Brasil registra criação de mais de 1 milhão de empregos em 2009, diz Lupi
"O ministro Carlos Lupi (Trabalho) anunciou nesta segunda-feira que já foram criados, este ano, mais de 1 milhão de empregos formais. O saldo superou as metas do governo. Ao longo de 2008, foram geradas 1,452 milhão de vagas.
Ele antecipou dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) relativos a outubro, que serão divulgados nos próximos dias, que indicam que no acumulado de janeiro outubro, o número de novos empregos já superou a meta traçada por ele para este ano.
Lupi lembrou que poucos acreditavam na sua previsão, em meio à recuperação do país após a crise. Em dezembro, o país chegou a registrar perda de 654 mil empregos, recorde em dez anos, pelo números do Caged.
"Acharam que eu era maluco, os pessimistas não acreditavam. Mas os números estão aí e provam que minha previsão estava certa", afirmou, ao participar da abertura da Fenashore, em Niterói, região metropolitana do Rio.
O ministro acrescentou que o país já vê a crise pelo retrovisor. "Crise é coisa de gringo", comentou."
FONTE: reportagem da Folha Online, no Rio, divulgada hoje (09/11). Também reproduzida pelo blog "Por um novo Brasil", de Jussara Seixas.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
A ENTREVISTA DE LULA AO "FINANCIAL TIMES"
"Luiz Inácio Lula da Silva está em plena atividade. Sorrindo amplamente e de charuto favorito na mão, o presidente do Brasil narra com entusiasmo o dia em que disse não para o Fundo Monetário Internacional. “Eu chamei o [Rodrigo de] Rato [ex-diretor] no FMI e disse que não queria o dinheiro dele. Ele ficou realmente chateado“, ri. “O Rato disse: ‘Mas os empréstimos para o Brasil são realmente importantes para mim’“.
Para Lula e seus 190 milhões de compatriotas, a memória do Brasil regularmente indo de chapéu na mão para o FMI ainda irrita. Apenas uma década atrás, na esteira da crise financeira asiática e russa, o Brasil foi forçado a desvalorizar sua moeda, o real, e recorrer a empréstimos de emergência do FMI.
Mas agora as mesas foram viradas. “Nós fomos um dos últimos países a entrar em crise e fomos um dos primeiros a sair”, diz o primeiro ex-torneiro mecânico de 64 anos a ser eleito presidente, em 2002.
Para o próximo ano, o último do seu mandato, está confiante que a economia do Brasil vá crescer mais do que saudáveis 5%. “Não muito tempo atrás eu costumava sonhar em acumular US$ 100 bilhões em reservas cambiais”, diz, ainda sorrindo amplamente. “Logo nós vamos ter US$ 300 bilhões“.(...)
FONTE: publicado hoje (09/11) no blog do jornalista Luis Nassif (onde consta link para o texto completo e em inglês da reportagem do Financial Times).
Para Lula e seus 190 milhões de compatriotas, a memória do Brasil regularmente indo de chapéu na mão para o FMI ainda irrita. Apenas uma década atrás, na esteira da crise financeira asiática e russa, o Brasil foi forçado a desvalorizar sua moeda, o real, e recorrer a empréstimos de emergência do FMI.
Mas agora as mesas foram viradas. “Nós fomos um dos últimos países a entrar em crise e fomos um dos primeiros a sair”, diz o primeiro ex-torneiro mecânico de 64 anos a ser eleito presidente, em 2002.
Para o próximo ano, o último do seu mandato, está confiante que a economia do Brasil vá crescer mais do que saudáveis 5%. “Não muito tempo atrás eu costumava sonhar em acumular US$ 100 bilhões em reservas cambiais”, diz, ainda sorrindo amplamente. “Logo nós vamos ter US$ 300 bilhões“.(...)
FONTE: publicado hoje (09/11) no blog do jornalista Luis Nassif (onde consta link para o texto completo e em inglês da reportagem do Financial Times).
COMPARAR DILMA COM SERRA
"A enorme besteira do PSDB: comparar Dilma ao Serra. Também, resta o que?
O PSDB mais uma vez demonstra o seu desespero e parte para uma estratégica que não tem como dar certo. O problema é que o PSDB está desesperado e sem alternativas.
O blog do Josias traz hoje um post cujo título é "Contra plebiscito, PSDB quer comparar Serra a Dilma" e diz o seguinte:
"O tucanato já esboça a estratégia de sua campanha para a sucessão presidencial. Vai na contramão do que planejou Lula.
Em vez da “armadilha” plebiscitária idealizada pelo presidente –a era FHC X a era Lula ou o “Nós contra eles”—, o PSDB arquiteta outro tipo de comparação.
No comando da caravana da oposição, o partido deseja estabelecer um confronto de biografias: a de José Serra contra a de Dilma Rousseff."
Enquanto isso, o Elio Gaspari mostra, em sua coluna no Globo e na Folha, com o título "Duas crises financeiras, dois resultados" (só para assinantes), o que o eleitor levará em conta nas eleições presidenciais em 2010.
"Um malvado devorador de números fez um exercício e comparou as iniciativas tomadas pelo tucanato durante a crise financeira internacional de 1997/1999 com as medidas postas em prática pelo atual governo desde o ano passado. Fechando o foco nas mudanças tributárias, resulta que os tucanos avançaram no bolso da patuleia, enquanto Nosso Guia botou dinheiro na mão da choldra.
Entre maio de 1997 e dezembro de 1998 o governo remarcou, para cima, as alíquotas de sete impostos, além de passar a cobrar um novo tributo." E por aí vai...
Todo mundo sabe, inclusive o PSDB-DEM-PPS, que eleição presidencial é feita com base no bolso. Assim se elegeu o paquiderme eleitoral Fernando Henrique Cardoso. Na conta do Plano Real. Se a comparação fosse entre biografias, Lula, que quase ganhou as eleições em 1989, teria vencido esta.
Imaginem, como será a campanha eleitoral de 2010. De um lado, o Lado Obscuro da Força tentando mostrar que Serra é muito melhor do que a Dilma - baseado em sabe lá Deus o que - e do outro os Jedi mostrando quadros comparativos como o que segue:
F H C x L U L A
RISCO BRASIL
2.700 PONTOS x 200 PONTOS
SALÁRIO MÍNIMO
78 DÓLARES x 210 DÓLARES
DÓLAR
R$ 3,00 x R$ 1,78
DIVIDA FMI
NÃO MEXEU [cresceu] x PAGOU
INDUSTRIA NAVAL
NÃO MEXEU [desestimulou] x RECONSTRUIU
UNIVERSIDADES NOVAS
NENHUMA x 10
EXTENSÕES UNIVERSITÁRIAS
NENHUMA x 45
ESCOLAS TÉCNICAS
NENHUMA x 214
VALORES E RESERVAS DO TESOURO NACIONAL
185 BILHÕES DE DÓLARES NEGATIVOS x 160 BILHÕES DE DÓLARES POSITIVOS
CRÉDITOS PARA O POVO em % PIB
14% x 34%
ESTRADAS DE FERRO
NENHUMA x 03 (EM ANDAMENTO)
ESTRADAS RODOVIÁRIAS
90% DANIFICADAS x 70% RECUPERADAS
INDUSTRIA AUTOMOBILIÍSTICA
EM BAIXA 20% x EM ALTA 30%
CRISES INTERNACIONAIS
04 ARRASANDO O PAÍS x NENHUMA (PELAS RESERVAS ACUMULADAS)
CÂMBIO
FIXO: ESTOURANDO O TESOURO NACIONAL x FLUTUTANTE: COM LIGEIRAS INTERVENÇÕES DO BACEN
TAXA DE JUROS SELIC
27% x 11%
MOBILIDADE SOCIAL
2 MILHÕES DE PESSOAS SAÍRAM DA LINHA DE POBREZA x 23 MILHÕES DE PESSOAS SAÍRAM DA LINHA DE POBREZA
EMPREGOS
780 MIL EMPREGOS x 11 MILHÕES DE EMPREGOS
INVESTIMENTOS EM INFRAESTRURA
NENHUM x 504 BILHÕES DE REAIS PREVISTOS ATÉ 2010
POLICIA FEDERAL
80 PRISÕES [PRESÍDIOS] x 2.750 PRISÕES [PRESÍDIOS]
MERCADO INTERNACIONAL
SEM CRÉDITO PARA COMPRAR UMA CAIXA DE FÓSFORO x "INVESTIMENT GRADE"
Além de mostrar quadros como este - ainda faltam as conquistas de 2009 e 2010 - ficará a seguinte pergunta no ar: você quer que sua vida continue melhorando ou vai arriscar voltar ao caos anterior a 2003?
Isso sem contar que comparar biografias políticas será fatal para o Serra, especialmente quando a campanha dos Jedi mostrar que o desgoverno do Serra na Prefeitura e no Governo do Estado de São Paulo agregará mais voto ainda para a Dilma.
Bye bye Serra 2010!"
FONTE: publicado ontem no blog "FBI-Festival de Besteiras da Imprensa", de Augusto da Fonseca.
O PSDB mais uma vez demonstra o seu desespero e parte para uma estratégica que não tem como dar certo. O problema é que o PSDB está desesperado e sem alternativas.
O blog do Josias traz hoje um post cujo título é "Contra plebiscito, PSDB quer comparar Serra a Dilma" e diz o seguinte:
"O tucanato já esboça a estratégia de sua campanha para a sucessão presidencial. Vai na contramão do que planejou Lula.
Em vez da “armadilha” plebiscitária idealizada pelo presidente –a era FHC X a era Lula ou o “Nós contra eles”—, o PSDB arquiteta outro tipo de comparação.
No comando da caravana da oposição, o partido deseja estabelecer um confronto de biografias: a de José Serra contra a de Dilma Rousseff."
Enquanto isso, o Elio Gaspari mostra, em sua coluna no Globo e na Folha, com o título "Duas crises financeiras, dois resultados" (só para assinantes), o que o eleitor levará em conta nas eleições presidenciais em 2010.
"Um malvado devorador de números fez um exercício e comparou as iniciativas tomadas pelo tucanato durante a crise financeira internacional de 1997/1999 com as medidas postas em prática pelo atual governo desde o ano passado. Fechando o foco nas mudanças tributárias, resulta que os tucanos avançaram no bolso da patuleia, enquanto Nosso Guia botou dinheiro na mão da choldra.
Entre maio de 1997 e dezembro de 1998 o governo remarcou, para cima, as alíquotas de sete impostos, além de passar a cobrar um novo tributo." E por aí vai...
Todo mundo sabe, inclusive o PSDB-DEM-PPS, que eleição presidencial é feita com base no bolso. Assim se elegeu o paquiderme eleitoral Fernando Henrique Cardoso. Na conta do Plano Real. Se a comparação fosse entre biografias, Lula, que quase ganhou as eleições em 1989, teria vencido esta.
Imaginem, como será a campanha eleitoral de 2010. De um lado, o Lado Obscuro da Força tentando mostrar que Serra é muito melhor do que a Dilma - baseado em sabe lá Deus o que - e do outro os Jedi mostrando quadros comparativos como o que segue:
F H C x L U L A
RISCO BRASIL
2.700 PONTOS x 200 PONTOS
SALÁRIO MÍNIMO
78 DÓLARES x 210 DÓLARES
DÓLAR
R$ 3,00 x R$ 1,78
DIVIDA FMI
NÃO MEXEU [cresceu] x PAGOU
INDUSTRIA NAVAL
NÃO MEXEU [desestimulou] x RECONSTRUIU
UNIVERSIDADES NOVAS
NENHUMA x 10
EXTENSÕES UNIVERSITÁRIAS
NENHUMA x 45
ESCOLAS TÉCNICAS
NENHUMA x 214
VALORES E RESERVAS DO TESOURO NACIONAL
185 BILHÕES DE DÓLARES NEGATIVOS x 160 BILHÕES DE DÓLARES POSITIVOS
CRÉDITOS PARA O POVO em % PIB
14% x 34%
ESTRADAS DE FERRO
NENHUMA x 03 (EM ANDAMENTO)
ESTRADAS RODOVIÁRIAS
90% DANIFICADAS x 70% RECUPERADAS
INDUSTRIA AUTOMOBILIÍSTICA
EM BAIXA 20% x EM ALTA 30%
CRISES INTERNACIONAIS
04 ARRASANDO O PAÍS x NENHUMA (PELAS RESERVAS ACUMULADAS)
CÂMBIO
FIXO: ESTOURANDO O TESOURO NACIONAL x FLUTUTANTE: COM LIGEIRAS INTERVENÇÕES DO BACEN
TAXA DE JUROS SELIC
27% x 11%
MOBILIDADE SOCIAL
2 MILHÕES DE PESSOAS SAÍRAM DA LINHA DE POBREZA x 23 MILHÕES DE PESSOAS SAÍRAM DA LINHA DE POBREZA
EMPREGOS
780 MIL EMPREGOS x 11 MILHÕES DE EMPREGOS
INVESTIMENTOS EM INFRAESTRURA
NENHUM x 504 BILHÕES DE REAIS PREVISTOS ATÉ 2010
POLICIA FEDERAL
80 PRISÕES [PRESÍDIOS] x 2.750 PRISÕES [PRESÍDIOS]
MERCADO INTERNACIONAL
SEM CRÉDITO PARA COMPRAR UMA CAIXA DE FÓSFORO x "INVESTIMENT GRADE"
Além de mostrar quadros como este - ainda faltam as conquistas de 2009 e 2010 - ficará a seguinte pergunta no ar: você quer que sua vida continue melhorando ou vai arriscar voltar ao caos anterior a 2003?
Isso sem contar que comparar biografias políticas será fatal para o Serra, especialmente quando a campanha dos Jedi mostrar que o desgoverno do Serra na Prefeitura e no Governo do Estado de São Paulo agregará mais voto ainda para a Dilma.
Bye bye Serra 2010!"
FONTE: publicado ontem no blog "FBI-Festival de Besteiras da Imprensa", de Augusto da Fonseca.
A PRETENSA "ELITE" PAULISTA QUER VESTIDOS MAIS LONGOS
Luiz Claudio Vieira de Oliveira:
A importância do diferente
"Como professor aposentado, fiquei chocado com o que vi. Mas o debate tem que ir mais longe e mais fundo. O que se viu foi a manifestação de preconceitos contra a figura de outro, de um outro, qualquer que seja ele: metalúrgico, mulher, índio, pobre, sem diploma, ou seja, de qualquer periferia que incomode aqueles que se acham no centro, mesmo que esse centro não exista, seja algo fictício, visto apenas por aqueles que o criaram e que acreditam nele.
Uma universidade tem o dever de abrigar as alteridades, de aceitar as diferenças e de, até mesmo, incentivá-las. O saber não avança por semelhanças, mas por diferenças, por contradições, pelo confronto de contrários. Suprimir as diferenças é impor um discurso elitista e preconceituoso, oposto ao que deve ser um discurso universitário.
O pior é que a multidão que vaiou se considera melhor, mais "da elite", mais defensora de "valores" que a moça que foi vaiada. Eles se consideram o centro. Mas de quê? E o terrível é que atitudes desse tipo são mais comuns que imaginamos, em todos os setores da sociedade. Desde os mais bem aquinhoados economicamente ou culturalmente, até os menos beneficiados. Anos de pensamento autoritário produzem frutos como esse."
Nota do 'Viomundo': "Ao excelente comentário eu acrescentaria que um dos princípios da democracia é a defesa das minorias. Posso discordar do Caetano Veloso quando ele chama o Lula de analfabeto, por exemplo, mas lutarei sempre para que ele tenha o direito de dizê-lo."
[e também que se tenha o direito de apontar que Caetano Veloso é um imbecil, pretenso 'intelectual', a serviço da campanha pela volta da direita ao poder].
FONTE: publicado hoje no portal "Vi o mundo", do jornalista Luiz Carlos Azenha [exceto o título e pequeno adendo entre colchetes, acrescentados por este blog].
A importância do diferente
"Como professor aposentado, fiquei chocado com o que vi. Mas o debate tem que ir mais longe e mais fundo. O que se viu foi a manifestação de preconceitos contra a figura de outro, de um outro, qualquer que seja ele: metalúrgico, mulher, índio, pobre, sem diploma, ou seja, de qualquer periferia que incomode aqueles que se acham no centro, mesmo que esse centro não exista, seja algo fictício, visto apenas por aqueles que o criaram e que acreditam nele.
Uma universidade tem o dever de abrigar as alteridades, de aceitar as diferenças e de, até mesmo, incentivá-las. O saber não avança por semelhanças, mas por diferenças, por contradições, pelo confronto de contrários. Suprimir as diferenças é impor um discurso elitista e preconceituoso, oposto ao que deve ser um discurso universitário.
O pior é que a multidão que vaiou se considera melhor, mais "da elite", mais defensora de "valores" que a moça que foi vaiada. Eles se consideram o centro. Mas de quê? E o terrível é que atitudes desse tipo são mais comuns que imaginamos, em todos os setores da sociedade. Desde os mais bem aquinhoados economicamente ou culturalmente, até os menos beneficiados. Anos de pensamento autoritário produzem frutos como esse."
Nota do 'Viomundo': "Ao excelente comentário eu acrescentaria que um dos princípios da democracia é a defesa das minorias. Posso discordar do Caetano Veloso quando ele chama o Lula de analfabeto, por exemplo, mas lutarei sempre para que ele tenha o direito de dizê-lo."
[e também que se tenha o direito de apontar que Caetano Veloso é um imbecil, pretenso 'intelectual', a serviço da campanha pela volta da direita ao poder].
FONTE: publicado hoje no portal "Vi o mundo", do jornalista Luiz Carlos Azenha [exceto o título e pequeno adendo entre colchetes, acrescentados por este blog].
FHC/PSDB: "O GOVERNO LULA SIMPLESMENTE ESTÁ PARADO"
A vida é dura, Fernandão
A inveja tem a vantagem de corroer o invejoso por dentro
O "Conversa Afiada" reproduz comentário [copiado do 'Hermenauta'] enviado pelo amigo navegante Oliveira:
Recordar é viver
Fernando Henrique Cardoso, em entrevista à IstoÉDinheiro, em 27 de agosto de 2003:
“DINHEIRO – O sr. tem falado com empresários de todos os setores da economia. Como está o clima?
FERNANDO HENRIQUE – O pessoal está com medo. Não há sinais claros de retomada do crescimento, o desemprego é grande e o investimento, baixo. Os empresários ainda estão desconfiados sobre se o atual governo será capaz de seguir uma linha coerente. Há muita discussão dentro do PT e a base política do governo não parece sólida. Há uma torcida a favor e um medo que não dê certo.
DINHEIRO – Como o sr. se posiciona?
FERNANDO HENRIQUE – Este cenário não é irrealista. Há uma indefinição no centro do poder diante da pergunta: o que este governo quer fazer? Eu sei que o presidente Lula pode dizer “ah, mas eu estou há apenas sete meses no governo”. Sim, mas estava há vinte na oposição. Afinal, qual é o seu programa de governo? O País precisa ter rumo, mas hoje não sabemos qual é a direção. Isso é que dá incerteza. O governo está nos levando para onde? Primeiro, o próprio governo tem de saber. Segundo, tem de dizer. Mas não tem feito nem uma coisa nem outra. O governo simplesmente não está andando. Está parado.”
Mendonça de Barros, em seminário recente no instituto Fernando Henrique Cardoso – , na matéria da Maria Christina Fernandes:
“Mendonça de Barros cita as conversas que tem tido com investidores estrangeiros e empresários brasileiros para dizer que seu otimismo com o país é compartilhado. “Um empresário que está vendendo três mil carros por dia, (e dirige-se a Safra, sentado bem à sua frente ) cliente de vocês lá, me disse – ‘Lula é o máximo’”.“
Deve ser duro pro Fernandão."
FONTE: publicado hoje (09/11) no portal "Conversa Afiada", do jornalista Paulo Henrique Amorim.
A inveja tem a vantagem de corroer o invejoso por dentro
O "Conversa Afiada" reproduz comentário [copiado do 'Hermenauta'] enviado pelo amigo navegante Oliveira:
Recordar é viver
Fernando Henrique Cardoso, em entrevista à IstoÉDinheiro, em 27 de agosto de 2003:
“DINHEIRO – O sr. tem falado com empresários de todos os setores da economia. Como está o clima?
FERNANDO HENRIQUE – O pessoal está com medo. Não há sinais claros de retomada do crescimento, o desemprego é grande e o investimento, baixo. Os empresários ainda estão desconfiados sobre se o atual governo será capaz de seguir uma linha coerente. Há muita discussão dentro do PT e a base política do governo não parece sólida. Há uma torcida a favor e um medo que não dê certo.
DINHEIRO – Como o sr. se posiciona?
FERNANDO HENRIQUE – Este cenário não é irrealista. Há uma indefinição no centro do poder diante da pergunta: o que este governo quer fazer? Eu sei que o presidente Lula pode dizer “ah, mas eu estou há apenas sete meses no governo”. Sim, mas estava há vinte na oposição. Afinal, qual é o seu programa de governo? O País precisa ter rumo, mas hoje não sabemos qual é a direção. Isso é que dá incerteza. O governo está nos levando para onde? Primeiro, o próprio governo tem de saber. Segundo, tem de dizer. Mas não tem feito nem uma coisa nem outra. O governo simplesmente não está andando. Está parado.”
Mendonça de Barros, em seminário recente no instituto Fernando Henrique Cardoso – , na matéria da Maria Christina Fernandes:
“Mendonça de Barros cita as conversas que tem tido com investidores estrangeiros e empresários brasileiros para dizer que seu otimismo com o país é compartilhado. “Um empresário que está vendendo três mil carros por dia, (e dirige-se a Safra, sentado bem à sua frente ) cliente de vocês lá, me disse – ‘Lula é o máximo’”.“
Deve ser duro pro Fernandão."
FONTE: publicado hoje (09/11) no portal "Conversa Afiada", do jornalista Paulo Henrique Amorim.
GASTO BÁSICO DOS POBRES JÁ SUPERA O DE RICOS
Estudo mapeia consumo de alimentos e itens de higiene
Nos últimos 12 meses até setembro deste ano, as classes D e E das regiões Norte e Nordeste do País gastaram R$ 8,8 bilhões com alimentos e produtos de higiene e limpeza. Essa cifra é 5% maior que a desembolsada pelas camadas A e B do Sudeste no mesmo período com esses itens, informa estudo da empresa de pesquisa domiciliar LatinPanel.
Em igual período de 2008, a situação era inversa: o gasto das camadas que compõem a base da pirâmide social no Norte e no Nordeste com bens não duráveis havia sido 5% inferior ao das classes A e B do Sudeste.
Para os pesquisadores, inflação em baixa, ganhos de renda e menor exposição à crise financeira explicam o fenômeno.
Desse modo, a classe C, que era a mais cortejada pela indústria e pelo comércio, começa a perder a atratividade para as camadas inferiores cujas despesas só estão focadas no básico."
FONTE: publicado hoje (09/11) no "O Estado de São Paulo".
Nos últimos 12 meses até setembro deste ano, as classes D e E das regiões Norte e Nordeste do País gastaram R$ 8,8 bilhões com alimentos e produtos de higiene e limpeza. Essa cifra é 5% maior que a desembolsada pelas camadas A e B do Sudeste no mesmo período com esses itens, informa estudo da empresa de pesquisa domiciliar LatinPanel.
Em igual período de 2008, a situação era inversa: o gasto das camadas que compõem a base da pirâmide social no Norte e no Nordeste com bens não duráveis havia sido 5% inferior ao das classes A e B do Sudeste.
Para os pesquisadores, inflação em baixa, ganhos de renda e menor exposição à crise financeira explicam o fenômeno.
Desse modo, a classe C, que era a mais cortejada pela indústria e pelo comércio, começa a perder a atratividade para as camadas inferiores cujas despesas só estão focadas no básico."
FONTE: publicado hoje (09/11) no "O Estado de São Paulo".
CHÁVEZ PARECE CAIR NA ARMADILHA
A ESTRATÉGIA USUAL DOS EUA PARA OCUPAR OS PAÍSES PRODUTORES DE PETRÓLEO FUNCIONOU NO IRAQUE E ESTÁ EM CURSO NA VENEZUELA. CHÁVEZ, SEM QUERER, ESTÁ CONTRIBUINDO
1ª ETAPA: demonização do governante (não-colaborativo aos interesses dos EUA) na 'grande mídia' mundial. Assim como Saddam Hussein, Chávez já é rotulado como "ditador, tirano, antidemocrático, provocador, belicista, terrorista, ameaça à paz e à liberdade" etc etc.
2ª ETAPA: provocação de conflito com país vizinho. Saddam Hussein caiu na armadilha da então embaixadora dos EUA, que insuflou a histórica reivindicação iraquiana de recuperar o Kwait ao dizer que, para os EUA, era "problema interno do Iraque". No caso da Venezuela, evidencia-se o desenrolar da 2ª etapa, com o acirramento da crise com a Colômbia causado pelo acordo militar EUA-Colômbia. Chávez, parece não compreender que está sendo atiçado justamente para "escalar a crise".
3ª ETAPA: analogamente ao caso da invasão iraquiana do Kwait, na iminência de enfrentamento Venezuela x Colômbia, os EUA ocuparão militarmente a Venezuela, "em prol da defesa da vítima, a Colômbia, e da paz, da democracia e da liberdade" de todos.
O artigo a seguir transcrito demonstra que a 2ª etapa já está adiantada e que Chávez, indevidamente, colabora para a tradicional estratégia norte-americana:
"Chávez convoca país a preparar-se para possíveis ataques
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, convocou, neste domingo (08), a Força Armada Nacional Bolivariana e o povo a estarem alertas e preparados ante possíveis ataques dos Estados Unidos ao seu país. Advertiu que, se os norte-americanos investirem militarmente contra a Venezuela, por meio das bases instaladas na Colômbia, se iniciaria a "guerra dos cem anos", que se estenderia por toda a região.
"Oficiais de nossa Força Armada Bolivariana, a melhor forma de evitar a guerra é nos prepararmos para ela", declarou Chávez, durante o programa Alô Presidente, número 343, transmitido no domingo, a partir do município de Páez, no estado Portuguesa.
Neste sentido, ele convidou os oficiais a não perderem um dia sequer em sua missão principal: a defesa do território nacional. Além disso, os convocou a ajudar o povo a se preparar, pois, segundo ele, esta é uma tarefa para todos os venezuelanos.
"Todos nós devemos estar preparados, treinados para defender esta terra sagrada chamada Venezuela", ressaltou o presidente. Ele sugeriu ao presidente dos EUA, Barack Obama, que evite equívocos e pediu-lhe para abandonar qualquer ideia de agressão contra o país usando como plataforma a Colômbia.
Ele ressaltou que "na Venezuela, estamos dispostos a tudo" para evitar que a nação seja uma colônia ianque ou de qualquer outro império no mundo. O presidente venezuelano disse que, se vivêssemos em um mundo onde as nações maiores respeitassem as menores e os valores humanos se sobrepusessem, não seria necessário tomar tais medidas. "Algum dia nós iremos viver neste mundo, mas não é o que temos hoje", disse ele.
"Nós somos os filhos de Bolívar e estamos espalhados desde o México até a Argentina (...) A Venezuela não está sozinha, nós temos um grande grupo de amigos (...) Ninguém acredita que uma guerra contra o país será só contra a Venezuela", disse ele
Sobre o acordo militar assinado pelos governos de Álvaro Uribe e Barack Obama, Chávez confirmou o que vários países da região têm apontado, ao classificá-lo como "uma violação da Constituição da Colômbia, do direito internacional e uma ameaça para os países vizinhos que buscam a paz e a integração". "Estes dois governos se uniram para tentar mentir para o mundo", disse ele.
Chávez descreveu o governo da Colômbia como um "lacaio do império". "A Colômbia foi transferida aos Estados Unidos, rendeu-se, não o povo, mas o governo e a oligarquia que anteriormente usavam máscaras, mas agora as removeram", disse ele.
Além disso, informou que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad visitará a Venezuela como parte do reforço das relações entre ambas as nações. "O imperialismo e seus lacaios têm os olhos sobre o Irão e a Venezuela, mas não poderão conosco. Assim como o Irã é tem a Israel, nós temos ao governo da Colômbia, que está às ordens do império ianque ", disse ele.
Chávez disse que, diferentemente de outros países, seu governo foi cauteloso com a vitória do presidente americano, Barack Obama, e que “o império está vivo e mais ameaçador que nunca".
Resposta colombiana
Em resposta às declarações de Chávez, a Colômbia disse que irá recorrer ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização dos Estados Americanos.
Há meses o presidente venezuelano, Hugo Chávez, tem dito que um acordo de cooperação militar assinado em outubro entre Colômbia e EUA pode prenunciar uma invasão norte-americana em seu país, a partir do território colombiano.
Bogotá e Washington rejeitam essa ideia, dizendo que o objetivo da cooperação militar é apenas combater o narcotráfico e as guerrilhas da Colômbia.
"Considerando as ameaças de guerra anunciadas pelo governo da Venezuela, o governo da Colômbia propõe ir à Organização dos Estados Americanos e ao Conselho de Segurança da ONU", disse o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, em nota.
A Colômbia também sugeriu um "diálogo franco" com a Venezuela a respeito da sua prolongada desavença diplomática. O país recentemente pediu à Organização Mundial do Comércio que interceda depois de Chávez proibir a importação de alguns produtos colombianos, em protesto contra o acordo militar Bogotá-Washington.
A Colômbia é o segundo maior parceiro comercial da Venezuela, e vice-versa (os EUA são o primeiro para ambos). No ano passado, o comércio bilateral superou os 57 bilhões de dólares.
Bogotá diz que a proibição venezuelana agravou a recessão na Colômbia e afetou ainda mais as exportações do país, já prejudicadas pela crise global."
FONTE: artigo publicado hoje (09/11) no portal "Vermelho" [exceto o título e a introdução sobre as etapas da estratégia dos EUA, acrescentados por este blog].
1ª ETAPA: demonização do governante (não-colaborativo aos interesses dos EUA) na 'grande mídia' mundial. Assim como Saddam Hussein, Chávez já é rotulado como "ditador, tirano, antidemocrático, provocador, belicista, terrorista, ameaça à paz e à liberdade" etc etc.
2ª ETAPA: provocação de conflito com país vizinho. Saddam Hussein caiu na armadilha da então embaixadora dos EUA, que insuflou a histórica reivindicação iraquiana de recuperar o Kwait ao dizer que, para os EUA, era "problema interno do Iraque". No caso da Venezuela, evidencia-se o desenrolar da 2ª etapa, com o acirramento da crise com a Colômbia causado pelo acordo militar EUA-Colômbia. Chávez, parece não compreender que está sendo atiçado justamente para "escalar a crise".
3ª ETAPA: analogamente ao caso da invasão iraquiana do Kwait, na iminência de enfrentamento Venezuela x Colômbia, os EUA ocuparão militarmente a Venezuela, "em prol da defesa da vítima, a Colômbia, e da paz, da democracia e da liberdade" de todos.
O artigo a seguir transcrito demonstra que a 2ª etapa já está adiantada e que Chávez, indevidamente, colabora para a tradicional estratégia norte-americana:
"Chávez convoca país a preparar-se para possíveis ataques
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, convocou, neste domingo (08), a Força Armada Nacional Bolivariana e o povo a estarem alertas e preparados ante possíveis ataques dos Estados Unidos ao seu país. Advertiu que, se os norte-americanos investirem militarmente contra a Venezuela, por meio das bases instaladas na Colômbia, se iniciaria a "guerra dos cem anos", que se estenderia por toda a região.
"Oficiais de nossa Força Armada Bolivariana, a melhor forma de evitar a guerra é nos prepararmos para ela", declarou Chávez, durante o programa Alô Presidente, número 343, transmitido no domingo, a partir do município de Páez, no estado Portuguesa.
Neste sentido, ele convidou os oficiais a não perderem um dia sequer em sua missão principal: a defesa do território nacional. Além disso, os convocou a ajudar o povo a se preparar, pois, segundo ele, esta é uma tarefa para todos os venezuelanos.
"Todos nós devemos estar preparados, treinados para defender esta terra sagrada chamada Venezuela", ressaltou o presidente. Ele sugeriu ao presidente dos EUA, Barack Obama, que evite equívocos e pediu-lhe para abandonar qualquer ideia de agressão contra o país usando como plataforma a Colômbia.
Ele ressaltou que "na Venezuela, estamos dispostos a tudo" para evitar que a nação seja uma colônia ianque ou de qualquer outro império no mundo. O presidente venezuelano disse que, se vivêssemos em um mundo onde as nações maiores respeitassem as menores e os valores humanos se sobrepusessem, não seria necessário tomar tais medidas. "Algum dia nós iremos viver neste mundo, mas não é o que temos hoje", disse ele.
"Nós somos os filhos de Bolívar e estamos espalhados desde o México até a Argentina (...) A Venezuela não está sozinha, nós temos um grande grupo de amigos (...) Ninguém acredita que uma guerra contra o país será só contra a Venezuela", disse ele
Sobre o acordo militar assinado pelos governos de Álvaro Uribe e Barack Obama, Chávez confirmou o que vários países da região têm apontado, ao classificá-lo como "uma violação da Constituição da Colômbia, do direito internacional e uma ameaça para os países vizinhos que buscam a paz e a integração". "Estes dois governos se uniram para tentar mentir para o mundo", disse ele.
Chávez descreveu o governo da Colômbia como um "lacaio do império". "A Colômbia foi transferida aos Estados Unidos, rendeu-se, não o povo, mas o governo e a oligarquia que anteriormente usavam máscaras, mas agora as removeram", disse ele.
Além disso, informou que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad visitará a Venezuela como parte do reforço das relações entre ambas as nações. "O imperialismo e seus lacaios têm os olhos sobre o Irão e a Venezuela, mas não poderão conosco. Assim como o Irã é tem a Israel, nós temos ao governo da Colômbia, que está às ordens do império ianque ", disse ele.
Chávez disse que, diferentemente de outros países, seu governo foi cauteloso com a vitória do presidente americano, Barack Obama, e que “o império está vivo e mais ameaçador que nunca".
Resposta colombiana
Em resposta às declarações de Chávez, a Colômbia disse que irá recorrer ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização dos Estados Americanos.
Há meses o presidente venezuelano, Hugo Chávez, tem dito que um acordo de cooperação militar assinado em outubro entre Colômbia e EUA pode prenunciar uma invasão norte-americana em seu país, a partir do território colombiano.
Bogotá e Washington rejeitam essa ideia, dizendo que o objetivo da cooperação militar é apenas combater o narcotráfico e as guerrilhas da Colômbia.
"Considerando as ameaças de guerra anunciadas pelo governo da Venezuela, o governo da Colômbia propõe ir à Organização dos Estados Americanos e ao Conselho de Segurança da ONU", disse o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, em nota.
A Colômbia também sugeriu um "diálogo franco" com a Venezuela a respeito da sua prolongada desavença diplomática. O país recentemente pediu à Organização Mundial do Comércio que interceda depois de Chávez proibir a importação de alguns produtos colombianos, em protesto contra o acordo militar Bogotá-Washington.
A Colômbia é o segundo maior parceiro comercial da Venezuela, e vice-versa (os EUA são o primeiro para ambos). No ano passado, o comércio bilateral superou os 57 bilhões de dólares.
Bogotá diz que a proibição venezuelana agravou a recessão na Colômbia e afetou ainda mais as exportações do país, já prejudicadas pela crise global."
FONTE: artigo publicado hoje (09/11) no portal "Vermelho" [exceto o título e a introdução sobre as etapas da estratégia dos EUA, acrescentados por este blog].
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