Li há pouco uma oportuna, preocupante e muito boa postagem no blog “de um sem mídia”. Tem por título “AMAZÔNIA - artigo do jornalista Mauro Santayana”. Reproduzo o texto de Santayana:
“OS CUSTOS DA INDEPENDÊNCIA”
A coluna volta, constrangida, ao assunto que atormenta todos os patriotas brasileiros. É preocupante a versão, divulgada pelos meios de comunicação, das declarações atribuídas ao novo ministro do Meio Ambiente, senhor Carlos Minc, de que irá defender, no encontro interministerial de Bonn (exatamente na Alemanha do Lebensraum), a criação de uma instituição internacional de Preservação da Amazônia.
Tendo em vista estas versões, o ex-presidente Itamar Franco fez apelo ao presidente Lula para que suste a iniciativa. Itamar lembrou o famigerado Instituto Internacional da Hyléia Amazônica, que só não se consumou graças à coragem do ex-presidente Artur Bernardes. Há 60 anos havia quem estendesse a mão aos estrangeiros, pedindo-lhes que assumissem a gestão daquela parcela do território nacional.
Qualquer pai de família sabe que não pode pedir ao vizinho que o ajude a custear as despesas da casa. No momento em que o fizer, permitirá ao provedor visitar todos os cômodos da moradia, com direitos adjetivos e imagináveis.
Do ponto de vista ético, o território nacional é a nossa casa familiar. Quando pedimos ao estrangeiro que nos dê dinheiro para preservar a Amazônia – ou outra parte do território – estamos submetendo-a seu arbítrio.
Outra coisa é o sistema do seqüestro de carbono, uma troca como qualquer outra, que não implica concessões, mas um contrato justo.
O jurista Carl Schmitt, com toda a controvérsia que suas idéias e ação política provocaram, tem sua razão quando define o soberano como aquele que pratica o ato necessário. Assim, é de nós, brasileiros, e só nossa, a decisão de preservar, conservar e ocupar a Amazônia, conforme for de nossa vontade e interesse, com a inteligência, o conhecimento e os próprios recursos de que dispomos. É do Brasil a responsabilidade pelos seus atos soberanos.
Podemos ler a máxima de Schmitt pelo outro lado. Se soberano é aquele que pratica o ato necessário, passa a ser necessário todo o ato que se exerça para impor ou preservar a soberania.
Estamos, e faz tempo, renunciando a parcelas, sempre maiores, da soberania nacional. O primeiro ato de irresponsabilidade foi o de aderir ao projeto de desmantelamento dos estados nacionais periféricos, de acordo com os postulados do Consenso de Washington.
Naquela ocasião, não faltaram observadores lúcidos para apontar a renúncia dos governantes brasileiros à sua responsabilidade histórica. Estando à frente dos países em desenvolvimento pelas condições concretas que nos assistiam (território, população, situação econômica), podíamos ter resistido a entregar os setores nacionais estratégicos (energia, telecomunicações, transportes, exploração do subsolo) aos estrangeiros. O governo de então não só os entregou: fez tudo para que deles se apossassem, subestimando o valor dos ativos, financiando, com o dinheiro do FAT, os compradores, intervindo em favor de uns contra os outros.
As organizações não-governamentais – que existiam sob outros rótulos e formas de atuar – desenvolveram-se como bactérias sobre o corpo agonizante do Estado nacional. O chamado "terceiro setor" é apenas o assalto aos recursos do erário e da natureza por aventureiros, muitos deles estrangeiros, e a serviço de seus governos. E é na Amazônia que elas estão corroendo mais velozmente, e com crescente êxito, os esteios da soberania brasileira.
Da parte do Estado é cada vez maior a renúncia a seus deveres sobre o território. O Estado é o instrumento clássico da nacionalidade para o exercício do arbítrio sobre seu espaço territorial e humano. Para isso, deve promover o desenvolvimento econômico e cultural da nação, e manter Forças Armadas preparadas para o seu emprego – indesejável, mas muitas vezes inevitável – na defesa da autodeterminação do país.
O discurso "politicamente correto" tem inibido os brasileiros. Em nome do "politicamente correto" cometemos o equívoco de aprovar, na ONU, a estapafúrdia idéia de que as tribos indígenas podem constituir estados autônomos à custa da soberania histórica das nações americanas. Em nome do "politicamente correto" permitimos que governos estrangeiros dessem palpite sobre o território amazônico.
É melhor não aceitar doações, que a nossa dignidade repele.”
quarta-feira, 4 de junho de 2008
I ZINGARI – THE GYPSIES – OS “ROMA” - OS CIGANOS
O jornal “O Estado de São Paulo” de hoje nos traz um preocupante texto do seu correspondente em Paris, Gilles Lapouge. Trata-se da injusta perseguição na Itália a um grupo racial, os ciganos, como expiação dos próprios problemas italianos.
No wikipedia, obtive os seguintes dados:
Os “roma” originaram-se de uma casta inferior do noroeste da Índia, que, por causas desconhecidas, foi obrigada a abandonar o país no primeiro milênio d.C..
Acredita-se que os “roma” têm as suas origens nas regiões do Punjab e do Rajastão, no subcontinente indiano. Eles iniciaram a sua migração para a Europa e África do Norte, pelo planalto iraniano, por volta de 1050.
Devido à ausência de uma história escrita, a origem e a história inicial dos povos ciganos foram um mistério por um longo tempo. Há 200 anos, antropólogos culturais criaram a hipótese de uma origem indiana dos “roma”, baseada na evidência lingüística, o que foi confirmado pelos dados genéticos.
Déjà vue? Agora, deparamos com a ação de perseguição aos ciganos típica dos tempos do nazismo e de Mussolini. Ela está em curso na Itália em pleno século XXI, conduzida pelo Primeiro-Ministro, de direita, Silvio Berlusconi. A favor deles, nunca houve e não há a mínima comoção popular, como houve em prol dos igualmente perseguidos judeus após a derrota do nazismo.
Vi o texto do Estadão, primeiramente, no blog do Favre. Transcrevo:
CIGANOS SÃO BODE EXPIATÓRIO
“Tempos horríveis estes para os ciganos italianos, principalmente os chamados “romas”, de origem romena. O premiê italiano, Silvio Berlusconi, acaba de conceder poderes extraordinários para os chefes de polícia de Roma, Nápoles e Milão fazerem um novo censo dos ciganos e expulsarem os que têm problemas com a Justiça.
Será que Berlusconi tem o direito, na União Européia, de perseguir as pessoas desse modo? Os romas são três quartos romenos e um quarto italianos. Portanto, são cidadãos da UE e não podem ser detidos ou expulsos. Mas Berlusconi não está nem aí com isso. Bruxelas se comoverá com a sorte deles? Isso não é tão certo, embora seja desejável.
As medidas contra os ciganos têm precedentes assustadores. Em 1939, sob o nazismo, eles foram tachados de “raça inferior”. Cerca de 30 mil foram expulsos para o Leste e começaram os massacres e o confinamento em guetos. Em 1942, Heinrich Himmler, chefe da SS, deportou os ciganos alemães para campos de concentração.
As medidas de Berlusconi não têm nenhuma relação com tais horrores. Mas não podemos deixar de nos sentir chocados ao ver as mesmas pessoas perseguidas pelo mesmo “crime”: o de pertencer a uma determinada etnia. Pode-se até explicar o gesto de Berlusconi: a Itália padece. A crise é feroz. Nápoles, incapaz de administrar o próprio lixo, apodrece ao sol. Em casos semelhantes, todo líder procura um bode expiatório. O que Berlusconi tinha à mão era o povo cigano.
Sem desculpar Berlusconi, é preciso reconhecer que tal comportamento não é exclusivo dele: em 2007, seu predecessor, Romano Prodi, que não é de direita, mas de centro-esquerda, baixou um decreto que lhe permitiu expulsar ciganos.
A maldição que recai sobre os ciganos também é antiga. Eles deixaram seu berço, a Índia, na Antigüidade, e espalharam-se pela região do Mediterrâneo. Tinham uma fama detestável: os gregos os apelidaram de “intocáveis”.
Nas sociedades modernas, a sorte dos romas italianos mostra que o problema da imigração não pára de se agravar. A crise intensifica o ódio pelos imigrantes, esses sujeitos que vêm “tirar o nosso emprego”. Os países europeus endurecem suas leis, expulsam, separam as famílias, desprezam. Hoje, a Europa, que por muito tempo deu lições de direitos humanos, não exibe um rosto bonito. Ela é feia. Em todas as capitais, afiam-se as armas contra os imigrantes. O código civil é reformulado. A imigração é tratada como crime.
Evidentemente, não podemos esquecer que a imigração em massa representa um desafio.
Mas a solução não é lotar aviões fretados, como faz o presidente francês, Nicolas Sarkozy.
É necessária na Europa uma política de imigração firme, coerente, diferente das histerias anticiganas de Berlusconi. Uma política que tenha dois pilares: no interior, a solidariedade e a integração; no exterior, acordos de cooperação com os países de emigrantes.”
No wikipedia, obtive os seguintes dados:
Os “roma” originaram-se de uma casta inferior do noroeste da Índia, que, por causas desconhecidas, foi obrigada a abandonar o país no primeiro milênio d.C..
Acredita-se que os “roma” têm as suas origens nas regiões do Punjab e do Rajastão, no subcontinente indiano. Eles iniciaram a sua migração para a Europa e África do Norte, pelo planalto iraniano, por volta de 1050.
Devido à ausência de uma história escrita, a origem e a história inicial dos povos ciganos foram um mistério por um longo tempo. Há 200 anos, antropólogos culturais criaram a hipótese de uma origem indiana dos “roma”, baseada na evidência lingüística, o que foi confirmado pelos dados genéticos.
Déjà vue? Agora, deparamos com a ação de perseguição aos ciganos típica dos tempos do nazismo e de Mussolini. Ela está em curso na Itália em pleno século XXI, conduzida pelo Primeiro-Ministro, de direita, Silvio Berlusconi. A favor deles, nunca houve e não há a mínima comoção popular, como houve em prol dos igualmente perseguidos judeus após a derrota do nazismo.
Vi o texto do Estadão, primeiramente, no blog do Favre. Transcrevo:
CIGANOS SÃO BODE EXPIATÓRIO
“Tempos horríveis estes para os ciganos italianos, principalmente os chamados “romas”, de origem romena. O premiê italiano, Silvio Berlusconi, acaba de conceder poderes extraordinários para os chefes de polícia de Roma, Nápoles e Milão fazerem um novo censo dos ciganos e expulsarem os que têm problemas com a Justiça.
Será que Berlusconi tem o direito, na União Européia, de perseguir as pessoas desse modo? Os romas são três quartos romenos e um quarto italianos. Portanto, são cidadãos da UE e não podem ser detidos ou expulsos. Mas Berlusconi não está nem aí com isso. Bruxelas se comoverá com a sorte deles? Isso não é tão certo, embora seja desejável.
As medidas contra os ciganos têm precedentes assustadores. Em 1939, sob o nazismo, eles foram tachados de “raça inferior”. Cerca de 30 mil foram expulsos para o Leste e começaram os massacres e o confinamento em guetos. Em 1942, Heinrich Himmler, chefe da SS, deportou os ciganos alemães para campos de concentração.
As medidas de Berlusconi não têm nenhuma relação com tais horrores. Mas não podemos deixar de nos sentir chocados ao ver as mesmas pessoas perseguidas pelo mesmo “crime”: o de pertencer a uma determinada etnia. Pode-se até explicar o gesto de Berlusconi: a Itália padece. A crise é feroz. Nápoles, incapaz de administrar o próprio lixo, apodrece ao sol. Em casos semelhantes, todo líder procura um bode expiatório. O que Berlusconi tinha à mão era o povo cigano.
Sem desculpar Berlusconi, é preciso reconhecer que tal comportamento não é exclusivo dele: em 2007, seu predecessor, Romano Prodi, que não é de direita, mas de centro-esquerda, baixou um decreto que lhe permitiu expulsar ciganos.
A maldição que recai sobre os ciganos também é antiga. Eles deixaram seu berço, a Índia, na Antigüidade, e espalharam-se pela região do Mediterrâneo. Tinham uma fama detestável: os gregos os apelidaram de “intocáveis”.
Nas sociedades modernas, a sorte dos romas italianos mostra que o problema da imigração não pára de se agravar. A crise intensifica o ódio pelos imigrantes, esses sujeitos que vêm “tirar o nosso emprego”. Os países europeus endurecem suas leis, expulsam, separam as famílias, desprezam. Hoje, a Europa, que por muito tempo deu lições de direitos humanos, não exibe um rosto bonito. Ela é feia. Em todas as capitais, afiam-se as armas contra os imigrantes. O código civil é reformulado. A imigração é tratada como crime.
Evidentemente, não podemos esquecer que a imigração em massa representa um desafio.
Mas a solução não é lotar aviões fretados, como faz o presidente francês, Nicolas Sarkozy.
É necessária na Europa uma política de imigração firme, coerente, diferente das histerias anticiganas de Berlusconi. Uma política que tenha dois pilares: no interior, a solidariedade e a integração; no exterior, acordos de cooperação com os países de emigrantes.”
A CAMPANHA SEPARATISTA NA BOLÍVIA
O site “Carta Maior” publicou ontem um artigo que nos atualiza sobre o potencial e grave risco de esfacelamento que a Bolívia está passando.
Para o Brasil, é altamente indesejável a desintegração territorial daquele país vizinho. Ela, entre outros males, como a desordem política e militar, lançaria a semente cancerosa da degeneração em toda a América do Sul. Isso somente seria vantajoso para aqueles que têm interesse em melhor subjugar este continente. “Dividir para dominar”.
Vejamos o texto de “Carta Maior”:
“Evo Morales reafirma ilegalidade de referendos autonomistas”
“O governo boliviano considerou ilegal os referendos realizados nos departamentos de Beni e Pando neste domingo (01/06). A proposta de autonomia teve apoio de 86% e 85% dos votantes, respectivamente, mas o índice de abstenção foi elevado. A OEA considera que a crise no país é muito preocupante.”
“Os departamentos (estados) de Beni e Pando, na Bolívia, realizaram neste domingo (1º jun) referendos sobre o estatuto de autonomia em relação ao governo boliviano. O apoio foi de 86% e 85% dos votantes, respectivamente. O índice de abstenção, porém, foi alto, assim como ocorreu no referendo realizado no departamento de Santa Cruz. Somando a abstenção e os votos pelo “Não”, 56,23% dos eleitores de Pando rechaçaram o estatuto autonômico proposto pelo governo do departamento. No departamento de Beni, esse índice chegou a 47,19%.
A consulta foi declarada ilegal pelo presidente Evo Morales. Durante o referendo, ocorreram conflitos em ambos os departamentos, que provocaram uma morte. Além disso, dezenas de urnas foram queimadas e houve denúncias de fraude durante as votações.
A Constituição boliviana – aprovada em dezembro – vem sendo questionada por algumas províncias que não vêem seus interesses representados no texto e propuseram a realização dos referendos de autonomia. As classes mais ricas da Bolívia também se opõem à proposta de reforma agrária apresentada pelo governo de Evo Morales.
Beni e Pando ocupam um quarto do território da Bolívia, mas têm apenas 5% da população do país, apresentando elevados índices de pobreza (entre 70 e 75%). Suas atividades econômicas são baseadas na exploração dos recursos florestais (a maior parte dos dois territórios está localizada na região amazônica) e na criação de gado.
Já o outro departamento que realizou referendo pela autonomia, Santa Cruz, é a região mais rica da Bolívia e seus governantes defendem a autonomia, entre outras razões, por não querer sua riqueza distribuída pelas regiões pobres do oeste do país, onde a maioria da população é de origem indígena.
No dia 22 de junho, será a vez do departamento de Tarija, que tem importantes reservas de gás do país, realizar um referendo autonomista.”
Para o Brasil, é altamente indesejável a desintegração territorial daquele país vizinho. Ela, entre outros males, como a desordem política e militar, lançaria a semente cancerosa da degeneração em toda a América do Sul. Isso somente seria vantajoso para aqueles que têm interesse em melhor subjugar este continente. “Dividir para dominar”.
Vejamos o texto de “Carta Maior”:
“Evo Morales reafirma ilegalidade de referendos autonomistas”
“O governo boliviano considerou ilegal os referendos realizados nos departamentos de Beni e Pando neste domingo (01/06). A proposta de autonomia teve apoio de 86% e 85% dos votantes, respectivamente, mas o índice de abstenção foi elevado. A OEA considera que a crise no país é muito preocupante.”
“Os departamentos (estados) de Beni e Pando, na Bolívia, realizaram neste domingo (1º jun) referendos sobre o estatuto de autonomia em relação ao governo boliviano. O apoio foi de 86% e 85% dos votantes, respectivamente. O índice de abstenção, porém, foi alto, assim como ocorreu no referendo realizado no departamento de Santa Cruz. Somando a abstenção e os votos pelo “Não”, 56,23% dos eleitores de Pando rechaçaram o estatuto autonômico proposto pelo governo do departamento. No departamento de Beni, esse índice chegou a 47,19%.
A consulta foi declarada ilegal pelo presidente Evo Morales. Durante o referendo, ocorreram conflitos em ambos os departamentos, que provocaram uma morte. Além disso, dezenas de urnas foram queimadas e houve denúncias de fraude durante as votações.
A Constituição boliviana – aprovada em dezembro – vem sendo questionada por algumas províncias que não vêem seus interesses representados no texto e propuseram a realização dos referendos de autonomia. As classes mais ricas da Bolívia também se opõem à proposta de reforma agrária apresentada pelo governo de Evo Morales.
Beni e Pando ocupam um quarto do território da Bolívia, mas têm apenas 5% da população do país, apresentando elevados índices de pobreza (entre 70 e 75%). Suas atividades econômicas são baseadas na exploração dos recursos florestais (a maior parte dos dois territórios está localizada na região amazônica) e na criação de gado.
Já o outro departamento que realizou referendo pela autonomia, Santa Cruz, é a região mais rica da Bolívia e seus governantes defendem a autonomia, entre outras razões, por não querer sua riqueza distribuída pelas regiões pobres do oeste do país, onde a maioria da população é de origem indígena.
No dia 22 de junho, será a vez do departamento de Tarija, que tem importantes reservas de gás do país, realizar um referendo autonomista.”
OS EUA PROMOVEM CONFLITOS NA AMÉRICA DO SUL
14ª PARTE DA SÉRIE “O BRASIL E AS GUERRAS MAIS RECENTES DOS EUA”
Esta série teve início em março último, quando abordamos o risco de guerras na América do Sul por interesse norte-americano e com o envolvimento brasileiro ou com grave repercussão no Brasil. Para a melhor compreensão desse risco, é conveniente relembrarmos com maior amplitude o comportamento belicoso e maquiavélico dos EUA desde o século passado. Assim, fomos eventualmente postando, fora da ordem cronológica, vários artigos sobre o tema.
RETROSPECTIVA DA SÉRIE
1) “Risco de guerras na América do Sul”, em 3 de março;
2) “Os EUA e a mídia” e “O terror atômico suavizado na mídia”, em 11 de março;
3) “O terror no Panamá por ‘justa causa’”, em 12 de março;
4) “Ataques dos EUA contra Granada, Somália, Sudão e outros”. (também foram lembrados os ataques ao Haiti, em 1994 e em 2003, bem como os ataques ao Afeganistão e ao Paquistão na noite de 20/08/2008). Postado em 15 de março;
5) “A primeira guerra dos EUA contra o Iraque, em 1991”; artigo de 17 de março;
6) “A segunda guerra contra o Iraque”, postado em 19 de março, no 5º aniversário daquela guerra;
7) “Fatos muito estranhos na guerra dos EUA contra o Afeganistão”, publicado em 22 de março;
8) "As guerras ‘preventivas’ dos EUA na América do Sul”, em 30 de março;
9) "O cinismo global de Bush", em 01/04/2008;
10) “A mídia esconde: os brasileiros estão pagando muito caro pela guerra do Iraque", postado em 17 de abril;
11) "O novo Iraque pode ser aqui”, publicado em 18 de abril;
12) “A derrota dos EUA no Vietnã.”, postado em 18 de maio; e
13) “O ‘Plano Colômbia’ ameaça o Brasil”, postado domingo último, 01 de junho.
Hoje (04/06), li um ótimo artigo no site da Agência Carta Maior. Trouxe-o para os leitores deste blog porque ele se encaixa perfeitamente dentro dos objetivos pretendidos com esta série.
A autora é Eva Golinger, advogada norte-americana, Diretora-Geral da Fundação Centro de Estudos Estratégicos de Segurança de Estado 'CESE', e a tradução é de Naila Freitas. Eva Golinger é autora de livros sobre o uso de dinheiro público dos EUA para financiar campanhas antichavistas. Ela comprovou o envolvimento da CIA no golpe contra o presidente venezuelano.
Transcrevo:
“UM HOMEM DA GUERRA”
WASHINGTON PROMOVE CENÁRIO DE CONFLITO NA AMÉRICA DO SUL
“O atual encarregado da política de Washington para a América Latina dá a indicação de até que ponto poderia ir esta estratégia de conflito regional. John Negroponte, atual Subsecretário de Estado, segundo de Condoleezza Rice, assumiu o papel de reorientar a política dos Estados Unidos no continente.”
“Já faz alguns anos que o governo dos Estados Unidos vem procurando a maneira de promover um conflito entre os países sul-americanos para contrabalançar os esforços, liderados pela Venezuela, de integração latino-americana e a verdadeira independência da parte sul do continente com respeito ao império do norte. Contudo, suas tentativas bélicas não encontraram braços receptivos na região —até poucos meses atrás.
A partir de primeiro de março, quando o governo colombiano realizou uma invasão não autorizada em território equatoriano, massacrando a sangue frio as pessoas presentes no acampamento de Raúl Reyes — que incluía um grupo de estudantes mexicanos — o governo de Álvaro Uribe mostrou sua receptividade à estratégia imperial de Guerra Regional.
A partir desse momento, temos visto incidente após incidente buscando provocar uma reação hostil dos vizinhos da Colômbia.
Um dia, soldados colombianos cruzam a fronteira venezuelana; outro dia, mentem sobre fotos ou documentos supostamente obtidos de computadores não autenticados que vinculam o Equador ou a Venezuela com o terrorismo e com a desestabilização.
Outro dia, Álvaro Uribe anuncia sua disposição de hospedar a base militar dos EUA — atualmente em Manta, no Equador — em território colombiano, apesar de a Colômbia já manter três bases militares norte-americanas dentro de suas fronteiras, além de múltiplos comandos militares operativos por toda a fronteira com a Venezuela e a costa caribenha.
Depois, Uribe reúne-se com o governador do estado venezuelano de Zulia, Manuel Rosales, conhecido opositor às políticas de Chávez, e expressa seu desejo de estreitar as relações entre Zulia e a Colômbia, como se Zulia fosse uma nação diferente da Venezuela, com sua própria política exterior.
Depois, um avião militar norte-americano, o Viking S-3, sai da base dos EUA no aeroporto internacional Hato, em Curaçao, e chega até a ilha de Orchila 'devido a um erro de navegação', coisa que ninguém acredita. Atenção, desta vez aconteceu de detectarem o avião norte-americano realizando suas ações de espionagem, não quer dizer que foi a primeira vez, nem que será a última.
O anúncio do Pentágono da reativação da Quarta Frota da Armada norte-americana é mais uma amostra de que Washington quer trazer sua guerra para a nossa América. Durante dois anos eles têm reforçado e equipado suas bases militares na região, principalmente na zona caribenha —Curaçau, República Dominicana, Colômbia— e estão construindo uma nova no Paraguai, perto da fronteira com a Bolívia e das maiores reservas de água do continente.
Não há nenhum outro país no hemisfério que mantenha tanta presença militar em quase todos os países da região. E agora estão aumentando esta presença para garantir uma permanência bélica de Washington nas Américas. Não é possível ver a presença da Quarta Frota —além de todas as suas bases militares na região e da ocupação militar do território colombiano— como algo diferente de uma ameaça à paz regional e à soberania dos nossos povos.
E agora, estão consolidando a estratégia separatista e secessionista na Bolívia, com as consultas separatistas nos departamentos de Beni e Pando, que apesar de ilegais e ilegítimas serão utilizadas, junto com o referendo que ocorreu no dia 4 de maio passado em Santa Cruz, como plataforma para dividir a Bolívia em pedaços.
Depois, as forças imperiais tentarão levar estes planos para a Venezuela e o Equador, onde há alguns anos lançaram as sementes separatistas nas zonas de Zulia e Guayaquil. O presidente Chávez denunciou por estes dias que esse plano secessionista está expandindo-se fora de Zulia para incluir também os estados de Táchira, Apure e Mérida, com o objetivo de criar uma espécie de 'meia-lua' venezuelana.
Tudo isto vai ao encontro do Plano Balboa, elaborado no ano 2001 como um exercício militar de invasão à Venezuela e ocupação da região fronteiriça com a Colômbia (que inclui Zulia, Táchira e Apure) e faz parte do plano do estado Falcão para poder controlar a indústria petroleira e proteger o fornecimento de energia para os EUA.
Parte da justificativa para a invasão a território venezuelano no Plano Balboa seria garantir a integridade do país vizinho, a Colômbia, e reduzir a influência de um líder rebelde, de esquerda que se associava com "grupos terroristas". Sete anos depois, estamos vendo como Washington foi preparando o cenário para ativar o Plano Balboa na vida real.
O atual encarregado da política de Washington para a América Latina dá a indicação de até que ponto poderia ir esta estratégia de conflito regional. O Sr. John Negroponte, atual Subsecretário de Estado, segundo de Condoleezza Rice, é quem assumiu o papel de reorientar a política dos EUA no hemisfério. No dia 1º de junho, reuniu-se com o presidente colombiano Álvaro Uribe em Medellín, preparando a reunião da Organização de Estados Americanos, realizada nessa cidade de 1º a 3 de junho.
Negroponte também apareceu pouco tempo atrás na sede da OEA em Washington, durante o debate sobre a violação territorial colombiana ao Equador. Apesar de suas pressões e táticas mafiosas não conseguirem uma resolução favorável aos interesses de Washington, conseguiram impedir uma condenação e um rechaço contundente do organismo multilateral à Colômbia.
Negroponte é um homem de guerra. Dirigiu grande parte da guerra suja na América Central durante os anos oitenta, quando era embaixador dos EUA em Honduras. Durante a estada de Negroponte em Honduras, a assistência militar dos EUA a esse país passou de US$ 3,9 milhões para US$ 77,4 milhões por ano.
Em 1994, a Comissão Hondurenha para os Direitos Humanos apurou o desaparecimento e tortura de pelo menos 184 opositores políticos. Também acusou especificamente Negroponte por violação dos direitos humanos.
Além disso, Negroponte esteve envolvido no financiamento e armamento dos Contra na Nicarágua, cujos membros eram mais conhecidos como esquadrões da morte e assassinos. Foi um dos implicados no caso Irã-Contras, acusado pelo Congresso dos EUA de ter participado na venda de armamento para o Irã para continuar financiando os Contra na Nicarágua.
Anos depois, Negroponte apareceu como Embaixador dos EUA no México, justamente durante o lançamento dos Zapatistas. Dizem que coordenou a participação dos serviços de inteligência norte-americanos na guerra contra os Zapatistas em Chiapas.
Seu papel como Embaixador dos EUA nas Nações Unidas foi chave para justificar a guerra preventiva contra o Afeganistão e o Iraque. Posteriormente, foi nomeado Embaixador dos Estados Unidos no Iraque, conseguindo aumentar a capacidade da embaixada norte-americana nesse país e a quantidade de mercenários, como a Blackwater, operando no Iraque com contratos multimilionários com o Departamento de Estado e o Pentágono para prestar 'serviços' de segurança.
Em 2005, foi nomeado Diretor Nacional de Inteligência dos EUA, responsável por toda a comunidade de inteligência, militar e civil, e aumentou em 50% a presença da CIA na América Latina. Também criou a Missão Especial da CIA para Venezuela e Cuba, uma nova entidade que conta com um time de especialistas em inteligência e espionagem dedicado a 'recolher informação de inteligência' e 'preparar e executar estratégias' para contrabalançar a influência da Venezuela no hemisfério e debilitar sua relação com Cuba.
Negroponte definiu a Venezuela e o Presidente Chávez como a 'mais grave ameaça aos interesses norte-americanos na região' em fevereiro de 2006. Foi um dos grandes responsáveis pela política hostil de Washington para a Venezuela e seus aliados no hemisfério. A partir de 2007, Negroponte incorporou-se ao Departamento de Estado como o segundo homem mais poderoso da chancelaria norte-americana, e desde então a relação entre a Venezuela e os EUA piorou ainda mais.
A combinação de fatores:
--Negroponte mais uma vez dirigindo a política imperial neste hemisfério;
--a Quarta Frota da Armada dos EUA ativada na América Latina;
--a entrega da Colômbia, por parte do governo de Álvaro Uribe, para as forças militares norte-americanas e sua postura abertamente agressiva com seus vizinhos;
--o lançamento dos movimentos separatistas na Bolívia, Equador e Venezuela, que buscam dividir e desestabilizar nossos processos de avanço social; e
--o aumento das bases militares norte-americanas por toda a região, tudo isso indicando que Washington busca ativamente um conflito armado na América Latina.
A Venezuela e seus aliados precisam achar a maneira de não cair nas provocações de Washington.
Devemos promover a paz, mas sempre mantendo a preparação necessária para defendê-la.”
Esta série teve início em março último, quando abordamos o risco de guerras na América do Sul por interesse norte-americano e com o envolvimento brasileiro ou com grave repercussão no Brasil. Para a melhor compreensão desse risco, é conveniente relembrarmos com maior amplitude o comportamento belicoso e maquiavélico dos EUA desde o século passado. Assim, fomos eventualmente postando, fora da ordem cronológica, vários artigos sobre o tema.
RETROSPECTIVA DA SÉRIE
1) “Risco de guerras na América do Sul”, em 3 de março;
2) “Os EUA e a mídia” e “O terror atômico suavizado na mídia”, em 11 de março;
3) “O terror no Panamá por ‘justa causa’”, em 12 de março;
4) “Ataques dos EUA contra Granada, Somália, Sudão e outros”. (também foram lembrados os ataques ao Haiti, em 1994 e em 2003, bem como os ataques ao Afeganistão e ao Paquistão na noite de 20/08/2008). Postado em 15 de março;
5) “A primeira guerra dos EUA contra o Iraque, em 1991”; artigo de 17 de março;
6) “A segunda guerra contra o Iraque”, postado em 19 de março, no 5º aniversário daquela guerra;
7) “Fatos muito estranhos na guerra dos EUA contra o Afeganistão”, publicado em 22 de março;
8) "As guerras ‘preventivas’ dos EUA na América do Sul”, em 30 de março;
9) "O cinismo global de Bush", em 01/04/2008;
10) “A mídia esconde: os brasileiros estão pagando muito caro pela guerra do Iraque", postado em 17 de abril;
11) "O novo Iraque pode ser aqui”, publicado em 18 de abril;
12) “A derrota dos EUA no Vietnã.”, postado em 18 de maio; e
13) “O ‘Plano Colômbia’ ameaça o Brasil”, postado domingo último, 01 de junho.
Hoje (04/06), li um ótimo artigo no site da Agência Carta Maior. Trouxe-o para os leitores deste blog porque ele se encaixa perfeitamente dentro dos objetivos pretendidos com esta série.
A autora é Eva Golinger, advogada norte-americana, Diretora-Geral da Fundação Centro de Estudos Estratégicos de Segurança de Estado 'CESE', e a tradução é de Naila Freitas. Eva Golinger é autora de livros sobre o uso de dinheiro público dos EUA para financiar campanhas antichavistas. Ela comprovou o envolvimento da CIA no golpe contra o presidente venezuelano.
Transcrevo:
“UM HOMEM DA GUERRA”
WASHINGTON PROMOVE CENÁRIO DE CONFLITO NA AMÉRICA DO SUL
“O atual encarregado da política de Washington para a América Latina dá a indicação de até que ponto poderia ir esta estratégia de conflito regional. John Negroponte, atual Subsecretário de Estado, segundo de Condoleezza Rice, assumiu o papel de reorientar a política dos Estados Unidos no continente.”
“Já faz alguns anos que o governo dos Estados Unidos vem procurando a maneira de promover um conflito entre os países sul-americanos para contrabalançar os esforços, liderados pela Venezuela, de integração latino-americana e a verdadeira independência da parte sul do continente com respeito ao império do norte. Contudo, suas tentativas bélicas não encontraram braços receptivos na região —até poucos meses atrás.
A partir de primeiro de março, quando o governo colombiano realizou uma invasão não autorizada em território equatoriano, massacrando a sangue frio as pessoas presentes no acampamento de Raúl Reyes — que incluía um grupo de estudantes mexicanos — o governo de Álvaro Uribe mostrou sua receptividade à estratégia imperial de Guerra Regional.
A partir desse momento, temos visto incidente após incidente buscando provocar uma reação hostil dos vizinhos da Colômbia.
Um dia, soldados colombianos cruzam a fronteira venezuelana; outro dia, mentem sobre fotos ou documentos supostamente obtidos de computadores não autenticados que vinculam o Equador ou a Venezuela com o terrorismo e com a desestabilização.
Outro dia, Álvaro Uribe anuncia sua disposição de hospedar a base militar dos EUA — atualmente em Manta, no Equador — em território colombiano, apesar de a Colômbia já manter três bases militares norte-americanas dentro de suas fronteiras, além de múltiplos comandos militares operativos por toda a fronteira com a Venezuela e a costa caribenha.
Depois, Uribe reúne-se com o governador do estado venezuelano de Zulia, Manuel Rosales, conhecido opositor às políticas de Chávez, e expressa seu desejo de estreitar as relações entre Zulia e a Colômbia, como se Zulia fosse uma nação diferente da Venezuela, com sua própria política exterior.
Depois, um avião militar norte-americano, o Viking S-3, sai da base dos EUA no aeroporto internacional Hato, em Curaçao, e chega até a ilha de Orchila 'devido a um erro de navegação', coisa que ninguém acredita. Atenção, desta vez aconteceu de detectarem o avião norte-americano realizando suas ações de espionagem, não quer dizer que foi a primeira vez, nem que será a última.
O anúncio do Pentágono da reativação da Quarta Frota da Armada norte-americana é mais uma amostra de que Washington quer trazer sua guerra para a nossa América. Durante dois anos eles têm reforçado e equipado suas bases militares na região, principalmente na zona caribenha —Curaçau, República Dominicana, Colômbia— e estão construindo uma nova no Paraguai, perto da fronteira com a Bolívia e das maiores reservas de água do continente.
Não há nenhum outro país no hemisfério que mantenha tanta presença militar em quase todos os países da região. E agora estão aumentando esta presença para garantir uma permanência bélica de Washington nas Américas. Não é possível ver a presença da Quarta Frota —além de todas as suas bases militares na região e da ocupação militar do território colombiano— como algo diferente de uma ameaça à paz regional e à soberania dos nossos povos.
E agora, estão consolidando a estratégia separatista e secessionista na Bolívia, com as consultas separatistas nos departamentos de Beni e Pando, que apesar de ilegais e ilegítimas serão utilizadas, junto com o referendo que ocorreu no dia 4 de maio passado em Santa Cruz, como plataforma para dividir a Bolívia em pedaços.
Depois, as forças imperiais tentarão levar estes planos para a Venezuela e o Equador, onde há alguns anos lançaram as sementes separatistas nas zonas de Zulia e Guayaquil. O presidente Chávez denunciou por estes dias que esse plano secessionista está expandindo-se fora de Zulia para incluir também os estados de Táchira, Apure e Mérida, com o objetivo de criar uma espécie de 'meia-lua' venezuelana.
Tudo isto vai ao encontro do Plano Balboa, elaborado no ano 2001 como um exercício militar de invasão à Venezuela e ocupação da região fronteiriça com a Colômbia (que inclui Zulia, Táchira e Apure) e faz parte do plano do estado Falcão para poder controlar a indústria petroleira e proteger o fornecimento de energia para os EUA.
Parte da justificativa para a invasão a território venezuelano no Plano Balboa seria garantir a integridade do país vizinho, a Colômbia, e reduzir a influência de um líder rebelde, de esquerda que se associava com "grupos terroristas". Sete anos depois, estamos vendo como Washington foi preparando o cenário para ativar o Plano Balboa na vida real.
O atual encarregado da política de Washington para a América Latina dá a indicação de até que ponto poderia ir esta estratégia de conflito regional. O Sr. John Negroponte, atual Subsecretário de Estado, segundo de Condoleezza Rice, é quem assumiu o papel de reorientar a política dos EUA no hemisfério. No dia 1º de junho, reuniu-se com o presidente colombiano Álvaro Uribe em Medellín, preparando a reunião da Organização de Estados Americanos, realizada nessa cidade de 1º a 3 de junho.
Negroponte também apareceu pouco tempo atrás na sede da OEA em Washington, durante o debate sobre a violação territorial colombiana ao Equador. Apesar de suas pressões e táticas mafiosas não conseguirem uma resolução favorável aos interesses de Washington, conseguiram impedir uma condenação e um rechaço contundente do organismo multilateral à Colômbia.
Negroponte é um homem de guerra. Dirigiu grande parte da guerra suja na América Central durante os anos oitenta, quando era embaixador dos EUA em Honduras. Durante a estada de Negroponte em Honduras, a assistência militar dos EUA a esse país passou de US$ 3,9 milhões para US$ 77,4 milhões por ano.
Em 1994, a Comissão Hondurenha para os Direitos Humanos apurou o desaparecimento e tortura de pelo menos 184 opositores políticos. Também acusou especificamente Negroponte por violação dos direitos humanos.
Além disso, Negroponte esteve envolvido no financiamento e armamento dos Contra na Nicarágua, cujos membros eram mais conhecidos como esquadrões da morte e assassinos. Foi um dos implicados no caso Irã-Contras, acusado pelo Congresso dos EUA de ter participado na venda de armamento para o Irã para continuar financiando os Contra na Nicarágua.
Anos depois, Negroponte apareceu como Embaixador dos EUA no México, justamente durante o lançamento dos Zapatistas. Dizem que coordenou a participação dos serviços de inteligência norte-americanos na guerra contra os Zapatistas em Chiapas.
Seu papel como Embaixador dos EUA nas Nações Unidas foi chave para justificar a guerra preventiva contra o Afeganistão e o Iraque. Posteriormente, foi nomeado Embaixador dos Estados Unidos no Iraque, conseguindo aumentar a capacidade da embaixada norte-americana nesse país e a quantidade de mercenários, como a Blackwater, operando no Iraque com contratos multimilionários com o Departamento de Estado e o Pentágono para prestar 'serviços' de segurança.
Em 2005, foi nomeado Diretor Nacional de Inteligência dos EUA, responsável por toda a comunidade de inteligência, militar e civil, e aumentou em 50% a presença da CIA na América Latina. Também criou a Missão Especial da CIA para Venezuela e Cuba, uma nova entidade que conta com um time de especialistas em inteligência e espionagem dedicado a 'recolher informação de inteligência' e 'preparar e executar estratégias' para contrabalançar a influência da Venezuela no hemisfério e debilitar sua relação com Cuba.
Negroponte definiu a Venezuela e o Presidente Chávez como a 'mais grave ameaça aos interesses norte-americanos na região' em fevereiro de 2006. Foi um dos grandes responsáveis pela política hostil de Washington para a Venezuela e seus aliados no hemisfério. A partir de 2007, Negroponte incorporou-se ao Departamento de Estado como o segundo homem mais poderoso da chancelaria norte-americana, e desde então a relação entre a Venezuela e os EUA piorou ainda mais.
A combinação de fatores:
--Negroponte mais uma vez dirigindo a política imperial neste hemisfério;
--a Quarta Frota da Armada dos EUA ativada na América Latina;
--a entrega da Colômbia, por parte do governo de Álvaro Uribe, para as forças militares norte-americanas e sua postura abertamente agressiva com seus vizinhos;
--o lançamento dos movimentos separatistas na Bolívia, Equador e Venezuela, que buscam dividir e desestabilizar nossos processos de avanço social; e
--o aumento das bases militares norte-americanas por toda a região, tudo isso indicando que Washington busca ativamente um conflito armado na América Latina.
A Venezuela e seus aliados precisam achar a maneira de não cair nas provocações de Washington.
Devemos promover a paz, mas sempre mantendo a preparação necessária para defendê-la.”
terça-feira, 3 de junho de 2008
NAVIOS DA US NAVY UTILIZADOS COMO BASE DE TORTURA E “INTERROGATÓRIOS”
Segundo o jornal inglês The Guardian, os Estados Unidos utilizam cerca de vinte belonaves da sua Marinha espalhadas pelo mundo como centros flutuantes de interrogatórios, tortura e cárcere.
Em 2005, o jornal "Washington Post" já havia denunciado que os EUA mantinham prisões clandestinas pelo mundo, entre as quais transportavam prisioneiros também secretamente. Em setembro de 2006, o presidente George W. Bush admitiu o fato.
Em 8 de Março deste ano, postamos o artigo “Bush: o presidente da tortura”, motivados pela notícia, então divulgada na imprensa internacional, de que o presidente dos EUA manteve a autorização legal para a prática da tortura.
Tratou-se, em resumo, da decisão norte-americana de manutenção na legalidade de dezenas de métodos de tortura utilizados pelo serviço de inteligência e pelas forças armadas norte-americanas. Por exemplo, Bush aprovou a asfixia em interrogatórios da CIA e outras 19 práticas de tortura previstas legalmente e ensinadas no Manual do Exército.
Concluímos aquele texto com o seguinte parágrafo: “A ONG Human Rights Watch declarou que Bush ‘fará história como o presidente da tortura’, enquanto a Anistia Internacional disse que o veto evidencia a retórica ‘vazia’ do presidente, quando afirma que os EUA não torturam, mas ao mesmo tempo proíbem uma ‘lei antitortura’.”
Hoje, li uma interessante postagem do “Blog de um sem mídia” sobre texto da Agência Prensa Latina baseado nas informações da organização não-governamental britânica “Reprieve”:
“ESTADOS UNIDOS UTILIZAM NAVIOS COMO PRISÕES FLUTUANTES”
“Os Estados Unidos utilizaram duas dezenas de barcos como cárceres flutuantes, desde o ano de 2001, para interrogatório de prisioneiros, revelou nesta segunda-feira (02/06) o diário britânico The Guardian.
O periódico se refere a uma reportagem ainda não publicada da organização Reprieve, na qual se afirma que os detidos são interrogados a bordo das naves e 'logo em seguida' enviados a centros de encarceramento em diferentes países.
Entre os barcos militares empregados nessa tarefa se encontram os USS Bataan, USS Ashland e USS Peleliu, e alguns deles operam ao redor da ilha de Diego Garcia, uma possessão inglesa no Oceano Índico.
Há três meses, o chanceler britânico, David Milband, admitiu que nesse território aterrissaram aviões americanos, que trasladavam prisioneiros para a base naval de Guantânamo.
A informação sobre os cárceres flutuantes surgiu de diversas fontes, entre elas militares americanos, o Conselho de Europa, parlamentares e os próprios prisioneiros.
O documento da Reprieve será publicado este ano e também identifica mais de 200 novos casos de tráfego de presos ocorridos em 2006, apesar da declaração do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sobre a suspensão dessa prática.
De acordo com o diretor legal da Reprieve, Clive Stafford Smith, os americanos escolheram os barcos para tratar de manter suas ações o mais longe possível da vista de advogados e jornalistas.
Entretanto, sublinhou que, segundo relatos do próprio governo estadunidense, atualmente existem pelo menos 26 mil pessoas reclusas em prisões secretas e que até o momento cerca de 80 mil já teriam passado por esse sistema desde o ano de 2001.
O ‘Guardian’ relata também declarações do porta-voz da Marinha dos Estados Unidos, Jeffrey Gordon, que negou a existência de condições para detidos nos barcos. No entanto, aceitou que algumas pessoas tenham sido levadas a bordo por poucos dias, os quais denominou "dias iniciais da detenção"...
Por fim, uma pequena observação deste blog. Alguns veículos de comunicação da grande imprensa brasileira também noticiaram essa denúncia da “Reprieve”. Achei interessante, contudo, um detalhe. Como a nossa grande mídia é marcadamente pró-EUA e pró-doutrinas neoliberais que os EUA nos impingem, a Folha de São Paulo de hoje publica esse assunto, mas já com a justificativa “nobre” de justa luta contra o terrorismo no título: “Guerra ao Terror” – “EUA são acusados de manter navios-prisões no Oriente”...
Em 2005, o jornal "Washington Post" já havia denunciado que os EUA mantinham prisões clandestinas pelo mundo, entre as quais transportavam prisioneiros também secretamente. Em setembro de 2006, o presidente George W. Bush admitiu o fato.
Em 8 de Março deste ano, postamos o artigo “Bush: o presidente da tortura”, motivados pela notícia, então divulgada na imprensa internacional, de que o presidente dos EUA manteve a autorização legal para a prática da tortura.
Tratou-se, em resumo, da decisão norte-americana de manutenção na legalidade de dezenas de métodos de tortura utilizados pelo serviço de inteligência e pelas forças armadas norte-americanas. Por exemplo, Bush aprovou a asfixia em interrogatórios da CIA e outras 19 práticas de tortura previstas legalmente e ensinadas no Manual do Exército.
Concluímos aquele texto com o seguinte parágrafo: “A ONG Human Rights Watch declarou que Bush ‘fará história como o presidente da tortura’, enquanto a Anistia Internacional disse que o veto evidencia a retórica ‘vazia’ do presidente, quando afirma que os EUA não torturam, mas ao mesmo tempo proíbem uma ‘lei antitortura’.”
Hoje, li uma interessante postagem do “Blog de um sem mídia” sobre texto da Agência Prensa Latina baseado nas informações da organização não-governamental britânica “Reprieve”:
“ESTADOS UNIDOS UTILIZAM NAVIOS COMO PRISÕES FLUTUANTES”
“Os Estados Unidos utilizaram duas dezenas de barcos como cárceres flutuantes, desde o ano de 2001, para interrogatório de prisioneiros, revelou nesta segunda-feira (02/06) o diário britânico The Guardian.
O periódico se refere a uma reportagem ainda não publicada da organização Reprieve, na qual se afirma que os detidos são interrogados a bordo das naves e 'logo em seguida' enviados a centros de encarceramento em diferentes países.
Entre os barcos militares empregados nessa tarefa se encontram os USS Bataan, USS Ashland e USS Peleliu, e alguns deles operam ao redor da ilha de Diego Garcia, uma possessão inglesa no Oceano Índico.
Há três meses, o chanceler britânico, David Milband, admitiu que nesse território aterrissaram aviões americanos, que trasladavam prisioneiros para a base naval de Guantânamo.
A informação sobre os cárceres flutuantes surgiu de diversas fontes, entre elas militares americanos, o Conselho de Europa, parlamentares e os próprios prisioneiros.
O documento da Reprieve será publicado este ano e também identifica mais de 200 novos casos de tráfego de presos ocorridos em 2006, apesar da declaração do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sobre a suspensão dessa prática.
De acordo com o diretor legal da Reprieve, Clive Stafford Smith, os americanos escolheram os barcos para tratar de manter suas ações o mais longe possível da vista de advogados e jornalistas.
Entretanto, sublinhou que, segundo relatos do próprio governo estadunidense, atualmente existem pelo menos 26 mil pessoas reclusas em prisões secretas e que até o momento cerca de 80 mil já teriam passado por esse sistema desde o ano de 2001.
O ‘Guardian’ relata também declarações do porta-voz da Marinha dos Estados Unidos, Jeffrey Gordon, que negou a existência de condições para detidos nos barcos. No entanto, aceitou que algumas pessoas tenham sido levadas a bordo por poucos dias, os quais denominou "dias iniciais da detenção"...
Por fim, uma pequena observação deste blog. Alguns veículos de comunicação da grande imprensa brasileira também noticiaram essa denúncia da “Reprieve”. Achei interessante, contudo, um detalhe. Como a nossa grande mídia é marcadamente pró-EUA e pró-doutrinas neoliberais que os EUA nos impingem, a Folha de São Paulo de hoje publica esse assunto, mas já com a justificativa “nobre” de justa luta contra o terrorismo no título: “Guerra ao Terror” – “EUA são acusados de manter navios-prisões no Oriente”...
“EL PAÍS”: O BRASIL É A ESTRELA DA CONFERÊNCIA DA FAO
A agência de notícias inglesa BBC (Brasil) divulgou esta manhã (no portal UOL) a informação publicada pelo jornal espanhol “El País” sobre as posições brasileiras defendidas pelo Presidente Lula, destacando serem elas as mais importantes da Conferência da FAO em Roma.
A FAO é a Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês).
Vejamos o texto da BBC:
“Com etanol, Brasil é estrela de conferência da FAO, diz 'El País'
“Os biocombustíveis estão no centro do furacão da crise dos alimentos e, por isso, o Brasil é um dos protagonistas da conferência da FAO em Roma que discute o tema, diz um artigo publicado na edição desta terça-feira do jornal espanhol "El País".
O diário destaca que o presidente Luis Inácio Lula da Silva foi um dos primeiros líderes a chegar a Roma e afirma que o "Brasil aposta parte de seu futuro na batalha [dos biocombustíveis]".
"Em dois anos [o país] estará entre os maiores exportadores mundiais de etanol de cana-de-açúcar e já é líder em vendas de carros flex, que rodam com gasolina ou álcool", diz o texto.
O jornal destaca a postura de Lula em defender o etanol e culpar o petróleo pela alta nos preços dos produtos agrícolas. De acordo com o jornal, Lula ataca a especulação do preço do petróleo e os subsídios europeus à agricultura e defende a "revolução energética dos biocombustíveis".
O "El País" cita o encontro do presidente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, agendado para esta terça-feira. Segundo o jornal, Lula deve pedir um encontro internacional para discutir a especulação no setor petroleiro e tentar encontrar um preço compatível com a necessidade dos países pobres.
O jornal cita, ainda, a afirmação de Lula sobre os "inimigos do etanol" que são, segundo ele, "os lobbies petrolíferos e também a indústria automotiva européia, que não quer mudar seu modelo de produção".
O diário espanhol conclui suas considerações sobre a postura do presidente destacando a foto mostrada por Lula no final de sua entrevista com a imprensa, na segunda-feira. A imagem traz um modelo de carro a ser produzido no Brasil com plástico extraído de etanol de cana, "sem uma gota de petróleo", afirma o texto.”
A FAO é a Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês).
Vejamos o texto da BBC:
“Com etanol, Brasil é estrela de conferência da FAO, diz 'El País'
“Os biocombustíveis estão no centro do furacão da crise dos alimentos e, por isso, o Brasil é um dos protagonistas da conferência da FAO em Roma que discute o tema, diz um artigo publicado na edição desta terça-feira do jornal espanhol "El País".
O diário destaca que o presidente Luis Inácio Lula da Silva foi um dos primeiros líderes a chegar a Roma e afirma que o "Brasil aposta parte de seu futuro na batalha [dos biocombustíveis]".
"Em dois anos [o país] estará entre os maiores exportadores mundiais de etanol de cana-de-açúcar e já é líder em vendas de carros flex, que rodam com gasolina ou álcool", diz o texto.
O jornal destaca a postura de Lula em defender o etanol e culpar o petróleo pela alta nos preços dos produtos agrícolas. De acordo com o jornal, Lula ataca a especulação do preço do petróleo e os subsídios europeus à agricultura e defende a "revolução energética dos biocombustíveis".
O "El País" cita o encontro do presidente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, agendado para esta terça-feira. Segundo o jornal, Lula deve pedir um encontro internacional para discutir a especulação no setor petroleiro e tentar encontrar um preço compatível com a necessidade dos países pobres.
O jornal cita, ainda, a afirmação de Lula sobre os "inimigos do etanol" que são, segundo ele, "os lobbies petrolíferos e também a indústria automotiva européia, que não quer mudar seu modelo de produção".
O diário espanhol conclui suas considerações sobre a postura do presidente destacando a foto mostrada por Lula no final de sua entrevista com a imprensa, na segunda-feira. A imagem traz um modelo de carro a ser produzido no Brasil com plástico extraído de etanol de cana, "sem uma gota de petróleo", afirma o texto.”
“ARMA DE DESTRUIÇÃO EM MASSA” É O SUBSÍDIO DOS EUA E DEMAIS RICOS
A desculpa falsa de o Iraque ter ou pretender fabricar “armas de destruição em massa” foi o embasamento para os EUA e a Inglaterra, principalmente, sem o amparo legal da ONU, invadirem militarmente o Iraque, lá causarem mais de um milhão de mortes e se apropriarem da exploração de petróleo daquele país.
Hoje, o jornal Folha de São Paulo publicou, em matéria enviada de Roma por Clóvis Rossi, contundentes manifestações do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, como a que chamou os subsídios agrícolas -que são concedidos principalmente por EUA e União Européia- de "armas de destruição em massa, que causam fome no mundo".
Transcrevo trechos do texto da Folha:
“Subsídio é arma de destruição, diz Amorim”
“Chanceler brasileiro afirma em Roma que o resultado da política [de subsídios] de países ricos é a fome no mundo.
Menos de uma hora depois de o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, ter dito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pretendia evitar uma excessiva politização da chamada "Cúpula da Fome", que começa hoje, o chanceler brasileiro Celso Amorim disparou um torpedo na direção dos países ricos.
Amorim chamou os subsídios agrícolas -que são concedidos principalmente por EUA e União Européia- de "armas de destruição em massa, que causam fome no mundo".
A declaração do chanceler é parte da ofensiva brasileira para evitar o que ele próprio chamou de "fantasma", qual seja, a suposição de que os biocombustíveis sejam responsáveis, ainda que parcialmente, pela disparada dos preços de alimentos, hoje o problema principal do planeta.
"O Brasil é parte da solução, não parte do problema", disse Amorim, em alusão ao fato de que o álcool obtido da cana-de-açúcar não toma áreas de produção de comida, não causa desmatamento na Amazônia e não polui como os combustíveis derivados do petróleo."
Hoje, o jornal Folha de São Paulo publicou, em matéria enviada de Roma por Clóvis Rossi, contundentes manifestações do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, como a que chamou os subsídios agrícolas -que são concedidos principalmente por EUA e União Européia- de "armas de destruição em massa, que causam fome no mundo".
Transcrevo trechos do texto da Folha:
“Subsídio é arma de destruição, diz Amorim”
“Chanceler brasileiro afirma em Roma que o resultado da política [de subsídios] de países ricos é a fome no mundo.
Menos de uma hora depois de o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, ter dito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pretendia evitar uma excessiva politização da chamada "Cúpula da Fome", que começa hoje, o chanceler brasileiro Celso Amorim disparou um torpedo na direção dos países ricos.
Amorim chamou os subsídios agrícolas -que são concedidos principalmente por EUA e União Européia- de "armas de destruição em massa, que causam fome no mundo".
A declaração do chanceler é parte da ofensiva brasileira para evitar o que ele próprio chamou de "fantasma", qual seja, a suposição de que os biocombustíveis sejam responsáveis, ainda que parcialmente, pela disparada dos preços de alimentos, hoje o problema principal do planeta.
"O Brasil é parte da solução, não parte do problema", disse Amorim, em alusão ao fato de que o álcool obtido da cana-de-açúcar não toma áreas de produção de comida, não causa desmatamento na Amazônia e não polui como os combustíveis derivados do petróleo."
Assinar:
Postagens (Atom)