sábado, 1 de novembro de 2014

MONTADORAS REMETEM R$ 36 BILHÕES PARA O EXTERIOR E PEDEM MAIS DESONERAÇÕES


28º Salão Internacional do Automóvel acontece em São Paulo, de 30 de outubro da 9 de novembro

Montadoras querem redução do IPI, mas remetem [para suas matrizes no exterior] R$ 36 bilhões em lucros

"A reeleição da presidenta Dilma Rousseff aconteceu no domingo (26) e na segunda (27), o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Moan, viajava a Brasília para pressionar o governo federal a retomar o debate sobre a manutenção da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 2015.

A pressão das montadoras é para que a alíquota baixa do IPI - que desde julho teve a sua elevação adiada pelo governo federal até 1º de janeiro -, continue baixa no próximo ano. Para Moan, a reeleição da presidenta Dilma facilita as negociações para renovar o benefício, pois foi no seu governo que as reduções do IPI foram mantidas para compensar a redução nas vendas de veículos e enfrentar a crise internacional.

Para o presidente da General Motors (GM) para a América Latina, Jaime Ardila, o IPI reduzido já “faz parte da indústria”. “O consumidor já se acostumou com ele e, se mudar, não pode aumentar”, pressionou Ardila dizendo ainda que o setor automotivo é um importante empregador e responde por cerca de 25% do PIB da indústria nacional, por isso deve ser compensado.

Já o vice-presidente de assuntos institucionais da Ford, Rogelio Golfarb, disse que o fim das eleições ajuda o mercado a reduzir as incertezas entre os consumidores. “Voltamos à vida normal, e os consumidores deverão prestar mais atenção aos lançamentos que serão apresentados”, disse Golfarb durante o Salão do Automóvel de São Paulo.

Como medida de enfrentamento da crise internacional, o governo adotou a redução do imposto desde meados de 2012 como forma de manter o mercado interno aquecido. Em julho, o governo deu sinais de que retiraria o benefício, mas prorrogou após intensa pressão dos empresários.

As centrais sindicais repudiaram a medida porque a manutenção da redução do imposto não veio acompanhada de contrapartidas, principalmente no que se refere à garantia do emprego. De acordo com os sindicatos do setor, apesar da redução do IPI ter contribuído com as vendas, as montadoras e as empresas envolvidas em toda a sua cadeia produtiva não deixaram de colocar milhares de trabalhadores em férias coletivas em diversas regiões do país, aumentando a tensão da categoria com a incerteza do emprego ao fim das férias.

Com o benefício da redução do IPI, as empresas reduziram o impacto da crise. Segundo estimativa da GM, as vendas em 2014 devem ficar em 600 mil carros. Em 2013, foram vendidos 630 mil, o que representaria uma queda uma queda de 4,8%. A multinacional estima que em 2015 as vendas retornem ao patamar de 630 mil.

A preocupação dos sindicatos em garantir a contrapartida ganha força com o lobby dos empresários, que além da manutenção da redução do IPI, pressionam pela ampliação do "lay-off" (suspensão temporária dos contratos de trabalho). Hoje, o "lay-off" pode ser de no máximo cinco meses, mas as empresas querem que o prazo seja ampliado para, pelo menos, um ano. Para justificar tal medida, os empresários dizem que poderão manter vagas até que o mercado brasileiro “apresente melhora”, o que é esperado a partir do segundo semestre de 2015.


Adílson Araújo, presidente da CTB

O presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Adílson Araújo, “não é concebível nenhum tipo de condição que não tenha contrapartida, sobretudo que salvaguarde direitos e os empregos”.

Segundo Araújo, as empresas têm aumentado a sua lucratividade e a sociedade está pagando a conta. “Caso o governo assuma o compromisso de manter a redução da alíquota, que sejam garantidos os empregos e os direitos”, completou o sindicalista.

Para o presidente da central, seria uma grande contradição o governo federal manter a medida para aumentar o consumo e gerar desemprego na outra ponta. “O movimento sindical não deve compactuar com medidas que venham causar prejuízo aos trabalhadores e a sociedade. Precisamos de políticas que venham valorizar o trabalho. Foi com base nesses compromissos assumidos pela presidenta Dilma que ela foi reeleita”, recordou.

Desoneração custou R$ 12 bilhões ao Brasil

Marcelino Rocha, presidente da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), também ressalta a necessidade de contrapartida e rechaça a proposta do "lay-off", que segundo ele, é uma herança da "política de flexibilização" do governo de Fernando Henrique/PSDB que precariza o emprego e rebaixa a massa salarial.

Entendemos que a instituição de 'lay-off' é mais uma precarização, pois não preserva o emprego e coloca o trabalhador, cidadão que mais paga imposto nesse país, com a responsabilidade que deveria ser das empresas”, reforçou Rocha. Durante o período de suspensão do contrato de trabalho, parte do salário é bancada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Ele lembra que as montadoras, todas multinacionais, têm aumentado a remessa de lucros [para suas matrizes no Exterior], enquanto o beneficio da redução do IPI reduz a arrecadação do Brasil. De fato, a desoneração concedida às montadores custou R$ 12,3 bilhões para os cofres do governo federal, desde quando foi implantada.

Remessa de lucro foi de R$ 36 bilhões

Por outro lado, segundo dados do Banco Central, somente em 2013, as montadoras multinacionais enviaram para suas matrizes US$ 3,3 bilhões, valor 35% superior ao de 2012, sendo o setor campeão de remessas de lucros ao exterior. No período entre 2010 e 2013, o montante chegou a US$ 15,4 bilhões, o que equivale a mais de R$ 36 bilhões.

Esse lucro é pago pelo consumidor. No Brasil, a média da margem de lucro da venda de um automóvel é de cerca de 10% do valor pago pelo consumidor final, enquanto que nos Estados Unidos, por exemplo, esse índice é de cerca de 2%. A média mundial é de 5%.

Não podemos conviver com essa política que só um lado é beneficiado. Os trabalhadores também querem participar efetivamente do desenvolvendo nacional. É hora de repartir de fato esse bolo”, asseverou Rocha".


FONTE: escrito por Dayane Santos, da redação do Portal Vermelho,
Com informações de agências (http://www.vermelho.org.br/noticia/252539-2).

OS PRINCIPAIS TIPOS DE NAVIO DA PETROBRAS


Transpetro: conheça nossos principais tipos de navios

Do blog "Fatos e Dados", da Petrobras



Suezmax

É um navio petroleiro para o transporte de óleo cru. Sua capacidade de carregamento está na faixa de 140 mil a 175 mil toneladas de porte bruto (TPB). Essa embarcação atende às limitações do Canal de Suez, no Egito: largura de 48 metros e calado de 17 metros. Entre os navios da frota da Transpetro, estão Ataulfo Alves, Dragão do Mar, João Cândido, Zumbi dos Palmares, entre outros.



Aframax

Também é um navio petroleiro para transporte de óleo cru, e sua capacidade de carregamento está na faixa de 80 mil a 120 mil toneladas de porte bruto (TPB). O nome é baseado na terminologia "Average Freight Rate Assessment" (AFRA), ou, em português, "Valor Médio de Frete". Na frota da Transpetro, as Aframax são Fortaleza Knutsen, Navion Bergen e Recife Knutsen.



Panamax

É um navio petroleiro para o transporte de óleo cru e produtos escuros. Sua capacidade de carregamento está na faixa de 65 mil a 80 mil toneladas de porte bruto (TPB). Essa embarcação atende às limitações das eclusas do Canal do Panamá. Os navios do tipo panamax encomendados pelo Promef serão 'shallow draft' (calado reduzido), de modo a atender aos portos brasileiros. Entre os Panamax, estão: Dan Cisne, Pedreiras, Piquete, entre outros.



Produtos

Esse navio petroleiro transporta produtos derivados de petróleo, como diesel, nafta, gasolina, óleo combustível e querosene de aviação. A capacidade de carregamento está na faixa de 30 mil a 50 mil toneladas de porte bruto (TPB). É destinado, prioritariamente, à navegação de cabotagem. Na frota de navios de Produtos, estão Celso Furtado, José Alencar, Sérgio Buarque de Olanda e outros.



Gaseiro

Esse tipo de embarcação é construída para o transporte de gás liquefeito de petróleo. O navio é destinado, prioritariamente, à navegação de cabotagem. Entre os gaseiros da Transpetro, estão os navios Grajaú, Guarujá e Guaporé.

Os navios acima são operados pela Transpetro. Para mais informações, acesse o site da nossa subsidiária.

CURIOSIDADE:

E o navio-platatorma? O que é e por que o FPSO não entra nessa lista de navios?

O FPSO é um navio que provém, geralmente, da adaptação de um navio petroleiro em uma plataforma de produção, ou seja, da conversão do casco de um navio petroleiro. Diferentemente dos outros navios, que são responsáveis somente pelo transporte, o FPSO produz, armazena e transfere petróleo para os navios aliviadores, permanecendo posicionado sobre os poços produtores.

"Floating Production Storage Offloading Unit" é a sigla em inglês que identifica essa unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo. Os FPSO têm capacidade para separar o petróleo do gás e da água durante o processo de produção, armazená-lo nos tanques de carga para, finalmente, transferi-lo para os navios que serão os responsáveis pelo seu transporte".


FONTE: do blog "Fatos e Dados", da Petrobras   (http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/transpetro-conheca-nossos-principais-tipos-de-navios.htm).

A FALSA RAZÃO DO CRESCIMENTO DA COLÔMBIA, PERU E MÉXICO




O crescimento de Colômbia, Peru e México e a crise internacional

Artigo de Saulo Abouchedid e Alex Wilhans Palludeto no "Brasil Debate"

"O debate no campo econômico se voltou nos últimos dias para o tema da crise internacional e seu impacto sobre o Brasil.

O ambiente de estagnação e elevada incerteza que se formou nas principais economias do globo (EUA e zona do euro), ao gerar um declínio dos fluxos de comércio e alta volatilidade dos fluxos financeiros, impactam, ainda que de forma desigual, as economias emergentes.

Certos economistas, no entanto, afirmam que a crise internacional já arrefeceu (como declarou Armínio Fraga em entrevista conjunta com Guido Mantega no canal Globonews) e que o desempenho econômico brasileiro recente se deve, sobretudo, à falta de confiança ensejada pelas políticas econômicas aqui adotadas.

Os exemplos que supostamente ilustrariam esse argumento se concentram no crescimento relativamente vigoroso de alguns países da América Latina: tais como Colômbia, Peru e México.

Mas será possível explicar o dinamismo econômico desses países simplesmente pela estabilidade das “regras do jogo”, ou se trata de mais um conto 
de fada, dentre os inúmeros já existentes, "da confiança", que povoa a mente de muitos economistas?

De fato, o crescimento recente (e também aquele previsto para 2014) da Colômbia, do Peru e do México não é o desdobramento “natural” de um "ambiente que transmite mais confiança ao empresariado em virtude do menor peso do Estado na esfera econômica".

Conforme aponta o Estudio Económico de América Latina y el Caribe da Cepal (órgão da ONU), esses três países praticaram políticas claramente de cunho expansionista – inclusive como forma de contrarrestar os efeitos da crise internacional, que segundo aqueles economistas já não mais sequer existia.

No caso da Colômbia, o governo incrementou fortemente seus gastos em investimentos (aumento de 19% em 2013 em relação a 2012) por meio do Plano de Impulso à Produtividade e ao Emprego.

Os detalhes do plano evidenciam semelhanças com algumas medidas adotadas pelo Brasil recentemente, tais como a redução dos custos de energia, desoneração da folha de trabalho e o uso de crédito subsidiado por meio de ampliação dos bancos públicos de desenvolvimento.

O Peru, por sua vez, apresentou uma política fiscal e monetária expansionista, permitindo um aumento do investimento público e do consumo privado.

Já quanto ao México, a redução do crescimento em 2013 (1,0%) em comparação a 2012 (4,0%) foi, em grande parte, resultado de um ajuste fiscal que desacelerou a demanda interna, levando a uma reorientação das autoridades domésticas.

O crescimento de 2,5% esperado em 2014 expressa o déficit público de 3,5%, já aprovado pelo Congresso, o qual inclui investimentos da PEMEX (empresa estatal do setor de petróleo).

Portanto, as ações dos nossos vizinhos, diante do cenário de turbulência da conjuntura internacional, direcionaram-se para a sustentação e/ou até mesmo ampliação do papel do Estado no estímulo à demanda agregada.

Nesse sentido, o crescimento não veio acompanhado de um suposto "aumento da confiança decorrente de uma diminuição do intervencionismo estatal". E, portanto, da discricionariedade. Tampouco foi resultado do "estabelecimento de instituições e normas transparentes" – que embora necessárias, não são suficientes para promover o crescimento.

Destarte, o debate acerca do futuro da economia brasileira não pode se concentrar na oposição austeridade versus discricionariedade (ou neutralidade versus intervencionismo).

Como demonstra a experiência recente desses três países, as discussões devem ser feitas no contexto de um Estado atuante. De fato, se a confiança é um fator relevante para o dinamismo econômico, ela não é um fruto da neutralidade do Estado (como muitos parecem sugerir) e, sim, do direcionamento de suas ações frente a momentos adversos".


FONTE: artigo de Saulo Abouchedid e Alex Wilhans Palludeto no "Brasil Debate". Transcrito no "Jornal GGN"  (http://jornalggn.com.br/blog/brasil-debate/o-crescimento-de-colombia-peru-e-mexico-e-a-crise-internacional)

REINO UNIDO APROVA REGULAÇÃO DA MÍDIA





Reino Unido aprova regulação da mídia!

Por Miguel do Rosário

"A pátria da liberdade da imprensa, o Reino Unido, mostrou ao Brasil e ao mundo que regular a mídia não é censura. É uma maneira de garantir a continuidade da própria liberdade.

Sem regulação, a imprensa e a mídia tendem a serem controladas por monopólios, golpistas e criminosos da informação, como aconteceu no Reino Unido, onde jornalistas e editores subornavam policiais para que espionassem cidadãos ingleses.

Aqui, a atividade criminosa da imprensa é rotina. A "Veja" usava Cachoeira, bandidão de Goiás, e Cachoeira usava a "Veja".

E acabamos de testemunhar como Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, criminosos presos pela Polícia Federal, também entraram num jogo armado com a imprensa de oposição.

Não haverá editoriais contra o que agora já está claro que foi um crime: a [duvidosa] “retificação” do depoimento de Alberto Youssef, para incluir os nomes de Lula e Dilma?

Não, não haverá, porque a imprensa brasileira é criminosa e orgulhosa de seus crimes. Merval Pereira, por exemplo, fala na delação premiada como se nunca tivesse acontecido nada de errado.

E a notícia publicada ontem, discretamente, sobre a suspeita da PF de que tenha havido “armação” entre o advogado de Youssef e a "Veja", não repercutiu. Como assim? O caso mobilizou o país, quase mudou os rumos da eleição, e a imprensa não quer saber?

Se não tem condições de fazer uma regulação da mídia imediata, o governo brasileiro tem de adotar iniciativas políticas imediatas que permitam, ao menos, a oxigenação do debate político.

É isso, ou terá dificuldades de governar.

É uma condição de sua própria sobrevivência.

Sobrevivência do governo e do próprio processo democrático.

No Jornal GGN:

Regulação da mídia é aprovada no Reino Unido





A rainha Elizabeth II sancionou quarta-feira um sistema de regulação da mídia do Reino Unido que vai submeter revistas e jornais britânicos a um órgão de fiscalização do governo que pretende coibir abusos. A discussão entrou em pauta depois que repórteres do jornal “News of the World” e de outros meios de comunicação tiveram acesso ilegal a ligações telefônicas de celebridades, políticos e vítimas de crimes. Os jornais ameaçam boicotar a medida. Vítimas de abusos da imprensa apoiam a solução. “A imprensa deveria aproveitar para mostrar que não teme ser submetida a padrões éticos decentes, e que tem orgulho de agir com responsabilidade com as pessoas para quem e sobre quem escrevem”.

Reino Unido aprova regulação da mídia

Do "O Globo":

Jornais não conseguem barrar medida em resposta a escândalo sobre escutas

LONDRES – Depois de países como Equador e Venezuela lançarem este ano medidas de controle da imprensa, foi a vez de o Reino Unido unir-se à polêmica. Dois dias após o premier David Cameron ameaçar censurar o “Guardian” pela publicação de documentos sigilosos sobre a espionagem no país, a rainha Elizabeth II sancionou na quarta-feira um sistema de regulação da mídia que foi amplamente criticado por jornalistas locais. A iniciativa, apoiada pelos três principais partidos políticos britânicos, vem na esteira do escândalo de escutas telefônicas por jornalistas, e depois de os meios de comunicação verem seus esforços contra o controle rejeitados na Justiça.

A novidade deve sujeitar revistas e jornais britânicos a um órgão de fiscalização do governo com a função de coibir os abusos descobertos com o escândalo dos grampos – que revelou que repórteres do jornal “News of the World”, do magnata Rupert Murdoch, e de outros meios de comunicação, tiveram acesso ilegal a ligações telefônicas de celebridades, políticos e vítimas de crimes. Também torna mais fácil para as pessoas que se sintam atacadas pela imprensa terem suas queixas ouvidas, além de permitir ao órgão federal cobrar multas aos meios de comunicação.

(A medida) vai proteger a liberdade de imprensa ao oferecer reparação quando erros forem cometidos”, defendeu o Ministério da Cultura, em comunicado.

Jornalistas locais argumentam que o órgão federal poderia ser usado por políticos para punir publicações das quais não gostam. Eles também reclamam que propostas sugeridas por eles foram ignoradas.

Ex-editores supervisionariam grampo

A guerra, porém, ainda não acabou. Várias publicações já ameaçaram boicotar o novo órgão. Outras consideram levar o tema ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos. Os meios de comunicação não são obrigados a se inscrever no novo marco regulatório, mas não está claro, até agora, como o impasse será resolvido.

- As chances de nos unirmos à interferência estatal é nula – disse Tony Gallagher, editor do jornal “Daily Telegraph”.

Já o grupo “Hacked Off”, que reúne pessoas que se sentiram atacadas pela mídia, elogiou a medida. “A imprensa deveria aproveitar para mostrar que não teme ser submetida a padrões éticos decentes, e que tem orgulho de agir com responsabilidade com as pessoas para quem e sobre quem escrevem”, disse num comunicado.

No mesmo dia, dois jornalistas foram acusados em Londres de supervisionar grampos telefônicos. Segundo a promotoria, Rebekah Brooks, ex-braço direito de Murdoch, e Andy Coulson, ex-chefe de imprensa do premier britânico, teriam supervisionado um sistema de escutas e de pagamentos ilegais a funcionários públicos quando eram chefes do “News of the World”. Ambos negam as acusações.

Ainda quarta-feira, outros três jornalistas do extinto tabloide declararam-se culpados das denúncias relacionadas às escutas, nas primeiras confissões desde o início da investigação, em 2011."

FONTE: escrito por Miguel do Rosário em seu blog "O Cafezinho"  (http://www.ocafezinho.com/2014/10/30/reino-unido-aprova-regulacao-da-midia/).

ESQUERDA LATINO-AMERICANA SE CONSOLIDA




ESQUERDA LATINO-AMERICANA SE CONSOLIDA

Por EMIR SADER

"Falou-se muito, nos últimos tempos, de um eventual esgotamento do ciclo de governos progressistas da América Latina. As urnas desmentiram essas previsões.


Falou-se muito, nos últimos tempos, de um eventual esgotamento do ciclo de governos progressistas da América Latina. Dificuldades reais vividas por países como a Venezuela e a Argentina, somada a uma diminuição do ritmo de expansão das economias da região, alimentaram essas especulações.

O calendário eleitoral deste ano poderia ser um teste para saber do vigor desses governos. O ano começou com a posse de Michele Bachelet, que derrotou a Sebastien Piñera, no Chile. Em seguida, a Frente Farabundo Marti elegeu o presidente de El Salvador. Já em outubro, Evo Morales se reelegeu no primeiro turno. Agora, Dilma se reelege e o desempenho de Tabaré Vasquez no primeiro turno o torna favorito para dar continuidade aos governos da Frente Ampla no Uruguai.

No Uruguai, também se especulava sobre um desgaste da Frente Ampla com o passar do tempo, com uma votação do Tabaré que ficaria abaixo da soma dos dois principais candidatos da oposição que, ainda que ganhasse a Frente, já não teria maioria no Congresso. A juventude do principal candidato opositor era contraposta à idade de Tabaré, para apontar para um voto de gerações mais jovens, que seriam seduzidas por Luis Lacalle.

As urnas desmentiram essas previsões. Tabaré teve 48% dos votos no primeiro turno, roçando a maioria absoluta e chega ao segundo como franco favorito. A Frente Ampla renovou sua maioria na Câmara e no Senado. E, como espelho significativo da evolução ideológica da sociedade uruguaia sob o governo de Pepe Mujica, apesar de a oposição ter conseguido aprovar um referendo sobre a diminuição da idade penal de 18 para 16 anos aproveitando-se de um clima desproporcionalmente voltado para temas de segurança pública, para forçar o tema como um dos centrais da campanha eleitoral, a maioria se opôs a essa redução.

O mandato de Tabaré pode ter nuances distintas do governo de Pepe Mujica. Já na campanha eleitoral, essas diferenças afloraram. Tabaré revelou que pretende fazer uma avaliação da lei que legaliza o consumo de drogas leves, depois de um certo tempo de sua posta em prática, para decidir da sua continuidade ou não.

Durante a campanha, também Tabaré criticou o que considerou um duplo comando na politica econômica do governo de Mujica. Este respondeu, negando essa dualidade, ressaltando que o seu é um governo plural, onde distintas opiniões podem se manifestar. Tabaré, por sua vez, já anunciou que seu ministro da economia será de novo Danilo Astori, como no seu primeiro mandato, com suas orientações relativamente conservadoras em relação aos temas centrais da economia.

Mas onde os matizes podem ser mais marcados é na politica exterior do governo de Tabaré, com uma busca de acordos alternativos, que não façam o Uruguai depender tanto do Mercosul. Já no seu primeiro governo, o Uruguai se propôs a ter um Tratado bilateral de Livre Comércio com os EUA, paralelamente ao Mercosul, mas o comando deste reiterou que o Mercosul é incompatível com "Tratados de Livre Comércio" [livres somente para os EUA].

No entanto, o Uruguai também deve reafirmar a continuidade dos governos pós-neoliberais na região, no dia 30 de novembro, fechando vitoriosamente para a esquerda o ciclo de eleições de 2014. A grande disputa de 2015 serão as eleições gerais na Argentina, em outubro do próximo ano."

FONTE: escrito por Emir Sader, sociólogo e cientista político. Publicado no "Brasil 247"  (http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/158829/Esquerda-latinoamericana-se-consolida.htm).[Entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].

SUÉCIA RECONHECE ESTADO DA PALESTINA; ISRAEL CONDENA




SUÉCIA RECONHECE ESTADO DA PALESTINA; ISRAEL CONDENA

"O reconhecimento do governo sueco foi feito por decreto na quinta-feira 30. Israel, por sua vez, condenou o reconhecimento e acrescentou que a medida fortalecerá os extremistas muçulmanos; "É uma decisão lamentável", disse ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Avigdor Lieberman.

Da "Agência Lusa" (de Portugal)

O governo da Suécia reconheceu na quinta-feira 30, por decreto, o Estado da Palestina. O anúncio foi feito pela chefe da diplomacia sueca, Margot Wallström. Esta é a primeira vez que um país da Europa Ocidental toma esta decisão.

O primeiro-ministro da Suécia, Stefan Loefven, anunciou, em sua primeira intervenção no Parlamento, no início de outubro, que o país seria o primeiro da União Europeia no lado ocidental a reconhecer o Estado palestino.

Israel, por sua vez, condenou o reconhecimento e acrescentou que a medida fortalecerá os extremistas muçulmanos. "É uma decisão lamentável, que reforçará os elementos extremistas e a política de recusa dos palestinianos", disse, num comunicado, o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Avigdor Lieberman. A iniciativa sueca provocou grandes danos e não tem utilidade, acrescentou.

Enquanto os palestinos saudaram a iniciativa sueca, Israel convocou seu embaixador no país europeu para expressar sua desilusão e protestar. Israel insiste que os palestinos só podem ter status de Estado por meio de negociações diretas [do tipo a raposa com as galinhas] e não de outros canais diplomáticos.

Sete países-membros da União Europeia no Leste da Europa e no Mediterrâneo já reconheceram o Estado palestino – Bulgária, Chipre, República Checa, Hungria, Malta, Polônia e Romênia. A Islândia, que não pertence à União Europeia, foi o único país da Europa Ocidental que fez o reconhecimento."


FONTE: da "Agência Lusa". Transcrito no "Brasil 247"  (http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/158838/Su%C3%A9cia-reconhece-Estado-da-Palestina;-Israel-condena.htm).

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PIB - FMI REVELA: BRASIL E MAIS TRÊS BRICS ENTRE OS SETE PAÍSES MAIS RICOS DO MUNDO





do "Diário da Rússia":

Quatro BRICS aparecem entre os sete mais ricos do mundo 

[O Brasil é o 7º, à frente da França, Reino Unido, Itália, Espanha, segundo o FMI]

China, Índia, Rússia e Brasil estão no Top10 do FMI

"O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou este mês a lista dos 10 países mais ricos do mundo segundo a sua base de dados. O ranking dos maiores Produtos Internos Brutos é encabeçado pela China, com US$ 17,632 trilhões, e tem outros três dos cinco países dos BRICS entre as sete primeiras nações. A Índia aparece em terceiro, com US$ 7,277 trilhões. A Rússia aparece em sexto, com US$ 3,559 trilhões, e o Brasil em sétimo, com US$ 3,073 trilhões.

Segundo a lista do FMI, os Estados Unidos são o segundo país mais rico do mundo, enquanto o Japão é o quarto; a Alemanha, o quinto; a França, o oitavo; a Indonésia, o nono; e o Reino Unido, o décimo.

A China foi o país cujo PIB mais cresceu desde 2008 entre os Top10 dos mais ricos. A alta chinesa ficou em 79,% nos últimos seis anos. A Índia registrou um crescimento de 62% no período; a Rússia, 15,4%; e o Brasil, 25%".

FONTE: do "Diário da Rússia". Transcrito no "Patria Latina"  (http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=cc1d70ad9d0ce820738dc9ffc4053a76&cod=14533). [Título e trecho entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].