segunda-feira, 20 de outubro de 2014

DILMA E AÉCIO: ALGUMAS COMPARAÇÕES



(Aécio e Dilma no debate do SBT, no último dia 17

Aécio: algumas comparações

Da revista "CartaCapital"

"Dilma Rousseff e Aécio Neves nasceram em Belo Horizonte, Minas Gerais. Dilma em 1947. Aécio em 1960.

O pai de Dilma era um imigrante búlgaro, Pedro Rousseff, advogado e empresário. Aécio vem de uma família de políticos. Seu avô materno era Tancredo Neves, que foi ministro da Justiça de Getúlio Vargas, governador de Minas Gerais e primeiro presidente civil eleito, ainda no colégio eleitoral, pelo MDB. O pai de Aécio, Aécio Cunha, foi deputado federal pela Arena, partido que apoiava a ditadura militar.

A jovem Dilma lutou como guerrilheira contra a ditadura militar, foi presa e barbaramente torturada. Aécio era criança no período.

Dilma e Aécio se formaram em economia. Dilma pela UFRGS e Aécio pela PUC-MG.

O primeiro emprego de Dilma foi aos 28 anos, como funcionária da FEE (Fundação de Economia e Estatística), de onde seria demitida pela ditadura. Torna-se assessora da bancada do PDT, partido no qual militava junto com o então marido, Carlos Araújo. Em 1986, é indicada secretária municipal da Fazenda do prefeito Alceu Collares, de cuja campanha participara ativamente. Em 1989, indicada pelo PDT, torna-se diretora-geral da Câmara de Vereadores. Retorna à FEE em 1991 como sua presidente, nomeada por Collares, agora governador do Rio Grande do Sul. Em 1993, torna-se Secretária de Minas, Energia e Comunicações do governo gaúcho. Em 1999, indicada pelo PDT, é nomeada Secretária das Minas e Energia do governo Olívio Dutra. Em 2001, Dilma filia-se ao PT e em 2002 integra a equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. É indicada por Lula ministra das Minas e Energia e, em 2005, para a Casa Civil. Lula a lança candidata a presidente da República e, em 2010, ela é eleita.

Aos 17 anos, enquanto estudava no Rio, Aécio foi nomeado para seu primeiro emprego: oficial de gabinete do CADE, orgão do Ministério da Justiça, com sede na capital federal. Aos 19 anos, ainda estudando e morando no Rio, se tornou assessor do gabinete do próprio pai, deputado federal, em Brasília. Em 1983, se torna secretário particular do avô, o governador Tancredo Neves. Ao se eleger presidente, Tancredo indicou o neto como secretário de Assuntos Especiais da Presidência –só em 1990 a prática de manter parentes sob a chefia imediata foi proibida. Após a morte de Tancredo, recém-formado em Economia, aos 25 anos, Aécio é nomeado diretor de loterias da Caixa Econômica pelo presidente José Sarney e por seu primo, o ministro da Fazenda Francisco Dornelles. Em 1986, é eleito deputado federal e reeleito em 1990, 1994 e 1998. Em 2002, foi eleito governador de Minas e em 2006, reeleito.

Dilma é odiada pelos militares que participaram ou aprovam a ditadura. Aécio recebeu o apoio deles.

Dilma chama o golpe militar de “golpe”. Aécio chama o golpe de “revolução”.

O padrinho político de Dilma é o ex-presidente Lula, do PT, cujo governo foi marcado pelo crescimento, pela valorização das empresas e bancos públicos, pela diminuição da desigualdade e da pobreza, pelo salário mínimo em alta, pelo fim da dívida externa, pelo respeito à soberania nacional, pelo baixo desemprego, pela valorização do ensino superior, pela abertura de novas universidades e pela política externa voltada para a América do Sul, para os países emergentes e para a África.

O padrinho político de Aécio (além de seu avô Tancredo) é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, cujo governo foi marcado pelas privatizações de empresas públicas, pela recessão, pelo desemprego, pela desigualdade, pela fome no Nordeste, pelo salário mínimo em queda, pela dependência do FMI (Fundo Monetário Internacional), pelo sucateamento do ensino superior e pela política externa de subserviência aos Estados Unidos.

Entre os artistas que apoiam Dilma, estão Chico Buarque, Luis Fernando Verissimo e Gilberto Gil. Aécio tem o apoio de Chitãozinho & Xororó, Dado Dolabella e Luciano Huck.

Dilma recebeu o apoio do deputado federal e militante da causa LGBT Jean Wyllys. Aécio tem o apoio dos homofóbicos Marco Feliciano, Pastor Malafaia e Bolsonaro.

No primeiro turno, Dilma teve mais votos entre os mais pobres e negros. Aécio teve mais votos entre os mais ricos e brancos.

Quando Dilma sobe nas pesquisas, os especuladores não gostam e a bolsa cai. Quando Aécio sobe nas pesquisas, os especuladores comemoram e a bolsa sobe.

Dilma é rejeitada pelas multinacionais do petróleo. A possibilidade de Aécio ser eleito já virou motivo de comemoração para as multinacionais do petróleo.

Machistas odeiam Dilma. Machistas adoram Aécio e enumeram suas façanhas amorosas.

Dilma é contra a redução da maioridade penal. Aécio é a favor.

Dilma sofreu oposição ferrenha da imprensa durante a maior parte do seu governo, mas nunca censurou, nem perseguiu ninguém, embora o PT seja acusado seguidas vezes pela mesma imprensa de “atentar” contra a liberdade de expressão.

Aécio foi blindado pela imprensa local e nacional durante toda a sua carreira política, mas é acusado de censurar e perseguir jornalistas.

Nos governos do partido de Dilma, o PT, todas as denúncias foram investigadas, permitindo que membros de seu partido fossem punidos. Nos governos do partido de Aécio, o PSDB, todas as denúncias foram engavetadas e ninguém jamais foi punido.

Dilma é a favor das cotas por raça e renda. O vice de Aécio, Aloysio Nunes (PSDB), foi o único senador brasileiro que votou contra as cotas.

O projeto econômico de Dilma é conhecido e prioriza a justiça social. O projeto econômico de Aécio é obscuro e prioriza o sistema financeiro.

Existem diferenças fundamentais entre Dilma e Aécio. É preciso ter olhos para ver."

FONTE: do blog "Socialista Morena" na revista "CartaCapital" (http://socialistamorena.cartacapital.com.br/dilma-x-aecio-algumas-comparacoes/).

Debate da Record: FHC COMBATEU COM EFICIÊNCIA INVESTIGAÇÕES E NOTÍCIAS SOBRE CORRUPÇÃO DO PSDB



FHC “combateu corrupção” tentando pôr o eficiente “engavetador” no STF

Por Eduardo Guimarães

"Apontar ganhador no debate da Record entre Dilma e Aécio no último domingo depende da filiação ou da simpatia partidária de cada um. Claro que cada lado terá seus argumentos sobre o que disse seu candidato para que fosse vencedor, mas, para o eleitor indeciso – que é o alvo dos debates e das campanhas neste momento –, não deve ter havido vencedor.

Este Blog ["Cidadania"], porém, tem opinião sobre o que viu. E, de tudo que foi visto, recolheu ao menos uma informação eloquente para que o leitor enxergue melhor quem se opõe a Dilma.

A numeralha e os termos técnicos são absolutamente inacessíveis para a população em geral. Isso sem falar que Aécio usa mentiras. Por exemplo, ao dizer que todos os indicadores sociais do Brasil vêm caindo. É mentira, vêm subindo há mais de uma década. Mas o tucano não pretende falar a verdade; seu objetivo é dar ares de verdade às próprias mentiras.

Aécio afirmou que Dilma não tem responsabilidade por investigações de corrupção, de modo que as milhares de operações da PF nos governos dela e de Lula, por exemplo, não seriam mérito dos dois. Mentiu de novo.

Sim, o governo pode permitir ou bloquear investigações. Como Dilma lembra sempre, no governo FHC/PSDB chegava-se a transferir delegados da PF que investigavam “mais do que deviam”. E, ao nomear o primo do vice-presidente Marco Maciel como Procurador Geral da República, o ex-presidente tucano agiu para impedir “problemas” com o único órgão que poderia investigá-lo.

Contudo, além de manter um único procurador-geral da República em seu governo de 8 anos, e ainda um PGR que era parente de seu vice, FHC ainda tentou resguardar-se contra problemas futuros com a lei, pois nem ele acreditava que Lula assumiria e colocaria uma pedra sobre o passado.

Poucos se lembram disso, mas FHC tentou colocar no Supremo Tribunal Federal o homem que, durante oito longos anos, tratou de impedir toda e qualquer investigação sobre o governo federal, à diferença do que fariam Lula e, depois, Dilma, os quais nomearam para a Procuradoria sempre o nome indicado pelo Ministério Público.

E, repito, foram 3 PGR’s em 8 anos de Lula e 2 em 4 anos de Dilma contra 1 durante os 8 anos de FHC. É assim, como Lula e Dilma, que se combate a corrupção; é assim, como FHC, que se impede investigações de corrupção.

O ex-procurador-geral da República de FHC, Geraldo Brindeiro, primo do então vice-presidente Marco Maciel, livrou a cara de FHC várias vezes. Uma delas foi no caso da compra de votos para a reeleição do tucano, que o jornalista da Folha de SP Fernando Rodrigues considerou que foi inquestionavelmente corrupção envolvendo o governo tucano.

Veja, abaixo, vídeo em que Rodrigues [da "Folha"] fala sobre o caso.

Alguém foi sequer processado? Houve investigação? Nenhuma. Sabe por que, leitor? Porque FHC/PSDB impediu. Ou melhor, o despachante que pôs na Procuradoria impediu.

O caso ao qual você viu o repórter da Folha se referir foi sumariamente engavetado por Geraldo Brindeiro. Se tivéssemos uma Procuradoria como as de Lula e Dilma, talvez o ex-presidente tucano estivesse saindo hoje da cadeia.

Devido a tão bons serviços prestados por Brindeiro, FHC tratou de tentar colocá-lo no STF, além de ter colocado Gilmar Mendes pouco antes para fazer o servicinho que vem fazendo para o PSDB ao longo dos anos. Porém, o tucano não conseguiu. Com a derrota de Serra para Lula, FHC tornou-se um “lame duck” e não teve força para dar sobrevida ao seu engavetador.

Abaixo, matéria do jornal O Estado de São Paulo de 2 de setembro de 2002 que mostra a manobra que FHC/PSDB tentou para prolongar a vida útil do engavetador-geral da República, quem, ao lado de uma Polícia Federal manietada, impediu que qualquer das muitas falcatruas daquele governo fosse investigada:


FONTE: escrito por Eduardo Guimarães em seu blog "Cidadania"  (http://www.blogdacidadania.com.br/2014/10/fhc-combateu-corrupcao-tentando-por-engavetador-no-stf/clique aqui para ir à página original da matéria).

"ESTADÃO" SUMIU COM SUA ALUSÃO A AÉCIO E À COCAÍNA





Como o Estadão fez sumir sua chantagem contra Aécio

Por Eduardo Guimarães, em seu blog "Cidadania"

Caro leitor,

"O post abaixo foi publicado originalmente em 20 de maio de 2013 e está sendo republicado (18/10/14). Tem sido resgatado por leitores desde o início da campanha eleitoral e divulgado nas redes sociais. A pedido dos leitores, republico, pois diz respeito a fatos atualíssimos sobre o candidato do PSDB a presidente, Aécio Neves.

O que a matéria abaixo mostra é que ninguém está dizendo nada sobre Aécio que já não era dito inclusive pela mídia que hoje o defende. Veículos paulistas como o jornal O Estado de São Paulo, ao contrário do que fazem hoje, tratavam de fustigar Aécio; ele e José Serra disputavam a indicação do PSDB como candidato a presidente em 2010.

Boa leitura.

Publicado originalmente em 20 de maio de 2013

"Em fevereiro de 2010, uma guerra fratricida foi desencadeada no PSDB. O segundo mandato de Lula chegava ao fim e ele não podia ser candidato à própria sucessão. Os tucanos e a mídia sua aliada estavam céticos quanto às possibilidades do “poste” que achavam que Dilma era e, assim, acreditavam que, fosse quem fosse o candidato deles, seria eleito.

Dois pré-candidatos disputavam a indicação do PSDB para a “barbada” eleitoral que a direita brasileira acreditava que se avizinhava – derrotar uma mulher sem o carisma de Lula e que jamais disputara uma eleição na vida. José Serra e Aécio Neves, então, digladiavam-se pela primazia de enfrentar Dilma.

A imprensa atucanada de São Paulo e do Rio de Janeiro (leia-se Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo) estava muito irritada com Aécio. Apesar de esses veículos e o PSDB acreditarem que Dilma, então praticamente estagnada nas pesquisas, seria mera sparring de dois políticos profissionais como Aécio e Serra, preferia o segundo.

No caso da imprensa paulista, até por Serra ser paulista também – sem falar na maior identificação ideológica com ele –, essa “imprensa” fustigou o PSDB por meses até que Aécio fosse preterido.

Serra estava melhor nas pesquisas e esses veículos, que há mais de uma década demonstram que não entendem a política brasileira, não acreditavam que alguém pudesse começar uma campanha eleitoral com percentuais de intenção de voto tão baixos quanto Dilma e o próprio Aécio tinham e chegar a vencer a eleição.

Nesse jogo, o jornal O Estado de São Paulo fez o movimento mais ousado: chantageou Aécio com um texto escrito por seu ex-editorialista e ex-colunista Mauro Chaves, que faleceria um ano depois.

No auge dessa disputa entre Serra e Aécio, o Estadão publicou artigo de Chaves contendo uma chantagem contra o então governador de Minas Gerais, conhecido por sua vida de “playboy” e sobre quem circulam, há anos, boatos sobre ser usuário de cocaína.

O título do artigo que Chaves escreveu e que foi publicado pelo Estadão em 28 de fevereiro de 2010 já dispensaria o resto do texto: “Pó pará, governador”. Confira, abaixo, a íntegra do artigo.


[ampliar para leitura]


Chaves era um homem bastante erudito. Seu texto era escorreito. Por que usar um título como esse? Por que não “Pode parar, governador”? Ora, porque estava mandando um recado de que os boatos sobre Aécio ser usuário de “pó” (cocaína) viriam à tona caso ele insistisse em criar dificuldades à candidatura Serra.

O artigo causou grande alvoroço e, pouco depois, Serra foi sagrado candidato para a “barbada” que a mídia ligada ao PSDB e o próprio partido acreditavam que seria a disputa contra o “poste de Lula”.

Faltara, entretanto, combinar com os “russos”, ou seja, com o povo.

Voltemos ao presente. Escrevendo um post sobre os ataques de Aécio ao PT durante a convenção do PSDB do último sábado, na qual o hoje senador por Minas Gerais foi eleito presidente do partido, abordei o artigo chantagista em questão.

Pretendia colocar o link para ele no texto. Fazendo a busca no portal do Estadão para localizá-lo, encontro esse link. Contudo, quando tento acessá-lo, não consigo – conduz a uma página em branco.

Veja o link:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php

Cito no post, então, o fenômeno. Digo que, “estranhamente”, o link do Estadão para sua matéria conduz a lugar nenhum.

Eis que o leitor Reinaldo Luciano, intrigado como eu, usa seus conhecimentos e mostra que ninguém consegue esconder nada na internet.

O excelente trabalho de Reinaldo desvendou o mistério. Leia, abaixo, o comentário que ele colocou no post anterior, onde explica como o Estadão conseguiu fazer sumir a chantagem que fez Aécio desistir de ser o candidato do PSDB à Presidência da República em 2010 em favor de Serra.
—–

Reinaldo Luciano, twitter.com/rei_lux (Comentário enviado em 20/05/2013 as 11:16)

A respeito da matéria que não abre no Estadão, verifiquei a página e realmente não abria.

Usei o http://archive.org/web/web.php e localizei a dita página, que foi armazenada em cache 28 vezes desde que foi publicada.

Este é o link original, onde a matéria não abre: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php

E este é o link recuperado:  http://web.archive.org/web/20100724092328/http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php

Ao analisar o cache, notei que, em 26/08/2010, a matéria teve uma linha alterada ou acrescentada, como pode ser vista aqui:  http://web.archive.org/web/20100826060447/http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php

O fato é que, após essa mudança (quando Serra já era candidato e Aécio não representava mais problema), a página sumiu…

Fiz um "print screen" da página e postei no twitter:  https://twitter.com/rei_lux/status/336390621067632640/photo/1

E, para ser ainda mais chato com o Estadão, fiz um videozinho de minhas andanças pelo cache. Veja, abaixo:




FONTE: postado por Eduardo Guimarães, em seu blog "Cidadania"  (http://www.blogdacidadania.com.br/2014/10/como-o-estadao-fez-sumir-sua-chantagem-contra-aecio/).

AÉCIO DESVIOU DINHEIRO DOS PRESÍDIOS PARA EMPRESA DE PERRELLA (IRMÃO DO DONO DO HELICÓPTERO DA COCAÍNA)


 

Senador Zezé Perrella [o dono do helicóptero flagrado com 450 kg de cocaína], senador Aécio Neves e Alvimar Perrella


Aécio reclama verbas para presídios, mas em MG dinheiro foi desviado para empresa de Alvimar Perrella.

No último debate na TV o senador Aécio Neves falou sobre segurança pública e disse que o governo federal deveria dar mais verbas para presídios. Mas se o dinheiro for desviado não há verbas que resolvam.

E em Minas, Aécio tem um escândalo de corrupção iniciado em seu governo com desvio miliário no fornecimento de refeições para os presídios, pela empresa Stillus Alimentos Ltda. de propriedade de Alvimar Perrella, irmão do senador Zezé Perrella, amigo de Aécio.

O esquema foi desbaratado pela operação "Laranja com Pequi".

Um grupo de empresas combinava licitações superfaturadas para fornecer alimentação para órgãos públicos. Os alvos foram prefeituras na merenda escolar e no Estado Minas o fornecimento para presídios.

As empresas corrompiam servidores públicos que elaboravam os editais direcionados para o grupo liderado pela Stillus Alimentação, registrada em nome de Alvimar Perrella, irmão do senador Zezé Perrella. Ambos foram ex-presidentes do Cruzeiro e são amigos de Aécio Neves.

Somente para os presídios, os contratos foram de R$ 166 milhões. O Ministério Público calculou o desvio dos cofres públicos em cerca de R$ 56 milhões".

FONTE: do blog "Os amigos do Presidente Lula"  (http://osamigosdopresidentelula.blogspot.fr/2014/10/aecio-reclama-verbas-para-presidios-mas.html). [Título e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].

POLÍTICA EXTERNA DE AÉCIO SUBMISSA AOS EUA


Maria Clotilde Lemos Petta é coordenadora da Secretaria de Políticas Internacionais da Contee e diretora do Sinpro Campinas e Região, da CTB e da Fise

Política externa de Aécio Neves: a ALCA em pauta

Por Maria Clotilde Lemos Petta*, para o portal "Vermelho"

Este é um governo que não fala fino com os EUA nem grosso com a Bolívia”, (Chico Buarque de Holanda).


A política externa implementada nos governos Lula e Dilma tem como uma de suas marcas o papel protagonista do Brasil nas relações internacionais. Essa marca tem sido reconhecida por eminentes estudiosos da atual conjuntura.
De fato, uma análise da política externa iniciada no governo Lula com o chanceler Amorim, e que tem continuidade no governo Dilma, tem como uma das suas características uma posição altiva do Brasil nas relações exteriores, em especial com os EUA, e no avanço do processo de integração latino-americana. Sendo assim, é extremamente preocupante a possibilidade de eleição do senador Aécio Neves. Embora tente se apresentar como candidato da mudança, uma análise de sua trajetória política e de suas propostas referentes à política internacional demonstra que sua eleição significará um grave retrocesso no posicionamento do Brasil no cenário internacional.

Um primeiro fato que chama atenção nos seus pronunciamentos e no debate eleitoral é seu posicionamento em relação ao Mercosul. No programa de governo apresentado oficialmente, essa questão é tratada de forma muito genérica. É colocada em termos de “…um acordo preferencial com os Estados Unidos….” ou “…restabelecer a primazia da liberalização comercial …”. Em relação ao Mercosul “…flexibilizar suas regras… e …nova estratégia de negociações comerciais bilaterais, regionais e globais…”(02).

No entanto, na sua trajetória política e em recente pronunciamento é que sua posição frente à política externa fica evidenciada. Em abril passado, em palestra durante o Fórum da Liberdade, promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), ele classificou o Mercosul como “coisa anacrônica” que “não está servindo a nenhum interesse dos brasileiros”(03).

Aécio Neves repetiria esse posicionamento em vários pronunciamentos e eventos. Em entrevista a um jornal da Argentina, o ‘La Nacional’, declarou: “Temos que ter a coragem de repensar e revisar o Mercosul… Temos que transformar o Mercosul em uma área de livre comércio, que permita a cada Estado-membro firmar acordos comerciais com outros países”, afirmou Aécio. Ele deu uma ideia do que considera adequado: “A Aliança do Pacífico, constituída por México, Colômbia, Peru e Chile, é um exemplo de dinamismo”(04).

O que impressiona nessas declarações é que elas entram em contradição com números apresentados pelo próprio setor empresarial. Newton Lima*, em artigo, considera que, em recente estudo intitulado “Agenda para a integração externa”, produzido pela Federação das Indústrias de São Paulo, conclui-se que nos últimos dez anos as exportações brasileiras para os países do Mercosul somaram US$ 169 bilhões, com superávit acumulado da ordem de US$ 46 bilhões. E mais: mesmo com os efeitos da crise, a partir de 2008, o intercâmbio entre os países do Mercosul foi superior ao do comércio internacional: enquanto as trocas globais aumentaram 13% no período 2008-2012, o comércio intra-Mercosul cresceu mais de 20%(02). Carlos cita artigo do jornal Folha de S.Paulo (18.06.2013), no qual o empresário Benjamin Steinbruch lamenta que as opiniões favoráveis ao abandono do Mercosul “se apoiem em razões ideológicas”(05).

E quais seriam essas razões ideológicas senão Aécio Neves dar continuidade a sua trajetória política marcada pela defesa da nossa subalternização aos interesses norte-americanos? Essa marca de Aécio fica evidente no seu grande apoio dado na tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Cabe lembrar que, proposta rejeitada pelos brasileiros, a ALCA – um projeto lançado pelo ex-presidente dos EUA, Bill Clinton – foi abraçada pelo governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O senador é autor do prefácio do livro “O Brasil e a ALCA”, uma produção fruto do debate feito na Câmara em 2001. Nele, Aécio denota que tinha expectativas de ver a ALCA consolidada até 2005, e que considerava “formidável” a liberalização do comércio em um território cujo PIB soma U$ 11 trilhões(06).

Esse posicionamento de Aécio não deixa dúvidas sobre sua intenção de colocar novamente em pauta a proposta da ALCA, atendendo estritamente aos interesses dos EUA. A forma de camuflar uma proposta que já foi amplamente rejeitada pelos brasileiros é tentar se colocar como candidato das mudanças usando expressões como “flexibilização do Mercosul “e “revisar o Mercosul “. Sua eleição, sem dúvida, significará um grande golpe no processo de integração latino-americana e um grande retrocesso na inserção soberana de nosso país no âmbito internacional.

Tem razão Chico Buarque de Holanda, como sempre muito lúcido, que, ao justificar, entre outras razões, seu apoio à reeleição de Dilma Housseff, resumiu sua posição numa frase que já ficou célebre: “Este é um governo que não fala fino com os EUA nem grosso com a Bolívia”.

NOTAS:


01- Perry Anderson – historiador marxista britânico – conferência no evento Fronteiras do Pensamento, Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). De 1815 a 2013: a América Latina e o concerto político das nações.
02- Plano de governo (baixar em PDF)
03- Acessível em http://www.valor.com.br/politica/3509098/no-rio-grande-do-sul-aecio-neves-propoe-o-fim-do-mercosul#ixzz3G7vsdb7O
04- josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/…/aecio-critica-o-mercosul-e-defen...
05- Newton Lima (*) – deputado federal (PT-SP), parlamentar do Mercosul, ex-prefeito de São Carlos e ex-reitor da UFSCar (http://www.parlamentodelmercosur.org/innovaportal/v/8345/2/parlasur/newton_lima_condena_aecio_neves_que_defendeu_fim_do_mercosul.html
06- Prefácio de Aécio Neves (www.marcoscintra.org/2010/download/livro_O_brasil_e_a_alca.pdf)


FONTE: escrito por Maria Clotilde Lemos Petta, coordenadora da Secretaria de Políticas Internacionais da CONTEE e diretora do SINPRO Campinas e Região, da CTB e da FISE. Artigo publicado no portal "Vermelho"
 (http://www.vermelho.org.br/noticia/251662-1).

TSE SE TORNOU CENSOR BENEFICIANDO AÉCIO (aponta a própria tucana "Folha")



Janio de Freitas, veterano colunista da "Folha de São Paulo"

JANIO DE FREITAS ["Folha"]: TSE SE TORNOU CENSOR

"Uma das restrições [do TSE] proíbe a reprodução, nos programas de propaganda eleitoral, de reportagens e artigos de imprensa. Ainda que se destine a restringir o conteúdo e a forma da propaganda, a proibição incide sobre a divulgação dos artigos e reportagens. Logo, restringe a liberdade de imprensa com antecedência. O que caracteriza censura prévia", diz o colunista Janio de Freitas

Do "Brasil 247"

O jornalista Janio de Freitas, colunista da Folha de S. Paulo, classifica como "censura", a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de restringir conteúdos veiculados no horário eleitoral.

Na coluna Censura, ele afirma que "o TSE tomou duas decisões para aplicação imediata na propaganda eleitoral que caracterizam censura".

"O TSE tomou as duas decisões para aplicação imediata nos programas de propaganda eleitoral do segundo turno. Portanto, além do mais, muda as regras de um processo em curso, já em seus últimos dias", diz ele. "Uma das restrições proíbe a reprodução, nos programas de propaganda eleitoral, de reportagens e artigos de imprensa. Ainda que se destine a restringir o conteúdo e a forma da propaganda, a proibição incide sobre a divulgação dos artigos e reportagens. Logo, restringe a liberdade de imprensa com antecedência. O que caracteriza censura prévia".

Para Janio ["da "Folha"], quem se beneficia é o tucano Aécio Neves. "O TSE criou a medida repressora ao considerar queixa de Aécio Neves contra a exibição, na propaganda de Dilma Rousseff, de um recorte de jornal sobre demissões de jornalistas em Minas, atribuídas a pressões do então governador e negadas pelo hoje candidato", afirma.

"A outra medida repressora do TSE equipara-se em tudo à anterior. Proíbe a exibição de entrevistados em apoio a afirmações críticas feitas pela campanha. Nada convém mais a uma crítica do que a fundamentação com fatos ou com manifestações pessoais. O TSE não a quer", diz Janio. "Nesse segundo caso, o TSE proíbe que cidadãos usufruam da liberdade de expressar suas queixas, suas aspirações e, pode ser, sua adesão eleitoral. Ou seja, ao cidadão fica proibido mostrar que é cidadão."

FONTE: do jornal digital "Brasil 247"  (http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157484/Janio-de-Freitas-TSE-se-tornou-censor.htm).

JUSTIÇA DECIDE O QUE O POVO PODE OUVIR DE CERTO CANDIDATO




O Tribunal do “bons” decide o que o povo pode ouvir


Por Fernando Brito

"Não existe censura no Brasil.


Ou não existia.

Porque o Tribunal Superior Eleitoral acaba de decidir o que o povo brasileiro pode e não pode ouvir.

Ou melhor, sobre quem pode ouvir.

Sobre o Governo, pode-se dizer tudo: que rouba, desvia, se corrompe.

Tudo, claro, “comprovado”pelas acusações -até agora genéricas e improvadas – de um homem que admite ser um ladrão – e seu comparsa, que já foi definido pelo próprio juiz do caso como “um bandido profissional”, ambos se beneficiando de um perdão judicial quanto mais acusarem.

Mas de Aécio não se pode dizer, sequer, que desapropriou, como governador, uma nesga de terra dentro da fazenda do tio e investiu dinheiro público para fazer um aeroporto numa pequena cidade, onde só serve para seus passeios a fazenda da família.

O fato é que o Judiciário brasileiro, salvo honrosas exceções, parece ter sucumbido aos tapetes que frequenta, e adotado, com cada vez menos rebuços, a identidade com uma classe média alta, que se julga possuidora de todos os méritos e à cuja ditadura moral o país deva se submeter.

Não escandaliza ninguém que um juiz, com vencimentos brutos de perto de R$ 30 mil, se contado seu auxílio-moradia imune a tributos, escreva num processo que está trabalhando como “escravo”...

A elite do funcionalismo público, que tem suas posições conquistadas por saber do qual não se duvida, deveria ser mais lúcida que a elite econômica, à qual tantas vezes se alinha em opinião, e entender que este é um país carente, arrochado por um brutal garrote financeiro, e que os recursos que faltam ao Judiciário mais ainda faltam à saúde, à educação, à assistência social.

Não pensar que “estou aqui porque mereço e quem não está não merece”. Isso é a selva, não a civilização.

A cegueira e o ódio, instalaram-se de forma doentia e obcecada em muitas mentes.

Nesses grupos, só se pode repetir o discurso monolítico da mídia, no qual todos os pecados pertencem a um lado, embora o outro seja um colecionador de imoralidades e desvios de conduta sabidos de todos.

Este blog, que recebe contribuições dos leitores e anúncios do Google disponíveis a qualquer um, é “sujo”.

O governador Aécio Neves, que determinou a destinação verbas publicitárias de seu governo para as [próprias] rádios que ganhou durante o Governo Sarney, é “limpo”.

O conservadorismo brasileiro e a classe média cheia de ódio que se construiu aqui acham preferível um desqualificado que rebaixe os pobres a seu lugar, do que uma mulher que, com todos os defeitos políticos que seu governo possa ter, é honrada e austera, embora esteja, há dois anos, sendo diariamente enxovalhada pelos jornais.

Estamos diante do impensável e, entretanto, ele está aí.

Escrevi, há dias, que o povo brasileiro estava só.

Seu Governo, agora que resolveu se defender, depois de anos de inércia, está com “baixarias”, porque dos atos baixos do PSDB é deselegante falar e, agora, proibido.

Estamos chamados a um esforço final para livrar nosso país de um período de trevas que virá se esta mistificação continuar.

Mas o Brasil e seu povo valem este esforço, ah, se valem.

Porque não há tribunal, mídia, elites que nos possam tirar esse amor, essa causa, este desejo de justiça e felicidade que eles não têm.

Quem mede sua felicidade pelo sofrimento alheio está fadado ao veneno do ódio."

FONTE: escrito por Fernando Brito em seu blog "Tijolaço"  (http://tijolaco.com.br/blog/?p=22248).