sexta-feira, 2 de abril de 2010

PRIORIDADES DA CÂMARA QUANTO A RELAÇÕES EXTERIORES

"Relações Exteriores vai priorizar política de defesa e aquisição de caças

A concorrência internacional para aquisição dos novos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), o debate sobre o aumento do valor pago pelo Brasil ao Paraguai pela energia de Itaipu e o estabelecimento de políticas de Estado na área de defesa são as prioridades da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, de acordo com o presidente do colegiado, deputado Emanuel Fernandes (PSDB-SP). Em seu segundo mandato como deputado federal, Emanuel Fernandes é engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e, como funcionário do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), trabalhou no Programa Espacial Brasileiro. Ele foi também prefeito de São José dos Campos (SP), entre 1997 e 2004.

Como pretende conduzir os trabalhos à frente da comissão?

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, uma das mais importantes comissões técnicas da Câmara, tem, entre suas atribuições, que tratar de relevantes temas da vida nacional, como as relações diplomáticas, econômicas e comerciais, culturais e científicas do Brasil com outros países; política externa; tratados, acordos e convênios internacionais. Entendo que, para cuidar desses temas, é preciso uma interação muito grande entre todos os deputados. Como as políticas de Estado ainda não são tratadas pelos partidos políticos e ficam à mercê das ações dos governos, o maior esforço da comissão será adotar uma pauta que inclua o acompanhamento permanente dessas políticas.

Quais são os temas considerados prioritários?

Com relação às políticas de Estado, vamos promover o debate em torno do Veículo Lançador de Satélites, da Estratégia de Defesa Nacional, principalmente no que tange à criação do Livro Branco da Defesa Nacional, um documento fundamental para as políticas de Estado. A comissão terá que estar preparada para analisar o Livro Branco e a política e a estratégia de defesa, que deverão ser encaminhadas pelo Executivo ao Congresso Nacional de quatro em quatro anos, a partir de 2012.

Como a comissão vai debater temas polêmicos, como a compra de caças pela FAB?

Vamos debater a troca dos equipamentos das Forças Armadas e, neste sentido, já marcamos a realização de audiência pública, com a presença do ministro da Defesa, Nelson Jobim, para discutir o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) e o processo de licitação internacional para a compra de caças supersônicos pela FAB. O aumento do valor pago pelo Brasil ao Paraguai pela energia de Itaipu e a defesa de nossas fronteiras, notadamente as da Amazônia, também serão temas prioritários ainda neste semestre. Faremos um esforço para zerar a pauta da comissão, que é sobrecarregada por acordos internacionais, que precisam ser votados rapidamente para permitir a discussão dessas outras propostas."

FONTE: reportagem de Luiz Paulo Pieri publicada hoje (02/04) no Jornal da Câmara.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

MÍDIA CLAMA POR GOLPE

"Altamiro Borges: Mídia clama por golpe

Quinta-feira, 1º de abril, marca os 46 anos do fatídico golpe civil-militar de 1964.

Na época, o imperialismo estadunidense, os latifundiários e parte da burguesia nativa derrubaram o governo democraticamente eleito de João Goulart. Naquela época, a imprensa teve papel destacado nos preparativos do golpe. Na sequência, muitos jornalões continuaram apoiando a ditadura, as suas torturas e assassinatos. Outros engoliram o seu próprio veneno, sofrendo censura e perseguições.

Nesta triste data da história brasileira, vale à pena recordar os editoriais dos jornais burgueses – que clamaram pelo golpe, aplaudiram a instalação da ditadura militar e elogiaram a sua violência contra os democratas. No passado, os militares foram acionados para defender os saqueadores da nação. Hoje, esse papel é desempenhado pela mídia privada, que continua orquestrando golpes contra a democracia. Daí a importância de relembrar sempre os seus editorais da época:

O golpismo do jornal O Globo

“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos. Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”. O Globo, 2 de abril de 1964.

“Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada…, atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso… As Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal. O Globo, 2 de abril de 1964.

“Ressurge a democracia! Vive a nação dias gloriosos… Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada”. O Globo, 4 de abril de 1964.

“A revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista”. O Globo, 5 de abril de 1964.

Conluio dos jornais golpistas

“Minas desta vez está conosco… Dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições”. O Estado de S.Paulo, 1º de abril de 1964.

“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou, o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu”. Tribuna da Imprensa, 2 de abril de 1964.

“Desde ontem se instalou no país a verdadeira legalidade… Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”. Jornal do Brasil, 1º de abril de 1964.

“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”. Jornal do Brasil, 1º de abril de 1964.

“Pontes de Miranda diz que Forças Armadas violaram a Constituição para poder salvá-la”. Jornal do Brasil, 6 de abril de 1964.

“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade. Ovacionados o governador do estado e chefes militares. O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade”. O Estado de Minas, 2 de abril de 1964.

“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento”. O Dia, 2 de abril de 1964.

“A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”. O Povo, 3 de abril de 1964.

“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República… O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”. Correio Braziliense, 16 de abril de 1964.

Apoio à ditadura sanguinária

“Um governo sério, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social – realidade que nenhum brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama”. Folha de S.Paulo, 22 de setembro de 1971.

“Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se. Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o país, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”. Jornal do Brasil, 31 de março de 1973.

“Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada”. Editorial de Roberto Marinho, O Globo, 7 de outubro de 1984."

FONTE: escrito pelo jornalista Altamiro Borges e publicado hoje (01/04) no portal "Vi o mundo", do jornalista Luiz Carlos Azenha.

BALANÇO DO GOVERNO SERRA É EXTREMAMENTE NEGATIVO

"Mentor: Balanço do governo Serra é extremamente negativo

“O governador José Serra deixou de construir 84 hospitais com 250 leitos cada um, 84 novas estações de tratamento de esgoto para 17 milhões de pessoas e 21 quilômetros de metrô se tivesse investido todos recursos previstos no Orçamento”, informa Antonio Mentor, líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo ao analisar os dados dos investimentos previstos e não realizados durante o governo Serra.

Deixaram de ser executados em obras e equipamentos R$ 4,2 bilhões, entre 2007 e 2009, segundo levantamento feito no SIGEO – Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentáriado governo paulista. Esse dinheiro seria o suficiente para construir as obras enumeradas pelo deputado.

Apenas no setor de transportes, um dos mais propagandeados pelos tucanos, deixaram de ser investidos R$ 1,1 bilhão na Secretaria de Transportes, R$ 1,4 bilhão no metrô e R$ 550 milhões na Secretaria de Transportes Metropolitanos. Esses valores dariam para construir 220 quilômetros de estradas vicinais e 9,5 quilômetros de metrô. O governo Serra, no total, entregou apenas pouco mais de 2 quilômetros de metrô.

Na área social, se tomarmos como exemplo apenas cinco programas (Renda Cidadã, Ação Jovem, Escola da Família, Qualis/Saúde da Família, Frentes de Trabalho) o governo não aplicou mais de R$ 425 milhões. “Todo esse dinheiro daria para atender mais de 60 mil famílias no Renda Cidadã; 87 mil jovens no Ação Jovem; 4.400 escolas no Escola da Família; criar mais de 300 equipes no Saúde da Família; e atender mais de 41 mil desempregados nas Frentes de Trabalho”, ressalto o líder petista.

Outro exemplo de recursos não aplicados está na Saúde. Foram R$ 2 bilhões a menos, o suficiente para a construir 40 novos hospitais.

“Serra só soube mesmo gastar recursos do povo paulista com propaganda e publicidade, que atingiu a cifra de R$ 252 milhões, ou seja, um aumento de 620% se comparado ao governo anterior”, destaca o deputado Mentor.

FONTE: publicado hoje (01/04) no portal "Vermelho" com informações do site da bancada do PT na Alesp.

SERRA CONFESSA O INCORRIGÍVEL CARÁTER TUCANO

Ontem, este blog postou texto escrito pelo sociólogo Nelson Canesin, que li no blog "Os amigos do Presidente Lula". Ele mostra o caráter e a índole tucana (que recebem total apoio da 'grande' mídia) de esconder as suas falcatruas e impedir a investigação delas em CPIs. Assim, não há publicação de escândalos de corrupção nem roubalheiras tucanos. Recordo parte do texto:

"...na Assembléia Legislativa de São Paulo, onde a maioria tucana abriu a CPI da Bancoop e não permitiu nenhuma das 13 CPI´s solicitadas no governo Serra, que somando-se as pedidas nos governos tucanos anteriores chegam próximo de 70 pedidos, dentre eles alguns muito importantes, tais como a CPI da Alston, do CDHU ou do Roboanel. Os tucanos que gostam tanto de CPI´s para investigar o governo Lula não aparentam o mesmo prazer quando se trata de investigar o próprio ninho."

Outra característica da índole tucana é a forte autopropaganda. Ontem, também postamos: "A grande obra prioritária de Serra: gasto com propaganda subiu 620%".

Esses desvios de conduta já eram marcantes no governo FHC/PSDB/DEM.

Hoje, ao ler palavras Serra destacadas no alto da página do blog do radical serrista Noblat como a "frase do dia", vejo que Serra tem consciência desses desvios de caráter inerentes aos tucanos, mas os considera como algo forte, incorrigível. É a maneira de ser deles:

FRASE DO DIA

"Acho que os governos, como as pessoas, têm que ter caráter. Caráter e índole. E este caráter se expressa na maneira de ser e na maneira de agir." José Serra (PSDB), ao se despedir do governo de S. Paulo."

Contudo, apesar dessa louvável mea culpa, não tenho esperanças de que se redimirão. Serra tem amnésia seletiva, pois, sem rir, disse ontem em seu discurso que "nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência [da Assembleia tucana de SP] com o malfeito." Esqueceu que abafaram todas as CPIs que pretendiam investigar corrupção e roubalheiras dos governos tucanos dos últimos 16 anos.

BRASIL COM FORTE ELEVAÇÃO DA DEMANDA INTERNA

"País registra forte demanda interna, diz FGV

O nível de demanda interna atingiu neste mês o patamar mais alto desde agosto de 2008, mostrando a recuperação da economia, de acordo com a pesquisa sobre a confiança da indústria divulgada pela FGV (Fundação Getulio Vargas) ontem.

O indicador mostra que 28,6% dos empresários ouvidos no levantamento consideram a demanda forte, o maior índice desde setembro de 2008. Naquela época, uma grande parcela dos entrevistados considerava o nível fraco (11,6%), percentual que é de apenas 4,3% neste mês."

FONTE: publicado hoje (01/04) na Folha de São Paulo.

NARCOTRÁFICO: MAIS FATOS ESTRANHOS DA GUERRA DOS EUA NO AFEGANISTÃO

Hoje (01/04), a agência estadunidense de notícias Reuters divulgou a seguinte reportagem, publicada na Folha de São Paulo:

"Afeganistão é maior produtor mundial de maconha, diz ONU

Provedor de 90% do ópio -a matéria-prima da heroína- do mundo, o Afeganistão tornou-se também nos últimos anos o maior produtor de maconha, que é cultivada em 17 de suas 34 Províncias, segundo relatório do UNODC (agência antidrogas da ONU) revelado ontem.

Com a produtividade por hectare mais de três vezes maior que a do Marrocos -outro grande produtor-, o país é responsável por colocar de 1.500 a 3.500 toneladas da droga por ano no mercado mundial.

Segundo o UNODC, o cultivo da planta se estende por entre 10 mil e 24 mil hectares, sobretudo na conflagrada região sul afegã, alvo de ofensiva da Otan -a aliança militar ocidental- por conta da predominância de insurgentes ligados ao Taleban.

"O relatório mostra que o problema da droga no Afeganistão é mais complexo do que o tráfico de ópio", disse Antonio Maria Costa, chefe do UNODC. Como no caso do ópio, o tráfico de maconha financia a insurgência, que cobra taxas de produção e permite o trânsito seguro da droga pelo país."

MUITO ESTRANHO

Este blog já expressou sua estranheza na postagem de 7 de novembro de 2008, intitulada: "SERÁ QUE O OBJETIVO ESCUSO É O CONTROLE E O AUMENTO DA PRODUÇÃO DE DROGA!?!

Escrevi na referida postagem:

"Em 22 de março deste ano (2008), este blog postou o artigo: FATOS MUITO ESTRANHOS NA GUERRA DOS EUA CONTRA O AFEGANISTÃO”. Transcrevo parte dele:

“COISAS MUITO ESTRANHAS - O NARCOTRÁFICO

"Sempre achei que havia no ar coisas muito estranhas, incoerentes. Muitas delas até hoje perduram ou se repetem. E ainda não as compreendo.

Por exemplo: o regime Taleban baniu do Afeganistão o cultivo do ópio, do qual é extraída a heroína. A produção caiu a zero em julho de 2001, dois meses antes do atentado às torres gêmeas de Nova Iorque.

O comércio mundial daquele produto, que somente nos EUA move mais de dois bilhões de dólares por ano, ficou arrasado, com preços disparando, inviabilizando a sua comercialização e causando o desespero dos seus comerciantes e dos consumidores, principalmente norte-americanos. A dimensão econômica do 'negócio' é gigantesca. Em 2008, o comércio de narcotráfico (heroína e outros) movimenta 1,75 trilhões de euros no mundo.

Alguns meses depois da invasão norte-americana, na caça ao terrorista Bin Laden, os EUA devastaram com poder impressionante o Afeganistão, com milhões de toneladas de bombas e mísseis moderníssimos. Até o seu subsolo, suas cavernas, suas montanhas foram explodidos por novas e poderosas bombas que tudo esfarinhavam como um grande terremoto.

Aquele país atacado, cujos progresso e infra-estrutura o assemelhavam ao interior do Piauí, e o seu centro comercial era semelhante a uma feira livre da periferia de Caruaru, foi completamente destroçado, com dezenas de milhares de inocentes civis afegãos mortos. Até hoje, está totalmente ocupado pelas numerosas, modernas e poderosíssimas Forças Armadas dos EUA e de seus aliados.

Contudo, o surpreendente e incompreensível para mim é o Afeganistão, mesmo policiado palmo a palmo por forças que se entitulam com o nobre direito de combater o terror e o narcotráfico no mundo, ter rapidamente recuperado, e gigantescamente aumentado a lavoura, a produção e a exportação do ópio, hoje já respondendo por quase 100% da produção mundial. Os preços e o suprimento da heroína já baixaram e estão normalizados nos EUA e nos demais grandes mercados consumidores.

Fico perplexo, nada entendendo.

Apenas para exemplificar esse incongruente quadro, relembro trechos de um artigo da BBC Brasil, de 03/09/2006, que trata desse surpreendente e exponencial crescimento da produção de papoula, ópio e heroína após a invasão norte-americana:

“CULTIVO DE ÓPIO NO AFEGANISTÃO AUMENTA 59% NO ANO” (2006)

“O cultivo de papoulas no Afeganistão - matéria-prima para a produção de ópio - deverá aumentar em 59% neste ano, representando 92% da produção mundial da droga, de acordo com as Nações Unidas.”

OS "VIÚVOS DA ESTAGNAÇÃO" NÃO QUEREM DILMA

"Dilma critica "viúvos da estagnação"

Em discurso de despedida, petista diz que não dá "adeus", mas "um até breve"

Candidata afirma que não vê campanha eleitoral como "voo solo': "Não pretendo me desvencilhar do governo do presidente Lula", disse


Na cerimônia de despedida da Casa Civil para entrar de vez na campanha pela Presidência, Dilma Rousseff (PT), 62, chamou de "viúvos da estagnação" os que criticam o governo Lula.

Outros nove ministros também deixaram o Planalto para concorrer na eleição, mas apenas Dilma e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursaram, com provocações e ataques à gestão dos tucanos.

Em seu discurso de despedida depois de quatro anos e meio na Casa Civil, a ex-ministra disse ainda que a vida de milhões de brasileiros mudou e que o povo não aceitará mais "migalhas" e "projetos inacabados".

"Sabemos que aqueles que lamentam, os viúvos do Brasil que crescia pouco, da estagnação, fingem ignorar que essa mudança é substancial. Têm medo", disse.

Seguindo na linha das críticas à gestão anterior, sugeriu que ministros da gestão FHC não tiveram o "legado" dos atuais ministros.

"Nós nos orgulhamos de ter participado do governo Lula. Não importa agora perguntar por que alguns não têm orgulho dos governos que participaram. Eles devem ter seus motivos."

Na segunda-feira, Dilma já havia chamado de "omisso" o "Estado mínimo" de FHC.

A pré-candidata discursou por pouco mais de meia hora, tentando incorporar pontos que são comuns nos discursos de Lula. Citou casos da vida comum, de pessoas pobres atendidas pelo governo. Deixou de lado a sua característica fala técnica, recheada de dados econômicos, e ensaiou até verve ambientalista, dizendo que quem ama o planeta cuida dele.

Levou sua substituta, Erenice Guerra, às lágrimas quando contou história repetida dezenas de vezes por Lula, da mãe que viu o filho dormindo pela primeira vez quando a energia elétrica chegou à sua casa.

A ex-ministra se emocionou em alguns momentos e embargou a voz ao falar de sua participação no governo e na confiança de Lula em seu trabalho.

Disse que não daria "adeus", mas "um até breve" e que está preparada para a campanha eleitoral porque já enfrentou situações mais difíceis.

Segundo ela, os sete anos e meio em que trabalhou no governo (antes da Casa Civil, estava em Minas e Energia) serviram como "um dos melhores treinos" para a disputa. "Fui preparada na vida para coisas muito mais duras do que uma eleição.

Minha vida não foi uma coisa muito fácil. Difícil mesmo era aguentar a ditadura."

Dilma deixou claro que não se afastará de Lula e que não encara a candidatura como "voo solo". "Não pretendo me desvencilhar do governo do presidente Lula", disse, ao completar que ele lhe inspira e que defenderá seu 'legado'."

FONTE: reportagem de SIMONE IGLESIAS e LARISSA GUIMARÃES publicada hoje (01/04) na Folha de São Paulo.