sábado, 28 de fevereiro de 2015

TUCANOS QUEREM PARA A CHEVRON O QUE NEGAM À PETROBRAS





Do portal "Conversa Afiada":

"O que é bom para a Chevron não é bom para o 'Cerra'!

Quá, quá, quá! O Fernando deixa o 'Cerra' nu com a mão no bolso!


O Fernando Brito [do blog "Tijolaço"] está insuperável neste exercício de desnudar a mediocridade interessada e entreguista do Padim Pade Cerra, o místico da Mooca:

"SERRA TIRA A FANTASIA: O NEGÓCIO É FATIAR E VENDER A PETROBRAS

A entrevista de José Serra ao “dono do lista do HSBC” no Brasil, Fernando Rodrigues [do portal tucano UOL], é um 'strip tease'.

O vendedor da "Vale" – título que lhe foi concedido pelo próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – lista o que se tem de fazer com a maior empresa brasileira.

Vai falando meias-verdades, como a de dizer que a Petrobras está “produzindo fio têxtil”, vai circulando a presa, como um velho leão.

O “fio textil” é poliéster, derivado integral de petróleo, que é produzido em Suape, como parte da cadeia de valor gerada pela refinaria, junto com a resina PET, com a que se produz garrafas.

São plásticos, enfim, um dos frutos de maior valor da cadeia de refino de petróleo.

Depois, diz que a Petrobras “não tem que fabricar adubo”.

Parece que está falando de esterco, mas é, simplesmente, de um dos insumos mais importantes da imensa produção agropecuária brasileira: amônia, que é produzida a partir do gás extraído junto com o petróleo.

É o “N” da famosa fórmula NPK dos fertilizantes, que o Brasil, incrivelmente, importa às toneladas.

Depois, fala em vender as usinas termelétricas de eletricidade, que já foram das multis e que a Petrobras teve de assumir porque elas só queriam o negócio com os subsídios que lhes deu FHC/PSDB na época do apagão de 2001, subsídios que, além disso, eram suportados por nossa petroleira.

A seguir, fala em vender a distribuição, os postos Petrobras.

Aqueles onde o dim-dim entra, sonante, chova ou faça sol.

E aí, finalmente, diz que a empresa deve se conservar na extração de petróleo, mas que este deve ser “aberto ao mercado”.

Como já é, deve-se ler isso como a entrega da parcela exclusiva, de 30%, das imensas jazidas do pré-sal.

Claro que, nos negócios da cadeia do refino de petróleo, a Petrobras pode comprar, vender, dividir, agir como age um empresa que busca concentrar recursos em suas prioridades.

Isso inclui, senador Serra, o tal “fio têxtil”.

É tão bom negócio que seus amigos da Chevron o produzem em larga escala através da Chevron-Phillips, em oito países.

Assim como a Chevron produz adubo e está cheia de passivos ambientais pela forma terrível que o faz, antes como Texaco e agora usando o “codinome” de "Ortho".

E, claro, a Chevron não vai abrir mão de seus mais de 8 mil postos de abastecimento só nos Estados Unidos…

Quer dizer, as receitas de Serra para a Petrobras são exatamente o contrário do que fazem seus amigos da Chevron…




Senador, mas "o que é bom para os Estados Unidos não é bom para o Brasil"?"




FONTE: do portal "Conversa Afiada"  (http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/02/27/o-que-e-bom-para-a-chevron-nao-e-bom-para-o-cerra/). [Título, imagens do google e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].

COMPLEMENTAÇÃO

Bomba! Bomba! 'Cerra' teve uma ideia!

De que vive o Cerra ?



FONTE da complementação: do portal "Conversa Afiada"   (http://www.conversaafiada.com.br/tv-afiada/2015/02/27/bomba-bomba-cerra-teve-uma-ideia/).

RECHAÇAR AS AMEAÇAS E REALÇAR A PETROBRAS



Rechaçar as ameaças, realçar a Petrobras

"Mais uma vez a Petrobras está na alça de mira. Os que nunca a aceitaram como estatal e sempre a quiseram privatizar, desencadeiam agora sórdida campanha contra a mesma.

Por Haroldo Lima, especial para o portal "Vermelho"

Perseguem o objetivo de enfraquecê-la, apossar-se de seus ativos, deixá-la pronta para ser privatizada, toda ou em partes. Querem também acabar com a partilha da produção no pré-sal brasileiro. Seria vigoroso golpe nos interesses nacionais.

Uma história de ameaças debeladas

Em outros momentos de nossa história, golpes semelhantes já foram urdidos e tentados. E debelados.

Em agosto de 1958, o próprio secretário de Estado norte-americano John Foster Dulles, em visita ao Brasil, pressionou o governo de Juscelino para desestabilizar a estatal. O General Lott, então Ministro da Guerra, deu a ríspida resposta merecida: “A Petrobras é intocável”.

Na Revisão Constitucional de 1993/94, outra tentativa foi feita. O passo inicial era desgastar a imagem da estatal. A revista "Veja", em sua edição de 30 de março de 1994, publicou uma enorme reportagem, de dez páginas, prenhe de mentiras e difamações contra a Petrobras. A resistência, nas ruas e no Parlamento, detonou a torpe pretensão.

Em 1995, o Presidente FHC/PSDB encaminhou ao Congresso projeto abrindo "ao mercado" o acesso a atividades petrolíferas até então exclusivas da Petrobras. A privatização da empresa viria em seguida. A mesma resistência, nas ruas e no Parlamento, fez o Presidente encaminhar ao Senado uma declaração dizendo que não riria remeter projeto de privatização da Petrobras. A trama para impor um mercado aberto sem estatal malogrou, e em seu lugar ficou um mercado aberto com forte presença estatal.

Nas eleições que levaram Lula e Dilma à presidência da República, de 2002 para cá, esses candidatos fizeram a defesa da Petrobras e das estatais estratégicas, o que empolgou o eleitorado e reforçou suas vitórias.

Assim, quando hoje vemos o Estado brasileiro com o controle acionário da Petrobras, Furnas, Itaipu, CHESF, Tucuruí, Banco do Brasil, Caixa, BNDES, Correios etc. temos que ressaltar que isso foi fruto de muita luta. Diversas dessas estatais já estiveram na lista das privatizáveis.

Velho esquema corrupto é desmantelado

O cerco que pretendem agora fazer à Petrobras usa como pretexto a descoberta de esquema corrupto que agia na empresa.

De saída, afaste-se a ideia de que a corrupção grassou na Petrobras por ser ela uma estatal. Há pouco, a americana ENRON, das maiores energéticas do mundo, e que era uma empresa privada, faliu, em meio a escândalos escabrosos.

Agora, os jornais "The Guardian", inglês, o "Le Monde", francês, e outros divulgaram documentos mostrando que o maior banco em ativos do mundo, o HSBC, através de sua filial na Suíça, ajudou 106.000 clientes detentores de contas secretas a “sonegar impostos no valor de US$120 bilhões, entre 1988 e 2007”. Noticia-se que 4,8 mil cidadãos brasileiros faziam parte do esquema, com contas que movimentavam R$20 bilhões, provocando evasão de divisas maior que a corrupção havida na Petrobras, o que estranhamente não mereceu maior destaque na grande mídia brasileira.

O esquema de corrupção aludido funcionava dentro e fora da Petrobras há cerca de vinte anos, segundo um dos detratores. Era um arranjo criminoso velho e remonta à época dos governos de FHC e do PSDB.

De todo modo, a situação criada por esse esquema é deplorável. Três ex-diretores da Petrobras e mais de 20 dirigentes de empreiteiras foram presos. Só um funcionário concordou em devolver R$ 225 milhões. Admite-se que o total de desvios, a ser confirmado, pode ultrapassar os 2,5 bilhões de reais.

A Petrobras não conseguiu apresentar Balanço auditado, o que a levou a perder o “grau de investimento”. Nos EUA, foram abertas 11 ações contra ela, o que só foi possível porque, em agosto de 2000, no período de FHC/PSDB, mais de 108 milhões de ações da empresa foram vendidas na Bolsa de Nova York, o que a submeteu à legislação americana.

Divulgou-se que 23 empresas brasileiras relacionaram-se com o esquema corrupto. A Diretoria da Petrobras suspendeu relações com todas elas. A legislação veda a possibilidade de empresas, consideradas “inidôneas”, firmar contrato com entidade pública.

Punir os corruptos, salvaguardar a Petrobras e as empresas nacionais.

Ocorre que, entre as 23 empresas citadas, estão as maiores companhias nacionais de engenharia e construção pesada. Se forem excluídas do mercado, estaríamos entregando, gratuitamente, toda a engenharia de grandes projetos e a construção pesada no Brasil a empresas estrangeiras. Os interesses nacionais teriam sido rudemente golpeados. E passaríamos a ideia ingênua e abobalhada de que julgamos os empresários brasileiros corruptos e os estrangeiros honestos!

Punir os culpados, ex-diretores ou não da Petrobras e dessas grandes empresas privadas, é interesse de todos. Salvaguardar a estatal petroleira e as grandes empresas nacionais de engenharia e construção pesada, onde atuam dezenas de milhares de técnicos e trabalhadores, competentes e honestos, responde aos interesses nacionais.

Resolver a questão dessas grandes empresas nacionais é desafio para os homens de Estado, não para delegados ou promotores. Há problemas penais, mas há problemas nacionais. E os primeiros não podem fazer esquecer os segundos. A Advocacia Geral da União já estuda os problemas, procurando solucioná-los através de “acordos de leniência”, que combatam a corrupção, punam os corruptos e estabeleçam controles para a continuidade das empresas.

A persistente queda dos preços do petróleo

Em nível mundial, todo o setor petrolífero está atento à persistente queda no preço do petróleo. Esse fenômeno, que a todos está impactando, vem de meados de 2014 para cá. A cotação do óleo, em junho do ano passado, esteve em US$ 112 / barril; em outubro estava em US$ 90 /barril e chegou a US$ 45 /barril no meio de janeiro de 2015. Uma queda de cerca de 60% em seis ou sete meses.

Diversas são as causas desse acontecimento. Mas o fator decisivo foi o aumento da produção nos Estados Unidos do "shale gas" e do "shale oil", a partir de novas tecnologias. Eles, os EUA, que são os maiores consumidores do planeta – 21 milhões de barris/dia – e que importavam 60% do que consumiam, diminuíram drasticamente suas importações. A "Organização dos Países Exportadores do Petróleo" que em situações parecidas, há 30 anos, reduzia sua produção para sustentar o preço do óleo, desta vez manteve sua produção e o preço do óleo desabou.

São variados os efeitos do preço baixo do hidrocarboneto. A curto prazo, exceto para os países exportadores de petróleo, há benefícios para a economia mundial. A longo prazo, todos os projetos que envolvam grandes investimentos podem ser prejudicados.

Repercussão especialmente negativa ocorre para o meio ambiente, pois que, hoje, todas as fontes alternativas mais limpas de energia só concorrem com o petróleo na base de subvenções e porque o combustível fóssil é caro. Se ele se torna barato – petróleo abaixo de US$ 50/barril – não há energia alternativa que consiga concorrer com o mesmo.

A Petrobras, que estava comprando petróleo caro e vendendo gasolina barata, imediatamente melhorou seu caixa, passando a comprar petróleo barato.

Mas a Petrobras não é uma mera compradora de petróleo, é uma grande produtora e tem reservas e projetos grandiosos, especialmente no pré-sal. O próprio pré-sal pode não ficar tão atraente se o custo do óleo situar-se abaixo dos US$ 45/barril.

Forças reacionárias usam os problemas para atacar a empresa

A queda dos preços do petróleo atingiu a Petrobras no mesmo instante em que investigações revelavam o vulto a que chegara a corrupção na empresa.

O lamentável é que os detratores da companhia, quando perceberam o impacto negativo que esses dois fatores tinham sobre ela, ao invés de protegê-la, separando o “o joio do trigo”, viram nisso uma oportunidade para lançar outra investida difamatória contra a mesma e tentar dela se apoderar.

A grande mídia oligopolizada, de arraigada tradição entreguista e golpista, tomou logo seu lugar na trama, sintonizando-se com os grupos estrangeiros hegemônicos nos negócios do petróleo. Assumiu a tarefa de desacreditar e desmoralizar a Petrobras junto aos brasileiros.

Passou a construir uma imagem grotesca e surreal da Petrobras. Para tanto, omitia dados importantes; exacerbava fatos fora do contexto; generalizava situações localizadas.

O produto final de tudo isso era uma mentira, divulgada para empulhar o povo. E mentem, como diria um poeta popular anônimo, “de corpo e alma, completamente/ mas mentem, sobretudo, impunemente”.

Alquimia ao avesso: transformar a Petrobras em seu inverso

Três objetivos invertidos passaram a ser perseguidos: apresentar a Petrobras como um covil de bandidos, como uma petroleira ineficiente e como uma empresa que já não tem valor.

O covil de bandidos ficava supostamente “demonstrado” com a prisão de três diretores, e de mais alguns funcionários. A ignominiosa marca de bandido, apropriada para um número determinado de maus funcionários, de repente parecia se estender aos 86 mil trabalhadores da empresa, postos em suspeição. O corpo técnico da companhia, dos maiores e mais qualificados do mundo, desaparecia do noticiário. A sua capacidade de ação ficava tolhida e inibida, pois que todo trabalho se desenvolvia debaixo de um clima generalizado de “caça às bruxas”.

A ineficiência da petroleira era algo tão difícil de ser demonstrada quanto a quadratura do círculo. O melhor era esconder os dados reais, praticar o rasteiro jornalismo de omitir para iludir. E as notícias fundamentais foram jogadas para as pontas das páginas da grande imprensa, só merecendo destaque nos blogs e portais independentes, que não se curvaram a esse procedimento canhestro.

Assim, foram obscurecidas que:

--até setembro de 2014, em todo o mundo, só duas empresas de capital aberto aumentaram sua produção de petróleo, a Petrobras e a americana ConocoPhillips; a Conoco aumentou de 0,4%, a Petrobras de 3,3%;

--na situação em que os preços do petróleo caíram pela metade, era de se esperar queda equivalente na arrecadação de royalties. Os prejuízos para os estados e municípios seriam enormes. O aumento da produção amenizou esse prejuízo. Em janeiro deste ano, a arrecadação de royalties caiu apenas 10,3%, comparado com o ano passado, segundo a ANP;

--em novembro de 2013, fazendo uma combinação de critérios, a revista norte-americana "Forbes" divulgou a lista das maiores petroleiras do mundo: a Petrobras ficou em 13º lugar; na lista divulgada pela mesma revista, em maio de 2014, a estatal brasileira pulou para o 9º lugar; 

--segundo a agência norte-americana "Reuters", no primeiro semestre de 2014, a Petrobras era a segunda maior produtora de petróleo do mundo, entre as petroleiras de capital aberto; a primeira era a ExxonMobil, norte-americana;
segundo a agência Reuters, no terceiro trimestre de 2014, a ExxonMobil perdeu sua condição de maior produtora de petróleo entre as companhias de capital aberto do mundo; passou para o segundo lugar; a líder mundial passou a ser a Petrobrás;

--nesse terceiro trimestre de 2014, a produção de petróleo da Petrobras foi de 2,209 milhões de barris/dia; a da ExxonMobil foi de 2,065 milhões de barris/dia; as produções somadas de óleo e gás colocavam, no início de 2015, a Petrobras em quarta posição no ranking mundial; 

--no dia 16 de dezembro, na província do pré-sal, a Petrobras produziu 700 mil barris/dia, um recorde, e em 21 de dezembro, bateu outro recorde, o da produção diária de 2,3 milhões de bep; 

--a Petrobrás Biocombustíveis, subsidiária da companhia, teve crescimento de 17% em 2014 na produção de etanol, chegando a 1,3 bilhão de litros;

--O valor de mercado da empresa, que enfrentava problemas conjunturais e que era bombardeada diuturnamente por noticiário faccioso, caiu continuamente.

Mas o valor que caiu foi o "de mercado", o valor "na Bolsa", que reflete mais as perspectivas de curto prazo da empresa. Ele se comporta como o “capital fictício” de que falou Marx, e flutua com tal autonomia que “reforça a ilusão de que é um verdadeiro capital ao lado do capital que representa…”(Marx). Mas não é o capital real da empresa, não representa seu valor efetivo, os incontáveis ativos da companhia. Assinala como os investidores estão apreciando a empresa naquele momento. E nesse sentido, sua queda foi grande.

Em março de 2011, após a oferta pública do pré-sal, o valor de mercado da Petrobras chegou a R$ 413,5 bilhões, o maior da América Latina. Em 31 de janeiro de 2014, caiu para R$ 184 bilhões; em 13 de outubro de 2014, voltou a ser o maior da América Latina, R$ 278,4 bilhões. Ao encerar o ano de 2014, em 27 de dezembro, foi a R$ 139,2 bi
lhões.

--Detalhe: um ano antes, em 2013, a empresa faturou R$ 370 bilhões!

Com o respaldo do povo, a Petrobras segue em frente.

A Petrobras é, assim, uma petroleira gigante em escala mundial. Detém as maiores reservas petrolíferas do mundo. Como todas as suas congêneres, enfrenta os efeitos da queda do preço internacional do petróleo, observa a evolução desse problema e está segura de que seus grandes projetos serão viabilizados.

Ao tempo em que sofreu duro golpe pela ação de um esquema corrupto que por anos a saqueou, extirpa a quadrilha de malfeitores e reorganiza-se. Segue a orientação da presidenta Dilma no sentido de que a apuração dos “malfeitos” e punição aos culpados devam ocorrer “doa a quem doer”.

Vê-se acossada por uma campanha torpe que tenta sufocá-la, desacreditá-la, para fomentar a ideia de sua privatização.

No mesmo processo, forças interessadas em abrir espaços para as multinacionais no pré-sal, movimentam-se para acabar com uma das maiores conquistas do Brasil nos últimos tempos, a partilha da produção nessa província, e já apresentam no Senado o Projeto de Lei nº 417/2014, de autoria do líder do PSDB Aloysio Nunes, para por fim à partilha.

As forças vivas da nação não devem se deixar enganar. Ontem, como hoje, a Petrobras é pedra de toque dos interesses nacionais no Brasil.

A punição aos que, dentro e fora da estatal, comprovadamente participaram do esquema da corrupção, deve ser feita, exemplarmente.

Não pode é ser associada a enfraquecimento da estatal, nem a sua privatização, nem ao fim da partilha no pré-sal, nem a manobras que visam tornar o mercado brasileiro de grandes obras, reserva das multinacionais.

O Brasil mais uma vez vencerá".

FONTE: escrito por Haroldo Lima, consultor de petróleo, ex-diretor geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, ex-deputado federal e membro do Comitê Central do PCdoB. Artigo publicado no portal "Vermelho"  (http://www.vermelho.org.br/noticia/259551-2).

TUCANOS FUGIRAM DA CPI DA SONEGAÇÃO NO HSBC


Cadê o indefectível microfone da TV Globo nesta foto?

Tucanos fugiram de assinar CPI da sonegação no HSBC suíço.

"Nenhum senador do PSDB assinou o requerimento da CPI da sonegação no HSBC suíço.

Nem Álvaro Dias, nem Aécio Neves, nem José Serra, nem Aloysio Nunes, nem Anastasia, nem Cassio Cunha Lima, todos salientes quando se trata de atacar os outros, estão caladinhos sobre o assunto e não assinaram o requerimento.

O comportamento é suspeito, confirmando que PSDB parece ter muito o que temer se essa lista vier ao conhecimento público.

Até dois senadores do DEM assinaram (não é o José Agripino).

Todo mundo sabe que, se tivesse petista na lista, já teria vazado. O jornalista Fernando Rodrigues do UOL (Grupo Folha, amigo dos demotucanos) senta em cima da lista e vaza a conta gotas o que já saiu na imprensa estrangeira há duas semanas.

Isso só faz aumentar as suspeitas de que, se a lista for publicada, voa pena de tucano para tudo quanto é lado.

O comportamento de blindar os nomes da lista também levanta suspeitas de que pode haver "barões da mídia" no meio."[...]

FONTE: do blog "Os amigos do Presidente Lula"  (http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/).

COMPLEMENTAÇÃO

Globo sumiu quando Randolfe anunciou CPI da sonegação no HSBC suíço #GloboMostraDARF

"A foto [no início desta postagem] é do fim da manhã de quinta-feira (26), no momento em que o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) dava entrevista anunciando que conseguiu o apoio de 31 colegas para abrir uma CPI da sonegação fiscal por meio de contas no HSBC, na Suíça.

São quatro assinaturas a mais que o mínimo necessário para instalação de uma comissão parlamentar de inquérito.

Na foto, tem microfone da TV Record, da Rede TV, da CNT, da TV Senado e de algumas rádios. Mas da Globo, nada.

O parlamentar é um dos que têm defendido a necessidade de investigação do caso e uma cobertura mais ampla por parte da imprensa. Em discurso na terça-feira (25), ele lembrou que jornais do mundo inteiro estão noticiando, diferentemente do que ocorre no Brasil:

- "O que me chama atenção é que, embora o Brasil seja o quarto em número de clientes e o nono em depósitos [no HSBC], temos poucas notícias sobre isso por aqui. É fundamental que esse assunto venha à tona. Um escândalo dessa proporção, no qual contas de brasileiros estão envolvidas, necessita de uma imediata resposta por parte das autoridades brasileiras" - defendeu.

Globo nunca mostrou o Darf

Em 2013, estourou na internet o escândalo de sonegação de Imposto de Renda na compra de direitos de transmissão da Copa de 2002 da FIFA pela TV Globo, através de operações em paraísos fiscais.

Desde 2008, a emissora já era citada no escândalo das propinas a cartolas da FIFA, inclusive aos brasileiros Ricardo Teixeira e João Havelange.

Desde as manifestações de rua de 2013, o povo pede para Globo mostrar o Darf. Alguns protesto contra a sonegação foram feitos na porta da emissora. Mas o assunto não aparece na pauta do noticiário global".


FONTE da complementação: do blog "Os amigos do Presidente Lula"   (http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/).

O BRASIL NÃO ACEITA SER DESTRUÍDO PELA MÍDIA





O Brasil não vai aceitar ser destruído pela mídia

Por Miguel do Rosário

"Incrível.

O juiz Sergio Moro já concedeu três delações premiadas a Alberto Youssef.

Sempre que o noticiário da Lava Jato começa a esfriar, ele é chamado novamente, ou o próprio se convoca para depor, para fazer novas revelações bombásticas (e sem provas, claro) contra o PT.

A relação entre Sergio Moro e Youssef é promíscua.

Ambos são do Paraná.

Aliás, todo o circo da Lava Jato gira em volta de figurões do Paraná.

Youssef estava envolvido com o prefeito tucano Jairo Gianoto, de Maringá, condenado por um pesadíssimo esquema de corrupção.

Na época, também foi preso o tributarista do prefeito. Adivinha quem era o estagiário do tributarista?

Ele mesmo, Sergio Moro.

Nessa época, o senador Alvaro Dias voava para lá e para cá no jatinho do doleiro.

Aí, Sergio Moro vira juiz e vai cuidar do caso Banestado.

Quem é o doleiro envolvido? O mesmo Youssef.

Moro “perdoa” Youssef através da concessão da delação premiada.

Youssef dedura bagrinhos e protege os tubarões.

Volta a roubar.

É preso de novo. Dedura de novo.

Volta a roubar.

É preso pela terceira vez.

Delação premiada novamente.

Me perdoem se eu erro alguma coisa. Não sou biógrafo, nem quero ser, de Alberto Youssef.

Youssef se tornou uma espécie de coringa da oposição.

(Leia os posts: a história do doleiro que a mídia não contou e Youssef operava para FHC, Serra e Fernandinho Beira Mar, sobre as históricas relações de Youssef com o PSDB).

Sempre que querem um dedo-duro seletivo, alguém que entenda o jogo político da mídia, chamam ele.

E, agora, a imprensa nos informa que ele quer fazer “novo depoimento”, e a "Veja" já sabe até o que é.

Claro, tudo é combinado previamente com o advogado de Youssef, um tucaníssimo que desfrutou, por anos, de sinecura especial no governo do Paraná.

Enquanto isso, centenas de milhares de empregos são ameaçados porque alguns procuradores e um juiz, almofadinhas criados a leite de cabra, com o salário garantido ao fim do mês, querem “passar a limpo” o Brasil.

O Ministério Público, como instituição, perdeu o bom senso há tempos, desde a Ação Penal 470, uma farsa ridícula que começou por uma peça de acusação inteiramente fictícia.

Não canso de repetir: estão tentando o mesmo golpe. E usando os mesmos cérebros, os filhos mais brilhantes da direita aristocrática.

Sergio Moro foi o juiz que escreveu o voto de Rosa Weber, no qual ela condenou Dirceu com uma frase positivamente fascista: “não tenho provas para condená-lo, mas a literatura assim o permite”.

A frase de Weber me parece, inclusive, nascer de uma consciência desesperada, como se ela quisesse mandar um recado à história: estou encurralada; senão condenar Dirceu, minha cabeça estará em jogo.

Vladimir Aras, outro cérebro brilhante, foi o procurador que ajudou Gurgel a escrever a peça de acusação da AP 470.

É Aras que vai à Itália coordenar a extradição de Pizzolato. Aliás, é impressionante o esforço do MP para trazer o petista de volta da Itália. Usaram toda a sua estrutura.

Se tivessem usado um décimo dessa estrutura para investigar o trensalão [tucano], a sonegação da Globo, o Banestado, a privataria, o Brasil estaria bem melhor hoje.

Não, preferiram usar toda a sua estrutura para pegar Pizzolato, condenado por um crime que não cometeu.

A mesma coisa vale para João Paulo Cunha, condenado mesmo diante de provas cabais de sua inocência.

Agora, não nos enganemos.

Não sejamos tolos ou demagógicos.

Às vezes, ouço críticas: “Engraçado, ver a esquerda defendendo empreiteiros”.

A esquerda democrática jamais pode defender prisões arbitrárias ou violência judicial, mesmo contra o homem mais rico do mundo.

A Constituição garante direitos iguais para todos.

No Brasil, parece garantir apenas para os amigos da Globo.

Não é amigo da Globo, pode ser o cara mais rico do Brasil: dê adeus a seus direitos e liberdades.

As ditaduras adoram patrocinar esse tipo de demagogia fascista. Prendem ricos para manipular os ódios de classe da população pobre e da classe média.

Não prendem todos os ricos, claro.

Apenas alguns cordeiros gordos, cujo sacrifício vem em nome do bem maior.

O Judiciário brasileiro se tornou uma instância política, arbitrária, conservadora, e alegremente submissa aos ditames de uma mídia golpista.

Como esquecer que Ayres Brito, presidente do STF, ainda no cargo, escreveu o prefácio de um livro de Merval Pereira sobre o mensalão?

E que saiu do STF diretamente para os quadros da Globo?

Hoje, além de funcionário da Globo, é colunista do Estadão…

A mídia é cada dia mais e mais golpista.

Veja o que acontece hoje.

Centenas de milhares de empregos estão ameaçados.

Setores estratégicos da economia estão paralisados, demitindo pessoas.

Se o desmonte da indústria de construção civil se consumar, haverá efeito cascata que afetará toda a economia brasileira.

A mídia fez alguma matéria sobre isso?

Você viu o Fantástico alertando para os exageros e a irresponsabilidade da Operação Lava Jato?

Não.

O que você viu no Fantástico foi apenas a tal da menina veneno da Petrobrás atacando Graça Foster sem provas.

O STF, por sua vez, novamente começa a se acovardar.

Os ministros do Supremo não têm instrumentos políticos ou mesmo psicológicos para resistir à violência midiática.

Afinal, quem pode resistir aos tanques da mídia. Eles chantageiam qualquer um.

Vivemos a era da mídia. O fim dela, mas um fim apocalíptico, que ela tenta adiar desesperadamente através de um golpe branco de Estado.

A mídia sabe que precisa de um golpe, de qualquer jeito, para sobreviver aos desafios que as mudanças tecnológicas lhe impuseram.

Ela precisa de um governo aliado para lhe dar dinheiro.

Se houver um golpe e a direita assumir o poder, o primeiro ato será em favor da grande mídia corporativa.

A partir do momento em que blogs, feitos quase artesanalmente, começam a ameaçar o seu poder; a partir do momento em que milhares de pessoas acreditam muito mais num punhado de blogueiros malucos; que enxergam nesses blogueiros um comprometimento com a verdade e um senso de responsabilidade muito superior ao que veem nos sisudos e engravatados colunistas de jornal; aí sim entendemos o desespero da mídia.

Entendemos também a sua agressividade contra o blogs, inclusive arrumando qualquer pretexto para processá-los e tentar intimidá-los e asfixiá-los judicial e financeiramente.

Mas a sociedade está reagindo.

Até porque o momento é grave.

Oxalá tenhamos tempo de evitar o pior.

Entretanto, o mais importante é isso, que a sociedade começa a reagir a essa mídia odiosamente fascista que prefere destruir o país a suportar mais alguns anos de governo trabalhista.

O governo, por sua vez, tenta inutilmente passar a imagem de menino obediente e comportado.

A gente critica duramente a Dilma, por várias razões.

Ela é ruim de política, um verdadeiro desastre.

Indecisa, muda, convencional.

Entretanto, diante da ofensiva conservadora, liderada por setores completamente descompromissados com a questão social, e que mobiliza um exército de analfabetos políticos, e uma classe média de espírito violento e sectário, as forças progressistas voltam a se reunir em defesa da presidenta Dilma.

Bem que ela poderia ajudar um pouco, contudo.

Nem precisa falar nada, já que ela não gosta de aparecer.

Basta assinar algum decreto em prol da Petrobrás, como o uso das reservas para comprar ações da estatal, o que nos daria extraordinária injeção de ânimo.

Antes da privatização branca de PSDB/FHC, a participação da União na Petrobrás era de 82% e caiu para 55%. Com Lei da Partilha de Lula, subiu para 64%. Poderíamos voltar aos 80% agora.

Enfim, a história brasileira está viva.

A direita quer se vingar do país como um todo, pela humilhante derrota que sofreu em 2014.

Mauricinhos arrogantes e violentos são maus perdedores.

Quer se vingar dos empreiteiros, que fizeram vultosas doações ao PT, doações que permitiram ao partido ganhar as eleições.

(E ao mesmo tempo são contra uma reforma política que liberte os partidos dessa relação promíscua com o poder econômico. Querem que as doações continuem, mas só para legendas de direita.)

Os empreiteiros doaram porque entendem que o PT tem um plano de grandes obras de infraestrutura que os tucanos nunca tiveram.

Os tucanos só queriam saber de vender o que possuíamos, não de construir algo novo.

Na era tucana, a Petrobrás foi sucateada. As descobertas de novas reservas minguaram e o número de trabalhadores caiu. Os recursos investidos em pesquisa e tecnologia eram ridículos.

A indústria naval, naqueles tristes anos, foi destruída.

E agora, que a indústria naval renasceu, com força extraordinária, a direita midiática, com ajuda de cúmplices nos estamentos aristocráticos do Estado, querem destruir tudo?

Não vão conseguir.

E se, Deus nos livre, conseguirem, será uma vitória suja.

Uma vitória que os comprometerá para sempre, porque já não existe censura para denunciar suas patranhas.

Se destruírem o Brasil, nós o reconstruiremos, tijolo por tijolo.

Mas seremos doravante bem menos ingênuos. E faremos os culpados pagar caro, muito caro, pelo sofrimento imposto ao povo brasileiro".


FONTE: escrito pelo jornalista Miguel do Rosário no seu blog "O Cafezinho"  (http://www.ocafezinho.com/2015/02/26/o-brasil-nao-vai-aceitar-ser-destruido-pela-midia/).

TIRO DOS GOLPISTAS PODE SAIR PELA CULATRA




Aliança pelo Brasil:pelo PROER e a CONSTRUBRÁS !

O Moro, os fanfarrões, os delegados aecistas e a Globo não vão vender o Brasil ! 

O portal 'Conversa Afiada' reproduz texto sobre o lançamento da "Aliança pelo Brasil":

ALIANÇA PELO BRASIL: TIRO DOS GOLPISTAS PODE SAIR PELA CULATRA

"Reunidos no Clube de Engenharia, Rio, na tarde-noite de quarta-feira (25), no lançamento da campanha 'Aliança Pelo Brasil, em defesa da Petrobrás e da Engenharia e Soberania nacionais', diversos representantes de entidades e movimentos da sociedade civil, liderados pelo próprio Clube, AEPET e entidades sindicais, entre outros, disseram um sonoro NÃO à corrupção e à tentativa de desestabilização política e econômica do País através do enfraquecimento da maior empresa do Brasil, a Petrobrás, de seu corpo técnico e da engenharia nacional.

As propostas giraram em torno da formação de uma unidade para a resistência à campanha sistemática de uma mídia golpista e seus financiadores, locais e estrangeiros, interessados principalmente em acabar com o regime de partilha, bem como atacar a Petrobrás como operadora única do pré-sal e as políticas de conteúdo nacional. A estratégia golpista, além de não ser novidade, estaria em curso também na Argentina e na Venezuela, segundo alguns oradores.

O presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, classificou o momento como “gravíssimo”, com possíveis desdobramentos futuros. “Não se pode punir os filhos pelos erros dos pais”, disse, referindo-se ao risco da paralisação dos investimentos da Petrobrás para o emprego 500 mil trabalhadores do ramo de engenharia. A Petrobrás responde por 10% do PIB e 80% dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que envolve, sobretudo, obras de infraestrutura. “Para salvar bancos, criou-se [no governo PSDB/FHC] no Brasil o PROER. Por que não criar um programa para a engenharia nacional, obviamente sem deixar de punir corruptos e corruptores?”, indagou Bogossian.

Já Felipe Coutinho, presidente da AEPET, lembrou que o Brasil não foi convidado a ter engenheiros e teve que desafiar uma injusta divisão internacional do trabalho. “Defendemos a função social das empresas de engenharia, que pressupõe o afastamento dos cartéis, que ficaram com 90% do que foi superfaturado, e dois caminhos para essas empresas: a gestão direta dos trabalhadores e a estatização de pelo menos uma, para que o Estado tenha parâmetros inclusive para contratar futuramente empreiteiras privadas”, defendeu o presidente da AEPET.

O tiro dos golpistas pode sair pela culatra, pois a Petrobrás é patrimônio do povo. O processo regressivo instalado com a Carta aos Brasileiros e com a aliança PT-PMDB pode se inverter”, resumiu Coutinho, que sonha ver a Petrobrás 100% pública, controlada socialmente.

Por sua vez, o ex-ministro Roberto Amaral, avalia que já houve um golpe de Estado no País, que estaria, segundo ele, sendo dirigido atualmente por um Congresso conservador ancorado pela mídia, em detrimento do que o povo decidiu nas últimas eleições.

O físico Luiz Pinguelli Rosa, da Coppe/UFRJ, lembrou que a Petrobrás foi alvo da espionagem dos Estados Unidos, enquanto o presidente do Crea-RJ contabilizou em 30% do PIB a participação conjunta dos setores de óleo, gás e engenharia na economia nacional.

Discursaram também representantes do Sindipetro, da UNE, da CUT e de outras entidades. Houve unanimidade nas análises a respeito do grave momento político, que inclui a tentativa de um golpe branco, em detrimento de princípios constitucionais elementares e do Estado democrático de direito.


Leia abaixo o manifesto que inaugura a ALIANÇA PELO BRASIL

EM DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL

"A Nação se defronta com um dos maiores desafios de sua história abalada que está por forças internas e externas que ameaçam os próprios alicerces de sua independência e de sua soberania. As investigações policiais em torno de ilícitos praticados contra a Petrobras por ex-funcionários corruptos e venais estão dando pretexto a ataques contra a própria empresa no sentido de transformá-la de vítima em culpada, assim como de fragilizá-la com o propósito evidente de torná-la uma presa fácil para a fragmentação e a desnacionalização.

A Petrobras é a espinha dorsal do desenvolvimento brasileiro. A cadeia produtiva e comercial do petróleo e do setor naval, por ela liderada, representa mais de 10% do produto interno bruto, constituindo a principal âncora da indústria de bens de capital. É uma criadora e difusora de tecnologia, de investimentos e de produtividade que beneficiam toda a economia brasileira. Foi graças aos esforços tecnológicos da Petrobras que se descobriram, em 2006, as reservas do pré-sal, e é ainda graças a sua tecnologia original de produção que o Brasil já retira do pré-sal, em tempo recorde, cerca de 700 mil barris diários de petróleo, que brevemente alcançarão mais de 2 milhões, assegurando autossuficiência e a exportação de excedentes.

Deve-se à Petrobras a existência de uma cadeia produtiva anterior e superior do petróleo e da indústria naval, induzindo o desenvolvimento tecnológico da empresa privada brasileira, gerando emprego e renda que, no caso de empresas nacionais, significa resultados que aqui mesmo são investidos, desdobrando-se em outros ciclos de produção e consumo na economia.

Tudo isso está em risco. E é para enfrentar esse risco que o movimento social e político que estamos organizando conclama uma mobilização nacional em favor da Petrobras, instando o Governo da República a colocar todos os instrumentos de poder do Estado em sua defesa, de forma a mantê-la íntegra, forte e apta a continuar desempenhando o seu papel de líder do desenvolvimento nacional e a enfrentar, por outro lado, o desafio do seu enfraquecimento planejado por forças desnacionalizantes e privatistas internas e externas.

Ao lado da defesa da Petrobras vemos o imperativo de proteger a Engenharia Nacional, neste momento também ameaçada de fragmentação e de liquidação frente ao risco de desigual concorrência externa. Repelimos com veemência eventuais atos de corrupção ocorridos na relação entre empresas de engenharia fornecedoras da Petrobras, e seremos os primeiros a apoiar punições para os culpados, mas somos contra a imputação de culpa sem provas, e a extensão de culpa pessoal a pessoas jurídicas que constituem, também elas, centro de geração de centenas de milhares de empregos, de criação de tecnologia nacional e de amplas cadeias produtivas, e de exportação de serviços com reflexos positivos na balança comercial.

Todos que acompanham negociações internacionais conhecem as pressões que recaem sobre o Brasil e outros países em desenvolvimento no sentido de abertura de seu mercado de construção pesada a empresas estrangeiras. Somos inteiramente contrários a isso, em defesa do emprego, da renda e do equilíbrio do balanço de pagamentos. Se há irregularidade na relação entre as empresas de construção e a autoridade pública, que sejam sanadas e evitadas. Mas a defesa da Engenharia Brasileira implica a preservação da empresa brasileira à margem de qualquer pretexto.

Não é coincidência os ataques à Petrobras, ao modelo de partilha da produção que a coloca como operadora única do pré-sal, à política de conteúdo local, à aplicação exclusivamente na educação e na saúde públicas dos recursos do pré-sal legalmente destinados a esses setores, à Engenharia Brasileira como braço executivo de grande parte de seus investimentos, e também ao BNDES, seu principal financiador interno, que tentam fragilizar rompendo sua relação com linhas de financiamento do Tesouro: tudo isso faz parte não propriamente de ataques ao governo, mas de uma mesma agenda de desestruturação e privatização do Estado em sua função de proteger a economia nacional.

É nesses tópicos mutuamente integrados que concentramos a proposta de mobilização nacional que estamos subscrevendo, e que está aberta à subscrição de outras entidades e de todos os brasileiros que se preocupam com o destino de nossa economia e de nosso país. Estamos conscientes de que o êxito dessa mobilização dependerá da participação do maior número possível de entidades da sociedade civil, de partidos políticos e das cidadãs e cidadãos individualmente. E é da reunião de todos que resultará a afirmação da Aliança pelo Brasil em defesa da Petrobras, do Estado social-desenvolvimentista e de um destino nacional de prosperidade."

FONTE: portal "Conversa Afiada"  (http://www.conversaafiada.com.br/politica/2015/02/26/alianca-pelo-brasil-pelo-proer-e-a-construbras/).

A PETROBRAS PRECISA DE SINAL CLARO DE APOIO





A Petrobras precisa de um claro sinal de que estamos a seu lado


"A corrupção na Petrobras merece repúdio, mas, como patrimônio da sociedade, a empresa precisa saber que estamos a seu lado"

Por Cândido Grzybowski

No delicado momento político que atravessa a Petrobras, penso que se torna fundamental relembrar o que ela significa para a economia, a sociedade e a democracia no Brasil. Precisamos, cidadãs e cidadãos brasileiros, nos por em alerta e estar prontos a defender um dos maiores patrimônios por nós criados ao longo de gerações. Isso não significa defender os envolvidos pegos com a “mão na massa” pela operação “Lava Jato” da Polícia Federal.

Aliás, tanto eles como os seus cúmplices, executivos de grandes empresas, e todos que, de algum modo, se beneficiaram do esquema de corrupção, merecem o repúdio da cidadania, que exige justiça acima de tudo, dentro de critérios republicanos e de justiça democrática, sem privilégios de classe, [partido] ou de poder.

O fato da última semana, a destituição da presidenta Foster e a renúncia de sua diretoria, com a nomeação de um novo presidente, é, sem dúvida, um sinal de que a Petrobras navega em meio à tempestade. Hoje, porém, a Petrobras desenvolveu tecnologia para explorar petróleo em águas profundas, bravias, e tem um corpo técnico de milhares de pessoas, tanto diretamente assalariados como prestadores de serviços, que sabem dar conta do recado.

Mais, eles se sentem e agem como os verdadeiros representantes da cidadania lá, garantia para que a Petrobras dê conta do mandato que lhe damos. O que a Petrobras precisa é de claro sinal de que estamos a seu lado, faça chuva, faça sol. Estamos aí, como cidadãos e como democratas, a defender o que é um dos bens comuns maiores que criamos e essencial para a nossa democracia. Não é a primeira vez que a Petrobras passa por dificuldades assim, e nem será a última. E não será desta vez que a cidadania do Brasil perderá a Petrobras.

Há muito tempo, o Brasil luta por autonomia, talvez por altivez. Nunca demonstramos vontade de dominar outros povos, mas também não aceitamos que nos dominem, nem queremos ser simplesmente subalternos, subordinados que aceitam servir à hegemonia de quem quer que seja. Alguém vai lembrar e dizer que o capitalismo é assim mesmo, com um império e seus asseclas para dominar o resto. E quem disse que a cidadania do Brasil pensa e almeja isso?

O interesse nacional, se é que existe, é um pacto entre a diversidade do que somos. Não nos venham impingir como "interesse nacional" o interesse de uma certa fração de classe dominante, que acha seus interesses contemplados numa dependência submissa ao imperialismo capitalista de turno. Sim, eles também mudam, pois o capitalismo é, por definição, para poucos, os mais fortes e competitivos nos mercados selvagens, com arsenais e exércitos se necessário. Só que existe cidadania e isso faz uma enorme diferença, como a pequena Grécia acaba de demonstrar.

A Petrobras existe enquanto tal porque a cidadania quis ter a questão energética ligada ao petróleo sob controle estatal. Luta árdua lá no começo, nos anos 50 do século passado, e luta árdua ao longo da história da Petrobras. Ela sobreviveu à “privataria” dos anos 90 e, depois da descoberta do pré-sal, voltou ao protagonismo de sempre. Mas os interesses privados derrotados não esmorecem, estão de plantão na menor oportunidade. Hoje, a maior ameaça para a nossa Petrobras são as forças pró-privatização. A corrupção veio a calhar e reanimou a sanha privatista. Logo sobre um grande bem comum, como a energia que todos precisamos de algum modo.

É bom, nesta hora de dificuldades, comparar a situação da Petrobras com o resto do setor energético brasileiro. A geração e distribuição da vital energia elétrica para o modo que vivemos hoje foram irresponsavelmente desestruturados pela privatização e estão no centro de uma enorme crise sistêmica, mais de contradição entre interesses públicos e interesses privados do que clima e gestão. O mesmo não pode acontecer com o petróleo.

Aqui cabe lembrar a difícil equação entre petróleo e sustentabilidade. A energia fóssil é o grande vilão da mudança climática. Não dá para ignorar isso ao falar da Petrobras. Mas a questão é que não existe, no imediato, uma saída para a grande dependência civilizatória, por assim dizer, do que a energia fóssil oferece como possibilidade e sua presença absoluta no nosso cotidiano. Pior, existe uma geopolítica mundial atrelada à questão da energia fóssil, no centro da própria disputa imperialista, como neste momento a questão da Ucrânia e as contradições do Oriente Médio e Afeganistão revelam, com guerras e fundamentalismos inaceitáveis.

Voltando à nossa Petrobras, é fundamental que se afirme a hegemonia pública sobre ela e seu caráter de bem público do Brasil. Resguardemos para a cidadania a possibilidade do que fazer e como fazer a melhor gestão das grandes reservas de petróleo e gás do território do planeta que nos cabe cuidar, bem como de nosso reconhecido saber e capacidade de lidar com isto.

Deixemos para depois a questão sobre como usar as reservas e a garantia de deixar para gerações futuras o que nós, por enquanto, utilizamos como energia a ser queimada. Firmemos um compromisso básico entre nós: a base a preservar inteira, como algo único e indispensável. Depois discutiremos o resto. Mas discutiremos, sem dúvida!"

FONTE: escrito por Cândido Grzybowski, sociólogo, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase). Publicado no portal "Carta Maior"  (http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/A-Petrobras-precisa-de-um-claro-sinal-de-que-estamos-a-seu-lado/4/32936).

DILMA, FHC E A CORRUPÇÃO




Dilma, FHC e a corrupção


"Se tratando de corrupção, os tucanos podem até ter deixado a casa uma bagunça nos anos 1990, mas, quando muito, ganharam apenas um cafuné.

Por Fabio de Sá e Silva,  Graduado (USP) e Mestre (UnB) em Direito; PhD em Direito, política e sociedade (Northeastern University, EUA). 

Em evento destinado ao recebimento de credenciais de novos embaixadores, Dilma concedeu entrevista a repórteres, na qual tratou de vários temas.

Ao ser perguntada sobre a Operação Lava Jato e seus efeitos sobre a Petrobras, a Presidenta vocalizou o discurso com o qual intelectuais e sindicatos de trabalhadores têm conclamado a defesa da estatal: o de que quem se envolveu em corrupção deve ser punido, mas que a empresa, por ser estratégica, deve ser preservada.

Para a Dilma de hoje, assim como a de meses atrás, a resposta para a corrupção verificada na Petrobras não passa por venda de patrimônio público, tampouco pela negativa geral de seus oponentes na política partidária. Passa, isso sim, pela punição dos corruptos e corruptores.

E exemplificou:

Veja... Olhando o que vocês mesmos divulgam nos jornais. Se em 1996–1997 tivessem investigado e punido, não teríamos o caso desse funcionário que ficou quase vinte anos praticando atos de corrupção”.

A afirmação, como se sabe, foi baseada no que se tornou público da delação premiada de Pedro Barusco, ex-gerente da empresa. Barusco afirmou ter visto o pagamento de propinas em contratos se tornar sistemático já naquele período.

Apoiadores do governo rapidamente comemoraram o que entenderam ser uma ofensiva da Presidenta contra o cerco que setores da imprensa e a oposição pretendem lhe impor, com base na exploração política diária e obscura dos bastidores das investigações da Lava Jato.

A euforia, porém, teve de ser rapidamente contida.

Articulistas, políticos e internautas protestaram contra o que entenderam ser tentativa de Dilma de jogar no colo de FHC a responsabilidade por corrupção em operações da Petrobras.

Aécio, sempre o mais agressivo orador, disse que Dilma estava “zombando da inteligência dos brasileiros”.

O próprio FHC se dignou a responder. Como em diversas outras ocasiões, o ex-presidente insistiu em argumento de caráter formal.

Como alguém sério pode responsabilizar meu governo pela conduta imprópria individual de um funcionário se nenhuma denúncia foi feita na época?,” perguntou FHC, em tom de quem pretende ter dado resposta definitiva.

Surgiram, então, os criativos memes, nos quais cães labradores destruindo a mobília da casa ou dinossauros mirando os asteroides cuja queda lhes custaria a extinção apareciam com expressão cômica, tendo ao fundo o texto:

“Foi o FHC”.

Instaurada a confusão, apoiadores do governo poderiam ter esclarecido que não foi isso o que Dilma quis dizer. O argumento era, simplesmente, o de que são dois períodos do país que instituíram padrões distintos no trato de corrupção envolvendo figuras proeminentes do mundo da política.

Períodos que se distinguem, por exemplo, pelo respeito à autonomia da PF e do MPF, pela criação da CGU e pelo patrocínio à lei de acesso à informação, a mesma que hoje permite a crítica a Cardozo por não ter disponibilizado imediatamente na agenda pública do Ministério da Justiça seu encontro com advogados da Odebrecht.

Esse argumento que, aliás, não é novo, tem fácil comprovação empírica e forte enraizamento na consciência popular – apesar dos esforços para se transformar corrupção em algo “do PT”, interrompidos, apenas episodicamente, por denúncias que jogam luz sobre os pés de barros de figuras como Azeredo [ex-presidente nacional do PSDB], Demóstenes [senador do DEM flagrado como auxiliar do contraventor Cachoeira] e Agripino [presidente do DEM e coordenador-geral da campanha de Aécio Neves, agora denunciado no STF por corrupção].

Que o digam os entrevistados do Datafolha no último dezembro, ou seja, depois de meses nos quais capas de revistas tentavam caracterizar o período atual como "o mais corrupto da história"...

Desses, 46% achavam que, desde a redemocratização brasileira, o governo Dilma foi aquele no qual a corrupção foi mais investigada, à frente de Lula (16%), Collor (11%) e só então FHC (4%).

Ou que o governo Dilma foi o período no qual os corruptos mais foram punidos (40%), à frente de Collor (12%), Lula (11%) e só então FHC (3%).

A história, nesse aspecto, é tão caprichosa, que chegou a criar episódios parecidos com resultados muito diversos.

Como o de dois parlamentares que deram entrevistas à "Folha de São Paulo" denunciando ter havido compra de votos no Congresso – em um caso, para aprovar a emenda da reeleição de FHC/PSDB, em outro, para compor a base aliada de Lula.

No caso referente ao governo Lula, estrelado por Roberto Jefferson, os resultados foram a CPI dos correios e a ação penal 470 [o ultramidiático "mensalão]. No caso referente ao governo FHC/PSDB, poderia dizer Dilma, “todos soltos”.

As denúncias, acompanhadas “não de indícios, mas de provas,” como disse anos depois o jornalista responsável pela matéria, ficariam represadas nas mãos de Geraldo Brindeiro, conduzido e reconduzido ao cargo de PGR ao longo de todo o governo PSDB/FHC, mesmo quando ficava em 7º lugar nas eleições internas das entidades de classe do MPF.

Partindo desse e inúmeros outros casos – como SIVAM e Pasta Rosa –, apoiadores do governo poderiam ter criticado o próprio FHC, cuja tese de que "seu governo não teve corrupção porque nunca teve condenados", ela sim, “zomba da inteligência dos brasileiros”.
Poderiam até ter feito um 'meme', destacando que, assim como cães labradores, tucanos podem até ter deixado a casa uma bagunça nos anos 1990 mas, quando muito, ganharam apenas um cafuné.

Mas corrupção é assunto sério demais para seguir sendo tratado de maneira assim tão simplista.

Dilma e o PT ganharão se souberem acrescentar um terceiro período à história, de cuja construção hoje fazem parte.

Um período no qual o combate à corrupção não terá se prestado a inviabilizar o desenvolvimento do país, mas no qual – se não por uma reforma política estrutural, por mudanças de práticas na organização partidária e na condução dos negócios públicos – o sistema político terá se tornado mais blindado à influência do dinheiro.

Já FHC poderia desistir de sua tese. Pois além de convencer a ninguém, ela não leva a lugar nenhum."

FONTE: escrito por Fabio de Sá e Silva, Graduado (USP) e Mestre (UnB) em Direito; PhD em Direito, política e sociedade (Northeastern University, EUA). Artigo publicado no portal "Carta Maior" (http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Dilma-FHC-e-a-corrupcao/4/32931).[Imagem e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

RECUPERAÇÃO DOS EUA É CONTO DE FADAS





No que se tornaram os economistas e a economia americana 

Por Paul Craig Roberts, economista, ex-secretário-assistente do Tesouro na administração Reagan (EUA)

"Segundo o conto de fadas oficial, a economia dos EUA tem estado em recuperação desde Junho de 2009.

Esse conto de fadas destina-se a dar a imagem da América como paraíso seguro, uma imagem que mantém o dólar alto, o mercado de ações em alta e taxas de juros baixas. É uma imagem que leva o número maciço de desempregados americanos a culparem-se a si próprios e não a economia falhada.

O referido conto de fadas sobrevive apesar do fato de não haver qualquer informação econômica que a confirme.

O rendimento familiar mediano real não cresce há anos e está abaixo dos níveis do princípio da década de 1970.

Não há crescimento real nas vendas a varejo desde há seis anos.

Como é que uma economia dependente da procura do consumidor pode crescer quando os rendimentos reais dos consumidores e as vendas reais a 
varejo não crescem?

Não com o investimento em negócios. Por que investir quando não há crescimento das vendas? A produção industrial, devidamente deflacionada, permanece bem abaixo do nível anterior à recessão.

Não com a construção. O valor real da construção total efetuada declinou drasticamente desde 2006 até 2011 e tem oscilado em torno do mínimo de 2011 durante os últimos três anos.

Como é que uma economia pode crescer quando a força de trabalho está em contração? A taxa de participação da força de trabalho tem declinado desde 2007, tal como o emprego civil na população.

Como pode haver uma recuperação quando nada se recuperou?

Será que os economistas acreditam que todo o corpo da teoria macroeconômica ensinada desde a década de 1940 é simplesmente incorreto? Caso contrário, como é que economistas podem apoiar o conto de fadas da recuperação?

Vemos a mesma ausência de teoria econômica na resposta política à crise de dívida soberana na Europa. Antes de mais nada, a única razão para haver uma crise é porque, ao invés de cancelar aquela parte da dívida que não pode ser paga, como no passado, de modo a que o resto da dívida pudesse ser paga, os credores têm exigido o impossível – que toda a dívida seja paga. [NR]


Numa tentativa de alcançar o impossível, países fortemente endividados, tais como a Grécia, foram forçados a reduzir pensões de reforma, despedir funcionários do governo, reduzir serviços sociais tais como cuidados de saúde e educação, reduzir salários e liquidar propriedades públicas tais como portos, companhias de água municipais e a lotaria estatal. Esses pacotes de austeridade privam o governo de receitas e a população de poder de compra. 

Consequentemente, o consumo, o investimento e os gastos do governo caem em conjunto e a economia afunda-se ainda mais. Quando a economia afunda, as dívidas existentes tornam-se ainda maiores em percentagem do PIB e o pagamento do serviço da dívida ainda mais insustentável.

Os economistas sempre souberam isso desde que John Maynard Keynes os ensinou na década de 1930. Mas, ainda assim, não há sinal dessa teoria econômica fundamental na abordagem política à crise de dívida soberana.

Os economistas parecem ter simplesmente desaparecido da terra. Ou, se alguns ainda estiverem presentes, perderam suas vozes e não falam.

Considere o "globalismo". Todo país foi convencido de que o globalismo é imperativo e que não fazer parte da "economia global" significa a morte econômica. De fato, fazer parte da economia global significa morte.

Entenda a destruição econômica que o globalismo provocou nos Estados Unidos. Milhões de empregos fabris da classe média e empregos qualificados tais como engenharia de software e Tecnologia de Informação foram afastados da classe média americana e dados a povos na Ásia. No curto prazo, isso reduz os custos do trabalho e beneficia os lucros das corporações estadunidenses que exportam seus empregos, mas a consequência é destruir o mercado interno de consumo pois empregos que permitem a formação de famílias são substituídos por empregos em tempo parcial mal pagos.

Se famílias não se podem constituir, a procura por habitação, electrodomésticos e mobiliário declina. Licenciados em faculdades voltam a viver com os seus pais.

Empregos em tempo parcial prejudicam a capacidade para poupar. As pessoas só conseguem comprar carros porque elas podem obter 100 por cento de financiamento e mais a fim de liquidar um empréstimo do carro existente que excede o valor comercial do veículo, num empréstimo de seis anos. Esses empréstimos são possíveis porque aqueles que os fazem vendem-nos. Os empréstimos são então titularizados (securitized) e vendidos como investimentos àqueles desesperados por rendimento (yield) num mundo com taxa de juro zero. Os derivativos são separados (spun off) desses "investimentos" e uma nova bolha é posta em ação.

Quando empregos manufatureiros são exportados, as fábricas estadunidenses são encerradas e a base fiscal do estado e dos governos locais declina. Quando os governos têm perturbações para servir a sua dívida acumulada, a tendência é não cumprirem suas obrigações quanto a pensões. Isso reduz rendimentos dos reformados, rendimentos já reduzidos por taxas de juro zero ou negativas.

Esse desfazer da procura do consumidor, a base da nossa economia, era inteiramente óbvio desde o princípio. Mas economistas-lixo ou porta-vozes contratados por corporações prometiam aos americanos uma "Nova Economia" que lhes proporcionaria empregos melhores, mais bem pagos e mais limpos em substituição dos empregos removidos para o exterior. Como tenho apontado desde há mais de uma década, não há sinal desses empregos em qualquer parte da economia.

Por que economistas não protestaram quando a economia dos EUA era despachada para o exterior e lançada borda fora internamente?

O globalismo também devasta as "economias emergentes". Comunidades agrícolas autossuficientes são destruídas pela introdução da agricultura de monocultura em grande escala. As pessoas desenraizadas são relocalizadas em cidades onde se tornam um peso para os serviços sociais e uma fonte de instabilidade política.

O globalismo, tal como a teoria econômica neoliberal, é um instrumento do imperialismo econômico. O trabalho é explorado, enquanto povos, culturas e ambientes são destruídos. Mas a propaganda é tão poderosa que o povo participa da sua própria destruição." 


[NR]  A propósito de dívidas que não podem ser pagas, ver a resenha do livro de Cédric Durand: Le capital fictif: Comment la finance s'approprie notre avenir

FONTE: escrito por Paul Craig Roberts O original encontra-se em www.strategic-culture.org/... e transcrito em http://resistir.info/ (de Portugal).
Transcrito no "Patria Latina"  (http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=485647024b3598cebfa72f5b68546662&cod=15142).
O autor, Paul Craig Roberts (nascido em 03 de abril de 1939), é economista norte-americano, colunista do "Creators Syndicate". Foi secretário-assistente do Tesouro na administração Reagan e destacou-se como cofundador da Reaganomics. Ex-editor e colunista do "Wall Street Journal", "Business Week" e "Scripps Howard News Service". É graduado do Instituto de Tecnologia da Geórgia e tem Ph.D. da Universidade de Virginia, com pós-graduação na Universidade da Califórnia, Berkeley e na Faculdade de Merton, Oxford University.

CORRUPÇÃO TUCANA: "É MUITO POUCO PROVÁVEL..."





"Lava Jato: Ataulfo, Ataulfo. Camarão que dorme …

Quer dizer que empreiteiro não queria fazer obra em Minas …"

FONTE: apresentado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim em seu portal "Conversa Afiada" (http://www.conversaafiada.com.br/tv-afiada/2015/02/26/lava-jato-ataulfo-ataulfo-camarao-que-dorme/).

"QUEBRAR O BRASIL" É A ESTRATÉGIA DA DIREITA PARA DERRUBAR DILMA




Quebrar o Brasil, o projeto da direita para derrubar Dilma

Por Fernando Brito

"Lamento informar ao Ministro Joaquim Levy: os problemas de nossa economia não estão vindo tanto da falta do “ajuste fiscal” – embora, sim, seja necessário cortar gastos nos momentos de dificuldade – mas no projeto da direita brasileira de quebrar a economia nacional como forma de criar, mais adiante, o clima político para o que deseja desde a noite em que foi proclamado o resultado das eleições e confirmada a vitória de Dilma Rousseff.

O que está acontecendo aqui é que, de um lado, recrudesceu a campanha política selvagem para demonstrar que a economia brasileira entrou em colapso e, de outro, o medo paralisante de nosso Governo de enfrentar essa ofensiva e estabelecer a controvérsia, a polêmica, torna o discurso do “fim do Brasil”

Economizar R$ 1 bilhão em despesas é dificílimo; já perder R$ 1 bilhão em receitas é algo que se faz “num cuspe” com a perda de confiança na economia.

E vamos mal assim?

Um dado apenas mostra que não: as viagens de avião – especialmente as de férias – cresceram 12,5% nos destinos domésticos no primeiro mês do ano: 9,7 milhões de passageiros este ano, mais de um milhão a mais que em 2014. Nas viagens mais caras, as internacionais, mesmo com a alta do dólar, a demanda medida em passageiros por quilômetro voado cresceu absurdos 32,9% sobre janeiro de 2014.

Mas isso é meia-verdade, porque vamos derrubar ainda mais (porque já caíram ano passado) os investimentos públicos por conta do caso Petrobras e das suas “desejadas” extensões para outras áreas daquilo que só funciona com dinheiro estatal (eletricidade, transportes urbanos, portuários, ferroviários, rodovias, habitação etc).

E com eles, toda a cadeia produtiva da construção, especialmente a pesada, que avançou mais, muito mais do que o PIB durante a última década e que representa quase um décimo de toda a produção de riqueza no Brasil.

Com o ajuste fiscal, em princípio, corta-se aqui e gasta-se no custo financeiro da dívida pública, ampliado pelas altas exigidas pela taxa de juros dos títulos.

O Governo brasileiro parece acreditar que a tempestade será como as chuvas são hoje no Brasil: podem até ser fortes, mas não duram muito tempo.

Pode ser, porque a economia mundial não recomenda adivinhações.

Mas a postura passiva, desconhecendo a imensa capacidade de o Estado brasileiro ditar o ritmo da atividade econômica aqui deixa o país ao sabor das “ondas” que se constroem na política e na mídia.

Que amedrontam, retraem, paralisam.

E erodem o poder de um governo eleito de sustentar-se ante o tsunami midiático-judicial que se desfechou contra ele."


FONTE: escrito por Fernando Brito em seu blog "Tijolaço"  (http://tijolaco.com.br/blog/?p=25009).

QUEREM ENTREGAR O BRASIL DE 200 BILHÕES DE BARRIS





O portal "Conversa Afiada" reproduz artigo de Paulo Metri, veiculado pelo "Correio da Cidadania":

BRASIL DE 200 BILHÕES DE BARRIS

Por Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do Correio da Cidadania

"O setor do petróleo fornece farto material para a constatação da ganância humana. Com a pretensão de trazer alguma explicação para o que acontece nestes dias com o Brasil, sem existir preocupação alguma da mídia para explicar, defendo a tese de que ocorreu rápida ascensão do nosso país no ranking daqueles atrativos para o capital internacional. Até 2006, era um país com abundância de recursos naturais, território e razoável mercado consumidor. Mas ele não possuía petróleo em quantidade suficiente para se tornar grande exportador. Era fornecedor de minérios e grãos não tão valiosos no mercado internacional quanto o petróleo. Implícito está que o preço do barril irá subir brevemente para algum valor, pelo menos, em torno de US$ 80.

A partir dos anos 90 [governos Collor e PSDB/FHC], o Brasil perdeu graus de soberania e passou a ser um exemplar subalterno do capital internacional. Por exemplo: tem uma lei complacente de remessa de lucros, permite livre trânsito de capitais, não protege a empresa nacional genuína, tem uma política de superávit primário e câmbio que tranquiliza os rentistas, permite a desnacionalização do parque industrial, oferece a subsidiárias estrangeiras benefícios fiscais e creditícios, tem uma mídia hegemônica pertencente a esse capital, que aliena a sociedade, e possui uma defesa militar incipiente. Assim, pode-se dizer que, após 1990, a sociedade brasileira passou a ter maior sangria de suas riquezas e seus esforços para o exterior. Esse era o Brasil subalterno, que só tinha 14 bilhões de barris de petróleo, suficientes somente para 17 anos do seu consumo.

Em 2006, descobre-se o Pré-Sal, que pode conter de 100 a 300 bilhões de barris de petróleo, dos quais 60 bilhões já foram descobertos – e em menos de dez anos. Ao mesmo tempo, começou-se a recuperar a proteção à indústria nacional, com a proibição da compra de plataformas de petróleo no exterior. Também, decidiu-se recompor as Forças Armadas, com o desenvolvimento de submarinos e caças no país, e, também, novos equipamentos de defesa para o Exército. Recentemente, decidiu-se desenvolver um avião militar de transporte de carga.

O Brasil, que já vinha participando do Mercosul, amplia sua interação soberana em outros fóruns internacionais, como a UNASUL, a CELAC e os BRICS, contrariando interesses geopolíticos dos Estados Unidos. Recentemente, um banco e um fundo monetário dos BRICS foram criados. Ocorreu no período, também, a mudança da política externa do Brasil, que buscou a aproximação com os países em desenvolvimento da África, do Oriente Médio e de outras regiões, sem hostilizar os Estados Unidos, a Europa e o Japão. A presidente Dilma propôs aos países da ONU uma ação conjunta para conter a espionagem internacional que tem participação da CIA e da NSA, do governo dos Estados Unidos.

Com a descoberta do Pré-Sal, abandona-se o 'modelo das concessões', que permitia a quase totalidade do lucro e todo o petróleo irem para o exterior. Adota-se o modelo do 'contrato de partilha' para essa área, que é melhor do que a concessão. No contrato de partilha, uma parte adicional do lucro, acima do royalty, vai para o fundo social, e parte do petróleo vai para o Estado brasileiro. Decidiu-se também escolher a Petrobras para ser a operadora única do Pré-Sal, o que é importante para maximizar a compra de bens e serviços no país. No leilão de Libra, foi formado um consórcio com a participação de duas petrolíferas chinesas, fugindo-se ao esquema de só participarem empresas ocidentais. No final do ano de 2014, quatro campos do Pré-Sal, que somam cerca de 14 bilhões de barris, foram entregues diretamente à Petrobras, sem leilão, o que contrariou as petrolíferas estrangeiras que desejavam vê-los leiloados.

A partir da descoberta do Pré-Sal, a Quarta Frota da Marinha dos Estados Unidos é reativada em 2009, o presidente norte-americano Barack Obama vem ao Brasil em 2011 e seu vice-presidente se transforma em figura fácil de ser encontrada aqui. Ele se reúne diretamente com a presidente da Petrobras, o que é muito estranho. O governo norte-americano procura levar a qualquer custo a presidente Dilma para uma visita oficial aos Estados Unidos, com direito a jantar na Casa Branca, considerada uma honraria sem igual. Por essa e outras razões, FHC/PSDB gostaria muito de o Pré-Sal ter sido descoberto no seu mandato, mas ele só se preocupava em preparar a Petrobras para a privatização. Surpreendentemente, meu candidato a um prêmio das Nações Unidas para grandes promotores da paz no mundo, Edward Snowden, nos informa que até os telefones da presidente Dilma foram interceptados pela inteligência estadunidense.

O tempo passa e chega o momento de nova eleição presidencial no Brasil. O capital internacional de forma geral e, especificamente, o capital do setor petrolífero, com grande influência na Casa Branca, quiseram aproveitar essa eleição para mudar algumas regras de maior soberania, estabelecidas nos últimos anos, inclusive as do Pré-Sal. Além disso, o capital internacional quer eleger um mandatário do Brasil mais subserviente. Assim, explica-se a campanha de muito ódio e enorme manipulação executada pela mídia desse capital no período eleitoral. Possivelmente, a NSA e a CIA, utilizando empresas estrangeiras aqui estabelecidas, devem tê-las incentivado a contribuir com recursos para eleger os seus candidatos em 2014, formando uma bancada no Congresso Nacional que é um misto de entreguistas com alienados corruptos, porém, muito fiéis aos doadores de campanha.

Com o acontecimento independente da descoberta dos ladrões na Petrobras, aliás, muito bem-vindo pelos estrategistas do roubo do petróleo nacional, o terceiro turno da campanha presidencial tomou corpo na mídia, assim como a tarefa de confundir a população para acreditar que a Petrobras rouba dinheiro do povo e não são os ladrões ocupantes de cargos nela que roubam.

Com uma Petrobras fraca, de preferência até privatizada, fica mais fácil levar o petróleo do Pré-Sal. Um fato importante é que, no governo PSDB/FHC, existiram denúncias que a Polícia Federal e o Ministério Público pareceram ser ineptos e a mídia criminosamente benevolente com o governo. Uma dessas denúncias foi a de compra de votos para a reeleição, que, mesmo com réu confesso declarando ter recebido dinheiro para votar a favor da reeleição, nada teve de apurada; já a mídia, deu divulgação mínima e o Ministério Público não apresentou denúncia à Justiça.

Enfim, para o bem ou para o mal, tudo mudou de figura. Morreu o Brasil de só 14 bilhões de barris de petróleo. Ele terá, brevemente, uma reserva de 200 bilhões de barris, que corresponderá a uma das três maiores do mundo e irá requerer muitas medidas de soberania, se é que a sociedade brasileira deve usufruir dessa riqueza. Assim, agora, na visão do capital internacional, o Brasil não chega a estar se tornando um país antagônico, como China, Rússia, Irã e Venezuela, mas está criando regras e tomando medidas hostis a esse capital. Está-se no estágio da busca da cooptação dos poderes e do controle da população pela mídia do capital.

Contudo, a população não está, na sua imensa sabedoria, acreditando tanto na mídia. Se a população não der apoio para o plano do impeachment da presidente, novas tramas poderão acontecer, como uma “primavera brasileira para tirar os ladrões da Petrobras do governo”. Eventualmente, será um golpe de Estado dado pelo Congresso com o apoio da mídia. O povo precisa não dar apoio à quebra do regime democrático e não apoiar também governantes que permitam a perda do Pré-Sal."

Em tempo (por PHA): no ato em defesa da Petrobras, em que disse a Dilma “diz que ganhou a eleição!”, Lula contou que criou o braço de Defesa da Unasul em resposta à recriação da Quarta Frota. 


FONTE: artigo de Paulo Metri, veiculado pelo "Correio da Cidadania"; transcrito e comentado no portal "Conversa Afiada" do jornalista Paulo Henrique Amorim (PHA)  (http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/02/25/o-brasil-de-200-bilhoes-de-barris-que-querem-entregar/) (Blog do autor: http://paulometri.blogspot.com.br/).

EM DEFESA DA PETROBRAS - ATO EM 13 DE MARÇO (sexta-feira)




Lula põe o bloco na rua: “Quero paz e Democracia, mas se eles não querem nós sabemos brigar também

"O debate é o mesmo, desde Vargas: falam de ética, para entregar o Brasil aos gringos"


Por Rodrigo Vianna

A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo, se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa essa a funcionar, a onda de agitação se avoluma.

Reproduzo acima o segundo parágrafo da Carta Testamento de Vargas. E aí está: a Petrobrás citada de forma direta pelo presidente que foi levado ao suicídio em agosto de 1954.

A luta pelo Petróleo estava no centro do debate político dos anos 50. E segue central agora.

Os Marinho e os udenistas (que eram os tucanos dos anos 50) queriam a derrota de Vargas e do projeto de um Brasil independente. Diziam que Vargas e o trabalhismo eram um “mar de lama”. Eles eram limpos? Sabemos… São os mesmos: agripinos, mervais, civitas, aécios e seus aeroportos, família marinho e seus golpes.

No dia 24 de fevereiro de 2015, em que se lançou no Rio a campanha pela salvação da Petrobrás (com um belíssimo ato na ABI, precedido na rua por pancadaria de fascistas que tentaram impedir a manifestação), nesse mesmo dia, o jornal da família Marinho publicou editorial em que afirma que defender a maior empresa brasileira é “voltar aos anos 50”.

Exatamente!

A Globo não quer que se lembre dos anos 50.

Relembremos, pois.


Povão "homenageou" a Globo em 1954

Vargas foi levado ao suicídio por sacripantas (alô, Miguel do Rosário, essa é pra você, que enfrenta – de cabeça erguida – a Globo e seus capatazes). No dia seguinte, 25 de agosto de 1954, caminhões de "O Globo" foram queimados. O jornal foi invadido.

A "Globo" teve que esperar 10 anos para dar o golpe, em 64.

Por isso, a família Marinho não quer que o debate volte aos anos 50. Porque a brincadeira termina mal para a turma deles.

A família Marinho (aliada aos tucanos, e entregue a articulações com representantes dos EUA) quer a Petrobras destruída.

Mas, para isso, os sacripantas terão que enfrentar o outro lado – que começou a se mobilizar no Rio, nesse dia 24 de fevereiro. Não vão dar o passeio que estão imaginando.

Por isso, o ato na ABI foi tão importante.

Ao microfone, Pinguelli Rosa, professor da UFRJ, lembrou: “punam-se os culpados, mas deixem a Petrobras em paz”.

Luis Nassif, blogueiro e jornalista, lembrou que o ato lembrava as grandes manifestações do “Petroleo é Nosso”.

Eric Nepomuceno, também jornalista, disse que alguém havia perguntado a ele “se não haveria por trás dessa campanha contra a Petrobras algo estranho”. E Nepomuceno disse: “não há nada por trás, é uma campanha escancarada mesmo”.

As cartas estão na mesa.

João Pedro Stedile, do MST, lembrou que o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) já apresentou projeto no Congresso para entregar o Pré-Sal às petroleiras internacionais. “Ganhamos nas urnas, mas perdemos no Congresso e na mídia; só tem uma forma de derrotá-los de novo – ir pra rua”, arrematou Stedile.

FHC queria transformar a Petrobrás em Petrobrax, para privatizá-la, lembrou o presidente da CUT, Wagner Freitas, que afirmou também: “a mídia golpista hoje age da mesma forma que na época de Lacerda contra Vargas”.

Durante o ato, os sindicalistas convocaram o povo para as ruas no dia 13 de março – em defesa da Petrobras. Será dois dias antes da manifestação golpista de 15 de março.

Lula participou da manifestação no Rio – sinalizando que vai comandar o movimento de botar o bloco popular na rua.

Não há outra saída. Não se trata de defender Dilma do impeachment. É hora de defender o projeto de Nação iniciado por Vargas, retomado por Jango e Lula.

Lula percebeu o tamanho do desafio, e lembrou no discurso a história de Vargas: “pra saber o que está acontecendo agora no Brasil, é preciso entender o que aconteceu com JK, com Getúlio, com Jango e o que tentaram fazer comigo na presidência.

Lula lembrou: “eles esta fazendo agora o que sempre fizeram a vida toda; a ideia básica é criminalizar, pela imprensa, porque aí já começa o processo pela sentença”.

Toda vez que na historia da humanidade se tentou criminalizar a política, o resultado foi sempre pior. Veja a Operação mãos Limpas na Itália! O resultado foi Berlusconi”, disse Lula.

O ex-presidente relembrou também que os EUA relançaram a Quarta Frota depois que a Petrobras descobriu o Pré-Sal. O que está em jogo é a correlação de forças na América do Sul, portanto.

Lula falou diretamente para Dilma: “A nossa querida Dilma tem que deixar as investigações pra PF ou Justiça. Ela tem é que levantar a cabeça e dizer ‘ganhei as eleições’. Gente, eles [tucanos e mídia] perderam as eleições e estão todos pomposos. Eles estão desaforados, viu. Em vez de ficar chorando, vamos defender o que é nosso. Defender a Petrobrás, defender a Democracia.

Lula ainda atirou contra a mídia : “quero lembrar à imprensa que cheguei duas vezes à presidência sem apoio da mídia.

Sinalizou, portanto, que é preciso definir bem as coisas: as famílias que dominam a mídia estão no centro do golpe. Igual a 1954. A diferença é que agora ninguém pensa em suicídio. Lula avisou: “vou pra rua em 13 de março. Ninguém me fará baixar a cabeça nesse país”.

E finalizou: “Quero paz e Democracia. Mas se eles não querem, nós sabemos brigar também.”


FONTE: escrito pelo jornalista Rodrigo Vianna na "Revista Fórum"  (http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/plenos-poderes/lula-poe-o-bloco-na-rua-quero-paz-e-democracia-mas-se-eles-nao-querem-nos-sabemos-brigar-tambem/).

AS INTENÇÕES DA OFENSIVA CONTRA A PETROBRAS



Saturnino Braga

As intenções da ofensiva contra a Petrobras

Por Roberto Saturnino Braga

"A ofensiva demolidora que ora desaba sobre a Petrobras pretende, no imediato, a tomada dos campos do pré-sal. Vai muito além, todavia.

A Petrobras tem uma história rica e densa, de mais de sessenta anos, que a faz, indiscutivelmente, um símbolo do desenvolvimento do Brasil ou, mais que isso, um símbolo da própria Nação Brasileira.

Desde o tempo primeiro, quando a melhor técnica do mundo afirmava que o Brasil não tinha petróleo, até à fantástica descoberta do pré-sal, passando pelos primeiros campos da Bahia e pelos da Bacia de Campos, o êxito incontestável e brilhante, exclusivo da Empresa, das suas equipes técnicas e administrativas, constituiu-se numa vitória exemplar que se erigiu em verdadeiro símbolo da capacidade brasileira, da competência técnica e gerencial dos brasileiros, um símbolo do Desenvolvimento do Brasil. Um símbolo, sim, da afirmação nacional capaz de silenciar o cantochão derrotista dos que nunca acreditaram no Brasil, e acachapar o grupo dos espertos que se associaram aos interesses da dominação, nutrida do atraso do País.

A Petrobras é muito mais do que a nossa maior empresa, a maior empresa da América Latina, uma das maiores do mundo; é um símbolo que esplende como atestado firme da capacidade empreendedora e científico-tecnológica dos brasileiros.

É símbolo também da luta histórica, da luta política da afirmação nacional, uma luta que arregimentou multidões para enfrentar poderes gigantescos, e que venceu: a Petrobras é o símbolo do nacionalismo brasileiro.

A ofensiva demolidora que ora desaba sobre ela pretende, no imediato, a tomada dos campos do pré-sal. Vai muito além, todavia, e visa a apequenar a desenvoltura que o Brasil tomou no mundo: na América do Sul, na África e na aliança dos BRICS, esta que abre nova alternativa de desenvolvimento capaz de superar aquela imposta pelo grande capital através do Banco Mundial e do FMI.

Esses objetivos ficam evidentes diante da gritante desproporção entre a massa de denúncias desfazedoras produzidas, ampliadas e trombeteadas diariamente pela grande mídia, e o real conteúdo de toda essa barulhada.

Houve corrupção na empresa? Sim, inegavelmente, e é indispensável que seja apurada e punida. É de agora essa corrupção? Não; as mesmas denúncias mostram que é antiga; só cresceu muito nos últimos anos. Descoberta só agora toda essa ladroagem, por quê?

Primeiro, porque cresceu muito, cresceu com o próprio movimento financeiro da Empresa e tronou-se obviamente mais visível.

Segundo, porque o empenho em combater a corrupção também cresceu nos últimos anos, com o afastamento dos engavetadores e com a liberdade de atuação dada à Polícia Federal. Prova desse avanço é o número recorde de desbaratamentos de quadrilhas de roubo e fraude que atuavam no País.

Mas há um terceiro fator importante: a espionagem sofisticada que se concentrou sobre a Petrobras depois da aprovação da Lei do Pré-sal e começou a enviar drones, vindos não se sabe de onde, com mensagens informativas para a nossa “mídia investigativa”.

Bem, é mais um episódio dessa luta histórica que criou e desenvolveu a Petrobras, que fez dela um símbolo nacional tão importante quanto a nossa bandeira e o nosso hino, um símbolo mais consistente porque construído sobre o esforço e a competência do trabalho dos brasileiros. É mais um episódio que, como os outros, será vencido pelos brasileiros, que já se mobilizam para o enfrentamento.

Registro, com orgulho, a bela e enérgica iniciativa tomada pelo Clube de Engenharia em conjunto com outras entidades brasileiras de grande prestígio: a Aliança pelo Brasil.

Venceremos, com certeza; e o símbolo ganhará mais força e mais brilho, para continuar iluminando e balizando o desenvolvimento do Brasil."


FONTE: escrito por Roberto Saturnino Braga, 83, engenheiro. Com votos da cidade e do estado do Rio de Janeiro, elegeu-se vereador, prefeito, deputado federal e senador da República. Artigo publicado no portal "Carta Maior"  (
http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Petrobras-simbolo-do-Brasil/4/32945).