sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A "GLOBO" E A DIREITA SEMPRE JOGARAM SUJO CONTRA A PETROBRAS



A "Globo" sempre jogou sujo contra a Petrobras


Por Emanuel Cancella, em comentário no portal Viomundo"

"Na década de 90, os petroleiros foram protestar na porta da "Globo" no Rio, no Jardim Botânico.

A emissora [em consonância com interesses estadunidenses e com a política privatista do governo PSDB/FHC] fez campanha pela privatização da Petrobras, comparando a Petrobras a um paquiderme e chamando os petroleiros de marajás.

O tempo mostrou quem tinha razão: hoje a Petrobras descobriu o pré-sal, que elevou nossas reservas a 60 bilhões de barris de petróleo, o que nos garante o consumo para os próximos 50 anos, e está entre as maiores petroleiras no mundo, inclusive através de seus impostos financiando 75% do PAC, além de vários programas sociais e culturais.

Hoje, a corrupção é investigada e corruptos e corruptores estão indo para cadeia e o Ministério Publico anunciou que vai tentar recuperar R$ 1 bilhão desviado da Petrobras.

Só para se ter uma idéia do recente passado, em 1999 o então presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, fez um repasse de R$ 1,4 bilhão no escândalo conhecido como “Marka e FonteCindam”, dizendo que era "para impedir a quebra do sistema financeiro brasileiro"...

Esse dinheiro nunca voltou aos cofres públicos e FHC/PSDB ainda posa de paladino da moral e dos bons costumes [!...].

A Policia Federal, o Ministério Público e o Congresso Nacional nunca cobraram responsabilidade de FHC/PSDB.

Agora, a "Globo" faz campanha sistemática e diária contra a Petrobras e ainda tem a cara de pau de bater na porta do palácio do Planalto, muito provavelmente para pedir dinheiro através de campanhas publicitárias do governo na emissora.

A "Globo", sem nenhum escrúpulo, faz campanha pela vinda das empreitaras norte-americanas para o Brasil, para substituir as nossas empresas envolvidas em corrupção na Petrobras.

Só que as empreiteiras norte-americanas são as mais sujas e corruptas do mundo, responsáveis inclusive pelo maior vazamento de petróleo do mundo, no Golfo do México.

Agora, a "Globo" faz campanha pelos escritórios advocatícios norte-americanos, estimulando os acionistas a entrarem com ações contra a Petrobras.

Não sei se esses advogados americanos são os melhores defensores de acionistas, haja vista que a Petrobras, apesar da campanha sórdida da "Globo", vai bem obrigado. Já nos EUA e no mundo, os acionistas da GM e do Citibank, entre outros, estão a ver navios pós-quebradeira dos EUA em 2008.

Creio que está chegando a hora de os brasileiros voltarem à porta da "Globo" para barrar seu jogo sujo contra a Petrobras e em favor dos norte-americanos".


FONTE: escrito por Emanuel Cancella, diretor do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), em comentário no portal "Viomundo"   (http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/emanuel-cancella-globo-sempre-jogou-sujo-contra-petrobras.html).[Trecho entre colchetes acrescentado por este blog 'democracia&política'].

Petroleiros: "O 'MERCADO' NÃO DESTRUIRÁ A PETROBRAS"



Em agosto de 2000, o governo FHC/PSDB lançou as ações da Petrobrás na Bolsa de Nova Iorque privatizando 36% de seu capital acionário

Do "Primeira Mão", boletim da FUP (Federação Única dos Petroleiros)

"A absurda guerra especulativa que derrubou as ações da Petrobrás traz de volta ao centro do debate político o projeto de lei construído pela FUP e movimentos sociais para transformar a estatal em uma empresa 100% pública.

A proposta foi apresentada ao Congresso Nacional em 2009, onde tramitou em conjunto com os projetos do governo Lula que estabeleceram um novo marco regulatório para o pré-sal.

Desde 2011, o projeto dos petroleiros (PLS 531/2009) está parado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ), aguardando distribuição.

Nunca foi tão necessário que o Estado brasileiro aumente sua participação no controle acionário da Petrobrás e resgate a empresa do capital especulativo”, ressaltou o coordenador da FUP, José Maria Rangel, lembrando que o mercado sempre tentou pautar a empresa e o governo.

Esses ataques se arrastam desde o ano passado, com a tentativa de imposição da paridade internacional dos preços de combustíveis. É sempre o mesmo discurso de que a Petrobrás não tem capacidade de se financiar e por isso não pode ser a operadora única do pré-sal”, comenta Zé Maria, destacando que o movimento sindical petroleiro irá atuar junto com os parlamentares do campo da esquerda para resgatar o PLS 531/2009 e lutar para que seja aprovado.

Além de reestruturar a Petrobrás para que seja 100% pública e estatal, o projeto de lei construído pela FUP e movimentos sociais restabelece o monopólio da empresa sobre todas as atividades da indústria de petróleo e gás, bem como a retomada dos blocos exploratórios que foram leiloados sob o regime de concessão.

O PLS 531/2009 também prevê a constituição de um Fundo Social Soberano para que todos os recursos excedentes do petróleo sejam aplicados em políticas públicas que atendam as necessidades do povo brasileiro.

FHC/PSDB entregou 36% das ações da estatal

Não se pode perder de vista que o atual ataque especulativo que a Petrobrás sofre, além de ter motivações políticas, é também efeito colateral do projeto de privatização conduzido por Fernando Henrique Cardoso/PSDB entre 1995 e 2002.

Além de quebrar o monopólio da empresa, o governo tucano entregou 36% do seu capital acionário ao setor privado, derramando no mercado 180 milhões de ações da estatal, das quais 60% foram adquiridas por investidores estrangeiros na Bolsa de Nova Iorque.

Desde então, a Petrobrás passou a responder a Wall Street, muitas vezes tendo que contrariar interesses do povo brasileiro para se submeter às regras do mercado financeiro norte-americano.

Nesse processo de internacionalização, a empresa perdeu o acento agudo no brás (mantido pela FUP) e quase virou "Petrobrax".

Mercado está de olho no pré-sal

Para a FUP, está cada vez mais claro que o mercado é que está dando o tom da campanha de desmoralização da Petrobrás,com objetivos nitidamente políticos e econômicos.

As máscaras estão caindo. O que eles querem é desconstruir a lei da partilha, tirar da Petrobrás o papel de operadora única do pré-sal e entregar estas reservas bilionárias às multinacionais”, revela Zé Maria, ressaltando que 2015 será um ano de lutas intensas.

Vamos colocar de volta nas ruas o projeto dos movimentos sociais por uma Petrobrás 100% pública”, destacou."


FONTE: do "Primeira Mão", boletim da FUP (Federação Única dos Petroleiros). Transcrito no portal "Viomundo"  (http://www.viomundo.com.br/denuncias/federacao-unica-dos-petroleiros-o-mercado-nao-destruira-petrobras.html).

ANO EXUBERANTE DA IMPRENSA MEQUETREFE




ANO EXUBERANTE DA IMPRENSA MEQUETREFE


Daniel Quoist

Por DANIEL QUOIST

A grande perdedora de 2014 foi a grande imprensa – TV Globo, O Globo, Folha de S.Paulo, Estado de São Paulo, revistas Época e Veja – que abdicou do jornalismo para descambar na panfletagem política.

"Finalmente, chega ao fim este 2014, um ano com todo o jeitão de “ano facultativo”. Carnaval, semana santa, 11 feriados nacionais diversos? Bem, isso é para um ano comum, ordinário.

Fato é que 2014 contou com uma surpreendente Copa do Mundo de Futebol em junho e, também, com concorridas eleições presidenciais em outubro.

Isso fez toda a diferença – festa, mais festa e novas festas.

Futebol e política, democracia em todo seu esplendor – vibração incomum se estendendo nos campos de futebol de 12 capitais brasileiras, manifestações a favor e contra, black blocs, ruas incendiadas.

É exatamente este o 2014 que entra em nossa História. Tempo de desafios, , decisão entre modelos de governança, escolha entre visões de mundo, opção entre justiça econômica e justiça social, mais Estado e Estado mínimo, mídia conflagrada como há muito não se via – partidarizada até a medula, alguns veículos de comunicação envergonhadamente torcendo contra o Governo e açodadamente servindo como assessoria de imprensa de uma Oposição curtida em três imensas derrotas majoritárias que se alongam de 2002 a 2014 e transbordará para depois de 2018.

A grande perdedora de 2014 não foi a Oposição, porque essa perdeu para si mesma – sem propostas, sem discurso que empolgasse 200 milhões de brasileiros e sempre jogando na retranca quando não podia aumentar a torcida pelo sempre aguardado – e sempre adiado – "caos" que nunca veio e nunca se materializou.

A grande perdedora de 2014 foi a grande imprensa – TV Globo, O Globo, Folha de S.Paulo, Estado de São Paulo, revistas Época e Veja – que abdicou do jornalismo para descambar na panfletagem política, começando por ocultar dos lugares de relevo (capas, primeiras páginas, cadernos nobres, grandes reportagens, escalada de telejornais em horário nobre) o megaescândalo dos trens/metrô de São Paulo envolvendo sucessivos governos tucanos em São Paulo por mais de década e meia, a formidável seca de água em São Paulo, a maior metrópole da América Latina, resultante da falta de previsibilidade dos governos tucanos aliado à ausência de investimentos a hora e a tempo na mastodôntica empresa de águas e esgotos de São Paulo, a SABESP.

A mesma grande imprensa que nunca deixou passar qualquer vestígio, por tênue que fosse envolvendo lideranças petistas em malfeitorias ou com algum trânsito com o Governo Federal.

A falência jornalística dos maiores conglomerados de comunicação do país pode ser autopsiada mediante a absoluta ausência de investigação e de respostas cabais para o barulhento e inconveniente passivo que legará para o ano novo de 2015:

1 - Qual o volume de recursos financeiros do governo de Minas Gerais aplicados ao longo de 12 anos nas empresas de comunicação "Arco-Íris", de propriedade do senador derrotado à presidência República Aécio Neves?

2 - De onde vinha, para onde seguia e em quais aeroportos e pistas de pousos, ao menos em Minas Gerais, fizera uso o helicóptero apreendido com 449 quilos de cocaína de propriedade do senador mineiro Zezé Perrela (PDT-MG), correligionário do senador Aécio Neves?

3 - A quem pertencia o avião que matou o presidenciável pernambucano Eduardo Campos e quais os motivos do PSB para não esclarecer os custos da citada aeronave ao longo da campanha de Eduardo Campos e sua substituta Marina Silva à presidência da República?

4 - Porque a grande imprensa simplesmente se faz de morta - passados 8 meses! - desde que o ministro Gilmar Mendes pediu vistas durante julgamento no STF, no exato momento em que seis ministros já reconheciam que as doações de empresas para campanhas eleitorais ferem a Constituição? Onde as cobranças, os editoriais e as matérias investigando os motivos que levam Gilmar Mendes a travar por tão longo prazo a conclusão do importante julgamento, mesmo sabendo que seu voto em nada poderá alterar a decisão da Suprema Corte?


Essas são as grandes questões que 2014 lega para 2015."

FONTE: escrito por Daniel Quoist, 55, mestre em jornalismo e ativista dos direitos humanos. Publicado no jornal digital "Brasil 247"  (http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/164054/Ano-exuberante-da-imprensa-mequetrefe.htm).

"GLOBO" E PSDB QUEREM UM PRIVATISTA NA PRESIDÊNCIA DA PETROBRAS



Adriano Pires, cogitado para a presidência da Petrobras, se Aécio vencesse a eleição: Foto: Site do PSDB

Moraes, da FUP: "Candidato do 'Globo' para Petrobras é privatista empedernido; defende o pior modelo de exploração do petróleo"

Por Conceição Lemes, no "Viomundo"

"Durante a campanha eleitoral, os tucanos, inclusive o candidato derrotado Aécio Neves, diziam abertamente que pretendiam voltar ao modelo antigo de exploração de petróleo.

Leia-se: regime de concessão, que vigorou na era FHC/PSDB.

Em 6 de agosto de 1997, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sancionou a lei que liberou às grandes petroleiras internacionais a exploração do petróleo nas costas brasileiras, atividade até então exclusiva da Petrobrás.

Em 22 de dezembro de 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alterou o modelo de exploração. Passou do “regime de concessão” para o de "partilha". É a lei 12.351/2010. Atualmente, nas áreas não licitadas do pré-sal e no campo de Libra, vigora a partilha. Já nas áreas leiloadas anteriormente à lei de Lula, o modelo de concessão.

O “mercado” e os seus tentáculos midiáticos nunca se conformaram com a mudança.

Nos últimos dias, com as denúncias de corrupção na Petrobrás, voltaram à cena, sem a menor preocupação de camuflar os reais objetivos: derrubar a presidente da Petrobras, Graça Foster; e voltar ao modelo de concessão, abrindo, assim, a possibilidade de Shell, Exxon, Chevron explorarem o pré-sal.

São tão caraduras que já têm até um substituto para Graça Foster: o consultor Adriano Pires, lançado pelo "O Globo". Adriano é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integrante do "Instituto Milenium".

Na campanha eleitoral, o Adriano Pires teve o nome ventilado para a presidência da Petrobrás, caso Aécio Neves vencesse”, alerta João Antonio de Moraes, diretor da "Federação Única dos Petroleiros" (FUP).

Ele, como os tucanos, defende com unhas e dentes o modelo de concessão. Seguramente, o pior modelo de exploração do petróleo para o povo brasileiro. É um privatista empedernido.

Hoje em dia, há basicamente quatro modelos de exploração de petróleo no mundo. O "Viomundo" pediu então ajuda a Moraes, para nos explicar, de forma bem didática, as principais diferenças entre eles:

Monopólio – É o modelo que o Brasil adotou até 6 agosto de 1997, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sancionou a nova lei do petróleo, que o extinguiu. Toda a exploração do petróleo antes ficava nas mãos da Petrobrás. É o que a FUP defende e considera mais avançado.

Concessão – Vigorou de 6 de agosto de 1997 a 22 de dezembro de 2010, quando o ex-presidente Lula sancionou a lei 12.351, que instituiu o modelo de partilha.

No modelo de concessão, é feito o leilão da área em disputa. Ganha a empresa que oferecer maior parcela de dinheiro para o Estado. Nesse modelo, 100% do petróleo produzido após a licitação passa a pertencer à empresa vencedora. Ela só tem de pagar os tributos.

No modelo de concessão, o controle fica na mão das empresas, o que favorece a exploração predatória. Foi o que aconteceu na Argentina com a "Repsol". A Argentina tinha reservas importantes que lhe garantiriam o futuro. Porém, graças às privatizações e ao modelo de concessão lá vigente, a Argentina exportou petróleo a 5 dólares o barril. Em setembro, estava tendo de importar a 100 dólares o mesmo barril. Atualmente, a 66 dólares.

Além de esgotar rapidamente a reserva do campo, o modelo de concessão implica outros riscos:

* Não gerar postos de trabalho na cadeia como um todo, já que possibilita a exploração do petróleo a qualquer preço.

* Não utilizar o retorno econômico do campo para fazer pesquisas. Aí, também um dos motivos dos ataques à Petrobrás, pois menos dinheiro vai para o bolso.

[Risco] Ambiental. Foi o que aconteceu num poço da empresa americana Chevron no Campo do Frade, na Bacia de Campos (RJ), em novembro de 2011. A Chevron quis produzir mais rápido e não respeitar normas de segurança. Resultado: um grande vazamento de petróleo no mar.

O risco ambiental é maior no modelo de concessão porque o mecanismo que o Estado tem para controlar é muito pequeno. O máximo que pode se fazer é multar. Foi o que aconteceu no Campo de Frade. O Estado brasileiro multou e a Chevron voltou a produzir.

Partilha – É o que está em vigor. Começou a ser adotado no segundo governo Lula. É o meio termo entre a concessão e o monopólio.

No modelo de partilha, ganha a empresa que oferecer mais petróleo ao Estado brasileiro. Foi o que aconteceu no leilão do campo de Libra. Ganhou a empresa que ofereceu 41% do petróleo ao Estado. De cada barril de petróleo ali produzido, 41% ficam para o povo brasileiro. E mais os tributos sobre todo o volume explorado.

No modelo de partilha, diferentemente da concessão, a única operadora da área é a Petrobrás. O que permite ao povo brasileiro, através do Estado, controlar a produção.

Na partilha, as outras empresas entram como sócias investidoras. Mas quem vai trabalhar o campo, contratar os equipamentos, navios e, principalmente, controlar a produção é a Petrobrás. Isso é o mais importante. Permite que o país explore-o de acordo com as suas necessidades em vez de exauri-lo rapidamente, como acontece com a concessão.

Serviços – O Estado contrata os serviços de uma empresa para explorar o petróleo e paga por esse serviço. Mas o petróleo é do Estado.

A manutenção do modelo de partilha é questão de soberania nacional”, sustenta João Antonio de Moraes. “É fundamental para a gente não seja um mero produtor de petróleo cru. E que se façam investimentos tanto na cadeia anterior – produção de navios, plataformas, gerando emprego e renda aqui nos estaleiros — quanto na outra ponta, que seria a refinaria, petroquímica e a indústria de transformação de plásticos”.


FONTE: escrito por Conceição Lemes, no portal "Viomundo"   (http://www.viomundo.com.br/denuncias/moraes-da-federacao-dos-petroleiros.html).

PETROBRAS ANUNCIA A 1ª VENDA DE DIESEL DA REFINARIA ABREU LIMA-PE



Graça Foster anuncia primeira venda de diesel da Refinaria Abreu e Lima 

Do blog "Fatos e Dados", da Petrobras

"A presidente Maria das Graças Silva Foster anunciou na quarta-feira (17/12), durante café da manhã de confraternização de final de ano com jornalistas, na nossa sede, que fizemos a primeira venda comercial de diesel da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), localizada em Pernambuco. Dessa forma, detalhou, recebemos a primeira receita obtida com a unidade. "É uma grande satisfação", avaliou a presidente. 




O diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza, ressaltou ainda que, com a operação da RNEST, a importação de derivados, principalmente de diesel e de gasolina, deverá ser reduzida em 100 mil barris por dia. O volume disponibilizado pela RNEST para o mercado local é de 13 mil m³ de diesel S-500 (teor de enxofre de 500 partes por milhão). A primeira nota fiscal foi emitida para a "Petrobras Distribuidora", com volume de aproximadamente 1.600 m³.

Durante o encontro, a presidente Graça Foster também destacou os bons resultados alcançados com o "Programa de Otimização de Custos Operacionais" (PROCOP), que deverá nos proporcionar economia de R$ 10 bilhões este ano. O gerente executivo de Desempenho, Mário Jorge da Silva, informou que a redução de custos com o 
PROCOP entre janeiro e setembro já chegou a R$ 7,4 bilhões, ultrapassando a meta de R$ 7,3 bilhões estabelecida para todo o ano de 2014. No comparativo com o mesmo período de 2013, quando o PROCOP resultou em economia de R$ 4,8 bilhões, a redução de custos foi 54% maior. “Esse número já supera a meta do ano. As equipes e os equipamentos têm respondido melhor do que o previsto”, destacou Mário Jorge.

O "Programa de Aumento da Eficiência Operacional" (PROEF) também alcançou excelentes resultados no período entre janeiro e setembro de 2014. Criado para recuperar os índices de produtividade em nossos campos maduros, o 
PROEF permitiu a recuperação de 135 mil barris de petróleo por dia. Um aumento de 156% em relação ao mesmo período de 2013, quando a recuperação foi 53 mil barris por dia. Em setembro, destacou o executivo, a UO-BC (Unidade operacional da Bacia de Campos) alcançou a maior produção dos últimos 20 meses (420 mil barris por dia) e a maior eficiência dos últimos 50 meses (82%). 

A receita de vendas no período de janeiro a setembro de 2014 foi outro destaque, totalizando R$ 252,2 bilhões. O valor representa crescimento de 13% em relação ao mesmo período de 2013, quando a receita de vendas foi de R$ 223,9 bilhões. A receita de vendas do terceiro trimestre de 2014 foi de R$ 88,4 bilhões, montante 7% maior que o registrado no trimestre anterior (R$ 82,3 bilhões).

Os recursos gerados pelas nossas atividades operacionais superaram os investimentos no terceiro trimestre de 2014, o que resultou em fluxo de caixa líquido positivo de R$ 4,2 bilhões. 


A produção de petróleo que operamos registrou crescimento de 6,7% entre janeiro e setembro de 2014, chegando a 2,096 milhões de barris por dia, no comparativo com o mesmo período de 2013. Somente no terceiro trimestre de 2014 a produção atingiu a marca de 2,207 milhões de barris por dia, 6,5% a mais do que os 2,072 milhões de barris produzidos diariamente no segundo trimestre.

Novo diretor de Governança, Risco e Conformidade deverá ser escolhido até janeiro

A presidente destacou que prevemos divulgar o balanço do terceiro trimestre até o fim de janeiro e informou que em 30 dias já deveremos contar com uma lista de três nomes de executivos para que o nosso Conselho de Administração (CA) escolha o novo diretor de Governança, Risco e Conformidade. Ela informou que assinamos contrato com uma empresa internacional especializada em recrutamento de altos executivos e que, em um mês, a contratada deverá nos apresentar a lista tríplice. O novo diretor, que deverá iniciar os trabalhos logo após a decisão do CA, terá como missão assegurar a conformidade processual e mitigar riscos nas nossas atividades, dentre eles, os de fraude e corrupção.

Por fim, a presidente destacou a forma integrada de atuação da atual diretoria e afirmou que estamos nos tornando uma empresa melhor, com melhores práticas de governança. "Eu acredito e meus colegas diretores acreditam no projeto Petrobras que nós tocamos, que nós conduzimos, do jeito que nós fazemos. E é por isso que nós estamos sentados aqui, juntos", afirmou."



FONTE: do blog "Fatos e Dados", da Petrobras
   (http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/graca-foster-anuncia-primeira-venda-de-diesel-da-refinaria-abreu-e-lima.htm).

CASCO DA P-66, CONSTRUÍDO NO RIO GRANDE-RGS, CHEGA A ANGRA DOS REIS-RJ




Casco da P-66 chega a Angra dos Reis

Do blog "Fatos e Dados", da Petrobras

"O casco da plataforma P-66 chegou terça-feira (16/12) ao "Estaleiro Brasfels", em Angra dos Reis (RJ). Há uma semana (8/12), ela deixou o "Estaleiro Rio Grande 1" (ERG 1), em Rio Grande (RS), e navegou a distância de quase dois mil quilômetros para chegar ao estaleiro fluminense.

A P-66 é a primeira plataforma da série de oito "FPSO replicantes" que estão em construção para atendimento às demandas de produção de petróleo no Brasil. FPSO (Floating Production Storage Offloading Unit) é a sigla em inglês que identifica uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo.

É o primeiro casco de um FPSO (navio-plataforma) totalmente construído no país. No "Brasfels" ocorrerá a instalação dos módulos sobre o casco, integração, interligações e testes dos equipamentos e sistemas.

A P-66 irá produzir no campo de Lula, módulo de Lula Sul, no pré-sal da Bacia de Santos, operado pela Petrobras (65%) em parceria com a "BG E&P Brasil" (25%) e a "Petrogal Brasil" (10%).

Dados do casco P-66:

Boca (largura do casco): 54 m
Pontal (linha de centro – altura do casco): 31,5 m
Calado máximo: 23,1 m
Peso total: 353.500 t
Peso de aço: 42.800 t

Dados do FPSO completo:

Ancoragem em profundidade d’água de 2.200m
Comprimento total: 288 m
Acomodações: 110 pessoas
Estocagem óleo: 1.670.000 bbl
Geração elétrica: 4 turbogeradores de 25 MW
Capacidade de processamento: 150.000 bbl/d de óleo, 6 milhões de m³/d de gás (máximo)".

FONTE: d
o blog "Fatos e Dados", da Petrobras  (http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/casco-da-plataforma-p-66-chega-a-angra-dos-reis.htm).

EUA ESTÃO NUM CAMINHO QUE LEVA À GUERRA NUCLEAR





O PERIGOSO GOLPE DOS EUA COM O PETRÓLEO  

Golpe do petróleo dos EUA visa perpetuar “reciclagem extorsionista” do dólar

Acabou a alegria dos produtores: subterfúgio saudi-estadunidense derruba ações e crédito

O Golpe do Petróleo

Por MIKE WHITNEY, de Washington-EUA, no "Counterpunch":

John Kerry, secretário de Estado dos Estados Unidos, alegadamente fechou um acordo com o rei Abdullah em setembro sob o qual os sauditas venderiam petróleo cru abaixo do preço de mercado. Isso ajudaria a explicar a queda do preço num momento em que, dada a confusão causada no Iraque e na Síria pelo Estado Islâmico, normalmente o preço estaria subindo”. ("Stakes are high as US plays the oil card against Iran and Russia", Larry Eliot, no diário britânico "Guardian")

Os poderosos dos Estados Unidos estão colocando o país sob o risco de outra crise financeira para intensificar sua guerra econômica contra Moscou e para avançar em seu plano de “controle da Ásia”.

O que está acontecendo: Washington persuadiu os sauditas a abarrotar o mercado de petróleo para derrubar os preços, dizimar a economia da Rússia e reduzir a resistência de Moscou ao crescente cerco da OTAN e às novas bases militares dos Estados Unidos na Ásia Central.

O esquema saudita-estadunidense derrubou os preços do petróleo à metade desde o pico de junho.

O grande declínio dos preços ameaça estourar a bolha dos endividados, aumentou a turbulência nos mercados de crédito e derrubou as ações globais.

Os mercados em polvorosa e o contágio econômico não detiveram Washington e seu plano irresponsável, um plano que usa o regime marionete de Riyadh para a guerra dos Estados Unidos por recursos naturais.

Aqui vai um breve resumo de um artigo de F. William Engdahl intitulado “The Secret Stupid Saudi-US Deal on Syria:

Detalhes emergem de um acordo secreto e estúpido da Arábia Saudita com os Estados Unidos sobre a Síria e o assim chamado Estado Islâmico. Envolve o controle de gás e petróleo em toda a região e o enfraquecimento da Rússia e do Irã, com os sauditas abarrotando o mercado mundial com petróleo barato. Os detalhes foram acertados em setembro numa reunião entre o secretário de Estado John Kerry e o rei saudita…

…"o reino da Arábia Saudita está invadindo os mercados com petróleo barato, causando uma guerra de preço dentro da OPEP… Os sauditas estão dirigindo as vendas para a Ásia, em particular para seu grande comprador asiático, a China, com oferta de petróleo entre 50 e 60 dólares o barril, em vez do preço anterior de 100 dólares. A operação de desconto dos sauditas parece coordenada com uma operação de guerra do Tesouro dos Estados Unidos, através de seu 'Office of Terrorism and Financial Intelligence', em cooperação com um punhado de operadores de Wall Street que controlam os negócios com derivativos de petróleo. O resultado é pânico no mercado, que ganha impulso diariamente. A China está feliz de comprar petróleo barato, mas seus aliados — a Rússia e o Irã — estão sofrendo severamente"

De acordo com Rashid Abanmy, presidente do "Saudi Arabia Oil Policies and Strategic Expectations Center", baseado na capital saudita, o dramático colapso dos preços está sendo causado deliberadamente pelo maior produtor da OPEP. A razão pública alegada é a "conquista de novos mercados", por conta da queda de demanda global. A razão real, segundo ele, é colocar pressão no Irã por causa de seu programa nuclear e na Rússia, para acabar com o apoio ao regime de Bashar al-Assad na Síria… Mais de 50% do orçamento russo vem da exportação de gás e petróleo. 


A manipulação do preço por parte dos Estados Unidos e da Arábia Saudita visa a desestabilizar fortes oponentes das políticas globalistas dos Estados Unidos. Alvos incluem Irã e Síria, ambos aliados da Rússia na oposição aos Estados Unidos como único superpoder. O alvo principal, no entanto, é a Rússia de Putin, a maior ameaça hoje à hegemonia dos Estados Unidos ("The Secret Stupid Saudi-US Deal on Syria", F. William Engdahl, BFP)

Os Estados Unidos precisam atingir seus objetivos na Ásia Central ou abrir mão da posição de único superpoder do mundo. É por isso que os formuladores de política dos Estados Unidos embarcaram numa aventura tão arriscada. Não há outra forma de sustentar o status quo que permite aos Estados Unidos impor o sistema dólar ao mundo, um sistema pelo qual os Estados Unidos trocam papel moeda produzido à vontade pelo seu Banco Central por recursos naturais, produtos manufaturados e trabalho duro. 


Washington está preparada para defender sua extorsionista reciclagem de petrodólares até o fim, mesmo se o resultado for guerra nuclear.



Como a inundação do mercado causa instabilidade

Os efeitos destrutivos e desestabilizadores desse plano lunático podem ser vistos em toda parte. Preços do petróleo em queda tornam mais difícil para as empresas de energia conseguir financiamento para rolar suas dívidas ou manter as operações atuais.

As companhias emprestam com base no tamanho de suas reservas, mas quando os preços caem quase 50% — como aconteceu nos últimos seis meses — o valor dessas reservas cai, o que reduz o acesso delas ao mercado de crédito e força os dirigentes a vender bens a preço de liquidação ou enfrentar bancarrota.

Se o problema ficasse contido no setor, não haveria razão para se preocupar. Mas o que preocupa Wall Street é que a falência de empresas de energia poderia afetar todo o sistema financeiro e engolir os bancos. Apesar de seis anos de taxas de juros zero e do chamado "monetary easing", os grandes bancos estadunidenses estão perigosamente descapitalizados, o que significa que uma onda inesperada de falências poderia causar o colapso das instituições mais fracas e jogar todo o sistema em nova crise. Aqui está um excerto de um post do "Automatic Earth" intitulado “O petróleo vai matar os bancos zumbis?:

Se os preços caírem ainda mais, significa que a maior parte do edifício construído em torno do gás de xisto desabaria [PS do Viomundo: Um negócio que teve crescimento espetacular nos Estados Unidos em anos recentes]. E isso causaria um terremoto no mundo financeiro, já que alguém ofereceu os empréstimos sobre os quais o edifício se assentou. Um número imenso de investidores se endividou com taxas altas de juros, inclusive investidores institucionais, e eles estão quase se queimando… Se o preço do petróleo continuar nesse caminho, o Banco Central deve começar a pensar em outro resgate dos bancos de Wall Street". ("Will Oil Kill the Zombies?", Raúl Ilargi Meijer, "Automatic Earth")

O problema com a queda dos preços do petróleo não é apenas com a deflação ou a redução dos lucros; é o fato de que todos os setores da indústria — exploração, desenvolvimento e produção — está sobre uma montanha de tinta vermelha (junk bonds). Quando aquela dívida não puder mais ser refinanciada, os emprestadores primários (instituições financeiras e garantidores) vão enfrentar grandes perdas, que causarão efeito dominó em todo o sistema.
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Na semana passada, preços do petróleo em queda começaram a impactar os mercados de crédito, com os investidores se livrando de dívidas que parecem impagáveis. Os sinais de contágio já são aparentes e devem piorar. Investidores temem que, se não acionarem o botão de vendas agora, não encontrarão compradores mais tarde. Em outras palavras, a liquidez está secando rapidamente, o que por sua vez acelera o declínio do mercado. Naturalmente, isso afeta os papéis do Tesouro americano, que são vistos como livres de risco. Com os investidores jogando tudo nos papéis do Tesouro, as taxas de juros de longo prazo estão coladas no chão. Na sexta-feira, a taxa de juros nos papéis de 10 anos do Tesouro bateu em minúsculos 2,08%, o que seria de se esperar no meio de uma Depressão.

A insurgência liderada pelos sauditas reverteu a direção do mercado, colocou as ações globais em mergulho e causou pânico nos mercados de crédito. Enquanto o sistema financeiro se aproxima de uma nova crise, autoridades de Washington permanecem em silêncio, nunca soltando mais que um pio sobre a política saudita que pode ser descrita como um ato deliberado de terrorismo financeiro.

Por quê? Por que Obama e companhia ficam calados enquanto os preços do petróleo desabam, uma indústria nacional é demolida e as ações caem de um precipício? Pode ser porque atuam em conjunto com os sauditas num grande jogo para aniquilar os inimigos da gloriosa "New World Order"?

Tudo indica que sim."

PS do Viomundo: E o chamado PIG quer fazer você crer que quem está derrubando as ações da Petrobras na Bolsa é a Graça Foster!

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FONTE: escrito por MIKE WHITNEY, no "Counterpunch". Transcrito no portal "Viomundo"  (http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/mike-whitney-golpe-petroleo-dos-estados-unidos-visa-perpetuar-reciclagem-extorsionista-dolar.html). [Título e imagem do google acrescentados por este blog 'democracia&política'].