terça-feira, 2 de setembro de 2014

MARINA NÃO É MAIS A MESMA




A política maquiada de Marina

Por ANTONIO LASSANCE
[doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB)]


"Parte dos eleitores de Marina precisa ser informada de que a pessoa em quem pretendem votar não existe mais. A Marina de hoje não é mais a mesma de tempos atrás

Quem marinou?

Dois grupos de eleitores pretendem votar em Marina Silva:

-- O primeiro grupo acha que ela é uma novidade, alguém completamente diferente e que tem condições pessoais de fazer um bom governo.

-- Outro grupo quer principalmente tirar o PT do governo, seja lá com quem for, seja lá a que preço. Eram Aécio; agora, são mais Marina.

O primeiro grupo reunia quem votava em Eduardo Campos e um contingente dos que se inclinavam a votar branco ou nulo.

O segundo tem eleitores que abandonaram Aécio porque se sentem mais confortáveis com Marina nesse verdadeiro arrastão antiDilma.

[Quem a financia?]

O arrastão é enaltecido e financiado principalmente por aqueles que tiveram interesses contrariados e pretendem recuperar seus ganhos no próximo quadriênio:

-- Os bancos, que viram a taxa de juros ser reduzida. Eles não se conformam que, mesmo com juros estratosféricos, o país tenha passado a gastar mais em educação, saúde e assistência do que com bancos;

-- As empresas de energia, cujo faturamento despencou, e os grandes financiadores da área de energia, como o Banco Santander;

-- Os grandes acionistas da Petrobrás e usineiros, que sonham em ver a gasolina sendo vendida a R$5,00 nas bombas dos postos de combustíveis.

Por isso, quando Dilma sobe, as bolsas caem.

-- Também é preciso registrar que há um setor mesquinho e volumoso de eleitores que se vê ameaçado por pobres e negros, os quais disputam uma vaga na universidade e no mercado de trabalho com um pouco mais de igualdade de condições.

É principalmente por tais fatores que o número de brancos e nulos caiu, que Aécio despencou e que Marina subiu nas intenções de voto.

A "nova" Marina é a Marina que não existe mais

Uma parte dos eleitores de Marina precisa ser informada de que a pessoa em quem eles pretendem votar não existe mais.

A Marina de hoje não é mais a mesma de tempos atrás.

Não é mais a Maria Osmarina - nome verdadeiro e não estilizado da atual Marina.

Não é mais a defensora de seringueiros e de todos os povos da floresta.

Não é mais a militante partidária que não titubeava em se dizer de esquerda.

É outra pessoa.

A declaração da candidata, que comparou o rico dono de uma empresa de cosméticos, a Natura, a Chico Mendes, indignou a todos os que conheceram o sindicalista assassinado em 1988.

O fato rendeu uma nota de repúdio do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri, no Acre.

Para Marina, o dono da Natura seria tão elite quanto um Chico Mendes. Isso mostrou o quanto ela perdeu a noção de muitas das coisas que aprendeu no passado e que deixou por lá mesmo, no passado.

A biografia da candidata agora tem uma página completamente virada em sua trajetória.

Qual o preço que Marina tem se mostrado disposta a pagar para conseguir ser eleita?

Marina promete o que não pode cumprir.

Marina não tem programa. Tem uma carta de intenções que não responde a uma questão elementar: como pretende aprovar suas intenções no Congresso, tendo em vista que muitas de suas propostas dependem não da caneta do presidente da República, mas de apoio parlamentar?

A única chance de Marina cumprir o prometido será, em 2015, fundar seu partido e abrir a temporada para o maior troca-troca partidário da história do país, maior até do que o patrocinado por Collor com seu PRN, em 1990.

Marina teria, inclusive, que esvaziar seu atual partido, o PSB. Ou poderá fazer um trato bastante matreiro: deixaria a Rede como um partido médio, fechado em sua elite, isolado por um cordão sanitário, e faria do PSB a vala comum de todos os oportunistas que quiserem fazer parte do novo governo.

O critério para integrar um eventual governo Marina, repetido pela própria candidata, é ser "moderno", "competente" e "do bem" (por alguma razão, Marina se esquiva de dizer a palavra "honesto").

Provavelmente, seu critério para alguém ser considerado "do bem" seja apenas a "Lei da Ficha Limpa". Por esse critério, o governo Dilma também só tem gente do bem.

Se for pelo critério mais abstrato de honestidade, Marina já não ficaria tão tranquila para por sua mão no fogo, como ficou claro com o episódio das denúncias sobre o jatinho usado por ela e Eduardo Campos.

Pelo critério "do bem", Marina pode conseguir não só maioria no Congresso. Pode até sonhar com a unanimidade. Nesta eleição, nenhum ficha suja pode ser eleito, se assim tiver sido declarado pelos tribunais eleitorais.

Teremos, em 2015, 513 deputados e 81 senadores "do bem".

Desses, claro, nem todos serão tão "modernos e competentes". O problema é que os maiores oportunistas são justamente os mais modernos e competentes em fazer o que fazem.

De novo, Marina estaria bem servida de um time de crápulas, todos "do bem", pelos seus critérios genéricos.

De uma forma ou de outra, Marina está prometendo o que não pode cumprir. Ou não fará maioria e não conseguirá governar, ou governará fazendo de tudo, menos a tão propalada "nova política".

Grupo de Marina nada tem de horizontal, de democrático e de transparente

Marina não tem um partido, tem uma "rede". Essa rede nada tem de horizontal, de democrático e de transparente.

É uma associação de peixes graúdos, patrocinadores empresariais da candidata.

Seus seguidores mais sonháticos são os que acham que, futuramente, terão o mesmo espaço e voz que a herdeira do Itaú, o dono da Natura, os representantes da Taurus, os usineiros de Pernambuco, os amigos de Pérsio Arida na Bovespa.

Uma das consequências de Marina não ter um partido e não seguir um modelo partidário é que ela não tem correligionários, nem instâncias, nem grupos que possam rivalizar entre si e expor suas mazelas, como acontece em qualquer partido, por pior que seja.

O que unifica a Rede é que todos os seus integrantes são seguidores de sua grande líder, mentora e guia espiritual.

Desde quando isso é democrático? Desde quando isso é "moderno"?

Marina Silva subiu nas intenções de voto tal qual um balão inflado - grande por por fora, vazio por dentro.
Levada às alturas, é motivo de grande atenção.

O problema é que todo balão, um dia, tem que descer sobre a cabeça dos que hoje se encantam com seu voo.

Aí começa o grande incêndio de algo que enganou a todos com um brilho frágil de papel."


FONTE: escrito ANTONIO LASSANCE, doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB). Artigo publicado originalmente no portal Carta Maior. Transcrito no jornal digital "Brasil 247" (http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/151879/A-política-maquiada-de-Marina.htm). [Título e trechos entre colchetes adicionados por este blog 'democracia&política'].

BANCOCRACIA A UM PASSO DO PLANALTO







Coluna de Cesar Fonseca. no "Pátria Latina"

Bancocracia a um passo do Planalto

"A emergência espetacular de Marina Silva, que atinge o PT e o PSDB, como verdadeiro tsunami, na campanha eleitoral, representa, simplesmente, a chegada dos banqueiros, isto é, a BANCOCRACIA, ao poder nacional.

As forças do capital especulativo estão comandando a campanha de Marina. A principal herdeira do Itaú, o maior banco privado nacional, que fatura, no primeiro semestre, R$ 30 bilhões, em meio a uma crise econômica global, com reflexos destrutivos sobre a economia nacional, graças à especulação financeira violenta, direciona os interesses do poder financeiro por trás da candidata do PSB-REDE.

VITÓRIA NO PRIMEIRO TURNO? BARBADA NO SEGUNDO? ENLOUQUECEM PETISTAS E TUCANOS. A "TERCEIRA VIA", TOTALMENTE, INDEFINIDA, BATE ÀS PORTAS DO PLANALTO COM O APOIO TOTAL DO SISTEMA FINANCEIRO EM EUFORIA COMPLETA. 


A emergência espetacular de Marina Silva, que abala brutalmente PT e PSDB, escanteando polarização político-histórica vigente no País há 20 anos, como verdadeiro tsunami, representa, simplesmente, a chegada dos banqueiros, isto é, a BANCOCRACIA, ao poder executivo, para exercitar o presidencialismo de coalizão diretamente pelo poder financeiro especulativo, com o braço explícito do Itaú, por meio da sua herdeira, Neca Setúbal, assessora especial da candidata.

No Legislativo, a burguesia financeira já manda desde 1988, dando as cartas na economia, por meio, primeiro, da legislação eleitoral, financiando campanhas, para formar a elite dirigente, no ambiente do fracassado e desmoralizado sistema político-eleitoral; segundo, por intermédio da própria Constituição. Esta, em seu art. 166, § 3º, II, expressa a prioridade número um da política macroeconômica nacional: pagar os serviços da dívida pública em primeiríssimo lugar.

Fica proibido, via determinação constitucional, em forma de cláusula pétrea, qualquer contingenciamento de recursos orçamentários destinados ao pagamento dos serviços da dívida, enquanto os recursos dos demais setores essenciais da economia – saúde, educação, segurança, infraestrutura etc – entram na fila. São sistematicamente contingenciados.

Com os banqueiros, no Planalto, por meio de Marina, o Banco Central caminhará para ser independente das forças políticas, a fim de ser dependente da BANCOCRACIA, das demandas do mercado financeiro. Os assessores econômicos-financeiros de Marina são todos alinhados ao grande capital especulativo.

Acaba de chegar à equipe André Lara Resende – ex-banco Matrix –, que trabalhou com FHC/PSDB. Junto com Luis Carlos Mendonça de Barros, no comando do BNDES/PSDB, capitanearam o processo de privatização, de forma escandalosa, atuando, como reconheceram, no "limite da irresponsabilidade". Lara Resende, desgastado, no final da Era FHC, mudou para Londres, dizendo-se cansado do Brasil. Ficou bilionário e se mandou. Foi viver como um nababo na Europa, gerenciando fortunas dos burgueses financistas internacionais e seus herdeiros. Agora, convocado pelas forças do capital especulativo, está de volta.
Se Aécio está dançando, certamente, outro ícone do entreguismo nacional que o acompanha, Armínio Fraga, aliado de George Soros e responsável, no Governo Collor, por abrir as porteiras das regras prudenciais ao capital especulativo [internacional], tenderá bandear-se, também, para Marina.

Afinal, o capital, como diz Marx, é poder sobre coisas e pessoas. Aécio, depois do debate na Band, quando foi muito mal, totalmente, inconvincente, cuidou de alardear que tinha a seu lado Armínio, como se quisesse dizer “eu cheguei primeiro ao ícone do entreguismo”, claro, para obter o apoio dos especuladores internacionais, tendo o representante desses no seu governo em posição privilegiada. Enfim, com Aécio, caso chegue lá, o que parece cada vez mais improvável, ou com Marina, que poderá chegar, conforme anunciaram pesquisas no último fim de semana, o fato é que a BANCOCRACIA está a um passo do Planalto.

Sua meta é clara: instalar o que está dando errado no mundo capitalista desenvolvido: o tripé macroeconômico, de modo a reverter a política nacionalista lulista-dilmista que criou 40 milhões de novos consumidores e serviu de anteparo à bancarrota global de 2007-2008. Os agiotas querem virar a mesa em favor deles, é claro.
Freud diria que os neoliberais estão apresentando apenas um lado da realidade. O sinistro está escondido.

As palavras servem para esconder o pensamento, disse Freud.

Então vamos tentar decifrar o segredo de polichinelo que é o programa econômico essencial de Aécio e Marina, assessorados pelos banqueiros internacionais.

O endeusado tripé econômico (câmbio flutuante, metas inflacionárias e superavit primário) é a base desse programa, que, no final de 2002, produziu fuga de capitais e tentado nos países ricos está dando errado.

Armínio Fraga, cinicamente, diz que a fuga decorreu do medo do mercado quanto ao governo Lula, se ganhasse eleição.

Mentira safada.

Ele, à frente do BC, espalhou a notícia de que se o PT ganhasse daria calote na dívida.

Criou pânico, como um bom especulador sabe fazer.

Isso obrigou os petistas, receosos, a assinarem CARTA AOS BRASILEIROS, garantindo que não fariam essa loucura.

Armínio é um grande especulador, entreguista.

O resultado do tripé que ele adotou foi a falência visível no final da Era FHC, expressa em esvaziamento das reservas cambiais.

Esvaziaram-nas no processo de fuga de capitais, mesmo em meio a uma taxa básica média Selic de 26%, depois dela chegar às alturas dos 45% ao ano.

A esmola foi tão grande que até o santo desconfiou e pulou fora com o saco cheio das reservas internacionais, na casa dos 40 bilhões de dólares.

O jornal "Valor Econômico" [dos grupos tucanos Globo e Folha] tenta, na base da especulação, fazer crer que a valorização da bolsa decorre do excesso de oferta de moeda na circulação global que favoreceria empréstimos externos ao país.

Será?

Ou vai destruir a indústria?

Ou vai engordar mais reservas para depois, gordas pelos juros, sofrerem ataques de abutres?

O fato é que a política monetária americana expansionista vai desgraçar geral a economia nacional, se Armínio ou André Lara tomar conta do galinheiro, como fizeram na Era FHC/PSDB.
O FED joga excesso de oferta monetária; assim, o juro na casa dos zero ou negativo, primeiro, promove calote nos detentores dos títulos da dívida pública americana; segundo, fortalece a indústria, reduzindo seus custos financeiros, posicionando-a competitivamente no mercado global.

Quando o FED puxar as taxas, se é que isso vai acontecer, no ambiente do grande endividamento americano, que deixa a economia global rateando, o prejuízo vem em dobro.

Antes, os dólares desvalorizados voam para outras praças, sobrevalorizando moedas dos países receptores, especialmente, os que adotam políticas de abertura ao capital externo, a exemplo das medidas que o BC brasileiro, quando Armínio o presidiu, adotou.

Pintam os chamados “capitais de motel” ou os IDEs – Investimento Diretos Estrangeiros.

Já entram para sair, naquela base, arrasando quarteirão, levando o triplo do valor que entrou pelos métodos dos saques conhecidos (leiam “Globalização versus Desenvolvimento”, de Adriano Benayon).

Se o câmbio ficar flutuante, vai entrando dinheiro a rodo. O real se sobrevaloriza, para comprar barato as importações, a inflação cai para a meta que Armínio quer, em torno de 3,5% , 4%, a dívida cresce, a desindustrialização avança, o desemprego cresce e as reservas cambiais, com o tempo, serão sangradas para ir pagando déficits comerciais.

Capitalismo de catástrofe.

Quando esgotarem as reservas, ocorrerá o que aconteceu no tempo de FHC/PSDB, debandada geral, 'overshotting', que exige socorro ao FMI.

Eis a estratégia anglo-americana, capitaneada por Armínio-Lara Resende, para inviabilizar o Banco BRICS, de modo a eternizar o Banco Mundial e o FMI, as armas falidas do império erguidas em Bretton Woods no pós guerra.

Mais: quando as reservas forem diminuindo em escalada, os especuladores terão chances de comprar ainda mais barato o patrimônio nacional, levando-o de bandeja.

E no curso dessa catástrofe, já experimentada, conhecida, virão, adicionalmente, mais arrocho salarial, mais cortes nos gastos, mais desemprego, menos arrecadação e, como necessidade para elevá-la, mais aumento de impostos.

Tradução: arrocho salarial, porretada nos salários, nos gastos públicos, reduzindo renda disponível para o consumo, elevação de impostos por meio de “reforma” tributária, algo que já se sabe como funciona, bastando lembrar da Era FHC, quando a receita federal era comandada pelo gênio de Everardo Maciel, fiscalista publicano, atuando ao lado de Armínio Fraga.

Os salários, que não fazem parte do índice de preços, para aferir a inflação na evolução deles, serão, sempre, os culpados, alvos das porretadas.

Salário arrochado e juro para segurar a alta dos preços, sem que se possa provar que os preços subam por causa dos salários, porque os salários não fazem parte do índice de preços, são pura falácia neoliberal desde sempre.

Fetichismo das mercadorias.

Alguém acredita para valer numa conversa fiada dessa, a de que salário, sem estar no índice de preços, sempre é culpado pela inflação, sendo necessária a sua contenção?

Metas inflacionárias é ferro nos trabalhadores.

Sem jamais compor o índice de preços, os salários sob impacto da sua redução em nome do combate à inflação, será culpado, certamente, pelo desemprego que pintará, porque o trabalhador será acusado de não querer trabalhar porque se recusa ao trabalho pelo salário disponível, ou seja, o salário tendente a zero ou negativo, o ideal, segundo Pigou, para assegurar, permanentemente, o pleno emprego.

Ou seja, não faltará emprego, o que não existirá é trabalhador disposto a ganhar o salário disponível para ele, insuficiente até para garantir sua ração básica, como no tempo da economia clássica.

As forças do capital especulativo que estão por trás de Marina querem um esforço concentrado de economia forçada no contexto do orçamento para pagar dívida, a fim, segundo eles, de ajudar na formação da poupança interna, necessária aos investimentos.

Pagando mais dívida, mediante cortes de gastos, que, na prática, são investimentos, porque dão retorno, como são os casos de compras governamentais para alavancar infraestrutura tocada pelo setor privado, diga-se, além de salários capados, abrir-se-ia, de acordo com o juízo neoliberal, espaço para redução dos juros.

Tudo bem?

Só que isso ocorre no ambiente de redução da renda disponível para consumo, que afeta a produção, o emprego, o consumo, a arrecadação e, claro, os investimentos.

A realidade é dual, interativa, dialética, mas os neoliberais, mecanicistamente, só vê um lado, o deles.

Não seria o superavit elevado, tão somente, estratégia para sobrar mais dinheiro para os especuladores à custa da redução dos gastos destinados aos setores sociais, inviabilizando o social, que,hoje, movimenta o econômico, no ambiente da crise global?

Quem garante que no ambiente de crise mundial, com renda disponível para o consumo cadente em nome do aumento da poupança interna levarão os empresários aos investimentos?

Stiglitz, prêmio nobel de economia, disse, semana passada, na Alemanha que a terapia neoliberal adotada pelos ricos no pós crise mundial de 2007-2008 é um retumbante fracasso.

A Alemanha, país europeu mais rico, locomotiva europeia, está em recessão e partiu para a aproximação com a Rússia, contrariando Washington, que queria ela contra Putin para fortalecer os neonazistas que deram o golpe política na Ucrânia, com apoio da CIA.

Por quê?

Claro, Merkel não quer responder pela culpa de aliar-se ao neoliberalismo washingtoniano fracassado, que força alinhamento da Europa contra a Rússia, como uma fuga para frente em relação à crise neoliberal cujos contornos levam os seus adeptos ao abismo.

Desviar a atenção do problema central do capitalismo em crise, abrindo-se para a guerra como salvação.

Marina Silva vai seguir essa economia de catástrofe?

Com Marina sob domínio do Banco Itaú, dos especuladores, do grande capital especulativo internacional, certamente, haverá um racha entre as forças produtivas (trabalhadores, comerciantes, industriais, agricultores e setores de serviços) e as forças especulativas, levando a uma erupção política que abriria as portas para o imponderável.

O capitalismo de catástrofe não estaria jogando com a possibilidade de guerra civil, como a que arrebentou na Ucrânia?

Quem duvida disso que leia “Tacão de ferro”, de Jack London, com prefácio de Trotski."

FONTE: da coluna de Cesar Fonseca. no "Pátria Latina"   (http://www.patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=b445e314138101eecc58503e98aa2b2d&codcolunista=36&cod=3365). [Imagens do google adicionadas por este blog 'democracia&política'].

Cientista Político: "MARINA É INVIÁVEL"





"O cientista político diz que cada proposta da candidata do PSB é feita para um país diferente: "Como é possível desprezar o pré-sal, manter os empregos em toda a cadeia produtiva ativada pela Petrobras e investir fortemente na educação e na saúde?", questiona. O professor diz não acreditar que medidas "sejam sérias". "Não se trata apenas de que as ofertas compõem um programa obscurantista, criacionista, mas de que a proposta, tudo somado, é autofágica, inviável", afirma. Ao blog de Paulo Moreira Leite, ele diz que o "fator emocional" dessas eleições, resultado do acidente com Eduardo Campos e do oportunismo seletivo da mídia, deixa a disputa irracional. Não fossem esses fatos, Aécio Neves se afirmaria como o "representante consistente" da oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff, diz.

Do "Brasil 247"

As propostas da candidata do PSB, Marina Silva, são feitas, cada uma, para um país diferente, opina o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, em entrevista ao blog do Paulo Moreira Leite no "247". Segundo ele, "não se trata apenas de que as ofertas compõem um programa obscurantista, criacionista, mas de que a proposta, tudo somado, é autofágica, inviável". "Por isso não creio que as propostas da Rede, em sua versão PSB, sejam sérias", constata o professor.

Em sua avaliação, o "fator emocional" dessas eleições, resultado da tragédia que matou o candidato do PSB, Eduardo Campos, e do oportunismo seletivo da mídia, deixou a disputa irracional. Não fossem esses fatos, diz ele, o tucano Aécio Neves, que perdeu a segunda posição para Marina nas pesquisas, se afirmaria como o "representante consistente" da oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff. "E não seria uma carta fora do baralho", avalia.

O cientista político diz que a campanha de Marina Silva "propaga a tese de que os problemas do país decorrem da competição entre o PT e o PSDB, cuja superação pela vitória de uma terceira sigla teria potencial para, por si só, encaminhar de forma benéfica todas as soluções que a competição tradicional impede". Segundo ele, trata-se de um "equívoco de diagnóstico (se é que a candidata e seus assessores acreditam de verdade nele)".

Questionado se lembra de outro pleito em que a mídia teve comportamento "tão parcial", ele responde: "O jornalismo político brasileiro se aproveita exaustivamente das condições institucionais vigentes. Umas são de extrema relevância para a democracia – a liberdade de opinião e de expressar preferência política, por exemplo – outras deixam os cidadãos desarmados face a crimes catalogados nos códigos mas de julgamento e reparação ineficazes. Esse é um dado a ser levado em conta nos cálculos eleitorais, não para formar hipóteses sobre o que aconteceria caso o mundo fosse diferente. Não se dispôs a alterar as regras antes. Agora é contar com elas".

Leia a íntegra da entrevista em Wanderley Guilherme: "Proposta de Marina é autofágica, inviável":

Por Paulo Moreira Leite, no seu blog:

"Há meio século que o professor Wanderley Guilherme dos Santos tornou-se uma das grandes referências para o debate político brasileiro. Wanderley era um estudante de 27 anos quando escreveu “Quem dará o golpe no Brasil,” texto que antecipou, em 1962, os desdobramento do conflito que levaria ao golpe de 1964. Em 1998, publicou “Décadas de Espanto e uma Apologia Democrática,” livro essencial para o entendimento da Era Vargas e dos anos FHC — ali explica que a luta permanente contra a CLT, a Consolidação das Leis Trabalhistas, é a única causa que unificou o conservadorismo brasileiro depois do Estado Novo. Aos 79 anos, professor aposentado de Teoria Política na UFRJ, ele deu a seguinte entrevista ao Brasil 247:

PERGUNTA — Em função das pesquisas, muita gente diz que Aécio é carta fora do baralho. O senhor concorda?

RESPOSTA –
Se as eleições estiverem desproporcional e irreversivelmente contaminadas pela emoção, o resultado torna-se racionalmente imprevisível. Admitindo uma linha de racionalidade, e assistindo aos programas televisivos e entrevistas, observo que, para um eleitor antigoverno, ou antipetista, de um modo geral, o candidato mais consistente, cujos planos são realizáveis, é Aecio Neves. Os preços sociais, de identidade nacional e de comprometimento de futuro são também relativamente previsíveis e cabe ao eleitor decidir que composto de bens e males ele prefere.

PERGUNTA — E a campanha de Marina Silva?

RESPOSTA
— É diferente no caso da candidata Marina Silva que propaga a tese de que os problemas do país decorrem da competição entre o PT e o PSDB, cuja superação pela vitória de uma terceira sigla teria potencial para, por sí só, encaminhar de forma benéfica todas as soluções que a competição tradicional impede. Esse equívoco de diagnóstico (se é que a candidata e seus assessores acreditam de verdade nele) permite tratar os problemas de forma fatiada como se a política adotada em um setor não repercutisse em outras áreas relevantes. São propostas, cada uma, para um país diferente.

PERGUNTA — Por exemplo…

RESPOSTA —
Como é possível menosprezar a economia política do pré-sal, manter os empregos em toda a cadeia produtiva ativada pela Petrobrás e investir fortemente na educação e na saúde? Da hegemonia da economia do etanol? Da energia eólica e solar? Em que década do século XXI? Como reduzir o gigantesco esforço que vem sendo realizado para garantir à sociedade uma infraestrutura material moderna e, ao mesmo tempo, dar à agricultura, em particular à agricultura familiar, estradas, ferrovias, silos e crédito suficientes para estimular exportação competitiva e comida barata no bolsa da família? Como obrigar o sistema de governo (caixas e bancos de governos estaduais) a competir com os juros de mercado do sistema financeiro privado e manter o programa "minha casa, minha vida"? Como preparar o Brasil para a complexa competição derivada da revolução tecnológica em curso (de onde as prioridades do investimento em universidades, em pesquisa tecnológica e programas como o Pronatec)?

PERGUNTA — O senhor está falando de uma cascata de ideias improvisadas…

RESPOSTA —
Não se trata apenas de que as ofertas compõem um programa obscurantista, criacionista, mas de que a proposta, tudo somado, é autofágica, inviável. Por isso, não creio que as propostas da Rede, em sua versão PSB, sejam sérias. E por isso acredito que, se o fator emocional retomar seu nível tradicional e relativo em competições políticas, o candidato Aecio Neves se afirmará como o representante consistente da facção conservadora e não seria uma carta fora do baralho. Mas alguns eventos não repetitíveis (o acidente com Eduardo Campos) e o oportunismo seletivo da mídia pode dificultar a competição em seus níveis históricos de emoção e racionalidade.

PERGUNTA O senhor vê algum erro na campanha de Dilma Rousseff?

RESPOSTA —
Faltam à campanha de Dilma, a meu ver, tradução de obras em realidades humanas e didática eleitora. Exemplos. Eu começaria mostrando o valor do "bolsa família" e de onde ele vem: tudo tem início na agricultura, que precisa de crédito, garantia e investimento. Passa pelo transporte em rodovias, ferrovias, portos, silos e energia para chegar aos brasileiros sob forma de bens de consumo, que só podem ser consumidos porque os salários tem sido defendidos no poder de compra. É por isso, e várias outras coisas, que o governo está fazendo isto, aquilo e aquilo outro. Outro exemplo: de onde vem o "luz para todos"? Dos investimentos em energia, do petróleo para alimentar o transporte, das redes de distribuição e é isso que o governo vem fazendo assim e assado. Ir do Pronatec para trás até o problema da inovação tecnológica. No programa "Minha casa, minha vida", mostrar a viagem de indústrias, créditos, estradas, fábricas de cimento, siderurgia, tudo sintetizado em uma chave. Em suma, é necessário revelar o emprego, o salário e o tipo e tamanho das ações do governo para que esses bens mais visíveis estejam presentes.

PERGUNTA — Em geral, o senhor vê muito ilusionismo nas campanhas pela TV?

RESPOSTA —
Programas que proponham mudanças em um setor sem dizer o que vai acontecer nos outros e no fim da cadeia produtiva e nas condições de bem estar da população são programas enganadores ou de quem não conhece os problemas que um governo tem presente em sua agenda diária. Acho até, que a Dilma começa o dia tomando conhecimento de todos os problemas que exigem tratamento, de onde não poder deixar de conhecê-los e reconhecê-los, e que, aliás, são em número e de complexidade bem maiores do que os que cabe em discursos, mas não na vida. É didaticamente importante mostrar o tempo de maturação das políticas: sabendo que há um problema de cabeamento ou de transporte, do estudo e formulação de política ao investimento e deste à finalização da obra existe um tempo físico que não se submete a voluntarismos políticos. Tuneis urbanos levam tempo para serem construídos, usinas de energia precisam anos, hospitais necessitam de engenharia, pessoal humano e instrumentos tecnológicos. Não existe varinha mágica que realize tudo isso porque queremos o bem para todos no prazo curto. Especialmente porque esses problemas foram negligenciados no passado é que custam muito tempo e recursos para solucioná-los no presente.

PERGUNTA –O senhor lembra de outro pleito onde a mídia teve um comportamento tão parcial?

RESPOSTA – 
O jornalismo político brasileiro se aproveita exaustivamente das condições institucionais vigentes. Umas são de extrema relevância para a democracia – a liberdade de opinião e de expressar preferência política, por exemplo – outras deixam os cidadãos desarmados face a crimes catalogados nos códigos mas de julgamento e reparação ineficazes. Esse é um dado a ser levado em conta nos cálculos eleitorais, não para formar hipóteses sobre o que aconteceria caso o mundo fosse diferente. Não se dispôs a alterar as regras antes. Agora é contar com elas.

PERGUNTA O senhor foi um dos primeiros a denunciar o julgamento da AP 470 como um tribunal de exceção. Considera que o julgamento está tendo peso na eleição?

RESPOSTA —
Penso que a Ação Penal 470 tem influído no processo eleitoral mais pela difusão da cultura do medo do que pela pedagogia cívica. Pelas pesquisas, verifica-se, em todo o país, que o eleitor continua a votar conforme sua preferência, independentemente das ameaças de juízes e tribunais, inclusive em candidatos sub-judice. Mas as campanhas têm sido medíocres, enfatizando aspectos não muito centrais em projetos de governo (no caso de candidaturas a executivos) ou em legislações específicas (caso dos candidatos a postos legislativos). Deu-se o efeito de criminalização ou, quando em mal menor, a suspeição da atividade política, com os candidatos buscando persuadir a população do que não são ou seriam mais gastadores, predadores etc. Isso em geral, sem prejuízo das exceções e das candidaturas da carochinha que prometem de tudo porque, no fundo, sabem que não ganharão nada."
FONTE da entrevista: por Paulo Moreira Leite, no seu blog. Transcrita no Blog da Dilma   (http://www.blogdadilma.com/eleicoes/1937-marina-e-inviavel)

AS FALSAS "INAUGURAÇÕES" DE ALCKMIN E A MÍDIA TUCANA



Alckmin, as obras “fakes” e a mídia

Por Altamiro Borges

"Com os holofotes da mídia chapa-branca, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) inaugurou na sexta-feira (29) o primeiro monotrilho da capital paulista – a chamada linha 15-Prata do Metrô. A inauguração foi um típico “fake” (falsa), como ironizou o petista Alexandre Padilha. A entrega da obra atrasou várias vezes; foram abertas apenas duas estações (Vila Prudente e Oratório); e elas funcionarão apenas aos sábados e domingos, das 10 às 15 horas, em caráter experimental. Pura demagogia eleitoreira! Mas nesse jogo para enganar os mais tapados, o tucano conta com a cumplicidade da mídia, que evita qualquer crítica ao “choque de indigestão” que paralisa São Paulo há quase duas décadas de reinado do PSDB.

No início de julho, Geraldo Alckmin já havia inaugurado às pressas o Rodoanel Leste. O trecho da rodovia, que também atrasou uma eternidade, foi entregue em péssimas condições, colocando em risco a vida dos usuários. O repórter Renan Fonseca, do jornal "ABCD Maior" – que adota uma linha crítica ao tucanato –, relatou a situação deplorável da estrada inaugurada demagogicamente pelo governador tucano, que tenta a reeleição:

Os motoristas que tentarem acessar o trecho Leste do Rodoanel Mário Covas nos próximos dias precisarão de sorte e senso de direção apurado. Faltam placas de sinalização, não há sinal para telefones celulares, os guichês de atendimento não estão funcionando e em diversos pontos é possível se deparar com canteiros de obras. Quem utiliza a via logo pela manhã encontra cena bem conhecida: em velocidade alta, o motorista encontra operários no acostamento fazendo sinal com a mão indicando a redução da velocidade. À noite, o cenário é mais dificultoso, pois longos trechos permanecem sem iluminação.

Após três semanas de o governador Geraldo Alckmin (PSDB) usar o modal ainda inacabado para evento político de inauguração, as falhas da rodovia lembram os percalços vividos pelos condutores que tentaram usar o trecho Sul em seus primeiros meses de funcionamento. No caso do ramo Leste, com entroncamento em Mauá e que segue passando por Ribeirão Pires até a rodovia Ayrton Senna, a previsão inicial do próprio Alckmin era que os 43,5 quilômetros de extensão da rodovia não tivessem qualquer iluminação.

O Rodoanel Leste cruza as cidades de Arujá, Itaquaquecetuba, Mauá, Poá, Suzano e Ribeirão Pires. Porém, ao longo do trajeto, não é possível ao motorista descobrir em qual município se encontra. As placas de retorno, de fato, estão posicionadas. Informações ao condutor ou socorro imediato são soluções que o próprio motorista deve alcançar. Ainda na manhã do dia 21, a reportagem do "ABCD Maior" flagrou operários instalando um dos "call box" (caixas com telefones para os casos de emergência) – os demais, em todo o trecho, estão cobertos por plástico preto.

A mídia tucana, que adora espinafrar as obras em execução do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), com o nítido objetivo de desgastar a presidenta Dilma, sempre poupa Geraldo Alckmin. As inaugurações “fakes” não ocupam as manchetes dos jornais e nem são motivos de comentários ácidos dos “calunistas” da tevê. Até os protestos contra o governador são ofuscados. Na semana retrasada, o tucano foi vaiado durante uma vistoria a obras da estação Barra Funda do Metrô. “Estou com sede”, gritou um popular, numa crítica à grave crise de abastamento de água em São Paulo. Outras pessoas também criticaram a péssima situação do transporte público.

A mídia chapa-branca, financiada pelos milionários anúncios do Palácio dos Bandeirantes, evitou dar destaque aos protestos."


FONTE: escrito pelo jornalista Altamiro Borges em seu "Blog do Miro"  (http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/09/alckmin-as-obras-fakes-e-midia.html).

RESPOSTA DA PETROBRAS AO ATAQUE DO "O GLOBO" CONTRA GRAÇA FOSTER



Do blog "Fatos e Dados", da Petrobras:

Balanço da gestão Graça Foster: respostas ao jornal "O Globo"

"Leia a resposta que enviamos ao jornal 'O Globo' sobre “Balanço da gestão da presidente Graça na Petrobras”:

Pauta: Estamos fazendo uma matéria para a editoria Nacional para sair neste domingo. Após falar com analistas ontem e hoje, chegamos à conclusão de que é preciso ouvir a posição da companhia.

A ideia da matéria é fazer o balanço da companhia desde que Graça assumiu a empresa, em fevereiro de 2012. Analistas destacaram o seguintes pontos:

1) Os problemas com a defasagem de preços dos combustíveis.
2) Aumento do endividamento.
3) Queda no lucro líquido.
4) Produção andando de lado.

A conclusão deles é que a mudança prometida pela presidente Graça ainda está muito tímida, com a reversão dos números.


Resposta enviada:

1) Reajustes de combustível de 2012 a 2014

Nesse período, foram realizados 10 reajustes de preço: 4 no preço da gasolina e 6 no preço do diesel que totalizaram, respectivamente, 19,5% e 31,8%.

Em novembro de 2013, foi apreciada pelo Conselho de Administração e implementada pela Companhia a política de preços de diesel e gasolina que, junto com o aumento da produção, objetiva adequar os indicadores de endividamento e alavancagem aos limites estabelecidos por esse Conselho até dezembro de 2015.

Essa política visa alcançar a convergência dos preços no Brasil com as referências internacionais sem repassar a volatilidade dos preços internacionais ao consumidor doméstico.

2) Aumento momentâneo do endividamento para crescimento da Petrobras



Desde 2012, investimos R$ 230 bilhões, enquanto o endividamento líquido aumentou R$ 138 bilhões. Esse volume de investimentos representa a dimensão das oportunidades que a Petrobras tem para aumentar sua produção de petróleo e de derivados, principalmente. Nossas reservas de petróleo, produção de óleo, bem como o mercado de derivados cresceram mais do que as grandes empresas de petróleo (ExxonMobil, Chevron, Shell e BP). Estamos captando recursos para investir em novos projetos, portanto, nos endividando para crescer.

Com a atual elevação da produção de petróleo, a maior eficiência do atual parque de refino, bem como a entrada em operação da Refinaria Abreu e Lima em novembro de 2014, aumenta a geração operacional de caixa. Esse crescimento continuado resulta em Fluxo de Caixa Livre positivo (geração operacional superior aos investimentos), antes de dividendos, já a partir de 2015, reduzindo significativamente a necessidade de contratação de novas dívidas.

3) Produção de petróleo da Petrobras vem crescendo consistentemente desde janeiro de 2014

Os dados comprovam que a produção de petróleo acumula 6 meses de crescimento contínuo. Dados preliminares de agosto apontam para cerca de 2.100 mil barris por dia até o momento, ou seja, +9,5% de crescimento acumulado no ano.

A entrada em operação das 9 plataformas entregues em 2013 e das 2 novas plataformas em 2014 permitirá que a produção de petróleo da Petrobras cresça 7,5% (+/- 1 p.p.) neste ano. Interligaremos 63 poços produtores também este ano, dos quais 30 já foram interligados no primeiro semestre. A título de comparação, a Petrobras interligou 34 poços em 2013 e 30 poços em 2012.

Esse incremento é fruto da maior produtividade das operações e à chegada de novos navios PLSV (Pipe Lay Support Vessel), embarcações que interligam os dutos dos poços às plataformas. A frota da Petrobras, que era de 11 navios no início do ano e está em 14 navios, chegará a 19 PLSV até dezembro de 2014.

A produção de petróleo operada pela Petrobras (incluindo parceiros) oriunda do pré-sal superou o patamar de 500 mil bpd em 24 de junho, com 25 poços produtores e apenas 8 anos após sua descoberta. Em 13 de julho, essa produção atingiu novo recorde diário: 546 mil bpd.

A eficiência operacional na Bacia de Campos atingiu, nas suas duas unidades operacionais, 80% e 96%, maiores eficiências nos últimos 40 meses. Essa melhor performance trouxe um ganho de produção de 134 mil barris por dia no segundo trimestre de 2014.

Essas evidências, materiais, garantem que a produção continuará crescendo ano a ano, para atingir a meta de 3,2 milhões de barris de petróleo por dia em 2018 e 4,2 milhões de bpd em 2020.

4) Redução de custos operacionais: custo de extração, custo de refino, custos de logística e custos administrativos 


Em 2012, a Petrobras criou o PROCOP: Programa de Otimização de Custos Operacionais. Esse programa já trouxe economia total de R$ 11,5 bilhões, sendo R$ 6,6 bilhões em 2013 e R$ 4,9 bilhões somente no primeiro semestre de 2014. A meta para esse período era de R$ 7,5 bilhões, ou seja, superamos em 53% nossa expectativa de redução de custos com as iniciativas do PROCOP."


FONTE: do blog "Fatos e Dados", da Petrobras    (http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/balanco-da-gestao-graca-foster-respostas-ao-jornal-o-globo.htm).

Banco Mundial: "POPULAÇÃO POBRE NO BRASIL DIMINUIU 76%" NOS GOVERNOS PT




População pobre fica 76% menor entre 2004 e 2012, diz Banco Mundial [BIRD] 

"Além da renda, estudo considerou acesso à escola, à água potável e saneamento, à eletricidade, à moradia e a bens, como telefone, fogão e geladeira.

Da Agência PT

A pobreza crônica no Brasil, quando consideradas várias dimensões de carências e privação, caiu de 6,7% para 1,6% da população no período de oito anos, entre 2004 e 2012, segundo estudo do Banco Mundial.

A queda de 76% durante os governos do PT foi apresentada por técnicos do Banco Mundial em encontro promovido no Rio de Janeiro pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e pelo "World Without Poverty" (WWP), projeto conjunto do Banco Mundial, do MDS e do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

O estudo considerou pobres de renda aqueles que ganham até R$ 140 mensais por membro da família. O valor é maior do que a linha de extrema pobreza brasileira, de R$ 77 mensais (equivalente a US$ 1,25 diário, 
também por membro da família) [padrão de referência usado no mundo]. Se a pobreza crônica considerasse apenas a população em situação de miséria, o percentual da redução seria ainda menor do que o 1,6% da população identificado pelos autores do estudo.

Os resultados na redução da pobreza multidimensional refletem os efeitos de políticas como ''uz para Todos" e a melhoria no acesso à educação verificados no Brasil nos últimos anos”, destacou a ministra o Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, que participou do evento. Ela lembrou que mais de 3,1 milhões de residências tiveram acesso à luz elétrica desde o início do programa "Luz para Todos" em 2004.

A pobreza de renda caiu muito, segundo a ministra, devido a uma série de fatores, como o "Bolsa Família", o crescimento do salário mínimo e o aumento da formalização do emprego, mas a queda foi ainda maior se considerados fatores como acesso a bens e serviços públicos.

O trabalho feito pelo BIRD, focado na pobreza multidimensional, considerou, além da renda, sete dimensões da pobreza: se as crianças e adolescentes até 17 anos estão na escola, os anos de escolaridade dos adultos, o acesso à água potável e saneamento, eletricidade, condições de moradia e, finalmente, a bens, como telefone, fogão e geladeira. O estudo trabalhou com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE).

A ministra destacou que o "Plano Brasil Sem Miséria" foi organizado de forma a enfrentar a pobreza em suas diferentes dimensões, garantindo renda, mas também cuidando de melhorar as oportunidades para inserção econômica dessas famílias, assim como o seu acesso a serviços. “Construímos o 'Plano Brasil Sem Miséria' olhando o conjunto da população pobre e extremamente pobre”, explicou ela. “Sempre agimos de maneira multidimensional e os dados do Banco Mundial comprovam isso”.

Para a economista do grupo de Desenvolvimento Humano e Proteção Social do Banco Mundial, Anna Fruttero, coautora do estudo, o fato de um indivíduo ser pobre monetária e multidimensionamentel aumenta a probabilidade de ele seguir na pobreza. “O objetivo tem que ser a erradicação da pobreza crônica”, afirmou.

O que nos estimula”, disse a ministra Tereza Campello, “é que os dados do Banco Mundial mostram que nossa ação tem sido eficaz, pois conseguiu atingir a pobreza crônica”. Ela salientou ainda que o trabalho apresentado pelo Banco Mundial considerou dados até 2012 e que os resultados seriam ainda mais surpreendentes se tivessem sido computados dados de 2013, que incluem parte dos efeitos de programas como "Água para Todos", "Minha Casa, Minha Vida", e "Mais Médicos".

FONTE: Agência PT de notícias  (https://www.pt.org.br/populacao-pobre-fica-76-menor-entre-2004-e-2012-diz-banco-mundial/ ).


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