"Carlos Lessa: Entre ser Noruega ou o Iraque tropical
Para o economista Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES, o setor de energia atualmente é o mais estratégico do mundo e o Brasil pode sofrer ou se beneficiar de seu potencial energético, dependendo das opções que fizer:
“A mão de Deus nos deu o petróleo, que dependendo de como o usemos, pode representar desenvolvimento, como na Noruega, ou retrocesso. No limite, podemos ser uma Noruega tropical ou um Iraque no Atlântico Sul. Temos de exportar trabalho feito pelos brasileiros e não virar primário exportador. Lula fala isso. Espero que tenha coragem de enfrentar o problema.”
Lessa, que também foi reitor da UFRJ, lembrou que o petróleo tem sido maldição para a maioria dos países produtores: “A Venezuela não produz alimentos porque a entrada de dólares tornou isso muito caro. O mesmo pode acontecer aqui. Exportar petróleo cru também é maldição. A Indonésia vendia a US$ 2 o barril, acabou com suas reservas, e, agora, importa a US$ 90″, disse, acrescentando que o México também perdeu muito de suas reservas.
Outro setor sensível para o Brasil, mas que pode ser uma oportunidade de desenvolvimento, na opinião dele, é o de transportes: “A matriz logística é o Calcanhar de Aquiles do Brasil. Temos um dos piores sistemas de movimentação de cargas e pessoas do mundo. A começar pela opção pelas rodovias, que são os piores e mais caros meios de transporte.”
Lessa, porém, enfatizou que, se houver coragem política, o investimento em logística poderá deflagrar um surto de desenvolvimento no país.
“Se investirmos na matriz logística e fizermos redução dos preços do frete, isso significará aumento de poder de compra, sobretudo para o povão. Estaremos restaurando o mercado interno e dando impulso fantástico a essa produção, cuja tecnologia dominamos. Sabemos fazer coisas em grande escala, como Brasília. Mas o que vemos é paralisação por causa de juros altos e câmbio valorizado”, criticou, em entrevista ao Monitor Mercantil.
Qual o setor mais estratégico da economia mundial atualmente?
Sem dúvida nenhuma é o setor de energia. Há mais de 25 anos que as reservas conhecidas de petróleo crescem menos que o consumo. Ou seja, a taxa de utilização está crescendo, o que significa que o recurso é cada vez mais escasso. Em conseqüência, os preços da própria geração e de tudo que é produzido com muita energia estão cada vez mais caros. Ao mesmo tempo, são poucos os países que têm reservas hídricas a serem incorporadas.
Então, esta crise mundial é manifestação de uma crise financeira, mas tem o problema da energia como pano de fundo?
Sim. O sinal mais evidente é o preço do petróleo, que caiu com a crise, mas já se aproxima dos US$ 90 o barril. Para a economia norte-americana, o petróleo é vital, pois o país consome 30% do petróleo do mundo e tem reservas para cinco anos apenas, mas é imprescindível também para Japão, Alemanha, França, e muitos outros países.
Qual a situação do Brasil?
A mão de Deus nos deu o petróleo, que, dependendo de como o usemos, pode representar desenvolvimento, como na Noruega, ou retrocesso. No limite, podemos ser uma Noruega tropical ou um Iraque no Atlântico Sul.
Temos de exportar trabalho feito pelos brasileiros e não virar primário-exportador. Lula fala isso, espero que tenha coragem de enfrentar o problema. O petróleo tem sido maldição para os países.
A Venezuela não produz alimentos porque a entrada de dólares tornou isso muito caro. O mesmo pode acontecer aqui. Exportar petróleo cru também é maldição. A Indonésia vendia a US$ 2, acabou com suas reservas, e, agora, importa a US$ 90. México também perdeu muito de suas reservas.
O que fazer para evitar essa maldição?
A primeira coisa a pensar é a questão do combustível renovável, em substituição ao petróleo ou carvão, no qual está baseada a produção de energia na China. O novo dinamismo mundial só surgirá quando aparecer um substituto para o vetor petróleo.
Sem resolver a questão da energia, o mundo permanecerá estagnado, pois qualquer crescimento mundial faz disparar o preço do petróleo. Muitos apostam no hidrogênio, outros no carro elétrico.
De qualquer maneira, a tendência mundial é para redução do consumo de energia. Estou convencido de que os automóveis bebedores de gasolina estão com os dias contados. Detroit acabou. Obama (Barak Obama, presidente dos EUA), quando fala de longo prazo, refere-se à renovação da infra-estrutura. Haverá um aperfeiçoamento grande nos sistemas de transportes, que são enormes consumidores de energia.
E quanto ao Brasil?
Olhando para o Brasil, estamos em situação extremamente curiosa. Nossa matriz energética é espetacular, pois, das grandes economias, somos a que tem maior participação de recursos renováveis na geração de energia – cerca de 50%, enquanto a média mundial é 11%. Mas a produção de energia por habitante está abaixo da média mundial. Nossa matriz é maravilhosa, mas tem de ser preservada e ampliada, sobretudo a partir de recursos hídricos, que são, de longe, os menos agressivos ao meio ambiente, embora, infelizmente, exista veto ambiental.
O que é veto ambiental?
Bloqueios internos e internacionais. Veja Belo Monte como está sendo atacada. Há um atraso de pelo menos dez anos em sua construção. O que está crescendo no Brasil é a termeletricidade. Há 66 termelétricas em construção, sobretudo no Nordeste. Energia mais cara e poluente. É criminoso e estúpido. Nos próximos quatro anos, todo aumento de produção de energia no país se dará por termelétricas. E não há nada mais decisivo para o Brasil do que oferecer energia barata. Hoje nossa tarifa é das mais caras do mundo.
Não podemos produzir a partir da biomassa?
Sim, mas o capital estrangeiro está comprando todas usinas. Podemos também ter energia complementar nuclear. É melhor que diesel, gás natural, carvão etc. Sabemos enriquecer o urânio e já somos a sexta reserva mundial.
Por que o senhor afirma que a matriz logística é o calcanhar de Aquiles do Brasil?
Por que temos um dos piores sistemas de movimentação de cargas e pessoas do mundo. A começar pela opção pelas rodovias, que são os piores e mais caros meios de transporte. Levamos cargas do Rio Grande do Sul ao Pará por via rodoviária.
Praticamente acabamos com a navegação de cabotagem, que seria a opção mais barata. Encurtamos a redes ferroviárias e não completamos as grandes ferrovias de integração, expondo o país a uma grande vulnerabilidade. Como agravante, há o fato de que a população está indo cada vez mais para as cidades, o que faz a mercadoria rodar mais para chegar ao consumidor. Privilegiamos carro e ônibus, em detrimento do trem e do metrô.
Por que isso também pode ser uma oportunidade?
Se investirmos na matriz logística e fizermos redução dos preços do frete, significará aumento de poder de compra, sobretudo para o povão. Estaremos restaurando o mercado interno e dando impulso fantástico a essa produção, cuja tecnologia dominamos. Sabemos fazer coisas em grande escala, como Brasília. Mas o que vemos é paralisação por causa de juros altos e câmbio sobrevalorizado.
Como o senhor avalia a atual onda de fusões e aquisições no país?
Não é que haja uma tendência à aceleração de fusões e aquisições no Brasil, mas, com a crise e seus reflexos, corremos o risco de quebrar as indústrias de frango, os matadouros e a produção de celulose (referindo-se, respectivamente a Sadia, frigoríficos e Aracruz).
O que o BNDES fez foi apoiar a sobrevivência de grandes grupos nacionais. No entanto, a tendência desses grupos é transferir o controle para o exterior, como aconteceu com a AmBev, ou começar a comprar ativos no exterior. Até a Petrobras comprou refinaria no Japão. Essa orientação primário-exportadora está fazendo com que os campeões nacionais estejam surgindo, não voltados para o mercado interno, mas para o mercado mundial.
Como devem ser feitas as fusões?
Devem ser controladas. Mas não é isso que o governo está fazendo. É preciso saber quem funde e para que funde. Havia dois mil financiamentos concedidos a Brahma e Antártica neste século. Desde Pedro II recebiam apoio estatal. Acho que é correto apoiar a Votorantim para comprar a Aracruz, para evitar que virasse filandesa. No caso da Sadia, a Perdigão a absorveu, caso contrário iria para mãos de estrangeiros.
Mas formular como proposta o desenvolvimento de empresas grandes voltadas para o mundo é uma bobagem. O apoio oficial deve privilegiar estratégias para o mercado interno e infra-estrutura e não para gerar emprego lá fora. Nossa política é de desnacionalização por todos os lados, a começar pelo Banco Central (BC), que eleva juros e valoriza o real."
FONTE: publicado hoje (09/02) no portal "Vermelho".
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
A CLASSE "C" VAI AO PARAÍSO!

"Os resultados estão aí, brotando do fundo da sociedade brasileira: entre 2003 e 2005, 27 milhões de pessoas mudaram de patamar social no Brasil, ascendendo para uma condição social superior, mais digna e mais humana. Também a desigualdade regional foi atacada e recuou nos últimos cinco anos. O Nordeste cresceu a um ritmo “chinês” atingindo 7.7% ao ano. Mesmo sofrendo os efeitos da crise, o país foi capaz de oferecer oportunidades e esperança de vida melhor para 91 milhões de brasileiros. O artigo é de Francisco Carlos Teixeira.
“Vejam essa maravilha de cenário
É um episódio relicário
Que o artista num sonho genial
Escolheu para este Carnaval”
(Aquarela Brasileira, Silas de Oliveira, Império Serrano, 1964).
A Fundação Getúlio Vargas (Rio), através do seu Centro de Políticas Sociais, publicou uma recente pesquisa na qual vemos a chamada classe “C” – aquelas pessoas cujos lares recebem entre R$ 1.115 e R$ 4.807 por mês – tornarem-se 49.22% do total da população brasileira. Houve, na verdade, um salto fantástico: em 2003 eram 37.56% da população, passando em 2008, para 49.22% do total de brasileiros. Podemos acreditar que não fosse a crise econômica mundial de 2008/09 este coeficiente seria bem mais alto.
A luta contra as desigualdades
Qual o verdadeiro significado destes números? Simples e direto: a desigualdade social foi, em cinco anos, reduzida drasticamente. Mesmo com um crescimento baixo, mesmo sofrendo os efeitos da crise (nem ”marolinha”, nem tsumani!) o país foi capaz de oferecer oportunidades e esperança de vida melhor para 91 milhões de brasileiros.
Para tornar mais claro o impacto podemos citar um jornal que não pode ser, de forma alguma, considerado “chapa-branca”, O GLOBO: “... essa migração em massas alterou o rumo da divisão historicamente desigual do bolo no Brasil...”.
Desde os anos '30, do século XX, quando a Questão Social deixou de ser caso de polícia e virou desafio do Estado, a discussão sobre os métodos de sanar as justiças sociais tem sido o centro do debate político no país. Durante os anos '30, de 1930 até 1945, Getúlio Vargas acreditou que o autoritarismo político, a repressão, e um jogo dual entre patrões e trabalhadores seriam o suficiente para alterar a injusta divisão social do país. Foram dados, então, passos enormes, se comparamos com o imobilismo e a repressão vigente na República Velha (1889-1930). Justiça do Trabalho, sindicalismo oficial, CLT forma passos de refundação da Questão Social no Brasil. Porém, o autoritarismo político, a perseguição da esquerda não varguista e o atrelamento ao Estado constituíam o lado quase oculto da “dádiva” varguista.
Após a estagnação de Dutra – de quem Pablo Neruda disse ter “ojos de cerdo” – voltou-se, ainda com Vargas, agora entre 1951-1954, para um modelo mais descomprimido de distribuição social. Ainda aí o Estado foi o agente básico da justiça social, estabelecendo o salário mínimo como referência de justiça (o então ministro do trabalho, Joao Goulart, dará um aumento de 100% do mínimo, despertando a ira da classe patronal. No Primeiro de Maio daquele fatídico ano de 1954 o salário mínimo era descongelado, para horror das associações patronais. Abriu-se aí a crise cujo desfecho será um tiro solitário num dos salões do Palácio do Catete, em agosto de 1954.
1954 contra 1964
Com um tiro no peito, Getulio adiou em 10 anos o golpe da UDN: os políticos de direita do país, cansados de perder as eleições e a escolha popular, e com calos nos dedos de tanto bater à porta dos quartéis (expressão do amigo, Marco Aurélio Garcia!) foram enfim atendidos. Deu-se, então, o Estado Novo da UDN. Uma “santa aliança”, quer dizer bendita pela Igreja organizada nas “Marchas da Família com Deus pela Liberdade ( ou seria pela Propriedade?)”, entre empresários, mídia, classe média (assustada, com a maré montante de um jovem proletariado urbano).
Desde 1964, todos se reuniram em torno da ditadura civil-militar (não podemos esquecer a participação, o apoio civil – os governadores eleitos do Rio, São Paulo e Minas Gerais eram as lideranças do Golpe - e das entidades ditas “de classe”, quer dizer patronais) ao regime que durou de 1964 até 1985.
Mesmo aí, as classes patronais ficaram insatisfeitas com os rumos da Questão Social: os sindicatos dos trabalhadores estavam amordaçados, suas direções presas, exiladas ou ainda pior... Arrocho salarial, reforma regressiva da CLT, fim da liberdade de expressão, etc... eram as marcas do novo regime. Mas, após o surto liberal – Roberto Campos, ex-embaixador nos EUA, assumiu o ministério do Planejamento e em nome do combate à inflação reduziu drasticamente os direitos dos trabalhadores! – os próprios militares foram tomados de uma febre nacionalista e desenvolvimentista.
Malgrado a repressão, brutal entre 1969 e 1978, anos de chumbo, anos de terror (onde mais uma vez os civis tiveram um papel central, como na Operação Oban), vários setores da ação do Estado foram fortalecidos e alguns programas sociais foram montados, tais como o Estatuto da Terra (1964 ) e o Funrural (1967). Trata-se, é claro, de medidas preventivas, visando esvaziar o movimento social, e não a fim de atendê-lo. Contudo, mesmo isso, migalhas da mesa do “Milagre Brasileiro”, era demais para as “classes patronais”.
Democratização e Imobilismo
Pegando carona, de forma imoral, posto que só elas lucrassem com a ditadura, estes mesmos setores embarcaram na luta pela democratização. Inscreveram, aí, ao lado das exigências básicas da população, uma enorme lista de ações que deveriam reduzir o Estado, transformá-lo em Estado Mínimo. Acusavam os militares de “estatismo”. Eram dados os exemplos de Thatcher ou Reagan, os teóricos da chamada Escola de Chicago, the chicago's boys, para “consertar” o país. Um país que nunca dera escola às suas crianças, onde a fome batia à porta de milhões (salve, salve, Betinho!), onde faltava água limpa e esgoto corrente, deveria ter seu Estado reduzido ao mínimo.
As exigências (neo)liberais, em tal contexto, assemelham-se, nos países pobres, ao genocídio puro e simples. O Consenso de Washington seria, em verdade, economizar em escolas, em merenda escolar, em estradas, em hospitais para, em fim, pagarmos a dívida sem risco para os fundos de pensões norte-americanos e europeus. Nossa elite aplaudiu. Aplaudiu a maior transferência de renda regressiva da história, canalizando o fruto do trabalho dos povos do hemisfério sul para as economias centrais do capitalismo.
Contudo o projeto de modernização autoritária e regressiva faliu. Deu-se a crise do petróleo. A crise da dívida externa. A crise dos preços das commodities – da re-inteiração da condição colonial. O movimento social, autônomo desde as greves do ABC, em 1980, fortemente ancorado numa opinião pública exigente e crítica baniu, em um final melancólico, o regime autoritário.
Esperanças e Frustrações
A redemocratização trouxe grandes esperanças. Principalmente a idéia generosa que os direitos cívicos não mais se resumiam em votar e ser votado, em poder exprimir sua crítica presa na garganta, em gritar o grito daqueles desde sempre sem voz. A redemocratização do Brasil, no início dos anos '80 do século XX – bem como de toda a América do Sul – exigia os direitos cívicos básicos e muito mais. Cidadania era, então, um conceito expandido, alargado para abranger educação, saúde, moradia, transporte e, mais além, igualdade social, racial, de gênero e de opção sexual.
Contudo, desde a reunião da Assembléia Nacional Constituinte, a direita tradicional e a nova direita liberal uniram-se, no chamado “Centrão”, para paralisar as reformas necessárias. E aí vivemos anos seguidos de incompetência – governos Sarney, Collor e Itamar – somados aos anos de reformas regressivas, na Era FHC. Esta se inicia, no próprio discurso de posse do Presidente FHC, prometendo encerrar a “Era Vargas”.
Ora, o que seria [o fim da] “Era Vargas”? Tratava-se, em verdade, de impor o Estado Mínimo, aceitar a captura do Estado pelos interesses privados, acobertados pela instituição de agências reguladoras, a ameaça de um Banco Central dito “independente” (mas, constituído de personagens saídos e chegados da grande banca) e a total ausência de qualquer política pública de desenvolvimento, emprego ou trabalho. O fundamentalismo monetário, o medo pânico de destruir uma arquitetura de controle da inflação tão frágil que qualquer solavanco de crescimento do PIB poderia derrubar o Plano Real.
Era como o médico que para extinguir a febre mata o paciente. Acreditava-se que o país, para controlar a inflação, não poderia crescer. Inflação ou crescimento: este era o falso dilema do liberalismo.
Rompendo com o passado
A vitória do Partido dos Trabalhadores veio exatamente romper, como no caso do nó górdio, o dilema. A questão é: como crescer, como erradicar a desigualdade social, sem inflação? O papel do Estado como condutor do processo, a criação de políticas corretivas das desigualdades sociais e regionais, bem como olhar o povo como cidadão, e não como mão de obra fácil e disponível, eis a resposta proposta desde 2003. Tudo isso recusando o autoritarismo e o paternalismo. Não se tratava de “encerrar a Era Vargas”. Tratava-se de ir mais além!
Os resultados estão aí, brotando do fundo da sociedade brasileira: entre 2003 e 2005, 27 milhões de pessoas mudaram de patamar social no Brasil, ascendendo para uma condição social superior, mais digna e mais humana. São novos consumidores, que exigem seus direitos sociais expandidos: “... os anos 2000 permitiram ao [novo] consumidor não só comprar, mas escolher o produto com que mais se idêntica” (O GLOBO, 7/02/2010). Também a desigualdade regional foi atacada e recuou nos últimos cinco anos: segundo Marcelo Néri, o Nordeste – aquele mesmo Nordeste de personagens como Baleia, de Graciliano Ramos ou do “lobisomem amarelo” (o homem atingido pelas doenças) de José Lins do Rego – cresceu a um ritmo “chinês” atingindo 7.7% ao ano.
Em suma: vivemos num país melhor, mais justo e menos desigual."
FONTE: escrito por Francisco Carlos Teixeira Da Silva, professor da UFRJ, autor, com Maria Yedda Linhares, de “Terra Prometida: uma história da questão agrária no Brasil”. Publicado hoje (09/02) no site "Carta Maior".
LULA: "O MERCADO NÃO RESOLVE TUDO"
Fernando Haddad quer ver a máquina do Estado explodindo
Lula: "O mercado não resolve tudo; cabe ao Estado cuidar de quem precisa
Um debate superado, com gosto de “coisa mofada”, está para começar, avisou o presidente Lula em cerimônia realizada nesta terça-feira (9/2) em Governador Valadares (MG) para a inauguração de obras do PAC Saneamento e Habitação. Segundo ele, adversários do governo estão retomando, pela imprensa, um discurso antiquado de que o governo tem inchado o Estado.
A questão, afirma Lula, está superada. O mercado não resolve tudo, como ficou provado na crise econômica mundial, em que países de todo o mundo recorreram ao Estado para não quebrarem, e o Estado tem o dever de se preocupar com os mais necessitados do País. Sem ele, avisou o presidente, não haveria programas como Luz para Todos, ProJovem e outros, que atendem justamente aos que mais precisam.
“Não quero o estado administrador, mas quero o Estado indutor e fiscalizador. (…) O Estado tem que contratar mais médico, mais agente de saúde, professores e técnicos”, disse o presidente em seu discurso. Um pouco antes, o ministro da Educação, Fernando Haddad, também reforçou a ideia, afirmando que se contratar professores é inchar a máquina, então quer mais é ver essa máquina ‘explodindo’.
Lula prometeu muitos investimentos em educação para Governador Valadares.
Em junho, afirmou, voltará à cidade para inaugurar um Instituto Federal de Ensino Técnico (Ifet) e está só aguardando a prefeitura local ceder um terreno para dar início ao projeto de construir uma universidade na região. Ao investir em educação, a cidade poderá voltar a crescer porque vai ter mais mão-de-obra qualificada, atraindo o interesse de empresas. “Temos que provocar a inteligência desta cidade”, disse Lula. “Não existe milagre, existe competência e vontade de criar as coisas.”
Lula prometeu gerar muitos empregos em Governador Valadares, lembrando que o orçamento da União prevê mais de R$ 132 milhões para urbanização de favelas, coleta de esgoto e saneamento básico. É preciso, disse o presidente, trabalhar junto com os governos do estado e do município para encontrar as melhores oportunidades para a região, promovendo assim 'um novo ciclo de crescimento'."
Quem defendia o Estado fraco e omisso quebrou a cara
Os setores da sociedade que defendiam um Estado fraco, frágil e omisso “quebraram a cara”, afirmou o presidente Lula em entrevista concedida às emissoras de rádio Globo e Transamérica, logo ao chegar a Governador Valadares (MG). Segundo Lula, o mercado não atende às pessoas mais pobres do País, cabendo ao Estado suprir essa demanda.
Durante quase uma hora de conversa, o presidente comentou as medidas tomadas pelo governo para enfrentar, com sucesso, a crise financeira mundial, lembrando que houve demissões em massa nos Estados Unidos e Europa, enquanto que o Brasil terminou 2009 gerando quase um milhão de postos de trabalho.
FONTE: publicado hoje (09/02) no Blog do Planalto.
Lula: "O mercado não resolve tudo; cabe ao Estado cuidar de quem precisa
Um debate superado, com gosto de “coisa mofada”, está para começar, avisou o presidente Lula em cerimônia realizada nesta terça-feira (9/2) em Governador Valadares (MG) para a inauguração de obras do PAC Saneamento e Habitação. Segundo ele, adversários do governo estão retomando, pela imprensa, um discurso antiquado de que o governo tem inchado o Estado.
A questão, afirma Lula, está superada. O mercado não resolve tudo, como ficou provado na crise econômica mundial, em que países de todo o mundo recorreram ao Estado para não quebrarem, e o Estado tem o dever de se preocupar com os mais necessitados do País. Sem ele, avisou o presidente, não haveria programas como Luz para Todos, ProJovem e outros, que atendem justamente aos que mais precisam.
“Não quero o estado administrador, mas quero o Estado indutor e fiscalizador. (…) O Estado tem que contratar mais médico, mais agente de saúde, professores e técnicos”, disse o presidente em seu discurso. Um pouco antes, o ministro da Educação, Fernando Haddad, também reforçou a ideia, afirmando que se contratar professores é inchar a máquina, então quer mais é ver essa máquina ‘explodindo’.
Lula prometeu muitos investimentos em educação para Governador Valadares.
Em junho, afirmou, voltará à cidade para inaugurar um Instituto Federal de Ensino Técnico (Ifet) e está só aguardando a prefeitura local ceder um terreno para dar início ao projeto de construir uma universidade na região. Ao investir em educação, a cidade poderá voltar a crescer porque vai ter mais mão-de-obra qualificada, atraindo o interesse de empresas. “Temos que provocar a inteligência desta cidade”, disse Lula. “Não existe milagre, existe competência e vontade de criar as coisas.”
Lula prometeu gerar muitos empregos em Governador Valadares, lembrando que o orçamento da União prevê mais de R$ 132 milhões para urbanização de favelas, coleta de esgoto e saneamento básico. É preciso, disse o presidente, trabalhar junto com os governos do estado e do município para encontrar as melhores oportunidades para a região, promovendo assim 'um novo ciclo de crescimento'."
Quem defendia o Estado fraco e omisso quebrou a cara
Os setores da sociedade que defendiam um Estado fraco, frágil e omisso “quebraram a cara”, afirmou o presidente Lula em entrevista concedida às emissoras de rádio Globo e Transamérica, logo ao chegar a Governador Valadares (MG). Segundo Lula, o mercado não atende às pessoas mais pobres do País, cabendo ao Estado suprir essa demanda.
Durante quase uma hora de conversa, o presidente comentou as medidas tomadas pelo governo para enfrentar, com sucesso, a crise financeira mundial, lembrando que houve demissões em massa nos Estados Unidos e Europa, enquanto que o Brasil terminou 2009 gerando quase um milhão de postos de trabalho.
FONTE: publicado hoje (09/02) no Blog do Planalto.
2009: PELA 1ª VEZ, BALANÇA DO PETRÓLEO É POSITIVA
"Balança do petróleo tem superávit
Em 2009, pela primeira vez, a balança comercial brasileira de petróleo e derivados teve superávit, registrando diferença de US$ 592 milhões entre exportações e importações, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O saldo resultou de US$ 15,368 bilhões embarcados e compras de US$ 14,776 bilhões.
Foi também o primeiro ano no qual as estatísticas da ANP mostraram resultado positivo em relação ao petróleo bruto. As vendas de óleo cru somaram US$ 9,37 bilhões, contra gastos de US$ 9,205 com a importação do produto, um saldo de US$ 165 milhões. Em volume, as exportações já vinham superando as compras. Em 2009, elas foram 42% maiores do que em 2008. A explicação é que o Brasil exporta petróleo pesado, mais barato, e importa petróleo leve, mais caro."
FONTE: publicado hoje (09/02) no jornal Valor Econômico.
Em 2009, pela primeira vez, a balança comercial brasileira de petróleo e derivados teve superávit, registrando diferença de US$ 592 milhões entre exportações e importações, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O saldo resultou de US$ 15,368 bilhões embarcados e compras de US$ 14,776 bilhões.
Foi também o primeiro ano no qual as estatísticas da ANP mostraram resultado positivo em relação ao petróleo bruto. As vendas de óleo cru somaram US$ 9,37 bilhões, contra gastos de US$ 9,205 com a importação do produto, um saldo de US$ 165 milhões. Em volume, as exportações já vinham superando as compras. Em 2009, elas foram 42% maiores do que em 2008. A explicação é que o Brasil exporta petróleo pesado, mais barato, e importa petróleo leve, mais caro."
FONTE: publicado hoje (09/02) no jornal Valor Econômico.
FHC EXCLUI ELE E OS DEMOTUCANOS DA SOLUÇÃO

(imagem do portal "vermelho")
Essa exclusão está resumida na seguinte "frase do dia" postada hoje (09/02) no cabeçalho do blog tucano de Ricardo Noblat do portal Globo, da direita:
"Nós precisamos de gente competente e que não roube. E que inspire confiança."
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República
STATUS DO MENSALÃO DOS DEMOTUCANOS
"Obstrução da justiça
Fosse um pobre, um desvalido, já estaria na cadeia. Como se trata do governador [DEM] do Distrito Federal, flagrado, recebendo, em cédulas, propinas de empreiteiros e fornecedores, nada acontece. Continua no poder, prometendo quatro milhões a deputados que votem contra seu afastamento do posto e três ao proprietário de filmes comprovando suas negociatas. A tentativa de comprar testemunha, feita por seu secretário particular em cujas gavetas haviam sido encontrados restos de propinas e de suborno pela Polícia, até agora passa em branco.
Registre-se apenas a manifestação da Ordem dos Advogados contra a tentativa de crime. Nada mais. O governador continua no posto porque, segundo alguns, a substituição pelo vice [também um demo] seria ainda muito mais onerosa para os cofres públicos. Por isso, a população não quer participar da festa dos 50 anos da Capital. E um artista do porte de Roberto Carlos recusou assinar contrato para cantar na oportunidade, enojado com o comportamento do contratante, do patrocinador, o governador do Distrito Federal.
Mato sem cachorro
Para Brasília, tudo indica que não há solução política. Se Arruda for substituído por roubalheira artesanal, terá como sucessor Paulo Otávio [DEM], sócio de Luís Estevão e Sérgio Naya, e aí a roubalheira vai ser empresarial, em escala industrial, na modificação do Plano Diretor da cidade para favorecer suas empresas.
Pelo visto, não há saída para Brasília em seu cinquentenário, a não ser que tragamos de volta Joaquim Roriz, com cujos métodos estamos lamentavelmente acostumados."
FONTE: escrito por Lustosa da Costa em sua coluna de hoje (09/02) no Diário do Nordeste [título e pequenos entre colchetes colocados por este blog].
Fosse um pobre, um desvalido, já estaria na cadeia. Como se trata do governador [DEM] do Distrito Federal, flagrado, recebendo, em cédulas, propinas de empreiteiros e fornecedores, nada acontece. Continua no poder, prometendo quatro milhões a deputados que votem contra seu afastamento do posto e três ao proprietário de filmes comprovando suas negociatas. A tentativa de comprar testemunha, feita por seu secretário particular em cujas gavetas haviam sido encontrados restos de propinas e de suborno pela Polícia, até agora passa em branco.
Registre-se apenas a manifestação da Ordem dos Advogados contra a tentativa de crime. Nada mais. O governador continua no posto porque, segundo alguns, a substituição pelo vice [também um demo] seria ainda muito mais onerosa para os cofres públicos. Por isso, a população não quer participar da festa dos 50 anos da Capital. E um artista do porte de Roberto Carlos recusou assinar contrato para cantar na oportunidade, enojado com o comportamento do contratante, do patrocinador, o governador do Distrito Federal.
Mato sem cachorro
Para Brasília, tudo indica que não há solução política. Se Arruda for substituído por roubalheira artesanal, terá como sucessor Paulo Otávio [DEM], sócio de Luís Estevão e Sérgio Naya, e aí a roubalheira vai ser empresarial, em escala industrial, na modificação do Plano Diretor da cidade para favorecer suas empresas.
Pelo visto, não há saída para Brasília em seu cinquentenário, a não ser que tragamos de volta Joaquim Roriz, com cujos métodos estamos lamentavelmente acostumados."
FONTE: escrito por Lustosa da Costa em sua coluna de hoje (09/02) no Diário do Nordeste [título e pequenos entre colchetes colocados por este blog].
FHC QUER COMPARAÇÃO!...
"Só ia [bastava somente] comparar a fazenda que ele comprou por menos de mil dólares e vendeu por três milhões de reais depois que a Camargo Correa a beneficiou com a construção de um aeroporto. Assim, eu também vendo fazenda com lucro.
FHC quer voltar às manchetes, de qualquer maneira, nem que afunde ainda mais o PSDB.
Quero ver quem vai aparecer a seu lado na televisão, defendendo a bandalheira das privatizações."
FONTE: nota de Lustosa da Costa em sua coluna de hoje (09/02) no Diário do Nordeste.
FHC quer voltar às manchetes, de qualquer maneira, nem que afunde ainda mais o PSDB.
Quero ver quem vai aparecer a seu lado na televisão, defendendo a bandalheira das privatizações."
FONTE: nota de Lustosa da Costa em sua coluna de hoje (09/02) no Diário do Nordeste.
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