quinta-feira, 25 de junho de 2015

ABSURDO ENTREGUISTA: "LAVA JATO" ENTREGA O BRASIL AOS EUA !!!



Expansão do Aeroporto Internacional de Miami é uma das obras da Odebrecht em solo norte-americano


Os Estados Unidos na "Lava Jato"

Por André Araújo

"A cada dia dia, essa operação atropela conceitos e noções elementares de racionalidade na proteção do interesse nacional. Agora, sabemos que, a pedido do Ministério Público Federal [!!!], autoridades americanas ajudarão a força-tarefa e a Polícia na investigação de elementos e fatos pretensamente ligados à "Construtora Norberto Odebrecht" que estão, ou passaram, pelos Estados Unidos.

A cooperação internacional anticrime já existe há bastante tempo. Existe a Interpol, há acordos de cooperação internacional, MAS, na realidade, essas ações de cooperação se dão contra traficantes de drogas, de armas, de mulheres, sequestradores, assaltantes de bancos, pirataria contra navios e aviões. Não se dão contra empresas e contra executivos dessas empresas, porque seus países-sede não vão submeter seus nacionais à investigação e jurisdição estrangeira de forma voluntária; a mãe geralmente não entrega o filho tão facilmente.

Não é normal um grande país pedir apoio estrangeiro para investigar uma grande empresa sua. A Alemanha vai pedir aos Estados Unidos para investigar a Mercedes Benz? Ou a Volkswagen? Não importa o crime que essa grande corporação tenha praticado, o país onde ela tem sede, além de combater o crime, tem também interesse em proteger sua empresa, não vai entregá-la de bandeja a um governo estrangeiro que vai fazer a investigação visando seu interesse e aí. no caso, HÁ GRANDES INTERESSES.

A grande empresa é patrimônio do país, com ou sem crime. A Siemens fez os fornos dos campos de concentração? Fez sim, mas a Alemanha protege a Siemens e nunca irá pedir à Inglaterra para investigar a Siemens e perseguí-la.

Seu interesse em combater um eventual crime não é maior que seu interesse em manter a Siemens como um patrimônio alemão. Em Nuremberg, NENHUM ALEMÃO ACUSOU ALEMÃO. Há uma noção de pátria, arraigada. É normal um Estado proteger seu nacional em dificuldades e não entregá-lo às feras estrangeiras.

É inacreditável que os procuradores não tenham essa noção elementar de interesse nacional. Jogar aos leões estrangeiros o maior grupo empresarial brasileiro sob pretexto de combater um eventual crime é algo espantoso. Pedir a um Governo estrangeiro para investigar uma empresa brasileira, tornando-a vulnerável a processos no mundo inteiro, é algo inédito. Para eles, o crime é mais importante que a empresa quando na realidade a empresa é muito maior que o crime ainda a ser investigado, pois não há certeza de nada, tudo é baseado em delações mais que suspeitas. Ainda que o crime exista, não tem cabimento chamar investigadores de outro Governo, e de um governo nada santo, para investigar uma empresa que é um patrimônio brasileiro. Nossos podres devem ficar em casa, nós é que devemos resolvê-los.

Se a Odebrecht está sendo investigada no Brasil, ISSO É UM PROBLEMA DO BRASIL, não dos EUA.

A Odebrecht é a 12ª empreiteira no ranking mundial e é grande empreiteira nos EUA, opera na Flórida há mais de 30 anos, fez importantes obras, de aeroportos à metrôs. Esse pedido de investigação do Ministério Público vai liquidar com a empresa nos EUA, depois vai liquidá-la em todo o mundo. Parece loucura, mas pode ser falta de noção.

As grandes empreiteiras americanas vão adorar. Elas são a Bechtel (faturamento em 2014 US$28,3 bilhões), Fluor (US$16,9 bilhões) CB & T (US$10,3 bilhões), Kiewit (US$10,1 bilhões). A Odebrecht faturou em 2014 US$ 9,1 bilhões.

Interessa às empresas americanas o mercado brasileiro e, mais ainda, interessa ocupar o espaço da Odebrecht no exterior, nos EUA e no Brasil.

Quando uma comitiva de procuradores da Lava Jato, chefiadas pelo Procurador Geral, foi aos EUA em fevereiro, publiquei aqui um post estranhando a viagem e suspeitando que iriam pedir ajuda do Departamento da Justiça contra a Petrobras, parecia absurdo para nós, mas para eles parece que é normal.

Vejo que a coisa é ainda pior. Eles querem a ajuda americana para perseguir empresas brasileiras no Brasil.

Será que nos cursinhos de concursos não ensinam alguma coisa de economia global? Vão queimar espaços do Brasil duramente conquistados no mercado internacional de construção? Parece incrível, mas é exatamente o que estão fazendo. Pedir a um país estrangeiro para detonar empresas brasileiras. Ah, mas é "para combater crimes".

Então, vamos esperar o dia em que o Governo americano vai pedir ao Governo brasileiro para investigar a General Motors aqui no Brasil. Jamais farão isso, sabe porquê? O Governo americano protege seus nacionais, pessoas e empresas, MESMO QUE CRIMINOSOS, PORQUE, ANTES DE CRIMINOSOS, ELES SÃO AMERICANOS.

Uma das maiores obsessões da politica externa americana é IMPEDIR que seus nacionais sejam tocados, investigados ou processados por estrangeiros. Eles não fazem parte da Corte Internacional de Justiça porque não admitem que americanos sejam julgados por não-americanos. Quando entram em qualquer país por acordo militar, como na Colômbia, onde têm sete bases, o primeiro artigo de qualquer Tratado é a garantia da IMUNIDADE PROCESSUAL de soldados americanos naquele país onde está a base. Eles não aceitam isso de forma alguma. E nós vamos pedir para investigar a Odebrecht... DEPOIS DE INVESTIGAR, VÃO PROCESSAR LÁ NOS EUA. Nós estamos entregando a eles de bandeja uma grande empresa brasileira. Já entregamos a PETROBRAS. Quem será que deu ao Departamento de Justiça as provas para a Petrobras ser processada por um Governo estrangeiro? Tenho minhas suspeitas, mas guardo para mim.

Isso tudo é um pesadelo, não parece possível que brasileiros usem governos estrangeiros como escada dessa forma tão tosca; americanos não são bonzinhos, já entram onde não são chamados, agora imagine quando chamamos."

FONTE: escrito por André Araújo em (http://enr.construction.com/toplists/Top-Contractors/001-100.asp). Transcrito no "Jornal GGN"  (http://jornalggn.com.br/noticia/os-estados-unidos-na-lava-jato-por-andre-araujo).

COMPLEMENTAÇÃO


         Departamento de Justiça dos EUA "D of J"

Por André Araújo

"Tenho alergia a imodéstia e exibicionismo, mas fui aqui desafiado por um comentarista [do artigo acima] como "ignorante do que se passa nos Estados Unidos". Minha ligação com esse país é profunda. Minha mãe estudou toda sua infância e juventude nos EUA, voltou a São Paulo, onde nasceu e não falava português. Tenho cinco primos irmãos americanos natos, tenho sobrinhos americanos, cunhado americano. Eu, recém-nascido, fui alimentado com leite em pó do governo americano, meus pais foram dos primeiros brasileiros a organizar a "Rubber Reserve Company" em Manaus, autarquia do governo americano para comprar borracha. A companhia tinha um supermercado abastecido diariamente por voos de Miami. Em Manaus, nessa época, o abastecimento era bem precário e o supermercado dos funcionários era a salvação. Muito depois, fui executivo e CEO de multinacional americana nos anos 70 e de lá para cá trabalho praticamente só com americanos, governo, partido e empresas. Portanto, conheço um pouco os EUA, especialmente seu governo e instituições.

Os EUA têm instituições muito sólidas, é um país que obedece regras. Mas há um outro aspecto. Os EUA têm PROFUNDA noção de interesse nacional. Esse, quando necessário, se sobrepõe às regras e aos princípios. A celébre frase de Roosevelt sobre Anastasio Somoza, ditador da Nicarágua: "Esse é um filha da puta (literal), mas é o NOSSO filha da puta" revela esse sentimento.

Na América Latina, os EUA patrocinaram ditadores execráveis como Somoza, Rafael Trujillo, François Duvalier, Gerardo Machado (Cuba), Fulgencio Baptista (Cuba), Juan Vicente Gomez e Marcos Pérez Jiménez (Venezuela), Rojas Pinilla (Colômbia), Manuel Odria (Peru), Rios Montt (Guatemala), Carlos Castillo Armas (Guatemala), Manuel Noriega (Panamá), e fizeram sempre com base no interesse nacional americano. Por esse mesmo interesse, apoiaram Saddam Hussein, Hosni Mubarak, a dinastia Ibn Saud, Ferdinand Marcos (Filipinas), Ngo Diem (Vietnam), Generalíssimo Chiang Kai Shek, o maior corrupto do Século XX, na China.

Eu fico pasmo na questão da "Lava Jato" em se descartar a QUESTÃO POLÍTICA, ao recorrer ao Departamento de Justiça dos EUA para investigar a Petrobras e agora investigar a Odebrecht como se o "D of J" fosse a Santa Sé impoluta (nem essa é) a operar com absoluta neutralidade em uma questão tão próxima ao interesse americano. Comentaristas aqui acham isso normal. Eu acho uma aberração. Os EUA, e eu não os censuro por isso, não seriam uma potência mundial se fossem bonzinhos. NÃO SÃO. 

Ao entregar de bandeja PETROBRAS e ODEBRECHT para eles investigarem, estamos abrindo mão de capital estratégico nacional. "Ah, mas temos acordos de cooperação entre os Ministérios Públicos". E daí? Os acordos são para serem usados quando interessa ao Brasil; nesse caso não interessa. Com base nesse "Acordo de Cooperação", o Departamento de Justiça pediu ao Brasil para investigar a Chevron? Claro que não. Esses acordos foram pensados para combate ao crime de tráfico, terrorismo, contrabando. A ideia não é perseguir empresas; os EUA nunca pediram ao Brasil para investigar uma empresa americana.

Lá não tem Santelmos, mas aqui, parece, é o que não falta."

FONTE da complementação: escrito por André Araújo no "Jornal GGN"  (http://jornalggn.com.br/noticia/a-geopolitica-do-departamento-de-justica-dos-eua-por-andre-araujo).

3 comentários:

Valter J. Amorim disse...

- Fora Dilma, PT e Bem vindo á uma Nova Ordem Mundial (Illuminati) -
http://aquariuspage.blogspot.com.br/2015/06/fora-dilma-pt-bem-vindo-uma-nova-ordem-mundial-illuminati.html

Tereza Braga disse...

Ao Valter,
O que nos conforta é que, apesar dos defeitos, todas as outras opções além de Dilma e do PT seriam piores para o povo mais pobre. Isso afasta a possibilidade de revolta popular no Brasil.
Contudo, reconheço que para muitos, para o "mercado", para o grande capital internacional, para as grandes potências, para a nossa direita, mídia, classes ricas e média alta, seria melhor o fora Dilma e PT. Tudo voltaria aos privilégios e impunidades para eles que vigorou no Brasil por séculos.
Maria Tereza

Valter J. Amorim disse...

É isso mesmo Tereza, más vamos lutar para dissipar as trevas das in-formações e assim o povo leigo vai poder ter uma visão, mais ampla; ai poderão fazer uma melhor escolha; infelizmente a direita investe no encobertamento da verdade, e só por isso; qualquer pessoa de bom senso vai entender que são devedores !