terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

SAIU PELA CULATRA: A LAVA-JATO ESVAZIOU O IMPEACHMENT




[OBS deste blog 'democracia&política':

Já postamos aqui neste blog que a "LAVA JATO" FOI PLANEJADA POR MORO PARA DERRUBAR PT/LULA"

Assim como na operação italiana "Mãos Limpas", a "Lava Jato" foi planejada para "a montagem de um novo centro de poder", no caso brasileiro, centrado no PSDB.

O vazamento torrencial de depoimentos, a marcação cerrada sobre Lula, o pacto incondicional com os grupos de mídia, que têm a missão de fabricar a "opinião pública esclarecida", a prisão de suspeitos até que aceitem a delação premiada, com o aproveitamento seletivo partidário dessas delações, essas e demais práticas adotadas pela "Operação Lava Jato" já estavam conceitualmente previstas em artigo de 2004 do juiz Sérgio Moro, analisando o sucesso da "Operação Mãos Limpas" (ou "mani pulite") na Itália.

O paper "Considerações sobre a operação Mani Pulite", de autoria de Moro é o melhor preâmbulo até agora escrito para a Operação Lava Jato. E serviu de base para a estratégia montada.

Na opinião do juiz Moro, o inimigo a ser combatido é o sistema político "tradicional", composto por partidos que estão no poder, o esquema empresarial que os suporta e o sistema jurídico convencional, suscetível de pressões. 


Isso elucida um grande enigma da Operação que todos notam e muitos silenciam. Explica por que delações que atinjam políticos da oposição, como foi o caso de Aécio Neves, Sergio Guerra, Fernando Henrique Cardoso e outros, foram classificadas como "isso não vem ao caso"... Explica também por que contribuições para campanhas do PSDB e seus aliados de empreiteiras envolvidas na Lava Jato são consideradas corretas e oriundas de dinheiro limpo, enquanto aquelas feitas pelas mesmas empresas ao PT, nas mesmas ocasiões e em montantes semelhantes, foram consideradas como oriundas de propinas e outras fraudes.

Mas, parece que o tiro saiu pela culatra. O Brasil não é a Itália.

Além disso, a "Mãos Limpas" na Itália também foi um fracasso:




Na Itália, o multibilionário corrupto da mídia Berlusconi (à esquerda; uma mistura de Eduardo Cunha, Maluf e Aécio Neves), foi o "rei posto" pela "Operação Maõs Limpas" no lugar do "rei morto" (Bettino Craxi, à direita). No Brasil, a "Lava Jato" indica ter sido concebida para o "rei posto" ser o PSDB e o "rei morto" o governo PT]. 



Como a Lava Jato arrefeceu o impeachment


Por Alex Solnik, jornalista

"A 'Lava Jato' é xerox da 'Operação Mãos Limpas' realizada na Itália entre 1992 e 1994 e elogiada pelo juiz Sergio Moro em artigo premonitório de 2004 


[Analogamente, já tinha como objetivo condenar a corrupção, mas apenas a ligada ao governo federal].

Quando o caso caiu no seu colo dez anos depois ele repetiu tudo tal e qual. Inclusive os vazamentos seletivos [partidários] para a imprensa amiga, as delações premiadas e as prisões antes da culpa formada.

Na Itália, a operação policial mirou dois ex-primeiros ministros. Bettino Craxi, líder do PSI, apesar das ameaças nunca chegou a ser preso e se autoexilou; Giulio Andreotti, líder da Democracia Cristã, acusado de envolvimento com a máfia foi absolvido de todas as acusações anos depois. [E, como consequência, a "Operação Mãos Limpas" alçou a primeiro ministro o multibilionário corrupto Silvio Berlusconi, dono de grande parte da mídia italiana].

Aqui – embora sem máfia no meio – não poderia ser diferente. As cabeças mais importantes a atingir seriam as de Dilma e de Lula. Para seguir o roteiro 'made in Italy'.

Por coincidência ou não, a Lava Jato começou no ano da campanha presidencial, em 2014, mas, se ajudou a triscar a reeleição de Dilma, diminuindo a diferença em relação ao segundo colocado, não conseguiu derretê-la nem derrotá-la.

Supondo que a Lava Jato forneceria motivos de sobra para tirar a presidente do poder, seria apenas questão de tempo. A oposição, capitaneada pelo derrotado na eleição, investiu num processo de impeachment para o qual mobilizou a população, tentando transformá-lo em plebiscito. E as ruas embarcaram nessa.

No entanto, as investigações não revelavam o que a oposição esperava. Não surgiam acusações criminosas contra Dilma, mas sim contra peemedebistas do seu governo, dentre os quais alguns ministros de proa, líderes de peso e toda a linha de sua sucessão.

Os nomes de Michel Temer (vice), de Eduardo Cunha (Presidente da Câmara dos Deputados) e de Renan Calheiros (presidente do Congresso Nacional) emergiam frequentemente do lodaçal, principalmente o de Cunha, informando à população que, se tirasse Dilma do poder, a cadeira caberia a envolvidos, com maior ou menor peso, na Lava Jato, onde não havia envolvimento dela.

Ora, se a ideia era derrubar a presidente para livrar o país da corrupção e seus sucessores diretos é que estavam envolvidos em corrupção e ela não, apoiar o impeachment seria dar um clássico tiro no pé.

As ruas – ou parte significativa delas - deram marcha-a-ré. E como o impeachment dependia das ruas, o movimento começou a andar para trás, situação em que se acha atualmente, apesar de Cunha se empenhar com denodo em reacender a brasa adormecida.

A Lava Jato, no entanto, não podia andar para trás. Desistiu de procurar pelo em ovo no Palácio do Planalto, e passou a focar em Lula, na tentativa de cortar ao menos uma cabeça de peso para justificar a grandiosidade e o dinheiro que está sendo gasto na operação.

E, cá entre nós, se a Lava Jato não prender o Lula – repetindo, por sinal, o que aconteceu na Itália – corre o sério risco de perder do dia para a noite a popularidade que angariou.

Até aqui, a Lava Jato conseguiu dois feitos: comprovar a honestidade da presidente Dilma e arrefecer o impeachment." 


FONTE: escrito por Alex Solnik, jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão", "O domador de sonhos" e "Dragonfly" (lançamento setembro 2016). Artigo publicado no portal "Brasil 247"  (http://www.brasil247.com/pt/blog/alex_solnik/216252/Como-a-Lava-Jato-arrefeceu-o-impeachment.htm).[Título e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política']

10 RAZÕES DOS QUE QUEREM DERRUBAR A PRESIDENTE DILMA






"Escolha o seu motivo

Cada brasileiro, pessoa física ou jurídica tem seu motivo para derrubar a presidente.

(1) A "Veja" quer derrubar Dilma porque, depois de derrubar Collor, ela acha que é prerrogativa dela derrubar presidentes, principalmente os que cortam os seus anúncios oficiais.

(2) A "Folha" quer derrubar Dilma porque não conseguiu derrubar o Lula, e não pode ficar atrás da "Veja", que derrubou o Collor.

(3) O "Estadão" quer derrubar Dilma para furar a "Folha".

(4) A "Globo" quer derrubar Dilma porque ela é brizolista, que ameaçou acabar com a "Globo".

(5) Cunha quer derrubar Dilma para tirar seu nome da lista da Lava Jato e colocar o dela.

(6) Temer quer derrubar Dilma para transformar sua bela esposa numa primeira-dama mais bela que a mulher do Jango.

(7) Diogo Mainardi quer derrubar Dilma porque ele é o "anta-gonista".

(8) Reinaldo Azevedo quer derrubar Dilma porque ele é o Reinaldo Azevedo.

(9) Hélio Bicudo quer derrubar Dilma porque Lula não o nomeou embaixador.

(10) Demétrio Magnoli quer derrubar Dilma para provar que ninguém tem cabeça maior que ele.

Mas todos eles dizem que a Dilma deve cair por causa das "pedaladas". E não por causa dessas picuinhas."


FONTE: escrito por Alex Solnik, na Revista Brasileiros . Transcrito no "Jornal GGN" (http://jornalggn.com.br/noticia/por-que-querem-derrubar-a-presidente-dilma-por-alex-solnik).[Numeração das razões e modificação do título acrescentadas por este blog 'democracoia&política'].

POR QUE NÃO COLA A EXPLICAÇÃO DE AÉCIO SOBRE AS PROPINAS DE FURNAS?




Por que não "cola" a "explicação" de Aécio sobre Furnas?

"A explicação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) de que não teria influência para indicar um diretor de Furnas durante o governo do ex-presidente Lula, uma vez que era oposição, "não cola", escreve Kiko Nogueira, do "Diário do Centro do Mundo"-DCM.

O senador tucano "fez aliança com o PT durante o primeiro mandato lulista e criou uma relação de absoluta proximidade", destaca o jornalista, lembrando que, "entre 2002 e 2006, Minas testemunhou um fenômeno político que ficou conhecido como 'lulécio'. Votava-se em Lula para presidente e Aécio para governador".

Reportagem publicada na semana passada já ressaltava que a denúncia do lobista Fernando Moura, de que Aécio indicou Dimas Toledo para Furnas e comandava um esquema de propina na estatal, é 100% verossímil. O deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) também contou ao "247" que a indicação de um tucano "quase causou um racha" no PT de Minas.

Relembre abaixo um vídeo de Aécio resgatado pelo DCM em que Aécio diz que Lula "é um fenômeno". E confira aqui o texto de Kiko Nogueira.





FONTE: do DCM e do Brasil 247. Transcrito no portal "Vermelho"   (http://www.vermelho.org.br/noticia/276015-1).

ENTENDA O CASO DA PROPINA DA MERENDA ESCOLAR PARA O PSDB/SP





Entenda o caso da “Máfia das Merendas” do governo Alckmin 

Denúncias citam o deputado estadual Fernando Capez (PSDB), o secretário estadual de Logística e de Transportes, Duarte Nogueira, e o ex-chefe de gabinete da Casa Civil

 
Por Marcella Petrere, da Agência PT de Notícias 

"A bancada do PT na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) pediu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um suposto esquema de fraudes na compra de produtos agrícolas destinados à merenda escolar. Os alimentos – principalmente suco de laranja integral – eram fornecidos pela Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (COAF), sediada em Bebedouro (SP).

Um dos investigados, Cássio Izique Chebabi, ex-presidente da 
COAF, fechou acordo de delação com o Ministério Público. No primeiro depoimento, ele confirmou que o presidente da ALESP, Fernando Capez (PSDB), seria um dos principais destinatários das propinas. Ele também relatou que parte dos valores seria repassada para o secretário estadual de Logística e de Transportes, Duarte Nogueira, que já foi secretário da Agricultura e por isso tem influência na área.

Entenda o caso:

O que é a máfia da merenda?

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo investigam um esquema de corrupção e superfaturamento no fornecimento de alimentos para merenda escolar, envolvendo o governo de São Paulo e pelo menos 22 prefeituras do interior paulista. Segundo funcionário da 
COAF que denunciou a fraude, a cooperativa contratava “lobistas” que atuavam junto aos governos e prefeituras, pagando propina a agentes públicos em troca de favorecimento em contratos. O maior deles é com a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. De acordo com o Ministério Público, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) pagou R$ 7,7 milhões à cooperativa no último ano.

Como funcionava o esquema?

O esquema se aproveitou da legislação federal que estipula e prevê incentivos para que prefeituras e governos de Estado comprem pelo menos 30% dos alimentos para merenda escolar de pequenos produtores rurais. As contratações ocorriam por meio de "chamada pública", uma espécie de procedimento simplificado de licitação. A 
COAF participava das chamadas simulando disputa com outras cooperativas ligadas a ela, combinando preços, que eram superfaturados. Um litro de suco de laranja, por exemplo, que para a entidade custava R$ 3,70, era vendido a R$ 6,80. Nessas vendas, era estipulado um “pagamento de comissão”, que variava em torno de 25% do valor do contrato. Além disso, nas investigações, foi apurado que 80% dos produtos fornecidos pela COAF vinham de grandes indústrias. Lembrando que apenas cooperativas de agricultura familiar podem ser contratadas para fornecer merenda sem necessidade de licitação. Apesar de envolver contratos em 22 prefeituras, o principal interesse financeiro da COAF era os milionários pagamentos feitos pela Secretaria Estadual da Educação. O vice-presidente da COAF, Carlos Alberto Santana da Silva, conhecido como Cal, declarou que houve propina de R$ 1,94 milhão em um único contrato. “Ocorreu esse tipo de esquema com o governo de estado em 2015, numa venda de R$ 7,76 milhões sendo que acredita que também neste caso a propina girou em torno de 25%.”

Qual o andamento das investigações?

Os funcionários da 
COAF são investigados pela "Operação Alba Branca", deflagrada no último dia 19/1. Na semana passada, a Polícia Civil cumpriu pedidos de busca e apreensão em prefeituras e na sede da COAF. Foram detidos e prestaram depoimentos o atual presidente e o ex-presidente da cooperativa, uma funcionária do setor financeiro e pelo menos três vendedores. Um funcionário que teve prisão decretada está foragido. Pelo menos, 22 prefeituras já são investigadas por suspeita de envolvimento na fraude. Os “lobistas” e eventuais agentes públicos envolvidos na fraude serão o próximo alvo da ação policial. [Semana passada], o procurador-geral de Justiça, Marcio Fernando Elias Rosa, criou uma força-tarefa para investigar o envolvimento do deputado estadual tucano Fernando Capez e seus assessores no esquema.

Investigadores têm indícios de que o esquema pode ser maior do que o imaginado a princípio. O Ministério Público apura se o esquema tinha ramificações em mais órgãos do governo Geraldo Alckmin/PSDB e em outros municípios. Uma das descobertas mais recentes é que a 
COAF fraudou centenas de títulos de DAP (Declaração de Aptidão ao PRONAF), emitidas por órgãos credenciados no Ministério do Desenvolvimento Agrário. As DAP funcionam como um documento de identidade para agricultor ou associação e servem, entre outras coisas, para obter financiamentos e incentivos do setor. Além disso, registros apontam que a cooperativa possui contratos com cidades de Minas Gerais, semelhantes aos investigados em São Paulo.

Qual a participação do presidente da ALESP, Fernando Capez, do PSDB, no esquema?

Nos primeiros depoimentos à Policia Civil, funcionários da 
COAF acusaram Capez – que é promotor de Justiça e aspira disputar a cadeira de Alckmin em 2018 – de receber propina a cada contrato celebrado entre a entidade e o setor público.

Adriano Gilbertoni Mauro, um dos funcionários presos na operação, afirmou que Capez foi o responsável por conseguir a celebração de contrato com a Secretaria Estadual da Educação. Segundo ele, o deputado tucano era chamado de “nosso amigo” pelos intermediários das propinas, pois seria a pessoa que solucionaria os entraves. Capez receberia parte das propinas por meio de assessores, identificados pelos investigados como ‘Licá’ e ‘Jeter’. Licá, Luiz Carlos Gutierrez, é assessor de Capez e Jeter Rodrigues Pereira integrava o Departamento de Comissões da Assembleia, mas foi demitido em dezembro.

Quem está envolvido no esquema?

Em depoimentos, ex-funcionários mencionaram os deputados federais Baleia Rossi (presidente do PMDB) e Nelson Marquezelli (PTB) e o deputado estadual Luiz Carlos Gondim (SD). Também foi citado como um dos recebedores de propina o secretário estadual de Logística e de Transportes, Duarte Nogueira, e o ex­-chefe de gabinete da Casa Civil de Geraldo Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, conhecido como “Moita” – que foi afastado da assessoria de Edson Aparecido, braço direito do governador, um dia antes de a "Operação Alba" ser deflagrada.

Outro nome importante obtido pelos investigadores é Marcel. Apontado como filho do ex-deputado Leonel Julio – cassado em 1976 pelo regime militar no ‘escândalo das calcinhas’ –, Marcel Ferreira Julio atuaria como operador de propinas. Nos depoimentos, foi revelado que Marcel ficava com 10% das “comissões” dos contratos e seu pai teria uma cota de 2%. Cal disse que “pelo que ouvi dizer, Marcel era um tipo de representante de Fernando Capez”. Além de suposto elo com o presidente da ALESP, Marcel teria sido a ligação entre a 
COAF e a Casa Civil – onde “Moita” trabalharia pelos interesses da COAF na Secretaria Estadual de Educação."

FONTE:
escrito por Marcella Petrere, da Agência PT de Notícias  (http://www.pt.org.br/entenda-o-caso-da-mafia-das-merendas-do-governo-alckmin/P).

10 RESPOSTAS PARA ENTENDER O QUE É O PRÉ-SAL E SUA IMPORTÂNCIA PARA O BRASIL




          Foto: Petrobras / Geraldo Falcão

10 respostas para entender o que é o pré-sal e sua importância para o Brasil 

"A produção de petróleo na camada do pré-sal no Brasil atingiu, em 2015, a marca de 767 mil barris por dia (média), maior resultado da história da Petrobras. 

Com a lei dos royalties do pré-sal sancionada pela presidenta Dilma, 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal são destinados à educação.

Por Luana Spinillo, da Agência PT de Notícias 

Em 2015, a produção de petróleo na camada do pré-sal no Brasil atingiu, pela primeira vez, a marca de 767 mil barris por dia (bpd). O resultado, maior da história da Petrobras, teve crescimento de 56% em relação ao ano anterior.

Com elevada produção média dos poços da camada pré-sal, o Brasil se encontra em posição estratégica frente à grande demanda de energia mundial. Mesmo assim, muitos brasileiros ainda têm dúvidas sobre o pré-sal. Confira algumas respostas às principais questões ligadas à produção de petróleo na camada de pré-sal no País.

1 – O que é Pré-sal?

O pré-sal é uma área de reservas petrolíferas encontrada sob uma profunda camada de rocha salina no fundo do mar, formada há mais de 100 milhões de anos. Essas reservas são compostas por grandes acumulações de óleo leve, de excelente qualidade e com alto valor comercial.

2 – Quando foi descoberto aqui no Brasil?

Em agosto de 2005, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram encontrados os primeiros indícios de petróleo no pré-sal na Bacia de Santos. E em 1º de maio de 2009, foi iniciada a produção de óleo no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, na área conhecida como Tupi, que a partir de dezembro de 2010 passaria a se chamar Campo de Lula.

3 – O Brasil é o único país a ter pré-sal?

Camadas semelhantes de rocha pré-sal são encontradas em alguns outros locais, como no litoral Atlântico da África, no Golfo do México, no Mar do Norte e no Mar Cáspio. Porém, das rochas da camada de pré-sal existentes no mundo, a primeira descoberta de reserva petrolífera ocorreu no litoral brasileiro. Depois do anúncio da descoberta de reservas no Brasil, começaram processos de exploração em busca de petróleo abaixo das rochas de sal em todo o mundo e, devido ao pioneirismo brasileiro, a tecnologia desenvolvida no Brasil pela Petrobras foi copiada ou adaptada para procurar petróleo em camadas do tipo pré-sal em formações geológicas parecidas em outros locais do globo.

4 – Qual a produção da Petrobras na camada do pré-sal?

De 2010 a 2014, a média anual de produção diária do pré-sal cresceu quase 12 vezes, avançando de uma média de 42 mil barris por dia em 2010 para 492 mil barris por dia em 2014. Em 2015, a produção de petróleo na camada do pré-sal foi a maior da história da Petrobras, atingindo média de 767 mil barris por dia (bpd), 56% maior do que em 2014.

5 – O que isso representa no total da produção de petróleo e gás pela Petrobras?

No ano passado, a produção de petróleo realizada pela Petrobras no Brasil atingiu a marca de 2,128 milhões de barris por dia (bpd), sendo que mais de um terço dessa produção veio do pré-sal.

6 – O que é o regime de partilha da produção na camada do pré-sal?

O regime de partilha é um modelo de exploração e produção de petróleo e gás natural que estabelece participação obrigatória da Petrobras na operação e exploração desses campos de petróleo. Isso significa que a Petrobras atua sempre como operadora de todos os blocos contratados sob o regime de partilha de produção, sendo assegurada à empresa a participação mínima de 30% no consórcio contratado. Pelo contrato de partilha, em vigor desde 2010 para a exploração dos campos do pré-sal, o Estado é proprietário do petróleo extraído, cabendo à empresa contratante explorar e extrair o petróleo, às suas custas, em troca de uma parte de petróleo extraído.

7 – Qual o retorno para o Brasil com a exploração de petróleo do pré-sal?

Por serem compostos por grandes acumulações de óleo leve, de excelente qualidade e com alto valor comercial, os campos de pré-sal no Brasil colocam o País em posição estratégica frente à grande demanda de energia mundial. Além disso, com o modelo de partilha, o Brasil garante soberania energética, segurança ambiental, fiscalização e controle na extração de petróleo, assim como desenvolvimento da indústria nacional, gerando emprego e renda. Vale acrescentar como ganho para a população brasileira a Lei dos Royalties do pré-sal.

8 – O que é a Lei dos royalties do pré-sal?

Royalties do pré-sal se refere a uma importância cobrada das concessionárias que exploram o petróleo na camada do pré-sal, de acordo com sua quantidade. O valor arrecadado fica com o poder público. Em 2013, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei que destina 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação. A lei determina, ainda, que 25% dos royalties devem ser usados para a área da saúde.

9 – O que é o Projeto de Lei 131/2015, que os petroleiros são contra?

O Projeto de Lei 131/2015, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), muda as regras do modelo de partilha na exploração do pré-sal. Isso significa que a Petrobras deixa de ser operadora única da exploração, desobrigando sua participação mínima de 30% dos campos licitados e permitindo que outras empresas [certamente estrangeiras] atuem como operadoras do pré-sal. Como três das dez principais reservas de óleo e gás do planeta pertencem à estatal brasileira, esses reservatórios de petróleo sairiam do controle do Estado brasileiro e passariam para as mãos do setor privado [estrangeiro].

10 – Quais seriam os impactos para o País caso o projeto do senador José Serra (PSDB-SP) seja aprovado?


Uma das consequências de se mexer no atual sistema de partilha é a possibilidade de retirar do povo brasileiro a garantia de que a riqueza produzida pelo pré-sal seja investida no Brasil. Em realidade, a proposta do senador [José Serra, do PSDB, muito dadivosa para as petroleiras estrangeiras e por elas muito pressionada ($$$$$)] praticamente inviabilizaria o atual sistema de partilha, o que comprometeria a destinação dos royalties do pré-sal para as áreas de Saúde e Educação. Além disso, a o projeto de Serra/PSDB também afetaria a indústria nacional [porém beneficiaria a indústria dos países-sede das petroleiras estrangeiras], porque, [no modelo de partilha,] como coordenadora dos consórcios, a Petrobras prioriza a encomenda de insumos, equipamentos e navios brasileiros, impulsionando toda a indústria no Brasil, gerando emprego, renda e desenvolvimento do País. O que provavelmente não aconteceria caso o controle passasse para a iniciativa privada, já que as empresas que controlariam a exploração do petróleo no Brasil seriam empresas estrangeiras e remeteriam os dividendos ao exterior."

FONTE: escrito por Luana Spinillo, da Agência PT de Notícias   (http://www.pt.org.br/10-respostas-para-entender-o-que-e-o-pre-sal-e-sua-importancia-para-o-brasil/). [Trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].

COMO O POVO CUBANO É AFETADO PELO BLOQUEIO DOS EUA?



Como o povo cubano é afetado pelo bloqueio dos EUA?

Da Telesur, traduzido por Roberto Bitencourt da Silva

Apesar da aproximação entre os EUA e Cuba, o bloqueio continua


"Em 7 de fevereiro, completaram-se 54 anos do mais longo bloqueio financeiro, econômico e comercial na história da humanidade: o bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba. Todos os setores da nação cubana têm sido afetados não só em questões econômicas, mas também em outros serviços básicos, como saúde, educação, tecnologia e turismo.

Em 7 de fevereiro de 1962, após o presidente dos Estados Unidos J.F.Kennedy suspender totalmente a quota de açúcar oriundo de Cuba, o governo dos EUA decretou, por ordem executiva presidencial, o embargo total sobre o comércio entre os EUA e Cuba.

Os danos humanos causados pelo bloqueio são inúmeros e a sua duração no tempo tem consistido em fato duríssimo e insustentável.

Quanto Cuba tem perdido economicamente?

O governo cubano informou que as multas aplicadas pelos EUA e sua atual gestão governamental alcançam cifras superiores a 11,5 bilhões de dólares. Por outro lado, as perdas monetárias totais devidas ao bloqueio atingem mais de 116 bilhões de dólares. Ademais, Cuba não pode exportar e importar livremente produtos e serviços com os EUA, utilizar o dólar nas transações financeiras internacionais, ter acesso ao crédito de bancos nos EUA, de suas subsidiárias em outros países e das instituições financeiras internacionais.

O status de país em desenvolvimento de Cuba faz sua economia depender quase inteiramente do comércio exterior: do capital e da tecnologia estrangeira, de crédito, investimentos e cooperação internacional para o seu progresso. Por isso, entre 1996 e 1998, o governo de Cuba tentou, aida que sem sucesso, estabelecer contratos com empresas europeias para a criação de parceria econômica na indústria do petróleo, mas não pôde ser realizada pelas novas condições resultantes da promulgação da Lei Helms Burton dos EUA e das pressões para que se retirassem da ilha, de acordo com o website cubana "Ecured".

Como o bloqueio tem afetado as áreas de saúde, alimentação e comunicações?

De acordo com o último relatório do governo cubano, estima-se que, desde o bloqueio, o setor da saúde perdeu cerca de 104 bilhões de dólares. Apenas entre maio de 2009 e abril de 2010, perdas de 15 milhões de dólares foram registradas na área da saúde pública. Somado a uma escassez de medicamentos destinados para tratamentos como câncer ou outros problemas, de curto e longo prazo, que prejudicam diretamente a população.

O governo cubano gasta um bilhão de dólares por ano para subsidiar arroz, café, carnes, grãos, massas, ovos, açúcar, sal, pão e outros alimentos em pequenas quantidades, que cada cubano recebe por mês, por preço inferior a três dólares. Enquanto que as crianças ainda recebem leite em pó e iogurte de soja, e dietas médicas destinadas aos doentes. Ainda assim, isso é insuficiente para satisfazer às necessidades do mês, de modo que os cubanos devem comprar alimentos não-subsidiados, representando um custo pesado para o seu salário mensal.

No tocante à educação, o impedimento ao mercado dos EUA afeta a compra de material escolar e a manutenção da rede escolar, por isso o governo cubano se vê obrigado a comprá-lo em países distantes da ilha, o que gera custos elevados. Problema que afeta gravemente ao intercâmbio científico, cultural e desportivo.

Por outro lado, a comunicação dos cubanos com os familiares fora da ilha é cara, porque o país não tem acesso à rede global de comunicações.

O setor dos transportes aéreo e terrestre também foi afetado. A aviação civil cubana perdeu, em média, nos últimos 4 anos, cerca de US$ 300.000. Enquanto o transporte terrestre encontra-se totalmente ultrapassado, devido ao bloqueio.

Mais de 70 por cento da população cubana nasceu sob o embargo. O atraso gerado pelo bloqueio em todas as áreas da vida dos cubanos é apenas o resultado de um bloqueio arbitrário, que viola completamente os direitos humanos e, também, o direito à autodeterminação política e econômica do povo cubano."

FONTE: da Telesur; traduzido por Roberto Bitencourt da Silva. Matéria disponível em: http://www.telesurtv.net/news/En-Claves-Como-afecta-al-pueblo-cubano-el-bloqueo-de-EE.UU.-20160205-0038.html. Transcrito no "Jornal GGN" (http://jornalggn.com.br/blog/roberto-bitencourt-da-silva/como-o-povo-cubano-e-afetado-pelo-bloqueio-dos-eua).

IRÃ "JOGA XADREZ" COM OS EUA, ABANDONANDO O DÓLAR



Funcionário do setor petrolífero iraniano vai de bicicleta perto da refinaria petrolífera no sul de Teerã, Irã

Irã 'joga xadrez' com EUA, abandonando o dólar


"O Irã decidiu realizar o seu comércio de petróleo em euros, ao invés de dólares norte-americanos, de acordo com a informação não confirmada. O analista econômico Shabbir Razvi disse à "Sputnik" que Teerã está aparentemente jogando um jogo "delicado" de xadrez com Washington.

"O Irã está tentando fazer com que as suas relações com os EUA e o mundo sejam melhores do que eram no passado recente. No entanto, ao mesmo tempo, o Irã não quer que os EUA se tornem mais fortes. Isto é realmente um jogo de xadrez que os iranianos estão jogando com os EUA", observou o diretor da "Fundação Internacional de Diálogo", sediada em Londres.

Os acordos de petróleo do Irã em euros já foram concluídos com a Total francesa, a Lukoil da Rússia e a Cepsa espanhola, disse à [agência norte-ameticana de notícias] Reuters uma fonte não identificada na Companhia Nacional de Petróleo iraniana na sexta-feira (5).

A lógica por trás da decisão do Irã é simples: se Teerã se afastar do petrodólar, os EUA terão menos controle do mercado do petróleo. No momento, o dólar é a moeda de todas as operações de commodities em nível mundial, especialmente no comércio de petróleo.

"Esta é literalmente a única razão de o dólar e a economia dos EUA estarem estáveis", destaca o analista.

Razvi também apontou que as elites financeiras ocidentais "necessitam do sistema do petrodólar" e que elas estão dispostas a utilizar quaisquer medidas, até campanhas militares [como já fizeram com o Iraque e a Líbia pela mesma razão de ameaça de abandono do petrodólar], para proteger o status quo. Teerã está bem consciente das implicações da sua decisão, por isso realiza um " delicado jogo de xadrez " com os EUA.

"Saddam Hussein começou a vender petróleo em euros e nós sabemos o que aconteceu com o Iraque depois de 2001", frisou o analista.

Um destino semelhante aguardou a Líbia, cujo líder, Muamar Kadafi, foi morto depois de uma intervenção liderada pela OTAN. Kadafi era um firme defensor da introdução de uma nova moeda, o dinar de ouro, para rivalizar com o dólar e o euro.

No entanto, Razvi enfatizou que as chances de os EUA lançarem um ataque contra o Irã são escassas.

Segundo as previsões, a implementação do acordo iraniano, firmado em 14 de julho de 2015, virá adicionar pelo menos 500 mil barris por dia ao mercado de petróleo. Para Teerã, aumentar a produção desse combustível é uma forma de compensar as perdas financeiras que o país sofreu quando estava sob as sanções, levantadas em 16 de Janeiro passado por parte tanto dos EUA como da União Europeia."

FONTE:
da agência "Sputnik". Publicado no portal "Vermelho"  (http://www.vermelho.org.br/noticia/276021-9). [Trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].