sábado, 30 de maio de 2015

FAB DESMENTE O PORTAL TUCANO UOL SOBRE O PROJETO VLS



         teste do protótipo do VLS-1

[Do tucano UOL, do grupo tucano "Folha"]: "Construção de lançador de satélites não deve ser concluída, diz agência"

[OBS deste blog 'democracia&política':

A FAB contestou essa notícia do portal UOL, de propriedade do grupo tucano "Folha". Através de e-mail enviado ao UOL, a FAB (Força Aérea Brasileira) afirmou o seguinte: "Não é verdade que o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) vá abandonar o projeto VLS (Veículo Lançador de Satélite). O DCTA continua investindo no VLS-1, VLS-Alpha e VLS-Beta, lançadores de satélites de até 800 kg em órbita equatorial.

É oportuno recordar e compreender porque a direita brasileira, no caso a mídia tucana, é contrária ao desenvolvimento nacional de lançadores de satélites. 


Os EUA sempre agiram para que o Brasil não desenvolvesse lançadores de satélites. Ostensivamente, até formalmente por escrito, o governo norte-americano nos manifestou isso em diversas ocasiões. A nossa grande mídia brasileira e os partidos da direita, especialmente o PSDB, sempre agiram em coerência com os interesses dos EUA, em tudo. Nessa linha, também nessa área de lançadores. Qualquer notícia contra essa parte do programa espacial brasileiro é destacada, ou até inventada, com conotação negativa, destrutiva.

Sobre as dificuldades encontradas para o Brasil levar avante o seu Projeto VLS, recordemos o seguinte, que já expusemos há dois anos neste blog:

O DCTA (órgão da Aeronáutica que recebeu do governo, no final dos anos 80, a incumbência de desenvolver o VLS e adaptar ao lançador o Centro de Lançamento CLA, situado em Alcântara) foi desmantelado nos anos 90 pelo governo FHC/PSDB/DEM, por razões e compromissos externos óbvios, mas não revelados. Havia (e ainda continua) forte e explícita pressão dos EUA para o encerramento de projetos brasileiros nessa área de lançadores de satélites.

A melhor "explicação" divulgada pelo governo tucano para a destruição daquela capacidade nacional era a de que "o Estado Brasileiro deveria se tornar mínimo” e que “o ‘mercado’ assumiria os poderes e encargos governamentais alienados”. Nessa linha de "avanço, de modernidade neoliberal", os recursos financeiros para projetos do DCTA foram, gradativa e fortemente, reduzidos naquela década de 90, e chegaram praticamente a zero em 1999, justamente o ano estabelecido pela AEB para o CTA lançar o segundo protótipo do VLS (ver imagem acima).

Simultaneamente, naqueles antinacionais governos PSDB/FHC, houve outras medidas asfixiantes governamentais, como a extinção da equipe especializada na área espacial. O DCTA sofria forte e crescente redução de recursos humanos, totalizando a perda de cerca de 2.500 engenheiros e técnicos especializados (cerca de 800 na área espacial), e sem autorização governamental para realizar concursos públicos para reposições. Agravava essa situação o arrocho salarial cada vez mais forte, típico naquela década para todos os trabalhadores brasileiros, contudo pior na carreira de ciência e tecnologia. Cientistas com pós-doutorado que, por idealismo, trabalhavam no projeto VLS quase 15 horas por dia sem parar até nos sábados e domingos, ganhavam, no máximo, menos do que um policial rodoviário, ou um décimo, 1/10 !, do que ganha hoje, por exemplo, um deputado ou um juiz. O governo ameaçava na imprensa, e até com projetos de lei, fortes degradações nas futuras aposentadorias. Esse terrorismo fazia aumentar e acelerar as evasões no DCTA. Tudo isso acontecia simultaneamente ao mencionado drástico corte governamental, de até 100%, nos recursos financeiros para os projetos.

Assim, era gigantesco o esforço, sobre-humano, dos cientistas do DCTA/FAB (aqueles que remanesciam e tinham que se sobrecarregar ainda mais ao assumir também os encargos dos que saíam). Lutavam patrioticamente para cumprir a incumbência do DCTA com o VLS, tarefa quase impossível no quadro de estrangulamento imposto pelo próprio governo tucano. 


Isso, certamente, contribuiu para o acidente que matou vinte e um integrantes do DCTA nas vésperas de se lançar o terceiro protótipo do VLS em 2003. Corrobora essa certeza o "Relatório Final da Comissão Externa da Câmara dos Deputados" criada para investigar o referido acidente com o VLS. O Relatório, apresentado pelo seu Relator, o insuspeito deputado C. Sobrinho, do PFL(DEM)-SP, da própria base demotucana governista da época dos enforcadores cortes feitos pelo governo FHC/PSDB/PFL, concluiu: “A redução gradativa dos investimentos públicos para a manutenção do Programa Espacial Brasileiro foi a principal causa do acidente com o veículo lançador de satélites em agosto do ano passado, na Base de Alcântara, no Maranhão” (isso foi publicado até no jornal tucano “O Estado de São Paulo” em 26/08/2004 e na “Agência Câmara”, em 01/09/2004)

Foi crime lesa-pátria do próprio governo contra a capacitação do Brasil na área espacial e tecnológica em geral. E ele foi perpetrado em coerência com imposições expressas pelos EUA. 


Após aquele desmantelamento, não basta agora autorizar novos concursos e contratações e liberar grandes recursos financeiros (o que continua não ocorrendo). Para substituir os 800 pesquisadores ultraespecializados perdidos nos anos 90, e formar novas equipes, é preciso recomeçar quase do zero e consumir mais de 20 anos, abrangendo autorizar concursos públicos para contratar engenheiros e físicos, promover e direcionar, para específicas áreas da atividade espacial, mestrados, doutorados, pós-doutorados e experiência prática em laboratórios e projetos no Brasil e no Exterior, o que hoje é praticamente impossível por conta da rígida proteção de cada país às suas tecnologias. 

Esse é o quadro de dificuldades em que vive essa área do programa espacial brasileiro.

Vejamos o sutilmente capcioso artigo de 5ª feira desta semana, do portal tucano UOL]:



"Construção de lançador de satélites não deve ser concluída, diz agência"

Por Débora Nogueira, do Uol, em São Paulo

"Um dos mais emblemáticos programas de desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil, a construção do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélite), deve ser abandonado, segundo informou o site da Agência Espacial Brasileira. De acordo com o vice-diretor do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica), Wander Golfetto, o programa pode não ser concluído por falta de verba, recursos humanos qualificados e dificuldades tecnológicas.

Em audiência pública terça-feira (26) na Câmara dos Deputados, o vice-diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica (DCTA), Wander Golfetto, afirmou que o programa pode não ser completado por falta de verba, recursos humanos qualificados e dificuldades tecnológicas.

Números apresentados pelo DCTA apontam descontinuidade de recursos para o VLS, previstos no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), documento orientador de investimentos da área. No total, o programa deveria receber cerca de R$ 155 milhões. No entanto, até o momento, foram executados R$ 108 milhões.

Inicialmente, a previsão era de que o veículo estaria completamente finalizado este ano. Agora, no entanto, a expectativa mudou. Hoje, o planejamento é para testar parte do foguete no fim de 2016.

O passo seguinte, que serviria para fazer com que o VLS colocasse um satélite em órbita está impossibilitado. Além da falta de recursos, existem dificuldades técnicas no desenvolvimento de componentes para completar o foguete. Há também um grave problema de escassez de mão de obra, que pode inclusive atrapalhar outros projetos mobilizadores.

Segundo Golfetto, o Brasil já teria decidido tirar o pé mais uma vez do VLS. Em vez de mirar no mercado de lançadores de grandes satélites, a ordem agora seria focar no mercado de microssatélites.

"Chegamos à conclusão de que não vale a pena desenvolvermos no país um veículo para satélites geoestacionários [confusão do UOL, pois não é o caso do VLS, que se destina a colocar satélites em órbitas baixas, não geoestacionários]. Existem vários concorrentes no mercado e o Brasil não lançará muitos equipamentos deste porte. Nosso foco está mais voltado para o VLM (Veículo Lançador de Microssatélites). É um foguete mais simples, para transportar satélites menores. Acreditamos que ele entrará em um nicho de mercado onde não existem lançadores naquela categoria", disse Golfetto.

O lançamento do VLS-1 passa por diversos percalços desde o acidente na base de Alcântara, no Maranhão, em 2003. A explosão matou 21 importantes técnicos, destruiu instalações e interrompeu o projeto do VLS. Na tentativa de recuperação da base e com o objetivo de explorar o mercado de lançadores de satélites, o Brasil optou por focar na construção de outro foguete, numa fracassada parceria com a Ucrânia, que custou 12 anos e R$ 1 bilhão (dividido entre os dois países). O chamado Cyclone 4 seria maior que o VLS, capaz de lançar cargas mais pesadas como de satélites de telecomunicações (de até 800 kg e numa órbita geoestacionária, a 36 mil quilômetros de distância).

O VLS foi mantido, mas deixado de lado. Estava previsto para 2013, depois 2014, 2015 e agora 2016. Mesmo assim, o teste será em apenas partes do foguete: ele não deve ficar totalmente pronto, segundo estimativas do DCTA.

"Temos o veículo todo reprojetado. Estamos trabalhando em um lançamento de um voo tecnológico, que visa testar a parte baixa do VLS, onde tivemos algumas dificuldades no acendimento do segundo estágio e na separação dos estágios. A análise servirá também para avaliar o sistema de navegação inercial que foi desenvolvido dentro do DCTA. Ele é baseado em fibra óptica. Já foi testado em aviões, no solo, agora precisamos fazer um voo espacial para certificar este veículo", explicou Golfetto.

O passo seguinte, que serviria para fazer com que o VLS colocasse um satélite em órbita, está impossibilitado. Além da falta de recursos, existem dificuldades técnicas no desenvolvimento de componentes para completar o foguete. Há também, segundo ele, a falta de mão de obra especializada.

"Se não houver reposição do quadro, em 2020, o DCTA terá uma redução de 44% da sua equipe em relação a 2011, em virtude do processo de aposentadoria. Há pouco tempo, foi autorizado concurso e pudemos contratar mais de 200 profissionais. No entanto, isso está aquém do necessário", alertou o vice-diretor.

Novo foco

O Brasil nunca construiu um foguete capaz de decolar para além das zonas suborbitais. O país tem mesmo mais capacidade de reinar no mercado de lançamento de microssatélites, inclusive diversos foguetes seus são utilizados na Europa para lançar cargas carregando experimentos científicos e tecnológicos.

Há êxitos com os lançadores da família Sonda e dos veículos de sondagem VSB-30, VS-30 e VS-40. O VSB-30, por exemplo, abastece o programa europeu de microgravidade.

O processo de construção do VLM se dá em cooperação com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR). Porém, novamente, a descontinuidade de recursos pode atrapalhar esse projeto, que tinha previsão inicial de conclusão para este ano e foi reprogramado para 2017. Estimado em R$ 126,9 milhões, até o momento o programa recebeu R$ 10 milhões, segundo ele.

O setor no Brasil

Em termos de percentual relativo do PIB, o Programa Espacial Brasileiro destina dez vezes menos recursos que a Índia e 30 vezes menos que os Estados Unidos. Os norte-americanos detêm 41% do mercado global de satélites, enquanto a participação brasileira é de 1,9%, segundo um estudo feito pela Câmara dos Deputados.

No Brasil, os investimentos governamentais a partir do fim da Segunda Guerra Mundial priorizaram setores de infraestrutura e indústria pesada e de bens de produção como mineração e petróleo. Nos últimos dez anos, houve um aumento do interesse político no setor espacial, porém há diversas críticas em relação às constantes mudanças políticas, acidentes, atrasos e gasto maior que o planejado.

FAB contesta

Através de e-mail enviado ao UOL, a FAB (Força Aérea Brasileira) afirmou o seguinte: "Não é verdade que o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) vá abandonar o projeto VLS (Veículo Lançador de Satélite). O DCTA continua investindo no VLS-1, VLS-Alpha e VLS-Beta, lançadores de satélites de até 800 kg em órbita equatorial.

O vice-diretor do DCTA, Major-Brigadeiro do Ar Wander Golfetto, em audiência na Câmara dos Deputados, declarou, na verdade, que o Brasil não tem mais interesse em investir em lançadores de satélites geoestacionários, com capacidade de 1 a 4 toneladas. Portanto, o desenvolvimento do VLS-1 continua de acordo com a disponibilidade orçamentária.


É importante ressaltar que, graças ao desenvolvimento do VLS-1, o Brasil adquiriu tecnologia que possibilita a exportação de foguetes suborbitais para a Europa. Somente este ano, seis foguetes foram lançados."

FONTE: do portal da FAB (http://www.fab.mil.br/notimp#n88972). [Título, imagem e trechos entre colchetes em azul acrescentados por este blog 'democracia&política'].

PETROBRAS DESCOBRE MUITO MAIS PETRÓLEO NO PRÉ-SAL




Do blog "Fatos e Dados", da Petrobras

Novo poço confirma potencial de petróleo leve na área de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos

"A perfuração do segundo poço na área de Carcará (Bloco BM-S-8), localizado em águas ultraprofundas do pré-sal da Bacia de Santos, confirmou o potencial de petróleo leve na região.

O poço 3-SPS-105 (nomenclatura Petrobras), informalmente conhecido como "Carcará Norte", está localizado a 4,6 km ao norte do poço descobridor (4-SPS-86B), em profundidade de água de 2.072 metros.

Esse poço comprovou a descoberta de petróleo de boa qualidade (31º API) em reservatórios também de excelente qualidade, situados logo abaixo da camada de sal, a partir da profundidade de 5.820 metros.

O poço encontra-se em perfuração e atingiu, até o momento, a profundidade de 6.178 metros. A perfuração constatou expressiva coluna de petróleo de 352 metros em reservatórios contínuos e conectados. Dados de pressão comprovam se tratar da mesma acumulação do poço descobridor.

Ao término da perfuração, está previsto um teste de formação para avaliar a produtividade dos reservatórios. Neste ano, também está programada a continuidade da perfuração do poço 3-SPS-104DA (3-BRSA-1216DA-SPS – Carcará Noroeste), prosseguindo com as atividades previstas no Plano de Avaliação de Descoberta (PAD).

O PAD de Carcará, aprovado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), tem término previsto para março de 2018.

A Petrobras é operadora do consórcio (66%), em parceria com a Petrogal Brasil (14%), Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás (10%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. (10%)."

FONTE: do blog "Fatos e Dados", da Petrobras   (http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/novo-poco-confirma-potencial-de-petroleo-leve-na-area-de-carcara-no-pre-sal-da-bacia-de-santos.htm).[Título acrescentado por este blog 'democracia&política']

O CASO GRIPEN E A TECNOLOGIA DE DEFESA




A tecnologia de defesa e o caso Gripen


"Em toda nação industrializada, os dois maiores investimentos em inovação ocorrem nas áreas de saúde e de defesa. Por razões estratégicas, a área de defesa prioriza o controle tecnológico nacional. E essas duas visões marcaram a escolha do sueco Gripen como o avião de combate a ser desenvolvido no país.

A análise da Aeronáutica foi central para a escolha do avião – superando a maior tradição dos FX dos Estados Unidos e da francesa Dassault. E o ponto central para a escolha foi a ampla transferência de tecnologia prevista no acordo.

Quarta-feira, no "59º Fórum de Debates Brasiliana", o Brigadeiro Paulo Roberto de Barros Chã, Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) apresentou amplo quadro dos acordos de transferência de tecnologia com a Saab-Scania, fabricante do Gripen.

Para toda compra pública no exterior acima de US$ 5 milhões, a Constituição exige acordos "offset", ou seja a contrapartida a ser oferecida pelo vendedor.

Nas primeiras discussões sobre o FX (a compra de aviões pela FAB), chegava-se a falar em contrapartidas que nada tinham a ver com o objeto do contrato.

Desta vez, a Força Aérea exigiu que todas as contrapartidas fossem na forma de transferência de tecnologia, ou então de investimentos em equipamentos da Aeronáutica.

Ao todo, a COPAC gerencia 22 projetos, sempre em parceria com o setor privado e, algumas vezes, em parceria com outros países.

No caso das armas de combate do Gripen, o desenvolvimento envolveu as empresas Opto Eletrônica, Mectron, Avibras.

O projeto H-XBR, para fabricação de helicópteros de médio porte, começou com parceria inicial com a França, até se obter o domínio da fabricação.

O projeto Gripen NG, a COPAC definiu um conjunto de áreas relevantes, para as contrapartidas exigidas dos suecos, passando por aviônicas e sensores, integração de motor, integração de armamentos entre outras.

Por uma dessas jabuticabas brasileiras, o TCU (Tribunal de Contas da União) não aceita que a Aeronáutica indique as empresas brasileiras que receberão a transferência de tecnologia. Por isso mesmo, em uma área crítica de segurança nacional, [graças à regra antinacional do TCU] são os fornecedores estrangeiros que indicam os parceiros nacionais...

O acordo "offset" do Gripen envolve US$ 9,1 bilhões. Estão nele as empresas Embraer, Akaer, Atech, AEL, Mectron e o DCTA (da FAB).

Essas empresas absorverão conhecimento na área de materiais compostos, simuladores de vôo, planejamento de missão, sistemas de treinamento baseados em computador, design, desenvolvimento e suporte de sistemas relacionados com a aviônica.

A parceria levou à Suécia 160 engenheiros e 80 técnicos da Embraer, 26 da Atech, 12 da Mectron, 7 da Akaer, 43 da INBRA, 8 da AEL.

Em que pese problemas orçamentários, mudanças de governo e de prioridades, a indústria da defesa logrou criar casos de sucesso.

É o caso da Optron, uma empresa de produtos óticos de São Carlos que acabou desenvolvendo sistemas sofisticados para satélites brasileiros. Ou a AEL, empresa com 70 funcionários antes de 2001, hoje com 230, participando de projetos no Novo Centro Tecnológico de Defesa, no Polo Espacial, e nos satélites brasileiros."

FONTE: escrito por Luis Nassif no "Jornal GGN"  (http://jornalggn.com.br/noticia/a-tecnologia-de-defesa-e-o-caso-gripen). [Trecho entre colchetes acrescentado por este blog 'democracia&política'].

CORRUPÇÃO É ESCÂNDALO, MAS SONEGAÇÃO É DETALHE...




Corrupção é escândalo, sonegação é detalhe

Por Fernando Brito

"Embora todas as estimativas digam que o Brasil perde muito mais com a sonegação de impostos – R$ 415 bilhões, estima-se, no ano passado do que com a corrupção - cálculo de até R$ 100 bilhões, em 2012, segundo a FIESP – as iniciativas para combater a evasão de tributos são tratadas quase que com indiferença.

Aliás, quase silêncio, se comparado às malfeitorias de Paulo Roberto Cunha, Alberto Youssef e outros na Petrobras.

Veja que a “Operação Zelotes”, que desviou do Fisco valores maiores, praticamente sumiu das páginas.

Quinta-feira, o Estadão noticiou, sem estardalhaço, que a Receita Federal fará uma "Operação Caça-­Laranja" em São Paulo, contra um grupo de 278 empresas que emitiram R$ 6 bilhões em notas fiscais presumivelmente “frias” só no ano passado.

A suspeita é que as empresas foram criadas apenas no papel para fluir e lavar recursos desviados e sonegados.Foram mobilizadas 24 Delegacias da Receita em todo o Estado. Segundo a Receita, o objetivo da operação é verificar se efetivamente essas empresas existem e se estão operando normalmente”

A suspeita que sejam de fachada vem de “terem emitido valores expressivos de notas fiscais de venda de mercadorias ou prestação de serviços em 2014″ sem terem recolhido impostos. Não possuem empregados registrados, não têm endereços compatíveis com suas atividades e não apresentam movimentações bancárias compatíveis com o que faturam.

Só em São Paulo e só em um ano.

No século da eletrônica, dos sistemas, das transações de dinheiro por via eletrônica, cheias de registros e rastros, temos uma legislação que torna “sacrossanta” a movimentação bancária, que seria a chave para bloquear todo tipo de esperteza.

Até uma modesta microempresa, menor que um grão de areia, como este blog, não movimentou, em um ano e meio, quase, um centavo que não fosse por via bancária. E emite nota, recolhendo imposto, sobre cada R$ 10 que seus generosos leitores depositam na conta de contribuições, claro que somando tudo e recolhendo sobre o total, para não viver emitindo dezenas ou centenas de notas.

O sigilo bancário, que nem constitucional é, precisa de novo entendimento. Deve ser inviolável quando se trata da privacidade de cidadãos, seus gastos, de quanto e onde são. Mas jamais nas transações empresariais que, inclusive, já têm de ter de ser registradas, com pagador e recebedor e motivo em outros documentos públicos. E que têm de ser, obrigatoriamente, feitas por via bancária, salvo, claro, quando se tratarem de valores irrisórios."

FONTE: escrito por Fernando Brito no seu blog "Tijolaço"  (http://tijolaco.com.br/blog/?p=27091).

PIB DO 1º TRIMESTRE CAI 0,2% NO BRASIL E O TRIPLO NOS EUA (0,7%)




[A economia cai aqui 0,2%. E, nos EUA, mais de o triplo, 0,7%. A crise é mundial]

Por Fernando Brito


"O Governo dos Estados Unidos divulgou os dados do seu PIB (GDP, na sigla deles) do primeiro trimestre e a revisão dos números de 2014.

É de fazer murchar as orelhas da Míriam Leitão.

No trimestre inaugural de 2015, queda de 0,7%.

E agora, ao contrário do ano passado, não houve nevasca para culpar.

Aqui, onde o IBGE soltou os dados também hoje, queda de 0,2%.

A coisa está ruim aqui? Está.

Mas está em toda a economia mundial, em séria crise e isso se reflete também aqui.

Não é o caso de falar em marolinha, porque o Governo não tem os saldos que possuía na crise de 2008/09 e que se consumiram para mitigar seus efeitos, pelo investimento público e pelo crédito para inversões e consumo.

Quem se recorda de que soltavam foguetes com a “forte recuperação” da economia dos EUA no início do ano passado?

Quem vai recordar que o FMI colocava o Brasil como um dos “cinco frágeis” do mundo, ao lado de Índia, Turquia, Indonésia e África do Sul?

Quem vai lembrar que essa retomada americana foi o sinal para a alta dos juros, numa “competição” que nunca houve com um possível aumento da taxa de juros dos EUA, da qual todos falavam?

Há problemas sérios nas contas brasileiras, mas eles só chegaram a este ponto por três fatores essenciais: excesso de generosidade nas desonerações tributárias, elevação dos custos de energia com a seca, retração do consumo e a insegurança negocial em setores com grande peso na economia, como petróleo e gás e construção pesada, levando a uma imensa queda na Fomação Bruta de capital Fixo: investimentos.

A situação, porém, é agravada por um terrorismo diário que desmotiva o país a trabalhar e investir.

Em lugar de vermos que há uma crise mundial e quais são os nossos espaços para sofrer menos com ela, parece que há uma torcida pelo desastre.

E, como no futebol, embora torcida não ganhe jogo, afeta, em maior ou menor grau, o desempenho do time."

FONTE: escrito por Fernando Brito no seu blog "Tijolaço"  (http://tijolaco.com.br/blog/?p=27119).[Título e trecho entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'] 

POR QUE OS EUA INVESTIGAM A FIFA SOMENTE AGORA?





[OS EUA SEMPRE FORAM O GRANDE ISRAEL... Os judeus lá financiam e controlam tudo, o Congresso, o governo, o mercado financeiro, a indústria de armas, criam guerras]

Dias antes da votação para expulsar Israel, EUA ordena ataque contra a FIFA

Do "Moon of Alabama" (dos EUA)

A situação na Cisjordânia é muito pior que o apartheid que se viu na África do Sul, porque os extremistas e direitistas israelenses querem “extinguir a Palestina” – disse Rajoub.

Na década de 1960, a FIFA manteve a África do Sul suspensa durante décadas, porque não respeitava as políticas de não discriminação da associação. Um mês depois do levante da juventude de Soweto, em 1976, a FIFA expulsou a África do Sul.

[Esta semana], os EUA forçaram a polícia suíça a assaltar, encarcerar e extraditar seis funcionários da FIFA, por corrupção presumida. As prisões – com a presença com certeza preparada de jornalistas do "New York Times" no local – aconteceram pouco antes de uma votação na FIFA, para decidir sobre a expulsão de Israel, da organização.

5ª-feira, a Federação Internacional de Futebol Association, FIFA, reuniu-se em Zurique para celebrar seu 
65º Congresso Mundial regular.

Um dos pontos da ordem do dia é a discussão e votação de “suspensão ou expulsão de um membro”. Na mesma ordem do dia, lê-se “Atualização sobre Israel e Palestina”.

A Associação de Futebol da Palestina solicitou votação nesse Congresso da FIFA para suspender Israel como membro da FIFA.

O grupo palestino opõe-se a que as equipes israelenses joguem na Cisjordânia. Além disso, afirma que Israel restringe os movimentos dos jogadores palestinos entre Cisjordânia e Gaza – e impede que participem em encontros internacionais.

Israel mantém a intimidação e entendo que não tenha direito de continuar a agir como dono da bola” – disse, falando de Israel, o presidente da Associação de Futebol da Palestina Jibril Rajoub. “Se os israelenses usam a questão da segurança, posso garantir que o problema de segurança deles é também meu problema de segurança. Estou disposto a fixar parâmetros para os problemas de segurança. Mas a segurança não deve ser usada (...) como se fosse ferramenta destinada a manter essa política israelense racista de apartheid.

Rajoub declarou que a situação na Cisjordânia é muito pior que o apartheid que se viu na África do Sul, porque os extremistas e direitistas israelenses querem “extinguir a Palestina”. Na década de 1960, a FIFA manteve a África do Sul suspensa durante décadas porque não respeitava as políticas de não discriminação da associação. Um mês depois do levante da juventude de Soweto, em 1976, a FIFA expulsou a África do Sul.

Não estou pedindo que a FIFA suspenda a associação israelense. Estou pedindo que ponha fim ao sofrimento dos jogadores palestinos” – disse Rajoub. – “Estou pedindo que se ponha fim aos agravos e humilhações que sofremos”.

Para que Israel seja expulsa da FIFA, são necessários votos de 75% dos 209 estados-membros da FIFA, e havia boa possibilidade de a expulsão ser aprovada.

Havia, porque agora, como por acaso, como se nunca antes ninguém tivesse corrompido ou sido corrompido no mundo do futebol, o governo dos EUA ordenou que a Polícia suíça assaltasse o hotel no qual se hospedam os mais altos funcionários da FIFA e prender alguns que estivessem por lá, sob acusações de corrupção. E mais: os EUA exigem que sejam extraditados para serem julgados em tribunal norte-americano.

Também por puro acaso, repórteres e fotógrafos do "New York Times" estavam ali, no salão daquele preciso hotel, às 6h da manhã, para que a cobertura do ‘evento’ pudesse ser ‘notícia’ dos primeiros jornais matinais, como escreve o mesmo NYT em artigo de 3ª feira (aqui):

Coincidindo com a reunião de diretores da FIFA, órgão superior do futebol mundial, reuniram-se mais de uma dezena de agentes suíços da lei, que chegaram ao hotel Baur au Lac sem aviso. O hotel é estabelecimento de luxo, cinco estrelas, com vistas para os Alpes e o lago de Zurique. Dirigiram-se à recepção, recolheram as chaves e subiram as escadas até os apartamentos ‘selecionados’. (...)

As acusações falam de corrupção generalizada na FIFA nas duas últimas décadas, dentre outras nas licitações para a realização das Copas do Mundo, e nos acordos para comercialização de produtos e exibição por televisão, segundo disseram três policiais que conhecem diretamente o caso. As acusações incluem fraude, extorsão e lavagem de dinheiro, e os policiais disseram que o alvo da ação eram os membros do poderoso Comitê Executivo da FIFA, que tem grande poder e promove o próprio negócio praticamente em segredo.

Embora alguns dos acusados sejam cidadãos norte-americanos, não se sabe ainda que complexas manobras o Departamento de Justiça dos EUA terá de fazer para explicar a ‘exigência’ de que os acusados sejam julgados em território dos EUA:

A lei nos EUA dá ampla autoridade ao Departamento de Justiça para levar ao juiz casos contra estrangeiros que vivam no exterior, autoridade que os agentes da lei já usaram em várias ocasiões, em casos de terrorismo internacional. Esses casos podem depender que qualquer mínima conexão com os EUA, como usar um banco ou um provedor de serviços de Internet norte-americanos.

Há corrupção em marcha quando a FIFA decide celebrar o Campeonato do Mundo num ou noutro país? 

Eu nunca imaginei que havia jogos de azar no cassino! Há jogo em Casablanca? Estou chocado!

--Rick: E por que querem fechar meu bar? Qual o motivo?
--Capitán Renault: Muito me surpreende! Estou muito surpreendido por comprovar que aqui se joga! [Um crupier entrega a Renault um pacote de dinheiro] 
--Croupier: A sua parte, senhor.
--Capitán Renault: Oh, muito obrigado.

Além do assalto ao hotel ordenado pelos EUA, os suíços vêm-se obrigados a também iniciar um procedimento penal em relação à votação que escolheu as sedes das Copas do Mundo 2018 e 2022 na Rússia e no Qatar. Os EUA perderam a chance de receber esses eventos, e os falcões norte-americanos, quando perdem, põem-se imediatamente a tentar melar o jogo e mudar o resultado.

Não que o pagamento de subornos para serem escolhidos como sede e organizadores de uma competição mundial seja evento totalmente inexistente e ignorado nos EUA. Mas parece que agora, em todos os casos em que forem derrotados, os EUA imediatamente se põem a ‘promover mudança de regime’ na cúpula da organização que não tenha escolhido... os EUA.

Nos EUA, é legal subornar políticos mediante o financiamento das campanhas eleitorais, em quantidades praticamente ilimitadas.

Nunca, em tempo algum, um banqueiro, um, que fosse, foi jamais acusado de prática fraudulenta massiva, nem na mais recente em Wall Street, que levou a economia mundial ao atoleiro em que está. O mundo sabe disso, e não gosta que esses EUA deem lições de moral.

A FIFA, que com certeza é corrupta, é também a alma do futebol mundial e entidade que organiza o campeonato esportivo que mobiliza mais público em todo o mundo. Se os EUA acreditam que invadir hotéis, em movimento em tudo semelhante e ataques terroristas, encontrará alguma solidariedade em todo o mundo, estão muito enganados.

Principalmente porque, dessa vez, o motivo do assalto ao hotel e aos dirigentes da FIFA, como se tivesse acontecido por acaso, já é bastante óbvio. Por exemplo, graças a Ashel Pfeffer, jornalista israelense, que se pavoneia, pelo Twitter:

[traduzido] “Anshel Pfeffer – Coitado do Jibril Rajoub. Parece que o truque dele não vai conseguir muita atenção #FIFA”

Deixe-me adivinhar: será que todos já sabem que o esse foi, exatamente, o verdadeiro propósito do ataque à FIFA? #Israel?"

FONTE: do "Moon of Alabama" (dos EUA). Transcrito no site "Patria Latina"  (http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?cod=15467). [Título, subtítulo e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política']

"AÇÃO DO FBI NA FIFA FOI GEOPOLÍTICA E IMPERIALISTA"




"AÇÃO DO FBI NA FIFA FOI GEOPOLÍTICA E IMPERIALISTA", [diz especialista norte-americano]

"Para o advogado americano John Shulman, especialista em mediação de negociações, cofundador do 'Centro para a Negociação e a Justiça dos EUA', e formado em direito pela Universidade de Harvard, a ação das autoridades americanas na Fifa tem objetivos geopolíticos e de dominação.

"No caso, para colocar pressão na Rússia (sede da Copa de 2018), com quem o país tem tido problemas recentemente, e no Qatar (sede da Copa de 2022), onde também existem questões geopolíticas", afirmou. Segundo o americano, "todo mundo sabe" que a Fifa é corrupta, "mas os EUA não estão fazendo isso pelo bem do futebol". "Há empresas nos EUA muito mais corruptas do que a Fifa, pode ter certeza", garantiu. 

Do "Brasil 247"

A operação deflagrada nesta semana pelos Estados Unidos contra a corrupção na Fifa, que levou à prisão 14 figurões do futebol mundial, não foi exclusivamente para "coibir práticas criminosas em seu território" ou "moralizar os negócios por trás do esporte". O objetivo principal é geopolítico.

Quem defende o argumento é o advogado americano John Shulman, professor convidado da "Fundação Dom Cabral", especialista em mediação de negociações, cofundador do "Centro para a Negociação e a Justiça dos EUA", e formado em direito pela Universidade de Harvard.

"Com essa ação, os EUA enviam dois recados. Para o mundo, o de que o nosso sistema legal pode lhe pegar se você estiver fazendo algo errado. Internamente, mostramos que tomamos a iniciativa de resolver a corrupção dos outros", diz o professor. "Há empresas nos EUA muito mais corruptas do que a FIFA, pode ter certeza", garantiu.

Para o professor, há vários pontos obscuros no envolvimento americano nas investigações. "A logística de uma operação internacional desse porte simplesmente não vale a pena. Até porque não há um número de vítimas nos EUA que justifiquem tamanha mobilização", argumenta.

"Para mim, trata-se claramente do seguinte: são os EUA mobilizando seu aparato legal interno em prol de questões geopolíticas. No caso, para colocar pressão na Rússia (sede da Copa de 2018), com quem o país tem tido problemas recentemente, e no Qatar (sede da Copa de 2022), onde também existem questões geopolíticas".

John cita ainda a chance para os EUA desestruturarem uma organização que, corrupta ou não, tem tentáculos de poder que fogem ao seu alcance. "A ONU está presente em vários países, mas os EUA têm poder sobre ela. Isso não acontece com a FIFA, o que causa uma ruptura da hegemonia americana". "É claro que a FIFA é corrupta. Todo mundo sabe disso. Mas os EUA não estão fazendo isso pelo bem do futebol", completa John".

FONTE: do portal "Brasil 247"  (http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/182948/A%C3%A7%C3%A3o-do-FBI-na-Fifa-foi-geopol%C3%ADtica-e-imperialista.htm).[Trecho entre colchetes acrescentado por este blog 'democracia&política']