sexta-feira, 29 de abril de 2011
LÍBIA – Min. Patriota (MRE) CITA INTERESSES POR TRÁS DO APOIO A LÍBIOS REBELDES
“CHANCELER DIZ QUE PETRÓLEO PODE TER MOTIVADO A AJUDA MILITAR E FINANCEIRA DADA PELA COALIZÃO AOS REBELDES QUE COMBATEM AS FORÇAS DE KADAFI
O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, colocou em dúvida, quarta-feira, os reais motivos por trás do apoio de alguns países desenvolvidos aos rebeldes líbios que lutam contra o ditador Muamar Kadafi.
Em audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado, Patriota questionou a possibilidade de o interesse no petróleo da região estar por trás do apoio financeiro e militar dado aos rebeldes.
O ministro analisava o risco de divisão territorial na Líbia como consequência da guerra civil, que já dura mais de dois meses e não parece ter fim próximo. Patriota lembrou que a região de Benghazi, onde se concentra a resistência ao regime, sempre resistiu à autoridade de Kadafi e agora está recebendo apoio direto de vários países, especialmente de França, Grã-Bretanha e Estados Unidos. Além disso, os rebeldes foram reconhecidos como “representantes oficiais da Líbia” por diversos governos, entre eles Itália e França.
"Isso pode representar uma ameaça à integridade territorial da Líbia. Nos perguntamos se isso é deliberado, se é motivado por interesses puramente pacíficos e de cooperação ou se também não é uma maneira de dividir para imperar, tendo em vista as riquezas petrolíferas da Líbia, assim como se fez no passado", afirmou o chanceler.
Questionado sobre sua análise, Patriota alegou que esta não era visão apenas sua, mas algo que estava aparecendo na imprensa internacional e em textos de observadores na região. Disse ainda que, pessoalmente, não acredita que a Líbia terminará dividida, mas advertiu que os riscos precisam ser avaliados.
Patriota ainda criticou o fato de os países que lideram a intervenção na Líbia estarem estudando medidas de apoio aos rebeldes sem passar pelo Conselho de Segurança da ONU, como o repasse de fundos financeiros congelados da família Kadafi aos rebeldes ou a entrega de armas.
"Acredito que são questões que deveriam passar pelo Conselho. Como se pode fazer a entrega de armas aos rebeldes, por exemplo, se há um embargo contra a Líbia?", questionou.
O chanceler revelou que o Brasil mantém conversações com outros países, especialmente os membros da Liga Árabe e a União Africana -que tenta intermediar o fim do conflito- para apoiar um "mapa do caminho", que incluiria o cessar-fogo, um acompanhamento do fim das hostilidades e uma transição. Até agora, pouco se avançou.”
FONTE: reportagem de Lisandra Paraguassu publicada pela Agência Estado e transcrita no site “DefesaNet” (http://www.defesanet.com.br/geopolitica/noticia/766/Libia---Patriota-cita-interesses-por-tras-de-apoio-a-libiosestado) [imagem do Google adicionada por este blog].
DEBATE SOBRE A POLÍTICA DE DEFESA BRASILEIRA (VÍDEO)
ESPECIALISTAS DEBATEM A POLÍTICA DE DEFESA BRASILEIRA (“GLOBO NEWS PAINEL”)
“Por sugestão do leitor SantaCatarinaBR, apresento interessante reportagem exibida no dia 23/04/2011 no “Globo News Painel”, onde o jornalista William Waack debate com especialistas em defesa rumos da política de defesa brasileira e da indústria militar do brasil.
ENTREVISTADOS:
Alexandre Fuccille: Cientista Político; Professor da FACAMP; Colaborador da National Defense University
Eduardo Marson: Cientista Político; Presidente da Helibras; Presidente do conselho da EADS no Brasil
Roberto Godoy: Jornalista do “O Estado de São Paulo” especialista em assuntos de defesa
VÍDEO:
http://www.youtube.com/watch?v=OeHWJ23F7lQ
DEPUTADO EUROPEU DIZ QUE BRASIL HOJE É PAÍS DA MODA
Deputado espanhol Luis Yáñez
“Os avanços econômicos e sociais conquistados pelo Brasil nos últimos anos chamam a atenção do mundo. A avaliação é do deputado espanhol Luis Yáñez, que preside a delegação do Parlamento Europeu para as relações com os países do Mercosul. Bem-humorado, Yánez definiu as relações do mundo com o Brasil em uma única frase: “O Brasil é hoje o país da moda. Todo mundo quer se parecer com ele”.
Desde o começo desta semana, Yánez e um grupo de parlamentares europeus estão em Brasília para negociar o tratado de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. O deputado elogiou as primeiras ações da presidenta Dilma Rousseff relativas à política externa –dado prioridade à América do Sul, em defesa dos direitos humanos e na busca por investimentos no país.
“O Brasil faz um trabalho inestimável na luta contra a impunidade, contra a tortura, que ela [Dilma Rousseff] já sofreu na ditadura, e contra os pontos que ferem os direitos humanos. Isso produz efeito exterior, sobretudo na América Latina”, afirmou Yánez, acrescentando que o país tem papel muito importante no desenvolvimento e na busca da paz e do diálogo no mundo.
Para Yáñez, o fato de o Brasil sediar a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016, destacam ainda mais a importância que o país passou a ter no cenário internacional. “Não é casualidade nem onda passageira, mas fruto de mais de 20 anos de esforço e de conjunção de fatores”, disse.
O parlamentar europeu alertou, porém, sobre o risco de acomodação e do excesso de confiança às vésperas dos dois eventos esportivos, reações que podem atrapalhar. “O país deu um passo de gigante nos últimos anos, mas não deve confiar [por considerar-se capaz demais]. No dia em que os brasileiros acreditarem que está tudo feito, será o começo de nova decadência”, afirmou.
Yánes acrescentou que “apesar de milhões de pessoas terem saído da pobreza extrema, ainda há pobreza. Apesar de ter combatido a violência e a insegurança, ainda há violência e insegurança. Não está tudo feito.”
O espanhol disse que a Copa e as Olimpíadas devem ser encaradas como desafio não apenas desportivo, mas para impulsionar a economia e modernizar setores que ainda são gargalos. “É desafio que deve ser assumido pela sociedade para que se vá mais além”.
Para Yánez, o mundo não vê mais o Brasil apenas como potencial futuro, mas como realidade presente. “Não se fala mais no Brasil como país atrasado. Ele tem problemas, mas é muito mais dinâmico”.
Segundo o parlamentar europeu, existe no Brasil um “projeto de país”, construído progressivamente. ‘Quando se conversa com diretores de meios de comunicação, empresários, sindicalistas, políticos de oposição ou de governo, todos te explicam que país estão construindo e o que te dizem se parece muito’.”
FONTE: reportagem de Danilo Macedo e Renata Giraldi, repórteres da Agência Brasil (edição: Graça Adjuto) (http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-04-28/deputado-europeu-diz-que-brasil-hoje-e-pais-da-moda).
“Os avanços econômicos e sociais conquistados pelo Brasil nos últimos anos chamam a atenção do mundo. A avaliação é do deputado espanhol Luis Yáñez, que preside a delegação do Parlamento Europeu para as relações com os países do Mercosul. Bem-humorado, Yánez definiu as relações do mundo com o Brasil em uma única frase: “O Brasil é hoje o país da moda. Todo mundo quer se parecer com ele”.
Desde o começo desta semana, Yánez e um grupo de parlamentares europeus estão em Brasília para negociar o tratado de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. O deputado elogiou as primeiras ações da presidenta Dilma Rousseff relativas à política externa –dado prioridade à América do Sul, em defesa dos direitos humanos e na busca por investimentos no país.
“O Brasil faz um trabalho inestimável na luta contra a impunidade, contra a tortura, que ela [Dilma Rousseff] já sofreu na ditadura, e contra os pontos que ferem os direitos humanos. Isso produz efeito exterior, sobretudo na América Latina”, afirmou Yánez, acrescentando que o país tem papel muito importante no desenvolvimento e na busca da paz e do diálogo no mundo.
Para Yáñez, o fato de o Brasil sediar a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016, destacam ainda mais a importância que o país passou a ter no cenário internacional. “Não é casualidade nem onda passageira, mas fruto de mais de 20 anos de esforço e de conjunção de fatores”, disse.
O parlamentar europeu alertou, porém, sobre o risco de acomodação e do excesso de confiança às vésperas dos dois eventos esportivos, reações que podem atrapalhar. “O país deu um passo de gigante nos últimos anos, mas não deve confiar [por considerar-se capaz demais]. No dia em que os brasileiros acreditarem que está tudo feito, será o começo de nova decadência”, afirmou.
Yánes acrescentou que “apesar de milhões de pessoas terem saído da pobreza extrema, ainda há pobreza. Apesar de ter combatido a violência e a insegurança, ainda há violência e insegurança. Não está tudo feito.”
O espanhol disse que a Copa e as Olimpíadas devem ser encaradas como desafio não apenas desportivo, mas para impulsionar a economia e modernizar setores que ainda são gargalos. “É desafio que deve ser assumido pela sociedade para que se vá mais além”.
Para Yánez, o mundo não vê mais o Brasil apenas como potencial futuro, mas como realidade presente. “Não se fala mais no Brasil como país atrasado. Ele tem problemas, mas é muito mais dinâmico”.
Segundo o parlamentar europeu, existe no Brasil um “projeto de país”, construído progressivamente. ‘Quando se conversa com diretores de meios de comunicação, empresários, sindicalistas, políticos de oposição ou de governo, todos te explicam que país estão construindo e o que te dizem se parece muito’.”
FONTE: reportagem de Danilo Macedo e Renata Giraldi, repórteres da Agência Brasil (edição: Graça Adjuto) (http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-04-28/deputado-europeu-diz-que-brasil-hoje-e-pais-da-moda).
O INTERESSE DE ESTATAIS ESTRANGEIRAS QUE IMPULSIONA A PRIVATIZAÇÃO DOS AEROPORTOS NO BRASIL
Aeroporto do Galeão (RJ)
[Grandes grupos estrangeiros estatais estão por trás da campanha da grande mídia e da direita (PSDB/DEM/PPS)]
[EMPRESAS ESTATAIS ESTRANGEIRAS JÁ SE PREPARAM PARA DISPUTAR AEROPORTOS. Mas somente aqueles “filet mignon” e que, privatizados, não mais repassariam, como hoje, superávits para os demais aeroportos de menor movimento, naturalmente deficitários. Estes, desapareceriam].
“O sinal verde do governo para a concessão à iniciativa privada da construção e operação de aeroportos no país já está despertando o interesse de grandes empreiteiras nacionais e de operadoras estrangeiras.
Antecipando-se à decisão oficial, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht fizeram associações com companhias no exterior ou criaram subsidiárias de olho nesse mercado.
Em conversas no Palácio do Planalto, vários grupos estrangeiros também mostraram forte apetite pelas licitações dos cinco principais aeroportos do país -Cumbica (Guarulhos-SP), Viracopos (Campinas-SP), Brasília, Galeão e Confins (Belo Horizonte).
Entre eles, estão a Fraport (Alemanha), o Aéroport de Paris-ADP (França), o British Airport Authority-BAA (Reino Unido), a Aeropuertos Espanõles y Navegación Aérea-Aena (Espanha) e a Brussels Airport Company (Bélgica).
Pressionada pelos governadores Sérgio Cabral (Rio) e Antonio Anastasia (Minas), a União tende a passar integralmente ao setor privado os terminais de Galeão e Confins no regime "de porteira fechada". Sendo assim, a Infraero deixaria de administrá-los.”
FONTE: publicado no “O GLOBO” (Págs. 1, 23, 24, Merval Pereira e editorial "Concessão é passo inicial"). Transcrito no clipping da Radiobras (http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir) [imagem do Google, título e trechos entre colchetes adicionados por este blog].
[Grandes grupos estrangeiros estatais estão por trás da campanha da grande mídia e da direita (PSDB/DEM/PPS)]
[EMPRESAS ESTATAIS ESTRANGEIRAS JÁ SE PREPARAM PARA DISPUTAR AEROPORTOS. Mas somente aqueles “filet mignon” e que, privatizados, não mais repassariam, como hoje, superávits para os demais aeroportos de menor movimento, naturalmente deficitários. Estes, desapareceriam].
“O sinal verde do governo para a concessão à iniciativa privada da construção e operação de aeroportos no país já está despertando o interesse de grandes empreiteiras nacionais e de operadoras estrangeiras.
Antecipando-se à decisão oficial, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht fizeram associações com companhias no exterior ou criaram subsidiárias de olho nesse mercado.
Em conversas no Palácio do Planalto, vários grupos estrangeiros também mostraram forte apetite pelas licitações dos cinco principais aeroportos do país -Cumbica (Guarulhos-SP), Viracopos (Campinas-SP), Brasília, Galeão e Confins (Belo Horizonte).
Entre eles, estão a Fraport (Alemanha), o Aéroport de Paris-ADP (França), o British Airport Authority-BAA (Reino Unido), a Aeropuertos Espanõles y Navegación Aérea-Aena (Espanha) e a Brussels Airport Company (Bélgica).
Pressionada pelos governadores Sérgio Cabral (Rio) e Antonio Anastasia (Minas), a União tende a passar integralmente ao setor privado os terminais de Galeão e Confins no regime "de porteira fechada". Sendo assim, a Infraero deixaria de administrá-los.”
FONTE: publicado no “O GLOBO” (Págs. 1, 23, 24, Merval Pereira e editorial "Concessão é passo inicial"). Transcrito no clipping da Radiobras (http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir) [imagem do Google, título e trechos entre colchetes adicionados por este blog].
DOS AEROPORTOS ADMINISTRADOS PELA INFRAERO, 70% SÃO NATURALMENTE DEFICITÁRIOS
PELO ATUAL SISTEMA, OPERAÇÕES LUCRATIVAS SUSTENTAM AS DEFICITÁRIAS; INFRAERO ADMINISTRA AO TODO 67 AEROPORTOS
Por Marina Gazzoni, IG
“Em meio a discussões sobre a escolha de um modelo de concessão para os aeroportos brasileiros, o governo terá que encontrar solução para os 47 aeroportos deficitários de um total de 67 administrados pela Infraero.
O sistema aeroportuário brasileiro se sustenta com a transferência de recursos de operações superavitárias para as deficitárias. Essa conta fechou no azul em 2010, com sobra de R$ 722 mil, número que passa longe da necessidade de investimentos nos aeroportos brasileiros.
O maior rombo está nos aeroportos do interior. Com exceção de Paulo Afonso (BA) e Juazeiro do Norte (CE), que por pouco financiaram sua própria operação, todos os outros localizados em municípios do interior deram prejuízo. Mas nas capitais também há problemas. Em Aracaju, Porto Velho e João Pessoa, por exemplo, as despesas também superaram as receitas.
A manutenção da infraestrutura aeroportuária requer uma demanda mínima de voos, capaz de financiar equipamentos de raio-X, trabalhadores e a manutenção da pista, por exemplo. Muitas cidades brasileiras ainda não alcançaram este patamar.
“É por isso que é importante manter a Infraero. Porque o setor privado não vai se interessar por esses aeroportos e, sem a administração do Estado, eles vão acabar”, afirma o ex-ministro da Aeronáutica e especialista em aviação, Mauro Gandra.
Procurada pelo iG, a Infraero não se pronunciou.
O uso de recursos de aeroportos lucrativos para financiar os deficitários não é unanimidade entre os especialistas. Uma das entidades que criticam a prática é a IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês). Para a associação, o financiamento cruzado consome recursos que deveriam ser reinvestidos nos aeroportos mais movimentados [somente neles? Abandonaria os demais?]. “Essa prática está crescendo e inibindo os investimentos para melhorar a eficiência dos aeroportos”, afirma a entidade, em relatório.
VEJA QUAIS AEROPORTOS DAS PRINCIPAIS CIDADES BRASILEIRAS SÃO SUPERAVITÁRIOS OU DEFICITÁRIOS (2010):
CIDADE/SUPERÁVIT:
São Paulo/Guarulhos R$ 379.322,90
São Paulo/Congonhas R$ 111.108,20
Campinas R$ 87.187,70
Manaus R$ 44.435,30
Curitiba R$ 41.732,40
Brasília R$ 30.176,40
Porto Alegre R$ 29.062,60
Belo Horizonte R$ 26.722,10
Salvador R$ 24.574,40
Rio de Janeiro/Galeão R$ 16.314,40
Recife R$ 15.622,50
Fortaleza R$ 13.647,50
Goiânia R$ 11.895,90
Rio de Janeiro (Santos Dumont) R$ 9.174,10
Vitória R$ 7.376,10
Florianópolis R$ 6.635,70
Natal R$ 2.084,80
CIDADE/DÉFICIT:
João Pessoa R$ -833,80
Teresina R$ -1.041,90
Cuiabá R$ -1.773,10
Campo Grande R$ -1.978,90
Maceió R$ -2.205,40
Porto Velho R$ -2.211,30
Palmas R$ -2.949,30
São Luís R$ -3.588,90
Aracaju R$ -3.802,70
Boa Vista R$ -6.737,00
Macapá R$ -9.323,80
Belém R$ -11.860,60
CONTROLE PRIVADO DOS AEROPORTOS PODE ELEVAR PREÇOS, DIZ ESTUDO
A administração de aeroportos pelo setor privado [na realidade, por grandes estatais estrangeiras], em geral, melhora a qualidade do serviço, mas aumenta o custo das tarifas aeroportuárias, e, consequentemente, das passagens aéreas.
É o que aponta um estudo da IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês) que avaliou o resultado de 12 privatizações ou concessões de aeroportos realizadas na Europa, América Latina e Oceania.
Entre os aeroportos que elevaram tarifas estão o de Atenas, Lima e Sidney, todos concedidos à iniciativa privada em 2001. O novo aeroporto de Atenas, construído para receber os turistas que vieram assistir à Olimpíada 2004, começou a operar em 2001 com tarifas 500% maiores do que o aeroporto antigo e está em terceiro lugar no ranking mundial de cobrança de taxas.
No de Sidney, na Austrália, não houve aumento de tarifa após a concessão do aeroporto, mas os preços dobraram um ano antes do leilão para oferecer ao setor privado “um projeto mais rentável”. Em Lima, o governo exigiu que a concessionária pagasse royalties de 46% da receita do aeroporto, o que também impactou nas tarifas e motivou a cobrança de novas taxas, como verificação de bagagem e conexões.
“Uma forte e independente regulação econômica é necessária (nos processos de concessão e privatização) para equilibrar a fraca posição de barganha dos clientes do aeroporto”, afirma no relatório o diretor-geral da IATA, Giovanni Bisignani.
PASSAGEM MAIS CARA
O preço das tarifas aeroportuárias impacta diretamente no valor das passagens aéreas. A despesa de todas as companhias aéreas com essas taxas chega a US$ 42 bilhões por ano e representa 11% da receita das empresas, segundo a IATA. No Brasil, as taxas oferecidas pela Infraero são menores do que a média [mundial] e representam [somente] cerca de 7% da receita das empresas aéreas. A estatal fez este ano um reajuste de tarifas, o primeiro em 14 anos.
O temor das companhias aéreas é que as concessões dos aeroportos brasileiros elevem o custo dos voos. As empresas brasileiras ainda não definiram se vão participar dos projetos. Em tempo de corte de custos e redução de dívidas, elas tendem a não querer desembolsar recursos para reformar os aeroportos. No setor, comenta-se que elas podem entrar nos projetos justamente para se prevenir do aumento da cobrança de tarifas pelos administradores dos aeroportos.
Até o momento, o governo brasileiro deu sinal verde para concessões de terminais nos aeroportos de Guarulhos, Galeão, Confins, Brasília e Viracopos –os editais dos projetos devem ser divulgados em maio.
“Nesse modelo, os terminais privados vão competir com os que já são operados pela Infraero”, afirma Mauro Gandra, ex-ministro da Aeronáutica e especialista em aviação. A expectativa dele é que a concorrência dentro de um mesmo aeroporto faça com que os preços se equilibrem.
PARA NÃO REPETIR ERROS
Nos casos de privatização ou concessão de um aeroporto inteiro ao setor privado, como será feito pelo governo brasileiro em São Gonçalo do Amarante (RN), apenas um administrador controla o aeroporto.
Para evitar a corrida para elevar tarifas ou a interrupção dos investimentos, a IATA sugere que uma comissão independente regule a fixação de tarifas e estabeleça preços-teto. No aeroporto de Ezeiza, na Argentina, a falta de regulação permitiu que apenas 10% do plano de investimento fosse implementado.
Algumas administradoras de aeroportos tentam implementar um sistema que evite que as receitas comerciais financiem as atividades operacionais ligadas à aviação em si. Para a IATA, esse modelo é inadequado e traz tarifas maiores a passageiros e companhias aéreas.
ROYALTIES
A cobrança excessiva de royalties sobre a receita por parte dos governos também impacta nos preços das tarifas e deve ser evitada, segundo a IATA. É um erro comum nos aeroportos latinos: em Lima e na Costa Rica cerca de 45% das receitas vão para os governos na forma de royalties. Em Ezeiza, a cobrança foi tanta que até a metade de 2003 a administradora pagou apenas um terço do valor pré-definido pelo governo em 1999.
Há especialistas, como o ex-ministro Mauro Gandra, que defendem que os governos isentem as concessionárias de royalties. Para ele, as concessões devem ser estruturadas no modelo conhecido pela sigla BOT (build, operate and transfer), que determina a transferência da estrutura para o poder público após um período.”
FONTE: reportagem de Marina Gazzoni, do “Último Segundo”, IG. Transcrito no portal da FAB (http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?datan=28/04/2011&page=mostra_notimpol) [imagem do Google e trechos entre colchetes adicionados por este blog].
GASOLINA (ESTATAL) NÃO SUBIU NEM SUMIU. E O ÁLCOOL (PRIVADO)?
Por Brizola Neto
“O 'Tijolaço' postou aqui, outro dia, a nota de esclarecimento da Petrobras mostrando que o preço da gasolina, nas refinarias, não sobe um centavo faz muito tempo.
A Petrobras informou ontem que não há um só caminhão tanque que chegue às suas refinarias que não consiga se abastecer de gasolina.
Os impostos, não é o caso de discutir seu mérito agora, também não tiveram aumentos, afora o dado pela governador Rosalba Ciarlini, do DEM, que subiu de 25 para 27% o ICMS dos combustíveis.
O preço do combustível subiu por causa do álcool anidro, misturado à razão de 25% à gasolina.
Um litro desse álcool já custa o mesmo que 2,6 litros de gasolina.
E acabou a entressafra.
Quarta-feira, o Procon de Goiás –governo do PSDB, insuspeito de radicalismos, não é?– autuou postos, distribuidoras e usinas por aumentarem em 46% o preço do álcool hidratado (diferente do anidro, é o vendido em bombas) alegando “entressafra e problemas climáticos” para explicar a falta do produto. Mas, curiosamente, seus estoques estavam 15% acima dos do ano passado.
A Presidente Dilma determinou, há quase um mês, que a ANP passasse a controlar mais severamente a indústria da cana, incluindo a moagem, sua destinação para a produção de açúcar e etanol (anidro e hidratado).
Até agora, nada.
O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, reconheceu à agência Reuters que pode faltar gasolina em alguns postos por causa da escassez de etanol. “O mais difícil (em termos de abastecimento) é o etanol anidro para ser misturado à gasolina. Se houver falta de gasolina, pode ser causada por isso”.
Perguntar não ofende: o Ministério das Minas e Energia e a ANP estão esperando o quê?
A Petrobras segurar a crise no preço do petróleo é esforço que se pode e deve exigir dela, uma empresa pública. Mas não se pode pedir que ela aguente no lombo e na imagem a crise provocada pelas usinas, que são privadas.”
FONTE: escrito por Brizola Neto e publicado em seu blog “Tijolaço” (http://www.tijolaco.com/gasolina-nao-subiu-nem-sumiu-e-o-alcool/) [título modificado por este blog].
NÃO FALTA GASOLINA NAS REFINARIAS
“A Petrobras informa que o abastecimento em suas refinarias está sendo realizado normalmente, e que em nenhum momento houve falta de gasolina.
Todos os tanques de caminhões, trens e navios que foram atracados a algum terminal de gasolina em refinarias da Petrobras receberam combustível. É dever da Petrobras manter o abastecimento do país.
Lembramos, ainda, que:
1) A gasolina vendida nas bombas dos postos contém 25% de álcool anidro. Essa mistura é feita pelas distribuidoras de combustível.
2) Cabe às distribuidoras o transporte da gasolina, enquanto a venda do produto ao consumidor é realizada pelos postos privados.”
FONTE: blog “Fatos e Dados”, da Petrobras http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2011/04/27/nao-falta-gasolina-nas-refinarias/
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