terça-feira, 4 de dezembro de 2012

ONU CONDENA PROJETO ISRAELENSE DE NOVAS COLÔNIAS NA CISJORDÂNIA INVADIDA

Palestinos comemoram com bandeiras a volta de Mahmoud Abbas à Cisjordânia e a recente vitória na ONU (Nasser Shiyoukhi/Associated Press)

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-mon, considerou o projeto de Israel para novas colônias em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia [territórios palestinos] um "golpe fatal" ao processo de paz entre israelenses e palestinos.

A declaração, feita neste domingo, segue o anúncio de Israel na sexta-feira sobre a intenção de construir 3.000 casas nas duas regiões em sequência ao reconhecimento da Palestina ao status de “Estado observador não-membro” pela Assembleia Geral da ONU.

"As colonizações são ilegais pelo direito internacional e se (esse projeto) se concretizar, daria um golpe fatal nas últimas oportunidades de garantir uma solução de dois Estados", disse em nota o porta-voz de Ban.

Em uma declaração em um tom particularmente severo em relação ao governo israelense, Ban destacou que esse projeto "ameaça separar totalmente Jerusalém Oriental do resto da Cisjordânia".

"É com grande preocupação e uma profunda decepção que o secretário-geral recebeu o anúncio de Israel" de construir esses novos assentamentos, informou o comunicado.

"Em nome do interesse na paz", Israel deve "renunciar seu projeto", concluiu Ban.

A decisão israelense gerou críticas entre a comunidade internacional, especialmente de parte dos Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido.

COLÔNIAS

A aprovação das 3.000 casas [na Palestina invadida] foi publicada pelo jornal isrelense "Haaretz" na sexta-feira, um dia após a aprovação histórica do reconhecimento da Palestina na ONU.

Segundo o jornal, o governo israelense também pretende acelerar 1.000 permissões adicionais para construção nas áreas ocupadas por judeus nos territórios palestinos e o projeto da chamada “colônia E1”, que, se construída, dividirá a Cisjordânia em duas.

O anúncio foi a primeira indicação de represália de Israel, que criticou a ONU por ter enviado uma resolução em apoio ao pleito dos palestinos.

Representantes israelenses chamaram o reconhecimento da Palestina pela ONU de 'teatro político negativo', consideraram um obstáculo às conversas de paz e ameaçaram adotar sanções contra os palestinos.

No domingo, Israel anunciou que não deve repassar os impostos arrecadados [dos próprios palestinos nos territórios da Palestina invadida] em nome da ANP (Autoridade Nacional Palestina), numa "baixa" [nome eufêmico para "roubo"] que pode chegar a US$ 100 milhões.

ESTADO PALESTINO

O reconhecimento dos territórios palestinos como “Estado observador não membro da ONU” (Organização das Nações Unidas) foi aprovado na quinta (29) na Assembleia-Geral da organização por 138 votos a favor, nove contrários e 41 abstenções.

O status de “Estado observador”, semelhante ao do Vaticano, não garante direito a voto e fica aquém do reconhecimento pleno, que transformaria a Palestina no 194º membro da organização.

Desde a entrada na ONU, em 1974, os palestinos eram representados pela OLP (Organização para Libertação da Palestina), que tinha o status de “entidade observadora”.

Pelo direito internacional, [segundo a interpretação dos judeus] o reconhecimento de Estados não se dá na ONU (Organização das Nações Unidas), mas "por outros países".

O diálogo de paz entre israelenses e palestinos está paralisado há dois anos.”

FONTE: portal UOL/Folha  (http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1194831-onu-condena-projeto-israelense-de-novas-colonias-na-cisjordania.shtml). [Trechos entre colchetes adicionados por este blog 'democracia&política'].

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