUA combatem, igualmente, o Irã e respectivos aliados na frente diplomática e na econômica, através da manipulação de organismos internacionais e de estados satélites. No contexto de 2011-12, a crise na Síria constitui, no nível geopolítico, uma frente da guerra conta o Irã. Até mesmo os exercícios conjuntos norte-americanos e israelenses "&lt;em&gt;Austere Challenge 2012&lt;/em&gt;" e a correspondente deslocação de tropas visaram, primordialmente, a Síria como forma de combater o Irã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A SÍRIA NO CENTRO DA TEMPESTADE &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Washington leva a cabo consiste em exercer pressão psicológica sobre o Irã como maneira de o distanciar da Síria, de forma que os EUA e as suas legiões possam desferir o golpe mortal. Até ao começo de Janeiro de 2012, os israelenses têm estado em permanente preparação para o lançamento da invasão da Síria, numa repetição da iniciativa de 2006, enquanto os EUA e a UE têm, continuadamente, tentado chegar a um arranjo com Damasco, de forma a separá-la do Irã e do Bloco de Resistência. Todavia, os sírios têm persistentemente recusado esses avanços. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Foreign Policy&lt;/em&gt;”, a revista do Conselho de Relações Externas (&lt;em&gt;Council on Foreign Relations&lt;/em&gt;) norte-americano, publicou artigo em agosto de 2011 expondo o que era a visão do rei Saudita acerca da Síria no contexto do ataque ao Irão: "&lt;em&gt;O rei sabe que, à parte o colapso da própria República Islâmica, nada enfraquecerá mais o Irã do que a perda da Síria&lt;/em&gt;". &lt;strong&gt;[7]&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha essa afirmação sido genuinamente proferida ou não por Abdul Aziz Al-Saud, a respectiva concepção estratégica é representativa das razões para visar a Síria. O próprio conselheiro de segurança de Obama disse a mesma coisa, poucos meses depois de a notícia da “&lt;em&gt;Foreign Policy&lt;/em&gt;” ter sido publicada, em novembro de 2011. O conselheiro de segurança nacional [Thomas E.] Donilon garantiu, num discurso, que o "&lt;em&gt;fim do regime de Assad constituiria o maior inconveniente regional para o Irã, um golpe estratégico que alterará o equilíbrio de poder na região contra o Irã.&lt;/em&gt;" &lt;strong&gt;[8] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Kremlin também produziu afirmações que corroboram a ideia de que Washington pretende separar a Síria do aliado iraniano. Um alto responsável russo para assuntos de segurança anunciou que a Síria está sendo punida pela sua aliança com o Irã. O secretário do Conselho Nacional de Segurança da Federação Russa, Nikolai Platonovich Patrushev, declarou, publicamente, que a Síria está submetida à pressão de Washington devido aos interesses geoestratégicos apostados na quebra dos seus laços com o Irã, e não em virtude de quaisquer preocupações humanitárias. &lt;strong&gt;[9] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Irã também deu sinais de que, no caso de os sírios serem atacados, não hesitaria em intervir militarmente em seu apoio. Washington não pretende esse curso de eventos. O Pentágono preferiria engolir a Síria primeiro, antes de dirigir a sua atenção plena e indivisa para o Irã. O seu objetivo consiste em superar cada obstáculo à vez. Não obstante a doutrina militar norte-americana acerca da prossecução de guerras simultaneamente em vários teatros de operação, e de toda a correspondente literatura do Pentágono, a verdade é que os EUA não estão preparados para suportarem uma guerra regional convencional simultaneamente contra o Irã e contra a Síria, menos ainda para o risco de uma guerra estendida aos aliados russo e chinês do Irã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho para a guerra, porém, está longe de ter chegado ao fim. Por enquanto, o governo norte-americano terá de continuar com a "&lt;em&gt;guerra sombra&lt;/em&gt;" contra o Irã, enquanto intensifica as guerras mediática, diplomática e econômica.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTAS &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[1]&lt;/strong&gt; Elisabeth Bumiller et al., "US sends top Iran leader warning on Hormuz threat," The New York Times,12/Janeiro/2012. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[2]&lt;/strong&gt; Mehr News Agency, "Details of Obama's letter to Iran released," 18/Janeiro/2012. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[3]&lt;/strong&gt; Ibid. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[4]&lt;/strong&gt; Ibid. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[5]&lt;/strong&gt; Ibid. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[6]&lt;/strong&gt; Yakkov Katz, "Israel, US cancel missile defence drill" Jerusalem Post, 15/Janeiro/2012. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[7]&lt;/strong&gt; John Hannah, "Responding to Syria: The King's Statement, the President's hesitation," Foreign Policy,9/Agosto/2011. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[8]&lt;/strong&gt; Natasha Mozgovaya, "Obama Aide: End of Assad regime will serve severe blow to Iran," Haaretz,22/Novembro/2011. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[9]&lt;/strong&gt; Ilya Arkhipov e Henry Meyer, "Russia Says NATO, Persian Gulf Nations Plan to Seek No-Fly Zone for Syria,"Bloomberg, 12/Janeiro/2012.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Mahdi Darius Nazemroaya, sociólogo, especializado em questões do Médio Oriente e da Ásia Central, autor premiado e investigador associado do “&lt;em&gt;Centre for Research on Globalization&lt;/em&gt;” (CRG), Montreal. Tem contribuído para discussões relativas ao Grande Médio Oriente em numerosos programas internacionais e em estações televisivas tais como a &lt;em&gt;Al Jazeera&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;Press TV&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;Russia Today&lt;/em&gt;. Escritos seus foram publicados em mais de dez idiomas. Escreve para a “&lt;em&gt;Strategic Culture Foundation&lt;/em&gt;”, SCF, Moscou. O artigo original encontra-se em&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&amp;amp;aid=28736"&gt;http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&amp;amp;aid=28736&lt;/a&gt; . Transcrito em http://resistir.info/ e no portal de Luis Nassif com tradução de JCG&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-carta-de-obama-para-teera#more"&gt;http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-carta-de-obama-para-teera#more&lt;/a&gt;). [&lt;em&gt;imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-1681120037514681488?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/1681120037514681488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=1681120037514681488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/1681120037514681488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/1681120037514681488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/carta-de-obama-para-teera.html' title='A CARTA DE OBAMA PARA TEERÃ'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-gFmjQRGoS_g/TyFNVi_wtgI/AAAAAAAAJoI/78OjdFLWJzo/s72-c/e8254cdf6a60c0aacb685c6fcaf4d937_XL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-759761565311287089</id><published>2012-01-26T10:54:00.001-02:00</published><updated>2012-01-26T10:54:17.060-02:00</updated><title type='text'>FUKUYAMA E O FUTURO DA HISTÓRIA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-px2ios7QSQE/TyFLyF4gJvI/AAAAAAAAJnw/yxZn0u5k6OY/s1600/Fukuyama.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-px2ios7QSQE/TyFLyF4gJvI/AAAAAAAAJnw/yxZn0u5k6OY/s320/Fukuyama.bmp" width="250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Francis Fukuyama&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Roberto Abdenur &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Nos EUA, em 1974, o 1% mais rico detinha 9% da riqueza nacional. Hoje, possui quase 25% dela &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dois continentes de importância para o mundo, desdobram-se, neste momento, crises virtualmente existenciais no que diz respeito a seus modelos econômico-sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos EUA, a oposição republicana a Obama tenta conquistar a Casa Branca com base em postura quase religiosa em favor da redução do imenso déficit público unicamente pela via da eliminação de gastos, com a preservação, e mesmo a ampliação, de vantagens tributárias que só fazem privilegiar os mais ricos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Europa, o Estado do bem-estar se vê questionado. Não tanto sua essência, mas sim sua extensão passa a ser objeto de reavaliação, ao impacto de crise recessiva que tende a perdurar por longo tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, na China e em outras partes da Ásia Oriental, viceja um autoritário capitalismo de Estado que, aos olhos de alguns analistas do Ocidente, constituiria modelo invejável -&lt;em&gt;ainda que, pensando bem, seja esse alegado "Consenso de Pequim"&lt;/em&gt; (fazendo jogo de contraste com o "Consenso de Washington") &lt;em&gt;de indesejável e inviável implantação em países com regimes verdadeiramente democráticos, baseados no Estado de Direito, nas liberdades civis e na economia de mercado&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos EUA, a corrida eleitoral em curso expressa sociedade inusitadamente polarizada. E, em certo sentido, espantada e desorientada diante de nova realidade pouco assimilada: a inexorável tendência à crescente desigualdade socioeconômica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1974, o 1% mais rico detinha 9% da riqueza nacional. Hoje, possui quase 25%. Desigualdade que uns desejam enfrentar pela via do assistencialismo e de medidas de sentido distributivo e outros preferem não enxergar ou acreditam ser um mal passageiro, a ser sobrepujado pelo retorno ao "laissez-faire" e a medidas regressivas, supostamente favorecedoras dos pobres e das classes médias pela via do "&lt;em&gt;trickle down&lt;/em&gt;" (&lt;em&gt;gotejamento&lt;/em&gt;) da riqueza acumulada pelos ricos. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-U_YfSPAe-fw/TyFMScAYbTI/AAAAAAAAJn4/jNfaf6iCSBk/s1600/capitalismo1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-U_YfSPAe-fw/TyFMScAYbTI/AAAAAAAAJn4/jNfaf6iCSBk/s320/capitalismo1.jpg" width="263" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;"&lt;em&gt;trickle down&lt;/em&gt;" &lt;/div&gt;Na Europa, supostamente mais organizada, falhou a regulamentação financeira, o que convergiu com a crise de 2008 nos EUA para dar origem à presente situação. Nesse erro, se encontraram o capitalismo neoliberal americano e a "economia social de mercado" dos alemães. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante constatar, em tal contexto, o surgimento, em vários países, de movimentos populistas de direita (veja-se o “Tea Party” nos EUA) e a ausência de um pensamento de esquerda mais amplo e integrado, capaz de colocar alternativas ao que tem sido uma globalização em importantes aspectos descontrolada, que ameaça encolher as classes médias nos países desenvolvidos, trazendo riscos à própria democracia representativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vjX7u9FhPTI/TyFMeQSMVgI/AAAAAAAAJoA/zSzxsTPko1Y/s1600/francis_fukuyama-the_end_of_history_and_the_last_man.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-vjX7u9FhPTI/TyFMeQSMVgI/AAAAAAAAJoA/zSzxsTPko1Y/s320/francis_fukuyama-the_end_of_history_and_the_last_man.jpg" width="219" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;E, surpresa!, quem a esta altura clama pelo surgimento de um lúcido pensamento de esquerda, a contrabalançar os populismos de direita, é o famoso Francis Fukuyama. Ele, que com seu livro "O Fim da História" dera como definitivo o triunfo da democracia liberal e da economia de mercado sobre o socialismo real, expressa, em recente artigo na prestigiosa "Foreign Affairs" ("O Futuro da História"), preocupação com os riscos de que os avanços tecnológicos subjacentes à globalização enfraqueçam as classes médias nos países desenvolvidos. Critica o que chama de "ausência da esquerda" e clama por nova mobilização em favor de Estados mais fortes, de medidas redistributivas e de questionamento dos privilégios das atuais elites dominantes.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Roberto Abdenur na Folha de São Paulo&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/22018-fukuyama-e-o-futuro-da-historia.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/22018-fukuyama-e-o-futuro-da-historia.shtml&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagens do Google adicionadas por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-759761565311287089?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/759761565311287089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=759761565311287089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/759761565311287089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/759761565311287089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/fukuyama-e-o-futuro-da-historia.html' title='FUKUYAMA E O FUTURO DA HISTÓRIA'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-px2ios7QSQE/TyFLyF4gJvI/AAAAAAAAJnw/yxZn0u5k6OY/s72-c/Fukuyama.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-6682098084133323251</id><published>2012-01-26T10:47:00.002-02:00</published><updated>2012-01-26T10:47:27.102-02:00</updated><title type='text'>Delfim Netto: “CAPITALISMO”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8jZp8Z5JdlE/TyFK3CBCVGI/AAAAAAAAJno/s8xO_un9Mlo/s1600/capitalismo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="289" src="http://1.bp.blogspot.com/-8jZp8Z5JdlE/TyFK3CBCVGI/AAAAAAAAJno/s8xO_un9Mlo/s400/capitalismo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Antonio Delfim Netto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Diante da enorme confusão sobre o diagnóstico e os tratamentos que devem ser aplicados para que sobreviva a União Europeia e sua moeda única, o euro, é importante reafirmar que a economia política, uma acumulação de conhecimentos que a história mostra, é indispensável à boa administração privada e à boa governança pública. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não deve ser identificada com a fracassada engenharia financeira, que somou físicos de pouco sucesso na sua profissão a economistas mal preparados com inveja do "sucesso" da física. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise de 2007-09 tem pouco a ver com as flutuações ínsitas no próprio funcionamento da economia de mercado. Ela foi produto do eterno destempero do sistema financeiro quando não sujeito à mais estrita regulação. Mas não poderia ter amadurecido a não ser com a conivência dos Estados submetidos ao seu crescente poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O drama da eurolândia também não tem nada a ver com as crises periódicas que são um dos inconvenientes da economia de mercado. A explosão do “Lehman Brothers” colocou à luz do sol as patifarias do setor financeiro privado dos EUA e, logo em seguida, as velhacarias do setor público de alguns países da eurolândia que só foram possíveis com a conivência das agências de "risco". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso nada tem a ver com a economia que usa os mercados cujo codinome é "capitalismo" para alocar os seus recursos na produção dos bens desejados pela sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o sistema encontrado pelo homem na sua busca de métodos mais eficientes para suprir as suas necessidades e que fossem compatíveis com sua liberdade de iniciativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É apenas um processo histórico apoiado em inovações tecnológicas que vai se reconstruindo a cada crise, das quais sai sempre renovado na direção da maior eficiência produtiva e na ampliação da liberdade individual. Não é eterno e tem defeitos que talvez possam ser amenizados pela ação da própria sociedade organizada no Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A China é um exemplo de como regimes politicamente fechados podem usar o mercado como instrumento para aumentar a eficiência produtiva e explorar os benefícios de liberdade de iniciativa (&lt;em&gt;ainda que controlada&lt;/em&gt;) dos cidadãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução tecnológica da informação, que apenas estamos começando a viver, é novo ciclo de expansão da economia de mercado. A globalização adquire novos contornos e as relações sociais (&lt;em&gt;principalmente o trabalho&lt;/em&gt;) vão sofrer mudanças profundas. Mais uma vez, um aperfeiçoamento na direção da redução do tempo para a sobrevivência material e um enorme passo na direção da construção da humanidade do homem.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Antonio Delfim Netto na Folha de São Paulo&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/21940-capitalismo.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/21940-capitalismo.shtml&lt;/a&gt;). [&lt;em&gt;imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-6682098084133323251?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/6682098084133323251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=6682098084133323251' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/6682098084133323251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/6682098084133323251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/delfim-netto-capitalismo.html' title='Delfim Netto: “CAPITALISMO”'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8jZp8Z5JdlE/TyFK3CBCVGI/AAAAAAAAJno/s8xO_un9Mlo/s72-c/capitalismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-25564816183067512</id><published>2012-01-25T10:58:00.002-02:00</published><updated>2012-01-25T14:59:12.499-02:00</updated><title type='text'>EX-FAVELADA DO MORRO DO ALEMÃO, CATADORA DE PAPEL, ASSUME PRESIDÊNCIA DA PETROBRAS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CoVu4GBIASc/Tx_4eCONlxI/AAAAAAAAJnA/67yowD6ESEw/s1600/complexo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="256" src="http://2.bp.blogspot.com/-CoVu4GBIASc/Tx_4eCONlxI/AAAAAAAAJnA/67yowD6ESEw/s400/complexo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Complexo do Alemão&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-orBdLMuVHBc/Tx_5XM6vSvI/AAAAAAAAJnI/IEP7bMBH3qM/s1600/Foster.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="228" src="http://1.bp.blogspot.com/-orBdLMuVHBc/Tx_5XM6vSvI/AAAAAAAAJnI/IEP7bMBH3qM/s320/Foster.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Graças Foster&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;“Quem as conhece de perto costuma dizer que a engenheira Maria das Graças Silva Foster, 58, é um "clone" da presidente Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rígida e extremamente exigente, assim como Dilma, Graça, como gosta de ser chamada, tem fama de agressiva no trato com sua equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira mulher a ocupar uma diretoria da estatal e a ser indicada para assumir a presidência da companhia, é engenheira e funcionária de carreira. Começou como estagiária em 1978 e ocupou cargos gerenciais na empresa antes do governo Lula (2003-2010), quando, pelas mãos da então ministra Dilma (Minas e Energia), trocou o Rio por Brasília, no começo de 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aproximação ocorrera quando Dilma, então secretária de Energia do Rio Grande do Sul (1999-2002), queria um ramal adicional no gasoduto Bolívia-Brasil para atender ao sul do Estado. Ouviu um "não" como resposta da então gerente da estatal, mas a amizade prosperou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graça filiou-se ao PT e se engajou na campanha de Dilma. Tem três estrelas tatuadas no antebraço esquerdo, duas delas vermelhas. Foi secretária de Petróleo e Gás e dirigiu as subsidiárias Petroquisa e BR Distribuidora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mineira de Caratinga, Graça se define "carioca de coração". Torce pelo Botafogo, é fã de carnaval e dos Beatles. Aos dois anos, mudou-se com a família para o complexo de favelas do Alemão, onde viveu até os dez anos e trabalhou como catadora de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_7COpEpUc-8/Tx_6hylP5xI/AAAAAAAAJnQ/Iz_8RaiqObw/s1600/6190244660_38d4cec1d5_z.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/-_7COpEpUc-8/Tx_6hylP5xI/AAAAAAAAJnQ/Iz_8RaiqObw/s400/6190244660_38d4cec1d5_z.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;crianças do Morro do Alemão&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-h1ZdcFIfGW8/Tx_7JgxK01I/AAAAAAAAJnY/ywjbjH3lTH4/s1600/catadores.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="298" src="http://3.bp.blogspot.com/-h1ZdcFIfGW8/Tx_7JgxK01I/AAAAAAAAJnY/ywjbjH3lTH4/s320/catadores.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;catadores de papel&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;Em 2010, foi apontada pelo jornal britânico "&lt;em&gt;Financial Times&lt;/em&gt;" uma das 50 executivas mais influentes do mundo. Tem filha médica e filho estudante de jornalismo -que tatuou o nome da mãe no antebraço”.[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BeuvYA3mkYs/Tx_8L5rD9hI/AAAAAAAAJng/bohZouzrNAs/s1600/70665696_d5afaf7c39_z.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-BeuvYA3mkYs/Tx_8L5rD9hI/AAAAAAAAJng/bohZouzrNAs/s400/70665696_d5afaf7c39_z.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Sede da Petrobras no Rio de Janeiro (à direita)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; reportagem de Pedro Soares e Denise Luna publicada na Folha de São Paulo&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/21735-ex-catadora-executiva-morou-no-complexo-do-alemao.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/21735-ex-catadora-executiva-morou-no-complexo-do-alemao.shtml&lt;/a&gt;). [&lt;em&gt;título e imagens do google acrescentados por este blog 'democracia&amp;amp;política'&lt;/em&gt;].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-25564816183067512?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/25564816183067512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=25564816183067512' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/25564816183067512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/25564816183067512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/ex-favelada-do-morro-do-alemao-catadora.html' title='EX-FAVELADA DO MORRO DO ALEMÃO, CATADORA DE PAPEL, ASSUME PRESIDÊNCIA DA PETROBRAS'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-CoVu4GBIASc/Tx_4eCONlxI/AAAAAAAAJnA/67yowD6ESEw/s72-c/complexo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-1793142630375038</id><published>2012-01-25T10:37:00.003-02:00</published><updated>2012-01-25T15:03:22.738-02:00</updated><title type='text'>'PINHEIRINHO' E A NOVA PRESIDENTA DA PETROBRÁS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0GANFbyCxKo/Tx_28Pgc05I/AAAAAAAAJm4/w52KOOIR1lI/s1600/1108115.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="276" src="http://3.bp.blogspot.com/-0GANFbyCxKo/Tx_28Pgc05I/AAAAAAAAJm4/w52KOOIR1lI/s400/1108115.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;catador de papel&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;Da “Carta Maior”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A nova presidenta da Petrobrás, Graça Foster, cresceu numa favela. Sua infância foi vivida no Morro do Adeus, no Rio de Janeiro, que hoje integra o Complexo do Alemão. Até os 12 anos, catou papel e lata na rua para custear os estudos, como narrou recentemente em entrevista ao jornal “Valor”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais de três décadas na Petrobrás, Graça sucederá a José Sérgio Gabrielli, que dirigiu a estatal no ciclo mais importante desde sua criação, nos anos 50. O saldo mais reluzente desse período foi a descoberta das reservas pré-sal, mas, sobretudo, a regulação soberana dessa riqueza pelo Presidente Lula. Em 2009, a contrapelo da coalizão demotucana e do candidato da derrota conservadora, José Serra, o governo brasileiro transformou a principal descoberta mundial de petróleo dos últimos 30 anos numa poupança do povo brasileiro. Recusou-se a reduzí-la a uma ‘commodity’ para o repasto dos mercados. &lt;em&gt;Serra, na campanha de 2010, prometeu&lt;/em&gt; [revelação do Wikileaks]: &lt;em&gt;vitorioso, decretaria a 'reintegração de posse do pré-sal' às petroleiras internacionais&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher que assume esse patrimônio histórico sabe onde o Brasil grita e precisa ser ouvido. O Brasil pobre hoje grita em 'Pinheirinho', por exemplo, a ocupação de 1660 famílias, violentamente despejadas no domingo em São José dos Campos (SP). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que a truculência do dinheiro grosso e o menosprezo conservador pelos excluídos produz tríplice aliança entre o poder judicial paulista, o governo do Estado e a administração tucana de São José dos Campos, é valioso saber que, na esfera federal, existem olhos e ouvidos que sabem onde o Brasil grita. Reverter o ‘&lt;em&gt;arrasa-terra’&lt;/em&gt; em 'Pinheirinho' seria a melhor forma de o governo Dilma transformar a nomeação de Graça Foster mais do que numa boa notícia: um símbolo de seu mandato, em defesa das meninas pobres que ainda catam papel e lata nas ruas do país.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; cabeçalho do site “Carta Maior” em 24/01/2012&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm&lt;/a&gt;) [imagem &lt;em&gt;do Google adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-1793142630375038?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/1793142630375038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=1793142630375038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/1793142630375038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/1793142630375038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/pinheirinho-e-nova-presidenta-da.html' title='&apos;PINHEIRINHO&apos; E A NOVA PRESIDENTA DA PETROBRÁS'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0GANFbyCxKo/Tx_28Pgc05I/AAAAAAAAJm4/w52KOOIR1lI/s72-c/1108115.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-3010229638800309731</id><published>2012-01-25T10:33:00.003-02:00</published><updated>2012-01-25T10:33:51.766-02:00</updated><title type='text'>NEM POR ESPERTEZA, ALCKMIN DEMONSTROU SENSIBILIDADE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UWFPFuN6Rog/Tx_1lvR2mjI/AAAAAAAAJmo/N5adxWlVGCg/s1600/sjc.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="263" src="http://3.bp.blogspot.com/-UWFPFuN6Rog/Tx_1lvR2mjI/AAAAAAAAJmo/N5adxWlVGCg/s400/sjc.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Luis Nassif &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É trágica a maneira como o PSDB joga pela janela oportunidades políticas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A vulnerabilidade central do partido é a &lt;em&gt;insensibilidade social&lt;/em&gt;. Mesmo no bem avaliado governo Aécio Neves, a crítica central era a &lt;em&gt;falta de preocupação social&lt;/em&gt;. Em São Paulo, a &lt;em&gt;arrogância administrativa&lt;/em&gt;, das decisões de gabinete, sem nenhuma preocupação em ouvir, planejar ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí o partido reúne sua executiva para pensar o futuro. As únicas fontes de pensamento "novo" são financistas, exclusivamente preocupados em &lt;em&gt;vender o peixe do “mercado”&lt;/em&gt; para o partido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, foi Geraldo Alckmin o primeiro político de peso do PSDB a perceber a emergência de novos valores. Ainda na campanha, mostrou as vantagens de programas tipo "Minha Casa, Minha Vida" sobre o modelo autárquico do CDHU. Entendeu a importância da colaboração federativa. Percebeu a relevância de reduzir o estado de guerra com o professorado, praticar o relacionamento civilizado com prefeitura e lideranças de bairro. Até ensaiou algumas ações administrativas colaborativas, juntando várias secretarias de governo e a prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, surge a grande oportunidade: 6.000 pessoas morando em área de disputa jurídica. Não são aventureiros, não são invasores forçando a barra para conseguir imóveis para futura negociação. São famílias que se estabeleceram ao longo de anos, criando uma comunidade com velhos, crianças, mulheres, mães e pais de família, que levantaram suas casas em regime de mutirão, firmaram-se nos seus empregos, colocaram suas crianças nas escolas, criaram uma comunidade sem nenhuma ajuda do poder público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria o momento máximo de inaugurar uma nova era. Um governador minimamente competente teria convocado a Secretaria de Assistência Social, o CDHU, a Secretaria da Justiça e da Defesa, a prefeitura de São José dos Campos, grandes empresas instaladas na região para um plano integrado destinado a encontrar uma solução para a comunidade de Pinheirinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se espere de Alckmin nenhuma &lt;em&gt;sensibilidade social&lt;/em&gt;. Só um amorfo moral para ordenar as ações da PM contra famílias indefesas, em nome da ordem - &lt;em&gt;como se estivesse tratando com marginais do PCC&lt;/em&gt;. Mas considere-se que, para quem almeja vôos altos, o exercício da esperteza política é fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CpqfWdeMCpk/Tx_2fSymstI/AAAAAAAAJmw/xsXp_KAqq2o/s1600/pinheirinho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-CpqfWdeMCpk/Tx_2fSymstI/AAAAAAAAJmw/xsXp_KAqq2o/s400/pinheirinho.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Tivesse tratado o caso com um mínimo de esperteza, Alckmin estaria inaugurando um conjunto habitacional. As televisões mostrariam imagens de crianças brincando nas praças do conjunto, velhos se aquecendo ao sol de São José, pais de família voltando para casa e encontrando os seus em segurança. Estudos acadêmicos, no futuro, analisariam uma comunidade viva, com relacionamentos construídos ao longo desses anos, com a solidariedade dos vizinhos de outros bairros, que se auto-organizou ao largo do poder público. E falariam do governador sábio que impediu que essa riqueza social - &lt;em&gt;uma comunidade que se auto-organizou&lt;/em&gt; - se perdesse sob os tratores e os cassetetes da polícia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o que se viu foi um festival de fotos trágicas, de mães carregando filhos ao colo, chorando, tendo ao fundo as fogueiras provocadas por governantes imbecis. Fotos de batalhões da PM, com cassetetes, escudos, capacetes, enfrentando famílias com crianças e velhos. E, como defensores das famílias, políticos do PSOL se legitimando junto a uma rapaziada que ainda acredita na responsabilidade social como fator de mobilização política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que as fotos das mães e filhos chorando as casas perdidas sejam uma maldição a acompanhar Alckmin pelo resto da vida política.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito pelo jornalista Luis Nassif em seu portal&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/nem-por-esperteza-alckmin-demonstrou-sensibilidade#more"&gt;http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/nem-por-esperteza-alckmin-demonstrou-sensibilidade#more&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagens do Google adicionadas por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-3010229638800309731?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/3010229638800309731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=3010229638800309731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/3010229638800309731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/3010229638800309731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/nem-por-esperteza-alckmin-demonstrou.html' title='NEM POR ESPERTEZA, ALCKMIN DEMONSTROU SENSIBILIDADE'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-UWFPFuN6Rog/Tx_1lvR2mjI/AAAAAAAAJmo/N5adxWlVGCg/s72-c/sjc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-5907812859578082801</id><published>2012-01-25T10:26:00.004-02:00</published><updated>2012-01-25T10:26:51.181-02:00</updated><title type='text'>DILMA FALA SOBRE SERVIÇOS BANCÁRIOS, ACESSO AO ENSINO SUPERIOR E BIBLIOTECAS EM MUNICÍPIOS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tlqiJjsqh3U/Tx_0QPOrsSI/AAAAAAAAJmg/ADVIAI9MO7A/s1600/conversa+com+a+presidenta.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="309" src="http://3.bp.blogspot.com/-tlqiJjsqh3U/Tx_0QPOrsSI/AAAAAAAAJmg/ADVIAI9MO7A/s320/conversa+com+a+presidenta.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROTEÇÃO AOS CONSUMIDORES DOS SERVIÇOS FINANCEIROS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O governo federal está trabalhando para aperfeiçoar a regulação do sistema bancário e aprimorar as normas de proteção aos consumidores dos serviços financeiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na coluna ‘Conversa com a Presidenta’ publicada terça-feira (24), a presidenta Dilma Rousseff explicou ao &lt;strong&gt;lojista José Antonio, de Passos (MG)&lt;/strong&gt;, que todo banco é obrigado a oferecer, gratuitamente, um número básico de transações relativas a saques, extratos e cheques. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação aos serviços não gratuitos, acrescentou, uma das medidas adotadas foi a padronização das denominações e siglas dos serviços bancários, além da descrição minuciosa do seu significado, para facilitar a comparação das tarifas cobradas. Segundo a presidenta, o Banco Central mantém na internet os valores que cada instituição cobra pelos serviços. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Os clientes podem comparar os preços e dispor de base para negociar melhores tarifas com seu banco. Outra importante inovação foi a criação da portabilidade, que determina que um banco tem que enviar os dados cadastrais, do crédito e dos salários a outra instituição, caso seu cliente decida mudar de banco. Isso aumenta o poder de barganha do cliente. E se houver descumprimento das normas, basta entrar em contato com a ouvidoria da instituição ou então acionar a Central de Atendimento do BC, pelo telefone 0800-9792345&lt;/em&gt;”, disse a presidenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ACESSO AO ENSINO SUPERIOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À &lt;strong&gt;estudante Joice Maria de Ávila, de Montenegro (RS)&lt;/strong&gt;, a presidenta lembrou que o governo federal já está mudando o perfil das universidades federais, ampliando o número de vagas e dando atenção especial aos alunos com menos recursos. Uma das preocupações, disse, é com a oferta de vagas noturnas. Segundo a presidenta Dilma, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul já expandiu e continua expandindo a oferta de vagas noturnas. Em 2006, eram 735 vagas em 12 cursos sendo que, em 2012, serão ofertadas 1.283 vagas em 22 cursos de graduação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Para ampliar as oportunidades de acesso ao ensino superior, desde 2003 criamos 14 novas universidades federais e 126 novos campi e, até 2012, vamos criar 20 novas unidades. Em 2007, as universidades públicas federais ofereciam 139 mil vagas e, em 2012, serão 243 mil&lt;/em&gt;”, explicou Dilma Rousseff, acrescentando que o “Programa Universidade para Todos” (PROUNI) e o FIES também podem ajudar os estudantes no acesso ao ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOTECAS EM MUNICÍPIOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presidenta também informou à &lt;strong&gt;professora Janete Aparecida de Albuquerque, de Portão (RS)&lt;/strong&gt;, que o governo federal pretende zerar o número de municípios brasileiros sem bibliotecas. Segundo dados do Censo, em 2010, havia 420 municípios sem bibliotecas. Desse total, o governo federal já enviou kits (acervo de livros, computador e mobiliário) para 384, restando 34 municípios que começarão a receber os kits a partir de março. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Temos, também, o “Programa Nacional Biblioteca da Escola”, que estimula a leitura entre professores e alunos através da distribuição de obras de literatura, de pesquisa e de referência. O programa atende gratuitamente às escolas públicas de educação básica (até o ensino médio) cadastradas no Censo Escolar. Em 2010 e 2011, foram distribuídos nas escolas 16 milhões de livros e 23 milhões de periódicos. Para os professores, foram mais 7 milhões de livros&lt;/em&gt;”, explicou a presidenta.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; Blog do Planalto&amp;nbsp; (&lt;a href="http://blog.planalto.gov.br/governo-pretende-aprimorar-normas-de-protecao-aos-consumidores-dos-servicos-bancarios/#more-43550"&gt;http://blog.planalto.gov.br/governo-pretende-aprimorar-normas-de-protecao-aos-consumidores-dos-servicos-bancarios/#more-43550&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;título e subtítulos acrescentados por este blog ‘democracia&amp;amp;política&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-5907812859578082801?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/5907812859578082801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=5907812859578082801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/5907812859578082801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/5907812859578082801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/dilma-fala-sobre-servicos-bancarios.html' title='DILMA FALA SOBRE SERVIÇOS BANCÁRIOS, ACESSO AO ENSINO SUPERIOR E BIBLIOTECAS EM MUNICÍPIOS'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-tlqiJjsqh3U/Tx_0QPOrsSI/AAAAAAAAJmg/ADVIAI9MO7A/s72-c/conversa+com+a+presidenta.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-2343517569488838157</id><published>2012-01-25T10:18:00.003-02:00</published><updated>2012-01-25T10:18:47.271-02:00</updated><title type='text'>Mauro Santayana: É PRECISO FECHAR O PASSO À DIREITA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3nwREswL20w/Tx_yet-EB_I/AAAAAAAAJmY/3XjIYR3xspY/s1600/R-4b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-3nwREswL20w/Tx_yet-EB_I/AAAAAAAAJmY/3XjIYR3xspY/s320/R-4b.jpg" width="294" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Mauro Santayana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A direita, no mundo inteiro, é acossada pela crise que ela mesma causou, e é nesses momentos que o perigo se torna maior. Os indignados saem às ruas, mas lhes falta direção política consequente. Os protestos, se não são alimentados de projetos claros e definidos, se perdem. Os atos de contestação dependem de ideologia e programas, que só os intelectuais são capazes de elaborar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muitos observam, as agitações podem ser facilmente vencidas pela repressão policial, mas as mudanças sociais – &lt;em&gt;ou os atos de resistência contra o abuso do poder econômico&lt;/em&gt; – dependem de esforço intelectual tático e estratégico. O esforço intelectual, bem se entenda, não é o dos filósofos em suas torres de marfim, mas dos líderes experientes, que sabem como reunir e orientar os protestos e as reivindicações das grandes massas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já há sugestões de que, passadas as festas de Natal, os dirigentes das principais organizações populares do país – &lt;em&gt;centrais sindicais, MST, entidades religiosas não vinculadas à direita, enfim, os movimentos do centro para a esquerda &lt;/em&gt;– reúnam-se em grande encontro, bem preparado, a fim de discutir a situação interna do país, da América Latina e do mundo. Desse encontro, deve surgir plano de ação política que mantenha os direitos que ainda conservamos, e os amplie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo brasileiro se encontra sob pressão da direita, que usa seus representantes no Congresso a fim de dificultar à presidente o cumprimento de sua vontade. Ainda agora, a senadora e fazendeira Kátia Abreu, representante da direita rural no Senado da República, e não do povo do Tocantins, está propondo que o seu partido, o PSD – &lt;em&gt;que segundo Gilberto Kassab não é de esquerda, nem de direita, nem de centro, assuma a posição de centro-direita, sem constrangimentos&lt;/em&gt;. Ela se baseia em pesquisas com a classe C, que concorda, em seu sofrimento cotidiano, com a pena de morte e outras medidas radicais e irreversíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nos horrorizamos com a insegurança, sobretudo, a dos pobres, as maiores vítimas do narcotráfico, dos assaltos, da violência policial, dos preconceitos e da discriminação. E serão também esses os primeiros a serem executados, como ocorre no mundo inteiro, porque não podem pagar bons advogados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso fechar o passo à direita, e o caminho melhor é o de retomar o controle dos setores estratégicos da economia pelo Estado. A privatização das empresas estatais terá que ser revista, o conceito de empresa nacional do texto original da Constituição de 1988 deve ser restaurado e as transações brasileiras com os paraísos fiscais, proibidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essas medidas, o país terá condições de combater os seus males antigos, como os da corrupção policial, as deficiências da educação e da saúde, e a força do poder econômico sobre a política. É assim que poderemos obter a paz das ruas, não com a pena de morte. Pergunte-se à senadora se ela concorda com a pena de morte contra os fazendeiros que contratam pistoleiros para assassinar trabalhadores sem terra e seus líderes sindicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a direita, no Brasil e no Mundo, se reorganiza. A classe média é facilmente atraída pelas bandeiras da direita, que lhe promete a “segurança”. Ainda agora, se sabe que a crise, na Europa e nos Estados Unidos, atinge com o desemprego também os profissionais mais qualificados. Foi o que se passou nos anos 1930, em que o fascismo, na Itália, e o nazismo, na Alemanha, recrutaram a classe média – &lt;em&gt;e também os mais pobres e desinformados&lt;/em&gt; – para os seus quadros. O mesmo ocorreu na Espanha de Franco e em Portugal, com Salazar, com mais facilidade, em razão do apoio total da Igreja o que, felizmente, não ocorre entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante que todos os movimentos populares estejam mobilizados, como se propõe, a fim de sustentar uma política social que vem retirando milhões de brasileiros da miséria e promovendo desenvolvimento econômico sustentado, embora sob o impacto negativo da crise mundial. Essa crise foi provocada pelos banqueiros larápios, em conluio com governantes medíocres, como Obama, Merkel, Sarkozy, Cameron, Zapatero (&lt;em&gt;seu sucessor, Rajoy, consegue ser pior&lt;/em&gt;) e outros menos notados.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Mauro Santayana, na “Página do MST”. Transcrito no portal “Viomundo”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/politica/mauro-santayana-e-preciso-fechar-o-passo-a-direita.html"&gt;http://www.viomundo.com.br/politica/mauro-santayana-e-preciso-fechar-o-passo-a-direita.html&lt;/a&gt;) [imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-2343517569488838157?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/2343517569488838157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=2343517569488838157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/2343517569488838157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/2343517569488838157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/mauro-santayana-e-preciso-fechar-o.html' title='Mauro Santayana: É PRECISO FECHAR O PASSO À DIREITA'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-3nwREswL20w/Tx_yet-EB_I/AAAAAAAAJmY/3XjIYR3xspY/s72-c/R-4b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-5654044961041707817</id><published>2012-01-25T10:14:00.001-02:00</published><updated>2012-01-25T10:14:32.016-02:00</updated><title type='text'>PROJETOS SOPA, PIPA E "AI-5 DIGITAL" ANTI-INTERNET</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-e6YMrxwbYHo/Tx_v8qy78HI/AAAAAAAAJmQ/2VeCsyQONZE/s1600/controle-internet.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="251" src="http://2.bp.blogspot.com/-e6YMrxwbYHo/Tx_v8qy78HI/AAAAAAAAJmQ/2VeCsyQONZE/s400/controle-internet.gif" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FORA DA “NOVA ORDEM MUNDIAL”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Emiliano José&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há algumas semanas, grande mobilização vem tomando conta dos ambientes virtuais no Brasil e no mundo. Desta vez, o protesto que ganhou repercussão nos principais meios de comunicação eletrônica não diz respeito à crise econômica europeia ou às incursões bélicas estadunidenses, embora, venha de lá o motivo da revolta dos ciberusuários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o objetivo de instituir nova legislação antipirataria mais severa que as anteriores, os EUA propõem aquilo que, segundo a organização “&lt;em&gt;Eletronic Frontier Foundation&lt;/em&gt;”, representa a lei antipirataria que mais ameaça a privacidade e a liberdade de expressão. “&lt;em&gt;O projeto mais anti-internet em toda a história legislativa do país&lt;/em&gt;”. Os &lt;strong&gt;projetos SOPA e PIPA&lt;/strong&gt; prevêem o encerramento de sites que contenham conteúdos protegidos, ainda que tenham sido utilizadores e não os administradores desses sites a difundir ilegalmente músicas, filmes ou fotografias. O &lt;strong&gt;YouTube&lt;/strong&gt;, por exemplo, poderia ser encerrado e responder a processos por divulgar um conteúdo protegido por direitos autorais, ainda que sem a autorização do serviço de vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o deputado federal e vice-líder Emiliano José (PT-BA) criticou aquilo que considera a criminalização dos que utilizam a internet e defende a liberdade de expressão e de compartilhamento de informações na grande rede. Na opinião do parlamentar petista, a internet é uma espécie de marco civilizatório, que mudou a natureza da sociabilidade contemporânea e a relação entre as pessoas e os povos. “&lt;em&gt;A internet constitui admirável mundo novo, a ser preservado sob estatuto de liberdades, e não constrangido sob pletora de leis criminalizantes. Talvez seja o seu potencial revolucionário, a possibilidade que ela dá de articulação em rede, que provoque urticária nos conservadores&lt;/em&gt;”, sentenciou o deputado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião de Emiliano, a atitude dos EUA não surpreende. Vem na esteira de uma série de legislações e atitudes do governo norte-americano no sentido de coibir, restringir direitos dos cidadãos, coisa que vem ocorrendo numa velocidade impressionante desde o início deste novo milênio, depois do ataque às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001. “&lt;em&gt;Atacar a Internet é atacar a liberdade da cidadania, para além do usufruto mesmo da rede mundial de computadores&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SOPA e PIPA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamados de &lt;strong&gt;SOPA&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Stop Online Piracy Act&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Lei para Parar com a Pirataria Online&lt;/em&gt;) e &lt;strong&gt;PIPA&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Protect Intellectual Property Act&lt;/em&gt;, ou &lt;em&gt;Lei para Proteger a Propriedade Intelectual&lt;/em&gt;, os Projetos de Lei debatidos atualmente na Câmara dos Representantes (deputados federais) e no Senado dos Estados Unidos são encabeçados pelas indústrias de cinema, TV e música, além de provedoras de TV a cabo e internet. Eles facilitariam a suspensão de um site por infração de copyright e criariam uma “lista negra” de infratores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os projetos pretendem dar aos provedores de acesso o poder de tirar do ar, sem ordem judicial, sites que violem a legislação. Permitiria, também, a criação de listas negras para suspender determinados IPs ou domínios. Ainda segundo a legislação, o procurador-geral dos EUA poderia suspender sites e colocar empresas em “lista negra”, impedindo-as de atuar na internet. &lt;strong&gt;Buscadores, servidores, serviços de pagamentos e agências de publicidade&lt;/strong&gt; poderiam ser forçados a parar de fazer negócios com os sites listados. Os provedores de conteúdo também ficariam responsáveis por vigiar usuários para impedir infrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto da proposta dá aos sites de pagamento o poder de cortar o serviço voluntariamente, mesmo sem notificar os usuários. Basta que o site esteja envolvido de alguma forma na infração de copyright –&lt;em&gt; ou que o serviço de pagamento simplesmente desconfie que há algum tipo de violação.&lt;/em&gt; Além disso, empresas que não colaborarem para a vigilância sobre os sites que compartilham conteúdo ilegal seriam punidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Emiliano José, é preciso, portanto, juntar-se à luta, atuar em rede, e combater duramente essa proposta de legislação. “&lt;em&gt;lembremos que, recentemente, os EUA quiseram se consagrar como polícia do mundo, ao estabelecer que poderão prender qualquer pessoa que eles considerem terrorista, dentro ou fora dos EUA. O fim da picada, para não falar em tempos que parece fim de mundo. Como não sou apocalíptico, prefiro acreditar e lutar para uma luta nacional e mundial contra esse tempo sombrio, do Estado que pretende mandar em cada gesto dos cidadãos. A Internet tem que permanecer livre para continuar a ser instrumento de emancipação da humanidade&lt;/em&gt;”, reafirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AI-5 DIGITAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caráter limitador dos direitos da internet no Brasil também está presente no projeto “&lt;strong&gt;AI-5 Digital”, do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG)&lt;/strong&gt; e que, há 10 anos, circula no Congresso Nacional. Aqui, a proposta também mobilizou a opinião pública do ambiente virtual e, por meio de luta política, opõe os deputados Emiliano José, Luiza Erundina, Newton Lima, entre outros parlamentares que integram a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, aos que defendem o projeto que criminaliza usuários da rede mundial de computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o projeto, práticas comuns aos internautas, como &lt;strong&gt;baixar um vídeo&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;uma música&lt;/strong&gt;, seriam impedidas. Em julho do ano passado, o parlamentar propôs um seminário na Câmara Federal, com a participação de especialistas e de setores da sociedade civil para debater o assunto. De um lado, estavam aqueles que defendem o projeto Azeredo – &lt;em&gt;empresas de segurança da área da informática, escritórios de advocacia interessados nos clientes que o projeto Azeredo vai criar, e setores conservadores do Judiciário&lt;/em&gt;. Do outro lado, os que sustentam a liberdade na internet e que demonstraram o quanto de atraso poderia significar a aprovação desse projeto. Durante o encontro, ficou evidente que o chamado “&lt;strong&gt;AI-5 Digital&lt;/strong&gt;”, além de tudo, atende aos interesses do mundo das empresas que defendem os direitos autorais no sentido mais conservador, inclusive dos grandes centros da indústria cultural dos EUA. Milhões de pessoas seriam criminalizadas se a proposta fosse aprovada. Na ocasião, os militantes digitais que se colocaram contra o projeto entregaram ao presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Bruno Araújo (PSDB), abaixo-assinado com mais de 163 mil assinaturas contra o projeto, evidenciando a revolta que ele tem provocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MARCO CIVIL DA INTERNET&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a maioria dos ativistas da grande rede, Emiliano José é a favor da rápida aprovação do projeto que cria um “&lt;em&gt;Marco Civil da Internet&lt;/em&gt;” no Brasil. O documento estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet e vai assegurar direitos fundamentais, garantindo o papel da rede como alavancadora do desenvolvimento econômico e cultural do país. Pluralidade; diversidade; colaboração e livre iniciativa, além da livre concorrência e a defesa dos direitos do consumidor também são ideias centrais no “&lt;em&gt;Marco Civil&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o deputado petista, o Projeto de Lei 2126/2011, de autoria do Poder Executivo, significará o reconhecimento dos direitos humanos e o exercício da cidadania em meios digitais como fundamento precípuo dos cidadãos. Segundo Emiliano José, “como se vê, o ‘&lt;em&gt;Marco Civil’&lt;/em&gt; é, sobretudo, instrumento de garantia de direitos da cidadania, texto que procura preservar os direitos das pessoas em sua plenitude, contrário do que prevê o projeto de lei do deputado Eduardo Azeredo, que trata de regras para a internet”. Atualmente, o projeto tramita na Câmara dos Deputados.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; do blog do deputado federal Emiliano José (PT-BA). Transcrito no portal “Viomundo”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/politica/emiliano-jose-fora-da-nova-ordem-mundial.html"&gt;http://www.viomundo.com.br/politica/emiliano-jose-fora-da-nova-ordem-mundial.html&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-5654044961041707817?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/5654044961041707817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=5654044961041707817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/5654044961041707817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/5654044961041707817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/projetos-sopa-pipa-e-ai-5-digital-anti.html' title='PROJETOS SOPA, PIPA E &quot;AI-5 DIGITAL&quot; ANTI-INTERNET'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-e6YMrxwbYHo/Tx_v8qy78HI/AAAAAAAAJmQ/2VeCsyQONZE/s72-c/controle-internet.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-7768691371698514176</id><published>2012-01-25T10:03:00.002-02:00</published><updated>2012-01-25T10:20:44.830-02:00</updated><title type='text'>A RELAÇÃO SINO-AMERICANA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-v2CSaIHIIE0/Tx_ssq0ymQI/AAAAAAAAJl4/CfkT1Fye9GM/s1600/bf88ab8ba4a9bd96fdcc45bd48d15b11.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="120" src="http://3.bp.blogspot.com/-v2CSaIHIIE0/Tx_ssq0ymQI/AAAAAAAAJl4/CfkT1Fye9GM/s400/bf88ab8ba4a9bd96fdcc45bd48d15b11.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CHINA E ESTADOS UNIDOS: BEM ALÉM DOS MITOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apesar das aparências, Washington e Beijing já colaboram muito mais que admitem. Tal relação vai continuar se aprofundando ao longo desta década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por &lt;strong&gt;Immanuel Wallerstein&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As relações entre a China e os Estados Unidos são grande preocupação dos que se preocupam com política (&lt;em&gt;jornalistas, blogueiros, políticos, burocratas internacionais&lt;/em&gt;). A análise tradicional vê uma superpotência em declínio –&lt;em&gt; os Estados Unidos&lt;/em&gt; – e um país que emerge rapidamente – &lt;em&gt;a China&lt;/em&gt;. No mundo ocidental, a relação normalmente é definida como negativa, sendo a China vista como “ameaça”. Mas ameaça a quem, e em que sentido? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns veem a “emergência” da China como a retomada de posição central no mundo — &lt;em&gt;que o país já teve e estaria retomando.&lt;/em&gt; Outros enxergam processo mais recente: a Beijing estaria desempenhando novo papel nas relações geopolíticas e econômicas no “&lt;em&gt;sistema-mundo&lt;/em&gt;” moderno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde meados do século XIX, as relações entre os dois países têm sido ambíguas. Por um lado, naquele momento, os Estados Unidos começaram a expandir suas rotas de comércio com a China. Enviaram missionários cristãos. Na virada do século XX, proclamaram a “&lt;em&gt;Política das Portas Abertas&lt;/em&gt;”, menos dirigida para a China do que para outras potências europeias. Pouco tempo depois, participaram, com outros países ocidentais, na campanha que sufocou a rebelião Boxer contra imperialistas estrangeiros. Dentro dos Estados Unidos, o governo (&lt;em&gt;e os sindicatos&lt;/em&gt;) procuraram evitar a imigração de chineses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, havia certo respeito – &lt;em&gt;com algumas marcas de inveja&lt;/em&gt; – pela civilização chinesa. O extremo leste (&lt;em&gt;China e Japão&lt;/em&gt;) era o local preferido para trabalhos de missionários, à frente da Índia e da África, com a justificativa na suposição de que a China era civilização “&lt;em&gt;mais avançada&lt;/em&gt;”. Talvez isso estivesse relacionado ao fato de nem a China, nem o Japão, terem sido diretamente colonizados na maior parte de seus territórios. Por isso, nenhuma potência colonial europeia tentou reservar os dois países para seus próprios missionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da revolução chinesa de 1911, Sun Yat-Sen, que viveu nos Estados Unidos, tornou-se figura simpática no discurso estadunidense. E na época da Segunda Guerra Mundial, a China era vista como aliada na luta contra o Japão. De fato, foram os Estados Unidos que insistiram para que a China tivesse cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. Quando o Partido Comunista Chinês conquistou a maior parte do território e estabeleceu a República Popular da China, os dois países pareciam se tornar inimigos mortais. Na guerra da Coreia, estavam de lados diferentes; e foi a participação militar ativa da China, ao lado da Coreia do Norte, que garantiu que a guerra terminasse num impasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, após tempo relativamente curto, o presidente Richard Nixon foi a Pequim, encontrou-se com Mao Zedong e estabeleceu aliança, de fato, contra a União Soviética. A situação geopolítica parecia dar reviravolta. Como parte do acordo com a República Popular da China, os Estados Unidos quebraram suas relações diplomáticas com Taiwan (&lt;em&gt;apesar de continuarem garantindo que a China não a invadisse&lt;/em&gt;). E quando Deng Xiaoping tornou-se líder da China, o país entrou em processo de lenta abertura para operações de mercado e integração nas correntes comerciais da “&lt;em&gt;economia-mundo&lt;/em&gt;” capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o colapso da União Soviética tornasse irrelevante a aliança China-EUA contra a União Soviética, as relações entre os dois países não mudaram realmente. Se algo aconteceu, foi aproximação ainda maior. Na situação em que o mundo se encontra hoje, a China tem superávit significativo no balanço de pagamentos com os Estados Unidos. Mas investe muito desse saldo nos próprios títulos do Tesouro norte-americano, o que permite a Washington continuar a investir grandes recursos em suas múltiplas atividades militares no mundo todo (principalmente no Oriente Médio), assim como ser bom consumidor de exportações chinesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XMEqw5QdZoM/Tx_tqIfZNHI/AAAAAAAAJmA/hapYs6vQCv4/s1600/120123-EUAChina3b-e1327352708872.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="198" src="http://4.bp.blogspot.com/-XMEqw5QdZoM/Tx_tqIfZNHI/AAAAAAAAJmA/hapYs6vQCv4/s400/120123-EUAChina3b-e1327352708872.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;De tempos em tempos, a retórica que cada governo usa em relação ao outro é um pouco dura, mas não chega nem perto da retórica da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Ainda assim, nunca é sábio prestar muita atenção na retórica. Em assuntos globais, a retórica normalmente é usada para produzir efeitos políticos dentro de cada país, e não para expressar a política realmente em relação ao país ao qual se destina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se prestar mais atenção nas ações dos dois países. Em 2001 (&lt;em&gt;pouco antes do 11/09&lt;/em&gt;), um avião chinês colidiu com um avião estadunidense, nas vizinhanças ilha Hainan. O avião dos EUA, provavelmente, estava espionando a China. Alguns políticos norte-americanos pediram uma resposta militar. O presidente George W. Bush não concordou. Ele desculpou-se razoavelmente com os chineses, e o avião foi devolvido junto, com os 24 militares capturados por Beijing. Nos vários esforços feitos pelos Estados Unidos para conseguir que a ONU apoiasse suas operações, a China discordou algumas vezes. Mas nunca vetou de fato uma resolução patrocinada por Washington. A precaução dos dois lados parece ser a forma de ação preferida, apesar da retórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, onde estamos? A China, assim como todas as potências de hoje, tem política externa multifacetada, envolvendo-se em todas as partes do mundo. A questão é quais são as prioridades do país. Penso que a número 1 é a relação com o Japão e com as duas Coreias. A China é forte, sim, mas seria imensuravelmente mais forte se fosse parte de uma confederação do nordeste asiático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A China e o Japão precisam um do outro —&lt;em&gt; primeiro, como parceiros comerciais; além disso, para assegurar que não haja confrontações militares de nenhum tipo&lt;/em&gt;. Apesar de surtos nacionalistas ocasionais, eles estão se movendo nessa direção. O movimento mais recente foi a decisão conjunta de realizar as operações comerciais entre as duas partes com suas próprias moedas — &lt;em&gt;eliminando o uso do dólar e protegendo-se das flutuações da moeda norte-americana cada vez mais frequentes&lt;/em&gt;. Além disso, o Japão começou a considerar que o guarda-chuva do exército dos Estados Unidos pode não durar para sempre; e que, portanto, precisa de acordo com a China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-r4XMbS2ecsw/Tx_vLZRRYvI/AAAAAAAAJmI/nGlWfoZhNEw/s1600/Yen-and--Yuan.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-r4XMbS2ecsw/Tx_vLZRRYvI/AAAAAAAAJmI/nGlWfoZhNEw/s320/Yen-and--Yuan.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A Coreia do Sul enfrenta os mesmos dilemas do Japão, e ainda precisa lidar com o problema espinhoso da Coreia do Norte. Para a Coreia do Sul, a China é a força de detenção crucial sobre os norte-coreanos. E para a China, a instabilidade da Coreia do Norte colocaria ameaça imediata para sua própria estabilidade. A China pode desempenhar, para a Coreia do Sul, o papel que os Estados Unidos já não têm condições de exercer. E nos termos complicados da colaboração que China e Japão desejam, a Coreia do Sul &lt;em&gt;(ou quem sabe uma Coreia unida&lt;/em&gt;) pode jogar papel essencial de equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os Estados Unidos percebem esses desenvolvimentos, não é razoável supor que o estejam tentando chegar a um acordo com esse tipo de confederação do nordeste asiático, enquanto ela se constrói? Pode-se analisar a postura militar dos Estados Unidos no Nordeste, Sudeste e Sul asiáticos não como construção de uma posição militar —&lt;em&gt; mas como estratégia de negociação no jogo geopolítico que está em curso e que se desenrolará na próxima década&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Estados Unidos e a China são rivais? Sim, até certo ponto. São inimigos? Não, eles não são inimigos. São colaboradores? Eles já são mais do que admitem, e serão muito mais no desenrolar da década.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; artigo de &lt;strong&gt;Immanuel Wallerstein&lt;/strong&gt; e publicado no portal de Luis Nassif com tradução de Daniela Frabasile. O autor, Immanuel Maurice Wallerstein, nascido em Nova Iorque em 28 de Setembro de 1930, é sociólogo conhecido pela sua contribuição fundadora para a “&lt;em&gt;teoria do sistema-mundo&lt;/em&gt;”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-relacao-sino-americana-por-immanuel-wallerstein#more"&gt;http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-relacao-sino-americana-por-immanuel-wallerstein#more&lt;/a&gt;). [&lt;em&gt;imagens do Google adicionadas por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-7768691371698514176?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/7768691371698514176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=7768691371698514176' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/7768691371698514176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/7768691371698514176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/relacao-sino-americana.html' title='A RELAÇÃO SINO-AMERICANA'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-v2CSaIHIIE0/Tx_ssq0ymQI/AAAAAAAAJl4/CfkT1Fye9GM/s72-c/bf88ab8ba4a9bd96fdcc45bd48d15b11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-482850707766068292</id><published>2012-01-24T11:05:00.000-02:00</published><updated>2012-01-24T11:05:05.470-02:00</updated><title type='text'>MUDEMOS A LEI DE FHC CONTRA EMPRESAS BRASILEIRAS!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NTezQLHK6Rw/Tx6qujq6aZI/AAAAAAAAJlg/Nbw_pus7RBU/s1600/assis_melo1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-NTezQLHK6Rw/Tx6qujq6aZI/AAAAAAAAJlg/Nbw_pus7RBU/s400/assis_melo1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Deputado Assis Melo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ASSIS MELO QUER REVER AÇÃO DE FHC CONTRA EMPRESAS BRASILEIRAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Câmara analisa &lt;strong&gt;Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do deputado Assis Melo (PCdoB-RS)&lt;/strong&gt; que reintroduz a distinção entre &lt;strong&gt;empresa brasileira&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;empresa brasileira de capital nacional&lt;/strong&gt;, determinando benefícios para as que se enquadram no segundo perfil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A PEC reintroduz na Carta Magna artigo que foi retirado pela Emenda Constitucional votada em 1995, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso [PSDB/PFL-DEM/PPS], que acabou com a distinção entre empresa em geral e empresa brasileira de capital nacional.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-PbFbToH-X5M/Tx6rqhjRUqI/AAAAAAAAJlo/UyKUVEXUza0/s1600/fhcentreguista.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="175" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-PbFbToH-X5M/Tx6rqhjRUqI/AAAAAAAAJlo/UyKUVEXUza0/s400/fhcentreguista.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O texto [da PEC] atribui à empresa brasileira de capital nacional dois benefícios: proteção e incentivos especiais para desenvolver atividades consideradas estratégicas para a defesa nacional, ou indispensáveis ao desenvolvimento do País; e tratamento preferencial, em casos e formas a serem previstos em futura lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assis Melo ressalta que a proposta pode ensejar a contratação preferencial de empresas genuinamente nacionais para o fornecimento de bens e serviços ao setor público [&lt;em&gt;seguindo o exemplo dos EUA e&amp;nbsp;outras grandes potências&lt;/em&gt;], além de preservar e gerar empregos, contribuindo para impulsionar o desenvolvimento nacional com distribuição de renda e garantia da soberania nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado invoca o exemplo dos constituintes de 1988, “&lt;em&gt;que deixaram como legado um dispositivo legal de defesa da empresa nacional, perante a competição sem tréguas do mundo&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROTEÇÃO ECONÔMICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1995, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, foi aprovada a Emenda Constitucional 6, que acabou com a distinção entre empresa em geral e empresa brasileira de capital nacional. Assis Melo critica essa medida, argumentando que isso permitiu a privatização de estatais brasileiras para grupos estrangeiros, com o uso de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um banco público. Para ele, “&lt;em&gt;uma aberração inaudita, sem paralelo em outros países&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Y36eLptC1Q8/Tx6r13Y1ZlI/AAAAAAAAJlw/MxM9C5pg8mw/s1600/bira_obra_do_psdb.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Y36eLptC1Q8/Tx6r13Y1ZlI/AAAAAAAAJlw/MxM9C5pg8mw/s400/bira_obra_do_psdb.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O autor da PEC sustenta que, neste atual momento do mundo, quando os países em geral adotam medidas para defender suas empresas, o Brasil não pode deixar de reforçar seus mecanismos de proteção econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PEC terá sua admissibilidade examinada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Aprovada a admissibilidade, ela deverá, então, ser analisada por comissão especial e depois votada pelo Plenário, em dois turnos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a proposta, fica classificada como “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;empresa brasileira&lt;/strong&gt; a que for constituída sob as leis brasileiras, com sede e administração no território nacional&lt;/em&gt;”, enquanto “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;empresa brasileira de capital nacional&lt;/strong&gt; é definida como aquela cujo controle efetivo pertença direta ou indiretamente a pessoas físicas domiciliadas e residentes no território nacional, ou a entidades de direito público interno&lt;/em&gt;”. Esse controle efetivo, de acordo com a PEC, compreende a titularidade da maioria do capital votante, e também o exercício do poder de decisão para gerir os negócios da empresa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; publicado no portal “Vermelho” com informações da Agência Câmara&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173845&amp;amp;id_secao=2"&gt;http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173845&amp;amp;id_secao=2&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagens do Google e entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-482850707766068292?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/482850707766068292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=482850707766068292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/482850707766068292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/482850707766068292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/mudemos-lei-de-fhc-contra-empresas.html' title='MUDEMOS A LEI DE FHC CONTRA EMPRESAS BRASILEIRAS!'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-NTezQLHK6Rw/Tx6qujq6aZI/AAAAAAAAJlg/Nbw_pus7RBU/s72-c/assis_melo1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-2224681819785207770</id><published>2012-01-24T10:56:00.001-02:00</published><updated>2012-01-24T10:56:26.128-02:00</updated><title type='text'>A NECESSÁRIA “LEY DE MEDIOS” E O EXEMPLO DA “REDE DA LEGALIDADE” DE BRIZOLA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SIxSM1tng04/Tx6pA0pza6I/AAAAAAAAJlY/nDgM2yvtWOY/s1600/cadeia-da-legalidade1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="175" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-SIxSM1tng04/Tx6pA0pza6I/AAAAAAAAJlY/nDgM2yvtWOY/s400/cadeia-da-legalidade1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Nessa salinha ele enfrentou o PiG. A Dilma sabe&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Paulo Henrique Amorim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A LEY DE MEDIOS E A REDE DA LEGALIDADE. A DILMA SABE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O ansioso blogueiro [&lt;em&gt;Paulo Henrique Amorim&lt;/em&gt;] teve a honra de prefaciar o livro “&lt;strong&gt;Legalidade&lt;/strong&gt;”, uma antologia de frases e pensamentos de Leonel Brizola, coordenada pelo bom amigo Oswaldo Maneschy, que a editora “Nitpress” lançou na segunda-feira (23), no Rio, na sede da ABI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vai o supracitado prefácio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A LEY DE MEDIOS É A REDE DA LEGALIDADE &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A batalha por uma ‘Ley de Medios’ começou com a ‘Rede da Legalidade’, que Brizola montou numa sala de dez metros quadrados no subsolo do Palácio Piratini, em Porto Alegre, em 1961, para dar posse a Jango, o presidente eleito pela Constituição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brizola encampou a Rádio Guaíba e transferiu o estúdio para o Palácio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem isso, Jango não teria tomado posse e a intervenção militar de 64 teria sido em 61. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brizola foi o primeiro homem público brasileiro a perceber que, sem uma ‘Ley de Medios’, não há Democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro e único, até hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Com as duas raras exceções de Roberto Requião e Anthony Garotinho, que enfrentaram e enfrentam o elefante na sala da democracia brasileira – a Globo&lt;/em&gt;). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brizola nasceu com o rádio. Era imbatível no rádio. E pagou um preço por isso: Brizola não fez a transição para a tevê. Continuou prolixo e exaltado, num meio de poucas palavras, e frio. Mas percebeu, como ninguém, que a Globo e seu diabólico instrumento, o IBOPE, tinham poder incontrastável. Meu amigo Fernando Lyra, genial cabeça política, que se tornou candidato a Vice de Brizola por indicação de Brandão Monteiro, conta que Brizola não tinha esperança de ganhar em 89, contra Collor e Lula. Por causa da Globo – &lt;em&gt;e do IBOPE&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sabia das coisas. E da permanência delas. E quase ganhou. Não foi para o segundo turno com uma diferença inferior a um ponto percentual em favor de Lula, que foi devidamente destroçado na véspera do segundo turno pelo jornal nacional (&lt;em&gt;manter a “caixa baixa”, por favor, revisor&lt;/em&gt;) e a “edição” do debate com Collor – &lt;em&gt;um exemplo de manipulação política via televisão, que consta de antologias mundo afora&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brizola dizia: quando eu sentar naquela cadeira, a primeira coisa que farei será contestar aquele monopólio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ousou dizer isso, no Brasil? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula só falou mal da Globo aos 44 minutos do segundo mandato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1982, quando o regime militar e a Globo tentaram roubar a eleição dele para Governador do Rio, Brizola ganhou o jogo na imprensa. Na rádio JB, com Procópio Mineiro; no JB; na tevê Bandeirantes, com Villas-Boas Correia. Convocou uma coletiva com os correspondentes estrangeiros e mandou saírem às ruas para cobrir um golpe eleitoral. E foi ao estúdio do jornal nacional provar, ao vivo, ao Armando Nogueira, que a Globo tinha embarcado na fraude da “Proconsult”. (&lt;em&gt;Armando deu uma informação correta: a matriz do Golpe estava na “Proconsult” e no jornal “O Globo” e não na tevê. E o jornal abastecia a tevê de fraude. O patrão dos dois, como se sabe, era o mesmo&lt;/em&gt;). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brizola tentou respirar com a TV Manchete, do Adolfo Bloch, mas o calibre era fino. Tentou ressuscitar a rádio Mayrink Veiga. Inventou o “Tijolaço” nos jornais, para se defender e atacar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguiu uma vitória contra Roberto Marinho na Justiça: o jornal nacional leu um editorial escrito por ele, espinafrando Roberto Marinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, as duas maiores vitórias contra a Globo foram eleger-se duas vezes Governador do Rio, que era uma espécie de Capitania da Família Marinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brizola não se fez Presidente, porque, talvez, o bastão já tivesse saído de suas mãos. Estava com quem representava um novo trabalhador, que não era o descamisado da Cinelândia, no Rio, mas o operário do ABC que já batia na porta do Capitalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O legado de Brizola é amplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de Lula, Sarney –&lt;em&gt; e logo ele !&lt;/em&gt; – uma vez disse que nenhum político brasileiro tinha a biografia de Brizola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo privatizado dos bueiros da Light (CEMIG – Sergio Andrade), dos apagões da Eletropaulo (dos tucanos de São Paulo), às tarifas telefônicas do FHC, para esse mundão sem fronteiras entre o público e o pessoal, Brizola tem a contar o que fez com as concessionárias de serviços públicos do Rio Grande do Sul. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desapropriou por Cr$ 1. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mundo de aditivos, e depois de 60 anos de vida pública, não se pode acusá-lo de um só ato de improbidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse mundo de ambiguidades – &lt;em&gt;do FHC marxista e neoliberal, do Serra cepalino e entreguista&lt;/em&gt; – Brizola está onde sempre esteve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra a injustiça social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por isso mesmo, percebeu cedo que sem a “Ley de Medios” o pessoal do outro lado da linha do trem pode dar o Golpe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PiG, o “&lt;em&gt;Partido da Imprensa Golpista&lt;/em&gt;”, é infatigável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Presidenta Dilma Rousseff nasceu brizolista, quando a Democracia recomeçou, aos trancos e barrancos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela conhece o pensamento vivo do Engenheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que viu o perigo que se escondia na “urna eletrônica” do Nelson Jobim e do Eduardo Azeredo, dois baluartes da Democracia pátria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por ter visto que a “Eletrônica” iria roubar a eleição dele em 82, passou a defender o papelzinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Engenheiro via longe. Lembra-se das “perdas internacionais”, de que os neoliberais escarneciam? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dizer da enxurrada de dólares que o Banco Central americano despejou no mundo para sair da crise com a crise dos outros? Isso não foi uma “perda internacional” travestida de “política monetária”? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não direi que, se estivesse vivo, Brizola lutaria incansavelmente pela “Ley de Medios”, do tamanho da Ley da Cristina Kirchner. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode dizer isso, em respeito ao Briza dos comícios na Cinelândia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não fez outra coisa a vida inteira. A informação é o antídoto do Golpe, dizia ele.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Paulo Henrique Amorim (PHA), jornalista, no seu portal “Conversa Afiada”. Entrevistou Brizola na derrota e na vitória. É autor do livro “Plim-Plim – a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral”. Como muitas pessoas de sua geração, (PHA) manteve relações cordiais com Brizola – o que não impediu de brigar com ele, certa feita. Era comum.”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/01/23/a-ley-de-medios-e-a-rede-da-legalidade-a-dilma-sabe/0"&gt;http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/01/23/a-ley-de-medios-e-a-rede-da-legalidade-a-dilma-sabe/0&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;título e entre colchetes adicionados por este blog&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-2224681819785207770?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/2224681819785207770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=2224681819785207770' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/2224681819785207770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/2224681819785207770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/necessaria-ley-de-medios-e-o-exemplo-da.html' title='A NECESSÁRIA “LEY DE MEDIOS” E O EXEMPLO DA “REDE DA LEGALIDADE” DE BRIZOLA'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SIxSM1tng04/Tx6pA0pza6I/AAAAAAAAJlY/nDgM2yvtWOY/s72-c/cadeia-da-legalidade1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-2115785484671092848</id><published>2012-01-24T10:43:00.000-02:00</published><updated>2012-01-24T10:49:00.153-02:00</updated><title type='text'>ITA PODE CRESCER SEM PERDER QUALIDADE, diz novo reitor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XFViJuWwbKc/Tx6jyzxeZtI/AAAAAAAAJkg/0wmPt_IUldw/s1600/itareitor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-XFViJuWwbKc/Tx6jyzxeZtI/AAAAAAAAJkg/0wmPt_IUldw/s400/itareitor.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“O engenheiro Carlos Américo Pacheco assume o comando do Instituto Tecnológico de Aeronáutica com a meta de dobrar o número de vagas. Em entrevista ao site de VEJA, ele comenta os desafios da missão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zOcCfEwTnxQ/Tx6kNvNNM9I/AAAAAAAAJko/caghk3Mm4YE/s1600/saojosedoscampos_f_008.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="299" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-zOcCfEwTnxQ/Tx6kNvNNM9I/AAAAAAAAJko/caghk3Mm4YE/s400/saojosedoscampos_f_008.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Entrada, em São José dos Campos-SP, do DCTA, do Comando da Aeronáutica (o ITA é um dos institutos do DCTA)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Marco Túlio Pires, na “Veja”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engenheiro e economista Carlos Américo Pacheco, empossado reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no final de 2011, tem dura missão pela frente: a ampliação da mais importante grife do ensino superior do país. Sua meta é dobrar o número de vagas nos cursos de graduação - &lt;em&gt;pela primeira vez desde a criação do instituto, em 1947&lt;/em&gt;. "&lt;em&gt;Podemos fazer isso sem comprometer a qualidade do ITA&lt;/em&gt;", diz Pacheco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4hN2c0-pEvc/Tx6kg5CXJoI/AAAAAAAAJkw/m71N_eftb4Q/s1600/ita2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-4hN2c0-pEvc/Tx6kg5CXJoI/AAAAAAAAJkw/m71N_eftb4Q/s400/ita2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Vista parcial do ITA &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O ITA oferece atualmente 120 vagas para engenharia por ano. A partir de 2013, esse número deve subir para 240. "&lt;em&gt;O Brasil carece de engenheiros especializados para levar ao próximo nível as indústrias de alta tecnologia que estão surgindo&lt;/em&gt;", diz Pacheco, em entrevista ao site de VEJA. "&lt;em&gt;Precisamos de engenheiros de qualidade para lidar com questões estratégicas que estarão na agenda de médio e curto prazo do país&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo reitor, de 54 anos, foi secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia entre 1999 e 2002 e atuou como um dos principais articuladores dos projetos que resultaram na criação dos fundos setoriais e na Lei da Inovação, de 2004. No comando do instituto, pretende estimular a inovação, área que considera estratégica para o desenvolvimento do país. "&lt;em&gt;Enquanto a inovação for tema dos cientistas e dos gestores públicos, vamos avançar muito pouco&lt;/em&gt;", diz Pacheco. Confira abaixo trechos da entrevista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2NqnS_7DK74/Tx6kxlcL6vI/AAAAAAAAJk4/59aHI2SYlbQ/s1600/LABORA%257E1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-2NqnS_7DK74/Tx6kxlcL6vI/AAAAAAAAJk4/59aHI2SYlbQ/s1600/LABORA%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Laboratório de Estruturas, do ITA&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O ITA quer duplicar o número de vagas para o ingresso na graduação. Por que duplicar e por que agora? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ampliação do ITA tem a ver com dois problemas que afetam o país atualmente: carência de engenheiros e má qualidade dos cursos. O Brasil está em condição muito ruim no que diz respeito ao número de engenheiros egressos por 1.000 habitantes. Precisamos de engenheiros de qualidade para lidar com questões estratégicas que estarão na agenda de médio e curto prazo do país, como a exploração do pré-sal, o desenvolvimento de tecnologias de defesa, o enriquecimento da indústria aeronáutica e o amadurecimento do setor aeroespacial. Por isso, é mais do que obrigação ampliar a escola. Podemos fazer isso sem comprometer a qualidade do ITA. No vestibular passado, tivemos 400 alunos com nota mínima para ocupar as 120 vagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Quão longe está a duplicação do número de vagas? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto está formatado e nas mãos do Ministro da Defesa (Celso Amorim). A presidente Dilma determinou que todos os ministérios envolvidos, Planejamento, Fazenda e Defesa, realizassem a duplicação o mais rápido possível. A partir de agora, precisamos realizar licitações para os 250 milhões de reais em obras que serão concluídas em dois ou três anos. Vamos começar com os alojamentos e as instalações do ensino fundamental para ampliarmos as vagas do primeiro ano. A ampliação será processo duro porque ela também implica a contratação de 150 professores de altíssimo nível que ainda não existem. Estamos conversando com a CAPES e a FAPESP para formar esses profissionais no exterior ou criar um conjunto de pós-doutores vinculados à escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Na melhor das hipóteses, quando a escola começará a receber mais alunos? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa ideia é aumentar 120 vagas no vestibular de 2013. A expansão vai mudar a escala de operação do ITA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Como assim? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos discutindo com várias empresas. Além da ampliação física e do quadro docente, queremos mudar duas coisas: a vinculação internacional da escola com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e outros centros de excelência no mundo. Queremos internacionalizar a escola, mas com foco nas áreas de interesse estratégico para o Brasil, que é a segunda questão. Estamos negociando com empresas de alta tecnologia, como a Petrobras, Embraer, Odebrecht e Telebrás, uma mudança na natureza da cooperação com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Como será essa nova cooperação?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos envolver os alunos logo nos primeiros anos do ensino fundamental com os maiores desafios dessas empresas. Eles são apaixonados por desafios e pela resolução de problemas. Perdemos muito tempo esperando que eles façam estágio para se envolver com isso. Vamos criar uma carteira de desafios tecnológicos de engenharia de longo prazo para mobilizar equipes e criar novas formas de cooperação com a indústria. As empresas vão patrocinar esse conjunto de desafios e esperamos que os alunos se apaixonem por determinados conteúdos científicos tecnológicos. Essas atividades acabam fazendo com que o aluno progrida e escolha aquilo como campo de trabalho e vá progredindo em torno daquilo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Um dos grandes diferenciais do ITA é ele estar ligado ao Ministério da Defesa [Comando da Aeronáutica] e não ao Ministério da Educação. Como o ITA tira proveito disso? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado, o ITA era mais diferente das outras universidades. Naquela época, as instituições tradicionais viviam o regime de cátedra. O ITA foi criado em cooperação com o MIT e inovou completamente na grade escolar. Isso foi possível graças à flexibilidade da legislação do Ministério da Defesa. Foi completa inovação institucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Quais foram os pontos mais marcantes dessa inovação? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ITA introduziu um dos primeiros programas de pós-graduações do Brasil. Há 30 anos, criou-se a primeira universidade brasileira a integrar o mestrado com a graduação, algo que hoje está se generalizando. Além disso, há o fato de que todos os alunos estão lá em tempo integral. Isso criou um regime chamado disciplina consciente. É uma espécie de código de honra da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Como esse código de honra funciona? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o comportamento dos alunos em relação à ética. O Centro Acadêmico (CA) tem um departamento interno que cuida de ocorrências questionáveis entre os alunos, uma cola na prova ou algum tipo de comportamento inapropriado. A escola solicita que o CA se manifeste primeiro. A análise é feita e, se o aluno for culpado, a situação é resolvida entre eles. A escola também pede que o professor não fique na sala de aula durante as provas ou que elas sejam realizadas nos alojamentos. Esse ambiente estimula a autonomia dos alunos e cria ambiente completamente diferente de outras escolas. Os alunos são brilhantes, responsáveis e acabam tendo comportamento mais meritocrático. Isso não existe em outras escolas de engenharia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O vestibular do ITA é elaborado com alto grau de complexidade, com assuntos que nem sempre são vistos pela maioria das escolas de ensino médio. Isso é fator determinante para a qualidade da instituição? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de o vestibular ser difícil funciona como uma espécie de marketing para a instituição. Todo aluno de cursinho sabe que as questões do ITA são mais difíceis. Isso reforça a imagem de a escola ser diferente e melhor do que as outras. O vestibulando do ITA não é um aluno comum - é um aluno muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Os objetivos do ITA hoje são os mesmos de quando ele foi criado? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. O ambiente em que o instituto foi criado, tanto acadêmico quanto empresarial, mudou. O ITA não foi concebido para ser mais uma escola de engenharia. Ele foi o primeiro passo para a criação de uma indústria aeronáutica. Simultaneamente ao ITA, criaram-se vários institutos ao redor da escola. Foi um projeto que gerou um ambiente econômico e outras instituições de apoio. Hoje, esse ambiente está consolidado. A Embraer é uma realidade. Quando cheguei ao ITA, a empresa estava dando os primeiros passos, nem dominava a tecnologia de motor a jato. Hoje ela é robusta, uma das principais montadoras de aeronaves do mundo. Agora, o ITA tem vários concorrentes. Durante seis décadas tivemos o monopólio da formação de engenharia aeronáutica. Atualmente, existem cursos na UFMG e na Universidade Federal de São Carlos, por exemplo. O ITA também tem que competir com excelentes institutos de engenharia, como a USP, Unicamp e UFMG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nZCr5y4DMe0/Tx6lQ5mmsFI/AAAAAAAAJlA/sXW6JuyqFc0/s1600/ita_projeto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-nZCr5y4DMe0/Tx6lQ5mmsFI/AAAAAAAAJlA/sXW6JuyqFc0/s400/ita_projeto.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Maquete do CTA/ITA, em 1950&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Qual a diferença entre o ITA de hoje e aquele em que o Sr. estudou? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o ITA tem áreas novas. Não se trabalha mais apenas com aeronáutica. Temos engenharia da computação e criamos, há dois anos, a engenharia aeroespacial. Além disso, a pós-graduação cresceu enormemente. Era muito pequena quando eu estudava e hoje possui 1.100 alunos. A instituição também se abriu para a cooperação com empresas privadas, em especial com a Embraer. Existem laboratórios temáticos dentro do ITA que complementam a formação do engenheiro de acordo com seu interesse e vão muito além da formação básica. Outra coisa que mudou foi o interesse: na década de 70, as áreas de eletrônica e mecânica eram as mais procuradas. Hoje, aeronáutica e computação são as mais demandadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-A área espacial, por exemplo, seria uma área de interesse para o Brasil? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Estamos criando uma indústria de defesa mais robusta do ponto de vista financeiro. A entrada de empresas com fôlego financeiro na questão da defesa, como a Embraer, Odebrecht e o interesse manifestado da Camargo Correa e Andrade Gutierrez, dá musculatura para a indústria de defesa brasileira que não existia há algum tempo. As empresas que fornecem equipamentos aeroespaciais sempre existiram, mas elas sempre sofreram as instabilidades das encomendas do governo e tiveram crises sistemáticas. A entrada dos grandes ‘players’ vai gerar demanda por engenharia muito grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Qual o papel do ITA dentro do cenário de inovação nacional? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo do ITA mostra que, se tivermos perseverança, é possível fazer coisas impressionantes. O Brasil será, inexoravelmente, a quinta economia do mundo. Seremos mercado importante e teremos indústria diversificada. Por exemplo, dentro do agronegócio somos líderes de produção e de algumas tecnologias. Precisamos olhar para toda a cadeia, em todas as direções, inclusive naquilo que não somos líderes, como máquinas agrícolas. Temos que olhar o agronegócio não só como uma fonte de exploração de alimentos para o mundo, mas todo o conjunto, das vacinas para animais até as máquinas. Por que não investimos nisso, dado o tamanho do mercado e do nosso porte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-De que modo a aproximação da inovação com a área econômica pode ajudar o Brasil? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a inovação for tema dos cientistas e dos gestores públicos, vamos avançar muito pouco. O fomento à ciência não é instrumental para realizar inovação. O mais indicado é uma política econômica sólida. Trata-se de questão tributária, de legislação de incentivo e da participação das empresas. A partir do início do governo Lula, conseguimos, progressivamente, aumentar o interesse e o instrumental de apoio econômico para a área de ciência, tecnologia e inovação. O problema é que, mesmo quando acertamos, nossa velocidade de reação é menor que a do resto do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Por quê? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São ineficiências públicas e privadas. A nossa gestão pública é muito enrijecida. Tenho absoluta convicção de que, no momento atual, ninguém teria coragem de criar um ITA como foi feito [pela Aeronáutica] em 1947: iniciar um projeto do zero, no meio de uma instância agrária, para construir uma indústria aeronáutica em um país essencialmente agrário. Hoje, teríamos que provar para um sem fim de órgãos que o projeto possui demanda e que é viável. O ITA foi um projeto com grau de utopia e audácia inviáveis no Brasil do século XXI. Um gestor público do BNDES ou da FINEP não conseguiria reunir os recursos necessários para levantar uma indústria inédita no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Isso é um problema? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito grande. Não conseguimos definir prioridades. No passado, conseguimos priorizar algumas coisas, como a Embrapa, a Embraer e a Petrobrás. Hoje, o governo tem dificuldades de selecionar prioridades por causa de problema de esvaziamento de competência da burocracia pública. O setor privado tem se diversificado e as universidades estão constituídas: todo mundo quer ser prioritário. Com exceção do pré-sal, todas as outras seleções de prioridades são difíceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O Brasil deveria se especializar em áreas de alta tecnologia que já domina ou deveria explorar a criação de novas indústrias? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma questão muito difícil. A inovação tecnológica é decisiva em todas as áreas, para a competitividade industrial e agronegócio. Precisamos de um conjunto de leis amplo, horizontal e que sirva todos os setores para o apoio da inovação tecnológica. Os mecanismos de incentivo são essenciais, porque não vamos corrigir nossos defeitos no curto prazo. Precisaremos de muito tempo para que resolvamos nossos problemas sistêmicos de competitividade: câmbio, custo de capital, carga tributária alta, infraestrutura ruim, burocracia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O que o Brasil poderia fazer em curto prazo para estimular a correção desses defeitos? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos aumentar muito a produtividade. O principal motor para isso é a inovação. E isso tem que acontecer em todo o tecido industrial. O Brasil deve focar nas áreas em que quer ser ‘player’ global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PERFIL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado [pelo então Ministério da Aeronáutica] com a intenção de iniciar a indústria aeronáutica brasileira, o ITA agora tem a missão de ajudar o Brasil a ser líder global em áreas estratégicas de alta tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) foi o primeiro passo de um projeto para a criação de uma indústria aeronáutica no Brasil. Foi fundado em 1950, em parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos Estados Unidos. A Embraer, empresa brasileira e uma das maiores montadoras de aviões do mundo, é uma consequência direta da criação do ITA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7qGtJvzM1Gk/Tx6mSquGEsI/AAAAAAAAJlI/QOIoqVINXtg/s1600/02-197%257E1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="305" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-7qGtJvzM1Gk/Tx6mSquGEsI/AAAAAAAAJlI/QOIoqVINXtg/s400/02-197%257E1.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Bandeirante protótipo, em 1969. Projetado e construído pela FAB, com o CTA e ITA. Para produzí-lo em série, foi criada a EMBRAER pelo Ministério da Aeronáutica. Investimento de dezenas de US$ milhões que rendeu ao país muitas dezenas de US$ bilhões.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O ITA não está atrelado ao Ministério da Educação e sim ao Ministério da Defesa. Isso quer dizer que a instituição tem liberdade para escolher grade curricular diferente das faculdades tradicionais, ligadas ao MEC. Até 1996, a escola só aceitava o ingresso de homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o ITA é uma das organizações do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (CTA), órgão ligado à Força Aérea Brasileira. O vestibular do ITA é considerado um dos mais difíceis do país e abrange conteúdo que, muitas vezes, não é visto pela maioria das escolas de ensino médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os anos, a escola forma 120 engenheiros em áreas como eletrônica, aeronáutica, aeroespacial e computação. A meta é que 240 alunos ingressem no ITA a partir de 2014. As obras de ampliação vão custar 250 milhões de reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SaUV9lmrHL8/Tx6oc3KlvUI/AAAAAAAAJlQ/jJq1dMV7XjE/s1600/formados-ita-brasil-original.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-SaUV9lmrHL8/Tx6oc3KlvUI/AAAAAAAAJlQ/jJq1dMV7XjE/s640/formados-ita-brasil-original.jpg" width="269" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; reportagem de Marco Túlio Pires publicada na revista “Veja.com”. Transcrita no portal da FAB&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?datan=23/01/2012&amp;amp;page=mostra_notimpol"&gt;http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?datan=23/01/2012&amp;amp;page=mostra_notimpol&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagens do Google, suas legendas&amp;nbsp;e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-2115785484671092848?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/2115785484671092848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=2115785484671092848' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/2115785484671092848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/2115785484671092848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/ita-pode-crescer-sem-perder-qualidade.html' title='ITA PODE CRESCER SEM PERDER QUALIDADE, diz novo reitor'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XFViJuWwbKc/Tx6jyzxeZtI/AAAAAAAAJkg/0wmPt_IUldw/s72-c/itareitor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-741269415922128199</id><published>2012-01-24T10:26:00.002-02:00</published><updated>2012-01-24T10:26:40.345-02:00</updated><title type='text'>O ANO ZERO DA TECNOLOGIA BRASILEIRA [DA INFORMAÇÃO]</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jRTHduORNPQ/Tx6iRi9gNzI/AAAAAAAAJkQ/-f2Gx4GaOos/s1600/tecnologia-net.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-jRTHduORNPQ/Tx6iRi9gNzI/AAAAAAAAJkQ/-f2Gx4GaOos/s1600/tecnologia-net.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Antonio Gil, na “Folha”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;O país pode aumentar as suas exportações de tecnologia da informação, oferecendo sistemas para gerir produção agrícola e eleições, por exemplo&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de 2011 foi marcado por grandes avanços no setor de tecnologia da informação (TI). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-o1abFIBips0/Tx6iwa5MZEI/AAAAAAAAJkY/tPu1GCbVVTA/s1600/cabo_empresa_gigalink_tecnologia_informatica_be_01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="208" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-o1abFIBips0/Tx6iwa5MZEI/AAAAAAAAJkY/tPu1GCbVVTA/s320/cabo_empresa_gigalink_tecnologia_informatica_be_01.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em uma economia com crescimento moderado, as projeções de crescimento para a área de TI foram de &lt;strong&gt;13%&lt;/strong&gt;, atingindo receitas de &lt;strong&gt;US$ 96 bilhões&lt;/strong&gt;. É o Brasil se tornando mais competitivo, pois TI está na base da sociedade, trazendo ganhos de produtividade para todos os setores. Dados do IPEA (&lt;em&gt;Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada&lt;/em&gt;) mostram que as empresas que investem em TI são 13,24% mais produtivas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande vitória do setor em 2011 foi a desoneração da folha de pagamentos. A medida, contemplada no “&lt;em&gt;Plano Brasil Maior&lt;/em&gt;”, atende a uma das principais reivindicações do setor, intensivo em mão de obra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a mudança da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de pagamentos para 2,5% do faturamento, o incentivo para as empresas de TI e TIC (&lt;em&gt;tecnologias de informação e comunicação&lt;/em&gt;) será de R$ 1 bilhão, apenas em 2012. Nos três anos de vigência da desoneração, a previsão é de R$ 3 bilhões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é custo pequeno, mas será compensado. Como a informalidade da mão de obra é grande problema do setor, a tendência agora é de que ela diminua rápido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com mais formalidade e maiores receitas de imposto de renda, a conta do Tesouro Nacional no item TI tenderá ao equilíbrio, ou até mesmo registrará ganhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase 80% dos trabalhadores informais serão contratados pela CLT, produzindo ambiente mais ético para os negócios, além de menos conflituoso na Justiça do Trabalho. As formas de contratação praticadas hoje no setor inviabilizam o crescimento das empresas brasileiras, pois criam passivos trabalhistas que turvam os balanços e dificultam a abertura de capital. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desoneração será total para as exportações, pois as receitas com as vendas para o exterior serão excluídas da base de cálculo. A tecnologia brasileira terá, assim, condições de conquistar maiores fatias do mercado no exterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excelência em TI, o Brasil possui, com sistemas sem paralelo no mundo, em serviços financeiros, eleições, gestão de produção agrícola, exploração de petróleo, além de diversas aplicações sofisticadas de TI. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas &lt;strong&gt;exportações&lt;/strong&gt;, que ainda engatinham, têm potencial para evoluir dos atuais &lt;strong&gt;US$ 2,6 bilhões&lt;/strong&gt; para US$ 20 bilhões em dez anos. TI poderá, ainda, ser um dos grandes motores da geração de empregos em 2012. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos da BRASSCOM revelam que os saldos entre as contratações e demissões de TI devem crescer 31% em 2012 nos seus oito mercados principais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2012, os desafios do setor de TI e do governo serão implantar bons programas de qualificação da mão de obra, acelerar os programas de infraestrutura e investir em inovação. A demanda por banda larga deve aumentar até 35 vezes até 2019. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o maior de todos os desafios é transformar a tecnologia em um componente central para a produtividade da economia nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A representatividade de TI no PIB de países desenvolvidos é de cerca de 6%. No Brasil, ficamos em cerca de 4%. Mas temos excelência técnica para chegar lá. Com os incentivos obtidos, 2012 será o ano zero da nova caminhada da TI brasileira.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Antonio Gil, presidente da “Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação” (BRASSCOM). Artigo publicado na “Folha de São Paulo”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/21525-o-ano-zero-da-tecnologia-brasileira.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/21525-o-ano-zero-da-tecnologia-brasileira.shtml&lt;/a&gt;). [&lt;em&gt;imagens do Google e entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;]&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-741269415922128199?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/741269415922128199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=741269415922128199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/741269415922128199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/741269415922128199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/o-ano-zero-da-tecnologia-brasileira-da.html' title='O ANO ZERO DA TECNOLOGIA BRASILEIRA [DA INFORMAÇÃO]'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jRTHduORNPQ/Tx6iRi9gNzI/AAAAAAAAJkQ/-f2Gx4GaOos/s72-c/tecnologia-net.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-5693871232174093736</id><published>2012-01-24T10:19:00.003-02:00</published><updated>2012-01-24T10:19:50.893-02:00</updated><title type='text'>A HIPOCRISIA DOS PODEROSOS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-AnCoxr_VZZo/Tx6gezbP6CI/AAAAAAAAJj4/Y4kiOflLOO4/s1600/imagex2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="307" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-AnCoxr_VZZo/Tx6gezbP6CI/AAAAAAAAJj4/Y4kiOflLOO4/s400/imagex2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“FAÇA O QUE EU DIGO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rodolpho Motta Lima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acredito que muitos dos chamados “ditados populares” não foram feitos pelo povo, mas para o povo, sendo construções verbais que o poder impõe aos dominados, muitas delas com fins amortecedores, pregando a passividade, a docilidade. Chico Buarque, na música “Bom Conselho”, promoveu a desconstrução de diversos ditos dessa natureza, em humorada - mas séria - pregação de posturas exatamente opostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que podemos dizer de frases como “&lt;em&gt;quem espera sempre alcança&lt;/em&gt;”, ou “&lt;em&gt;os últimos serão os primeiros&lt;/em&gt;”, ou mesmo “&lt;em&gt;devagar se vai ao longe&lt;/em&gt;”, senão que acabam sendo mensagens de apologia à inércia, à inação? Como entender ditos como “&lt;em&gt;em boca calada não entra mosca&lt;/em&gt;” ou “&lt;em&gt;a palavra é de prata, o silêncio é de ouro&lt;/em&gt;”, entre outros da espécie, a não ser como um convite à omissão, ao conformismo? Será que, realmente, ”&lt;em&gt;mais vale um pássaro na mão do que dois voando&lt;/em&gt;”? Afinal, mais vale a prisão do que a liberdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses ditados, que ilustra, a meu ver, de forma indiscutível, o discurso do poder e do autoritarismo que, certamente, não emana do povo é o “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”. Lembrei-me dele ao acompanhar o recente noticiário sobre o Irã e o desenvolvimento de sua tecnologia nuclear. As notícias abrangem desde os testes de mísseis de longo alcance que aquele país estaria promovendo até a possibilidade da produção da bomba atômica iraniana. Os mísseis poderiam alcançar Israel e a bomba atômica seria um perigo planetário. Diante disso, o pensamento “pacifista” do Ocidente, indignado diante de tal possibilidade e capitaneado pelos Estados Unidos, já fala em ações de retaliação, que iriam do bloqueio econômico ao Irã até ... o bombardeio do inimigo com armas mais poderosas ! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ndMDrQJ6VHA/Tx6g2VqR9FI/AAAAAAAAJkA/tUoVEy_GUVM/s1600/bomba20atomica-6871.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="355" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-ndMDrQJ6VHA/Tx6g2VqR9FI/AAAAAAAAJkA/tUoVEy_GUVM/s400/bomba20atomica-6871.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Dentre os países do planeta, apenas os Estados Unidos, até agora, explodiram a bomba atômica, nos terríveis episódios de Hiroshima e Nagasaki. E Israel ignora o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, assinado por 189 países (inclusive o Irã), pelo qual as nações se comprometem a não desenvolver ou comprar armas atômicas e a se submeterem a inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, na hipótese de possuírem um programa nuclear com fins pacíficos. Além disso, o Estado israelense se nega a comentar a existência de seu reator nuclear (em Dimona, sul do país) e não confirma nem desmente a posse de armas atômicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-AQWMhIniK5I/Tx6hJwfFgxI/AAAAAAAAJkI/c0hV4awAmZM/s1600/nuclear.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="286" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-AQWMhIniK5I/Tx6hJwfFgxI/AAAAAAAAJkI/c0hV4awAmZM/s400/nuclear.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Afinal de contas, trata-se de ser contra a proliferação das armas nucleares ou de ser contra a possibilidade de alguns países possuírem tais armas? Se as bombas atômicas forem dos EUA, da Rússia, [de Israel], da França, da Inglaterra, da China, Índia ou Paquistão, sua explosão será menos mortífera, menos desumana, menos desgraçada? Serão legitimadas em nome de que, a que propósito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma atitude séria a respeito desse assunto teria que passar pela extinção imediata e absoluta de todas as armas nucleares do planeta. Qualquer outra será hipócrita e estará escondendo maus propósitos. Ninguém pode exigir de outrem uma postura que não pretende ter, um “&lt;em&gt;faça o que eu digo, mas não o que eu faço"&lt;/em&gt;. Alguns países que combatem as armas iranianas possuem, hoje, os mais poderosos armamentos de destruição, mas pretendem convencer o mundo, de forma maniqueísta, que as suas bombas são do bem, para o bem, e as demais – &lt;em&gt;existentes ou hipotéticas&lt;/em&gt; - são do mal. Mas como acreditar nisso, diante do que hoje vislumbramos no mundo, quando, por força das armas de que dispõem, essas potências interferem acintosamente no destino de outros povos e vão deixando um rastro infindável do sangue de civis inocentes? Afinal, onde estão os arsenais de guerra do Iraque, as armas [&lt;em&gt;atômicas&lt;/em&gt;] que justificaram a invasão daquele país e já produziram, até agora, cerca de 150 mil mortes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Humanidade não pode dar um cheque em branco a qualquer país, em termos de armas nucleares. Não pode fazê-lo, é certo, em relação ao Irã. Nem pode fazê-lo, por coerência, em relação a qualquer das potências que já possuem a bomba. A não ser que, de forma fundamentalista, considere que a destruição de certos povos por outros será uma ação do bem. Se o Irã não pode ter a bomba, convenhamos, Israel também não deveria tê-la. Para muitos cidadãos do planeta, esse parece ser um caso claro de não se saber exatamente onde está o mal ou o bem. Quem duvidar, que ouça os palestinos...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Rodolpho Motta Lima, advogado formado pela UFRJ-RJ (antiga Universidade de Brasil) e professor de Língua Portuguesa do Rio de Janeiro, formado pela UERJ, com militância política nos anos da ditadura, particularmente no movimento estudantil. Funcionário aposentado do Banco do Brasil. Publicado no site “Direto da Redação”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.diretodaredacao.com/noticia/a-hipocrisia-dos-poderosos"&gt;http://www.diretodaredacao.com/noticia/a-hipocrisia-dos-poderosos&lt;/a&gt;). [&lt;em&gt;imagens do Google e entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;]&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-5693871232174093736?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/5693871232174093736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=5693871232174093736' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/5693871232174093736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/5693871232174093736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/hipocrisia-dos-poderosos.html' title='A HIPOCRISIA DOS PODEROSOS'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-AnCoxr_VZZo/Tx6gezbP6CI/AAAAAAAAJj4/Y4kiOflLOO4/s72-c/imagex2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-704410807130743778</id><published>2012-01-24T10:11:00.004-02:00</published><updated>2012-01-24T10:11:59.857-02:00</updated><title type='text'>A CRISE NORTE-AMERICANA CINCO ANOS DEPOIS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2AnJI6xrjf0/Tx6dp7RPOkI/AAAAAAAAJjY/UOSU_5mV2Rs/s1600/CartumBancosBennett.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-2AnJI6xrjf0/Tx6dp7RPOkI/AAAAAAAAJjY/UOSU_5mV2Rs/s1600/CartumBancosBennett.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;“A política de Obama de combate à crise foi fundamentalmente política de resgate dos &lt;em&gt;grandes,&lt;/em&gt; isto é, dos &lt;em&gt;grandes bancos&lt;/em&gt;, das &lt;em&gt;grandes indústrias&lt;/em&gt; e dos &lt;em&gt;ricos&lt;/em&gt;. Foi uma saída que salvou &lt;em&gt;os mais aquinhoados&lt;/em&gt;. Mas, que deixou a economia congelada, sem oxigênio no seu mercado de consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por João Sicsu, em “Carta Maior”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Estados Unidos sofreram grave crise financeira, econômica e social em 2007-2008. Seus efeitos se arrastam até os dias de hoje. As bases teóricas e ideológicas da crise têm suas raízes nas ideias do liberalismo econômico de Milton Friedman, Frederic Hayek e Adam Smith. Sua operação política em escala mundial teve início com os governos de M.Tatcher, no Reino Unido, e R. Reagan, nos Estados Unidos, ao longo dos anos 1980. Esse movimento político, econômico e financeiro ficou conhecido como neoliberalismo. Foi transformado em plataforma de ação através do chamado “Consenso de Washington” de 1989 [&lt;em&gt;aqui idolatrado pelo governo FHC/PSDB/DEM/PPS&lt;/em&gt;], que defendia a &lt;em&gt;privatização do patrimônio público&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;desregulamentação do mercado financeiro e de trabalho&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DdveTdav-d8/Tx6e0tQjZMI/AAAAAAAAJjo/q7F2OjB6KSQ/s1600/fhc_mascate.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="262" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-DdveTdav-d8/Tx6e0tQjZMI/AAAAAAAAJjo/q7F2OjB6KSQ/s320/fhc_mascate.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Os Estados Unidos desregulamentaram o seu mercado financeiro permitindo que seus bancos participassem de processos de fusão em grande escala. Seus bancos passaram a atuar em escala nacional e internacional e, simultaneamente, em mercados que transacionavam diferentes produtos financeiros. Regras que restringiam o grau de exposição dos bancos a riscos foram relaxadas. O resultado foi que: aos &lt;em&gt;bancos&lt;/em&gt; foi permitido maior grau de liberdade, maior exposição ao risco, com o objetivo de obter lucros extraordinários; aos &lt;em&gt;correntistas e poupadores&lt;/em&gt;, restou a ilusão de estarem mais seguros porque seus depósitos estavam guardados em megainstituições financeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como a crise eclodiu nos Estados Unidos em 2007-2008? A matriz de grandes bancos estão nos Estados Unidos. Lá estavam o “Lehman Brothers”, o “Goldman Sachs” e o “Bank of America”, entre outros. Lá estavam também cidadãos que não tinham e não têm proteção social; e que não tinham e não têm, obviamente, uma política pública habitacional. Gente que tem emprego temporário, renda variável e que não tem qualquer patrimônio. Não usam “balaclavas” pretas, mas são chamados de NINJAS (“&lt;em&gt;No Income, No Job or AssetS” - sem renda, sem emprego ou patrimônio&lt;/em&gt;). O cenário americano estava montado. Só faltava colocar os personagens em ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As taxas de juros nos Estados Unidos estavam muito baixas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bancos “babavam” por rendimentos mais elevados. O sistema financeiro desregulado e sem fiscalização inventou, então, novos produtos financeiros dirigidos aos NINJAS, que foram convidados: “&lt;em&gt;venham aos bancos, tomem empréstimos e comprem as casas dos seus sonhos&lt;/em&gt;”. Os NINJAS eram considerados cidadãos “subprime” pelos critérios de classificação dos bancos. Não eram cidadãos “PRIME” (de primeira) que poderiam pagar empréstimos. Mas, novos produtos financeiros foram ofertados aos NINJAS, que apesar da condição “subprime”, tomaram bilhões de dólares em empréstimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, os bancos passaram a emprestar aos NINJAS, agora com acesso ao sistema financeiro, recursos com carência de juros elevados por cinco anos. Deles eram cobrados juros mais elevados porque representavam mais riscos. Juros mais altos satisfaziam a ganância do sistema financeiro. E com crédito abundante, o resultado foi que o preço dos imóveis inflou como uma bolha, o que satisfazia o desejo das construtoras. Contudo, os cidadãos “NINJA-SUBPRIME”, nos primeiros anos, pagavam somente parte desses altos juros na presunção que, depois de estarem morando em casa nova, com sonho realizado, suas vidas melhorariam e conseguiriam pagar parcelas mensais mais elevadas (&lt;em&gt;isto é, depois de finalizada a carência de juros mais baixos&lt;/em&gt;). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados os anos de carência de arrocho financeiro, cidadãos “subprime”, que tomaram diferenciados tipos de empréstimos imobiliários, não conseguiram pagar suas dívidas. Ao não pagar o que deviam, tiveram que entregar ao sistema financeiro as suas casas e os seus sonhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente, voltaram à condição exclusiva de NINJAS. Eram milhões de cidadãos “NINJAS-subprime”, portanto, eram milhões de casas devolvidas ao sistema financeiro e colocadas à venda. Os bancos, sem receber o que lhes era devido, também não conseguiam vender milhões de casas aos preços originais. O excesso de oferta de casas fez o preço dos imóveis cair. Em resumo, a bolha imobiliária e financeira americana havia estourado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bancos americanos perderam a condição de emprestar e de honrar os seus compromissos. Sem bancos operando, as economias param. Sem crédito para o consumo e para a produção, a economia americana estagnou. Sem consumo, não há necessidade de produção. Sem produção, não há necessidade de trabalhadores. O desemprego aumentou. A miséria cresceu. A economia americana adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neoliberais lembraram: “&lt;em&gt;o Estado existe, ele pode nos socorrer&lt;/em&gt;”. E, então, o governo americano socorreu seus grandes bancos e suas grandes empresas. Excetuando no “Lehman Brothers”, choveu dinheiro público na tesouraria das grandes corporações e no bolso dos seus ricos dirigentes. Os bancos e seus dirigentes foram salvos. Tem-se, a partir de então, uma orientação, “mais qualificada”, do neoliberalismo: o patrimônio público deve ser privatizado e as dívidas privadas do sistema financeiro devem ser estatizadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HB051cfo1B4/Tx6fyInvrAI/AAAAAAAAJjw/VnyRmv0H3Lk/s1600/72367_5_capitalismo_salvaje.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="277" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-HB051cfo1B4/Tx6fyInvrAI/AAAAAAAAJjw/VnyRmv0H3Lk/s400/72367_5_capitalismo_salvaje.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;E o povo? Aqueles que perderam suas casas, seus empregos, seus sonhos? Viraram estatísticas. As políticas de Barak Obama foram limitadas. O presidente americano está cercado de assessores, escolhidos por ele mesmo, que pensam com cérebros formatados em Wall Street. As políticas anticrise de Obama apenas incluíram a classe média e os pobres nas estatísticas de mais desemprego, pobreza, desigualdade e miséria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política de Obama de combate à crise foi fundamentalmente política de resgate dos grandes, isto é, dos grandes bancos, das grandes indústrias e dos ricos. Foi uma saída que salvou os mais aquinhoados. Mas, que deixou a economia congelada, sem oxigênio no seu mercado de consumo. As massas de cidadãos consumidores, que fazem a economia se movimentar, ficaram endividados, desempregados e sem teto. E o sistema financeiro? Continua, basicamente, desregulado e saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, a economia americana se arrasta. A grande e boa novidade desde a crise de 2007-2008 é o movimento de contestação ‘&lt;em&gt;Occupy Wall Street’&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por João Sicsu, professor-Doutor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Artigo originário do site “Carta Maior” e transcrito no portal “Vermelho”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173865&amp;amp;id_secao=9"&gt;http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173865&amp;amp;id_secao=9&lt;/a&gt;). [&lt;em&gt;imagens do Google e entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-704410807130743778?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/704410807130743778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=704410807130743778' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/704410807130743778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/704410807130743778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/crise-norte-americana-cinco-anos-depois.html' title='A CRISE NORTE-AMERICANA CINCO ANOS DEPOIS'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2AnJI6xrjf0/Tx6dp7RPOkI/AAAAAAAAJjY/UOSU_5mV2Rs/s72-c/CartumBancosBennett.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-2154842817029096970</id><published>2012-01-23T10:26:00.002-02:00</published><updated>2012-01-23T10:27:02.035-02:00</updated><title type='text'>IMAGENS DISTORCIDAS [PELA MÍDIA]</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WgjRO_EtQ3o/Tx1QhFXc7DI/AAAAAAAAJjA/5omCep_O5Ak/s1600/debate+collorxLula.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="232" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-WgjRO_EtQ3o/Tx1QhFXc7DI/AAAAAAAAJjA/5omCep_O5Ak/s400/debate+collorxLula.bmp" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;“&lt;strong&gt;No mês passado, ocorreu em Caracas, na Venezuela, um fato capaz de dar à América Latina e ao Caribe a primeira oportunidade real de romper com as dominações externas mantidas sobre o continente há mais de 500 anos. Alguém soube disso através da TV? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Laurindo Lalo Leal Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos brasileiros só se informa pela televisão e, quase sempre, fica mal informado. Todos os dias, as emissoras selecionam e transmitem inúmeras notícias de fatos ocorridos no Brasil e no mundo, mas o que não bate com seus interesses comerciais e políticos fica fora. A desinformação, no entanto, acontece também no que é mostrado. As notícias veiculadas são organizadas e editadas segundo os mesmos interesses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois exemplos significativos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um, de mais de vinte anos, só agora revelado. Trata-se do &lt;strong&gt;famoso debate Lula-Collor de 1989&lt;/strong&gt;. Sabia-se que ele havia sido editado para ser exibido no Jornal Nacional, da Rede Globo, de forma a ressaltar os melhores momentos de Collor e os piores de Lula. Sua exibição, dessa forma, às vésperas das eleições, influenciou grande número de eleitores, conforme mostraram pesquisas na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manipulação não ficou só ai. José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, um dos principais executivos da Globo naquela ocasião, revelou, em entrevista recente, a dimensão real do episódio. O debate não foi manipulado apenas na edição levada ao ar. Os truques começaram bem antes, uma vez que, segundo o próprio Boni, a emissora “tomou partido” e “produziu” o debate para beneficiar o então candidato alagoano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Eu achei que a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual, porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade. Então, nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor, com uma 'glicerinazinha', e colocamos as pastas todas que estavam ali, com supostas denúncias contra o Lula. Mas as pastas estavam inteiramente vazias ou com papéis em branco&lt;/em&gt;", revela Boni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-J_sSxWXIPPQ/Tx1RBjFj5-I/AAAAAAAAJjI/3vcUvYdcVnU/s1600/lula+collor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-J_sSxWXIPPQ/Tx1RBjFj5-I/AAAAAAAAJjI/3vcUvYdcVnU/s320/lula+collor.jpg" width="248" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Se você acha que isso é coisa do passado e não acontece mais está enganado. No mês passado, ocorreu em Caracas, na Venezuela, um fato capaz de dar à América Latina e ao Caribe a primeira oportunidade real de romper com as dominações externas mantidas sobre o continente há mais de 500 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1jqehYl4kM0/Tx1RLmxZhQI/AAAAAAAAJjQ/hbIMnIHaRCk/s1600/celac.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-1jqehYl4kM0/Tx1RLmxZhQI/AAAAAAAAJjQ/hbIMnIHaRCk/s1600/celac.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Foi criada a &lt;strong&gt;CELAC&lt;/strong&gt;, “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, reunindo 33 países da região, deixando fora os Estados Unidos e o Canadá que sempre dominaram a OEA, a “Organização dos Estados Americanos”, até então a principal organização multilateral do continente, chamada com muita propriedade de “ministério das colônias” pelo então presidente de Cuba, Fidel Castro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um grito de libertação dos países situados ao sul dos Estados Unidos. Dois séculos depois do rompimento dessas nações com as metrópoles espanhola e portuguesa, inicia-se, agora, uma luta conjunta em busca da autodeterminação política e econômica, livre das imposições dos impérios modernos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CELAC definiu, como um dos seus princípios básicos, a defesa das democracias nos países-membros. Se, em algum deles, a ordem institucional for rompida, a expulsão é imediata. Medida que busca evitar a repetição de fatos recentes como o golpe de Estado que depôs o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, em 2009, e a tentativa frustrada de tomar o poder através da força no Equador em setembro de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém soube disso através da TV? Não que a televisão brasileira não estivesse lá. Estava, mas não para mostrar a dimensão histórica do que ocorria em Caracas. Tudo que era importante foi escondido e, para não perder a viagem, o Jornal Nacional colocou no ar o questionamento feito à presidenta Dilma Roussef sobre uma declaração de amor divulgada, no Brasil, por um ministro em vias de demissão. Surpresa, Dilma foi gentil e respondeu à pergunta descabida e fora de lugar. Ao telespectador, restou receber informação supérflua em prejuízo do essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso revela que as distorções ocorridas em torno do debate presidencial de 1989 não são exceções. Ao contrário, trata-se de prática comum, embora menos perceptível. A TV acaba fazendo como o mágico que chama a atenção para o lenço enquanto, sem o público perceber, tira o pombo da cartola, na feliz imagem do sociólogo francês Pierre Bourdieu. Infelizmente, assistimos a essa mágica todos os dias no telejornalismo brasileiro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo, jornalista e professor de Jornalismo da ECA-USP. Publicado originalmente na edição de janeiro da “Revista do Brasil” e transcrito no portal “Vermelho”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173582&amp;amp;id_secao=6"&gt;http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173582&amp;amp;id_secao=6&lt;/a&gt;). [&lt;em&gt;imagens do Google adicionadas por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-2154842817029096970?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/2154842817029096970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=2154842817029096970' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/2154842817029096970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/2154842817029096970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/imagens-distorcidas-pela-midia.html' title='IMAGENS DISTORCIDAS [PELA MÍDIA]'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WgjRO_EtQ3o/Tx1QhFXc7DI/AAAAAAAAJjA/5omCep_O5Ak/s72-c/debate+collorxLula.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-4406238915647848615</id><published>2012-01-23T10:17:00.004-02:00</published><updated>2012-01-23T11:42:55.464-02:00</updated><title type='text'>APROVAÇÃO DE DILMA SUPERA A DE TODOS OS PRESIDENTES NO INÍCIO DO GOVERNO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-AzyPbofFoyo/Tx1N61Lvh2I/AAAAAAAAJi4/39CjsUWeb9A/s1600/avaldilm.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="293" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-AzyPbofFoyo/Tx1N61Lvh2I/AAAAAAAAJi4/39CjsUWeb9A/s400/avaldilm.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;PRESIDENTE É CONSIDERADA ÓTIMA OU BOA POR 59% APÓS UM ANO, diz Datafolha &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Otimismo da população com economia ajuda a sustentar popularidade, que não foi afetada por escândalos no governo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Bernardo Mello Franco, na “Folha de São Paulo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A presidente Dilma Rousseff atingiu, no fim do primeiro ano de seu governo, índice de aprovação recorde, maior que o alcançado nesse estágio por todos os presidentes que a antecederam desde a volta das eleições diretas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisa Datafolha realizada na última semana mostra que &lt;strong&gt;59%&lt;/strong&gt; dos brasileiros consideram sua gestão &lt;strong&gt;ótima ou boa&lt;/strong&gt; - salto de 10 pontos percentuais em seis meses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros &lt;strong&gt;33%&lt;/strong&gt; classificam a gestão como &lt;strong&gt;regular&lt;/strong&gt;, e &lt;strong&gt;6%&lt;/strong&gt; como &lt;strong&gt;ruim ou péssima&lt;/strong&gt; -cinco pontos a menos que na pesquisa de agosto. Não responderam 2% dos entrevistados. &lt;strong&gt;A nota média do governo é 7,2.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números atestam que a presidente não teve a imagem afetada pelos escândalos que marcaram o início de sua gestão. Ela demitiu sete ministros em 2011, seis deles sob suspeita de corrupção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao completar um ano no Planalto, &lt;strong&gt;Fernando Collor&lt;/strong&gt; tinha &lt;strong&gt;23%&lt;/strong&gt; de aprovação. &lt;strong&gt;Itamar Franco&lt;/strong&gt; contava &lt;strong&gt;12%.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Fernando Henrique Cardoso&lt;/strong&gt; teve 41% no primeiro mandato e &lt;strong&gt;16%&lt;/strong&gt; no segundo. &lt;strong&gt;Luiz Inácio Lula da Silva&lt;/strong&gt; alcançou 42% e &lt;strong&gt;50%&lt;/strong&gt;, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o novo levantamento, a avaliação de Dilma melhorou entre homens e mulheres e em todas as faixas de idade, renda familiar e escolaridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua aprovação [ótima ou boa] agora é de 62% no eleitorado feminino e de 56% no masculino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presidente alcançou equilíbrio entre os eleitores da base e do topo da pirâmide social. Tem 61% de ótimo e bom entre os que estudaram até o ensino fundamental e 59% entre os que chegaram ao ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na divisão por renda familiar, o maior avanço foi na faixa de cinco a dez salários mínimos: 16 pontos de melhora, atingindo 61% de aprovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, a chave para entender a evolução dos números nos últimos meses está na economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;É o fator que mais explica as mudanças em relação à pesquisa anterior&lt;/em&gt;", afirma. "&lt;em&gt;A população estava preocupada com a crise internacional, mas percebeu que ela não mexeu no seu bolso&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fatia de entrevistados que acredita que sua &lt;strong&gt;situação econômica vai melhorar&lt;/strong&gt; subiu de &lt;strong&gt;54%&lt;/strong&gt; em junho passado para 60% neste mês. O &lt;strong&gt;otimismo sobre a economia&lt;/strong&gt; do país foi de 42% para &lt;strong&gt;46%&lt;/strong&gt; no período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2011, a &lt;strong&gt;inflação&lt;/strong&gt; chegou a 6,5%, a maior em sete anos. A alta de preços atingiu o pico em setembro, mas agora segue tendência de queda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;imagem pessoal de Dilma&lt;/strong&gt; também melhorou. Ela é considerada "&lt;em&gt;decidida&lt;/em&gt;" por 72% dos brasileiros. Para 80%, ela é "&lt;em&gt;muito inteligente&lt;/em&gt;", e para 70%, "&lt;em&gt;sincera&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os eleitores que apontam o PSDB como seu partido preferido, a petista alcança 40% de aprovação. Nesse grupo, 69% a consideram "muito inteligente", e 57%, "decidida" e "sincera". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Dilma demonstrou firmeza nas crises e passou a imagem de que é rápida para decidir e não titubeia para demitir quem se envolve em irregularidades&lt;/em&gt;", diz Paulino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Datafolha ouviu 2.575 pessoas nos dias 18 e 19. A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; reportagem de Bernardo Mello Franco, na “Folha de São Paulo”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/21372-aprovacao-de-dilma-supera-a-de-lula-no-inicio-do-governo.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/21372-aprovacao-de-dilma-supera-a-de-lula-no-inicio-do-governo.shtml&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagem do blog “Tijolaço”: http://www.tijolaco.com/a-forca-de-dilma-e-a-forca-da-esperanca/&lt;/em&gt;]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-4406238915647848615?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/4406238915647848615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=4406238915647848615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/4406238915647848615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/4406238915647848615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/aprovacao-de-dilma-supera-de-todos-os.html' title='APROVAÇÃO DE DILMA SUPERA A DE TODOS OS PRESIDENTES NO INÍCIO DO GOVERNO'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-AzyPbofFoyo/Tx1N61Lvh2I/AAAAAAAAJi4/39CjsUWeb9A/s72-c/avaldilm.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-7640463311567020216</id><published>2012-01-23T10:07:00.001-02:00</published><updated>2012-01-23T10:07:13.947-02:00</updated><title type='text'>LICITAÇÕES - RESPOSTA DA PETROBRAS AO JORNAL “O GLOBO”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mi_PA9FHyyA/Tx1MmDaDKyI/AAAAAAAAJiw/nFjY6BzxUWE/s1600/licitac3a7c3a3o.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="242" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-mi_PA9FHyyA/Tx1MmDaDKyI/AAAAAAAAJiw/nFjY6BzxUWE/s320/licitac3a7c3a3o.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Leia a matéria “&lt;em&gt;TCU fará pente-fino na Petrobras&lt;/em&gt;” (versão online), publicada neste domingo (22/01) no jornal O Globo e a resposta enviada pela Petrobras ao veículo&amp;nbsp; (&lt;a href="http://oglobo.globo.com/economia/tcu-vai-fazer-pente-fino-na-petrobras-3731456"&gt;http://oglobo.globo.com/economia/tcu-vai-fazer-pente-fino-na-petrobras-3731456&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PERGUNTAS [DO “O GLOBO”]: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fiz um levantamento dos contratos de serviços da Petrobras nos últimos três anos na área de transparência pública do site da companhia. Constatei que, há três anos, a proporção de contratos com licitação e sem licitação permanece a mesma: 68% com “licitação” (&lt;em&gt;concorrência, concurso, convite e tomada de preço&lt;/em&gt;) e 32% sem “licitação” (&lt;em&gt;dispensa, inexigibilidade e inaplicabilidade&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Por que não existe evolução nos números de contratros assinados com disputa entre fornecedores há três anos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Que tipo de garantia a Petrobras tem sobre os melhores preços em contratos que não tem nenhuma concorrência?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Nos últimos três anos, foram contratados serviços que somam R$ 49,8 bilhões sem nenhuma concorrência. A Petrobras entende esse número como adequado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Seguem exemplos de contratos assinados sem licitação e sem uma razão aparente, como notório saber, urgência, valor contratado etc. Existe alguma posição sobre esses contratos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SKANSKA BRASIL LTDA.FORNEC. BENS E PREST. SERV. DE PROJ., CONSTR. CIVIL, MONT. Novembro de 2011; R$ 825.121.294,17; Inexibilidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SCHAHIN ENGENHARIA S/A CONTRATAÇÃO PARA ADEQUAÇÃO DA TANCAGEM DA RLAM. Novembro de 2011; R$ 253.466.855,10; Dispensa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULTITEK ENGENHARIA LTDA FORNEC.BENS/PREST.SERVIÇOS OLEODUTO CACIMBAS – BARRA DO RIAC. Março de 2011; R$ 6.404.917,03; Dispensa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TAMASA ENGENHARIA S/A SERVIÇOS DE PREPARO DE LOCAÇÕES, CONSTRUÇÃO E CONSERVAÇÃO. Janeiro de 2011; R$ 11.990.623,81; Dispensa; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRAMO EMPREENDIMENTOS E CONSTRUÇÕES SERVIÇOS DE MONTAGEM INDUSTRIAL DE CALDEIRARIA, TUBULAÇÃO. Fevereiro de 2011; R$ 5.886.187,98; Dispensa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TECHNIP BRASIL-ENGENHARIA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE INSTALAÇÃO E RECOLHIMENTO DE DUTOS. Julho de 2011; R$ 194.486.739,26; Inexigibilidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONFAB INDUSTRIAL S/A SERV.SUPERVISÃO DE SECAGEM REFRATÁRIOS FORNOS DO MÓDULO 3. Agosto de 2011; R$ 263.517,61; Dispensa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTEC RESTAURANTES LTDA FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO A FORÇA DE TRABALHO DO COMPLEXO. Abril de 2011; R$ 1.925.000,00; Inexigibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RESPOSTA [DA PETROBRAS]: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, destaque-se que a licitação é a regra para toda e qualquer contratação de obras, fornecimento de bens ou serviços para a Petrobras. Contudo, há casos previstos na legislação, em que a licitação ou é dispensada ou é mesmo inexigível, por absoluta inviabilidade de competição (&lt;em&gt;exemplos: o fornecedor é detentor de patente ou direito autoral sobre o produto ou serviço requisitado ou, ainda, possui exclusividade de representação comercial de fabricante estrangeiro&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mesmo quando a legislação dispensa a licitação formal, a prática da Petrobras é a de sempre buscar a competição, obtendo, no mínimo, três (03) propostas de preços, de modo a garantir a competição entre fornecedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se, assim, afirmar que a contratação direta, por si só, não gera redução da competitividade. Será sempre a situação de mercado que indicará se é viável ou não haver competição entre os fornecedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, é de se destacar, ainda, a participação da Petrobras como fomentadora do desenvolvimento de tecnologia nacional no segmento de energia e em segmentos conexos, no intuito de ampliar o número de agentes no mercado e, consequentemente, aumentar o número de fornecedores, a oferta de insumos e mão de obra – &lt;em&gt;ou seja, aumentar a competitividade no setor&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; blog “Fatos e Dados”, da Petrobras&amp;nbsp; (&lt;a href="http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2012/01/22/licitacao-resposta-ao-jornal-o-globo/#more-49489"&gt;http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2012/01/22/licitacao-resposta-ao-jornal-o-globo/#more-49489&lt;/a&gt;). [&lt;em&gt;imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-7640463311567020216?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/7640463311567020216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=7640463311567020216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/7640463311567020216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/7640463311567020216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/licitacoes-resposta-da-petrobras-ao.html' title='LICITAÇÕES - RESPOSTA DA PETROBRAS AO JORNAL “O GLOBO”'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mi_PA9FHyyA/Tx1MmDaDKyI/AAAAAAAAJiw/nFjY6BzxUWE/s72-c/licitac3a7c3a3o.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-3816178442795720884</id><published>2012-01-23T10:01:00.005-02:00</published><updated>2012-01-23T10:01:53.782-02:00</updated><title type='text'>PELA 1ª VEZ, BRASIL TEM MENOS DE 1% DE DOMICÍLIOS NA “CLASSE E”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4kcvhiY_7jY/Tx1KaMpnoLI/AAAAAAAAJio/W5skHpJDkj8/s1600/1327234713988-pobreza.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-4kcvhiY_7jY/Tx1KaMpnoLI/AAAAAAAAJio/W5skHpJDkj8/s1600/1327234713988-pobreza.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Do Estadão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pela primeira vez, a &lt;strong&gt;classe E,&lt;/strong&gt; a base da pirâmide social, representa menos de 1% dos 49 milhões de domicílios existentes no País. Isso significa que o número de brasileiros em situação de pobreza extrema teve drástica redução nos últimos dez anos, conforme apontam duas pesquisas de consultorias que usaram metodologias distintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em números exatos: &lt;strong&gt;404,9 mil&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;0,8%&lt;/strong&gt; dos lares são hoje de &lt;strong&gt;classe E&lt;/strong&gt;, segundo os cálculos do estudo “IPC-Maps”, feito pela “IPC Marketing”, consultoria especializada em avaliar o potencial de consumo. Em 1998 [FHC/PSDB], a classe E reunia &lt;strong&gt;13%&lt;/strong&gt; dos domicílios, indica o estudo baseado em dados do IBGE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos Pazzini, responsável pelo estudo, explica que os dados são atualizados segundo modelo desenvolvido pela consultoria, que leva em conta a pesquisa do “Ibope Mídia” sobre a distribuição socioeconômica dos domicílios, projeções de crescimento da população e da economia, entre outros indicadores. Os lares são classificados segundo o “Critério Brasil”, da “Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa” (ABEP), que leva em conta a posse de bens e o nível de escolaridade do chefe da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Instituto Data Popular”, especializado em baixa renda, vai na mesma direção. Em 2001, a classe E era 10% da população (17,3 milhões) e, em 2011, tinha caído para 3,6% ou 7 milhões, segundo o estudo que divide a população pela &lt;em&gt;renda mensal per capita – R$ 79 para a classe E&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Não dá para dizer que acabaram os pobres, mas diminuíram muito, e a condição social deles melhorou porque tiveram acesso a vários bens de consumo, o que antes era praticamente impossível&lt;/em&gt;”, afirma Pazzini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o sócio diretor do “Data Popular”, Renato Meirelles, a tendência das pesquisas é a mesma: uma forte redução do contingente de pobres. “&lt;em&gt;Em dez anos, foram 10 milhões de pessoas a menos na classe E&lt;/em&gt;”, observa, ponderando que a divergência entre a ordem de grandeza dos resultados pode ser decorrente do fato de muitas pessoas da classe E não terem domicílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MOBILIDADE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As participações das classes E e D na estrutura social encolheram por causa da forte migração que houve entre 1998 e 2011. A fatia dos domicílios de &lt;strong&gt;classe D&lt;/strong&gt; caiu quase pela metade no período, de 33,6% para 15,1%. Já os estratos C e B cresceram. Em 1998 [FHC/PSDB], &lt;strong&gt;17,8%&lt;/strong&gt; dos domicílios eram da &lt;strong&gt;classe B&lt;/strong&gt; e, em 2011, representavam &lt;strong&gt;30,6%.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na &lt;strong&gt;classe C&lt;/strong&gt;, o crescimento foi ainda mais significativo, de &lt;strong&gt;31%&lt;/strong&gt; em 1998 [FHC/PSDB] para &lt;strong&gt;49,3%&lt;/strong&gt; em 2011, aponta o “IPC-Maps”. &lt;strong&gt;Resultado&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;quase 80% dos lares brasileiros hoje já são de classe C ou B&lt;/em&gt;. “&lt;em&gt;Não dá mais para falar em pirâmide social, com a baixa renda representando a maior parte da população. Agora, a estratificação social é como um losango&lt;/em&gt;”, diz Pazzini. Ele destaca que, hoje, o porcentual de domicílios mais pobres (0,8%) quase empata com o total de mais ricos (0,5%).” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; publicado pelo jornal “O Estado de São Paulo” e transcrito no blog “Os amigos do Brasil”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://osamigosdobrasil.com.br/2012/01/22/esse-lula-hein-pela-primeira-vez-brasil-tem-menos-de-1-de-domicilios-na-classe-e/"&gt;http://osamigosdobrasil.com.br/2012/01/22/esse-lula-hein-pela-primeira-vez-brasil-tem-menos-de-1-de-domicilios-na-classe-e/&lt;/a&gt;). [&lt;em&gt;imagem do Google e entre colchetes adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-3816178442795720884?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/3816178442795720884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=3816178442795720884' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/3816178442795720884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/3816178442795720884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/pela-1-vez-brasil-tem-menos-de-1-de.html' title='PELA 1ª VEZ, BRASIL TEM MENOS DE 1% DE DOMICÍLIOS NA “CLASSE E”'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4kcvhiY_7jY/Tx1KaMpnoLI/AAAAAAAAJio/W5skHpJDkj8/s72-c/1327234713988-pobreza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-1491252294370297067</id><published>2012-01-23T09:53:00.003-02:00</published><updated>2012-01-23T09:53:23.723-02:00</updated><title type='text'>POR QUE DUVIDAM DA EVOLUÇÃO?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-awcHf9nILqI/Tx1JMcjYj1I/AAAAAAAAJig/P9767vBPpb0/s1600/evolucao_humana.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-awcHf9nILqI/Tx1JMcjYj1I/AAAAAAAAJig/P9767vBPpb0/s1600/evolucao_humana.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Será que é tão ofensivo ter um ancestral em comum com outros primatas, como os chimpanzés? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ao menos nos EUA, a evidência é indiscutível. Em uma pesquisa do grupo Gallup na véspera do aniversário de 200 anos do nascimento de Charles Darwin, no dia 12 de fevereiro de 2009, apenas 39% dos americanos responderam que "&lt;em&gt;acreditam na teoria da evolução&lt;/em&gt;". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dados semelhantes no Brasil, mas imagino que os números sejam semelhantes ou piores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma pesquisa relaciona o resultado com o nível educacional dos respondentes. Apenas 21% das pessoas com ensino médio completo ou menos acreditam na evolução. O número sobe para 53% nos graduados e 74% em quem tem pós-graduação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra variável investigada foi a relação do resultado com frequência à igreja. Dos que acreditam em evolução, 24% vão à igreja semanalmente, 30% ao menos uma vez por mês e 55% nunca vão. Quanto mais crente, maior a desconfiança em relação à teoria de Darwin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a evidência em favor da evolução também é indiscutível. Ela está no registro fóssil, datado usando a emissão de partículas de núcleos atômicos radioativos. Rochas de erupções vulcânicas (ígneas) enterradas perto de um fóssil contêm material radioativo. O mais comum é o urânio-235, que decai em chumbo-207. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando a razão entre o urânio-235 e o chumbo-207 numa amostra de rocha ígnea e sabendo a frequência com que o urânio emite partículas (&lt;em&gt;em 704 milhões de anos, a quantidade de urânio numa amostra cai pela metade&lt;/em&gt;), cientistas obtêm uma medida bastante precisa da idade do fóssil. Por exemplo, os dinossauros desapareceram há 65 milhões de anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evidência em favor da evolução aparece também na resistência que bactérias podem desenvolver contra antibióticos. Quanto mais se usam antibióticos, maior a chance de que mutações gerem bactérias resistentes. Esse tipo de adaptação por pressão seletiva pode ser investigado no laboratório, sujeitando populações de bactérias a certas drogas e monitorando modificações no seu código genético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto isso, pergunto-me por que a evolução causa tanto problema para tanta gente. Será que é tão ofensivo assim termos tido um ancestral em comum com outros primatas, como os chimpanzés? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa descendência é ainda muito mais dramática: se formos mais para o passado, todos os animais que existem descenderam de um único ancestral, o “&lt;em&gt;Último Ancestral Universal Comum&lt;/em&gt;” (na sigla “LUCA”, em inglês), que provavelmente era um ser unicelular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa desconfiança do conhecimento científico é muito estranha, dada a nossa dependência dele no século 21. (&lt;em&gt;De onde vêm os antibióticos e iPhones?&lt;/em&gt;) O problema parece estar ligado ao “&lt;em&gt;Deus-dos-Vãos&lt;/em&gt;”, a noção de que quanto mais aprendemos sobre o mundo, menos Deus é necessário. Os que interpretam a Bíblia literalmente veem nisso uma perda de rumo. Se Deus não criou Adão e Eva e se não nos tornamos mortais após a "&lt;em&gt;queda do Paraíso&lt;/em&gt;", como lidar com a morte? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma teologia que insiste em contrapor a fé ao conhecimento científico só leva a um maior obscurantismo. Mesmo que não acredite em Deus, imagino que existam outras formas de encontrar Deus ou outros caminhos em busca de uma espiritualidade maior na vida.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Marcelo Gleiser, professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de "Criação Imperfeita". Publicado na Folha de São Paulo&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/21333-por-que-duvidam-da-evolucao.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/21333-por-que-duvidam-da-evolucao.shtml&lt;/a&gt;). [&lt;em&gt;imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-1491252294370297067?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/1491252294370297067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=1491252294370297067' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/1491252294370297067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/1491252294370297067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/por-que-duvidam-da-evolucao.html' title='POR QUE DUVIDAM DA EVOLUÇÃO?'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-awcHf9nILqI/Tx1JMcjYj1I/AAAAAAAAJig/P9767vBPpb0/s72-c/evolucao_humana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-6478842846706232296</id><published>2012-01-22T15:17:00.005-02:00</published><updated>2012-01-22T15:17:50.811-02:00</updated><title type='text'>DOCUMENTÁRIO ARGENTINO ABORDA MITO LULA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-UmE1IXsJprE/TxxEWKaRjLI/AAAAAAAAJiY/e1O2autzMVE/s1600/Lula3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-UmE1IXsJprE/TxxEWKaRjLI/AAAAAAAAJiY/e1O2autzMVE/s320/Lula3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DOCUMENTÁRIO ARGENTINO ABORDA FACETAS DO MITO CHAMADO LULA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documentário "Presidentes da América Latina", roteirizado e dirigido por Pablo Santagelo, aborda as facetas do mito chamado Luis Inácio Lula da Silva, quando este ainda era presidente do Brasil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/bxQ1kQ1APeI?feature=player_embedded" width="440"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; portal “Vermelho”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173676&amp;amp;id_secao=1"&gt;http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173676&amp;amp;id_secao=1&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-6478842846706232296?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/6478842846706232296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=6478842846706232296' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/6478842846706232296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/6478842846706232296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/documentario-argentino-aborda-mito-lula.html' title='DOCUMENTÁRIO ARGENTINO ABORDA MITO LULA'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-UmE1IXsJprE/TxxEWKaRjLI/AAAAAAAAJiY/e1O2autzMVE/s72-c/Lula3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-2466581652778824108</id><published>2012-01-22T10:45:00.001-02:00</published><updated>2012-01-22T10:50:52.835-02:00</updated><title type='text'>PIB BRASILEIRO: “CRESCIMENTO MEDÍOCRE”?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FZ4Qct7NGSw/TxwCbuZCPLI/AAAAAAAAJiI/dZT8Axenedk/s1600/foto2011102612652.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="285" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-FZ4Qct7NGSw/TxwCbuZCPLI/AAAAAAAAJiI/dZT8Axenedk/s400/foto2011102612652.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Paulo Nogueira Batista Jr.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;[&lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: white; color: blue;"&gt;OBS deste blog ‘democracia&amp;amp;política’:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Paulo Nogueira Batista Jr.trata de “crescimento medíocre” brasileiro. Conceito perfeito no contexto por ele muito bem descrito. O alerta dele é correto e oportuno. Contudo, há crescimento medíocre e há medíocres. Não confundamos com a tragédia do muito baixo e fortemente decrescente crescimento brasileiro nos anos FHC/PSDB/DEM. Ver gráfico abaixo (extraído de revista norte-americana, pois as nacionais censuram dados contrários aos demotucanos). O gráfico demonstra a ladeira abaixo que o Brasil estava de 1998 a 2002. O governo Lula conseguiu não somente evitar a continuação da queda, mas reverteu o quadro e proporcionou crescimento exponencialmente crescente do PIB brasileiro.&amp;nbsp;O pequeno "dente" na curva deve-se à crise mundial de 2008. No 1º ano do governo Dilma, o PIB continuou crescendo, com menor intensidade. A continuação no gráfico do trecho 2010-2011 seria reta para cima com menor inclinação, “menos vertical”: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wbtLyQJxgbo/TxwD3r_iZvI/AAAAAAAAJiQ/SyW3obNis3w/s1600/grafico+pib.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="347" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-wbtLyQJxgbo/TxwD3r_iZvI/AAAAAAAAJiQ/SyW3obNis3w/s400/grafico+pib.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;Transcrevo o artigo de Paulo Nogueira Batista Jr&lt;/em&gt;.]:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em 2011, a economia brasileira registrou crescimento medíocre. O PIB cresceu um pouco menos do que 3%; o setor industrial estagnou. Foi desempenho bem abaixo do esperado, que não faz jus ao renome de economia emergente dinâmica, de estrela em ascensão na economia mundial. Para 2012, as projeções continuam indicando crescimento medíocre. Isso pode mudar, mas no momento a expectativa dos analistas de mercado é de uma expansão do PIB da ordem de 3% ou um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ritmo, o Brasil cresce menos do que a média mundial. Foi o que aconteceu no ano passado; é o que pode acontecer este ano outra vez. Dos BRICS, o Brasil foi o que teve a menor taxa de expansão em 2011 – &lt;em&gt;um pouco inferior à da África do Sul&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que explica esse desempenho decepcionante? O cenário mundial adverso atrapalhou, sobretudo no segundo semestre. Mas a explicação primordial é interna: desde o fim de 2010, o governo brasileiro adotou diversas medidas de contenção no campo das contas públicas, da moeda e do crédito. A austeridade fiscal, combinada com aperto monetário e creditício, derrubou o ritmo de expansão da demanda doméstica e da atividade econômica. Além disso, a sobrevalorização cambial prejudicou gravemente a indústria e outros setores expostos à competição internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi demais? Em retrospecto, parece que sim. Até aqui no FMI, economistas já se perguntam se o aperto não teria sido excessivo no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, é a fácil sabedoria “ex post”. No momento em que as decisões foram tomadas, reinava, como sempre, a incerteza. Como dizia Keynes, “&lt;em&gt;the expected never happens; it is the unexpected, always&lt;/em&gt;” (&lt;em&gt;o esperado nunca acontece; é o inesperado, sempre&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ex-ante, no início de 2011, o quadro econômico e as percepções eram completamente diferentes. A economia brasileira estava aquecida demais e todos se preocupavam com o risco de que uma expansão excessivamente rápida da demanda gerasse desequilíbrios internos e externos que se tornariam, com o passar do tempo, muito difíceis de administrar. Era recomendável aproveitar o capital político de início de mandato para dar uma “&lt;em&gt;freada de arrumação&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tampouco se poderia imaginar que a crise da área do euro fosse se agravar tão dramaticamente a partir de meados de 2011. A turbulência externa veio se somar ao ajuste interno para instalar um quadro de crescimento medíocre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o governo está correndo atrás do prejuízo. A Fazenda adotou incentivos fiscais seletivos; o Banco Central afrouxou os controles sobre o crédito e reduziu a taxa básica de juros em dois pontos percentuais desde agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível reverter o quadro? Creio que sim. O governo não usou nem metade da munição de que dispõe. O Banco Central pode, por exemplo, reduzir os compulsórios sobre passivos bancários ou adotar outras medidas de estímulo ao crédito. As taxas de juros continuam muito altas e podem ser gradualmente reduzidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da redução dos últimos meses, os juros básicos ainda são elevados para padrões internacionais. A taxa básica real ex-ante, isto é, a taxa nominal ajustada pela inflação esperada, ainda está em quase 5% no Brasil. Levantamento da corretora “Cruzeiro do Sul”, que abrange os 39 principais países avançados e em desenvolvimento, além de Hong Kong, indica que a média dos juros básicos reais é negativa em 0,9%. Só 13 países praticam juros básicos positivos em termos reais e destes apenas três (Hungria, China e Indonésia) têm taxas entre 2 e 3%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a dívida pública é relativamente elevada no Brasil, o espaço para uma política fiscal anticíclica é menor. Mas há espaço para reduzir os juros, sem dúvida. Juros mais baixos, além de estimular a demanda interna, favorecem o equilíbrio das contas públicas e uma taxa de câmbio mais depreciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho mais promissor parece ser o de combinar diminuição gradual dos juros e dos controles de crédito com preservação da disciplina fiscal. É por essa via que o Brasil deve procurar reativar a economia, sobretudo se o quadro mundial continuar se agravando.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Paulo Nogueira Batista Jr.e publicado no blog “Projeto Nacional”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://blogprojetonacional.com.br/crescimento-mediocre/"&gt;http://blogprojetonacional.com.br/crescimento-mediocre/&lt;/a&gt;). [&lt;em&gt;trecho&lt;/em&gt; &lt;em&gt;inicial entre colchetes adicionado por este blog 'democracia&amp;amp;política'&lt;/em&gt;].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-2466581652778824108?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/2466581652778824108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=2466581652778824108' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/2466581652778824108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/2466581652778824108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/pib-brasileiro-crescimento-mediocre.html' title='PIB BRASILEIRO: “CRESCIMENTO MEDÍOCRE”?'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-FZ4Qct7NGSw/TxwCbuZCPLI/AAAAAAAAJiI/dZT8Axenedk/s72-c/foto2011102612652.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-8273081854198312171</id><published>2012-01-22T10:31:00.001-02:00</published><updated>2012-01-22T10:52:54.328-02:00</updated><title type='text'>HADDAD FALA SOBRE A CAMPANHA PARA PREFEITURA DE SÃO PAULO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mcMbhcnZ1rM/Txv-8JPcGWI/AAAAAAAAJiA/nR4ojDAUpao/s1600/Haddad_AndreDusekAE_20012012_288x212.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="294" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-mcMbhcnZ1rM/Txv-8JPcGWI/AAAAAAAAJiA/nR4ojDAUpao/s400/Haddad_AndreDusekAE_20012012_288x212.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fernando Haddad (foto de Andre Dusek/AE)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HADDAD: 'ADVERSÁRIOS VÃO TENTAR MACULAR O ENEM'&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro da Educação diz que disputa pela Prefeitura de São Paulo não será agressiva como a eleição de 2010 e afirma que prioridade de Gilberto Kassab é se unir ao PSDB de José Serra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista conduzida por Vera Rosa e Lisandra Paraguassu, do jornal “O Estado de São Paulo”, [&lt;em&gt;autodeclarado tucano-serrista&amp;nbsp;em editorial em 2010.&lt;/em&gt; A&lt;em&gt;s digitais&amp;nbsp;partidárias do jornal transparecem nas perguntas das entrevistadoras&lt;/em&gt;]:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Às vésperas de deixar o Ministério da Educação, o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que fará campanha sem ataques, mas não deixou de dar estocadas nos tucanos. "&lt;em&gt;Eu não vou oferecer a São Paulo o espetáculo de difamação promovido em 2010 pelo PSDB&lt;/em&gt;", disse, numa referência à disputa presidencial entre Dilma Rousseff e o ex-governador José Serra, marcada por insultos [de Serra]. "&lt;em&gt;A campanha de 2010 deve nos servir de lição para afastar a deselegância e o mau gosto&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘&lt;em&gt;Por mais ataques pessoais que eu tenha recebido, não devolverei’&lt;/em&gt;, diz Haddad &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solenidade de despedida para Haddad será na segunda-feira (23), no Palácio no Planalto, quando será anunciada a concessão da milionésima bolsa do ProUni. Pesquisa interna em poder do PT indica que uma chapa formada por Haddad e o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (PSD), seria imbatível, mas o ministro não parece empolgado com a aliança proposta pelo prefeito Gilberto Kassab. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quinta-feira (19), Haddad teve longa conversa com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), que lançou a candidatura do deputado Gabriel Chalita. "&lt;em&gt;Ele expressou a vontade de manter o PT e o PMDB unidos em torno de um projeto nacional&lt;/em&gt;", disse. O ministro desconversou sobre a decisão de Serra de não entrar no páreo e, ao abordar os problemas do ENEM, insinuou que o PSDB tem como calcanhar de Aquiles as privatizações de empresas estatais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O Sr. nunca disputou uma eleição, é pouco conhecido entre eleitores de SP e tem só 4% das intenções de voto nas pesquisas. A fórmula da "cara nova" na política, que elegeu Dilma Rousseff, pode beneficiá-lo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço a importância das pesquisas, mas quase um ano antes é preciso relativizar os números. A política tem de ser convidativa para as pessoas comuns, fugir dos estereótipos. Talvez essa eleição em São Paulo contribua para isso, porque todos os partidos planejam lançar candidatos novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O que o Sr. fará para não parecer teleguiado pelo ex-presidente Lula e pela presidente Dilma?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mesma acusação se fez à presidenta Dilma. É mais um dogma que precisa ser quebrado. A colaboração que podemos dar é mostrar que as pessoas não devem se impressionar com esses rótulos. É um discurso conservador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O secretário de Cultura, Andrea Matarazzo (PSDB), considerou "apavorante" sua ideia de reinventar São Paulo e foi irônico ao afirmar que nem pode imaginar o Sr. usando na cidade a mesma técnica aplicada no ENEM. Como o Sr. responde a isso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças ao ENEM, nós vamos conceder, na segunda-feira (23), a milionésima bolsa a alunos da escola pública pelo “Programa Universidade para Todos” (ProUni). Estamos promovendo a maior inclusão na educação superior da história do País. Eu não pretendo responder a agressões pessoais. A campanha de 2010 deve nos servir de lição para afastar a deselegância e o mau gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O ex-governador José Serra, que protagonizou duros embates com a então candidata Dilma em 2010, anunciou estar fora da disputa. Isso é bom para o PT?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma questão do PSDB. Não nos afeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Mas ele é considerado um candidato forte...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem dose forte de rejeição. De qualquer forma, não faço esse tipo de cálculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O Sr. não teme ser conhecido como o candidato dos erros do ENEM?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que seja essa a linha dos nossos adversários. Há uma tentativa de desgastar um projeto que tem 80%, 90% de aprovação, como o ENEM. Da mesma maneira que tentaram macular o “Bolsa Família”, o PAC, o ProUni, vão tentar macular o ENEM. Agora, não há no mundo um exame nacional do ensino médio que não passe pelos problemas que enfrentamos aqui. As tentativas de fraude foram abortadas pela Polícia Federal. Na China, houve problemas, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O novo ENEM está no 3º ano e em todos eles houve problemas. Não era possível prever falhas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nós vamos ficar falando só de ENEM? Há quantos anos existe o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que tem 2% do tamanho do ENEM? A Polícia Federal apurou fraude em cinco edições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O Sr. não conseguiu conquistar aliados de peso até agora. O PMDB apresentou o deputado Gabriel Chalita como candidato, o PDT e o PC do B também têm concorrentes... Como reverter esse quadro de divisão na base?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem conseguiu apoio a essa altura? Está tudo muito no começo. Não vi nenhuma aliança ser fechada. Estão todos buscando entendimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O Sr. ainda gostaria de ter Gabriel Chalita como vice?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero ser desrespeitoso com pretensões legítimas. São pessoas que têm projetos convergentes com os nossos. Se, das conversas, resultar uma aliança no primeiro turno, bem. Caso contrário, vamos buscar entendimento no segundo turno. Quinta-feira, por exemplo, tive conversa com o presidente Michel Temer sobre o quadro de São Paulo. Ele me disse que tem muito respeito por minha candidatura. É um homem sereno, maduro e expressou a vontade de manter o PT e o PMDB unidos em torno de um projeto nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Sua ideia é fazer um pacto de não agressão com os partidos aliados do governo Dilma?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso fazer pacto com ninguém. Eu não vou oferecer a São Paulo o espetáculo de difamação promovido em 2010 pelo PSDB. Destruir a reputação das pessoas não é minha prática, nunca foi. Por mais ataques pessoais que eu tenha recebido, não devolverei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Por que o Sr. não se entusiasma com a proposta do prefeito Gilberto Kassab de apresentar um nome do PSD para seu vice, já que Lula defende a aliança?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prefeito foi claro em sua estratégia de curto prazo, que é buscar uma aliança com Serra. Embora ele tenha sinalizado simpatia por outra alternativa e elogiado o PT, deixou claro que a perspectiva era outra. Penso que o prefeito está estudando cenários. Devemos receber com naturalidade um gesto de generosidade e simpatia. Você ganha a eleição assim, angariando apoio, independentemente de aliança eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Não é contraditório o PT se aliar ao PSD em São Paulo, já que faz oposição a Kassab ?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT, neste momento, está buscando entendimento com partidos da base aliada da presidenta Dilma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Mas o PSD, hoje, é quase como se fosse da base de Dilma...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Risos). Ele tem feito gestos importantes de aproximação, embora se declare independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O julgamento dos réus do mensalão, previsto para este ano, pode atrapalhar sua campanha?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito nisso. Hoje, as instituições funcionam livremente para apurar responsabilidades e dosar a pena de acordo com o erro cometido. Há denúncias para todo lado. Não gosto da expressão ‘mensalão’, mas tem o julgamento do ‘mensalão’ do PSDB em Minas, do DEM no Distrito Federal. Não sei se haverá apuração dessas recentes denúncias sobre o processo de privatização, se o Ministério Público se envolverá nisso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O Sr vai atacar as privatizações do PSDB na campanha?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não da forma como você está falando. A questão central é a da saúde. Existe essa proposta do governo do Estado de privatizar leitos do SUS para planos de saúde. Eu sou contrário a isso. Há, também, um aspecto importante, na cidade de São Paulo, que é o das concessões urbanísticas. Precisamos cuidar para não deixar sair dos trilhos. Temos de repensar o planejamento urbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-A senadora Marta Suplicy foi obrigada a retirar a pré-candidatura para apoiá-lo, mas até agora não demonstra entusiasmo de entrar em sua campanha. É possível curar essas feridas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de que no PT alguém foi obrigado a retirar a candidatura não tem como prosperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Ela foi pressionada e disse que ficou frustrada...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o presidente Lula já participou de prévia no PT. Tem um pouco de fantasia e dramaticidade nisso. Na conversa que tive com a senadora, a quem respeito muito - acho que foi uma grande prefeita -, ela demonstrou total disposição de colaborar com a campanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O Sr. está contando com isso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto com o partido todo, com os partidos aliados, com o presidente Lula, com a presidenta Dilma... A pior coisa do mundo é você esconder quem o apoia. Isso é o feio na política...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-O Sr está falando de quem? O PT diz que o ex-governador Serra escondeu o ex-presidente Fernando Henrique em 2010.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você acha isso? Estou falando em tese (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-E o Sr. não vai se esconder atrás do ex-presidente Lula e da presidente Dilma?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe eleição de quem não se apresenta. Nem o candidato pode se esconder nem os seus apoiadores. Senão, tem uma coisa errada com a campanha."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; entrevista conduzida por Vera Rosa e Lisandra Paraguassu, do jornal tucano-serrista (assim declarou-se em editorial em outubro de 2010) “O Estado de S.Paulo”. Transcrita no portal do jornalista Luis Nassif&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/haddad-fala-sobre-a-campanha-para-prefeitura-de-sao-paulo#more"&gt;http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/haddad-fala-sobre-a-campanha-para-prefeitura-de-sao-paulo#more&lt;/a&gt;). [&lt;em&gt;Trecho entre colchetes adicionado por este blog 'democracia&amp;amp;política'&lt;/em&gt;].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-8273081854198312171?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/8273081854198312171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=8273081854198312171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/8273081854198312171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/8273081854198312171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/haddad-fala-sobre-campanha-para.html' title='HADDAD FALA SOBRE A CAMPANHA PARA PREFEITURA DE SÃO PAULO'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-mcMbhcnZ1rM/Txv-8JPcGWI/AAAAAAAAJiA/nR4ojDAUpao/s72-c/Haddad_AndreDusekAE_20012012_288x212.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-3182843071379254329</id><published>2012-01-22T10:19:00.001-02:00</published><updated>2012-01-22T10:19:13.463-02:00</updated><title type='text'>OFENSIVA COLONIALISTA AMEAÇA AMÉRICA LATINA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hLvOKbCnmWE/Txv9G_yDZKI/AAAAAAAAJh4/7OZejO_Cl8k/s1600/Malvinas.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-hLvOKbCnmWE/Txv9G_yDZKI/AAAAAAAAJh4/7OZejO_Cl8k/s400/Malvinas.bmp" width="397" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Ilhas Malvinas (Falklands para os ingleses) (à direita de Rio Gallegos, no mapa)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“A decisão da União Européia de reconhecer o arquipélago das Malvinas como seu território, endossando as posições belicistas do premier britânico, David Cameron, que aprovou um plano para aumentar o contingente militar nas ilhas, serve para reacender um dado histórico que nunca deve ser esquecido: a tragédia dos países da América Latina, com seu fundo aberrante de exploração, miséria e desculturalização é uma só e com os mesmos inimigos: o neocolonialismo europeu e o imperialismo estadunidense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Gilson Caroni Filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma atualização política do "currency board", sistema inventado pelo império inglês para controlar seus domínios. Se, nele, a colônia não tem autonomia nenhuma e a economia flutua ao sabor do déficit comercial, na geopolítica, que se afigura ameaçadora, os países periféricos voltam a orbitar em torno dos ditames das grandes potências. Cameron tira as gravatas de seda e os ternos alinhados para, três décadas depois, reafirmar a retórica de Margareth Thatcher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do convés do destróier Antrim, atravessado por uma bomba que não explodiu, Thatcher pronunciou o último discurso no seu giro de cinco dias pelas Malvinas: "&lt;em&gt;Uma coisa tem que ficar clara: estas ilhas são britânicas, seus habitantes são súditos da rainha Elisabeth II e querem permanecer como tais&lt;/em&gt;". Dirigindo-se aos jornalistas que a acompanhavam, ela reiterou que "&lt;em&gt;não se pode negociar a soberania com os argentinos. Estendemos as mãos à Argentina. Não responderam. Confiamos em que eles o farão um dia. Mas não negociaremos a respeito de nossa posição soberana&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cameron deve ignorar que o tempo histórico tem suas razões, que devem ser levadas em conta. A aventura do regime militar de Leopoldo Galtieri tinha como objetivo a permanência indefinida no governo, todo o tempo que fosse possível. Em 2012, Cristina Kirchner representa um modelo político em andamento na região há algum tempo, mais democrático de fato, humanizado e com ênfase nas reformas estruturais necessárias após o desmonte promovido pelo neoliberalismo. Ao contrário do "reel", dança típica inglesa, o tango se dança em silêncio, não contam tanto as palavras, mas os movimentos e os gestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "&lt;em&gt;autodeterminação dos Kelpers&lt;/em&gt;", argumento central de Thatcher e Cameron, encerra uma contradição difícil de superar. Como podem reivindicar a cidadania britânica e o direito à autodeterminação? O que temos, de fato, é uma ocupação colonial permanente travestida de "independência". Não há mais condições objetivas para o oprimido fazer sua uma memória fabricada pelo opressor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém recordar que se há 30 anos os países da América Latina foram muito além do previsível em seu apoio aos direitos argentinos, não cedendo um metro do seu território para que aviões militares fizessem escala, a resistência seria bem mais intensa com a região estruturada em comunidades como a UNASUL e a CELAC. Uma empreitada militar teria custos políticos bem mais profundos do que podem imaginar seus idealizadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada impede o início de discussões bilaterais sobre as Malvinas. Há para isso um antecedente importante: o documento celebrado em 1968 com a Argentina pelo governo trabalhista de Harold Wilson, que só não entrou em vigor devido ao adiamento por causa da campanha eleitoral, e à vitória do conservador Edward Heath, depois, nas eleições de 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu artigo 4 era bem explícito. "&lt;em&gt;O governo de sua Majestade Britânica reconhecerá a soberania argentina sobre as ilhas a partir da data a ser combinada. Essa data será fixada tão logo o governo de sua Majestade Britânica esteja satisfeito com as garantias e salvaguardas oferecidas pelos governos argentinos para defender os interesses dos seus habitantes&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, há uma saída para um impasse. Majestática, britânica e sensata. Algo que seria bem apreciado no sul do nosso continente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Gilson Caroni Filho, no site “Carta Maior”. O autor é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), no Rio de Janeiro, colunista da “Carta Maior” e colaborador do “Jornal do Brasil”. Transcrito no portal “Vermelho”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173765&amp;amp;id_secao=7"&gt;http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173765&amp;amp;id_secao=7&lt;/a&gt;) ou&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5419"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5419&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política. Postagem por sugestão do leitor Probus’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-3182843071379254329?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/3182843071379254329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=3182843071379254329' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/3182843071379254329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/3182843071379254329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/ofensiva-colonialista-ameaca-america.html' title='OFENSIVA COLONIALISTA AMEAÇA AMÉRICA LATINA'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-hLvOKbCnmWE/Txv9G_yDZKI/AAAAAAAAJh4/7OZejO_Cl8k/s72-c/Malvinas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-3844286257966652967</id><published>2012-01-22T10:10:00.006-02:00</published><updated>2012-01-22T10:10:47.241-02:00</updated><title type='text'>DEPENDÊNCIA DO BRASIL DAS “COMMODITIES” AMEAÇA ECONOMIA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0mbS6FuW2EM/Txv7vnfOvLI/AAAAAAAAJhw/5D8JypKrapA/s1600/desindustrializa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="296" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-0mbS6FuW2EM/Txv7vnfOvLI/AAAAAAAAJhw/5D8JypKrapA/s400/desindustrializa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por João Villaverde, no jornal “Valor Econômico”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro não pode e não vai crescer mais do que 3,5% a 4% ao ano porque o governo não criou as condições para crescer acima disso sem gerar distúrbios sérios, avaliou o &lt;strong&gt;economista chileno Gabriel Palma, professor da Universidade de Cambridge, no Reino Unido&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos maiores especialistas em desenvolvimento econômico e América Latina do mundo, Palma critica a visão “&lt;em&gt;excessivamente otimista&lt;/em&gt;” com a economia brasileira, para ele sustentada artificialmente pelos preços elevados das commodities e o forte ingresso de capitais estrangeiros, impulsionados por um mundo em crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;A desindustrialização que está ocorrendo no Brasil é inconcebível. É preciso, urgentemente, criar modelo alternativo de política industrial para que o PIB cresça acima de 4% ao ano de maneira sustentável&lt;/em&gt;”, disse. Para ele, a indústria é central para o país evitar a armadilha das commodities, que contamina os países latino-americanos, e em especial Brasil e Chile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Se o preço do cobre&lt;/em&gt; [principal produto exportado pelo Chile]&lt;em&gt; voltar ao normal, isto é, aos níveis em que esteve em toda a história à exceção dos últimos dez anos, o déficit em conta corrente como proporção do PIB saltará 18 pontos percentuais. No Brasil, se as commodities recuarem, o déficit corrente saltará entre 5 e 6 pontos percentuais como proporção do PIB&lt;/em&gt;”, afirmou Palma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o economista, os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff perderam oportunidade histórica, dada pela crise mundial iniciada em 2008, de desenvolver a indústria nacional. “&lt;em&gt;O Brasil cresce sobre bases que o governo não tem controle, como o fluxo de capitais externos e os preços das commodities&lt;/em&gt;”, disse. “&lt;em&gt;Na hora que isso mudar de mão, o Brasil terá sérios problemas&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defensor do controle de capitais, Palma também entende que a taxação aplicada pelo governo não é eficaz. “&lt;em&gt;O investidor que recolhe IOF é aquele que tem um mau contador. Os controles no Brasil são muito porosos, o mercado pode escapar facilmente&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palma esteve no Brasil, na semana passada, para participar do seminário internacional “&lt;em&gt;Latin America Advanced Programme on Rethinking Macro and Development Economics&lt;/em&gt;” (LAPORDE), promovido pela Universidade de Cambridge e pela Fundação Getulio Vargas (FGV-SP), que sediou o evento. A seguir, os principais trechos da entrevista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valor: O mundo vê o Brasil em 2012 como um país que cresce muito acima das nações ricas, conta com queda na relação entre dívida líquida e PIB, crescente mercado consumidor doméstico e agenda cheia de grandes eventos, como a Copa do Mundo [em 2014] e Olimpíada [em 2016]. O futuro chegou?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gabriel Palma : &lt;/strong&gt;Não, muito pelo contrário. Na superfície, de fato, a situação do Brasil é fantástica. Mas, se analisarmos com calma, veremos que o país cresce impulsionado, principalmente, por pontos que fogem de seu controle. Os preços muito elevados das commodities, que sustentam enormes saldos comerciais desde 2004, não vão ficar nesse patamar para sempre. Na realidade, vivemos a fase final da era de “boom das commodities”. A economia está preparada para essa realidade diferente? Claramente não. Outra base de sustentação do vigoroso crescimento recente, a entrada de capitais estrangeiros em ritmo de tsunami, tem sido impulsionada, cada vez mais, porque o resto do mundo está em gravíssima crise. Qualquer investidor minimamente inteligente vai optar por investir num país que está crescendo do que deixar em um país que está em recessão e as taxas de juros são quase zero, como é o caso dos EUA, da União Europeia e do Japão. Isso vai durar para sempre? Acho que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valor: Em relação ao forte ingresso de recursos internos, no entanto, o governo tem aplicado controles, como a taxação de IOF…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palma :&lt;/strong&gt; Esses controles de capitais aplicados pelo Brasil são muito porosos, é muito fácil evitar. Os investidores estrangeiros que recolhem IOF são aqueles que têm um mau contador. O Brasil tem controles de capitais só para dizer que tem, e isso fica claro pela reação do mercado. Não há muita gente reclamando, e isso é sempre um mau sinal quando falamos de taxação. Sem dúvida que é necessário controlar o fluxo de capitais estrangeiros, mas os países latino-americanos, de forma geral, e o Brasil, de forma especial, não estão fazendo com o rigor necessário. E não fazem, porque estão se aproveitando disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valor: Depois de crescer 7,5% em 2010 e cerca de 3% em 2011, o PIB brasileiro deve se acelerar, prevê o governo, para níveis de 4,5% a 5% neste ano. Qual é a sua avaliação?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palma :&lt;/strong&gt; O PIB brasileiro não pode crescer mais do que 3,5% a 4% ao ano. Mais que isso: ele não deve crescer além desse nível, a não ser que vocês queiram gerar grandes distúrbios macroeconômicos. O governo brasileiro perdeu, de 2008 para cá, oportunidade histórica de desenvolver novas bases de crescimento econômico no Brasil. A saída da crise foi por meio do incentivo desenfreado ao consumo, o que foi positivo em termos, porque o país foi um dos que mais rapidamente deixaram o cenário recessivo mundial. Mas não há, no Brasil, nenhum estímulo para mudanças estruturais, como apelo maior dos investimentos. Se há uma baixa na economia, o estímulo é sempre ao consumo. Basta ver a mais recente medida, da redução de imposto [do IPI] à indústria de eletrodomésticos [da linha branca, em dezembro de 2011].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valor: Qual é a saída, então?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palma :&lt;/strong&gt; A mais correta seria produzir uma boa política industrial, e não esses planos paliativos que o governo brasileiro está habituado a lançar. A desindustrialização que o Brasil está passando é inconcebível. Em 1980, o parque industrial brasileiro era maior que o da Tailândia, da Malásia, da Coreia do Sul e da China somados. Em 2010, a indústria brasileira representava pouco menos de 15% do que esses países somados produziram. Construir o que vocês construíram e depois destruir, em tão pouco tempo, é um ato de vandalismo econômico sem igual. Por que o Brasil representa cerca de 75% do comércio mundial de minério de ferro, mas apenas 2% do comércio total de aço? Algum economista brasileiro consegue me explicar por que um país que tem a Embraer não consegue ser minimamente competitivo também no segmento de aço? Além das fracas políticas industriais adotadas e do desprezo com a indústria das últimas décadas, não consigo encontrar uma boa resposta. A situação brasileira é cada vez mais frágil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valor: Por quê?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palma :&lt;/strong&gt; Porque a dependência de commodities torna cada vez mais perigosa a transição de um cenário de bonança nos termos de troca, que é o que o Brasil vive hoje, para outro, em que certa normalidade de preços é estabelecida. Se o preço do cobre [principal produto exportado pelo Chile] voltar ao normal, isto é, aos níveis em que esteve em toda a história, à exceção dos últimos dez anos, o déficit em conta corrente como proporção do PIB saltará 18 pontos percentuais. No Brasil, se as commodities recuarem, o déficit corrente saltará entre 5 e 6 pontos percentuais como proporção do PIB. O erro da América Latina é pegar os preços das commodities como estão hoje e projetar no futuro, o que dá margem para amplos incentivos ao consumo no presente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; reportagem de João Villaverde, no jornal “Valor Econômico”. Reproduzida no clipping do Ministério do Planejamento e no portal “Viomundo” &amp;nbsp;(&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/politica/gabriel-palma-na-superficie-situacao-do-brasil-e-fantastica.html"&gt;http://www.viomundo.com.br/politica/gabriel-palma-na-superficie-situacao-do-brasil-e-fantastica.html&lt;/a&gt;) &amp;nbsp;[&lt;em&gt;imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-3844286257966652967?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/3844286257966652967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=3844286257966652967' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/3844286257966652967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/3844286257966652967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/dependencia-do-brasil-das-commodities.html' title='DEPENDÊNCIA DO BRASIL DAS “COMMODITIES” AMEAÇA ECONOMIA'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0mbS6FuW2EM/Txv7vnfOvLI/AAAAAAAAJhw/5D8JypKrapA/s72-c/desindustrializa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-4982432549544524841</id><published>2012-01-21T12:01:00.006-02:00</published><updated>2012-01-21T12:01:59.480-02:00</updated><title type='text'>BBC: “BAIXARIA NA TV HÁ EM TODA PARTE, MAS NO BRASIL FICA IMPUNE”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PRPWJI8DT-w/TxrDzBd6M0I/AAAAAAAAJhY/O-9NqhWY2i4/s1600/382821_249592441776828_100001782214815_629802_82095503_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-PRPWJI8DT-w/TxrDzBd6M0I/AAAAAAAAJhY/O-9NqhWY2i4/s400/382821_249592441776828_100001782214815_629802_82095503_n.jpg" width="387" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sqVWiMbb6VE/TxrD7qU2-hI/AAAAAAAAJhg/qunPt-BUZeA/s1600/bbc-especialista.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="210" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-sqVWiMbb6VE/TxrD7qU2-hI/AAAAAAAAJhg/qunPt-BUZeA/s320/bbc-especialista.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Eduardo Guimarães&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Do último domingo (16/01) para cá, vêm crescendo as reações à baixaria deste ano no “Big Brother”. Desta vez, é uma suspeita de “estupro de vulnerável”, uma hipótese que, segundo a mãe do “brother” acusado, foi lançada na internet pela mãe da “sister” supostamente abusada, ao ver sua filha naquelas condições em rede nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação começou no mesmo domingo com providência da ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Iriny Lopes, que, “a pedido de cidadãs”, oficiou ao Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro para que investigasse o caso. Em seguida, foi a vez do Ministério Público Federal de São Paulo abrir procedimento para apurar “violação aos direitos da mulher”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira, a “sister” supostamente abusada diz, em depoimento à polícia civil, que não foi bem assim e que a bolinação entre o casal rolou consensualmente sob o edredon midiático, descartando a hipótese levantada por sua mãe, a qual fora prontamente acolhida pela sociedade devido ao que encerraria de hediondo, caso fosse verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a partir dali é que as providências tomaram o rumo correto. O MPF-SP anunciou que também irá investigar se a safadeza “subedredônica” constituiu violação dos princípios constitucionais da comunicação social, agressão à criança e ao adolescente – &lt;em&gt;até porque a classificação indicativa do programa é para 14 anos em vez de 18&lt;/em&gt; – e, por fim, afronta à imagem da mulher, a verdadeira estuprada nesse caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas providências quase me fizeram ter que engolir o fecho de crônica que escrevi no mesmo domingo em que os fatos vieram à tona, no qual lamentei a impotência da sociedade diante da agressão que a emissora carioca praticara contra si. Disse eu: “&lt;em&gt;Como não há regulamentação da mídia no Brasil, não há a quem reclamar&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ó crédulo leitor, você dirá que todas essas providências de autoridades me desmentem, certo? Penso que não. Providências têm que gerar efeitos. Do contrário, estimulam a reincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os efeitos cabíveis que os reiterados abusos da Globo e de outras emissoras – &lt;em&gt;que levam ao ar esse e outros programas que afrontam a cidadania&lt;/em&gt; – deveriam gerar seriam multa, suspensão da programação e até cassação da concessão da emissora. Do contrário, não adianta nada o Ministério Público e instâncias do Poder Executivo abrirem procedimentos investigativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis, aí, o problema. As estripulias da Globo e congêneres não geram nada disso. Os procedimentos abertos em anos anteriores jamais produziram nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2011, o Ministério Público Federal recomendou à Globo medidas para “&lt;em&gt;evitar a veiculação de práticas de violação aos direitos humanos, como homofobia, preconceito e racismo&lt;/em&gt;”. O órgão tomou aquela decisão após receber mais de 400 reclamações de telespectadores que citavam o baixo nível do apelo sexual do programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nada adiantou. Em uma das festas dos “brothers” que a emissora levou ao ar no ano passado, um rapaz e duas moças protagonizaram uma cena que beirou o sexo grupal, o que fez o MP se manifestar pedindo comedimento quando deveria ter tomado providências mais efetivas já que, nos anos anteriores, já avisara a emissora sobre tais excessos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2010, entre as 400 denúncias de abusos do BBB que não produziram qualquer efeito, um caso bizarro. O Ministério Público de São Paulo teve que pedir à Justiça que a Rede Globo orientasse seu público sobre as formas de contágio do vírus HIV após comentário de um dos “brothers” de que “&lt;em&gt;Heterossexuais não contraem Aids&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de as centenas de denúncias de telespectadores naquele ano não terem acarretado consequência nenhuma para a Globo, mesmo essa absurda desinformação tendo sido retificada (&lt;em&gt;mas só após pedido do MP à Justiça&lt;/em&gt;) não houve penalização da reincidente infratora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009, além das cenas de sexo e outras que agridem igualmente a sociedade – &lt;em&gt;ainda que boa parte dela não saiba disso&lt;/em&gt; –, o mesmo Ministério Público recebeu denúncias pedindo investigação sobre tortura após três participantes terem sido confinados por longo período em um cômodo sem janelas, com paredes acolchoadas e a luz sempre acesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os casos de tortura consentida pelo torturado são muitos. Esse, em particular, foi no sentido de que, após 18 horas de confinamento, um dos confinados pediu para sair durante um surto psicótico que sofreu. Também daquela vez, cópias das imagens foram requisitadas pelo MP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse retrocedendo até edições ainda mais antigas, o material reunido daria um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que esses casos todos têm em comum? A impunidade dos infratores, claro. Ou seja: não deram em nada. Nem multa, nem suspensão da programação. Nada. Um grande estímulo a que a cada edição do programa os abusos só façam piorar, como de fato aconteceu neste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem podemos culpar o Ministério Público, a Secretaria de Políticas para Mulheres ou o Judiciário, onde todas as iniciativas sempre fracassam. Sabe por que, leitor? Porque não há um marco regulatório da mídia e os artigos da Constituição que tratam da comunicação social jamais foram regulamentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas confundem a inevitabilidade de a guerra pela audiência gerar baixaria em qualquer país, mesmo nos mais desenvolvidos, com a ausência de instrumentos para que as autoridades e a Justiça possam punir, de forma até educativa, emissoras que ultrapassarem a linha da legalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que digo que o que acontece na televisão brasileira não aconteceria em países desenvolvidos aparece alguém para refutar a afirmação dizendo que esses países também têm reality shows, por exemplo, nos quais também acontecem baixarias como as que temos visto. No post que escrevi no último domingo, aliás, um leitor relatou as baixarias no BBB britânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um erro de avaliação que providencial matéria da BBC Brasil publicada&amp;nbsp;ontem ajuda a reparar. Trata-se de entrevista com o &lt;em&gt;jornalista Torin Douglas, “especialista em mídia da BBC&lt;/em&gt;”, na qual ele explica a quilométrica diferença que há entre um país sem regulação da mídia, como o Brasil, e um país como a Inglaterra, onde o rigoroso &lt;em&gt;Ofcom&lt;/em&gt; não deixa passar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevista é importante para reflexão da própria Globo, já que a baixaria do BBB fez a audiência do programa disparar também neste ano assim como vem fazendo a cada uma de suas edições. Dos 20 pontos no Ibope registrados no domingo, conforme foi crescendo a dimensão do escândalo a audiência subiu a 36 pontos –&lt;em&gt;80% de acréscimo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “&lt;em&gt;especialista em mídia” inglês&lt;/em&gt; explica que, no curto prazo, quem apela para a baixaria aumenta a própria audiência, mas, no longo prazo, a reputação da emissora acaba prejudicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o especialista, isso aconteceu com o Channel 4 no caso de Shilpa Shetty, “sister” que teria sido alvo de racismo de outra participante do programa &lt;em&gt;Celebrity Big Brother&lt;/em&gt;, em 2007. Depois do incidente, o programa acabou sendo descontinuado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o órgão regulador das telecomunicações na Inglaterra, o &lt;em&gt;Ofcom&lt;/em&gt;, considerou válidas as queixas contra a emissora. Depois das reclamações contra o Big Brother, o Channel 4 teve que mudar procedimentos, melhorar processos e criar regras mais rígidas. E vale lembrar, ainda, que a Inglaterra é o país europeu mais liberal nessas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas providências (bem) tomadas pelo Ministério Público e pelo governo do Brasil, portanto, só fazem confirmar o que providências idênticas tomadas em edições anteriores do BBB mostraram, que sem um marco regulatório real para as comunicações os procuradores e a ministra continuarão enxugando gelo ano após ano.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Eduardo Guimarães em seu blog “Cidadania.com”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.blogcidadania.com.br/2012/01/baixaria-na-tv-ha-em-toda-parte-mas-no-brasil-fica-impune-2/"&gt;http://www.blogcidadania.com.br/2012/01/baixaria-na-tv-ha-em-toda-parte-mas-no-brasil-fica-impune-2/&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagem do Google acrescentada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-4982432549544524841?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/4982432549544524841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=4982432549544524841' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/4982432549544524841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/4982432549544524841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/bbc-baixaria-na-tv-ha-em-toda-parte-mas.html' title='BBC: “BAIXARIA NA TV HÁ EM TODA PARTE, MAS NO BRASIL FICA IMPUNE”'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-PRPWJI8DT-w/TxrDzBd6M0I/AAAAAAAAJhY/O-9NqhWY2i4/s72-c/382821_249592441776828_100001782214815_629802_82095503_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-4294056903858701599</id><published>2012-01-21T11:53:00.004-02:00</published><updated>2012-01-21T11:53:49.343-02:00</updated><title type='text'>F-X2 - MINISTRO AMORIM ESPERA DECISÃO DE CAÇA NO PRIMEIRO SEMESTRE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XAG57lIpTh0/TxrBBo--S0I/AAAAAAAAJhA/nnRfu5gj4eY/s1600/fx-2-concorrentes1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="362" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-XAG57lIpTh0/TxrBBo--S0I/AAAAAAAAJhA/nnRfu5gj4eY/s400/fx-2-concorrentes1.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Ana Flor, em reportagem adicional a de Anthony Boadle, da norte-americana Reuters&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O ministro da Defesa, Celso Amorim, espera para o primeiro semestre deste ano uma decisão do governo sobre a compra de 36 novos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), aquisição de cerca de 10 bilhões de reais que visa a modernizar a frota e substituir as aeronaves usadas atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opção de adiar a escolha foi tomada no início do ano passado pela presidente Dilma Rousseff, que priorizou o corte de gastos em seu primeiro ano de governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;A presidenta está consciente da importância, e eu espero que isso possa ser encaminhado em breve, eu não quero fixar prazo. Você pergunta a minha expectativa, eu gostaria que fosse tomada no primeiro semestre, porque leva muito tempo, depois de tomar a decisão, para concretizar, para chegar o primeiro avião&lt;/em&gt;", disse o ministro em entrevista à Reuters.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-r0Zn0ERe35k/TxrBeH_Mc8I/AAAAAAAAJhI/F4D8DsD851U/s1600/mirage-2000c-147342.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="270" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-r0Zn0ERe35k/TxrBeH_Mc8I/AAAAAAAAJhI/F4D8DsD851U/s400/mirage-2000c-147342.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Mirage 2000&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O ministro avaliou que a manutenção dos Mirage 2000 [&lt;em&gt;comprados de 2ª mão e desativados pela França&lt;/em&gt;], atualmente usados pela FAB, ficará excessivamente cara a partir de 2013, o que aumenta a importância da escolha do modelo que os substituirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Os nossos Mirage, no final de 2013, não poderão continuar, ou a manutenção vai se tornar excessivamente cara... No fundo, você deixa de gastar de um lado e gasta do outro&lt;/em&gt;", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de escolha do novo caça para a FAB, conhecido como FX-2, se arrasta desde o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [&lt;em&gt;desde os governos FHC, nos anos 90, sob o nome de FX&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão no páreo os caças Rafale da francesa Dassault; o F-18 Super Hornet da norte-americana Boeing; e o Gripen NG da sueca Saab.&lt;br /&gt;Apontado como opção mais cara, o Rafale ainda não encontrou nenhum comprador fora da França e, em dezembro, o ministro da Defesa francês disse que a Dassault pode suspender a produção do caça caso não seja encontrado um comprador externo.&lt;br /&gt;O Rafale chegou a ser apontado como favorito na disputa, pois atenderia os requisitos brasileiros de transferência de tecnologia apesar do preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O F-18 é visto por especialistas como uma opção já testada, mas o [nefasto] histórico de restrições do governo dos Estados Unidos à transferência de tecnologia [&lt;em&gt;e à simples operação&lt;/em&gt;] podem pesar contra a aeronave norte-americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Gripen NG é visto como opção mais em conta por ser um caça de menor porte. No entanto, críticos veem nessa característica um problema para um país continental como o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9zIzSqXOYHg/TxrBvKrF2jI/AAAAAAAAJhQ/dWYwDeIgz3U/s1600/800px-Russian_Air_Force_Sukhoi_Su-35_Belyakov.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-9zIzSqXOYHg/TxrBvKrF2jI/AAAAAAAAJhQ/dWYwDeIgz3U/s400/800px-Russian_Air_Force_Sukhoi_Su-35_Belyakov.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Sukhoi Su-35 (a Rússia voltará à competição?)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mesmo reconhecendo que os cortes no orçamento previstos para este ano irão influenciar na escolha do modelo a ser utilizado no Brasil, Amorim afirmou que a prioridade é a transferência de tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Tem que ser junto com transferência de tecnologia, porque o barato sai caro também se você for só comprar o avião e não puder&lt;/em&gt; [apoiar a operação e] &lt;em&gt;fabricar ele aqui no futuro&lt;/em&gt;", disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originalmente o plano da FAB prevê a compra de&amp;nbsp;lote inicial de 36 aeronaves, mas esse total pode ser ampliado no futuro.&lt;br /&gt;A troca dos aviões de combate da FAB está em pauta desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Durante seu mandato, chegou a ser lançado um processo de disputa, o F-X, posteriormente cancelado por Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo foi relançado em 2008 com o nome de F-X2, mas Lula decidiu deixar a decisão para sua sucessora.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; reportagem de Ana Flor, em adição à de Anthony Boadle, da agência norte-americana de notícias Reuters. Transcrita no site “DefesaNet”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.defesanet.com.br/fx2/noticia/4440/F-X2---Amorim-espera-decisao-de-caca-no-primeiro-semestre"&gt;http://www.defesanet.com.br/fx2/noticia/4440/F-X2---Amorim-espera-decisao-de-caca-no-primeiro-semestre&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagens do Google e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-4294056903858701599?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/4294056903858701599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=4294056903858701599' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/4294056903858701599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/4294056903858701599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/f-x2-ministro-amorim-espera-decisao-de.html' title='F-X2 - MINISTRO AMORIM ESPERA DECISÃO DE CAÇA NO PRIMEIRO SEMESTRE'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XAG57lIpTh0/TxrBBo--S0I/AAAAAAAAJhA/nnRfu5gj4eY/s72-c/fx-2-concorrentes1.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-493500565418771864</id><published>2012-01-21T11:42:00.002-02:00</published><updated>2012-01-21T12:09:12.853-02:00</updated><title type='text'>PRODUÇÃO DE PETRÓLEO EM 2011 FOI RECORDE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YP6ni1aMOBM/Txq_LB-JaaI/AAAAAAAAJgw/yz1ipBJ6Wx8/s1600/thumb.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-YP6ni1aMOBM/Txq_LB-JaaI/AAAAAAAAJgw/yz1ipBJ6Wx8/s1600/thumb.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wV7Jrpm0yUk/Txq_T1SnZuI/AAAAAAAAJg4/CF_gnclM1aQ/s1600/petroleo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-wV7Jrpm0yUk/Txq_T1SnZuI/AAAAAAAAJg4/CF_gnclM1aQ/s1600/petroleo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“A &lt;strong&gt;produção média de petróleo e gás natural&lt;/strong&gt; da Petrobras no Brasil em &lt;strong&gt;2011 &lt;/strong&gt;atingiu o volume recorde de 2.376.359 barris de óleo equivalentes por dia (boed), indicando crescimento de 1,6% sobre o volume produzido em 2010. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção exclusiva de &lt;strong&gt;petróleo&lt;/strong&gt; também foi recorde anual. A média diária alcançou 2.021.779 barris, ultrapassando em 17.607 barris a produção de 2010. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O volume de &lt;strong&gt;gás natural&lt;/strong&gt; (sem gás liquefeito) produzido pela empresa no País foi de 56 milhões 374 mil metros cúbicos/dia, 6,2% acima da produção de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incluindo o volume dos campos situados nos países onde a Petrobras atua, a &lt;strong&gt;média diária total&lt;/strong&gt; da Companhia em 2011 subiu para 2.621.209 boed, 1,4% acima do volume produzido em 2010.&lt;br /&gt;No &lt;strong&gt;exterior&lt;/strong&gt;, o volume médio de gás natural produzido em 2011 foi de 16 milhões 538 mil metros cúbicos diários, com aumento de 3,3% sobre 2010. Já a produção média de petróleo em 2011 foi de 147.511 barris/dia, o que representa redução de 2,5% sobre 2010. A produção total em barris de óleo equivalente no exterior chegou a 244.850 boe/dia, 0,2% abaixo da produção de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRODUÇÃO DE DEZEMBRO NO BRASIL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;dezembro de 2011&lt;/strong&gt;, foram registradas as seguintes médias diárias de produção da Petrobras no Brasil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Petróleo&lt;/strong&gt;: 2.084.262 barris/dia, com um aumento de 1,1% sobre o mês anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Gás natural&lt;/strong&gt; (sem gás liquefeito): 60 milhões 664 mil metros cúbicos, superior em 5,3% à de novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Petróleo e gás&lt;/strong&gt;: 2.465.828 barris de óleo equivalente, com aumento de 1,7% sobre os 2.423.118 barris produzidos em novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento da produção de petróleo em dezembro resultou, entre outros fatores, da entrada de novos poços nas plataformas P-57 (Jubarte) e P-56 (Marlim Sul), ambas na Bacia de Campos, e do FPSO Angra dos Reis, no campo de Lula, pré-sal da Bacia de Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRODUÇÃO INTERNACIONAL EM DEZEMBRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o mês de &lt;strong&gt;dezembro de 2011&lt;/strong&gt;, foram registradas as seguintes médias diárias de produção da Petrobras &lt;strong&gt;no exterior&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Petróleo&lt;/strong&gt;: 152.849 barris por dia, mantendo-se estável, na comparação com novembro do mesmo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Gás natural&lt;/strong&gt;: 16 milhões 503 mil metros cúbicos, com redução de 4,0% em relação ao mês anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Petróleo e gás&lt;/strong&gt;: 249.981 barris de óleo equivalente por dia (boed), com pequena redução de 1,6% em comparação com novembro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A redução na produção de gás e no volume total (petróleo e gás) foi consequência da menor demanda do mercado consumidor na Bolívia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;produção total&lt;/strong&gt; informada à ANP foi de 9.819.302,69 m³ de &lt;strong&gt;óleo&lt;/strong&gt; e 2.146.932,58 mil m³ de &lt;strong&gt;gás&lt;/strong&gt; em &lt;strong&gt;dezembro de 2011&lt;/strong&gt;. Essa produção corresponde à produção total das concessões em que a Petrobras atua como operadora. &lt;strong&gt;Não estão incluídos&lt;/strong&gt; os volumes do &lt;strong&gt;Xisto, LGN&lt;/strong&gt; e produção de &lt;strong&gt;parceiros onde a Petrobras não é operadora&lt;/strong&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-24_27W7OuS4/TxrGxQUnPFI/AAAAAAAAJho/HARxJ9AIatI/s1600/tabela+petrobras+PPoint.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-24_27W7OuS4/TxrGxQUnPFI/AAAAAAAAJho/HARxJ9AIatI/s1600/tabela+petrobras+PPoint.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; blog “Fatos e Dados, da Petrobras&amp;nbsp; (&lt;a href="http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2012/01/19/producao-de-petroleo-em-2011-foi-recorde/#more-49475"&gt;http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2012/01/19/producao-de-petroleo-em-2011-foi-recorde/#more-49475&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-493500565418771864?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/493500565418771864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=493500565418771864' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/493500565418771864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/493500565418771864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/producao-de-petroleo-em-2011-foi.html' title='PRODUÇÃO DE PETRÓLEO EM 2011 FOI RECORDE'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-YP6ni1aMOBM/Txq_LB-JaaI/AAAAAAAAJgw/yz1ipBJ6Wx8/s72-c/thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-6960275817900132277</id><published>2012-01-21T11:33:00.004-02:00</published><updated>2012-01-21T11:33:34.241-02:00</updated><title type='text'>Pepe Escobar: “EUA+CCG - ATRAÇÃO FATAL”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6-woqrPT1zg/Txq5gWVZb4I/AAAAAAAAJgI/RvXt3TO_PGM/s1600/CCG.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="302" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-6-woqrPT1zg/Txq5gWVZb4I/AAAAAAAAJgI/RvXt3TO_PGM/s400/CCG.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;CCG:&lt;/strong&gt; Arábia Saudita, Qatar, Omã, Kuwait, Bahrain e os Emirados Árabes Unidos, EAU&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Pepe Escobar, no “Asia Times Online”;traduzido pelo “pessoal da Vila Vudu”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HJrP6TUWtRA/Txq5-ZdrOQI/AAAAAAAAJgQ/h6EUU1oCr1o/s1600/Pepe_Escobar14.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-HJrP6TUWtRA/Txq5-ZdrOQI/AAAAAAAAJgQ/h6EUU1oCr1o/s1600/Pepe_Escobar14.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Pepe Escobar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;THE U.S.– GCC FATAL ATTRACTION&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não há como entender o ‘affair’ EUA-Irã, psicodrama maior que a vida, o ímpeto ocidental para mudar os regimes de Síria e Irã e os padecimentos e atribulações da(s) ‘Primavera(s) Árabe’(s) – &lt;em&gt;já ameaçada(s) de inverno perpétuo&lt;/em&gt; – sem examinar de perto a atração fatal entre Washington e o &lt;strong&gt;Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). [1]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “&lt;em&gt;Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt;” (CCG), clube de seis ricas monarquias do Golfo Persa (&lt;em&gt;Arábia Saudita, Qatar, Omã, Kuwait, Bahrain e os Emirados Árabes Unidos, EAU&lt;/em&gt;), foi fundado em 1981 e imediatamente configurado como principal quintal estratégico dos EUA para as invasões do Afeganistão em 2001 e do Iraque em 2003, para a longa batalha no “&lt;em&gt;Novo Grande Jogo na Eurásia&lt;/em&gt;”, e, também, como quartel-general para “conter” o Irã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 5ª. Frota dos EUA está estacionada no Bahrain e o quartel-general avançado do Comando Central (CENTCOM) dos EUA está localizado no Qatar; o CENTCOM policia nada menos de 27 países, do Chifre da África à Ásia Central – &lt;em&gt;que o Pentágono, até recentemente definia como “o arco de instabilidade”.&lt;/em&gt; Em resumo, o &lt;em&gt;Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt; é como um porta-aviões dos EUA no Golfo, ampliado para dimensões de “Star Trek”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-h6vcR15vnuo/Txq6YEttnqI/AAAAAAAAJgY/7LWJqiyE244/s1600/CCG-QUADRO.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-h6vcR15vnuo/Txq6YEttnqI/AAAAAAAAJgY/7LWJqiyE244/s1600/CCG-QUADRO.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Prefiro falar do CCG como “&lt;em&gt;Clube Contrarrevolucionário do Golfo”&lt;/em&gt; – &lt;em&gt;por causa da performance destacada que teve na supressão da democracia no mundo árabe, desde antes de Mohammed Bouazizi atear fogo ao próprio corpo na Tunísia há mais de um ano&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na linha de Orson Welles em “Cidadão Kane”, o Rosebud do CCG é que a Casa de Saud só vende seu petróleo em troca de dólares dos EUA – &lt;em&gt;daí a proeminência do petrodólar&lt;/em&gt; – e, em troca disso, recebe apoio militar e político massivo e incondicional dos EUA. Além disso, os sauditas impedem que a “&lt;em&gt;Organização dos Países Exportadores de Petróleo&lt;/em&gt;” (OPEC) – &lt;em&gt;afinal, a Arábia Saudita é o maior produtor mundial de petróleo&lt;/em&gt; – faça preço e venda petróleo numa cesta de moedas. Assim, esses rios de petróleo fluem diretamente para comprar produtos financeiros à venda na bolsa dos EUA e para os papéis do Tesouro dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante décadas, todo o planeta viveu como refém dessa atração fatal. Até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;QUERO TODOS OS SEUS BRINQUEDOS! &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “&lt;em&gt;Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt;” é, essencialmente, o núcleo duro do império no mundo árabe. Sim, trata-se, essencialmente, de petróleo; o “&lt;em&gt;Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt;” será responsável por mais de 25% da produção global de petróleo nas décadas imediatamente futuras. Aquela microscópica classe dominante – &lt;em&gt;as monarquias e seus sócios comerciais&lt;/em&gt; – opera como um anexo crucialmente decisivo para que o poder dos EUA se projete pelo Oriente Médio e adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-368MF5SAoxc/Txq6tsbl_XI/AAAAAAAAJgg/JxPDiF1so0Y/s1600/GOLFO_%257E1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-368MF5SAoxc/Txq6tsbl_XI/AAAAAAAAJgg/JxPDiF1so0Y/s1600/GOLFO_%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Isso explica, dentre outros fatores, por que em outubro do ano passado Washington fechou sumarento negócio de US$67 bilhões – &lt;em&gt;o maior negócio bilateral na história dos EUA&lt;/em&gt; – para abastecer a Casa de Saud com monumental coleção de flamantes modelos F-15s, Black Hawks, Apaches, bombas explode-bunker, mísseis Patriot-2 e navios de guerra último tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso explica por que Washington encheu os arsenais dos Emirados Árabes Unidos com milhares de bombas explode-bunker; e os arsenais de Omã com mísseis Stinger. Para nem falar de outro megassumarento meganegócio – &lt;em&gt;de US$ 53 bilhões&lt;/em&gt; – com o Bahrain, que só não está ainda assinado porque organizações de direitos humanos – &lt;em&gt;diga-se a favor delas&lt;/em&gt; – denunciaram ferozmente o negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há também o deslocamento – &lt;em&gt;ou, em idioma do Pentágono, o “reposicionamento”&lt;/em&gt; – de 15 mil soldados dos EUA, do Iraque para o Kuwait.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A justificativa para toda essa orgia armamentista nos é impingida pela lógica suspeita de sempre: seria necessário construir uma “&lt;em&gt;coalizão de vontades&lt;/em&gt;” para “conter” o Irã. Por que o Irã? Meio-piada, meio a sério: porque o Irã não faz parte do “Conselho de Cooperação do Golfo” – &lt;em&gt;quer dizer, porque já não é satrapia subserviente dos EUA, como antigamente, naqueles bons velhos tempos do Xá&lt;/em&gt;. [&lt;strong&gt;OBS deste blog ‘democracia&amp;amp;política’:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;satrapias&lt;/em&gt; eram as províncias nos antigos impérios Aquemênida e Sassânida da Pérsia. &lt;em&gt;Sátrapa&lt;/em&gt; eram os governadores das &lt;em&gt;satrapias&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adam Hanieh, professor de estudos do desenvolvimento na “&lt;em&gt;School of Oriental and African Studies&lt;/em&gt;” (SOAS) em Londres, e autor de “&lt;em&gt;Capitalism and Class in the Gulf Arab States&lt;/em&gt;” [Capitalismo e Classes nos Estados Árabes do Golfo] foi dos poucos analistas globais que se empenhou em decodificar a centralidade do “&lt;em&gt;Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt;” na estratégia imperial. Em entrevista radicalmente importante, alinha o que é preciso saber. E não é bonito.&lt;strong&gt; [2]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como “&lt;em&gt;Asia Times Online&lt;/em&gt;” tem documentado extensamente, a “&lt;em&gt;Primavera Árabe&lt;/em&gt;” morreu, praticamente, quando o “&lt;em&gt;Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt;” entrou em cena. Em Omã, o sultão Qaboos basicamente distribuiu montanhas de dinheiro. Na Arábia Saudita, houve feroz prevenção e repressão “hardcore” sustentada, na província do Leste, de maioria xiita, próxima do Bahrain, e província onde está o petróleo dos sauditas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no próprio Bahrain, houve não só repressão violentíssima – &lt;em&gt;com prisões e tortura documentadas de centenas de manifestantes pró-democracia&lt;/em&gt; – mas o país foi invadido por soldados e tanques da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A invasão talvez tenha dado ao “&lt;em&gt;Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt;” o prazer adocicado da expansão territorial. O Marrocos e a Jordânia – &lt;em&gt;embora, em termos geográficos básicos, não estejam no Golfo&lt;/em&gt; – foram “convidados” a participar do clube dos ricos: afinal, são também monarquias sunitas reacionárias como se exige; não são repúblicas árabes seculares “decadentes” como Líbia e Síria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão interessante é por que a “&lt;em&gt;Primavera Árabe&lt;/em&gt;” não irrompeu na Jordânia – &lt;em&gt;uma vez que o mesmo vulcão socioeconômico que entrou em erupção na Tunísia e no Egito é ativo também na Jordânia&lt;/em&gt;. A parte chave da resposta é que o “&lt;em&gt;Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt;” – &lt;em&gt;ainda mais que Washington, capitais europeias e Israel&lt;/em&gt; – vive sob medo-pânico de que o trono hashemita seja derrubado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a imensa riqueza do CCG, é facílimo controlar a Jordânia – &lt;em&gt;país pequeno, onde a maior parte da população é, de fato, de palestinos, com oposição mínima (não é surpresa: a inteligência jordaniana prendeu ou matou todos os dissidentes)&lt;/em&gt;. O que gasta para manter essa situação é dinheiro de bolso para o “&lt;em&gt;Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt;”, se comparado aos bilhões de dólares destinados a Egito e Tunísia, para que ninguém ali se atreva a tornar-se democrático “demais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia outra via, para o “&lt;em&gt;Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt;”, além de converter-se em “&lt;em&gt;Central da Contrarrevolução&lt;/em&gt;”, depois da onda democrática inicial que varreu o Norte da África. Como Hanieh destaca, as massas empobrecidas no Oriente Médio/Norte da África [ing. MENA (&lt;em&gt;Middle East-Northern Africa&lt;/em&gt;] jamais preocuparam os autocratas reinantes no Golfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culminação desse processo foi o nascimento de nova monstruosidade geopolítica –&lt;em&gt; OTANCCG ou CCGOTAN&lt;/em&gt;-, na qual se corporificou o papel central que Qatar e os Emirados Árabes Unidos tiveram na invasão – &lt;em&gt;e destruição&lt;/em&gt; – da Líbia pela OTAN. A Líbia foi “&lt;em&gt;operação especial&lt;/em&gt;” do CCG – do dinheiro vivo e armas entregues diretamente aos “rebeldes”, aos agentes treinados e à inteligência e, por fim, mas não menos importante, à legitimação política (&lt;em&gt;que obtiveram num arremedo de votação na Liga Árabe, para conseguir que a ONU aprovasse a implantação de uma “zona aérea de exclusão”; nesse arremedo de votação, só 22 membros da Liga Árabe votaram “sim”; e, desses, seis eram membros do CCG; os outros três outros votos foram comprados; e Síria e Argélia votaram “não&lt;/em&gt;”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A piada trágica mãe de todas as piadas trágicas vem agora: o CCG está tentando intervir e, de fato, já financia os sunitas fundamentalistas extremistas na Síria, que aparecem travestidos como “&lt;em&gt;manifestantes pró-democracia&lt;/em&gt;”. Quando o débil secretário-geral da ONU Ban Ki-moon conclama o presidente Bashar al-Assad a pôr fim à violência contra manifestantes sírios e diz que acabou o tempo das dinastias e ditaduras de um só homem no mundo árabe, ele crê, obviamente, que o “&lt;em&gt;Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt;” seja colônia instalada num dos anéis de Saturno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que venceu na Líbia, o monstro CCGOTAN ganhou ímpeto. A estratégia do CCG de mudança de regime na Síria foi selecionada porque pareceu ser a melhor para enfraquecer o Irã e o chamado “crescente xiita” – &lt;em&gt;ficção inventada durante o governo de George W Bush, pelo reizinho de “Playstation” da Jordânia e pela Casa de Saud&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos leva a uma pergunta inevitável: e o que os dois principais BRICS – &lt;em&gt;Rússia e China&lt;/em&gt; – estão fazendo em relação a tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E ENTRA O DRAGÃO! &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imensamente poderoso secretário do Conselho Nacional de Segurança da Rússia e ex-chefe da FSB (sucessora da KGB), Nikolai Patrushev – &lt;em&gt;que visita frequentemente o Irã&lt;/em&gt; – já alertou sobre “o perigo real” de os EUA atacarem o Irã; os EUA, diz ele, “&lt;em&gt;querem converter o Irã, de inimigo, em parceiro apoiador; e, para conseguir isso, o plano é mudar o atual regime, pelos meios necessários&lt;/em&gt;.” &lt;strong&gt;[3]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Rússia, mudança de regime no Irã é questão “não-não”. O vice-primeiro ministro da Rússia e ex-enviado à OTAN, Dmitry Rogozin, já declarou, sem meias palavras: “&lt;em&gt;o Irã é nosso vizinho próximo, logo ao sul do Cáucaso. Se algo acontecer ao Irã, se o Irã for arrastado a dificuldades políticas e militares, o que acontecer ali ameaçará diretamente nossa segurança nacional&lt;/em&gt;”. &lt;strong&gt;[4] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-J0EorE_yvH4/Txq7MH7QA8I/AAAAAAAAJgo/gmSoV4jW_ds/s1600/Russia+e+ChinaLOVERS.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-J0EorE_yvH4/Txq7MH7QA8I/AAAAAAAAJgo/gmSoV4jW_ds/s320/Russia+e+ChinaLOVERS.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O que implica que, de um lado, temos Washington, OTAN, Israel e o CCG. Não se pode chamar de “comunidade internacional” como diz o coro de especialistas nos jornais. E, do outro lado, temos Irã, Síria, um Paquistão-já-farto-das-conversas-de-Washington, Rússia, China e vários dos 120 países reunidos no “Movimento dos Não Alinhados” [ing. &lt;em&gt;Non-Aligned Movement&lt;/em&gt; (NAM)].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A posição da China frente ao CCG provoca deslumbramento, suprema fascinação. O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao acaba de visitar os três países chave do “Conselho de Cooperação do Golfo” – &lt;em&gt;Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem Wen Jiabao a dizer, ao Príncipe Coroado Nayef (&lt;em&gt;meio irmão do rei Abdullah&lt;/em&gt;), em Riad, que Pequim deseja que “&lt;em&gt;empresas chinesas fortes e de sólida reputação&lt;/em&gt;” invistam fortunas em portos, estradas e no desenvolvimento da infraestrutura na Arábia Saudita – &lt;em&gt;como parte de uma “cooperação ampliada”, para enfrentar tendências regionais e internacionais complexas e mutáveis&lt;/em&gt;”. Imaginem Nayef salivando por baixo daquele poderoso bigode, reafirmando que a Casa de Saud, sim, sim, deseja “&lt;em&gt;expandir a cooperação&lt;/em&gt;” em energia e infraestrutura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acrescenta tempero à mistura é que Pequim também mantém relacionamento estratégico com o Irã – &lt;em&gt;e saudável relacionamento comercial com a Síria&lt;/em&gt;. Assim sendo, no que tenha a ver com o Oriente Médio e a Ásia Central, Pequim está apostando –&lt;em&gt; diferentemente do Pentágono&lt;/em&gt; – num verdadeiro “arco de estabilidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a agência Xinhua noticiou, naquele estilo amplamente inclusivo que não tem rival no mundo, o que interessa à liderança em Pequim é que China, sudoeste asiático e Ásia Central tirem “&lt;em&gt;pleno proveito de suas potencialidades respectivas e busquem, juntas, o desenvolvimento comum&lt;/em&gt;”. Por que, diabos, Washington nunca aparece com ideia simples assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que quem domine o “&lt;em&gt;Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt;” – &lt;em&gt;com armas e apoio político&lt;/em&gt; – projeta globalmente o próprio poder. O “&lt;em&gt;Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt;” tem sido absolutamente decisivo para a hegemonia dos EUA dentro do que Immanuel Wallerstein define como “&lt;em&gt;sistema-mundo&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos os olhos por alguns números. Desde o ano passado, a Arábia Saudita exporta mais petróleo para a China que para os EUA – &lt;em&gt;parte de um processo inexorável pelo qual as exportações de bens e energia dos países do CCG estão-se mudando para a Ásia&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano que vem, com o petróleo a US$70/barril, o CCG acumulará US$3,8 trilhões em recebimentos estrangeiros. Com a infindável “tensão” no Golfo Persa, nada sugere, no futuro próximo, que o petróleo seja vendido a menos de US$100. Nesse caso, os recebimentos com que o CCG contará alcançarão espantosos US$5,7 trilhões – &lt;em&gt;160% a mais que antes da crise de 2008, e mais de US$1 trilhão acima das reservas chinesas em moeda estrangeira&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simultaneamente, a China estará fazendo mais negócios com o GCC. O GCC está importando mais da Ásia –&lt;em&gt; embora a principal fonte de importações ainda seja a União Europeia&lt;/em&gt;. E o comércio entre EUA e o CCG está encolhendo. Em 2025, a China estará importando três vezes mais petróleo do CCG que os EUA. Claro que a Casa de Saud está – &lt;em&gt;para não exagerar&lt;/em&gt; – loucamente entusiasmada com Pequim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento, vê-se predomínio militar do CCGOTAN e, em termos geopolíticos, do CCGEUA. Mas antes do que se supõe, Pequim pode chegar ao ouvido da Casa de Saud e sussurrar “&lt;em&gt;E se eu lhe pagar por esse petróleo, em Yuan?”.&lt;/em&gt; A China já compra petróleo e gás iranianos em Yuan. Quem sabe... petroyuan, em vez de petrodólar? Quem sabe? Afinal, sim, pode ser ‘Star Trek’.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTAS DOS TRADUTORES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[1]&lt;/strong&gt; 18/1/2012. Pepe Escobar “O mito do Irã isolado”, Ásia Times &amp;amp; Tom Dispatch &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[2]&lt;/strong&gt; LEWIS, Ed &amp;amp; HANIEH, Adam (entrevista) sobre Capitalism and Class in the Gulf Arab States, New Left Project,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[3]&lt;/strong&gt; 14/1/2012 MK Bhadrakumar; “A avaliação dos russos: “Já se vê no horizonte uma nova guerra dos EUA no Oriente Médio”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[4]&lt;/strong&gt; 15/1/2012, Washington’s blog: Rússia: “Shoud Anything Happen to Iran... This Will Be a Direct Threat to our National Security”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por &lt;em&gt;Pepe Escobar&lt;/em&gt;, no “&lt;em&gt;Asia Times Online&lt;/em&gt;”. Traduzido pelo “&lt;em&gt;pessoal da Vila Vudu&lt;/em&gt;”. Transcrito no blog “&lt;em&gt;redecastorphoto&lt;/em&gt;”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/01/pepe-escobar-eua-ccg-atracao-fatal.html"&gt;http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/01/pepe-escobar-eua-ccg-atracao-fatal.html&lt;/a&gt;). O autor, &lt;em&gt;Pepe Escobar&lt;/em&gt;, nasceu em 1954 no Brasil, e desde 1985 trabalha como correspondente estrangeiro. Trabalhou em Londres, Milão, Los Angeles, Paris, Cingapura e Bangkok. A partir do final dos anos 1990s, passou a cobrir questões geopolíticas do Oriente Médio à Ásia Central, escrevendo do Afeganistão, Paquistão, Iraque, Irã, repúblicas da Ásia Central, EUA e China. Atualmente, trabalha para o jornal “Asia Times” que tem sedes em Hong Kong/Tailândia. É analista-comentarista do canal de televisão “The Real News”, em Washington DC, e colaborador das redes “Russia Today” e “Al Jazeera”. É autor de três livros: “Globalistan. How the Globalized World is Dissolving into Liquid War”, “Red Zone Blues: a snapshot of Baghdad during the surge" e "Obama does Globalistan”. &lt;em&gt;[mapa do Google e dados do autor adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-6960275817900132277?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/6960275817900132277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=6960275817900132277' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/6960275817900132277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/6960275817900132277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/pepe-escobar-euaccg-atracao-fatal.html' title='Pepe Escobar: “EUA+CCG - ATRAÇÃO FATAL”'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6-woqrPT1zg/Txq5gWVZb4I/AAAAAAAAJgI/RvXt3TO_PGM/s72-c/CCG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-4511589313137882479</id><published>2012-01-21T11:10:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T11:10:05.575-02:00</updated><title type='text'>ARGENTINA: DECLARAÇÕES DO REINO UNIDO SOBRE MALVINAS SÃO OFENSIVAS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QGxUAAA6yZc/Txq3m1smboI/AAAAAAAAJf4/uRzb901nT9c/s1600/Malvinas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-QGxUAAA6yZc/Txq3m1smboI/AAAAAAAAJf4/uRzb901nT9c/s1600/Malvinas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;O governo da Argentina classificou, na quarta-feira (18), como “absolutamente ofensivas” as declarações do primeiro ministro britânico, David Cameron, que acusou o país do sul de “colonialismo” por sua reclamação de soberania das ilhas Malvinas, objeto de uma guerra entre ambas as nações em 1982&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-W4aHZ-fZB-w/Txq38KxJ3-I/AAAAAAAAJgA/CTIxhwyJJ-s/s1600/malvinas2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-W4aHZ-fZB-w/Txq38KxJ3-I/AAAAAAAAJgA/CTIxhwyJJ-s/s1600/malvinas2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;“São absolutamente ofensivos, sobretudo se tratando do Reino Unido. A história mostra claramente qual foi sua atitude [colonialista] frente ao mundo”, manifestou o ministro do Interior Florencio Randazzo, como registrou a agência [espanhola de notícias] EFE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro indicou que o governo da presidente Cristina Kirchner, aspira que o Reino Unido “&lt;em&gt;aceite a resolução das Nações Unidas (ONU) e negocie a soberania do arquipélago localizado no Atlântico Sul&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chanceler argentino, Oscar Laborde, disse que os últimos acontecimentos na América Latina demonstram o isolamento da Grã Bretanha em torno da questão das Malvinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele esclareceu ao jornal argentino “Página/12” que as nações da América Latina expressam, cada vez mais, respaldo à causa argentina, na demanda pela soberania sobre a ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como exemplo, Laborde citou o apoio recebido por parte do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), a União de Nações Sul Americanas (UNASUL) e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Há, evidentemente, avanço que vai terminar fazendo o império britânico sentar e negociar, como foi resolvido pelas Nações Unidas&lt;/em&gt;”, assegurou o representante da chancelaria argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRICO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1965, o “&lt;em&gt;Comitê de Descolonização&lt;/em&gt;” da ONU decidiu que, nas Malvinas, há uma situação colonial que deve ser resolvida por meio de negociações entre a Argentina e o Reino Unido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Grã Bretanha enviou, em 1833, uma navio de guerra que invadiu as ilhas e desalojou a população argentina que se encontrava nesse território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cameron anunciou que convocou o “&lt;em&gt;Conselho Nacional de Segurança&lt;/em&gt;” britânico para abordar a questão da situação nas ilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base nas declarações da ONU, a Argentina sustenta que os malvinenses não têm direito à autodeterminação por se tratar de descendentes de colonos ingleses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;OBS deste blog ‘democracia&amp;amp;política’:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, ofendeu e debochou da inteligência dos argentinos e do resto do mundo ao dizer que “&lt;/em&gt;deve ser respeitada a autodeterminação dos habitantes das Malvinas, que querem continuar integrando o Reino Unido&lt;em&gt;”. A gozação de David William Donald Cameron é o fato de que os malvinenses, desde a expulsão dos argentinos, são funcionários civis e militares ingleses e seus familiares e descendentes. Logicamente, não querem mudar de cidadania&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo argentino também reclama que o Reino Unido retome as negociações de soberania interrompidas desde a guerra travada em 1982, na qual triunfaram as tropas britânicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Complentação deste blog 'democracia&amp;amp;política':&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DOCUMENTÁRIO SOBRE A GUERRA DAS MALVINAS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 640px;"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/icb8wXJPxsM?version=3&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/icb8wXJPxsM?version=3&amp;amp;feature=player_embedded" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="640" height="360"&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; Alto Vale Notícias (AVN). Traduzido e transcrito pelo portal “Vermelho” (&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173626&amp;amp;id_secao=7"&gt;http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173626&amp;amp;id_secao=7&lt;/a&gt;) [imagens do Google,. trechos entre colchetes e vídeo adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-4511589313137882479?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/4511589313137882479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=4511589313137882479' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/4511589313137882479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/4511589313137882479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/argentina-declaracoes-do-reino-unido.html' title='ARGENTINA: DECLARAÇÕES DO REINO UNIDO SOBRE MALVINAS SÃO OFENSIVAS'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QGxUAAA6yZc/Txq3m1smboI/AAAAAAAAJf4/uRzb901nT9c/s72-c/Malvinas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-2174202981384579883</id><published>2012-01-21T11:02:00.003-02:00</published><updated>2012-01-21T11:02:31.370-02:00</updated><title type='text'>ADIÓS, ESPAÑA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cdTvdFED_dY/Txq2l44MrAI/AAAAAAAAJfw/bZFX_ijnC_s/s1600/ng18765BFF-27B7-47F1-B790-D36023766C07.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-cdTvdFED_dY/Txq2l44MrAI/AAAAAAAAJfw/bZFX_ijnC_s/s400/ng18765BFF-27B7-47F1-B790-D36023766C07.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Brizola Neto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vocês lembram que não faz muito tempo os brasileiros estavam sendo barrados na Espanha, suspeitos de estarem tentando entrar ilegalmente no país para trabalhar, bastando para essa suspeita não levarem uma bolada de dinheiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há apenas um ano, as estatísticas nos apontavam como os mais barrados e deportados da terra de D. Quixote. Um ano antes, virávamos notícia por buscar casamentos fraudulentos que fossem capazes de regularizar a situação de brasileiros por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Progresso aqui – &lt;em&gt;mesmo antes da crise por lá&lt;/em&gt; – mudou isso do dia para a noite. No ano de 2010, só 12.961 nascidos no Brasil migraram para a Espanha, enquanto 17.661 nascidos no Brasil deixaram de viver por lá e voltaram para cá. Ou seja, 4.700 brasileiros retornaram ao seu país naquele ano.&lt;br /&gt;Esse número deve ter se tornado maior em 2011, quando, pela primeira vez em dez anos, tornou-se negativo o saldo migratório (&lt;em&gt;entrada vs. saída de estrangeiros&lt;/em&gt;) da Espanha. Menos 27,5 mil, quando em 2007 era positivo em mais de 700 mil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2010: Os dados foram publicados quarta-feira pelo diário espanhol “El Mundo”. E os números da saída e chegada de brasileiros em 2010 podem ser vistos aqui:&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.ine.es/jaxi/menu.do?type=pcaxis&amp;amp;path=%2Ft20%2Fp259%2Fe01&amp;amp;file=pcaxis&amp;amp;L"&gt;http://www.ine.es/jaxi/menu.do?type=pcaxis&amp;amp;path=%2Ft20%2Fp259%2Fe01&amp;amp;file=pcaxis&amp;amp;L&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora os jornais prefiram falar dos nossos pobres irmãos haitianos que vêm para cá tangidos pela miséria, há um intenso movimento de volta ao país, provocado pela melhora da economia e do emprego.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Brizola Neto em seu blog “Tijolaço” (http://www.tijolaco.com/adios-espana/) [&lt;em&gt;imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-2174202981384579883?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/2174202981384579883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=2174202981384579883' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/2174202981384579883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/2174202981384579883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/adios-espana.html' title='ADIÓS, ESPAÑA'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cdTvdFED_dY/Txq2l44MrAI/AAAAAAAAJfw/bZFX_ijnC_s/s72-c/ng18765BFF-27B7-47F1-B790-D36023766C07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-1155797144558198462</id><published>2012-01-21T10:53:00.002-02:00</published><updated>2012-01-21T10:57:39.071-02:00</updated><title type='text'>AMEAÇA AO “PETRODÓLAR” É A RAZÃO DA GUERRA CONTRA O IRÃ</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-M-vPAx8kU_8/TxqvH5VWcYI/AAAAAAAAJfY/ZdCZ43-auBw/s1600/uss_kitty_hawk.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-M-vPAx8kU_8/TxqvH5VWcYI/AAAAAAAAJfY/ZdCZ43-auBw/s1600/uss_kitty_hawk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;“O MITO DO IRÃ ISOLADO” &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XjVJRASPfwM/Txqvkz71jyI/AAAAAAAAJfg/LYDr-zEmnI8/s1600/Pepe_Escobar11.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-XjVJRASPfwM/Txqvkz71jyI/AAAAAAAAJfg/LYDr-zEmnI8/s1600/Pepe_Escobar11.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Por Pepe Escobar, no “Tom Dispatch”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS CAMINHOS DO DINHEIRO, NA CRISE IRANIANA&lt;/strong&gt; (“&lt;em&gt;The Myth of Ïsolated Iran – Following the Money in the Iran Crisis&lt;/em&gt;”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Comecemos pela &lt;em&gt;linha vermelha&lt;/em&gt;. Cá está ela, colhida diretamente da boca do leão&lt;strong&gt; [1].&lt;/strong&gt; Semana passada, o secretário de Defesa [dos EUA] Leon Panetta disse dos iranianos: “&lt;em&gt;Estão tentando desenvolver bomba atômica? Não. Mas sabemos que estão tentando desenvolver alguma capacidade nuclear. E é isso que nos preocupa. Nossa linha vermelha para o Irã é “não desenvolvam bomba atômica&lt;/em&gt;”. &lt;em&gt;Para nós, é a linha vermelha&lt;/em&gt;.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho, mesmo, é que as tais linhas vermelhas não param de encolher. Era uma vez, antigamente, a linha vermelha para Washington era “&lt;em&gt;o enriquecimento&lt;/em&gt;” do urânio. Agora, só falam de bomba atômica. Lembrem todos que, desde 2005, o Supremo Líder iraniano, aiatolá Khamenei já dizia &lt;strong&gt;[2]&lt;/strong&gt; que seu país não trabalha para construir bomba atômica. A mais recente “National Intelligence Estimate”&lt;strong&gt; [3]&lt;/strong&gt; sobre o Irã, produzida pela inteligência dos EUA já disse várias vezes que o Irã não está, de fato, construindo bomba atômica (&lt;em&gt;o que não significa que não venha, algum dia, a ter capacidade para construir&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e se não se tratar de coisa alguma como “&lt;em&gt;linha vermelha&lt;/em&gt;”? E se tratar-se, de fato, de algo completamente diferente, de uma, digamos, “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;linha do petrodólar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SANÇÕES E NOVOS BANCOS?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos por aqui: em dezembro de 2011, indiferente às graves consequências para a economia global, o Congresso dos EUA – &lt;em&gt;sob as pressões habituais exercidas pelo lobby israelense (não que fossem necessárias)&lt;/em&gt; – impôs um pacote de sanções goela abaixo do governo Obama (&lt;em&gt;100 a zero no Senado, e apenas 12&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;[4]&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;votos “não” na Câmara de Deputados&lt;/em&gt;). Começando em junho, os EUA terão de boicotar todos os bancos e empresas de terceiros países que negociem com o Banco Central do Irã, o que implica paralisar as vendas de petróleo do país (&lt;em&gt;O Congresso prevê algumas “exceções&lt;/em&gt;”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo final? Mudar o regime – &lt;em&gt;e o que mais seria? &lt;/em&gt;– em Teerã. O funcionário norte-americano não identificado de sempre admitiu claramente ao “&lt;em&gt;Washington Post&lt;/em&gt;”, e o jornal publicou o comentário. (“&lt;em&gt;O objetivo dos EUA e das novas sanções contra o Irã é levar o regime ao colapso, disse alto funcionário da inteligência dos EUA, em clara indicação de que o governo Obama tem, no mínimo, intenção de derrubar o governo do Irã, apesar do corrente engajamento&lt;/em&gt;”). Mas... Epa! O jornal, logo depois, teve de revisar &lt;strong&gt;[5]&lt;/strong&gt; esse trecho, para eliminar essa citação embaraçosamente clara. Sem dúvida, essa “&lt;em&gt;linha vermelha&lt;/em&gt;” aproximara-se excessivamente da verdade e abalara o conforto geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-comandante geral do Estado-Maior das Forças dos EUA almirante Mike Mullen acreditava que só evento monstro estilo “&lt;em&gt;choque-e-pavor&lt;/em&gt;”, que humilhasse completamente a liderança em Teerã, levaria a genuína mudança de regime – &lt;em&gt;e de modo algum estava sozinho&lt;/em&gt;. Defensores de ações que vão de ataques aéreos à invasão (&lt;em&gt;pelos EUA, por Israel ou por alguma combinação de ambos&lt;/em&gt;) sempre foram legiões na Washington neoconservadora. (&lt;em&gt;Basta ver, por exemplo, o relatório de 2009 da “Brookings Institution”, “Which Path to Pérsia&lt;/em&gt;” &lt;strong&gt;[6]&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que quem conheça, por pouco que seja, o Irã, sabe que esse tipo de ataque fará a população cerrar fileiras a favor de Khamenei e dos Guardas Revolucionários. Nessas circunstâncias, o que menos importará é a profunda aversão que vários iranianos nutrem contra a ditadura militar do mulariato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, até a oposição iraniana apoia um programa nuclear nacional pacífico. É questão de orgulho nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intelectuais iranianos, mais familiarizados com as fumaças e espelhos persas que os ideólogos em Washington, descartam completamente &lt;strong&gt;[7]&lt;/strong&gt; quaisquer cenários de guerra. Dizem que o regime de Teerã, afiado nas artes do teatro de sombras persa, não tem qualquer intenção de provocar qualquer tipo de ataque que levaria ao cerco contra o próprio governo. Por sua vez, certos ou não, os estrategistas de Teerã assumem que Washington não tem condições para lançar mais uma guerra no Oriente Médio Expandido, sobretudo se se fala de guerra que levaria a terrível dano colateral para a economia mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, as expectativas de Washington, de que sanções duríssimas possam forçar os iranianos a ceder um pouco, se o governo não for derrubado, podem revelar-se nada além de quimera. Em Washington, os especialistas só falam de uma suposta megadesvalorização desastrosa da moeda iraniana &lt;strong&gt;[8],&lt;/strong&gt; o Rial, dadas as novas sanções. Infelizmente para os fãs do colapso econômico do Irã, o professor Djavad Salehi-Isfahani &lt;strong&gt;[9]&lt;/strong&gt; já expôs, em detalhes elaborados, a natureza de longo prazo desse processo, que os economistas iranianos receberam como dádiva. Afinal, as sanções farão aumentar a importância de outros itens de exportação iraniana e ajudarão a indústria local, hoje obrigada a enfrentar a concorrência dos produtos chineses baratos. Em resumo: um Rial desvalorizado tem boas chances de ajudar a reduzir o desemprego no Irã.&lt;strong&gt; [10]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MAIS CONECTADO QUE O GOOGLE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora poucos nos EUA tenham observado, o Irã não está absolutamente “isolado”, por mais que Washington deseje que esteja. O primeiro-ministro do Paquistão Yusuf Gilani tornou-se passageiro frequente de voos para Teerã. E não se compara, em assiduidade, com o chefe da segurança nacional da Rússia, Nikolai Patrushev, que recentemente alertou Israel para que não force os EUA a atacar o Irã. Acrescente-se a tudo isso também o aliado dos EUA e presidente do Afeganistão Hamid Karzai. Num “Loya Jirga” (Grande Conselho) no final de 2011, frente a 2.000 chefes tribais, Karzai disse que Kabul planejava aproximar-se ainda mais de Teerã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-bQsgWh8zmAI/TxqwH33RZOI/AAAAAAAAJfo/_JHUE03PYW0/s1600/pipelinestan.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-bQsgWh8zmAI/TxqwH33RZOI/AAAAAAAAJfo/_JHUE03PYW0/s1600/pipelinestan.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Oleodutostão - as várias linhas que passam e/ou saem do Irã&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;Nesse crucial tabuleiro eurasiano de xadrez, o “&lt;em&gt;Oleodutostão&lt;/em&gt;” (orig. “&lt;em&gt;Pipelineistan&lt;/em&gt;” &lt;strong&gt;[11]&lt;/strong&gt;), gasoduto Irã-Paquistão (IP) de gás natural – &lt;em&gt;para extremo incômodo de Washington&lt;/em&gt; – está em pleno andamento. O Paquistão precisa muito de energia e o governo já decidiu claramente que não está disposto a esperar até o dia do juízo final pelo projeto que é a menina-dos-olhos de Washington &lt;strong&gt;[12]&lt;/strong&gt; – o “&lt;em&gt;oleogasoduto Turcomenistão-Afeganistão-Paquistão-Índia&lt;/em&gt;” (TAPI) – para tentar atravessar o “Talibãnistão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o ministro das Relações Exteriores da Turquia Ahmet Davutoglu esteve recentemente em Teerã, embora as relações entre os dois países estejam cada dia mais complicadas. Afinal, a energia sobrepõe-se a todas as ameaças na região. A Turquia é membro da OTAN e já está envolvida em operações clandestinas na Síria, aliada a sunitas fundamentalistas linha-duríssima no Iraque e –&lt;em&gt; em movimento ostensivo de dar as costas à(s) primavera(s) árabe(s)&lt;/em&gt; – trocou um eixo Ankara-Teerã-Damasco por eixo Ankara-Riad-Doha. Já planeja até hospedar componentes do longamente planejado sistema de mísseis de defesa de Washington, mirados para o Irã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, vindo de um país para o qual o mesmo Davutoglu inventara uma política exterior de “&lt;em&gt;zero problemas com nossos vizinhos&lt;/em&gt;”. Apesar de tudo, a necessidade de “&lt;em&gt;Oleogasodutostão&lt;/em&gt;” faz disparar todos os corações. A Turquia precisa desesperadamente de acesso aos recursos energéticos do Irã e, se o gás natural iraniano algum dia chegar à Europa Ocidental – &lt;em&gt;chegada que os europeus esperam com máxima ansiedade&lt;/em&gt; – a Turquia será país de trânsito daquele gás, com os correspondentes privilégios e impostos a cobrar. Líderes turcos já demonstraram que rejeitam quaisquer novas sanções que os EUA imponham ao petróleo iraniano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em conexões, o mundo assistiu, semana passada, a um espetacular “&lt;em&gt;coup de théâtre&lt;/em&gt;” diplomático, com o tour do presidente Mahmoud Ahmadinejad do Irã, pela América Latina. A direita dos EUA imediatamente pôs-se a falar sobre um “eixo do mal Teerã-Caracas” –&lt;em&gt; que supostamente estaria promovendo o “terror” na América Latina, como preparação para futuros ataques contra a superpotência do norte&lt;/em&gt; – mas, de volta à vida real, o que se viu foi outro tipo de clara verdade &lt;strong&gt;[13].&lt;/strong&gt; Mesmo depois de tantos anos, Washington ainda não é capaz de digerir a ideia de que perdeu o controle e, até, a influência, sobre aquelas duas potências regionais sobre as quais, há tempos, exerceu sua impiedosa hegemonia imperial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescente a tudo isso a barreira de desconfiança que só fez solidificar-se desde a revolução islâmica do Irã de 1979. Misture também uma América Latina nova, já praticamente soberana e que busca a integração, não só pelos governos de esquerda na Venezuela, Bolívia e Equador, mas também pelas potências regionais Brasil e Argentina. Mexa tudo e você obterá as fotos históricas em que se veem os presidentes Chávez da Venezuela e Ahmadinejad do Irã, saudando o presidente Daniel Ortega da Nicarágua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Washington continua a tentar divulgar a imagem de um mundo do qual o Irã teria sido completamente desconectado. Como já aconteceu, a porta-voz do Departamento do Estado Victoria Nuland insistia novamente, recentemente, que “&lt;em&gt;o Irã permanece em total isolamento internacional&lt;/em&gt;”. Não. Como também acontece com frequência, a porta-voz precisa prestar mais atenção aos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse Irã que permaneceria “isolado” tem US$4 bilhões em projetos conjuntos com a Venezuela, dentre os quais – &lt;em&gt;crucialmente importante&lt;/em&gt; – um banco (&lt;em&gt;como também com o Equador, o Irã tem vários projetos planejados, da construção de usinas e, outra vez, também bancos&lt;/em&gt;). Tudo isso levou a equipe dos “&lt;em&gt;Primeiro-Israel&lt;/em&gt;” que Israel controla em Washington a exigir, em altos brados, que se aplicassem sanções também contra a Venezuela. O problema é o seguinte: como, nesse caso, os EUA pagariam para receber o petróleo da Venezuela de que muito precisam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa dos EUA comentou muito que Ahmadinejad não tenha visitado o Brasil nesse tour latino-americano, mas não há dúvidas de que Teerã e Brasília continuam em sintonia diplomática. No que tenha a ver com o dossiê diplomático, a história do Brasil só atrai simpatias. Afinal, o Brasil desenvolveu – &lt;em&gt;e depois cancelou&lt;/em&gt; – um programa de armas nucleares. Em maio de 2010, Brasil e Turquia construíram um acordo de troca de urânio para o Irã que bem poderia ter desatado os nós mais apertados do “imbróglio” nuclear entre EUA e Irã. Aquele acordo foi imediatamente sabotado por Washington. Membro-chave dos BRICS, o clube das principais economias emergentes, Brasília opõe-se firmemente à estratégia dos EUA de sanções/embargo &lt;strong&gt;[14].&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Irã está “isolado” dos EUA e da Europa Ocidental, mas dos BRICS aos MNAs (&lt;em&gt;120 países do Movimento dos Não Alinhados&lt;/em&gt;), o Irã tem, a seu favor, a maioria do sul global. E, além do mais, há os aliados de Washington, Japão e Coreia do Sul, que suplicam para serem excluídos da obrigação de boicotar/embargar o Banco Central do Irã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não surpreende, porque essas sanções unilaterais dos EUA visam, também, a atingir a Ásia. Afinal, China, Índia, Japão e Coreia do Sul, juntos, compram nada menos que 62% de todo o petróleo que o Irã exporta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a polidez que é marca registrada asiática, o Ministro das Finanças do Japão Jun Azumi fez saber ao secretário do Tesouro dos EUA Timothy Geithner o problema que Washington está criando para Tóquio, que depende do Irã para suprir 10% do petróleo que consome. Está prometendo &lt;strong&gt;[15],&lt;/strong&gt; pelo menos, “reduzir” aquela proporção “&lt;em&gt;o mais depressa possível&lt;/em&gt;”, para obter de Washington uma isenção daquelas sanções, mas que ninguém espere muita coisa. A Coreia do Sul já anunciou que, em 2012, comprará do Irã, sim, 10% do petróleo de que necessita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ROTA DA SEDA “REDUX”&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante de tudo é que um Irã “isolado” é assunto gravíssimo, de alta segurança nacional, para a China, que rejeitou &lt;strong&gt;[16]&lt;/strong&gt; imediatamente as últimas sanções de Washington, sem nem piscar &lt;strong&gt;[17].&lt;/strong&gt; O ocidente parece esquecer que o Império do Meio e a Pérsia fazem negócios já há quase dois mil anos (“&lt;em&gt;Rota da Seda”, alguém já ouviu falar?&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os chineses já montaram grande negócio &lt;strong&gt;[18]&lt;/strong&gt; para o desenvolvimento do maior campo de petróleo do Irã, Yadavaran. Há também a questão de entregar o petróleo iraniano no Mar Cáspio, por um oleoduto que se estende do Cazaquistão à China Ocidental. De fato, o Irã fornece nada menos que 15% do petróleo e do gás natural que a China consome. O Irã é mais crucial &lt;strong&gt;[19]&lt;/strong&gt; para a China, especialista em energia, que a Casa de Saud para os EUA, que importam da Arábia Saudita 11% do petróleo que consomem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a China pode sair como vencedora&lt;strong&gt; [20]&lt;/strong&gt; da nova rodada de sanções de Washington, porque, provavelmente, conseguirá preço mais baixo por petróleo e gás, com os iranianos agora mais dependentes do mercado chinês. Nesse momento, de fato, os dois países estão em meio a uma complexa negociação &lt;strong&gt;[21]&lt;/strong&gt; sobre o preço do petróleo iraniano, e os chineses aumentaram a pressão cortando muito de leve as compras de energia. Mas tudo isso estará resolvido em março, pelo menos dois meses antes de a última rodada de sanções dos EUA entrar em vigência, segundo especialistas em Pequim. No final, os chineses, com certeza, comprarão muito mais gás e petróleo iranianos, mas o Irã permanecerá na posição de seu terceiro maior fornecedor de petróleo &lt;strong&gt;[22],&lt;/strong&gt; depois de Arábia Saudita e Angola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a outros efeitos sobre a China das novas sanções, que ninguém conte muito com eles. Empresários chineses no Irã estão produzindo carros, redes de fibras óticas e expandindo o metrô de Teerã. O comércio bilateral é de US$30 bilhões hoje e deve alcançar os US$50 bilhões em 2015. Não há dúvidas de que comerciantes chineses encontrarão um meio de circunavegar os impedimentos bancários impostos pelas novas sanções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rússia, é claro, é outra apoiadora chave do “isolado” Irã. Opôs-se fortemente contra as sanções aplicadas através da ONU e as aplicadas pelo pacote aprovado em Washington&lt;strong&gt; [23]&lt;/strong&gt; e que visam o Banco Central do Irã. De fato, a Rússia deseja que sejam suspensas as sanções já aplicadas pela ONU e também trabalha num plano alternativo&lt;strong&gt; [24]&lt;/strong&gt; que poderia, pelo menos teoricamente, levar a um acordo nuclear aceitável, sem demérito, por todas as partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No front nuclear, Teerã já manifestou disposição para acertar-se com Washington, seguindo as linhas do plano que Brasil e Turquia sugeriram e Washington boicotou imediatamente, em 2010. Dado que hoje já se vê bem claramente que, para Washington – &lt;em&gt;com certeza para o Congresso&lt;/em&gt; – a questão nuclear é secundária (&lt;em&gt;e a mudança de regime é a questão principal&lt;/em&gt;) – quaisquer novas negociações estão condenadas a enfrentar processo extremamente doloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é especialmente verdade agora que os líderes da União Europeia conseguiram afastar-se de qualquer futura mesa de negociação, atirando, eles mesmos, nos próprios pés calçados em sapatos Ferragamo. À moda típica, seguiram caninamente a liderança de Washington para implementar um embargo ao petróleo do Irã. Como alto funcionário da União Europeia disse a Trita Parsi, presidente do Conselho Iraniano Norte-americano &lt;strong&gt;[25],&lt;/strong&gt; e diplomatas da União Europeia disseram também a mim em termos bem claros, eles temem que a situação esteja agora a um passo de nova guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, uma equipe da &lt;em&gt;Agência Internacional de Energia Atômica&lt;/em&gt; acaba de visitar o Irã &lt;strong&gt;[26].&lt;/strong&gt; A AIEA está supervisionando tudo que tenha a ver com programa nuclear no Irã, inclusive a nova usina de enriquecimento de urânio &lt;strong&gt;[27]&lt;/strong&gt; em Fordow, próxima da cidade santa de Qom, que deverá estar em plena produção em junho. A AIEA é positiva: no Irã ninguém cogita de bomba. Mesmo assim, Washington (&lt;em&gt;e os israelenses&lt;/em&gt;) continuam a agir como se fosse apenas questão de tempo – &lt;em&gt;e pouco tempo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SIGA O DINHEIRO&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mote do isolamento iraniano enfraquece ainda mais se se sabe que o país está abandonando o Dólar no comércio com a Rússia, que passará a ser feito nas respectivas moedas nacionais, Rials e Rublos&lt;strong&gt; [28]&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;movimento semelhante ao que já se vê no comércio entre China e Japão&lt;/em&gt;. Quanto à Índia, usina econômica na região, os líderes também se recusam &lt;strong&gt;[29]&lt;/strong&gt; a suspender as compras de petróleo iraniano, troca comercial que, no longo prazo, parece que também não será conduzida em dólares. A Índia já está usando o Yuan em negócios com a China; Rússia e China também já negociam em Rublo e Yuanshá mais de um ano; Japão e China comerciam entre eles em Yen e Yuan. Como para Irã e China, todos os novos negócios e investimentos conjuntos serão pagos em Yuan e Rial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução, caso seja necessária: no futuro próximo, com europeus excluídos do ‘mix’, praticamente nenhum petróleo iraniano será comerciado em dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante também, três dos BRICS (&lt;em&gt;Rússia, Índia e China&lt;/em&gt;) aliados do Irã são grandes possuidores (&lt;em&gt;e produtores&lt;/em&gt;) de ouro. Suas complexas negociações não serão afetadas pelos humores do Congresso dos EUA. De fato, quando o mundo em desenvolvimento assiste à profunda crise&lt;strong&gt; [30]&lt;/strong&gt; no Ocidente da OTAN, o que veem ali é dívida massiva dos EUA, o FED imprimindo moeda como se o fim do mundo estivesse próximo, muita injeção de dinheiro nos bancos [orig. “&lt;em&gt;quantitative easing&lt;/em&gt;”] e, claro, a eurozona abalada até os alicerces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Siga o dinheiro. Deixe de lado, por um instante, as novas sanções contra o Banco Central do Irã, que só entrarão em vigência daqui a alguns meses; ignore as ameaças iranianas de fechar o Estreito de Ormuz (&lt;em&gt;pouco viáveis, porque aquela é a principal via pela qual o petróleo iraniano chega ao mercado&lt;/em&gt;), e é possível que a razão chave pela qual a crise no Golfo só faz crescer esteja na decisão de torpedear o petrodólar usado como moeda de troca em todos os negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia foi introduzida pelo Irã e com certeza gera ansiedade máxima em Washington, que se vê ultrapassada não só por uma potência regional, mas, também, pelos seus dois principais concorrentes estratégicos, China e Rússia. Não surpreende que todos aqueles porta-aviões estejam nesse instante em viagem para o Golfo Persa&lt;strong&gt; [31],&lt;/strong&gt; mas enviados para o mais estranho dos combates: naves militares, com ordens para desarticularem arranjos econômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, vale recordar que, em setembro de 2000, Saddam Hussein abandonou o petrodólar como moeda de pagamento pelo petróleo iraquiano&lt;strong&gt; [32],&lt;/strong&gt; e mudou-se para o euro. Em março de 2003, o Iraque foi invadido e aconteceu a inevitável mudança de regime. A Líbia de Muammar Gaddafi propôs um dinar de ouro, previsto para ser moeda comum africana e moeda que a Líbia aceitaria em pagamento por seus recursos energéticos vendidos. Outra intervenção e mais um regime “mudado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Washington/OTAN/Telavive oferecem narrativa completamente diferente. As “ameaças” dos iranianos seriam o xis da questão da atual crise, embora as ameaças, de fato, só tenham acontecido como reação contra a incansável guerra clandestina que EUA-Israel movem contra o Irã &lt;strong&gt;[33],&lt;/strong&gt; e agora, também, contra a guerra econômica. Aquelas “ameaças” reza a narrativa de Washington, estão fazendo aumentar o preço do petróleo e alimentando recessão cada vez maior. A culpa de tudo é do Irã, não do capitalismo de cassino de ‘Wall Street’ nem as dívidas massivas de EUA e países europeus. A fina-flor dos 1% nada tem contra altos preços do petróleo, desde que o Irã possa ser atirado às massas, como judas a malhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Klare, &lt;strong&gt;[34]&lt;/strong&gt; especialista em energia lembrou recentemente que estamos hoje numa nova era de geoenergia, que, com certeza, será extremamente turbulenta no Golfo Persa e em outros pontos. Mas deve-se ver 2012 como o ano do início do que bem poderá ser deserção massiva do dólar como moeda global preferencial. Como pensar também é realidade, imaginem o mundo real – &lt;em&gt;quase todo o sul global&lt;/em&gt; – fazendo todas as suas necessárias contas; aos poucos, começando a negociar em suas próprias moedas; e investindo quantidades cada dia menores dessas moedas na compra de bônus do Tesouro dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que os EUA sempre podem contar com o “&lt;em&gt;Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt;” (CCG) – &lt;em&gt;Arábia Saudita, Qatar, Omã, Bahrain, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos&lt;/em&gt; – que sempre prefiro chamar de “&lt;em&gt;Clube Contrarrevolucionário do Golfo&lt;/em&gt;” (&lt;em&gt;basta ver o que fizeram durante a “Primavera Árabe”&lt;/em&gt;). Para todas as finalidades geopolíticas práticas, as monarquias do Golfo são satrapias dos EUA. A promessa imorredoura, que fizeram há décadas, de só usar o petrodólar, implica em que são todas, hoje, apêndices do poder do Pentágono projetados para o Oriente Médio. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) está, afinal de contas, baseado no Qatar; a V Frota dos EUA, no Bahrain. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, em todas aquelas terras imensamente ricas em fontes de energia, que se podem identificar como o “Oleodutostão Expandido” – &lt;em&gt;que o Pentágono costumava chamar de “o arco de instabilidade”&lt;/em&gt; – e que avançam pelo Irã na direção da Ásia Central, o “&lt;em&gt;Conselho de Cooperação do Golfo&lt;/em&gt;” continua a ser elemento crucial da periclitante hegemonia norte-americana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se se tratasse de recriação econômica do conto “&lt;em&gt;O Poço e o Pêndulo&lt;/em&gt;” de Edgar Allen Poe &lt;strong&gt;[35],&lt;/strong&gt; o Irã seria uma engrenagem numa máquina infernal que estaria lentamente esmagando o dólar como moeda mundial de reserva. Mas é a engrenagem na qual Washington foca hoje toda a atenção. A mudança de regime é ideia fixa. Só falta uma faísca para iniciar o incêndio (&lt;em&gt;em – deve-se acrescentar – todas as direções nas quais Washington não esteja preparada&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrem-se da “&lt;em&gt;Operação Northwoods&lt;/em&gt;” &lt;strong&gt;[36],&lt;/strong&gt; o plano de 1962, rascunhado pelos comandantes do Comando Conjunto, de encenar operações terroristas nos EUA e culpar os cubanos de Fidel Castro. (&lt;em&gt;O presidente Kennedy fulminou o projeto&lt;/em&gt;). Ou recordem o incidente no Golfo de Tonkin em 1964, que o presidente Lyndon Johnson usou como justificativa para ampliar a Guerra do Vietnã. Os EUA acusaram barcos armados do Vietnã do Norte de ataque não provocado contra barcos dos EUA. Adiante, se comprovou que os ataques sequer algum dia aconteceram e que o presidente mentiu sobre todo o “incidente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é delírio imaginar que pregadores linha-dura da doutrina da “&lt;em&gt;Dominação de Pleno Espectro&lt;/em&gt;” dentro do Pentágono possam, a qualquer momento, inventar um incidente de falsa bandeira no Golfo Persa para atacar o Irã (&lt;em&gt;ou podem, simplesmente, usar golpe semelhante para induzir Teerã a cometer algum erro fatal de avaliação&lt;/em&gt;). Considerem-se também a nova estratégia militar dos EUA que o presidente Obama acaba de divulgar, segundo a qual Washington estaria tirando os olhos de duas guerras em solo fracassadas no “&lt;em&gt;Oriente Médio Expandido&lt;/em&gt;”, para movê-los agora na direção do Pacífico (&lt;em&gt;e, portanto, da China&lt;/em&gt;). O Irã está exatamente no meio do caminho, no sudoeste da Ásia, mandando todo aquele petróleo diretamente para as bocas vorazes do Império do Meio, atravessando águas vigiadas &lt;strong&gt;[37] &lt;/strong&gt;pela Marinha dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer que, sim, sim. Esse psicodrama maior que a vida, que chamamos “&lt;em&gt;caso do Irã&lt;/em&gt;” pode vir a revelar-se “&lt;em&gt;o caso do dólar norte-americano contra a China&lt;/em&gt;”; ou o “&lt;em&gt;caso das políticas do Golfo Persa&lt;/em&gt;”, sob o manto de uma inexistente bomba iraniana. A pergunta é: que besta mostruosa, chegada a hora, arrasta-se para Pequim, para renascer? &lt;strong&gt;[38]&lt;/strong&gt;” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTAS DOS TRADUTORES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt; “Face the Nation” transcript: January 8, 2012 &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 &lt;/strong&gt;“Iran and Nuclear Latency” &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 &lt;/strong&gt;“New NIE on Iran nuke program appears to differ little from 2007 findings” &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4&lt;/strong&gt; “Only 12 House Members Vote Against Iran Sanctions”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5&lt;/strong&gt; “WaPo Censors Iran Sanctions' Regime Change Intent”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6 &lt;/strong&gt;“Strategy toward Iran”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7&lt;/strong&gt; “Military Option is the Worst Possible Scenario”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8&lt;/strong&gt; "Iran says depreciation in riyal not linked to latest-US sanctions”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9&lt;/strong&gt; “The fall of the Iranian rial: too much of a good thing?”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10&lt;/strong&gt; “Iran economy strong despite sanctions”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11 &lt;/strong&gt;“Liquid War” &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12&lt;/strong&gt; “Blue Gold, Turkmen Bashes, and Asian Grids”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13&lt;/strong&gt; “Turkey: Not bound by US sanctions against Iran” &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;14&lt;/strong&gt; “Brazil-Turkey 1, sanctions 0” &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15&lt;/strong&gt; Japan “to reduce Iran oil imports” &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16&lt;/strong&gt; “China will not hesitate to protect Iran even with a third World War”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17 &lt;/strong&gt;“China defends Iran oil trade despite U.S. push”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18&lt;/strong&gt; “Yadavaran: A Treasure in Land of Black Gold”&lt;br /&gt;19 “China's Crude Oil Imports Data for January”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;20&lt;/strong&gt; “China Gets Cheaper Iran Oil as U.S. Pays Tab for Hormuz Patrols”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;21 &lt;/strong&gt;“UPDATE 1-China extends Iran oil import cut as sanctions mount”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;22&lt;/strong&gt; “UPDATE 1-China extends Iran oil import cut as sanctions mount”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;23&lt;/strong&gt; “Russia warns US over Iran oil sanctions” &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;24&lt;/strong&gt; “Tomgram: Pepe Escobar, Sinking the Petrodollar in the Persian Gulf”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;25&lt;/strong&gt; “Discursos levianos sobre guerras fazem da guerra ao Irã risco real” &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;26 &lt;/strong&gt;“AEOI Chief: Iran Shows New Generation of Centrifuges to IAEA”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;27&lt;/strong&gt; “Iran says Fordo uranium enrichment site runs under IAEA watch: TV”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;28&lt;/strong&gt; “Iran, Russia dump dollar for Rial, Ruble” &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;29&lt;/strong&gt; “India, Iran mull over gold-for-oil for now”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;30&lt;/strong&gt; “The West and the Rest in a One-Model-Fits-All World”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;31&lt;/strong&gt; “Second US aircraft carrier near Gulf: Pentagon”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;32&lt;/strong&gt; “Petrodollar Warfare: Dollars, Euros and the Upcoming Iranian Oil Bourse”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;33 &lt;/strong&gt;“Blast kills Iran nuclear expert amid covert war”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;34&lt;/strong&gt; “Petrodollar Warfare: Dollars, Euros and the Upcoming Iranian Oil Bourse”&lt;br /&gt;35 The Pit and the Pendullum [1843]. em ingles; em português O Poço e o Pêndulo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;36&lt;/strong&gt; “Operation Nothwoods” &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;37&lt;/strong&gt; “Playing With Fire: Obama’s Risky Oil Threat to China”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;38&lt;/strong&gt; Orig. “What rough beast, its hour come round at last, slouches towards Beijing [Belém, no orig.] to be born?” É verso de William Butler Yeats (1865-1939), em The Second Coming [A segunda vinda]. Pode ser lido em português (tradução não identificada).” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Pepe Escobar, no “Tom Dispatch”. Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu. Postado no blog “redecastorphoto”&amp;nbsp; (&lt;a href="http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/01/pepe-escobar-o-mito-do-ira-isolado.html"&gt;http://redecastorphoto.blogspot.com/2012/01/pepe-escobar-o-mito-do-ira-isolado.html&lt;/a&gt;). [&lt;em&gt;título e imagem do google acrescentados por este blog 'democracia&amp;amp;política'&lt;/em&gt;].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-1155797144558198462?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/1155797144558198462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=1155797144558198462' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/1155797144558198462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/1155797144558198462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/ameaca-ao-petrodolar-e-razao-da-guerra.html' title='AMEAÇA AO “PETRODÓLAR” É A RAZÃO DA GUERRA CONTRA O IRÃ'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-M-vPAx8kU_8/TxqvH5VWcYI/AAAAAAAAJfY/ZdCZ43-auBw/s72-c/uss_kitty_hawk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-1499817172929185800</id><published>2012-01-21T10:24:00.002-02:00</published><updated>2012-01-21T10:25:37.714-02:00</updated><title type='text'>MEIO AMBIENTE: ENTREVISTA COM DIRETOR DO “GREENPEACE”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lQJ_CEsh5Es/TxqrMiyJipI/AAAAAAAAJfI/ljs5N15WKH0/s1600/greenpeace-logo2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="220" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-lQJ_CEsh5Es/TxqrMiyJipI/AAAAAAAAJfI/ljs5N15WKH0/s320/greenpeace-logo2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XRQgBzRPmec/TxqrX4mLyKI/AAAAAAAAJfQ/hac3YGTvFNo/s1600/foto_mat_32883.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-XRQgBzRPmec/TxqrX4mLyKI/AAAAAAAAJfQ/hac3YGTvFNo/s1600/foto_mat_32883.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Kumi Naidoo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MÍDIA, DEMOCRACIA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em entrevista ao “&lt;em&gt;Democracy Now&lt;/em&gt;” [&lt;em&gt;site nos Estados Unidos&lt;/em&gt;], Kumi Naidoo, diretor do ‘Greenpeace’, fala sobre como os Estados Unidos se converteram em um dos principais obstáculos para adoção de novas legislações relacionadas às mudanças climáticas e sobre como os meios de comunicação colaboram para isso. "&lt;em&gt;Os meios de comunicação nos Estados Unidos são, muitos, de direita. Devemos analisar a propriedade cruzada entre empresas dominantes da indústria de combustíveis fósseis e os grandes meios de comunicação, de quem são os donos&lt;/em&gt;", diz Naidoo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Amy Goodman, no “Democracy Now”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “&lt;em&gt;Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança Climática&lt;/em&gt;” (COP 17) em Durban marcou o regresso do diretor executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo. Na idade de quatorze anos, Naidoo se uniu ao movimento antiapartheid e logo se viu obrigado a passar para a clandestinidade, depois de ser preso por violar as leis de emergência do governo de apartheid. Após passar quase um ano na clandestinidade, Naidoo saiu da África do Sul e não voltou até depois da liberação de Nelson Mandela, em 1990. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “&lt;em&gt;Democracy Now&lt;/em&gt;” conversou com Naidoo a respeito da cúpula sobre a mudança climática e a relação entre seu ativismo antiapartheid na década de 1980 e seu trabalho como ecologista na atualidade. "&lt;em&gt;O problema é que o nível de ambição e o nível de urgência que se observa nessas conversações não coincidem com o que a ciência nos diz para fazer&lt;/em&gt;", sustenta Naidoo. "&lt;em&gt;Estamos vendo na África, no Chifre da África, com a estiagem, o conflito de Darfur, a devastação que as agricultoras africanas enfrentam em todo nosso continente, que o impacto da mudança climática está cobrando vidas neste momento. Assim, nesse contexto, tem que haver maior sentido de urgência para avançar na agenda&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMY GOODMAN: Kumi Naidoo é diretor executivo do &lt;em&gt;Greenpeace Internacional&lt;/em&gt; e experiente ativista da África do Sul, sede da &lt;em&gt;Convenção da ONU sobre a mudança climática&lt;/em&gt; (&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Durban, Dezembro de 2011&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;). Na idade de quatorze anos, Kumi Naidoo se uniu ao movimento antiapartheid. Em 1986 se viu obrigado a passar para a clandestinidade, depois de ser preso por violar as leis de emergência do governo de apartheid. Após passar quase um ano na clandestinidade, Naidoo saiu da África do Sul e não voltou até depois da liberação de Nelson Mandela, em 1990. Mais tarde, se converteu em um dos fundadores do “&lt;em&gt;Chamado Mundial à Ação contra a Pobreza&lt;/em&gt;”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Então você conseguiu ingressar na reunião do “&lt;em&gt;Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável&lt;/em&gt;”, onde os ativistas do Greenpeace tentaram pendurar um banner no hotel onde aconteceu a reunião. Nele dizia: “&lt;em&gt;Escutem as pessoas, não os contaminadores&lt;/em&gt;”. Quando entrou na reunião do Conselho, o que disse e que lhe disseram?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KUMI NAIDOO:&lt;/strong&gt; Como muitas das cadeiras na parte de trás estavam ocupadas, a mim e ao meu colega foi indicado que fossemos adiante, na terceira fila. O diretor executivo do conselho acabava de começar seu discurso de abertura e agradeceu à chefe da Convenção da ONU sobre a mudança climática, Christiana Figueres. Enquanto fazia isso, me viu entrar e disse “&lt;em&gt;Oh, aqui esta Kumi Naidoo, do ‘Greenpeace’. Bem vindo&lt;/em&gt;.” Logo acrescentou: “&lt;em&gt;É muito melhor estar dentro que fora&lt;/em&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi: “&lt;em&gt;Infelizmente, temos que fazer as duas coisas. Ambas são necessárias&lt;/em&gt;”. Não nos opomos à idéia de dialogar com as corporações, mas claramente as corporações não estão se mexendo o suficientemente rápido como nós necessitamos que fizessem. De fato, estão nos atrasando. Portanto, achamos que é muito necessário que as chamemos pelo seu nome e as envergonhemos, para que a população saiba por que essas conversações sobre a mudança climática não avançam com a rapidez que necessitamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMY GOODMAN: Como respondeu ao representante da Siemens dentro do “&lt;em&gt;Conselho Empresarial&lt;/em&gt;”? Na reunião, o representante da Siemens disse que os manifestantes estavam subestimando o poder que têm. Disse que, de fato, os manifestantes têm um tremendo poder e é por isso que eles, os empresários, estavam aqui. Também disse que os empresários estavam reunidos para obter um ganho, sim, mas com energia renovável e estavam tratando de vender produtos novos que, na realidade, haviam surgido como resultado da pressão das pessoas que estão aqui fora.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KUMI NAIDOO:&lt;/strong&gt; Tem razão quando diz que a pressão da sociedade civil tomou impulso e conduziu as pessoas a este ponto do debate. Mas o problema é que o nível de ambição e de urgência que se percebe nessas conversas não condiz com os resultados das investigações científicas, que estão dizendo que as emissões vão chegar ao ponto mais alto em 2015, dentro de três anos, e então começarão a baixar. O que estamos vendo na África — &lt;em&gt;a estiagem no Chifre da África, o conflito em Darfur, a devastação que as agricultoras africanas enfrentam em todo nosso continente&lt;/em&gt;— é que o impacto da mudança climática está cobrando vidas agora mesmo. Nesse contexto, acreditamos que deveria haver sentido de urgência muitíssimo maior que impulsione a agenda nesse tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a verdade é, se olhamos o exemplo dos Estados Unidos, que para cada membro do Congresso há três lobistas de tempo integral pagos pelas empresas de petróleo, carvão e gás para garantir que a legislação progressiva sobre a mudança climática não seja aprovada. Se observarmos o que os Estados Unidos fizeram nessa negociação — &lt;em&gt;não o povo dos Estados Unidos, mas o presidente Bush quando estava no poder e negava a mudança climática, mesmo quando o Pentágono dizia, em 2003, que a maior ameaça para o futuro da paz e a segurança era o impacto da mudança climática&lt;/em&gt;— vemos que esse aviso não foi levado em conta e não foram tomadas medidas a respeito. Então, quando pensamos em todo o tempo perdido, desgraçadamente, pela falta de visão política dos políticos norte-americanos, devemos render homenagem aos esforços de 400 governos locais desse país que estão tratando de fazer o correto em muitos Estados como a Califórnia, entre outros. Mas a triste realidade é que os Estados Unidos, neste momento, estão ficando como um pária nessas negociações quando, na realidade, o mundo necessita da liderança norte-americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMY GOODMAN: Você diz que Estados Unidos é um pária. O que quer dizer isso? Qual o caráter da participação norte-americana? Devo dizer que, atrás de nós, enquanto fazemos esta transmissão, neste mesmo momento, o negociador norte-americano, Todd Stern, está dando uma entrevista coletiva, enquanto os negociadores terminaram na semana passada. O quê você acredita que os Estados Unidos não estão fazendo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KUMI NAIDOO:&lt;/strong&gt; Em primeiro lugar, o nível de redução de emissões que os Estados Unidos estão propondo, tendo em conta os níveis de 1990, são quase 5% menos, quando os cientistas na realidade dizem que, com base nos níveis de 1990, a redução deveria ser de 25% a 40%. Então, se vemos através do tempo, os Estados Unidos são, historicamente, o maior emissor, inclusive a emissão per capita é maior que a da China, apesar de que neste momento a China — &lt;em&gt;dado o tamanho de sua população e tudo isso&lt;/em&gt;— é o maior emissor. Os Estados Unidos deveriam ter maior responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, os Estados Unidos não se comprometem em fazer um acordo legalmente vinculante. Querem que as reduções se façam em uma espécie de nível voluntário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, os Estados Unidos estão obcecados com os detalhes técnicos que, na realidade, se afastam da essência das conversações. Então, há enormes discussões em torno da estrutura do “&lt;em&gt;Fundo Climático Ecológico&lt;/em&gt;” e como vai ser gerido. Podemos fazer tudo isso, mas a situação dos países pobres vai terminar sendo a mesma, ou seja, os países ricos não vão colocar dinheiro no fundo comum porque não estão dando um passo à frente para contribuir, por exemplo, com o fundo de desembolso rápido que se criou em Copenhague. A maior parte desse dinheiro, realmente, não chegou ao destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMY GOODMAN: Em que aspecto a mudança climática afeta mais a África como continente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KUMI NAIDOO:&lt;/strong&gt; Como alguns dizem, nosso continente está cozinhando, está fervendo. É um continente quente, para começar. Mas o essencial é que a infraestrutura do nosso continente não está tão desenvolvida — &lt;em&gt;por razões históricas conhecidas&lt;/em&gt;. Temos problema enorme de adaptação. O aumento do nível do mar nos afeta e a todos os países que têm populações costeiras. Se observarmos o genocídio em Darfur, a maioria das pessoas do mundo o entende como conflito étnico. Mas quando se observa mais profundamente, vemos que talvez se trate da primeira grande guerra pelos recursos naturais que tivemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Lago Chad, um dos maiores mares interiores do mundo, se reduziu até ficar do tamanho de uma lagoa. No norte, a mudança climática está fazendo que o deserto do Sahel avance até o sul a um ritmo de uma milha por ano. Portanto, a escassez de água e terra está batendo severamente. Um dos maiores problemas que temos ao longo do continente é a falta de água e terras para a agricultura. E para piorar as coisas, naqueles países que têm terras boas para a agricultura há expropriações. Certos países como a Arábia Saudita estão fazendo contratos de arrendamento de terras boas para a agricultura por 99 anos, a fim de assegurar sua produção de alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMY GOODMAN: Estão comprando todas as terras?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KUMI NAIDOO:&lt;/strong&gt; Sim, assim é. Fazem contratos de aluguel prolongados; tecnicamente, não é uma compra total, mas o é em essência, já que os países africanos têm problemas financeiros e econômicos tão enormes que lamentavelmente muitos governos estão cedendo sua soberania alimentar mediante o aluguel da terra por dinheiro vivo. Essa tendência é preocupação muito grande neste momento para muitos de nós na África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMY GOODMAN: Na manifestação na “Convenção da ONU sobre a mudança climática” (COP17) você apresentou a lista dos “Doze do patíbulo em Durban”. Poderia nos dizer quem integra sua lista?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KUMI NAIDOO:&lt;/strong&gt; Um dos maiores culpados é a empresa “&lt;em&gt;Koch Industries&lt;/em&gt;”. Os irmãos Koch foram os maiores fundadores do negacionismo da mudança climática. São os que contaminaram os diálogos públicos e nacionais nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMY GOODMAN: Você se refere a Charles e David Kosh, de Wisconsin?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KUMI NAIDOO:&lt;/strong&gt; Sim. Sabemos que fundaram o “Tea Party” e toda uma série de coisas também. Mas uma das coisas mais devastadoras é a maneira como estão confundindo o debate público nos Estados Unidos. Eles e outros apóiam a falsa campanha publicitária que promove o carvão limpo, coisa que não existe. Quero dizer, o carvão mata. Estive em Chicago, Carolina do Norte, vendo como as políticas de combustível, a dependência do combustível e do carvão, na realidade, estão destruindo a saúde, as perspectivas das comunidades etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo é a própria &lt;em&gt;Câmara de Comércio dos Estados Unidos&lt;/em&gt; que esteve freando, mediante a forte pressão de lobistas no Congresso, a aprovação de leis sobre a mudança climática. Há países como a Austrália, onde a condução política enfrentou opinião pública que lhe era muito desfavorável, mas viram a necessidade de fazê-lo. Aprovaram a legislação por um voto e assumiram o risco de que o governo caísse. E lamentavelmente, quando olhamos os Estados Unidos, o que as pessoas na rua e nos corredores estão dizendo aqui é que a atual democracia norte-americana é a melhor democracia que se pode comprar com o dinheiro dos combustíveis fósseis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMY GOODMAN: Sem dúvida causou um efeito, porque as pesquisas mostram que todos os anos um número maior de norte-americanos sustenta que a mudança climática não é um problema, que não é algo que a população provoque. A maioria, a grande maioria dos candidatos presidenciais do Partido Republicano considera que a mudança climática é um engano ou só dizem que não sabem como se origina. Assim, por um lado, está isso e, por outro, está o presidente Obama, que disse que faria desse um dos temas mais importantes de sua campanha. Apesar disso, existem aqui 16 organizações, entre elas a sua, “Greenpeace” e outras das principais organizações ambientalistas norte-americanos, que sustentam que os Estados Unidos se converteram em um obstáculo para o tratamento da mudança climática.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KUMI NAIDOO:&lt;/strong&gt; Totalmente. E isso se deve, infelizmente, a que os Estados Unidos, como o Canadá e muitos outros governos, estão escutando mais os contaminadores que as pessoas. A indústria de combustíveis fósseis investe enorme quantidade de recursos. Para por no contexto, o que gastam fazendo lobby para evitar a legislação sobre mudança climática supera o PIB dos 50 países mais pobres do mundo. Assim, não culpo os norte-americanos por estarem confusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sejamos muito claros com respeito aos meios de comunicação nos Estados Unidos, que têm uma influência e controle desproporcionais. Um ponto em comum entre a Austrália e Estados Unidos, quanto a imposto sobre emissão de carbono, por exemplo, é que Rupert Murdoch teve papel muito negativo na Austrália, mas ainda assim pudemos romper o controle e a influência que a “Fox News” e Murdoch tinham no contexto da Austrália. Mas devo dizer que os meios de comunicação nos Estados Unidos são muito de direita e são controlados por certos interesses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos analisar a propriedade cruzada entre empresas dominantes da indústria de combustíveis fósseis e grandes meios de comunicação, de quem são os donos. E penso que uma das coisas que os norte-americanos devem pedir agora, e penso que o movimento “Occupy” está expressando esta reivindicação, é ter maior diversidade midiática de forma que, se as companhias como “&lt;em&gt;Koch Industries&lt;/em&gt;” tentam contaminar e difundir mentiras, a diversidade alternativa de opiniões possa realmente romper essa situação e equilibrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMY GOODMAN: Então, muito rapidamente, quem mais está na lista dos “Doze do patíbulo”?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KUMI NAIDOO:&lt;/strong&gt; Também mencionamos a “&lt;em&gt;Shell”,&lt;/em&gt; porque a Shell é um dos atores chave no projeto de areias betuminosas no Canadá, uma das maneiras mais contaminantes de extrair petróleo. Meus respeitos ao povo dos Estados Unidos e do Canadá que se pôs de pé durante os meses de verão e aos que estiveram em Washington D.C. e ao longo do oleoduto, e ao presidente Obama, que mostrou algo de valor neste tema, depois de muito tempo, indo realmente contra a opinião convencional de que se tratava de um negócio feito. Isso foi o que disse Stephen Harper, o primeiro ministro canadense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMY GOODMAN: Se refere ao oleoduto “Keystone XL”?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KUMI NAIDOO:&lt;/strong&gt; Inclusive [Obama] o mudou e o suspendeu para que fosse estudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMY GOODMAN: Permita que pergunte, finalmente, sobre…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KUMI NAIDOO:&lt;/strong&gt; Permita que acrescente algo. Não quero culpar só as companhias norte-americanas porque aqui, na África do Sul, a “&lt;em&gt;Eskom&lt;/em&gt;”, que é a empresa de eletricidade do Estado, também está na lista, porque enquanto está dando uma mensagem de “&lt;em&gt;vamos para as energias renováveis&lt;/em&gt;”, inexplicavelmente está tentando construir duas das que vão ser as cinco maiores usinas de carvão. A África do Sul, certamente, é o único país africano que emite muitos gases de efeito estufa. Somos o décimo segundo maior contaminador de carbono no mundo. E sinalizamos para a “&lt;em&gt;Eskom”&lt;/em&gt;, também, porque necessitamos que se encaminhasse com mais força na direção das energias renováveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMY GOODMAN: Finalmente, qual é sua própria história? Pode falar de sua própria história como ativista antiapartheid e como se relaciona isto com seu atual ativismo contra a mudança climática?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KUMI NAIDOO:&lt;/strong&gt; Penso que a principal lição desse período é que — &lt;em&gt;e também o que a história nos ensina sobre o ativismo, seja contra a escravidão, a favor dos direitos civis nos Estados Unidos, contra o apartheid etc.&lt;/em&gt;- quando a humanidade enfrentou enormes injustiças ou desafios, essas lutas só avançaram quando homens e mulheres decentes se levantaram e disseram “&lt;em&gt;Basta; não aguentamos mais&lt;/em&gt;”. Estamos preparados para arriscar nossas vidas. Estamos preparados para ir para a cadeia se for necessário. E penso que se [&lt;em&gt;o ativismo&lt;/em&gt;] foi suficientemente bom para derrotar o apartheid que afetava a população de um país ou para conseguir os direitos civis nos Estados Unidos, e quando o futuro de nossos filhos e netos está em jogo -&lt;em&gt;porque é por isto que estamos lutando aqui&lt;/em&gt;— então, seguramente, a falta de medidas urgentes e necessárias por parte de nossos políticos e líderes empresariais, a desobediência civil tem que ser a principal forma de impulsionar isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dívida, nossos líderes políticos e empresariais parecem estar sofrendo uma doença comum, parece que todos têm problemas de ouvido. Falamos-lhes amavelmente. Comprometemo-nos com eles. No meu cargo no “Greenpeace”, me reúno com chefes de Estado, ministros, diretores executivos de companhias. Muito cordial, estão de acordo com tudo o que dizemos. Mas muito seguidamente, voltam a uma posição empresarial predeterminada como é habitual ou vão dando passinhos na direção adequada, quando o que necessitamos é uma mudança fundamental, a passagem de uma estrutura de uma energia suja e dependente do combustível fóssil a uma estrutura de energia verde, renovável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMY GOODMAN: Considera que seu ativismo antiapartheid é equivalente ao trabalho que está fazendo agora?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KUMI NAIDOO:&lt;/strong&gt; Absolutamente. Na verdade a maior parte do que aprendi e do que uso hoje em meu trabalho, aprendi da cidade. Aprendi do ativismo com o qual me havia comprometido. Fui um privilegiado por haver sido expulso da escola quando tinha 15 anos, porque esse foi o detonante para que começasse no ativismo. Mas se pudesse fazer conexão entre Durban, a transição do Apartheid e essas negociações, ninguém no mundo havia pensado que faríamos a transição de um sistema de apartheid violento a um sistema democrático sem um banho de sangue. Todos diziam que haveria um banho de sangue. Mas houve um milagre que realmente fez com que tudo avançasse. Espero e rogo, e lutarei para que haja mudança repentina como a que tivemos, porque resistimos e mantivemos a pressão e as pessoas ao redor do mundo se uniram para nos apoiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que se há esse tipo de solidariedade global, se as pessoas de todo o mundo podem realmente se unir — &lt;em&gt;os sindicatos, os movimentos sociais, os líderes religiosos, os grupos ecologistas etc&lt;/em&gt;— e rogo que isso ocorra, pode haver um milagre parecido, que faça com que essas negociações sobre a mudança climática cheguem a um resultado justo, ambicioso e juridicamente vinculante.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; entrevista conduzida por Amy Goodman, do “&lt;em&gt;Democracy Now&lt;/em&gt;”, site e programa diário de notícias em mais de 900 TV e rádios dos EUA. Transcrita no site “Carta Maior” (tradução: Libório Junior)&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19417"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19417&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-1499817172929185800?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/1499817172929185800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=1499817172929185800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/1499817172929185800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/1499817172929185800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/meio-ambiente-entrevista-com-diretor-do.html' title='MEIO AMBIENTE: ENTREVISTA COM DIRETOR DO “GREENPEACE”'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-lQJ_CEsh5Es/TxqrMiyJipI/AAAAAAAAJfI/ljs5N15WKH0/s72-c/greenpeace-logo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-1974341078647135452</id><published>2012-01-20T10:31:00.001-02:00</published><updated>2012-01-20T10:31:14.552-02:00</updated><title type='text'>PUNIÇÃO TAMBÉM ÀS EMPRESAS CORRUPTORAS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GuxhNjtmQ6U/Txldhc0oMjI/AAAAAAAAJfA/oazNyoHK1eU/s1600/CORRUPCAO-DINHEIRO.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-GuxhNjtmQ6U/Txldhc0oMjI/AAAAAAAAJfA/oazNyoHK1eU/s400/CORRUPCAO-DINHEIRO.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por Carlos Zarattini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Nas recorrentes denúncias de corrupção que há décadas afloram no noticiário, surgem diariamente nomes de funcionários públicos e políticos, mas pouco se fala das empresas corruptoras&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;OBS deste blog ‘democracia&amp;amp;política’:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Isso já é conhecido de todos há muito tempo. Por exemplo, nos anos 90, no caso da corrupta milionária compra de votos de parlamentares para permitir a reeleição de FHC e a manutenção do PSDB e PFL-DEM no poder, não se falou, não se investigou, nem a grande imprensa, em conluio, quis saber, quais eram os corruptores interessados na reeleição. Somente houve o afastamento temporário da política de alguns confessos corrompidos&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na base do processo, costumeiramente, há os milionários interesses empresariais na disputa por contratos em todas as esferas e níveis da administração pública – &lt;em&gt;municipal, estadual e federal&lt;/em&gt; – que, na ausência de legislação rigorosa, atuam impunes com práticas condenáveis. É hora de a sociedade dar um basta a essa situação, e o Congresso Nacional tem papel histórico a cumprir, para a vigência dos valores éticos nas relações entre o público e o privado no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Projeto de Lei [PL] nº 6.826/2010, encaminhado ao Congresso pelo presidente Lula, visa preencher as lacunas existentes na responsabilização de pessoas jurídicas em atos contra a administração pública nacional e estrangeira, em especial os atos de corrupção. Tem abrangência maior e prevê punições mais graves do que as previstas na Lei de Licitações. Permite, também, punir a ação de corrupção em relação à fiscalização tributária, ao sistema bancário público e às agências reguladoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários países do mundo já dispõem de legislações que contemplam a responsabilização de pessoas jurídicas por atos de corrupção, como EUA (1977), Espanha (1995), França (2000), Itália (2001), Chile (2009), Reino Unido (2010). O Brasil obrigou-se a punir de forma efetiva as empresas corruptoras a partir da ratificação de Convenções Internacionais (ONU, OEA e OCDE). Sem legislação nacional, no entanto, não é possível a punição de empresas brasileiras que atuem irregularmente no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PL prevê a responsabilização objetiva das empresas ao afastar a discussão sobre o dolo ou a culpa da pessoa física na prática da infração. Elimina-se a necessidade de identificação da autoria da conduta, com as dificuldades inerentes de comprovação dos elementos subjetivos envolvidos na caracterização do ilícito. A pessoa jurídica será responsabilizada uma vez comprovados o fato, o resultado e o nexo causal entre eles, o que não exclui a eventual responsabilização da pessoa física em processo apartado. Esse modelo é amplamente empregado no sistema jurídico brasileiro (Código de Defesa do Consumidor, Lei Ambiental, Lei do CADE etc.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É adotada ênfase na responsabilização administrativa e civil porque esses processos, sem prejuízo à ampla defesa e ao contraditório, têm se revelado muito mais céleres e efetivos no combate à corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PL estabelece sanções de caráter pecuniário (multa) e não pecuniário (&lt;em&gt;proibição de contratar com o poder público, por exemplo&lt;/em&gt;). Busca-se a repressão do ato ilícito praticado, mas também evitar sua repetição. As sanções previstas para responsabilização judicial da pessoa jurídica têm o propósito de complementar as aplicadas na esfera administrativa. Inclui penalidades mais graves, indo até a extinção compulsória da pessoa jurídica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A implantação pelas empresas de normas de controle interno e de ética empresarial é incentivada pelo projeto, visto que sua adoção atenuará as penalidades adotadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão Especial que analisa o PL, da qual sou relator, já está funcionando e realizando audiências públicas para ouvir a opinião de empresários, juristas e órgãos de controle. Vamos fazer um estudo das legislações implementadas em outros países com o objetivo de adotar legislação moderna que garanta não apenas a inserção plena do Brasil no panorama internacional, mas principalmente o combate a empresas que se utilizam de artifícios não republicanos para obter favores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tendência, alimentada pela mídia, de dizer que todos os males se resumem ao setor público [e federal], mas a verdade é que segmentos da iniciativa privada estão inextricavelmente ligados à prática de desvios de recursos públicos e superfaturamento, seja no Brasil seja em democracias já consolidadas. Há diferentes denúncias de escândalos envolvendo empresas e setor público no Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha. A diferença é o tratamento que se dá a cada caso, com multas milionárias e legislação rigorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Reino Unido, acaba de entrar em vigor uma lei que fecha o cerco à corrupção corporativa, chamada “UK Bribery Act”, que transforma em crime o pagamento de propina, inclusive entre empresas privadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura da corrupção que assola o Brasil há décadas acaba impregnando o imaginário da população, dificultando a prática da cidadania e, por extensão, a própria governabilidade. A punição aos corruptores é da maior atualidade na medida em que casos de corrupção envolvendo relações promíscuas entre representantes do setor privado e do setor público comprometem a idoneidade do processo decisório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não nos enganemos. Para que esse projeto avance e se transforme em lei é fundamental que a opinião pública se manifeste e apoie sua aprovação. Um processo democrático de organização de políticas públicas exige a participação de todos os setores da sociedade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; escrito por Carlos Zarattini, deputado federal PT-SP (artigo publicado originalmente na revista “Teoria &amp;amp; Debate” nº 96 / Janeiro de 2012). Transcrito no portal do PT&amp;nbsp; (&lt;a href="http://www.pt.org.br/noticias/view/artigo_punicaeo_as_empresas_corruptoras_por_carlos_zarattini"&gt;http://www.pt.org.br/noticias/view/artigo_punicaeo_as_empresas_corruptoras_por_carlos_zarattini&lt;/a&gt;) [&lt;em&gt;título, imagem do Google e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&amp;amp;política’&lt;/em&gt;].&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8732285301380128557-1974341078647135452?l=democraciapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/feeds/1974341078647135452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8732285301380128557&amp;postID=1974341078647135452' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/1974341078647135452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8732285301380128557/posts/default/1974341078647135452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://democraciapolitica.blogspot.com/2012/01/punicao-tambem-as-empresas-corruptoras.html' title='PUNIÇÃO TAMBÉM ÀS EMPRESAS CORRUPTORAS'/><author><name>Política</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16190974372049495120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GuxhNjtmQ6U/Txldhc0oMjI/AAAAAAAAJfA/oazNyoHK1eU/s72-c/CORRUPCAO-DINHEIRO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8732285301380128557.post-8334257350574233699</id><published>2012-01-20T10:23:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T10:25:37.805-02:00</updated><title type='text'>ETANOL: O 2º PRÉ-SAL</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DPE-7Lvfr4o/TxlY-aB20NI/AAAAAAAAJeg/b_mKJtyx6h4/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="316" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-DPE-7Lvfr4o/TxlY-aB20NI/AAAAAAAAJeg/b_mKJtyx6h4/s320/untitled.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;"O BRASIL TEM DE INVESTIR NO 2º PRÉ-SAL"&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JLgcyb6D_CI/TxlZKzy_rYI/AAAAAAAAJeo/JVGr0bE_ESc/s1600/en_247223358348563.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-JLgcyb6D_CI/TxlZKzy_rYI/AAAAAAAAJeo/JVGr0bE_ESc/s1600/en_247223358348563.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Miguel Rossetto, presidente da Petrobras Biocombustível&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Poucos setores da economia brasileira tiveram um ano de 2011 tão difícil quanto o do etanol. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Marcelo Cabral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Poucos setores da economia brasileira tiveram um ano tão difícil quanto o do etanol em 2011. O combustível produzido a partir da cana-de-açúcar enfrentou secas, chuvas em excesso e a concorrência acirrada do açúcar na hora de definir o ‘mix’ de moagem nas usinas. Resultado: a produção teve queda pela primeira vez em uma década. Oferta em baixa, demanda em alta e ‘voilà’: &lt;em&gt;os preços dispararam nas bombas, fazendo com que fosse preciso importar o combustível para evitar efeitos ainda mais graves&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reverter esse quadro é a missão de &lt;strong&gt;Miguel Rossetto, presidente da Petrobras Biocombustível&lt;/strong&gt;, uma das maiores produtoras nacionais de etanol. Ex-vice-governador do Rio Grande do Sul e ex-ministro de Desenvolvimento Agrário, esse gaúcho de 51 anos defende o que chama de “grande agenda” para aumentar a produção de etanol e outras fontes renováveis de energia – &lt;em&gt;o “segundo pré-sal” do Brasil&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO – O Brasil precisa de um novo Proálcool?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MIGUEL ROSSETTO – &lt;/strong&gt;Acho que a gente necessita de agenda forte, clara, consistente e que represente um grande programa de etanol. O Brasil tem um segundo grande pré-sal. Ele é formado pelas energias renováveis, que precisam de programa similar ao de exploração do petróleo. É oportunidade estratégica extraordinária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO – Os EUA acabaram com o imposto sobre o etanol importado, uma velha reivindicação dos produtores brasileiros. Temos perspectivas de, finalmente, exportar para lá?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ROSSETTO –&lt;/strong&gt; Hoje, nosso cenário é totalmente voltado para o abastecimento do mercado nacional. O grande mercado hoje é o brasileiro, que está em crescimento, com estabilidade para investimentos. O mercado americano, na minha opinião, terá papel marginal. Não deverá ter peso determinante, ainda. O foco será o mercado interno, pelo menos no médio prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO – Por que hoje a maior parte dos investimentos no setor vem de fora e não de produtores nacionais?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ROSSETTO –&lt;/strong&gt; Isso é preocupante. Não necessariamente pela presença de investidores estrangeiros, mas pelo baixo padrão de investimento local. Esse é grande tema. São poucos projetos novos, o que torna urgente a construção de agenda que lidere a construção de novo ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO – O ano passado foi complicado para o etanol. O que esperar de 2012?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ROSSETTO –&lt;/strong&gt; Devemos continuar com o crescimento da demanda por combustíveis acima do aumento do PIB, tal como ocorreu nos últimos anos. A nossa grande pauta segue sendo a dificuldade de aumentar a oferta, mas obviamente isso está sendo discutido mais para o médio prazo. As condições para a próxima safra estão dadas. Mas o fato é que nosso cenário para 2012 é de pressão de oferta e com preços em alta, pelo menos no curto prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO – A produção interna teve queda de 17% no ano passado, gerando elevação de preços. Isso será revertido em 2012?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ROSSETTO –&lt;/strong&gt; Os grandes fatores que provocaram essa redução foram a questão climática e a diminuição dos investimentos na renovação dos canaviais e no tratamento das culturas. O cenário de oferta para a safra 2012 é de crescimento relativo. Isso significa que é melhor que o de 2011, mas dificilmente chegará aos patamares de 2010. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO – Com o etanol caro na bomba, a maior parte da frota de automóveis flex optou pela gasolina. O que pode ser feito para o preço voltar a ser competitivo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ROSSETTO –&lt;/strong&gt; Esse é o grande desafio deste ano. Minha expectativa é de que, ainda no primeiro trimestre, nós conseguiremos definir as principais medidas de uma agenda voltada para o aumento da produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DINHEIRO – Que tipos de medida podem entrar nessa agenda?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ROSSETTO –&lt;/strong&gt; O Brasil precisa preservar seu compromisso com a expansão dos combustíveis renováveis na matriz energética. O que já vem acontecendo – &lt;em&gt;e é grave&lt;/em&gt; – é a redução do etanol na no
