quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A FARSA DO PSDB (e seus aliados) E DOS SONEGADORES (inclusive grandes empresas da mídia)


[OBS deste blog ‘democracia&política’:

A ALIANÇA (dolosa ou não) DO PSDB/DEM COM OS GRANDES SONEGADORES

Este blog 'democracia&política’ já comentou, mais de uma vez, que o fim da CPMF beneficiou os sonegadores e prejudicou seriamente o apoio à saúde da população que não pode pagar caros planos privados, cheios de restrições.

Inegável e explicitamente, o fim da CPMF beneficiou aqueles que mais movimentam dinheiro: empresários brasileiros e de multinacionais, grandes investidores e instituições financeiras, bancos estrangeiros e brasileiros, políticos, narcotraficantes, e sonegadores corruptos em geral, muitos dos quais se autoproclamam “cidadãos honestos pagadores de impostos”. Eles sempre exerceram forte pressão sobre a mídia e os três Poderes, especialmente sobre o Congresso Nacional.

Sobre esses grupos citados, alto representante da Receita Federal já havia comentado em 2007 que cerca de 60 dos 100 maiores movimentadores de dinheiro no Brasil somente foram descobertos e taxados graças à CPMF, pois eles se declaravam “isentos” para a Receita Federal...

A sonegação representa enorme poder econômico, que dobrou e compra o PiG, a oposição e engana muitos ingênuos. A força do dinheiro do crime de sonegação é violenta. Segundo divulgado este ano pelo sindicato dos auditores fiscais, o crime da sonegação rouba todos os anos mais de R$ 400 bilhões de dinheiro público. Isso é 10 mil vezes mais (e todos os anos) do que o mensalão do PT, que envolveu dinheiro privado e cinicamente foi batizado pelo PiG e oposição de “o maior escândalo da história”!...

Os defensores dos grupos que se beneficiariam com o fim da CPMF, com total e intenso apoio da imprensa, se mobilizaram nos mais altos níveis institucionais , inclusive na OAB e no Supremo Tribunal Federal, e no mundo do crime da corrupção. Venceram.

Para compensar a vitória do PSDB/DEM/PPS e dos sonegadores com o fim da CPMF em 2007, a Receita Federal adotou, posteriormente, medida alternativa que permite, com mais dificuldade, conhecer movimentações bancárias acima de um determinado valor.

Vejamos sobre a CPMF o texto seguinte, de Fernando Brito:].


“Não chore lágrimas de crocodilo pela saúde, Aécio. Vamos conversar sobre a CPMF?

Os tucanos estão de chororô porque não se aprovou sua proposta de obrigar a União a gastar, pelo menos, 18% da receita com Saúde.

Bem mais que os 12% que são obrigados os Estados, cota que Aécio Neves, quando governador, só conseguiu fechar colocando na conta os gastos da companhia de saneamento mineira, a COPASA.

O governo propôs um aumento de R$ 64 bilhões, enquanto os tucanos diziam querer R$ 128 bilhões.

Aventuro-me a propor uma saída ao PSDB.

Que tal restabelecer a CPMF cuja prorrogação foi derrubada no Senado, depois de aprovada na Câmara, em 2007. Derrubada graças aos tucanos. Até Pedro Simon, que votava contra Lula até em eleição de miss, fez-lhes um apelo para não tirar estes recursos da Saúde. Quem duvidar, que assista…

Vamos conversar, Aécio…

Que tal uma CPMF nos moldes que propôs Lula, naquela ocasião, com isenção para os mais pobres?

Digamos, cobrada apenas de quem movimenta mais de R$ 5 mil por mês, com isenção até esse valor e uma aliquota de 0,4%?

Quem movimentasse até R$ 10 mil mensais, só pagaria isso pelo valor acima de R$ 5 mil. Portanto, 0,2%, ou apenas R$ 20.

Mas podemos fazer melhor: Esses R$ 20 mensais de CPMF seriam dedutíveis do Imposto de Renda. Até R$ 240 por ano, dedutíveis do Imposto de Renda a pagar. Portanto, imposto real só para quem movimenta mais de R$ 10 mil mensais e, assim mesmo, só sobre o valor que exceder a isso…

Que tal. o tucanato topa?

Ah, não topa…Vai elevar o “Custo Brasil”, vai aumentar a “maligna carga tributária”, não é?

Cobrar das empresas, dos que fazem negócios de alto valor iria acabar sendo pago pelos pobres, porque “os preços iriam subir”?

Mas quando a CPMF acabou, em janeiro de 2008, a inflação caiu?

Que nada, foi maior em janeiro de 2008, sem CPMF, do que em janeiro de 2007. E em fevereiro, e em março também, para que não se diga que os custos da CPMF permaneciam presentes na matéria prima e nos produtos…

Como na saúde, como na frase atribuída ao papa do neoliberalismo, Milton Friedman, também não existe almoço grátis, é preciso apontar a fonte dos recursos que se vai destinar à saúde.

Senão, Senador, é só demagogia de quem sabe que não será governo e se importa mais com o “marquetismo” eleitoral do que com a realidade.

E que não tem vergonha de ter apoiado a CPMF com Fernando Henrique/PSDB e, depois dele, achar que ela é uma monstruosidade.”

FONTE: escrito por Fernando Brito em seu blog “Tijolaço” (http://tijolaco.com.br/index.php/nao-chore-lagrimas-de-crocodilo-pela-saude-aecio-vamos-conversar-sobre-a-cpmf/). [Título, observação inicial e trechos entre colchetes adicionados por este blog 'democracia&política'].

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