sábado, 18 de abril de 2015

DESCARADA BLINDAGEM DO PSDB PELA JUSTIÇA, MÍDIA E OPOSIÇÃO




Sibá Machado vai à luta

Por Miguel do Rosário

"Discurso forte do deputado federal Sibá Machado, criticando o processo inquisitorial que se prepara novamente contra o PT, com prisões feitas sem critério e sem provas.

Machado lembra que o tesoureiro do PSDB, Marcio Fortes, está envolvido até o pescoço no "Suiçalão", possuindo milhões de dólares não informados à Receita Federal, em contas secretas no exterior, e no entanto, se mantém blindado pela mídia, sem que nenhum juiz ou procurador se disponha a incomodá-lo.

Enquanto isso, o Judiciário quebra o sigilo de João Vaccari, tesoureiro do PT, e de toda a sua família, e pratica uma condenação prévia que nem a Santa Inquisição fazia.

Siba fez um discurso corajoso.

Se o PT tivesse mais gente assim, sobretudo no Senado, disposto a defender o partido, a polarizar, procurando esclarecer a população, teríamos uma atmosfera política mais equilibrada.

Abaixo, o discurso de Sibá na tribuna, respondendo a Carlos Sampaio, santo-inquisidor do PSDB:




Deixo ainda algumas anotações pseudo-filosóficas.

A justiça é representada, no ocidente, como uma mulher vendada, segurando uma balança.

Por que uma balança? Sempre pensei nisso. Minha interpretação é que a justiça humana existe para trazer equilíbrio à sociedade.

Os pecados humanos estão por todo lado. Não existem santos, nem fora nem dentro da política.

Por isso, um magistrado deve pesá-los com justiça, sem deixar a balança pender mais para um lado do que para outro.

Se não há tratamento equânime por parte da justiça, aos pólos contrários de uma comunidade política, então não há justiça, nem liberdade, nem democracia."

FONTE: escrito por Miguel do Rosário no seu blog "O Cafezinho"  (http://www.ocafezinho.com/2015/04/16/siba-machado-vai-a-luta/).

Lava Jato: NEM UM "A" DE VAZAMENTO SOBRE AÉCIO ANTES DA ELEIÇÃO



Moro entre o editor chefe de "O Globo" e um dos filhos de Roberto Marinho


Paulo Nogueira: Nem um “a” de vazamento sobre Aécio antes da eleição

Moro dividiu ainda mais um país já suficientemente dividido

Por Paulo Nogueira, no "Diário do Centro do Mundo" (DCM)

Se Moro fosse um produto lançado recentemente, e não um juiz, caberia para ele a seguinte palavra: "flopou".

Moro flopou.

Flopar, como sabemos todos, vem de flop, fracasso em inglês.

Pois é. Moro fracassou. Fracassou miseravelmente.

A maior de todas as razões é que ele acabou trazendo ainda mais divisão a um país que já estava suficientemente dividido antes que ele saísse da obscuridade paranaense em que vivia e trabalhava.

Como Joaquim Barbosa antes dele, Moro é hoje idolatrado pelos conservadores e detestado pelos progressistas.

A culpa é dele ou das circunstâncias, você poderia perguntar.

Claro que as circunstâncias favorecem. Você tem hoje um Brasil parecido, sob certos aspectos, com a Venezuela – visceralmente dividido.

Mas Moro com certeza deu sua contribuição pessoal. Ele jamais deu à Lava Jato uma coloração apartidária, assim como Joaquim Barbosa e o STF, um pouco atrás, para o "Mensalão".

Mais uma vez, fica a sensação que o principal alvo não é exatamente a corrupção, mas o PT e o governo Dilma.

E disso resulta a percepção, entre tantos brasileiros, de uma justiça injusta, simbolizada há algum tempo em JB e agora em Moro.

Os desvios de conduta da Lava Jato se manifestaram, ao longo da campanha eleitoral, em vazamentos descaradamente construídos para minar Dilma.

Só agora, muito depois das eleições, é que se soube, por exemplo, que o doleiro Youssef citou Aécio e sua irmã no jamais investigado "Caso Furnas".

Imagine o impacto que isso teria nas urnas.

Aécio foi poupado dos vazamentos, como em tantas outras coisas, ao passo que Dilma foi massacrada.

Que Aécio ainda assim tenha sido derrotado mostra a sua fragilidade como candidato, e a deterioração de seu partido.

Moro jamais se pronunciou contra os vazamentos, ou tomou alguma atitude que demonstrasse seu desagrado.

Especulo aqui que seu comportamento seria provavelmente outro se vazassem coisas sobre Aécio.

Passadas as eleições, Moro cometeu uma monumental tolice ao aceitar um prêmio da "Globo" [Prêmio "Faz Diferença"; infeliz alusão ao comportamento partidário de Moro] e subir ao palco, num contentamento provinciano, com João Roberto Marinho.

Justiça e imprensa não podem se misturar. Não em circunstâncias normais, e menos ainda no quadro vivido pelo país.

Você jamais vê na Inglaterra, para pegar apenas um exemplo, um juiz confraternizando com Murdoch. É ruim para a imagem de ambos, e a sociedade simplesmente não tolera esse tipo de associação.

Agora, a discutível prisão do tesoureiro do PT — no mesmo dia em que a esquerda marcara protestos contra a terceirização – lança ainda mais sombras sobre a isenção de Moro.

No 'twitter', uma 'hashtag' que viralizou na quinta retrata o que muita gente pensa, e não estou falando apenas de petistas.

Ei-la: #ExplicaMoroPorqueSoPT.

O fato é que Sérgio Moro não tem nenhuma explicação razoável para isso.

O país necessita, com urgência, vencer uma divisão que o vai tornando parecido com a Venezuela.

Moro veio para dividir ainda mais.

Por isso flopou. Por isso fracassou.

Por isso, também, ele é uma figura que faz mal ao país."

FONTE: escrito p
or Paulo Nogueira, no "Diário do Centro do Mundo" (DCM). Trtanscrito no portal "Viomundo"  (http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/paulo-nogueira-nem-um-a-de-vazamento-do-aecio-antes-da-eleicao.html).

JUSTIÇA TEM PARTIDO: VACCARI E AÉCIO: DOIS CITADOS NA LAVA JATO. ENQUANTO UM É PRESO, O OUTRO PEDE IMPEACHMENT




VACCARI E AÉCIO: DOIS CITADOS NA LAVA JATO. ENQUANTO UM É PRESO, O OUTRO PEDE IMPEACHMENT

Por RENATO ROVAI (originalmente publicado na revista Fórum)

"Livre de qualquer investigação, Aécio comemorou a prisão de Vaccari e começou a articular o impeachment de Dilma. E junto dele, com a mesma cara de pau, estava o presidente do DEM, Agripino Maia, acusado de receber R$ 1 milhão em propina.

A bomba de quinta-feira da imprensa que sonha com o golpe de noite e tenta transformá-lo em realidade de dia é que os partidos de oposição ao governo federal (PSDB, DEM, PPS, PV e SD) estão se organizando para atuar conjuntamente no pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, mesmo sem haver qualquer prova ou indício que a envolva na Operação Lava Jato.

Aliás, Lava Jato que era até ontem tratada como investigação de corrupção na Petrobrás e que por isso fez com que os procuradores não quisessem nem saber da "lista de Furnas", mas que agora passa a dirigir seus canhões para as contas (pasmem!) da "Editora e Gráfica Atitude", responsável pela "Rede Brasil Atual".

Cada dia fica mais claro que a Lava Jato, que tem entre os seus indiciados parlamentares de vários partidos, entre eles o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o do Senado, Renan Calheiros, e o ex-coordenador da campanha de Aécio Neves, ex-governador de Minas e atualmente senador Antonio Anastasia, está se tornando um segundo tempo da "Operação Mensalão", quando todo o foco foi dirigido ao PT.

Nesse contexto, chama atenção o tratamento diferenciado em dois casos emblemáticos, não só pela mídia, mas pela justiça. João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, foi preso ontem. Vaccari foi citado nos depoimentos de delatores da operação. O juiz federal Sergio Moro foi atrás de algo que pudesse incriminar o petista.

Já no caso de Aécio Neves (PSDB), ele foi citado pelo doleiro Alberto Youssef que disse que o senador teria recebido recursos desviados de "Furnas", através de sua irmã. O doleiro ainda afirmou que recolheu dinheiro de propina na empresa "Bauruense", que prestava serviços para "Furnas", duas vezes. Em uma delas, faltavam 4 milhões de reais. E foi avisado que o PSDB já havia coletado a quantia.

Mas as citações sobre o envolvimento de Aécio no caso de "Furnas" foram arquivadas pelo STF à pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot...

E agora, livre de qualquer investigação, Aécio comemorou quinta-feira a prisão de Vaccari e começou a articular o impeachment de Dilma. E junto dele, com a mesma cara de pau, estava o presidente do DEM, Agripino Maia, acusado de receber R$ 1 milhão em propina num esquema de inspeção de veículos em seu estado, o Rio Grande do Norte. Se o leitor quiser saber mais sobre o caso, basta lê-lo aqui.

A qualidade de uma democracia se avalia nos detalhes. Enquanto grãos-tucanos comprovadamente corruptos e envolvidos em grandes escândalos não forem presos e tratados como qualquer político de outra agremiação, não se poderá dizer que vivemos numa sociedade de direitos equivalentes.

É por isso que, num recente debate pelo twitter com Vinicius Wu, assessor do Ministério da Cultura (MINC), o deputado Jorge Pozzobom (PSDB-RS), disse: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.

FONTE: escrito por RENATO ROVAI no portal "Brasil 247"  (http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/177591/Vaccari-e-A%C3%A9cio-dois-citados-na-Lava-Jato-Enquanto-um-%C3%A9-preso-o-outro-pede-impeachment.htm).

"ZELOTES" E A INDIGNAÇÃO HIPÓCRITA



"Zelotes" e a indignação seletiva

Por Pedro Estevam Serrano, na revista CartaCapital:

"Uma cifra de nada menos que 19 bilhões de reais tem aparecido de forma tímida em também tímidas e diminutas reportagens veiculadas sobre a Operação Zelotes da Polícia Federal. Embora esse vultoso montante seja quase quatro vezes o valor desviado no tão repercutido esquema do “petrolão” – estimado em cerca de 5 bilhões de reais pela própria Petrobras –, não tem produzido na grande mídia e em parte da opinião pública a mesma indignação manifestada em relação a outros casos de corrupção.

Os agentes da PF que integram a "Zelotes" desbarataram uma quadrilha especializada em anular e reverter junto ao CARF, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, multas bilionárias devidas por seus “clientes” por sonegação fiscal. Esse teria tudo para ser de fato “o maior escândalo de corrupção da história do Brasil”, se sonegação fosse vista pelas nossas elites econômicas e por grande parcela da sociedade como algo escandaloso. Não é. E não é porque não convém que seja.

Ainda que sonegação fiscal seja crime e implique na subtração de recursos públicos que, tais quais os valores desviados nos “petrolões”, serviriam à melhoria de serviços essenciais de saúde, educação e saneamento, por exemplo, eles são aceitos como "corrupção menor". Isso talvez decorra do fato de que o crime de corrupção no Brasil é geralmente atribuído ao agente público, aquele servidor distante, encastelado nas repartições, enquanto que a sonegação é amplamente disseminada entre os segmentos economicamente incluídos, sobretudo entre os mais ricos.

A impressão de que a sonegação é "corrupção menor" deriva também do grande privilégio de que gozam os sonegadores, cujos crimes, mesmo após denunciados, são passíveis de extinção de punibilidade, caso o acusado opte por liquidar ou até mesmo parcelar sua dívida tributária. Sim, não somente a dívida do contribuinte comum, mas também a dos grandes figurões do setor privado pode ser paga em suaves prestações, quando não protelada anos a fio. Ou seja, sonegar no Brasil não é perigoso, principalmente para as grandes corporações que, aliás, desfrutam de boa reputação e são geralmente apontadas como exemplo de eficiência e boa gestão.

Vale lembrar que, nos atos do dia 15 de março, 12 de abril e corriqueiramente nas redes sociais, muitos se manifestam – legitimamente, é preciso dizer – indignados porque os desmandos de agentes públicos estão sangrando recursos que poderiam ser empregados em hospitais, escolas, creches, estradas, entre tantas outras aplicações. Causa estranhamento, portanto, o seu silêncio em relação à sonegação, crime que se revela venal e tão mais oneroso aos cofres públicos. No campo ético, aliás, trata-se de crime idêntico ao peculato, já que ambos implicam apropriação indevida de dinheiro do Estado.

Ora, se os movimentos das ruas e das redes sociais se constituem para combater a corrupção de forma genérica, por que não se revoltam contra a sonegação? Não seria de se esperar que exigissem combate mais rígido, pela mudança das leis, à sonegação e ao sonegador? Ou será que são condescendentes com essa pauta porque, ao pedir maior punição para a sonegação, seriam traídos pelas próprias vozes? O grande mal desses dias não é a corrupção, em seu sentido amplo e irrestrito. O pior dos males é a indignação seletiva, essa hipocrisia tão íntima demonstrada por setores da nossa sociedade."

FONTE: escrito por Pedro Estevam Serrano, na revista "CartaCapital". Transcrito no "Blog do Miro" (http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/04/zelotes-e-indignacao-seletiva.html).

A ÚNICA COISA QUE ATRAPALHA A PETROBRAS É A OPOSIÇÃO POLÍTICA


A Petrobras e o fator político

Por Mauro Santayana, em seu blog:

"A questão da Petrobras mantém, neste momento, a situação do país em suspenso. Trata-se não apenas de um problema jurídico, mas do futuro da nossa maior empresa nacional e de dezenas de setores da economia brasileira, que vão da indústria naval à química, com implicações de toda ordem e a ameaça de eliminação de milhares de empresas e empregos.

Mas os problemas vão além dos casos de corrupção na empresa? Como poderia estar sua situação se não fosse isso?

Do nosso ponto de vista, a queda do preço do petróleo não atrapalha a exploração do pré-sal para a Petrobras, porque o grande mercado da Petrobras é o brasileiro. O que baliza o preço que a Petrobras obtém pelo óleo extraído no pré-sal ou pelo óleo que ela troca pelo petróleo do pré-sal lá fora é o custo final do combustível no mercado nacional.

É a Petrobras que forma o preço do petróleo no mercado brasileiro, e essa condição de formação de preço só se veria ameaçada se houvesse importação de combustível em enorme escala por empresas concorrentes, para substituir a produção nacional da empresa.

Essa é uma possibilidade distante, que não poderia se dar sem um tremendo esforço logístico, que implicaria, por sua vez, no aumento do custo, diminuindo a margem de lucro de suas concorrentes, o que neste momento não interessaria a ninguém.

O grande problema é o câmbio, considerando-se que muitos dos insumos e serviços da Petrobras são importados. Mas ainda assim, a manutenção desse quadro, em que o grande foco é o mercado interno, com o aumento paulatino da produção nacional de petróleo e a de refino, só tende a ajudar a Petrobras, com a recuperação de suas margens de lucro no futuro.

Com relação ao mercado internacional, em médio prazo, a recomposição do preço do petróleo tende a ocorrer por várias razões. Primeiro, a concorrência do petróleo saudita mais barato com o óleo e o gás de xisto dos EUA, que pode diminuir a oferta de produção local no maior mercado do mundo.

Em segundo lugar, pela pressão de outros membros da OPEP para que haja corte na produção. Em terceiro lugar, pela diminuição dos estoques norte-americanos e chineses, que deve ocorrer devido ao aquecimento da economia dos EUA e das exportações chinesas, como já se viu no início deste ano. Depois, vem a possibilidade de recuperação da economia europeia, caso seja bem sucedido o pacote de estímulo do BCE, e, por último, a de haver um aumento da tensão na Ucrânia, que pode vir a prejudicar o fornecimento russo de gás para a União Europeia. Em uma situação normal, em que fosse considerada apenas a lógica produtiva e de mercado, a Petrobras estaria vivendo um excelente momento.

A expectativa negativa criada em torno da empresa, no entanto, gerou uma posição institucional que não condiz com as perdas efetivamente detectadas até agora com os casos de corrupção descobertos – que têm sido várias vezes multiplicadas pela mídia e por todo o tipo de “fontes” e “analistas” – e que a está empurrando para a realização de desinvestimentos. Isso é muito mais grave do que as suas perspectivas reais de produção e de mercado, mesmo quando levada em consideração a situação vivida neste momento pela indústria de óleo e gás em todo o mundo.

Essa é uma situação que só poderia ser minorada, por exemplo, se a empresa tomasse uma decisão que revertesse as expectativas e contornasse os problemas que tem tido nas bolsas ocidentais e com a má vontade de agências de qualificação como a Moody's.

Esse seria o caso, por exemplo, do estabelecimento de uma aliança que lhe garantisse a obtenção de recursos e de apoio alternativos – para a execução dos projetos que estão em andamento – com parceiros alternativos que fossem financeira e tecnicamente poderosos, como a China.

A Petrobras tem excelente tecnologia (acaba de ganhar, pela terceira vez, o maior prêmio do mundo, outorgado pela OTC, no Texas, nos EUA, nessa área), produção e gigantescas reservas de petróleo e gás, em ascensão neste momento, e uma situação predominante em um dos maiores mercados do mundo.

A única coisa que pode atrapalhá-la é o fator político."

FONTE: escrito por Mauro Santayana, em seu blog, e transcrito no "Blog do Miro" (http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/04/a-petrobras-e-o-fator-politico.html#more).

O MITO DO "EXCEPCIONALISMO" DOS EUA





Os Mitos do Excepcionalismo dos Estados Unidos da América

Excepcional na saúde, na educação e no sistema de aposentadoria?

Por Jack Rasmus, no "Counterpunch" (dos EUA), com o título original "Exceptional in Health, Education & Retirement? The Myths of US Exceptionalism”. Traduzido por" Emex", do Canadá, enviado pelo "pessoal da Vila Vudu" e postado no "Redecastorphoto" 


Jack Rasmus

"Um dos elementos da ideologia cultural nos Estados Unidos reza que este país é, de alguma forma, excepcional comparado a outros; uma excepcionalidade positiva em vários aspectos, que distingue os Estados Unidos de todos os outros países.

Excepcional na saúde, na educação e no sistema de aposentadoria?

De forma um tanto perversa, há algo de verdade nisso. Os Estados Unidos são excepcionais no sentido em que é a única economia avançada no mundo que não consegue fornecer atenção médica universal para seus cidadãos.

Este país tem um sistema de saúde imensamente parasitário, concebido para fazer dinheiro, dominado por companhias de seguro multibilionárias que sugam US$ 1 trilhão por ano dos bolsos dos consumidores estadunidenses só para burocracia, e por cadeias de hospitais-empresa que sugam mais US$ 900 bilhões por ano.

Nesse sistema, que tem o pessoal médico mais bem pago do mundo, companhias farmacêuticas cobram US$ 94.000 dólares por medicamentos para tratar alguém com hepatite C (ou seja, US$ 1.125 dólar por comprimido) e cobra de pacientes de US$ 4.000 a US$ 64.000 por mês por drogas contra o câncer. Os Estados Unidos gastam mais de US$ 3 trilhões por ano com seu sistema de saúde, e essa despesa continua aumentando.

Isso significa 18% de um PIB anual de 17,4 trilhões de dólares; de cada 5 dólares gastos seja em que for, quase 1 dólar terá sido gasto com o sistema de saúde. É a maior despesa em sistema de saúde do mundo industrial. E o resultado desse gasto maciço é que este país ocupa o 39º lugar em mortalidade infantil, o 42º lugar em mortalidade adulta e o 36º lugar em esperança de vida. Sim, os Estados Unidos são um país excepcional no que tange ao sistema de saúde.

E também é um país excepcional quanto à educação. Superendividados, seus universitários vêm se tornando servos da ordem social da saúde, controlada por banqueiros e administradores super-remunerados; essa dúvida supera os US$ 1,1 trilhão só no ensino superior, a maior dívida educacional per capita do mundo.

Quatro anos de faculdade custam entre US$ 30.000 e US$ 60.000, ou seja, estamos falando apenas da graduação. E já não há mais significativos programas de capacitação profissional para aqueles que não podem pagar uma faculdade.

Enquanto isso, 70% dos professores universitários são trabalhadores precários, recebem salários miseráveis e não têm benefícios sociais. Isso também é “excepcional”, suponho.

Os trabalhadores estadunidenses são os que têm as maiores jornadas de trabalho do mundo industrial, as férias mais curtas (em média 7 dias por ano) e paira sobre eles a ameaça da miséria quando se aposentem ou não mais possam trabalhar.



As pensões da seguridade social alcançam uma média de apenas US$ 1.100/mês; as poupanças–aposentadoria privadas (chamadas "planos 401k") alcançam em média menos de US$ 50.000/ano no caso dos trabalhadores na faixa dos 60 anos ou em vésperas de se aposentar; a maioria dos trabalhadores estadunidenses vive na base do cheque especial e não têm poupanças. Não é de espantar que o segmento da força de trabalho estadunidense que mais cresce é formado de idosos entre 65 e 74 anos, já que muitos aposentados voltam a trabalhar para que possam chegar ao fim do mês.

Entre os países de economias avançadas, os Estados Unidos têm a mais extrema e crescente desigualdade de renda. Os executivos das corporações estadunidenses recebem em média 400 vezes mais que a média dos trabalhadores da empresa (em 1980, recebiam “apenas” 35 vezes mais). É a maior disparidade de renda do mundo industrial.

O riquíssimo 1% dos lares (praticamente todos especuladores) ganhou não menos de 95% de todo o crescimento da renda líquida nos Estados Unidos desde 2010. Contraponha-se isso aos 65% durante os anos George W. Bush, 2001-2007, e aos 45% durante o período Clinton nos anos 90. É bem verdade que isso não é uma exceção à regra, já que o pagamento da força de trabalho vem declinando consistentemente tanto na Europa quanto no Japão.

Os trabalhadores estadunidenses têm apenas 6 meses de seguro-desemprego e com menos de um terço de seus salários. Já os trabalhadores alemães têm dois anos de seguro-desemprego e recebem treinamento profissional para sua reinserção laboral. Sim, mas os Estados Unidos têm mais porta-aviões que os alemães!

Sim, os Estados Unidos são um país excepcional. Seus trabalhadores são os mais enfermos, endividados, sobrecarregados, inseguros e os mais temerosos pelo futuro em todo o mundo industrial desenvolvido.

Os Estados Unidos também são um país excepcional na medida em que têm mais gastos militares que todas as economias desenvolvidas somadas. O verdadeiro “orçamento de guerra” dos Estados Unidos alcança US$ 1 trilhão anuais, mais que os anunciados US$ 650 bilhões para o Pentágono, embutidos de diversas formas em seu orçamento econômico anual. Os Estados Unidos têm mais de 1000 bases militares em todo o mundo e supera amplamente qualquer outro país do mundo em envolvimentos bélicos; e ainda espia seus próprios cidadãos e cidadãos de outros países, muito mais que todas as arapongas do mundo somados. São os Estados Unidos “excepcionais”? Pode apostar que são mesmo.

O mito do excepcionalismo econômico estadunidense

Outra alegação frequente para o “excepcionalismo estadunidense” é sua economia.

O Japão está provavelmente em sua quarta recessão desde 2009. A Eurozona oscila entre recessões de dois em dois anos. Mas a economia estadunidense está plenamente recuperada. É o que nos dizem. E ela está crescendo maravilhosamente, enquanto o resto do mundo fica pra trás. Ou pelo menos é assim que reza a cartilha ideológica.



Os “execepcionalistas” gostam de referir-se às taxas de crescimento do PIB do último verão de 2014, à criação de 200 mil empregos por mês e ao crescimento ininterrupto do mercado de ações e obrigações como provas evidentes do tal excepcionalismo. Mas quando olhamos de perto os tão propalados 5% de crescimento do PIB do terceiro semestre de 2014 e os dados mais recentes do começo de 2015, vemos que não há nada de excepcional na economia estadunidense.

No longo prazo, ela cresce apenas a metade do que crescia nas décadas passadas.

Nos últimos seis anos, taxas trimestrais de 4-5% são seguidas, meses depois, de desmoronamentos do PIB e até de resultados negativos. Com efeito, isso aconteceu quatro vezes desde 2009, caracterizando uma recuperação econômica ioiô: primeiro semestre de 2011, quarto semestre de 2012, primeiro semestre de 2014 e tudo indica ser o caso para o primeiro semestre de 2015.

O ioiô econômico estadunidense, sua trajetória de gangorra, nada tem de especial ou excepcional. O mesmo tem acontecido na Europa e no Japão, onde os níveis mais baixos são semelhantes ou inferiores àqueles verificados na economia estadunidense nos últimos cinco anos. Se o crescimento econômico estadunidense atinge picos de cerca de 4% ocasionalmente, desmoronando em seguida para 0% ou menos, a média de crescimento dos últimos 5 anos tem sido de 1.7%. Isso é a metade da média normal de crescimento após períodos de recessão. Japão e Europa alcançam ocasionalmente picos de 2%, mas depois atingem taxas negativas, entrando numa genuína recessão.

A única diferença entre os ioiôs das recuperações dessas três economias está nos níveis de elevação e queda. Em outras palavras, não há nada de excepcional ou economicamente diferente entre elas.

A comparação dos 5% de crescimento econômico temporário do período Julho-Setembro de 2014 com o provável 1% (ou menos) de janeiro-março de 2015 – essa taxa só será divulgada em maio- mostra que um fator isolado interveio no verão de 2014 para que atingíssemos aquela taxa de 4-5%. Mas esse fator isolado foi anulado nos primeiros três meses de 2015. Subtraia semelhantes fatores isolados dos últimos nove meses e teremos provavelmente menos de 1% no recente trimestre. Há uma breve explicação para isso.



Gás de xisto / Súbito aumento da produção de petróleo

No começo de 2014, a produção de gás de xisto e o súbito crescimento da produção de petróleo andavam a todo vapor. Isso impulsionou a chamada Produção Industrial e boa parte do crescimento da criação de empregos. Mas quando o preço do petróleo caiu excessivamente em junho último (graças à tentativa da Arábia Saudita e seus aliados dos Emirados Árabes em levar produtores estadunidenses de gás de xisto e petróleo à falência), a explosão da produção de gás de xisto teve uma abrupta interrupção. A produção industrial foi rapidamente reduzida depois do verão e continuou a decair até atingir taxas negativas em dezembro. Os empregos começaram a desaparecer. Há uma projeção de perda de cerca de 150 mil empregos no Texas, o maior produtor de gás de xisto, já no começo de 2015.

Produção fabril & exportação

No começo de 2015, a produção fabril e as exportações estadunidenses cresceram continuamente na medida em que o dólar permanecia baixo, avantajando o comércio externo dos Estados Unidos. Mas o colapso mundial dos preços do petróleo e os rumores de aumento da taxa de juros pelo Banco Central estadunidense levaram a um aumento de 20% do dólar, incrementado ainda mais pela "flexibilização quantitativa" do Japão e da Eurozona. O resultado disso foi o começo de um colapso da contribuição estadunidense de sua produção fabril e de suas exportações para o crescimento econômico do último período de 2014. Esse movimento continuou em 2015. As encomendas de produtos manufaturados vêm caindo mensalmente desde dezembro de 2014.

A previdência de Obama e os gastos com a saúde

Outro fator isolado que estimulou o crescimento do PIB estadunidense em meados de 2014 foi a adesão de 9 milhões de consumidores ao novo programa de cobertura do seguro de saúde privatizado do governo, concebido para aqueles que não tinham seguro-saúde. Isso gerou uma nova despesa de consumo cujo potencial de crescimento se esgotou em 2015, sem que houvesse novos estímulos adicionais.

O fim do aumento da venda de automóveis

Outro aumento de despesa de consumo que atingiu seu ápice no último verão foi a venda de automóveis. Mas isso também chegou a seu termo, na medida em que o mercado automobilístico ficou saturado ao cabo de 4 anos. Desde dezembro, um mês normalmente muito bom para a venda de veículos, a retração do mercado tem sido contínua. Aquele breve crescimento já era.

Gastos gerais de consumo

Os indicadores de consumo doméstico passaram ao vermelho em dezembro último. O "Índice Nacional de Despesas do Consumidor" declinou no período dezembro-janeiro, estabilizou-se em fevereiro e não parece ter sofrido alterações em março.


                Ele vem bem equipado

Segundo a maioria dos economistas, esse índice soe crescer quando os consumidores são beneficiados pela redução de preços dos combustíveis. Em vez disso, os consumidores puseram na poupança o dinheiro não gasto com combustíveis ou o utilizaram para reduzir suas dívidas (previ que isso aconteceria ainda no ano passado). As vendas no varejo, que constituem a maior parte das despesas de consumo, cresceram a taxas de 4.5% no último verão. Mas voltaram a ser negativas desde dezembro passado: 1%, -0.9%, -0.6% até fevereiro. Espera-se que em março essa taxa [tenha continuado] negativa. Assim sendo, os indicadores de consumo geral e no varejo passaram ao vermelho.

Gastos das empresas

No terceiro trimestre de cada um dos últimos 5 anos, as empresas vinham aumentando suas despesas e incrementando seus estoques na perspectiva de um aumento de consumo por efeito das férias e das festas de fim de ano. Mas as expectativas dessas despesas foram bastante reduzidas e as empresas reduziram seus estoques no primeiro trimestre do ano seguinte. Isso voltou a acontecer em 2015. Outro gasto empresarial, a compra de equipamentos, quase não tem crescido, atingindo apenas os 0,6% no quarto trimestre de 2014, e deverá permanecer o mesmo ou diminuir no primeiro trimestre de 2015.

Gastos do governo com a defesa

É fato conhecido e documentado que a cada ano em que há eleições nacionais nos Estados Unidos, o governo federal adia despesas no começo do ano para liberá-las no verão que antecede as eleições. Isso aconteceu em 2012, antes das eleições presidenciais, e em 2014, antes das eleições legislativas parciais. O governo também faz despesas adicionais no trimestre julho-setembro, pois os políticos tentam criar a impressão de que a economia está indo melhor do que ela realmente está no longo prazo. Isso também aconteceu no verão passado. Mas essas despesas serão contraídas no mesmo período de 2015.

Criação de empregos nos Estados Unidos

A criação de empregos sempre fica em segundo plano na economia real. Após uma criação média de 200 mil empregos no ano passado (em sua maioria empregos mal remunerados, temporários e precários), apenas 126 mil empregos foram criados em março.

Essa redução também se verificou em janeiro e fevereiro. Os dados referentes ao emprego confirmam assim a tendência geral à queda no primeiro trimestre de 2015. Os defensores dos políticos certamente usarão o “mau tempo” como desculpa para os péssimos números de março. Mas o que está realmente acontecendo é que os empregos continuam a cair por razões bem reais. O “canário na mina” neste caso é o mau desempenho na produção de mercadorias; após meses de rápida redução do mercado de trabalho, esse chegou a números negativos em março. Isso reflete o colapso da produção fabril, mineira e da produção de mercadorias que começou em fins do ano passado e que ainda continua.

A ideologia do excepcionalismo

Em suma, não há nada de excepcional na economia estadunidense quando a olhamos sem viés ideológico. Ela continua em sua trajetória de gangorra dos últimos cinco anos. A economia se debilita significativamente a cada quatro ou primeiro trimestre para se restaurar parcialmente no verão seguinte. O que temos ao longo do ano é uma média de crescimento econômico em torno de 1,8%, ou seja, a metade do normal histórico. E não há nada de excepcional nisso. O Japão e a Europa têm o mesmo fraco desempenho, abaixo do normal.

O PIB estadunidense cresce a uma média de 1.8%, contra 0,5 na Europa e 0% no Japão. Isso confere alguma excepcionalidade à economia estadunidense? Não exatamente. Ainda há 20 milhões de desempregados nos Estados Unidos; grosso modo, o mesmo que na Eurozona. Isso não é excepcional. Os preços estão estagnados nos Estados Unidos e caminham para a deflação, que também se faz presente na Europa e no Japão. O investimento real está em declínio nos Estados Unidos, bem como na Europa e no Japão. Mais uma vez, não há nada de excepcional. E a renda média dos trabalhadores está sendo reduzida nessas três economias.



Uma das estratégias ideológicas favoritas das "elites" e das "classes dominantes" consiste em convencer as classes trabalhadoras de que elas são excepcionais, ou seja, que a situação delas pode não ser maravilhosa e pode até estar declinando, mas pelo menos não é tão ruim quanto as outras.

A coisa poderia ser pior. Veja como estão os pobres trabalhadores de tais ou tais países. A coisa aqui pode não estar tão boa, mas não está tão ruim assim. Não é mesmo?

O apelo ao excepcionalismo é apenas um estratagema a mais para que as classes trabalhadoras aceitem a deterioração de suas condições; é apenas uma ferramenta ideológica para imobilizar o povo, para que este aceite sua realidade como um destino. Querem que os trabalhadores acreditem que sua cada vez mais deteriorada qualidade de vida não é tão ruim assim. Mas ela é o que é."

FONTE: escrito por Jack Rasmus, no "Counterpunch" (dos EUA), com o título original "Exceptional in Health, Education & Retirement? The Myths of US Exceptionalism”. Este artigo foi primeiramente publicado em TeleSurTraduzido por" Emex", do Canadá, enviado pelo "pessoal da Vila Vudu" e postado por Castor Filho no seu blog "Redecastorphoto"    (http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2015/04/os-mitos-do-excepcionalismo-dos-estados.html). Jack Rasmus é autor do livro, “Systemic Fragility in the Global Economy”, publicado por Clarity Press, 2015; e de “Epic Recession: Prelude to Global Depression”, Pluto Press 2010, e “Obama’s Economy: Recovery for the Few”, Pluto Press, 2012. Seu blog: jackrasmus.com.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

"BAND NEWS" DETONA AÉCIO, O MENINO MIMADO CHORÃO





BOECHAT DETONA AÉCIO: "CHORO DE PERDEDOR"

"O jornalista Ricardo Boechat, comentarista da Band, bateu duro no senador Aécio Neves (PSDB-MG) por seu flerte com o impeachment; "ninguém é mais descategorizado do que o derrotado para propor a derrubada daquela que o derrotou", afirma. Segundo ele, Aécio caracteriza-se como mau perdedor.

Do "Minas 247" - O jornalista Ricardo Boechat, comentarista da Band, detonou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), em comentário de rádio na Band News.

Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff e seus aliados devem dar gargalhadas quando veem Aécio se tornar porta-voz da campanha por um eventual impeachment.

"Ninguém é mais descategorizado do que o derrotado para propor a derrubada daquela que o derrubou", afirma.

Segundo Boechat, Aécio crava em si a imagem do mau perdedor.

Confira, neste vídeo, o comentário do jornalista."


FONTE: portal "Brasil 247"  (http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/177586/Boechat-detona-A%C3%A9cio-choro-de-perdedor.htm).

COMPLEMENTAÇÃO

AÉCIO NEVES, O MENINO MIMADO LÍDER DOS PEDIDORES DO "IMPEACHMENT" DE DILMA



                        Numa boa...

MAU ACOSTUMADO DESDE CRIANÇA A RECEBER DE PRESENTE ELEVADOS CARGOS PÚBLICOS, AGORA, NÃO ATENDIDO PELAS URNAS, ELE QUER PORQUE QUER, COMPULSIVAMENTE, GANHAR DE PRESENTE A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Tentando compreender sob o aspecto emocional o atual quadro de instabilidade política criada no país após as eleições, creio ser útil conhecer a vida do principal revoltado, o frustrado senador Aécio Neves.  Assim, este blog 'democracia&política' reapresenta, mais ampliada, uma biografia de Aécio Neves. 

Manipulado por megaespertos estrangeiros e nacionais, ele é diuturnamente enaltecido por toda a grande mídia (que é tucana, isto é, "do mercado") e nas redes sociais (por seus eleitores). Os jornais, TV, revistas maquiavelicamente criam a imagem de que ele é um grande líder, o rei da austeridade e do choque de gestão, e que levará o povo às ruas e a bater panelas, que ele causará o impeachment da presidente eleita. Querem isso de qualquer jeito, até mesmo delirando que será por golpe militar, com as Forças Armadas carregando o menino pirracento Aécio nos ombros, aclamado pelas multidões, até acalmá-lo depositando-o na cadeira de Presidente da República, fazendo a direita (o "mercado") voltar ao poder.



Aécio sempre foi um menino muito mimado pela família. Netinho de Tancredo Neves, ganhava tudo que exigia. Isso continuou na sua vida de alto membro do governo federal que "exerceu" precocemente desde adolescente. Sempre foi agraciado com polpudos cargos presenteados pelos governos da direita. Agora, quer porque quer, e dá shows de raiva porque não o presenteiam, ganhar a presidência da república. Como o povo assim não quis, não se conforma e tenta ganhar o mimo fazendo pirraças, gritarias, xingamentos, ofensas, calúnias.  

Megaespertalhões do "mercado" internacional e nacional, com apoio da mídia, manipulam maquiavelicamente as fragilidades de Aécio e de seus seguidores para alcançar seus objetivos escusos. 

ASCENSÃO DE "UM LÍDER"

Aos 17 anos, morando no Rio de Janeiro desde os 10 anos, assíduo frequentador das praias e bares do Leblon, tentando fazer um curso de Administração na PUC, na Gávea-RJ, suas qualidades já eram precocemente alardeadas, ao menos em sua família. Assim, o adolescente Aécio foi nomeado (
pelo pai e o titio Dornelles), sem necessidade de concurso público, como "Assessor da Câmara dos Deputados" em Brasília e alto funcionário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), do Ministério da Justiça. Polpudos cargos aos 17 anos! Brilhante.

Mesmo sem poder comparecer àquelas repartições, talvez porque tinha de exercer suas obrigações funcionais a partir da praia do Leblon e talvez por meio de recados e cartas no Correio (naquela época não existia internet), ainda assim seu brilhantismo deve ter sido notório, porque, muito jovem, com 25 anos, foi nomeado alto Diretor da Caixa Econômica Federal, em Brasília. Logo em seguida, foi também nomeado "Secretário de Assuntos Especiais" da Presidência da República!



Aécio, à direita, já integrante da alta cúpula da Administração Federal
 

Na mesma época, não conseguindo estudar (as atrações do Rio de Janeiro realmente atrapalhavam) para terminar o curso da Universidade Católica no RJ, transferiu sua atividade estudantil para Belo Horizonte, MG, terra do seu avô Tancredo. Nem tudo era fácil para ele. Certamente, muito se esforçou, imagino, para lá estudar e continuar presente nas praias e bares do Rio de Janeiro e, provavelmente, para conseguir ao mesmo tempo "exercer" à distância seus polpudos empregos que ganhou em Brasília. Finalmente, Aécio alcançou em BH o bacharelato em Economia. 


Naquela época, aos 25 anos, também em reconhecimento pelas suas qualidades, recebeu de presente do Governo Federal, do Presidente José Sarney, amigo do vovô, uma concessão de rádio em Minas Gerais. Foi a primeira. A família de Aécio é proprietária de ao menos quatro veículos: as rádios Arco Íris --retransmissora da Jovem Pan em Belo Horizonte--, São João e Colonial, ambas de São João Del Rei, sua terra natal. Os Neves também são donos do jornal "Gazeta de São João Del Rei". Esses veículos de comunicação foram muito "selecionados" pelos governos tucanos mineiros para realizar dispendiosas campanhas estatais. 



Mais tarde, aos 42 anos, provavelmente surfando no nome do vovô, foi eleito governador em Minas Gerais. Mas isso também lhe deve ter sido muito difícil, pois tinha sempre que continuar a manter assiduidade nas diversões, eventos e colunas sociais do Rio de Janeiro. Essa presença nem sempre lhe foi elogiosa. Às vezes, não compreenderam seu caráter forte, decidido, ríspido e violento (contra mulheres). Em 01/11/2009, o jornalista Juca Kfouri publicou no insuspeito tucano portal UOL, do grupo tucano "Folha", que Aécio Neves, na festa da Calvin Klein no Hotel Fasano, no Rio de Janeiro, dera violento empurrão e soco na cara de sua então namorada, Letícia Weber, que caiu ao chão. Aécio nunca respondeu ao Juca Kfouri, nem o processou. Essa cena já havia sido noticiada em 26/10/2009 pela colunista social do "grupo Glamurama" Joyce Pascowitch e no jornal "Hora do Povo" em 4 e 5 Nov 2009. 


No seu governo em Minas Gerais, destacou-se por suas obras: um moderno, enorme, ultracaro e luxuoso palácio do governo projetado por Oscar Niemeyer, que Aécio batizou de "Cidade Administrativa Tancredo Neves" em homenagem ao seu avô; e por construir (com dinheiro público, óbvio) dois bons aeroportos nas muito pequenas cidades de Claudio e Montezuma, coincidentemente muito próximos de fazendas e empreendimentos particulares dele e da família. Até hoje, com poucas exceções, esses aeroportos foram utilizados somente por ele e família (que fica com as chaves). Por isso, tem sido "levianamente" (como ele disse no debate eleitoral) atacado por alguns.


Novo Palácio do Governo feito por Aécio. Essas empresas envolvidas na "Lava Jato" muito colaboraram para as campanhas de Aécio

Aécio renunciou em 2010 ao governo de MG para assumir o mandato de senador, que termina em 2018. Em 2013, assumiu a presidência do PSDB.

Tudo isso ele conquistou na vida desde pequenino por mérito próprio, obviamente sem nenhuma influência familiar ou de sobrenome do seu avô, que foi eleito em 1984 Presidente da República por via indireta, por "Colégio Eleitoral".

Todas essas atividades exercidas por Aécio, em grande parte à distância, evidenciam, segundo a mídia, suas qualidades de genial gerente não centralizador, que transmite suas sábias orientações sem precisar estar presente, nem mesmo expressá-las para ninguém. Foi elevado, pelo PSDB e pela mídia, ao altar de padrão máximo do modo de governar tucano. Tornou-se o exemplo do 
"choque de gestão" tucano, muito propalado e elogiado pela mídia. 

Muitos dizem que essa idolatria seria decorrente das posições antinacionais, típicas do PSDB, ao agrado da direita e do mercado financeiro internacional e nacional e da sua mídia. 

É fato que Aécio Neves e o PSDB são os queridos do "mercado". E é fato que o mercado manipula, há gerações, a grande mídia e a cabeça da "elite" desinformada, robotizada. Mas quem é o tal "mercado"? Repito trechos do artigo do Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães (ver postagem nesta página):

"O 'mercado' não é uma entidade da sociedade civil, mas sim, na realidade, um ínfimo grupo de multimilionários, investidores, especuladores e rentistas, e seus “funcionários”, quais sejam os chamados economistas-chefe de bancos e fundos, os jornalistas e articulistas de economia, e seus associados no exterior.

Interesse do “mercado” é o daqueles indivíduos beneficiários da concentração de riqueza, de renda e de poder político no Brasil, que são os grandes multimilionários, os latifundiários rurais e urbanos, os rentistas e os banqueiros estrangeiros e nacionais, e seus representantes na mídia, no Congresso, no Judiciário"

O PSDB e demais partidos da direita em geral (DEM, PPS, novo PSB etc) sempre foram submissos a esses interesses do mercado que, de maneira geral, são oriundos e favorecem as grandes potências, especialmente os Estados Unidos. Por isso, a mídia constrói dia e noite belas imagens de FHC, Aécio, Serra, Alkmin, Aloysio Nunes, Álvaro Dias, Caiado, Agripino etc. Os batedores de panelas e manifestantes, em sua maioria, nem percebem que são induzidos por esses interesses.

Voltemos para Aécio Neves. Todo gênio desperta admiração, mas também inveja. Aécio já foi vítima de membros de seu próprio partido e da mídia tucana paulista. Eles fizeram sutis e contundentes alusões ao seu suposto envolvimento com o consumo e tráfico de drogas. 



Mais tarde, o episódio do flagrante do transporte de 450 kg de cocaína no helicóptero do seu grande amigo e aliado senador Perrella veio a agravar essas maledicências. A mídia e a Justiça, rapidamente, enterraram o caso, e o helicóptero foi gentilmente logo devolvido pela polícia ao senador seu proprietário (não foi divulgado se a carga também). 


Senadores Perrella e Aécio comemoram a tradicional compreensão da mídia, da polícia mineira e da Justiça, em abafar crimes que envolvam ou respinguem em tucanos, homens 'do bem' amigos do 'mercado'

Aécio também foi vítima de filmagens malvadas divulgadas no YouTube que o mostram cambaleante à noite num bar do Leblon.


É, ainda, vítima de interpretações maldosas porque, em abril de 2011, interceptado em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro por suspeita de embriaguez, Aécio se recusou a fazer o teste do bafômetro e teve a carteira de habilitação apreendida. Ele , por culpa dos assessores, também não sabia que a sua carteira estava vencida e eles não lhe haviam providenciado uma carteira nova. Seus opositores, injustamente, lhe apelidaram de Aébrio Neves. É inveja do grande líder que agora, pautado pela mídia do mercado, conclama seus eleitores para derrubar Dilma e presenteá-lo com a Presidência da República (Inclusive com apoio de seus eleitores do TCU, da Polícia Federal, do Judiciário e do Ministério Público, como evidenciaram aqueles membros da equipe de Moro, da Lava Jato, que já se declararam aecistas nos seus facebooks).  


FONTE da complementação: este blog 'democracia&política' (http://democraciapolitica.blogspot.com.br/2014/11/aecio-o-genio-estadista-sic.html).