domingo, 19 de fevereiro de 2012

'Financial Times': LULA PARA PRESIDENTE DO BANCO MUNDIAL


'FINANCIAL TIMES' SUGERE LULA PARA PRESIDIR BANCO MUNDIAL

“Em artigo no site do “Financial Times”, Gregory Chin, professor de Ciência Política da York University, no Canadá, propõe o nome de Lula para presidente do Banco Mundial, em substituição a Robert Zoellick, que está saindo (ironicamente, Lula certa vez chamou Zoellick, então representante comercial dos Estados Unidos, principal negociador de comércio exterior, de “sub do sub do sub” [OBS deste 'democracia&política': Isso porque nossa mídia americanófila e a oposição demotucana reclamaram por Lula não ter estendido, na época, todos os tapetes vermelhos para receber Zoellick].

Chin, em seu artigo, mencionou o fato de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu que o novo presidente do Banco Mundial não seja necessariamente de nenhuma nacionalidade específica, mas sim alguém competente e capaz.

Para o articulista, Lula é o candidato ideal pela sua gestão competente da economia brasileira, pelo seu carisma, pelos laços que criou entre os países emergentes e pelo seu prestígio junto aos países ricos. Caso Lula não queira aceitar, por razões de saúde, Chin acha que deveria ser buscado alguém de perfil semelhante.

O site do FT é fechado. Para os assinantes, o link está aqui:  http://blogs.ft.com/beyond-brics/2012/02/17/guest-post-how-about-lula-for-world-bank/#axzz1mf3H2K2w.

Este blog ‘democracia&política’ transcreve:


GUEST POST: LULA FOR WORLD BANK


February 17, 2012
By Gregory Chin of York University, Canada

The announcement of Robert Zoellick’s departure as World Bank president has triggered another round of debate on the selection of the next head of a major Bretton Woods institution. Demands are growing to break the 65-year old tradition of automatically selecting an American the next head of the World Bank. There are other clear alternatives.

At a time when the advanced economies would prefer to talk about correcting global macroeconomic imbalances of trade and finance, for the South, the imbalances are more basic: including North-South representational imbalances in global institutions.

Brazil is among those urging that proper consideration be given to developing country candidates.

Guido Mantega, Brazil’s finance minister, said: “There is no reason that the president of the World Bank is a specific nationality. It should just be someone competent and capable.”

He added: “Our goal is that emerging countries have the same chance to compete to lead these multilateral organizations.”

Mantega doesn’t have to look far. How about Lula?

Under the leadership of Luiz Inácio Lula da Silva [president from 2003 to 2010], Brazil went into the global financial crisis strong and well governed and emerged more quickly than most advanced economies. Its banks and multinationals, meanwhile, have continued to ascend up the global ranks.

Lula has been one of the most charismatic leaders from the Global South over the past decade. His profile has been robust at G20 summits, calling out those who mismanaged the world economy, and demanding reforms to correct outdated representational arrangements in the global economic system.

His credentials as a champion of the developing economies are strong. He has travelled the globe, advocating for stronger South-South ties, including with Africa, and within the BRICS, and has thrown support behind regional forums for South America. He has demanded a greater voice for developing countries in global decision making and agenda setting.

Lula is respected by opinion shapers in the North. Brazil has made substantial contributions to multilateral institutions, from the UN system, to giving more than China to the “International Development Association” (IDA), the World Bank’s fund for the poorest countries.

In the policy influence world, both “Chatham House” in London, and “Sciences Po in Paris”, awarded Lula with “person of the year” type honours.

The appointment of the former Brazilian president would not by itself solve the legitimacy challenges that the World Bank faces.

Although the credibility problems of the Bank are not as severe as those of the IMF [FMI], it should not be forgotten that it was only four years ago that the Bank appointed its first chief economist from the developing world – from China.

The symbolism of appointing Lula would be hard to miss.

For the US, it would break America’s hold on the presidency and could be seen as bringing risk at a time when many around the world are questioning the model of development that the Bank should be promoting. The global financial crisis shook the previous assumptions.

However, with Lula as president, the Bank would be led by someone who has fought courageously for democracy, equality and social justice. There would be agreement, at least at this level, on the good governance model.

For the traditional and has-been-great powers, this upside of Lula should not be underestimated.

If, for health reasons, Lula would prefer not to take up the position – a totally understandable response – the search should then turn to someone with similar, even if not equal, credentials.”

FONTE: blog “Os amigos do Presidente Lula”, com informações do “Estadão”. (http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2012/02/financial-times-sugere-lula-para.html). [Transcrição do texto do jornal “Financial Times” adicionada por este blog ‘democracia&política’].

4 comentários:

Probus disse...

Querem tirar LULA da América do Sul, é como sabotar o UNASUL e a integração Sul Americana o Banco Mundial nao precisa do LULA, precisa do GUIDO MANTEGA, mas MANTEGA é MUITO mais importante para o BraSil do que ele assumir esta instituição falida, sou muito mais guardar as balas para o BANCO do SUL.

Política disse...

Probus,
Não havia pensado nisso. Você tem razão. Essa mídia direitista internacional e brasileira "não prega prego sem estopa". Essa hipótese de, "com a cenoura" do Banco Mundial, quererem afastar Lula de futuras eleições e cargos no Brasil e América do Sul faz sentido.
Maria Tereza

Probus disse...

É o Efeito Colateral da Cúpula da CELAC e, das reuniões cada vez mais frequentes do UNASUL.

Os ianques são TERRÍVEIS. São maquiavélicos demais, eles querem a TODO custo desviar a atenção de LULA da Integração Sul Americana, mesmo que, sacrificando o STATUS HISTÓRICO de ter um americano presidente no Banco Mundial(CONTROLADO pelo PENTÁGONO...). Como LULA teria autonomia????
Tá na cara o que o LULA falou: "O presidente do Banco Mundial é um sub do sub do sub do sub."
E, o LULA NÃO é TÉCNICO(como o MANTEGA) e, nem é ECONOMISTA, ora bolas!!!!!

É igual ao FANTOCHE CANALHA do Ban Ki-Moon, que segue as ordens do Secretário Geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, que é um BILDERBERG...

http://cronicasereclamacoes.blogspot.com/2011/06/midia-e-o-grupo-bilderberg.html

E ainda, futuramente, FUNDIR o BANCO do SUL Sul Americano com um BANCO dos BRICS, porque não??? Seria um GIGANTE banco SUL/SUL e, bem mais transparente e imparcial.

Eu, particularmente, acho um nome EXCELENTE para o Banco Mundial o jovem e destemido ministro hermano AMADO BOUDOU, mas, também seria um desfalque terrível para a hermana Cristina, que, apoiado por ela, Amado Boudou pode ser o próximo presidente da nação hermana.

Os olhos do mundo vão se voltar para a América Latina na próxima Cúpula das Américas, esta tal de CELAC já está causando arrepios no Capitão Gancho Tio Sam.

É lamentável Néstor Kirchner não estar vivo para ver sua semente que germinou dando frutos!!
Néstor Kirchner vive entre nós!!!

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CARTA CAPITAL: E o Banco do Sul?

http://www.cartacapital.com.br/economia/e-o-banco-do-sul/

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22/08/2011: Unasul e o Banco do Sul

http://www.rumosdobrasil.org.br/2011/08/22/22ago2011-unasul-quer-acelerar-a-criacao-do-banco-do-sul/

http://www.puntadeleste.net.br/caderno-punta/a-unasul-e-o-banco-do-oul

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CARTA MAIOR: A Unasul, afinal, existe.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaImprimir.cfm?materia_id=18243

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Banco do Sul

http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_do_Sul

Política disse...

Probus,
Você está 100% certo.
Tudo isso, MERCOSUL, CELAC, UMASUL, Banco do Sul, não convém aos objetivos políticos, econômicos e militares norte-americanos. É a antiALCA. O perigo é que nossa atual oposição e a mídia que a pauta são incansáveis no apoio aos interesses dos EUA.
Maria Tereza