O site Terra Magazine, do jornalista Bob Fernandes, ontem publicou o seguinte texto de Thais Bilenky:
“O presidente nacional do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), 38 anos, desdenha o crescimento trimestral de 6,8% do PIB brasileiro, dizendo que o resultado era "esperado". Ele se diz mais preocupado com a atuação do governo Lula em 2009 diante da crise financeira global. Em sua análise, até agora a reação tem sido insignificante.
"O que interessa não é o que cresceu. É o que vai ficar para frente, qual vai ser o impacto da queda da aceleração da economia, do fechamento de empresas, do aumento do nível de desemprego", diz o deputado, filho do prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia.
Para o deputado oposicionista, apenas o Banco Central, "certo ou errado", reagiu no primeiro momento à crise de liquidez. "Até agora a gente não viu uma atitude do governo que projete este futuro numa situação melhor do que se está projetando pelo mercado", afirma Maia.
A expansão divulgada na terça-feira, 9, pelo IBGE, coloca o país "em condições mais favoráveis para o enfrentamento da crise", na análise do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele acredita que a economia deve crescer menos no ano que vem, mas garante que não haverá recessão.
Maia rebate:
- Espero que o ministro esteja certo, mas não é a projeção do resto dos economistas. Porque crescer 2,5% (ao ano), como o mercado projeta hoje, é crescer zero. Então ele está usando efeito estatístico, que é pegar o carregamento de um ano para outro, e falar que o país vai crescer.
O PIB do Brasil cresceu em 1996 - governo Fernando Henrique Cardoso - 2,25% e em 1998 - ainda gestão FHC - cresceu zero. Para Maia, "se você vem de um crescimento zero e cresce 2,5% é um crescimento. Se você vem de 6% e cresce 3% é uma queda de crescimento". O deputado crê que o país não está melhor preparado para enfrentar a crise.
"A infra-estrutura brasileira continua com os problemas do governo do presidente Fernando Henrique, que também não deu solução", diz. "A única estrutura que foi mantida do governo anterior e que gera um mínimo de segurança aos investidores é a estrutura do Banco Central. E toda semana cabe a algum membro do governo ou da base fazer pressão para saída do presidente do BC (Henrique Meirelles)".
Mais um pessimista que só quer saber de ter argumento nas próximas eleições
ResponderExcluirHugo,
ResponderExcluirÉ o despeito dos direitistas que, com todo apoio dos grandes grupos econômicos e financeiros, e da grande imprensa, não consegue destruir o governo centro-esquerda de Lula e garantir a volta ao poder.
Maria Tereza