Até hoje, não sei se os EUA, pela enorme influência dos judeus no seu Congresso e governo, são "um grande Israel" ou se Israel é "um grande porta-aviões norte-americano ancorado no Oriente Médio", nave de guerra que lá está por conta da tradicional ganância dos EUA sobre aquela região rica em petróleo.
Nesse quadro, os frequentes e dolosos assassinatos do Estado israelense contra os habitantes das terras palestinas (pois Gaza e Cisjordânia não são de Israel!), --as quais invadiu militarmente e ocupa com "colônias" e tropas para roubar suas terras e fontes de água, contrariando resoluções da ONU--, têm todo o respaldo dos EUA, que têm poder de veto na ONU para impedir qualquer recriminação mais eficaz contra Israel.
Também, a mídia internacional e brasileira é pró-Israel (por interesses econômicos) e somente noticia as barbaridades como "uma devida resposta de Israel" contra as pedras e minifoguetes tipo juninos “busca-pé” lançados pelos patriotas que tiveram suas terras invadidas por Israel.
“Em resposta” às pedras lançadas com as mãos ou atiradeiras pelos esbulhados palestinos, Israel lança contra civis e crianças (“potenciais terroristas resistentes" à sua invasão) mortíferos ataques com aviões de combate e mísseis de última geração, em grande parte adquiridos com os mais de três bilhões de dólares que o orçamento dos EUA destina formal e anualmente para compras militares israelenses.
Contrariamente à grande pressão “do mundo” a favor de imediatas e “duras” sanções contra um eventual desejo iraniano de talvez vir a tentar construir no futuro uma bomba atômica, hipótese negada pelo Irã, hipocritamente ninguém recrimina o ilegal programa nuclear bélico e as mais de 100 bombas atômicas clandestinamente já feitas por Israel.
Não sou otimista de que esse quadro mudará para melhor em futuro próximo. Ao contrário.
terça-feira, 1 de junho de 2010
LULA: MUNDO DESENVOLVIDO FARIA ESCÂNDALO SE VAZAMENTO DE ÓLEO FOSSE NO BRASIL
"Mundo desenvolvido faria escândalo se vazamento de óleo fosse no Brasil, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem (31) o vazamento de óleo que ocorre no golfo do México desde abril deste ano. Segundo ele, o mundo desenvolvido teria feito um “escândalo” se acidente semelhante tivesse ocorrido com a Petrobras, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
“Acho engraçado como a imprensa trata uma coisa dessas. Imagina se fosse a Petrobras. Imagina se fosse aqui na Baía de Guanabara, o escândalo que o mundo desenvolvido teria feito contra nós. Imagina quantas matérias contra o Brasil, que [diriam que] não sabe tomar conta do seu nariz”, disse Lula, na abertura do 10º Michelin Challenge Bibendum, no Riocentro, no Rio de Janeiro.
O vazamento de óleo ocorreu em um poço da empresa britânica BP, no golfo do México, na Costa Sul dos Estados Unidos, e já é considerado o pior desastre ambiental da história norte-americana. O fluxo do vazamento estimado por cientistas do governo e técnicos independentes, de 2 milhões a 3 milhões de litros de petróleo por dia, fez com que, na semana passada, se confirmasse este desastre maior que o do navio-tanque Exxon Valdez --que em 1989, despejou 42 milhões de litros no Alasca.
Polêmica nuclear
Lula também criticou os Estados Unidos por contestarem o acordo nuclear feito há duas semanas, entre o Brasil, a Turquia e o Irã, para o enriquecimento de urânio iraniano em território turco.
“A divergência do Irã com os Estados Unidos perdura 31 anos. Qual foi o mal que o Brasil e a Turquia fizeram? Foi convencer o presidente do Irã a sentar à mesa para negociar, que era o que eles [Estados Unidos] queriam que acontecesse. Aí quando o Irã topa sentar, eles [EUA] falam: não vale mais”, disse o presidente.
Lula ressaltou que o Brasil quer respeitar os outros países, mas que também quer ser respeitado. “Não é possível fazer política internacional, não é possível fazer as coisas, se não houver um respeito mútuo nas relações.”
Política econômica
O presidente Lula disse ainda que o mundo desenvolvido deveria aprender, com o país, como se faz política econômica com seriedade. O presidente participou da abertura do 10º Michelin Challenge Bibendum, no Riocentro, no Rio de Janeiro.
“Eles, que tanto vieram aqui nos dar lição de moral, poderiam vir aqui humildemente aprender como é que se faz política econômica com seriedade, como se alia exportações com crescimento econômico, como se alia controle da inflação com distribuição de renda”, disse Lula.
Segundo ele, o Brasil não quer crescer demais, para não ficar “igual a uma sanfona”, que alterna taxas altas e baixas de crescimento econômico. “É gostoso crescer a 4%, a 5%, a 6%, só não queremos crescer demais, porque não queremos ficar igual a uma sanfona, uma hora crescendo a 10%, outra crescendo a 2%. Nós queremos um crescimento sustentável, que possa durar 10, 15 anos”, afirmou.
De acordo com o presidente, o país aprendeu a “tomar conta de seu nariz” e que é possível “cuidar dos pobres sem precisar esperar o bolo. Antes se falava que era preciso esperar o bolo crescer, mas sempre aparecia um engraçadinho que comia o bolo antes de repartir”, acrescentou."
FONTE: reportagem de Vitor Abdala publicada pela Agência Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem (31) o vazamento de óleo que ocorre no golfo do México desde abril deste ano. Segundo ele, o mundo desenvolvido teria feito um “escândalo” se acidente semelhante tivesse ocorrido com a Petrobras, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
“Acho engraçado como a imprensa trata uma coisa dessas. Imagina se fosse a Petrobras. Imagina se fosse aqui na Baía de Guanabara, o escândalo que o mundo desenvolvido teria feito contra nós. Imagina quantas matérias contra o Brasil, que [diriam que] não sabe tomar conta do seu nariz”, disse Lula, na abertura do 10º Michelin Challenge Bibendum, no Riocentro, no Rio de Janeiro.
O vazamento de óleo ocorreu em um poço da empresa britânica BP, no golfo do México, na Costa Sul dos Estados Unidos, e já é considerado o pior desastre ambiental da história norte-americana. O fluxo do vazamento estimado por cientistas do governo e técnicos independentes, de 2 milhões a 3 milhões de litros de petróleo por dia, fez com que, na semana passada, se confirmasse este desastre maior que o do navio-tanque Exxon Valdez --que em 1989, despejou 42 milhões de litros no Alasca.
Polêmica nuclear
Lula também criticou os Estados Unidos por contestarem o acordo nuclear feito há duas semanas, entre o Brasil, a Turquia e o Irã, para o enriquecimento de urânio iraniano em território turco.
“A divergência do Irã com os Estados Unidos perdura 31 anos. Qual foi o mal que o Brasil e a Turquia fizeram? Foi convencer o presidente do Irã a sentar à mesa para negociar, que era o que eles [Estados Unidos] queriam que acontecesse. Aí quando o Irã topa sentar, eles [EUA] falam: não vale mais”, disse o presidente.
Lula ressaltou que o Brasil quer respeitar os outros países, mas que também quer ser respeitado. “Não é possível fazer política internacional, não é possível fazer as coisas, se não houver um respeito mútuo nas relações.”
Política econômica
O presidente Lula disse ainda que o mundo desenvolvido deveria aprender, com o país, como se faz política econômica com seriedade. O presidente participou da abertura do 10º Michelin Challenge Bibendum, no Riocentro, no Rio de Janeiro.
“Eles, que tanto vieram aqui nos dar lição de moral, poderiam vir aqui humildemente aprender como é que se faz política econômica com seriedade, como se alia exportações com crescimento econômico, como se alia controle da inflação com distribuição de renda”, disse Lula.
Segundo ele, o Brasil não quer crescer demais, para não ficar “igual a uma sanfona”, que alterna taxas altas e baixas de crescimento econômico. “É gostoso crescer a 4%, a 5%, a 6%, só não queremos crescer demais, porque não queremos ficar igual a uma sanfona, uma hora crescendo a 10%, outra crescendo a 2%. Nós queremos um crescimento sustentável, que possa durar 10, 15 anos”, afirmou.
De acordo com o presidente, o país aprendeu a “tomar conta de seu nariz” e que é possível “cuidar dos pobres sem precisar esperar o bolo. Antes se falava que era preciso esperar o bolo crescer, mas sempre aparecia um engraçadinho que comia o bolo antes de repartir”, acrescentou."
FONTE: reportagem de Vitor Abdala publicada pela Agência Brasil.
BOLSA FAMÍLIA CUMPRE METAS
"Bolsa Família aproxima-se de meta anual e deve atingir 12,7 milhões de famílias em junho, diz ministério
A secretária nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Lúcia Modesto, afirmou nesta segunda-feira (31) que o programa Bolsa Família deve atingir 12,7 milhões de famílias em junho, próximo da meta de 12, 9 milhões prevista para ser cumprida até 31 de dezembro deste ano eleitoral [ano "eleitoral", associa capciosamente o portal tucano UOL].
“Em junho, devemos atender 12,7 milhões (...) Com essa diferença, estamos trabalhando na identificação desta população em situação de risco, com difícil atendimento, como quilombolas, ribeirinhos e população em situação de rua”, explicou Modesto, em entrevista coletiva sobre a nova pesquisa sobre o perfil dos beneficiários do Bolsa Família.
O terceiro levantamento do programa registra um aumento do número de pessoas atendidas. Em setembro de 2009, eram 12,4 milhões de famílias ou 49,2 milhões de pessoas, enquanto em 2007, eram beneficiados 11,1 milhões de famílias ou 46 milhões de pessoas.
“[O programa] tem o sentido de complementeção de renda e não substituição de renda. (...) Temos um dado do PNAD de que 77% das famílias beneficiárias trabalham e têm outra renda. Esta renda complementar altera a dinâmica da vida da família”, avaliou a secretária.
De acordo com a a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, mais de quatro milhões já saíram do programa entre 2003 e 2008, sendo 80% por aumento de renda.
A mais recente pesquisa indicou que 70% dos beneficiados moram na área urbana. Da população atendida, 54% é do sexo feminino (26,5 milhões) e 46%, do sexto masculino (22,6 milhões). Entre eles, 64,1% são da cor parda e 7,6% são da cor preta. Dos beneficiários, 50,6% tem até 17 anos.
Segundo a secretária, mais de 80% dos recursos recebidos pelas famílias com o dinheiro do Bolsa Família são gastos com alimentação, medicamentos, material escolar e vestuário.
Nas regiões Norte e Nordeste, o recebimento do programa gera um impacto maior na renda dessas famílias. No Nordeste, a renda familiar per capita média cresce 62,9%, de R$ 40,07 para R$65,29. E no Norte, a renda média mensal por pessoa subiu 58,96% -- de R$ 41,65 para R$ 66,29.
As regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul também registraram aumento de suas rendas médias per capita por causa do programa, em R$ 62,57; R$ 60, 47 e R$ 64,01, respectivamente para R$84,22, R$ 82,27 e R$ 85,07.
Histórico
O governo Federal lançou o Programa Bolsa Família em outubro de 2003. O maior programa de distribuição de renda do mundo se baseava na transferência condicionada de renda a famílias, com faixa de renda mensal de até R$ 120 per capita e que estejam no Cadastro Único para Programas Sociais.
Em 2009, houve aumento do limite da renda para R$ 140 por pessoa da família. Desde julho de 2009, o valor máximo pago por família é de R$ 200. O benefício básico é de R$68. O benefício variável é de R$ 22 por pessoa. E para aqueles entre de 16 e 17 anos, cada família pode receber até R$ 33 por jovem (com limite para dois por família). Em dezembro de 2007, os valores chegavam a R$ 172 por família. O benefício básico era R$ 58.
As famílias devem, como contrapartida, manter as crianças na escola e ter a vacinação em dia. Já as crianças devem manter frequência escolar de 85% e dos jovens de 16 e 17 anos, 75%.
“De 2003 a 2008, houve uma queda [na população nacional] em situação de extrema pobreza, de 12% para 4,8%”, afirmou a ministra."
FONTE: reportagem de Camila Campanerut publicada no portal UOL [título colocado por este blog].
A secretária nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Lúcia Modesto, afirmou nesta segunda-feira (31) que o programa Bolsa Família deve atingir 12,7 milhões de famílias em junho, próximo da meta de 12, 9 milhões prevista para ser cumprida até 31 de dezembro deste ano eleitoral [ano "eleitoral", associa capciosamente o portal tucano UOL].
“Em junho, devemos atender 12,7 milhões (...) Com essa diferença, estamos trabalhando na identificação desta população em situação de risco, com difícil atendimento, como quilombolas, ribeirinhos e população em situação de rua”, explicou Modesto, em entrevista coletiva sobre a nova pesquisa sobre o perfil dos beneficiários do Bolsa Família.
O terceiro levantamento do programa registra um aumento do número de pessoas atendidas. Em setembro de 2009, eram 12,4 milhões de famílias ou 49,2 milhões de pessoas, enquanto em 2007, eram beneficiados 11,1 milhões de famílias ou 46 milhões de pessoas.
“[O programa] tem o sentido de complementeção de renda e não substituição de renda. (...) Temos um dado do PNAD de que 77% das famílias beneficiárias trabalham e têm outra renda. Esta renda complementar altera a dinâmica da vida da família”, avaliou a secretária.
De acordo com a a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, mais de quatro milhões já saíram do programa entre 2003 e 2008, sendo 80% por aumento de renda.
A mais recente pesquisa indicou que 70% dos beneficiados moram na área urbana. Da população atendida, 54% é do sexo feminino (26,5 milhões) e 46%, do sexto masculino (22,6 milhões). Entre eles, 64,1% são da cor parda e 7,6% são da cor preta. Dos beneficiários, 50,6% tem até 17 anos.
Segundo a secretária, mais de 80% dos recursos recebidos pelas famílias com o dinheiro do Bolsa Família são gastos com alimentação, medicamentos, material escolar e vestuário.
Nas regiões Norte e Nordeste, o recebimento do programa gera um impacto maior na renda dessas famílias. No Nordeste, a renda familiar per capita média cresce 62,9%, de R$ 40,07 para R$65,29. E no Norte, a renda média mensal por pessoa subiu 58,96% -- de R$ 41,65 para R$ 66,29.
As regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul também registraram aumento de suas rendas médias per capita por causa do programa, em R$ 62,57; R$ 60, 47 e R$ 64,01, respectivamente para R$84,22, R$ 82,27 e R$ 85,07.
Histórico
O governo Federal lançou o Programa Bolsa Família em outubro de 2003. O maior programa de distribuição de renda do mundo se baseava na transferência condicionada de renda a famílias, com faixa de renda mensal de até R$ 120 per capita e que estejam no Cadastro Único para Programas Sociais.
Em 2009, houve aumento do limite da renda para R$ 140 por pessoa da família. Desde julho de 2009, o valor máximo pago por família é de R$ 200. O benefício básico é de R$68. O benefício variável é de R$ 22 por pessoa. E para aqueles entre de 16 e 17 anos, cada família pode receber até R$ 33 por jovem (com limite para dois por família). Em dezembro de 2007, os valores chegavam a R$ 172 por família. O benefício básico era R$ 58.
As famílias devem, como contrapartida, manter as crianças na escola e ter a vacinação em dia. Já as crianças devem manter frequência escolar de 85% e dos jovens de 16 e 17 anos, 75%.
“De 2003 a 2008, houve uma queda [na população nacional] em situação de extrema pobreza, de 12% para 4,8%”, afirmou a ministra."
FONTE: reportagem de Camila Campanerut publicada no portal UOL [título colocado por este blog].
PARA LULA, GOVERNO FHC/PSDB/DEM FOI DÉCADA PERDIDA
"Para Lula, governo de FHC foi 'década perdida' da economia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o período do governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) como parte das décadas perdidas na economia. Lula afirmou em discurso na abertura do Michelin Challenge Bibendum, no Riocentro, no Rio de janeiro, que o país agora tomou gosto pelo crescimento.
"Qualquer um de vocês pode checar que poucas vezes investimos tanto em infraestrutura no país como agora. Tivemos algo próximo disso em 1975, mas na época o governo tomou dinheiro emprestado a 6% e, logo depois, os juros subiram 21%. Sabemos o que se passou com isso. Passamos duas décadas perdidas, entre 1980 e 2000", afirmou Lula.
Em seu discurso, Lula criticou ainda os países ricos, dizendo que o Brasil mostrou ao mundo, "humildemente", como se faz política econômica com seriedade. "O Brasil aprendeu que o que acontece no mundo hoje é de uma irresponsabilidade muito grande. O mercado não é Deus e o estado não é o diabo. Aprendemos que se os dois funcionarem bem juntos é um tanto melhor", disse. "No Brasil, não vacilamos", disse.
"Acabamos também com essa história de PIB potencial, que era uma bobagem de alguns economistas que diziam que o Brasil não podia crescer mais de 3% que a casa caía. Agora, vimos que é gostoso crescer 4%, 5%, 6%. Também não queremos crescer demais porque não queremos ser uma sanfona, que vai a 10%, volta a 2%, que vai a 10% e volta a 2%. Queremos crescer de forma sustentável", completou Lula.
Tragédia ambiental
No evento, Lula também comentou as ações de combate ao vazamento de petróleo no Golfo do México e afirmou que problema semelhante no Brasil seria motivo para um escândalo internacional. "Os grandes não sabem parar o vazamento. "Acho engraçado, se fosse a Petrobrás, na Baía de Guanabara, seria um escândalo o que o mundo desenvolvido faria contra nós", disse. A declaração de Lula sobre o desastre ambiental foi motivo de aplausos da plateia que participa da abertura do Michelin Challenge Bibendum.
O presidente ainda defendeu o biodiesel como importante matriz energética do país e disse que vai incentivar a produção de combustível a partir da palma do dendê. "Além de fornecer combustível, vai dar para recuperar uma área degradada de mais de 30 milhões de hectares no Pará", disse.
Renovação da frota
O evento do qual o presidente participou apresenta uma série de soluções para mobilidade rodoviária sustentável como veículos que usam energia limpa. O presidente defendeu a renovação da frota brasileira. Lula chegou ao pavilhão da abertura da feira em um ônibus movido a hidrogênio desenvolvido pelo Laboratório de Hidrogênio da Coppe/UFRJ, apontado como oção de transporte sustentável para o Rio na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.
Segundo Lula, há algum tempo o Brasil tomou consciência de que era preciso renovar sua frota de automóveis, que segundo ele, tinha a idade média avançada. Ele destacou que essa renovação ocorrida nos últimos anos aumentou o nível de emprego e ajudou na redução da emissão de gases do efeito estufa. "Hoje, praticamente 100% dos carros produzidos no país são flex fuel, sendo que 60% da preferência dos motoristas desses carros é pelo etanol na hora de encher o tanque. Isso reafirma o etanol como importante matriz energética brasileira", disse.
O presidente afirmou ainda que houve renovação da frota de caminhões e tratores. Ele lembrou que foram realizados avanços no programa de financiamento para prefeituras para que tenham possibilidade de renovar sua frota de ônibus. "Temos ônibus com mais de 20 anos de uso rodando, ou seja, não só poluindo, mas colocando a vida das pessoas em risco. Vamos aumentar a produção para atender não só o Brasil mas a América do Sul, a América Latina e o continente africano", disse."
FONTE: publicado no portal "Vermelho".
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o período do governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) como parte das décadas perdidas na economia. Lula afirmou em discurso na abertura do Michelin Challenge Bibendum, no Riocentro, no Rio de janeiro, que o país agora tomou gosto pelo crescimento.
"Qualquer um de vocês pode checar que poucas vezes investimos tanto em infraestrutura no país como agora. Tivemos algo próximo disso em 1975, mas na época o governo tomou dinheiro emprestado a 6% e, logo depois, os juros subiram 21%. Sabemos o que se passou com isso. Passamos duas décadas perdidas, entre 1980 e 2000", afirmou Lula.
Em seu discurso, Lula criticou ainda os países ricos, dizendo que o Brasil mostrou ao mundo, "humildemente", como se faz política econômica com seriedade. "O Brasil aprendeu que o que acontece no mundo hoje é de uma irresponsabilidade muito grande. O mercado não é Deus e o estado não é o diabo. Aprendemos que se os dois funcionarem bem juntos é um tanto melhor", disse. "No Brasil, não vacilamos", disse.
"Acabamos também com essa história de PIB potencial, que era uma bobagem de alguns economistas que diziam que o Brasil não podia crescer mais de 3% que a casa caía. Agora, vimos que é gostoso crescer 4%, 5%, 6%. Também não queremos crescer demais porque não queremos ser uma sanfona, que vai a 10%, volta a 2%, que vai a 10% e volta a 2%. Queremos crescer de forma sustentável", completou Lula.
Tragédia ambiental
No evento, Lula também comentou as ações de combate ao vazamento de petróleo no Golfo do México e afirmou que problema semelhante no Brasil seria motivo para um escândalo internacional. "Os grandes não sabem parar o vazamento. "Acho engraçado, se fosse a Petrobrás, na Baía de Guanabara, seria um escândalo o que o mundo desenvolvido faria contra nós", disse. A declaração de Lula sobre o desastre ambiental foi motivo de aplausos da plateia que participa da abertura do Michelin Challenge Bibendum.
O presidente ainda defendeu o biodiesel como importante matriz energética do país e disse que vai incentivar a produção de combustível a partir da palma do dendê. "Além de fornecer combustível, vai dar para recuperar uma área degradada de mais de 30 milhões de hectares no Pará", disse.
Renovação da frota
O evento do qual o presidente participou apresenta uma série de soluções para mobilidade rodoviária sustentável como veículos que usam energia limpa. O presidente defendeu a renovação da frota brasileira. Lula chegou ao pavilhão da abertura da feira em um ônibus movido a hidrogênio desenvolvido pelo Laboratório de Hidrogênio da Coppe/UFRJ, apontado como oção de transporte sustentável para o Rio na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.
Segundo Lula, há algum tempo o Brasil tomou consciência de que era preciso renovar sua frota de automóveis, que segundo ele, tinha a idade média avançada. Ele destacou que essa renovação ocorrida nos últimos anos aumentou o nível de emprego e ajudou na redução da emissão de gases do efeito estufa. "Hoje, praticamente 100% dos carros produzidos no país são flex fuel, sendo que 60% da preferência dos motoristas desses carros é pelo etanol na hora de encher o tanque. Isso reafirma o etanol como importante matriz energética brasileira", disse.
O presidente afirmou ainda que houve renovação da frota de caminhões e tratores. Ele lembrou que foram realizados avanços no programa de financiamento para prefeituras para que tenham possibilidade de renovar sua frota de ônibus. "Temos ônibus com mais de 20 anos de uso rodando, ou seja, não só poluindo, mas colocando a vida das pessoas em risco. Vamos aumentar a produção para atender não só o Brasil mas a América do Sul, a América Latina e o continente africano", disse."
FONTE: publicado no portal "Vermelho".
PIB: BRASIL TEM O 2º MAIOR CRESCIMENTO GLOBAL
""PIB do País no 1º trimestre deve registrar aumento anualizado superior ao da China, ficando atrás apenas da Índia entre as maiores economias.
Leandro Modé – O Estado de S.Paulo
O Brasil deve ocupar o segundo lugar no ranking das maiores taxas de crescimento do mundo no primeiro trimestre, à frente até mesmo da China. O dado oficial só será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira da semana que vem, mas, levando-se em conta as projeções do mercado financeiro, já é possível cravar que o País será um dos líderes em expansão no período.
O Itaú Unibanco, por exemplo, estima uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 3% nos três primeiros meses do ano, na comparação com o quarto trimestre do ano passado. É uma das projeções mais elevadas de todo o mercado. Em um cálculo anualizado ? ou seja, assumindo que o ritmo se manteria pelo resto do ano ?, seria o equivalente a crescer 12,6% em 2010.
Para ter uma ideia, a China se expandiu a um ritmo anual de 11,2% entre janeiro e março. O líder do ranking deve ser a Índia, que avançou a uma taxa anual de 13,4%. Os Estados Unidos, que ainda lutam para se recuperar da forte crise que atingiu o país em 2008, cresceram 3%.
O economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, observa que há risco de a expansão brasileira no trimestre ser ainda mais forte. O departamento econômico da instituição calcula a alta do PIB mensalmente. Considerando os resultados de janeiro, fevereiro e março nesse levantamento, o crescimento no trimestre seria de 3,6%. Ele admite que os próprios analistas se surpreenderam com o número. Por isso, preferiram optar por uma estimativa mais conservadora.
Recuo. Independentemente da posição do Brasil nesse hipotético ranking global, o fato é que a expansão no trimestre foi bastante superior ao que praticamente todos os analistas esperavam. Por isso, sem uma única exceção, eles projetam uma desaceleração daqui para a frente.
O próprio Itaú acredita que o ritmo de crescimento do PIB vai cair da faixa de 12% para algo como 4% ou 5% no último trimestre do ano. É essa freada que explica a projeção de alta para 2010 inteiro, hoje em 7,5%.
Os especialistas argumentam que, nesse cenário, a expressiva desaceleração é bem-vinda. O Brasil, dizem, não consegue crescer a uma taxa superior a 4% ou 5% de forma sustentável ? ou seja, sem uma alta da inflação para um nível acima da meta estabelecida pelo governo e/ou sem abrir um rombo nas contas externas.
“O risco de acelerar demais é sair da estrada e ser obrigado a voltar para trás para retomar a rota”, diz o economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa.
Por isso, avalia, o Banco Central (BC) acertou ao iniciar no mês passado o ciclo de elevações da taxa básica de juros (a chamada Selic subiu de 8,75% para 9,50% ao ano).
Se o BC demorasse para agir, diz Rosa, seria obrigado a retrair a economia de uma forma mais intensa, o que poderia causar até mesmo retração do PIB em algum trimestre."
FONTE: reportagem de Leandro Modé publicada no "O Estado de S.Paulo" e postada no blog de Luis Favre.
Leandro Modé – O Estado de S.Paulo
O Brasil deve ocupar o segundo lugar no ranking das maiores taxas de crescimento do mundo no primeiro trimestre, à frente até mesmo da China. O dado oficial só será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira da semana que vem, mas, levando-se em conta as projeções do mercado financeiro, já é possível cravar que o País será um dos líderes em expansão no período.
O Itaú Unibanco, por exemplo, estima uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 3% nos três primeiros meses do ano, na comparação com o quarto trimestre do ano passado. É uma das projeções mais elevadas de todo o mercado. Em um cálculo anualizado ? ou seja, assumindo que o ritmo se manteria pelo resto do ano ?, seria o equivalente a crescer 12,6% em 2010.
Para ter uma ideia, a China se expandiu a um ritmo anual de 11,2% entre janeiro e março. O líder do ranking deve ser a Índia, que avançou a uma taxa anual de 13,4%. Os Estados Unidos, que ainda lutam para se recuperar da forte crise que atingiu o país em 2008, cresceram 3%.
O economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, observa que há risco de a expansão brasileira no trimestre ser ainda mais forte. O departamento econômico da instituição calcula a alta do PIB mensalmente. Considerando os resultados de janeiro, fevereiro e março nesse levantamento, o crescimento no trimestre seria de 3,6%. Ele admite que os próprios analistas se surpreenderam com o número. Por isso, preferiram optar por uma estimativa mais conservadora.
Recuo. Independentemente da posição do Brasil nesse hipotético ranking global, o fato é que a expansão no trimestre foi bastante superior ao que praticamente todos os analistas esperavam. Por isso, sem uma única exceção, eles projetam uma desaceleração daqui para a frente.
O próprio Itaú acredita que o ritmo de crescimento do PIB vai cair da faixa de 12% para algo como 4% ou 5% no último trimestre do ano. É essa freada que explica a projeção de alta para 2010 inteiro, hoje em 7,5%.
Os especialistas argumentam que, nesse cenário, a expressiva desaceleração é bem-vinda. O Brasil, dizem, não consegue crescer a uma taxa superior a 4% ou 5% de forma sustentável ? ou seja, sem uma alta da inflação para um nível acima da meta estabelecida pelo governo e/ou sem abrir um rombo nas contas externas.
“O risco de acelerar demais é sair da estrada e ser obrigado a voltar para trás para retomar a rota”, diz o economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa.
Por isso, avalia, o Banco Central (BC) acertou ao iniciar no mês passado o ciclo de elevações da taxa básica de juros (a chamada Selic subiu de 8,75% para 9,50% ao ano).
Se o BC demorasse para agir, diz Rosa, seria obrigado a retrair a economia de uma forma mais intensa, o que poderia causar até mesmo retração do PIB em algum trimestre."
FONTE: reportagem de Leandro Modé publicada no "O Estado de S.Paulo" e postada no blog de Luis Favre.
SERRA USOU SEU ATAQUE À BOLÍVIA PARA CAMUFLAR ENVOLVIMENTO COM O MENSALÃO
""Serra usou a Bolívia como cortina de fumaça para não ser associado ao mensalão de Rodrigo Maia e DEM
José Serra (PSDB/SP) usou o factóide de atacar a Bolívia, para dar pauta à imprensa demo-tucana, de forma a esfriar o assunto e repercursão do crime eleitoral praticado no programa de TV do DEMos na quinta-feira à noite.
O DEMos agiu como "legenda de aluguel", cedendo a maior parte do seu horário para fazer propaganda eleitoral antecipada e fora-da-lei para José Serra, filiado a outro partido (o PSDB). Isso renderia manchetes, polêmica, colunas, entrevistas com "especialistas" do Instituo Millenium, declarações de ministros demo-tucanos do Supremo e Procuradores Eleitorais, caso fosse praticado pelo PT. Image se o PT tivesse colocado Dilma para ocupar o horário do PMDB, para dar um exemplo equvalente.
O objetivo da campanha demo-tucana era expor o candidato na vitrine da telinha da TV, abusar da divulgação ao arrepio da lei, e em seguida abafar o caso, porque dali em diante a repercussão seria só negativa: crime eleitoral, associação com o partido do mensalão do DEM, e com políticos impopulares como os deputados Paulo Bornahausen (DEMos/SC) e Rodrigo Maia (DEMos/RJ), além do senador José Agripino Maia (DEMos/RN).
Serra quer o apoio dos coronéis e oligarquias do DEMos e o latifúndio de horário na TV que o DEM ainda possui, mas não quer ficar com sua imagem colada ao partido do mensalão do DEM, sobretudo porque José Roberto Arruda era seu pré-candidato a vice-presidente, até que a operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, colocasse fim a esse plano, e deixasse a candidatura de Serra até hoje sem um candidato a vice à altura de Arruda.
Serra quer o bônus do apoio do DEMos, sem ficar com o ônus da imagem de desgaste.
Neste contexto, uma declaração imprópria e desastrada contra o governo boliviano vem a calhar, como factóide, para gerar polêmica e preencher o noticiário.
Principalmente porque se encaixa na técnica do "empurrômetro" de Serra. Passou quase 4 anos como governador de São Paulo para cuidar da segurança pública paulista, e entregou a situação muito pior do que encontrou (e que já não era boa). As próprias críticas que ele dirige contra a Bolívia soam mais falsas do que uma nota de 3 reais, porque se fossem verdadeiras e sinceras, já teriam que ter sido feitas enquanto ele ainda era governador, porque cidades do interior paulista são rotas do narcotráfico internacional há muito tempo, como entrepostos, controlados pelo PCC.
Então, para quem não tem escrúpulos, nem coragem de assumir responsabilidades pelos seus atos e obrigações, nada melhor do que empurrar o problema para bem longe de São Paulo, e a Bolívia vem a calhar como factóide, para um político que perdeu a seriedade, até em assuntos sérios como combate ao crime organizado, de organizações criminosas como o PCC."
FONTE: li esse texto publicado no blog "Os amigos do Presidente Lula" [título colocado por este blog.
José Serra (PSDB/SP) usou o factóide de atacar a Bolívia, para dar pauta à imprensa demo-tucana, de forma a esfriar o assunto e repercursão do crime eleitoral praticado no programa de TV do DEMos na quinta-feira à noite.
O DEMos agiu como "legenda de aluguel", cedendo a maior parte do seu horário para fazer propaganda eleitoral antecipada e fora-da-lei para José Serra, filiado a outro partido (o PSDB). Isso renderia manchetes, polêmica, colunas, entrevistas com "especialistas" do Instituo Millenium, declarações de ministros demo-tucanos do Supremo e Procuradores Eleitorais, caso fosse praticado pelo PT. Image se o PT tivesse colocado Dilma para ocupar o horário do PMDB, para dar um exemplo equvalente.
O objetivo da campanha demo-tucana era expor o candidato na vitrine da telinha da TV, abusar da divulgação ao arrepio da lei, e em seguida abafar o caso, porque dali em diante a repercussão seria só negativa: crime eleitoral, associação com o partido do mensalão do DEM, e com políticos impopulares como os deputados Paulo Bornahausen (DEMos/SC) e Rodrigo Maia (DEMos/RJ), além do senador José Agripino Maia (DEMos/RN).
Serra quer o apoio dos coronéis e oligarquias do DEMos e o latifúndio de horário na TV que o DEM ainda possui, mas não quer ficar com sua imagem colada ao partido do mensalão do DEM, sobretudo porque José Roberto Arruda era seu pré-candidato a vice-presidente, até que a operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, colocasse fim a esse plano, e deixasse a candidatura de Serra até hoje sem um candidato a vice à altura de Arruda.
Serra quer o bônus do apoio do DEMos, sem ficar com o ônus da imagem de desgaste.
Neste contexto, uma declaração imprópria e desastrada contra o governo boliviano vem a calhar, como factóide, para gerar polêmica e preencher o noticiário.
Principalmente porque se encaixa na técnica do "empurrômetro" de Serra. Passou quase 4 anos como governador de São Paulo para cuidar da segurança pública paulista, e entregou a situação muito pior do que encontrou (e que já não era boa). As próprias críticas que ele dirige contra a Bolívia soam mais falsas do que uma nota de 3 reais, porque se fossem verdadeiras e sinceras, já teriam que ter sido feitas enquanto ele ainda era governador, porque cidades do interior paulista são rotas do narcotráfico internacional há muito tempo, como entrepostos, controlados pelo PCC.
Então, para quem não tem escrúpulos, nem coragem de assumir responsabilidades pelos seus atos e obrigações, nada melhor do que empurrar o problema para bem longe de São Paulo, e a Bolívia vem a calhar como factóide, para um político que perdeu a seriedade, até em assuntos sérios como combate ao crime organizado, de organizações criminosas como o PCC."
FONTE: li esse texto publicado no blog "Os amigos do Presidente Lula" [título colocado por este blog.
ISRAEL: NOVO MASSACRE "HUMANITÁRIO" ?
Emir Sader
Os capítulos da história são tão claros, quanto dramáticos. Primeiro os judeus obtêm a aprovação da ONU para a construção do Estado de Israel. Para isso expulsam milhões de palestinos que ocupavam a região. Em seguida, aliados aos EUA, impedem que o mesmo direito, reconhecido igualmente pela ONU, seja estendido aos palestinos, com a construção de um Estado soberano tal qual goza Israel.
Depois, ocupação dos territórios palestinos, militarmente, seguida da instalação de assentamentos com judeus chegados especialmente dos países do leste europeu, recortando os territórios palestinos.
Não contentes com esse esquartejamento dos territórios palestinos, veio a construção de muros que dividem esses territórios, buscando não apenas tornar inviável a vida e a sustentabilidade econômica da Palestina, mas humilhar a população que lá resiste.
Há um ano e meio, o massacre de Gaza. A maior densidade populacional do mundo, cercada e afogada na sua possibilidade de sobrevivência, é atacada de forma brutal pelas tropas israelenses, com as ordens de que “não há inocentes em Gaza”, provocando dezenas de milhares de mortos na população civil, em um dos piores massacres que o mundo conheceu nos últimos tempos.
Não contente com isso, Israel continua cercando Gaza. Um ano e meio depois nem foi iniciado o processo de reconstrução, apesar dos recursos recolhidos pela comunidade internacional, porque a população continua cercada da mesma maneira que antes do massacre de dezembro 2008/janeiro 2009. As epidemias se propagam, enquanto remédios e comida apodrecem no deserto, do lado de fora de Gaza, cercada como se fosse um campo de concentração pelas tropas do holocausto contemporâneo.
Periodicamente navios tentavam levar comida e remédios à população de Gaza, chegando por mar, de forma pacífica, mas sistematicamente eram atacados pelas tropas israelenses. Desta vez a maior comitiva internacional de paz, com cerca de 750 pessoas de vários países, se aproximou de Gaza para tentar romper o bloqueio cruel que Israel mantêm sobre a população palestina. Foi atacada pelas tropas israelenses, provocando pelo menos 19 mortos e várias de dezenas de feridos.
Quem representa perigo para a paz na região e para a paz mundial? O Irã ou Israel? Quem perpetra massacres após massacres contra a indefesa população palestina? Quem impede que a decisão da ONU seja colocada em prática, senão Israel e os EUA, bloqueando a única via de solução política e pacifica para a região – o reconhecimento do direito palestino de ter seu Estado? Quem comete os piores massacres no mundo de hoje, senão aqueles que foram vítimas do holocausto no século passado e que se transformaram de vítimas em verdugos?"
FONTE: escrito pelo cientista político Emir Sader e publicado no site "Carta Maior".
Os capítulos da história são tão claros, quanto dramáticos. Primeiro os judeus obtêm a aprovação da ONU para a construção do Estado de Israel. Para isso expulsam milhões de palestinos que ocupavam a região. Em seguida, aliados aos EUA, impedem que o mesmo direito, reconhecido igualmente pela ONU, seja estendido aos palestinos, com a construção de um Estado soberano tal qual goza Israel.
Depois, ocupação dos territórios palestinos, militarmente, seguida da instalação de assentamentos com judeus chegados especialmente dos países do leste europeu, recortando os territórios palestinos.
Não contentes com esse esquartejamento dos territórios palestinos, veio a construção de muros que dividem esses territórios, buscando não apenas tornar inviável a vida e a sustentabilidade econômica da Palestina, mas humilhar a população que lá resiste.
Há um ano e meio, o massacre de Gaza. A maior densidade populacional do mundo, cercada e afogada na sua possibilidade de sobrevivência, é atacada de forma brutal pelas tropas israelenses, com as ordens de que “não há inocentes em Gaza”, provocando dezenas de milhares de mortos na população civil, em um dos piores massacres que o mundo conheceu nos últimos tempos.
Não contente com isso, Israel continua cercando Gaza. Um ano e meio depois nem foi iniciado o processo de reconstrução, apesar dos recursos recolhidos pela comunidade internacional, porque a população continua cercada da mesma maneira que antes do massacre de dezembro 2008/janeiro 2009. As epidemias se propagam, enquanto remédios e comida apodrecem no deserto, do lado de fora de Gaza, cercada como se fosse um campo de concentração pelas tropas do holocausto contemporâneo.
Periodicamente navios tentavam levar comida e remédios à população de Gaza, chegando por mar, de forma pacífica, mas sistematicamente eram atacados pelas tropas israelenses. Desta vez a maior comitiva internacional de paz, com cerca de 750 pessoas de vários países, se aproximou de Gaza para tentar romper o bloqueio cruel que Israel mantêm sobre a população palestina. Foi atacada pelas tropas israelenses, provocando pelo menos 19 mortos e várias de dezenas de feridos.
Quem representa perigo para a paz na região e para a paz mundial? O Irã ou Israel? Quem perpetra massacres após massacres contra a indefesa população palestina? Quem impede que a decisão da ONU seja colocada em prática, senão Israel e os EUA, bloqueando a única via de solução política e pacifica para a região – o reconhecimento do direito palestino de ter seu Estado? Quem comete os piores massacres no mundo de hoje, senão aqueles que foram vítimas do holocausto no século passado e que se transformaram de vítimas em verdugos?"
FONTE: escrito pelo cientista político Emir Sader e publicado no site "Carta Maior".
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