Li ontem no blog Cidadania.com, de Eduardo Guimarães, o seguinte interessante texto:
“Não adianta tentar argumentar com crianças pequenas quando elas se atiram ao chão, esperneiam e berram por não quererem ir a algum lugar ou fazer alguma coisa. Tenho 4 filhos (três meninas e um menino) e uma neta de sete anos. Bem sei como a lógica é inútil quando crianças querem impor seus desejos imediatos sobre a realidade. Para os infantes, o mundo tem que se adaptar aos seus desejos. Esse comportamento é da natureza humana, simplesmente, e é popularmente conhecido como pirraça.
Admite-se pirraça em crianças. Alguns, como eu, aprenderam a lidar pacientemente com um tipo de comportamento que afeta dez entre dez petizes, mas só quando quem assim atua é petiz; quando marmanjos fazem pirraça, o caso passa à esfera da psiquiatria.
A mídia faz pirraça com a crise. Enquanto os dados econômicos mostram, cada vez mais, que o tsunami que atingiu os Estados Unidos, a Europa e a Ásia chegou ao Brasil como mera “marolinha”, jornalões, revistões e todos os outros meios de comunicação premiados com sufixos superlativos tentam fazer o público crer que a crise vai nos pegar e que Lula não sabe o que diz.
A charge abaixo foi publicada hoje pela Folha de São Paulo. Reflete perfeitamente a discurseira irresponsável da mídia apesar da montanha de dados que vai se acumulando e mostrando que em outubro, mês em que a mídia se dedicou a dizer que estavam acontecendo “demissões”, “fuga de investimentos”, “paralisia econômica” etc, na verdade a economia bateu recordes, o desemprego recuou, os investimentos – inclusive os estrangeiros – cresceram, enfim, que a crise, aqui, está sendo, de fato, uma “marolinha”.
Mas, de todos os dados positivos sobre a economia do país, dados que vêm sendo divulgados com enorme parcimônia pela mídia, um deles me pareceu que saiu quase sem querer da boca da imprensa golpista. Foi ontem no Jornal Nacional, no fim do terceiro bloco do programa, no espaço de alguns segundos. Reproduzo, abaixo, a locução textual da apresentadora Fátima Bernardes:
“As contas do governo melhoraram com a alta da moeda americana. Como o Brasil tem mais aplicações [reservas] em dólares do que dívidas [em dólar], a variação da moeda derrubou a relação entre a dívida pública e o produto interno bruto em outubro para 36,6%, o nível mais baixo em uma década [desde 1998, quando a quebra do Brasil fez a dívida se multiplicar]. Esse índice é o principal indicador da saúde das contas de um país; quanto menor ele for, melhor.”
Amigos meus daqui do blog e do meu círculo de relações pessoais têm me perguntado, pessoalmente, por telefone e por e-mail, se foi chute quando eu disse, já naquele momento em que as pessoas pensaram que teria explodido a crise, em 15 de setembro último, que o país seria pouco afetado. Agora revelo: não foi chute, foi lógica.
No início, espantei-me ao ver até setores da esquerda ceder à conversa fiada da mídia de que seriamos pegos de jeito pela crise. Sem perceber, esses setores se tornaram inocentes úteis ao concordarem com a conversa da mídia de que, se países tão importantes, governados por doutores, foram arrasados economicamente, não seria um país do Terceiro Mundo, governado por um ex-operário sem diploma universitário, que iria resistir.
Não sei se a falta de diploma ajuda ou atrapalha Lula, mas, ao dar a decisão final sobre as políticas públicas, ao escolher caminhos que lhe são colocados à frente pelos técnicos das diversas áreas, ao menos na economia o diploma universitário – ou a sua falta – não tem impedido o presidente de tomar as melhores decisões.
O dado sobre a relação dívida Vs. PIB é sumamente importante porque mostra a saúde financeira do país. E o melhor é que não foi conseguido com recessão, como sempre foi perseguido pelos antecessores de Lula. Foi conseguido em meio a forte crescimento. Enquanto a mídia gritava que era bobagem acumular tantas reservas, quem tinha informações sobre o que começava a acontecer no mundo rico tratou de pôr as barbas de molho como fez o governo Lula.
Não adianta, no entanto, argumentar muito. A crise internacional gerou uma espécie de fetiche no topo da nossa pirâmide social. É quase como se fosse chique entrar em crise junto com países que a direita brasileira sempre quis imitar. E, por pura pirraça, Folhas, Globos, Estados, Vejas e seu exército de zumbis teleguiados na sociedade civil não querem porque não querem aceitar a excelência da administração do Brasil nos últimos quase seis anos. São piores do que crianças pirracentas”
sábado, 1 de novembro de 2008
PIRRAÇA E ‘MAROLINHA’
Li ontem no blog Cidadania.com, de Eduardo Guimarães, o seguinte interessante texto:
“Não adianta tentar argumentar com crianças pequenas quando elas se atiram ao chão, esperneiam e berram por não quererem ir a algum lugar ou fazer alguma coisa. Tenho 4 filhos (três meninas e um menino) e uma neta de sete anos. Bem sei como a lógica é inútil quando crianças querem impor seus desejos imediatos sobre a realidade. Para os infantes, o mundo tem que se adaptar aos seus desejos. Esse comportamento é da natureza humana, simplesmente, e é popularmente conhecido como pirraça.
Admite-se pirraça em crianças. Alguns, como eu, aprenderam a lidar pacientemente com um tipo de comportamento que afeta dez entre dez petizes, mas só quando quem assim atua é petiz; quando marmanjos fazem pirraça, o caso passa à esfera da psiquiatria.
A mídia faz pirraça com a crise. Enquanto os dados econômicos mostram, cada vez mais, que o tsunami que atingiu os Estados Unidos, a Europa e a Ásia chegou ao Brasil como mera “marolinha”, jornalões, revistões e todos os outros meios de comunicação premiados com sufixos superlativos tentam fazer o público crer que a crise vai nos pegar e que Lula não sabe o que diz.
A charge abaixo foi publicada hoje pela Folha de São Paulo. Reflete perfeitamente a discurseira irresponsável da mídia apesar da montanha de dados que vai se acumulando e mostrando que em outubro, mês em que a mídia se dedicou a dizer que estavam acontecendo “demissões”, “fuga de investimentos”, “paralisia econômica” etc, na verdade a economia bateu recordes, o desemprego recuou, os investimentos – inclusive os estrangeiros – cresceram, enfim, que a crise, aqui, está sendo, de fato, uma “marolinha”.
Mas, de todos os dados positivos sobre a economia do país, dados que vêm sendo divulgados com enorme parcimônia pela mídia, um deles me pareceu que saiu quase sem querer da boca da imprensa golpista. Foi ontem no Jornal Nacional, no fim do terceiro bloco do programa, no espaço de alguns segundos. Reproduzo, abaixo, a locução textual da apresentadora Fátima Bernardes:
“As contas do governo melhoraram com a alta da moeda americana. Como o Brasil tem mais aplicações [reservas] em dólares do que dívidas [em dólar], a variação da moeda derrubou a relação entre a dívida pública e o produto interno bruto em outubro para 36,6%, o nível mais baixo em uma década [desde 1998, quando a quebra do Brasil fez a dívida se multiplicar]. Esse índice é o principal indicador da saúde das contas de um país; quanto menor ele for, melhor.”
Amigos meus daqui do blog e do meu círculo de relações pessoais têm me perguntado, pessoalmente, por telefone e por e-mail, se foi chute quando eu disse, já naquele momento em que as pessoas pensaram que teria explodido a crise, em 15 de setembro último, que o país seria pouco afetado. Agora revelo: não foi chute, foi lógica.
No início, espantei-me ao ver até setores da esquerda ceder à conversa fiada da mídia de que seriamos pegos de jeito pela crise. Sem perceber, esses setores se tornaram inocentes úteis ao concordarem com a conversa da mídia de que, se países tão importantes, governados por doutores, foram arrasados economicamente, não seria um país do Terceiro Mundo, governado por um ex-operário sem diploma universitário, que iria resistir.
Não sei se a falta de diploma ajuda ou atrapalha Lula, mas, ao dar a decisão final sobre as políticas públicas, ao escolher caminhos que lhe são colocados à frente pelos técnicos das diversas áreas, ao menos na economia o diploma universitário – ou a sua falta – não tem impedido o presidente de tomar as melhores decisões.
O dado sobre a relação dívida Vs. PIB é sumamente importante porque mostra a saúde financeira do país. E o melhor é que não foi conseguido com recessão, como sempre foi perseguido pelos antecessores de Lula. Foi conseguido em meio a forte crescimento. Enquanto a mídia gritava que era bobagem acumular tantas reservas, quem tinha informações sobre o que começava a acontecer no mundo rico tratou de pôr as barbas de molho como fez o governo Lula.
Não adianta, no entanto, argumentar muito. A crise internacional gerou uma espécie de fetiche no topo da nossa pirâmide social. É quase como se fosse chique entrar em crise junto com países que a direita brasileira sempre quis imitar. E, por pura pirraça, Folhas, Globos, Estados, Vejas e seu exército de zumbis teleguiados na sociedade civil não querem porque não querem aceitar a excelência da administração do Brasil nos últimos quase seis anos. São piores do que crianças pirracentas”.
“Não adianta tentar argumentar com crianças pequenas quando elas se atiram ao chão, esperneiam e berram por não quererem ir a algum lugar ou fazer alguma coisa. Tenho 4 filhos (três meninas e um menino) e uma neta de sete anos. Bem sei como a lógica é inútil quando crianças querem impor seus desejos imediatos sobre a realidade. Para os infantes, o mundo tem que se adaptar aos seus desejos. Esse comportamento é da natureza humana, simplesmente, e é popularmente conhecido como pirraça.
Admite-se pirraça em crianças. Alguns, como eu, aprenderam a lidar pacientemente com um tipo de comportamento que afeta dez entre dez petizes, mas só quando quem assim atua é petiz; quando marmanjos fazem pirraça, o caso passa à esfera da psiquiatria.
A mídia faz pirraça com a crise. Enquanto os dados econômicos mostram, cada vez mais, que o tsunami que atingiu os Estados Unidos, a Europa e a Ásia chegou ao Brasil como mera “marolinha”, jornalões, revistões e todos os outros meios de comunicação premiados com sufixos superlativos tentam fazer o público crer que a crise vai nos pegar e que Lula não sabe o que diz.
A charge abaixo foi publicada hoje pela Folha de São Paulo. Reflete perfeitamente a discurseira irresponsável da mídia apesar da montanha de dados que vai se acumulando e mostrando que em outubro, mês em que a mídia se dedicou a dizer que estavam acontecendo “demissões”, “fuga de investimentos”, “paralisia econômica” etc, na verdade a economia bateu recordes, o desemprego recuou, os investimentos – inclusive os estrangeiros – cresceram, enfim, que a crise, aqui, está sendo, de fato, uma “marolinha”.
Mas, de todos os dados positivos sobre a economia do país, dados que vêm sendo divulgados com enorme parcimônia pela mídia, um deles me pareceu que saiu quase sem querer da boca da imprensa golpista. Foi ontem no Jornal Nacional, no fim do terceiro bloco do programa, no espaço de alguns segundos. Reproduzo, abaixo, a locução textual da apresentadora Fátima Bernardes:
“As contas do governo melhoraram com a alta da moeda americana. Como o Brasil tem mais aplicações [reservas] em dólares do que dívidas [em dólar], a variação da moeda derrubou a relação entre a dívida pública e o produto interno bruto em outubro para 36,6%, o nível mais baixo em uma década [desde 1998, quando a quebra do Brasil fez a dívida se multiplicar]. Esse índice é o principal indicador da saúde das contas de um país; quanto menor ele for, melhor.”
Amigos meus daqui do blog e do meu círculo de relações pessoais têm me perguntado, pessoalmente, por telefone e por e-mail, se foi chute quando eu disse, já naquele momento em que as pessoas pensaram que teria explodido a crise, em 15 de setembro último, que o país seria pouco afetado. Agora revelo: não foi chute, foi lógica.
No início, espantei-me ao ver até setores da esquerda ceder à conversa fiada da mídia de que seriamos pegos de jeito pela crise. Sem perceber, esses setores se tornaram inocentes úteis ao concordarem com a conversa da mídia de que, se países tão importantes, governados por doutores, foram arrasados economicamente, não seria um país do Terceiro Mundo, governado por um ex-operário sem diploma universitário, que iria resistir.
Não sei se a falta de diploma ajuda ou atrapalha Lula, mas, ao dar a decisão final sobre as políticas públicas, ao escolher caminhos que lhe são colocados à frente pelos técnicos das diversas áreas, ao menos na economia o diploma universitário – ou a sua falta – não tem impedido o presidente de tomar as melhores decisões.
O dado sobre a relação dívida Vs. PIB é sumamente importante porque mostra a saúde financeira do país. E o melhor é que não foi conseguido com recessão, como sempre foi perseguido pelos antecessores de Lula. Foi conseguido em meio a forte crescimento. Enquanto a mídia gritava que era bobagem acumular tantas reservas, quem tinha informações sobre o que começava a acontecer no mundo rico tratou de pôr as barbas de molho como fez o governo Lula.
Não adianta, no entanto, argumentar muito. A crise internacional gerou uma espécie de fetiche no topo da nossa pirâmide social. É quase como se fosse chique entrar em crise junto com países que a direita brasileira sempre quis imitar. E, por pura pirraça, Folhas, Globos, Estados, Vejas e seu exército de zumbis teleguiados na sociedade civil não querem porque não querem aceitar a excelência da administração do Brasil nos últimos quase seis anos. São piores do que crianças pirracentas”.
PIRRAÇA E ‘MAROLINHA’
Li ontem no blog Cidadania.com, de Eduardo Guimarães, o seguinte interessante texto:
“Não adianta tentar argumentar com crianças pequenas quando elas se atiram ao chão, esperneiam e berram por não quererem ir a algum lugar ou fazer alguma coisa. Tenho 4 filhos (três meninas e um menino) e uma neta de sete anos. Bem sei como a lógica é inútil quando crianças querem impor seus desejos imediatos sobre a realidade. Para os infantes, o mundo tem que se adaptar aos seus desejos. Esse comportamento é da natureza humana, simplesmente, e é popularmente conhecido como pirraça.
Admite-se pirraça em crianças. Alguns, como eu, aprenderam a lidar pacientemente com um tipo de comportamento que afeta dez entre dez petizes, mas só quando quem assim atua é petiz; quando marmanjos fazem pirraça, o caso passa à esfera da psiquiatria.
A mídia faz pirraça com a crise. Enquanto os dados econômicos mostram, cada vez mais, que o tsunami que atingiu os Estados Unidos, a Europa e a Ásia chegou ao Brasil como mera “marolinha”, jornalões, revistões e todos os outros meios de comunicação premiados com sufixos superlativos tentam fazer o público crer que a crise vai nos pegar e que Lula não sabe o que diz.
A charge abaixo foi publicada hoje pela Folha de São Paulo. Reflete perfeitamente a discurseira irresponsável da mídia apesar da montanha de dados que vai se acumulando e mostrando que em outubro, mês em que a mídia se dedicou a dizer que estavam acontecendo “demissões”, “fuga de investimentos”, “paralisia econômica” etc, na verdade a economia bateu recordes, o desemprego recuou, os investimentos – inclusive os estrangeiros – cresceram, enfim, que a crise, aqui, está sendo, de fato, uma “marolinha”.
Mas, de todos os dados positivos sobre a economia do país, dados que vêm sendo divulgados com enorme parcimônia pela mídia, um deles me pareceu que saiu quase sem querer da boca da imprensa golpista. Foi ontem no Jornal Nacional, no fim do terceiro bloco do programa, no espaço de alguns segundos. Reproduzo, abaixo, a locução textual da apresentadora Fátima Bernardes:
“As contas do governo melhoraram com a alta da moeda americana. Como o Brasil tem mais aplicações [reservas] em dólares do que dívidas [em dólar], a variação da moeda derrubou a relação entre a dívida pública e o produto interno bruto em outubro para 36,6%, o nível mais baixo em uma década [desde 1998, quando a quebra do Brasil fez a dívida se multiplicar]. Esse índice é o principal indicador da saúde das contas de um país; quanto menor ele for, melhor.”
Amigos meus daqui do blog e do meu círculo de relações pessoais têm me perguntado, pessoalmente, por telefone e por e-mail, se foi chute quando eu disse, já naquele momento em que as pessoas pensaram que teria explodido a crise, em 15 de setembro último, que o país seria pouco afetado. Agora revelo: não foi chute, foi lógica.
No início, espantei-me ao ver até setores da esquerda ceder à conversa fiada da mídia de que seriamos pegos de jeito pela crise. Sem perceber, esses setores se tornaram inocentes úteis ao concordarem com a conversa da mídia de que, se países tão importantes, governados por doutores, foram arrasados economicamente, não seria um país do Terceiro Mundo, governado por um ex-operário sem diploma universitário, que iria resistir.
Não sei se a falta de diploma ajuda ou atrapalha Lula, mas, ao dar a decisão final sobre as políticas públicas, ao escolher caminhos que lhe são colocados à frente pelos técnicos das diversas áreas, ao menos na economia o diploma universitário – ou a sua falta – não tem impedido o presidente de tomar as melhores decisões.
O dado sobre a relação dívida Vs. PIB é sumamente importante porque mostra a saúde financeira do país. E o melhor é que não foi conseguido com recessão, como sempre foi perseguido pelos antecessores de Lula. Foi conseguido em meio a forte crescimento. Enquanto a mídia gritava que era bobagem acumular tantas reservas, quem tinha informações sobre o que começava a acontecer no mundo rico tratou de pôr as barbas de molho como fez o governo Lula.
Não adianta, no entanto, argumentar muito. A crise internacional gerou uma espécie de fetiche no topo da nossa pirâmide social. É quase como se fosse chique entrar em crise junto com países que a direita brasileira sempre quis imitar. E, por pura pirraça, Folhas, Globos, Estados, Vejas e seu exército de zumbis teleguiados na sociedade civil não querem porque não querem aceitar a excelência da administração do Brasil nos últimos quase seis anos. São piores do que crianças pirracentas”.
“Não adianta tentar argumentar com crianças pequenas quando elas se atiram ao chão, esperneiam e berram por não quererem ir a algum lugar ou fazer alguma coisa. Tenho 4 filhos (três meninas e um menino) e uma neta de sete anos. Bem sei como a lógica é inútil quando crianças querem impor seus desejos imediatos sobre a realidade. Para os infantes, o mundo tem que se adaptar aos seus desejos. Esse comportamento é da natureza humana, simplesmente, e é popularmente conhecido como pirraça.
Admite-se pirraça em crianças. Alguns, como eu, aprenderam a lidar pacientemente com um tipo de comportamento que afeta dez entre dez petizes, mas só quando quem assim atua é petiz; quando marmanjos fazem pirraça, o caso passa à esfera da psiquiatria.
A mídia faz pirraça com a crise. Enquanto os dados econômicos mostram, cada vez mais, que o tsunami que atingiu os Estados Unidos, a Europa e a Ásia chegou ao Brasil como mera “marolinha”, jornalões, revistões e todos os outros meios de comunicação premiados com sufixos superlativos tentam fazer o público crer que a crise vai nos pegar e que Lula não sabe o que diz.
A charge abaixo foi publicada hoje pela Folha de São Paulo. Reflete perfeitamente a discurseira irresponsável da mídia apesar da montanha de dados que vai se acumulando e mostrando que em outubro, mês em que a mídia se dedicou a dizer que estavam acontecendo “demissões”, “fuga de investimentos”, “paralisia econômica” etc, na verdade a economia bateu recordes, o desemprego recuou, os investimentos – inclusive os estrangeiros – cresceram, enfim, que a crise, aqui, está sendo, de fato, uma “marolinha”.
Mas, de todos os dados positivos sobre a economia do país, dados que vêm sendo divulgados com enorme parcimônia pela mídia, um deles me pareceu que saiu quase sem querer da boca da imprensa golpista. Foi ontem no Jornal Nacional, no fim do terceiro bloco do programa, no espaço de alguns segundos. Reproduzo, abaixo, a locução textual da apresentadora Fátima Bernardes:
“As contas do governo melhoraram com a alta da moeda americana. Como o Brasil tem mais aplicações [reservas] em dólares do que dívidas [em dólar], a variação da moeda derrubou a relação entre a dívida pública e o produto interno bruto em outubro para 36,6%, o nível mais baixo em uma década [desde 1998, quando a quebra do Brasil fez a dívida se multiplicar]. Esse índice é o principal indicador da saúde das contas de um país; quanto menor ele for, melhor.”
Amigos meus daqui do blog e do meu círculo de relações pessoais têm me perguntado, pessoalmente, por telefone e por e-mail, se foi chute quando eu disse, já naquele momento em que as pessoas pensaram que teria explodido a crise, em 15 de setembro último, que o país seria pouco afetado. Agora revelo: não foi chute, foi lógica.
No início, espantei-me ao ver até setores da esquerda ceder à conversa fiada da mídia de que seriamos pegos de jeito pela crise. Sem perceber, esses setores se tornaram inocentes úteis ao concordarem com a conversa da mídia de que, se países tão importantes, governados por doutores, foram arrasados economicamente, não seria um país do Terceiro Mundo, governado por um ex-operário sem diploma universitário, que iria resistir.
Não sei se a falta de diploma ajuda ou atrapalha Lula, mas, ao dar a decisão final sobre as políticas públicas, ao escolher caminhos que lhe são colocados à frente pelos técnicos das diversas áreas, ao menos na economia o diploma universitário – ou a sua falta – não tem impedido o presidente de tomar as melhores decisões.
O dado sobre a relação dívida Vs. PIB é sumamente importante porque mostra a saúde financeira do país. E o melhor é que não foi conseguido com recessão, como sempre foi perseguido pelos antecessores de Lula. Foi conseguido em meio a forte crescimento. Enquanto a mídia gritava que era bobagem acumular tantas reservas, quem tinha informações sobre o que começava a acontecer no mundo rico tratou de pôr as barbas de molho como fez o governo Lula.
Não adianta, no entanto, argumentar muito. A crise internacional gerou uma espécie de fetiche no topo da nossa pirâmide social. É quase como se fosse chique entrar em crise junto com países que a direita brasileira sempre quis imitar. E, por pura pirraça, Folhas, Globos, Estados, Vejas e seu exército de zumbis teleguiados na sociedade civil não querem porque não querem aceitar a excelência da administração do Brasil nos últimos quase seis anos. São piores do que crianças pirracentas”.
SAFRA BRASILEIRA DE GRÃOS DEVERÁ CRESCER 29% NOS PRÓXIMOS 10 ANOS
Li ontem no blog “Por um novo Brasil” a seguinte notícia originalmente publicada no Portal do Governo Brasileiro:
“Soja, milho, trigo, carnes, etanol, farelo de soja, óleo de soja e leite são os produtos agropecuários com maior potencial de crescimento nos próximos 10 anos. A previsão é do estudo Projeções do Agronegócio Brasil 2008/2009 a 2018/2019, que será anunciado nesta quinta-feira (30), pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes.
A pesquisa, realizada pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), aponta cenários de produção, participação no mercado mundial, exportação e consumo de 18 produtos da pauta agropecuária do País.
A produção dos principais grãos, como soja, milho, trigo, arroz e feijão, deverá passar de 139,7 milhões de toneladas, em 2007/2008, para 180 milhões, em 2018/2019, com crescimento de 28,7%. Já a produção de carnes (bovina, suína e aves) deverá aumentar em 12,6 milhões de toneladas, totalizando acréscimo de 51%, em relação à produção de 2008. Outros itens com alto potencial de crescimento são: açúcar (mais 14,5 milhões de toneladas), etanol (37 bilhões de litros) e leite (9 bilhões de litros).
“As projeções permitirão identificar trajetórias possíveis e estruturar visões de futuro do agronegócio no contexto mundial, para que o País continue crescendo e conquistando novos mercados”, afirma o coordenador-geral da AGE, José Garcia Gasques.
EXPORTAÇÕES E MERCADO MUNDIAL
Segundo a pesquisa, o Brasil manterá sua posição de primeiro exportador mundial de carnes bovina e de frango. Em uma análise mais ampla, haverá expressiva mudança de posição do País no mercado mundial.
A relação entre as vendas externas brasileiras e o comércio mundial mostra que, em 2018/2019, as exportações de carne bovina representarão 60,6% do comércio mundial, as de carne suína, 21% e as de carne de frango, 89,7%.
Quanto a outros produtos, o Brasil deve melhorar sua posição no comércio mundial, devido à relação entre quantidade de exportações e comércio mundial. Essa relação, para a soja, deverá sair de 36%, em 2008, para 40%, em 2018/2019; para o óleo de soja, de 63 % para 73,5 %; para o milho, de 13% para 21,4%, e, para o açúcar, de 58,4% para 74,3%.
MERCADO INTERNO
Apesar de a previsão de forte aumento nas exportações, o mercado interno será um grande fator de crescimento nos próximos anos, aponta o estudo. Do aumento previsto nos próximos 10 anos na produção de soja e milho, 52% deverão ser destinados ao consumo interno. A distribuição será da seguinte forma: 57,9% do aumento da produção de milho deverá ser destinado ao mercado interno, em 2018/2019, assim como 44,9 % do aumento da produção de soja.
Haverá, assim, uma dupla pressão sobre o aumento da produção nacional, relacionada ao crescimento do mercado interno e às exportações do País.
Nas carnes, também haverá forte pressão do mercado interno. Do aumento previsto na produção, de 12,6 milhões de toneladas entre 2007/2008 a 2018/19, 50% deverão ser absorvidos internamente”.
“Soja, milho, trigo, carnes, etanol, farelo de soja, óleo de soja e leite são os produtos agropecuários com maior potencial de crescimento nos próximos 10 anos. A previsão é do estudo Projeções do Agronegócio Brasil 2008/2009 a 2018/2019, que será anunciado nesta quinta-feira (30), pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes.
A pesquisa, realizada pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), aponta cenários de produção, participação no mercado mundial, exportação e consumo de 18 produtos da pauta agropecuária do País.
A produção dos principais grãos, como soja, milho, trigo, arroz e feijão, deverá passar de 139,7 milhões de toneladas, em 2007/2008, para 180 milhões, em 2018/2019, com crescimento de 28,7%. Já a produção de carnes (bovina, suína e aves) deverá aumentar em 12,6 milhões de toneladas, totalizando acréscimo de 51%, em relação à produção de 2008. Outros itens com alto potencial de crescimento são: açúcar (mais 14,5 milhões de toneladas), etanol (37 bilhões de litros) e leite (9 bilhões de litros).
“As projeções permitirão identificar trajetórias possíveis e estruturar visões de futuro do agronegócio no contexto mundial, para que o País continue crescendo e conquistando novos mercados”, afirma o coordenador-geral da AGE, José Garcia Gasques.
EXPORTAÇÕES E MERCADO MUNDIAL
Segundo a pesquisa, o Brasil manterá sua posição de primeiro exportador mundial de carnes bovina e de frango. Em uma análise mais ampla, haverá expressiva mudança de posição do País no mercado mundial.
A relação entre as vendas externas brasileiras e o comércio mundial mostra que, em 2018/2019, as exportações de carne bovina representarão 60,6% do comércio mundial, as de carne suína, 21% e as de carne de frango, 89,7%.
Quanto a outros produtos, o Brasil deve melhorar sua posição no comércio mundial, devido à relação entre quantidade de exportações e comércio mundial. Essa relação, para a soja, deverá sair de 36%, em 2008, para 40%, em 2018/2019; para o óleo de soja, de 63 % para 73,5 %; para o milho, de 13% para 21,4%, e, para o açúcar, de 58,4% para 74,3%.
MERCADO INTERNO
Apesar de a previsão de forte aumento nas exportações, o mercado interno será um grande fator de crescimento nos próximos anos, aponta o estudo. Do aumento previsto nos próximos 10 anos na produção de soja e milho, 52% deverão ser destinados ao consumo interno. A distribuição será da seguinte forma: 57,9% do aumento da produção de milho deverá ser destinado ao mercado interno, em 2018/2019, assim como 44,9 % do aumento da produção de soja.
Haverá, assim, uma dupla pressão sobre o aumento da produção nacional, relacionada ao crescimento do mercado interno e às exportações do País.
Nas carnes, também haverá forte pressão do mercado interno. Do aumento previsto na produção, de 12,6 milhões de toneladas entre 2007/2008 a 2018/19, 50% deverão ser absorvidos internamente”.
BRASIL NÃO QUEBROU PELA 1ª VEZ NA HISTÓRIA DAS CRISES, AFIRMA DILMA
O blog “Por um novo Brasil” publicou ontem a seguinte notícia da Agência Brasil:
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, avaliou hoje que, "pela primeira vez na história das crises financeiras internacionais", o Brasil não quebrou. Segundo ela, no passado, toda a dívida privada interna brasileira e a pública, sobretudo, estava indexada ao câmbio e, quando havia uma crise internacional, o país quebrava.
"Desta vez, o governo não está quebrado, nós temos reserva, não recorremos ao Fundo Monetário Internacional [FMI], não temos que aceitar nenhum receituário recessivo para enfrentar a crise, não estamos vivendo uma situação limite. Isso não é motivo para a gente cantar em verso e prosa essa situação, mas é motivo para a gente reconhecer que isso é favorável ao Brasil."
Após participar de entrevistas a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia Ministro, Dilma destacou que as medidas apresentadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, são 'preventivas' para enfrentar as restrições ao crédito.
"O crédito secou internacionalmente. Eles [Mantega e Meirelles] tentam e conseguem resolver um problema sério que é a volatilidade cambial. Acho que o Banco Central tem conduzido de forma correta a política monetária e isso é visível."
De acordo com a ministra, em vez de "sair por aí cortando tudo quanto é investimento em infra-estrutura", o governo optou por manter os investimentos, o que abre caminho para o Brasil enfrentar a crise "de uma forma muito mais robusta e favorável".
"Não que nós não tenhamos uma desaceleração, nós nos esforçamos é para que isso signifique o menor prejuízo possível para o país. A não ser que me expliquem por que vai haver uma recessão no Brasil, isso não existe. Acho que nem a oposição acredita nisso."
Ao comentar ainda a exploração da camada pré-sal, Dilma Rousseff destacou que essa questão se trata de um dos maiores desafios do país e que o governo vai encaminhar o projeto sobre o assunto "com muita calma e com muita tranqüilidade", sem ser 'pautado' por nada. "Quando a gente achar que está maduro, sairá."
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, avaliou hoje que, "pela primeira vez na história das crises financeiras internacionais", o Brasil não quebrou. Segundo ela, no passado, toda a dívida privada interna brasileira e a pública, sobretudo, estava indexada ao câmbio e, quando havia uma crise internacional, o país quebrava.
"Desta vez, o governo não está quebrado, nós temos reserva, não recorremos ao Fundo Monetário Internacional [FMI], não temos que aceitar nenhum receituário recessivo para enfrentar a crise, não estamos vivendo uma situação limite. Isso não é motivo para a gente cantar em verso e prosa essa situação, mas é motivo para a gente reconhecer que isso é favorável ao Brasil."
Após participar de entrevistas a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia Ministro, Dilma destacou que as medidas apresentadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, são 'preventivas' para enfrentar as restrições ao crédito.
"O crédito secou internacionalmente. Eles [Mantega e Meirelles] tentam e conseguem resolver um problema sério que é a volatilidade cambial. Acho que o Banco Central tem conduzido de forma correta a política monetária e isso é visível."
De acordo com a ministra, em vez de "sair por aí cortando tudo quanto é investimento em infra-estrutura", o governo optou por manter os investimentos, o que abre caminho para o Brasil enfrentar a crise "de uma forma muito mais robusta e favorável".
"Não que nós não tenhamos uma desaceleração, nós nos esforçamos é para que isso signifique o menor prejuízo possível para o país. A não ser que me expliquem por que vai haver uma recessão no Brasil, isso não existe. Acho que nem a oposição acredita nisso."
Ao comentar ainda a exploração da camada pré-sal, Dilma Rousseff destacou que essa questão se trata de um dos maiores desafios do país e que o governo vai encaminhar o projeto sobre o assunto "com muita calma e com muita tranqüilidade", sem ser 'pautado' por nada. "Quando a gente achar que está maduro, sairá."
LULA: SERIA 'EXTRAORDINÁRIO' SE EUA ELEGESSEM UM NEGRO
Li ontem no site do jornal “O Estado de São Paulo” o seguinte texto de João Domingos, enviado especial da Agência Estado:
“HAVANA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro hoje que simpatiza com o candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmando que "seria extraordinário" se fosse eleito um candidato negro para a Casa Branca. "Não conheço bem o McCain (candidato republicano, John McCain) nem o Obama, mas - da mesma forma que o Brasil elegeu um metalúrgico, a Bolívia, um índio, a Venezuela, o (Hugo) Chávez, e o Paraguai, um bispo -, seria extraordinário a maior economia do mundo eleger um negro", afirmou Lula em discurso em Havana, Cuba.
"Claro que o eleitor é soberano, e é o povo de lá que decide, mas, no mundo inteiro, há uma ponta de alegria, na mente silenciosa de cada um de nós, de ver um negro eleito presidente dos Estados Unidos", disse. O presidente brasileiro está em Cuba para participar da abertura de um escritório da Associação Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex)”
“HAVANA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro hoje que simpatiza com o candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmando que "seria extraordinário" se fosse eleito um candidato negro para a Casa Branca. "Não conheço bem o McCain (candidato republicano, John McCain) nem o Obama, mas - da mesma forma que o Brasil elegeu um metalúrgico, a Bolívia, um índio, a Venezuela, o (Hugo) Chávez, e o Paraguai, um bispo -, seria extraordinário a maior economia do mundo eleger um negro", afirmou Lula em discurso em Havana, Cuba.
"Claro que o eleitor é soberano, e é o povo de lá que decide, mas, no mundo inteiro, há uma ponta de alegria, na mente silenciosa de cada um de nós, de ver um negro eleito presidente dos Estados Unidos", disse. O presidente brasileiro está em Cuba para participar da abertura de um escritório da Associação Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex)”
DO JEITO QUE SÃO, FMI E BANCO MUNDIAL "DE NADA SERVEM", DIZ LULA
A agência francesa de notícias AFP ontem publicou a seguinte notícia (a li no UOL):
“HAVANA, 31 Out 2008 (AFP) - O presidente do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, fez um apelo nesta sexta-feira em Havana a uma mudança do atual sistema financeiro internacional, e a "tirar proveito" da crise, em vez de "ficar chorando".
"Uma coisa eu posso garantir: o resultado desta crise é que nós, ao invés de ficar chorando por esta crise, precisamos tirar proveito", disse Lula, na presença do presidente cubano Raúl Castro, ao participar da assinatura de um acordo no setor petroleiro entre ambos os países.
Lula, que realiza uma visita de menos de 24 horas a Cuba, acrescentou que "teremos que mudar o sistema financeiro internacional". O Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial "têm que mudar, porque da maneira que estão funcionando, de nada servem", destacou.
O presidente brasileiro considerou ser "necessário que as economias dos países ricos e dos países pobres possam regular o sistema financeiro internacional".
"Não é possível que todos nós sejamos regulados e o sistema financeiro não tenha nenhuma regulação", apontou Lula.
Acrescentou que "o paradoxo" desta crise é: "os países ricos, que durante décadas determinaram a lógica econômica do mundo, são agora muito dependentes dos países emergentes - os de economia mais controlada e que tem o sistema financeiro mais organizado e um mercado interno capaz de alavancar o desenvolvimento"
“HAVANA, 31 Out 2008 (AFP) - O presidente do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, fez um apelo nesta sexta-feira em Havana a uma mudança do atual sistema financeiro internacional, e a "tirar proveito" da crise, em vez de "ficar chorando".
"Uma coisa eu posso garantir: o resultado desta crise é que nós, ao invés de ficar chorando por esta crise, precisamos tirar proveito", disse Lula, na presença do presidente cubano Raúl Castro, ao participar da assinatura de um acordo no setor petroleiro entre ambos os países.
Lula, que realiza uma visita de menos de 24 horas a Cuba, acrescentou que "teremos que mudar o sistema financeiro internacional". O Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial "têm que mudar, porque da maneira que estão funcionando, de nada servem", destacou.
O presidente brasileiro considerou ser "necessário que as economias dos países ricos e dos países pobres possam regular o sistema financeiro internacional".
"Não é possível que todos nós sejamos regulados e o sistema financeiro não tenha nenhuma regulação", apontou Lula.
Acrescentou que "o paradoxo" desta crise é: "os países ricos, que durante décadas determinaram a lógica econômica do mundo, são agora muito dependentes dos países emergentes - os de economia mais controlada e que tem o sistema financeiro mais organizado e um mercado interno capaz de alavancar o desenvolvimento"
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