domingo, 1 de maio de 2011
O DECLÍNIO DA OPOSIÇÃO
Por Mauricio Dias, em CartaCapital
“Com a vitória do sociólogo Fernando Henrique Cardoso, em 1994, a embriaguês provocada pelo sucesso do Plano Real levou Sergio Motta, então ministro das Comunicações, a prever que o PSDB ficaria no poder por 20 anos (para isso não poupou forças e atropelou limites éticos). Preparou a emenda da reeleição de FHC e passou como um trator sobre a oposição ao catar votos a qualquer preço.
Elogiado como operador político e financeiro das campanhas eleitorais tucanas, Motta falhou no papel de oráculo. O planejado império tucano durou oito anos. Empurrado para o papel de principal opositor do governo petista, o PSDB e, mais ainda, seus aliados sofreram impacto ameaçador ao longo dos oito anos do operário Lula no governo. A vitória de Dilma acelerou o processo e o DEM (ex-PFL), por exemplo, vive perigoso minguante.
O que explica a erosão político-partidária da oposição?
Reflexões mais profundas levariam à conclusão de que, sem enraizamento social, ela perdeu-se ao deixar o poder. Mas há circunstâncias contingenciais.
Os adversários do PT ficaram sem o norte, dizem em coro. É mais grave, porém, do que isso. Eles se desnortearam ao se apresentarem nas eleições tentando esconder o que fizeram: as privatizações que pressupunham a destruição das bases do “Estado brasileiro” para soerguimento de um “Estado mínimo”, globalizado e sem soberania.
O retrato desse amedrontado comportamento foi exibido no decorrer das três últimas campanhas presidenciais.
Como opositores, são muitas as quimeras dos tucanos. Eles agora prenunciam uma “ditadura partidária” do PT que pode levar à situação ocorrida no México. Ou seja, o domínio, por 70 anos, do Partido Revolucionário Institucional (PRI).
Essa nova tentativa de aterrorizar a sociedade entra, no entanto, em contradição com o devaneio de que são da oposição, ou ainda melhor, significam rejeição a Dilma, 43 milhões, 711 mil e 388 votos obtidos pelo candidato José Serra no 2º turno. Isso equivale a 43,95% dos votos válidos. Eis a tese:
“O papel da oposição, em larga medida, foi representado pela mídia”, escreveu com precisão, recentemente (em O Globo), o embaixador aposentado Rubens Barbosa, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESP, ao lamentar que a oposição tenha perdido o discurso. Mas foi impreciso o formulador tucano ao deduzir que “… 43 milhões rejeitaram o que o PT representa…”
Essa teoria trava uma briga de morte com os fatos. A teoria morre no fim.
Os eleitores não são cativos dos candidatos. Nem dos que ganham nem dos que perdem. Aqueles 43 milhões ainda estão colados no candidato derrotado?
Números inéditos da pesquisa IBOPE, de março de 2011, respondem que não. Ao se manifestarem pela aprovação do governo e pela confiança que depositam em Dilma eles dão sinais de que se desgarram dos tucanos. Isso não significa, entretanto, que tenham trocado de lado. Dilma parece ter cooptado uma parte substancial dos eleitores que declararam ter votado em Serra no 2º turno. Ou seja, parece estar se esvaindo aquele estoque de votos que os tucanos acreditam cativo.
Eleitores e quimeras se esfumam como “a brancura da espuma que se desmancha na areia”, tal como ensina o samba “Risque”, clássico de Ari Barroso.”
FONTE: escrito por Mauricio Dias, na revista CartaCapital, e transcrito no portal “Viomundo” (http://www.viomundo.com.br/politica/mauricio-dias-o-declinio-da-oposicao.html) [imagem do Google adicionada por este blog].
EMBRAER FARÁ AQUISIÇÕES NOS EUA
Super Tucano, em avaliação pela USAF
EMBRAER PODERÁ RECORRER A AQUISIÇÕES NOS EUA
“A Embraer está interessada em disputar o mercado de defesa americano e pode recorrer a aquisições nos Estados Unidos para aumentar a sua produção naquele país, disse hoje o presidente da companhia, Frederico Curado, em entrevista após participar de painel no Fórum Econômico Mundial, no Rio. No entanto, ele disse que a companhia não tem nenhum ativo em negociação nos Estados Unidos no momento.
Curado explicou que a aquisição de empresas nos Estados Unidos é uma das opções que a empresa poderá recorrer para participar mais das compras de defesa do governo americano, que é muito rígido na exigência de produção local desses produtos. "Se isso ajudar, (faremos aquisição) sem dúvida. Estamos nos Estados Unidos desde 1979 e inauguramos a nossa fábrica na Flórida em fevereiro. Até o final do ano, os primeiros aviões estarão sendo entregues a partir de lá. Então não temos nenhum problema de investir nos Estados Unidos, de forma nenhuma", disse Curado. Ele frisou que uma aquisição no mercado americano é uma possibilidade que aventa do ponto de vista teórico, "mas não tem nada em vista", frisou.
"O mercado americano de defesa é o maior, disparado. É muito difícil conseguir entrar. É mais do que um desejo, é uma vontade, é um objetivo nosso tentar de alguma maneira penetrar no mercado de defesa americano", disse Curado. "De qualquer maneira, qualquer produto de defesa para as Forças Armadas americanas tem que ser produzido lá. Então, seja por aquisição ou investimento ou uma parceria com uma empresa já estabelecida, para entrar lá tem que ser dessa forma."
O executivo se disse otimista em relação à concorrência em curso para fornecer aviões militares Super Tucanos para os Estados Unidos, mas reconheceu que é muito difícil prever o resultado. Curado lembrou que, há alguns anos, a Embraer chegou perto desse objetivo ao ser selecionada para a disputa pelo fornecimento de uma aeronave de supervisão aérea. A seleção, no entanto, foi cancelada por restrições orçamentárias das Forças Armadas dos Estados Unidos. Para Curado, a Embraer teria vencido.
CHINA
O presidente da Embraer afirmou que a perspectiva de aumento do custo do trabalho na China com o plano do governo de elevar a remuneração dos trabalhadores pode dar mais equilíbrio à competição comercial com aquele país. Curado reconheceu que o plano do governo chinês aumentará os custos de produção na China, mas vê essa intenção como fator mais positivo, já que terá impacto na redução da competitividade dos produtos chineses em nível mundial. "Hoje ainda há muitas diferenças regionais, já há regiões da China em que o custo do trabalho é mais alto. A tendência da China é por crescimento de custo e eles mesmos já falam em passar atividades de produção para outros países da região, como Vietnã e Laos, mencionados pelo presidente Hu Jintao num evento", contou o executivo.
"Isso no fundo acaba sendo bom. A concorrência que a gente tem com os produtos chineses é muito difícil. O custo deles é muito baixo. Não tem muita clareza se há subsídio governamental, já que muitas empresas são estatais. É difícil ter clareza maior se o custo é aquele mesmo ou não. Então, aumento de custo na China é alívio para o mundo, em termos de competição mais equilibrada", avaliou.
Curado afirmou que a recente viagem da presidente Dilma Rousseff à China elevou a relação do Brasil com o gigante asiático a patamar "diferente, para melhor". Ele elogiou a clareza que acredita ter sido utilizada por Dilma para expressar a intenção brasileira de fortalecer o comércio com a China em bases mais sólidas e sofisticadas. "Ela levou uma mensagem muito firme de que o Brasil quer ter relação de longo prazo em nível estratégico, não só de exportar produtos básicos e importar produtos manufaturados. E ela colocou isso de maneira muito feliz porque a reação chinesa, pelo que percebi, foi de entendimento e de proatividade", afirmou o executivo.
Curado também comemorou o saldo da viagem presidencial para a Embraer. A companhia aeronáutica saiu da China com a confirmação da exportação de 35 aviões ERJ-190 fabricados no Brasil para a China e a autorização para investir na continuação da operação industrial da Embraer no país asiático. A fábrica chinesa da companhia brasileira deixará de fabricar o modelo regional de 50 lugares (ERJ-145) para iniciar a produção de jatos executivos Legacy, que será o primeiro avião desse tipo fabricado na China. "Isso foi muito bom porque era uma pendência que vinha desde o governo do presidente Lula, que vinha fazendo muitos esforços", afirmou.”
FONTE: reportagem de Alexandre Rodrigues publicada no “O Estado de São Paulo” e transcrita no site “DefesaNet” (http://www.defesanet.com.br/defesa/noticia/781/Embraer-podera-recorrer-a-aquisicoes-nos-EUA) [imagem do Google adicionada por este blog].
EMBRAER PODERÁ RECORRER A AQUISIÇÕES NOS EUA
“A Embraer está interessada em disputar o mercado de defesa americano e pode recorrer a aquisições nos Estados Unidos para aumentar a sua produção naquele país, disse hoje o presidente da companhia, Frederico Curado, em entrevista após participar de painel no Fórum Econômico Mundial, no Rio. No entanto, ele disse que a companhia não tem nenhum ativo em negociação nos Estados Unidos no momento.
Curado explicou que a aquisição de empresas nos Estados Unidos é uma das opções que a empresa poderá recorrer para participar mais das compras de defesa do governo americano, que é muito rígido na exigência de produção local desses produtos. "Se isso ajudar, (faremos aquisição) sem dúvida. Estamos nos Estados Unidos desde 1979 e inauguramos a nossa fábrica na Flórida em fevereiro. Até o final do ano, os primeiros aviões estarão sendo entregues a partir de lá. Então não temos nenhum problema de investir nos Estados Unidos, de forma nenhuma", disse Curado. Ele frisou que uma aquisição no mercado americano é uma possibilidade que aventa do ponto de vista teórico, "mas não tem nada em vista", frisou.
"O mercado americano de defesa é o maior, disparado. É muito difícil conseguir entrar. É mais do que um desejo, é uma vontade, é um objetivo nosso tentar de alguma maneira penetrar no mercado de defesa americano", disse Curado. "De qualquer maneira, qualquer produto de defesa para as Forças Armadas americanas tem que ser produzido lá. Então, seja por aquisição ou investimento ou uma parceria com uma empresa já estabelecida, para entrar lá tem que ser dessa forma."
O executivo se disse otimista em relação à concorrência em curso para fornecer aviões militares Super Tucanos para os Estados Unidos, mas reconheceu que é muito difícil prever o resultado. Curado lembrou que, há alguns anos, a Embraer chegou perto desse objetivo ao ser selecionada para a disputa pelo fornecimento de uma aeronave de supervisão aérea. A seleção, no entanto, foi cancelada por restrições orçamentárias das Forças Armadas dos Estados Unidos. Para Curado, a Embraer teria vencido.
CHINA
O presidente da Embraer afirmou que a perspectiva de aumento do custo do trabalho na China com o plano do governo de elevar a remuneração dos trabalhadores pode dar mais equilíbrio à competição comercial com aquele país. Curado reconheceu que o plano do governo chinês aumentará os custos de produção na China, mas vê essa intenção como fator mais positivo, já que terá impacto na redução da competitividade dos produtos chineses em nível mundial. "Hoje ainda há muitas diferenças regionais, já há regiões da China em que o custo do trabalho é mais alto. A tendência da China é por crescimento de custo e eles mesmos já falam em passar atividades de produção para outros países da região, como Vietnã e Laos, mencionados pelo presidente Hu Jintao num evento", contou o executivo.
"Isso no fundo acaba sendo bom. A concorrência que a gente tem com os produtos chineses é muito difícil. O custo deles é muito baixo. Não tem muita clareza se há subsídio governamental, já que muitas empresas são estatais. É difícil ter clareza maior se o custo é aquele mesmo ou não. Então, aumento de custo na China é alívio para o mundo, em termos de competição mais equilibrada", avaliou.
Curado afirmou que a recente viagem da presidente Dilma Rousseff à China elevou a relação do Brasil com o gigante asiático a patamar "diferente, para melhor". Ele elogiou a clareza que acredita ter sido utilizada por Dilma para expressar a intenção brasileira de fortalecer o comércio com a China em bases mais sólidas e sofisticadas. "Ela levou uma mensagem muito firme de que o Brasil quer ter relação de longo prazo em nível estratégico, não só de exportar produtos básicos e importar produtos manufaturados. E ela colocou isso de maneira muito feliz porque a reação chinesa, pelo que percebi, foi de entendimento e de proatividade", afirmou o executivo.
Curado também comemorou o saldo da viagem presidencial para a Embraer. A companhia aeronáutica saiu da China com a confirmação da exportação de 35 aviões ERJ-190 fabricados no Brasil para a China e a autorização para investir na continuação da operação industrial da Embraer no país asiático. A fábrica chinesa da companhia brasileira deixará de fabricar o modelo regional de 50 lugares (ERJ-145) para iniciar a produção de jatos executivos Legacy, que será o primeiro avião desse tipo fabricado na China. "Isso foi muito bom porque era uma pendência que vinha desde o governo do presidente Lula, que vinha fazendo muitos esforços", afirmou.”
FONTE: reportagem de Alexandre Rodrigues publicada no “O Estado de São Paulo” e transcrita no site “DefesaNet” (http://www.defesanet.com.br/defesa/noticia/781/Embraer-podera-recorrer-a-aquisicoes-nos-EUA) [imagem do Google adicionada por este blog].
O QUE FALTA PARA O PLENO EMPREGO? EDUCAÇÃO, ORA…
Por Brizola Neto
“Foi mais que providencial o lançamento, quinta-feira, do Programa Nacional de Ensino Técnico, o PRONATEC, pela Presidenta Dilma Rousseff. E, coincidentemente, a publicação de um estudo do IPEA que analisa a relação entre emprego, experiência e qualificação profissionais.
Dilma afirmou que o Brasil está, hoje, próximo ”do pleno emprego” e enfrenta “grande demanda de mão de obra qualificada”. Em alguns casos, disse ele, ”falta mão de obra qualificada, em outros, sobra mão de obra sem a qualificação necessária”.
O estudo do IPEA dá números concretos a essa afirmação da Presidente: para o estoque de desempregados estimado em 7,3 milhões de trabalhadores, “somente 2 milhões (27%) tendem a apresentar qualificação e experiência profissional, enquanto dos 1,5 milhão de novos ingressantes no mercado de trabalho, estima-se que apenas 762 mil (51%) devam possuir qualificação e experiência profissional para o pronto exercício do trabalho”.
E, de outro lado, São Paulo e a Região Sul deverão apresentar déficits de mão de obra com qualificação, sobretudo na indústria.
“O sistema de capacitação profissional brasileiro já não corresponde às necessidades do país e às dimensões de nossa economia”.
É absoluta verdade. Embora seja vital administrar a emergência das pessoas que já integram a população economicamente ativa com cursos rápidos, que possam ser quase simultâneos à sua alocação ou realocação ao mercado de trabalho, não podemos mais ter um sistema de ensino profissional fundado na “emergência”.
Não se pode pensar em educação técnica dissociada de formação geral, porque precisamos de algo muito além de “adestramento” profissional. É a economia moderna que pede essa base, para que sobre ela possam vir a inovação, a criatividade e a modernização da produção e do trabalho.
É animador que o programa tenha foco nos investimentos em ampliação da rede de escolas técnicas –e sua ampliação para o mundo virtual– e contemple a formação de profissionais de alto nível, com as 75 mil bolsas de extensão no estrangeiro, naturalmente com compromissos de multiplicação aqui do conhecimento absorvido.
E o “Tijolaço”, claro, não pode tratar desse tema sem bater na sua tecla: o Rio de Janeiro tem de ganhar uma Escola Técnica de Petróleo e Gás. A cadeia produtiva do petróleo –além da extração e do refino, propriamente, a indústria naval, a de máquinas e equipamentos, os serviços correlatos à operação das plataformas– vai, literalmente, devorar mão de obra qualificada.
Temos conhecimento acumulado na Petrobras e nas universidades para fazer deslanchar isso rapidamente. E recurso, nos roylaties e no Fundo Social do Pré-sal, para bancar este esforço.
Vale o que Dilma falou, ao lançar o PRONATEC: “nosso país aprendeu a se respeitar e a se fazer respeitar internacionalmente ”e será do tamanho daquilo que cada um de nós fizermos por ele”.
Façamos, e já.”
FONTE: escrito por Brizola Neto e publicado no seu blog “Tijolaço” (http://www.tijolaco.com/o-que-falta-para-o-pleno-emprego-educacao-ora/)
PRONATEC: FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL
“Presidenta Dilma Rousseff discursa na cerimônia de lançamento do Pronatec. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
O PRONATEC SERÁ FATOR DE ORGANIZAÇÃO DA OFERTA DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL
“O ‘Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego’ (PRONATEC) será “fator de organização da oferta de formação e capacitação profissional para todos os brasileiros e brasileiras”. A afirmação foi feita pela presidenta Dilma Rousseff, na quinta-feira (28/4), em cerimônia que marcou o lançamento do programa, no Palácio do Planalto. A presidenta assegurou que o PRONATEC “vai além da esfera do ensino médio e inclui diferentes vertentes de aprimoramento dos trabalhadores ativos e de articulação com o mercado de trabalho”.
“Ele fará, e é o que nós queremos, pelo ensino médio, o que o PROUNI fez e vem fazendo pela educação superior”, disse a presidenta.
Dilma Rousseff iniciou o discurso explicando que, nos últimos anos, o Brasil, a partir daquilo que foi construído conjuntamente, se encontra diante de momento muito importante “que é a de vigoroso e duradouro processo de desenvolvimento”. A presidenta lembrou que o país passou a ocupar o posto de 7ª economia do mundo, e que “alcançou algumas mudanças que são irreversíveis”.
“E os desafios que nós temos de enfrentar, temos a obrigação de enfrentar, eles decorrem justamente dessa característica de termos obtido várias conquistas ao longo desse processo.”
A presidenta informou, também, que, no momento atual, o país se aproxima do pleno emprego e, dessa forma, surge a necessidade da mão de obra qualificada. Ela explicou que o cenário permite, por exemplo, que em certos setores da economia haja falta de trabalhadores para preencher as vagas e em outros verifica-se que não há demanda, ou seja, “em outros, sobra mão de obra sem a qualificação necessária derivada das nossas necessidades, da indústria, do comércio, dos serviços, enfim, do sistema produtivo”.
“O sistema de capacitação profissional brasileiro já não corresponde às necessidades do país e às dimensões de nossa economia. Ele é fruto de outro período do desenvolvimento econômico do nosso país. Por isso, ele se tornou um desafio. Um desafio à nossa capacidade de crescimento e, por isso mesmo, tem de ser enfrentado de maneira direta e muito articulada.”
Então, a presidenta Dilma assegurou que, por esse motivo, estava lançando o PRONATEC, que tem entre os pilares “democratizar, como o Fernando Haddad, ministro da Educação, mostrou, a oferta de cursos de educação profissional de nível médio. Vai qualificar o nosso nível médio de ensino e elevar a qualidade dessa modalidade de ensino em todo o Brasil”.
“Se nós quisermos nos transformar em país que agrega valor, nós temos de focar na qualidade do nosso trabalhador, seja ele trabalhador com ensino técnico regular derivado das escolas de ensino médio, seja ele profissional capacitado nos institutos federais de educação tecnológica, seja ele fruto das universidades ou, pura e simplesmente, formado na vida diária do trabalho. Fazê-lo, se transforma no nosso desafio mais importante, quando se trata de discutir a qualidade da Educação.”
Ela disse que, por tal motivo, o governo irá “ampliar a rede de escolas técnicas federais e continuar ampliando aquilo que o presidente Lula, com muito orgulho, dizia: que nós tínhamos conseguido, em oito anos, fazer mais do que ao longo de 100 anos”. E prosseguiu: “Nós vamos, além disso, financiar a expansão da rede dos serviços nacionais de aprendizado do Sistema “S”, integrado pelo SENAI, SENAC, SENAP, SENAR e SESCOOP.”
No discurso, a presidenta afirmou que o governo vai “conceder bolsas-formação para jovens estudantes e trabalhadores, certos de que é importante dar também iniciativa ao trabalhador ou ao estudante que precise de ensino técnico, fazendo com que ele escolha a escola de sua preferência. Necessariamente, escolas devidamente cadastradas e de qualidade”.
“Vamos ampliar o financiamento, o FIES, que passará a beneficiar também os estudantes da educação profissional e tecnológica. Haverá também integração entre o PRONATEC e o Bolsa Família, basicamente, assegurando às pessoas que recebem Bolsa Família, às mulheres e homens deste país que recebem Bolsa Família, a oportunidade de formação profissional, de capacitação profissional.”
A presidenta informou, também, que além do PRONATEC, “outras medidas ampliam e melhoram as ações que já estão em andamento e vêm contribuindo para mudar a realidade da nossa educação”. Ela contou que a valorização do ensino profissionalizante, iniciada pela presidente Lula, é fato concreto. Segundo ela, o país conta hoje com rede articulada de escolas de “primeiríssima qualidade”, que será expandida e valorizada. “Até o final deste ano, vamos inaugurar 46 escolas federais; no próximo ano serão mais 35 escolas. Até 2014 serão 200 novas escolas.”
“Somam-se a isso outras duas iniciativas: o “Brasil Profissionalizado”, que financia a construção e a reforma de escolas técnicas nos estados. E, como disse o Fernando Haddad, a Escola Técnica Aberta do Brasil, a E-TEC. O conjunto dessas iniciativas permitirá ao Brasil mudar a escala e a qualidade da formação profissional. Até 2014, o Programa vai gerar 8 milhões de novas oportunidades de formação profissional para jovens trabalhadoras e para jovens do ensino médio.”
Dilma Rousseff concluiu o discurso informando que encaminhou ao Congresso Nacional, em caráter de urgência constitucional, o projeto de lei que institui o PRONATEC. Ela frisou que conta com os parlamentares e com o Poder Legislativo para a rápida implementação do programa “tão essencial aos jovens e, sobretudo, tão essencial ao Brasil e aos seus trabalhadores”.
“Nosso país aprendeu a se respeitar e a se fazer respeitar internacionalmente. A chave para isso foi descobrir que a nossa maior força é a força do nosso povo determinado e trabalhador. Quero compartilhar esse desafio: vamos continuar a trabalhar juntos para que os desequilíbrios que nós temos pela frente sejam todos enfrentados com objetividade e otimismo. Um país, que é o país que nós desejamos, que seja um país onde não exista miséria, mas que, sobretudo, seja um país onde as oportunidades existam para todos os brasileiros e as brasileiras. Um país desenvolvido e justo, do tamanho daquilo que cada um de nós fizermos por ele.”
FONTE: Blog do Planalto (http://blog.planalto.gov.br/o-pronatec-sera-fator-de-organizacao-da-oferta-de-formacao-e-capacitacao-profissional/).
O PRONATEC SERÁ FATOR DE ORGANIZAÇÃO DA OFERTA DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL
“O ‘Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego’ (PRONATEC) será “fator de organização da oferta de formação e capacitação profissional para todos os brasileiros e brasileiras”. A afirmação foi feita pela presidenta Dilma Rousseff, na quinta-feira (28/4), em cerimônia que marcou o lançamento do programa, no Palácio do Planalto. A presidenta assegurou que o PRONATEC “vai além da esfera do ensino médio e inclui diferentes vertentes de aprimoramento dos trabalhadores ativos e de articulação com o mercado de trabalho”.
“Ele fará, e é o que nós queremos, pelo ensino médio, o que o PROUNI fez e vem fazendo pela educação superior”, disse a presidenta.
Dilma Rousseff iniciou o discurso explicando que, nos últimos anos, o Brasil, a partir daquilo que foi construído conjuntamente, se encontra diante de momento muito importante “que é a de vigoroso e duradouro processo de desenvolvimento”. A presidenta lembrou que o país passou a ocupar o posto de 7ª economia do mundo, e que “alcançou algumas mudanças que são irreversíveis”.
“E os desafios que nós temos de enfrentar, temos a obrigação de enfrentar, eles decorrem justamente dessa característica de termos obtido várias conquistas ao longo desse processo.”
A presidenta informou, também, que, no momento atual, o país se aproxima do pleno emprego e, dessa forma, surge a necessidade da mão de obra qualificada. Ela explicou que o cenário permite, por exemplo, que em certos setores da economia haja falta de trabalhadores para preencher as vagas e em outros verifica-se que não há demanda, ou seja, “em outros, sobra mão de obra sem a qualificação necessária derivada das nossas necessidades, da indústria, do comércio, dos serviços, enfim, do sistema produtivo”.
“O sistema de capacitação profissional brasileiro já não corresponde às necessidades do país e às dimensões de nossa economia. Ele é fruto de outro período do desenvolvimento econômico do nosso país. Por isso, ele se tornou um desafio. Um desafio à nossa capacidade de crescimento e, por isso mesmo, tem de ser enfrentado de maneira direta e muito articulada.”
Então, a presidenta Dilma assegurou que, por esse motivo, estava lançando o PRONATEC, que tem entre os pilares “democratizar, como o Fernando Haddad, ministro da Educação, mostrou, a oferta de cursos de educação profissional de nível médio. Vai qualificar o nosso nível médio de ensino e elevar a qualidade dessa modalidade de ensino em todo o Brasil”.
“Se nós quisermos nos transformar em país que agrega valor, nós temos de focar na qualidade do nosso trabalhador, seja ele trabalhador com ensino técnico regular derivado das escolas de ensino médio, seja ele profissional capacitado nos institutos federais de educação tecnológica, seja ele fruto das universidades ou, pura e simplesmente, formado na vida diária do trabalho. Fazê-lo, se transforma no nosso desafio mais importante, quando se trata de discutir a qualidade da Educação.”
Ela disse que, por tal motivo, o governo irá “ampliar a rede de escolas técnicas federais e continuar ampliando aquilo que o presidente Lula, com muito orgulho, dizia: que nós tínhamos conseguido, em oito anos, fazer mais do que ao longo de 100 anos”. E prosseguiu: “Nós vamos, além disso, financiar a expansão da rede dos serviços nacionais de aprendizado do Sistema “S”, integrado pelo SENAI, SENAC, SENAP, SENAR e SESCOOP.”
No discurso, a presidenta afirmou que o governo vai “conceder bolsas-formação para jovens estudantes e trabalhadores, certos de que é importante dar também iniciativa ao trabalhador ou ao estudante que precise de ensino técnico, fazendo com que ele escolha a escola de sua preferência. Necessariamente, escolas devidamente cadastradas e de qualidade”.
“Vamos ampliar o financiamento, o FIES, que passará a beneficiar também os estudantes da educação profissional e tecnológica. Haverá também integração entre o PRONATEC e o Bolsa Família, basicamente, assegurando às pessoas que recebem Bolsa Família, às mulheres e homens deste país que recebem Bolsa Família, a oportunidade de formação profissional, de capacitação profissional.”
A presidenta informou, também, que além do PRONATEC, “outras medidas ampliam e melhoram as ações que já estão em andamento e vêm contribuindo para mudar a realidade da nossa educação”. Ela contou que a valorização do ensino profissionalizante, iniciada pela presidente Lula, é fato concreto. Segundo ela, o país conta hoje com rede articulada de escolas de “primeiríssima qualidade”, que será expandida e valorizada. “Até o final deste ano, vamos inaugurar 46 escolas federais; no próximo ano serão mais 35 escolas. Até 2014 serão 200 novas escolas.”
“Somam-se a isso outras duas iniciativas: o “Brasil Profissionalizado”, que financia a construção e a reforma de escolas técnicas nos estados. E, como disse o Fernando Haddad, a Escola Técnica Aberta do Brasil, a E-TEC. O conjunto dessas iniciativas permitirá ao Brasil mudar a escala e a qualidade da formação profissional. Até 2014, o Programa vai gerar 8 milhões de novas oportunidades de formação profissional para jovens trabalhadoras e para jovens do ensino médio.”
Dilma Rousseff concluiu o discurso informando que encaminhou ao Congresso Nacional, em caráter de urgência constitucional, o projeto de lei que institui o PRONATEC. Ela frisou que conta com os parlamentares e com o Poder Legislativo para a rápida implementação do programa “tão essencial aos jovens e, sobretudo, tão essencial ao Brasil e aos seus trabalhadores”.
“Nosso país aprendeu a se respeitar e a se fazer respeitar internacionalmente. A chave para isso foi descobrir que a nossa maior força é a força do nosso povo determinado e trabalhador. Quero compartilhar esse desafio: vamos continuar a trabalhar juntos para que os desequilíbrios que nós temos pela frente sejam todos enfrentados com objetividade e otimismo. Um país, que é o país que nós desejamos, que seja um país onde não exista miséria, mas que, sobretudo, seja um país onde as oportunidades existam para todos os brasileiros e as brasileiras. Um país desenvolvido e justo, do tamanho daquilo que cada um de nós fizermos por ele.”
FONTE: Blog do Planalto (http://blog.planalto.gov.br/o-pronatec-sera-fator-de-organizacao-da-oferta-de-formacao-e-capacitacao-profissional/).
GOVERNO REGULA MERCADO DE ETANOL
“O governo federal decidiu regulamentar e fiscalizar o setor de produção de etanol no país. A Medida Provisória nº 532, que foi publicada na sexta-feira (29/4) no Diário Oficial da União, determina o aumento da banda percentual da mistura do etanol na gasolina. Com isso, o índice atual, entre 20% a 25%, passa para a banda entre 18% a 25%. Na prática, isso permite que seja reduzido em dois pontos percentuais a quantidade do etanol na gasolina. Segundo informações obtidas pelo “Blog do Planalto”, no momento não existe qualquer decisão de reduzir a parcela, mas abre caminho para tal decisão.
Outro ponto importante dessa MP no âmbito do combustível dá poderes à Agência Nacional de Petróleo (ANP) para regulamentar e fiscalizar a produção de etanol. De acordo com o modelo atual, esse mercado não tem qualquer regulamentação ou fiscalização. Com isso, a agência reguladora passa a deter poderes sobre o setor, decidindo inclusive sobre importação e exportação do produto. Por sua vez, o mercado passa a ser regido pela legislação da ANP. O governo entendeu que o etanol era o único produto utilizado como combustível que tinha independência de mercado.
Para produzir esses ajustes, a MP inclui o setor na Lei nº 9478 –a Lei do Petróleo-, que criou a ANP, e na Lei nº 9847, que estabelece as formas de fiscalização da agência reguladora.
CORREIOS
A mesma medida provisória também dá mais poderes à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). O objetivo é que os Correios passem a ter atuação no mercado internacional e possa participar também do comércio eletrônico, ou seja, com a venda de produtos e serviços por meio da página da autarquia na internet.
Sexta-feira, também saiu publicada a sanção de projeto de lei por parte da presidenta Dilma Rousseff. A lei –que recebeu três vetos– trata da lista de procedimentos médicos e de medicamentos.”
FONTE: Blog do Planalto (http://blog.planalto.gov.br/governo-edita-mp-que-regula-mercado-de-etanol-no-brasil/) [imagem do Google adicionada por este blog].
PALMAS É A CIDADE QUE MAIS CRESCEU NA DÉCADA
Palmas-TO
“Oportunidades de trabalho e emprego fizeram com que Palmas fosse apontada como a capital cuja população mais cresceu no Brasil na última década, de acordo com o Censo Demográfico 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento mostrou que a população da capital de Tocantins apresentou taxa de crescimento de 5,21%, enquanto que a média em todo o país foi de 1,17% ao ano, de 2000 a 2010, -a menor taxa registrada desde que o estudo começou a ser realizado.
“O crescimento de Palmas é, basicamente, em função dos movimentos migratórios. Tocantins é estado criado mais recentemente, então está se construindo, por isso tem muito movimento migratório em direção a Palmas”, explicou o gerente de projetos da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Fernando Albuquerque.
Palmas-TO
O mesmo motivo explica o fato de o Norte e o Centro-Oeste do país terem apresentado maior aumento populacional em relação às demais regiões, no período entre 2000 e 2010.
Além do caso de Palmas, os municípios mais populosos, ou seja, com mais de 100 mil habitantes, foram os que mais cresceram. Nesses casos, a taxa média anual foi de mais de 2%. E de 2000 para 2010, o número de municípios que integram esse grupo, que responde por mais de 21% de toda a população brasileira, passou de 13 para 15. Entre eles, destacam-se “Manaus, que cresceu 2,51% ao ano, passando de nono para sétimo mais populoso, e Brasília que passou de sexto para quarto, tendo apresentando um crescimento médio anual de 2,28%”.
Os três municípios mais populosos continuam sendo São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. No caso das capitais paulista e carioca, tradicionalmente conhecidas como áreas de atração migratória, a pesquisa do IBGE revelou uma redução lenta na participação populacional ao longo das últimas décadas.
“São Paulo vem diminuindo esse número de entradas em função de migração. Desde o Censo 2000, observamos essa diminuição no ritmo porque é mercado que exige maior escolaridade, então o migrante tem dificuldade de se inserir e volta para terra natal ou vai para novas etapas migratórias”, afirmou Fernando Albuquerque.
Ainda assim, o Sudeste mantém-se com o maior contingente e, por isso, “responsável pela maior parcela do incremento populacional, tendo absorvido 37,9% do crescimento total do país”.
No total, a taxa média de crescimento da população brasileira nos últimos dez anos, foi de 12,3%, atingindo a marca de 190.755.799 habitantes no país. Segundo o levantamento, a redução do crescimento da população vem acontecendo desde os anos de 1960, quando os níveis de fecundidade começaram a apresentar queda.”
FONTE: reportagem de Carolina Gonçalves publicada pela Agência Brasil (edição de Lílian Beraldo) (http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-04-29/palmas-e-cidade-que-registra-maior-crescimento-populacional-na-decada) [imagens do Google adicionadas por este blog].
“Oportunidades de trabalho e emprego fizeram com que Palmas fosse apontada como a capital cuja população mais cresceu no Brasil na última década, de acordo com o Censo Demográfico 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento mostrou que a população da capital de Tocantins apresentou taxa de crescimento de 5,21%, enquanto que a média em todo o país foi de 1,17% ao ano, de 2000 a 2010, -a menor taxa registrada desde que o estudo começou a ser realizado.
“O crescimento de Palmas é, basicamente, em função dos movimentos migratórios. Tocantins é estado criado mais recentemente, então está se construindo, por isso tem muito movimento migratório em direção a Palmas”, explicou o gerente de projetos da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Fernando Albuquerque.
Palmas-TO
O mesmo motivo explica o fato de o Norte e o Centro-Oeste do país terem apresentado maior aumento populacional em relação às demais regiões, no período entre 2000 e 2010.
Além do caso de Palmas, os municípios mais populosos, ou seja, com mais de 100 mil habitantes, foram os que mais cresceram. Nesses casos, a taxa média anual foi de mais de 2%. E de 2000 para 2010, o número de municípios que integram esse grupo, que responde por mais de 21% de toda a população brasileira, passou de 13 para 15. Entre eles, destacam-se “Manaus, que cresceu 2,51% ao ano, passando de nono para sétimo mais populoso, e Brasília que passou de sexto para quarto, tendo apresentando um crescimento médio anual de 2,28%”.
Os três municípios mais populosos continuam sendo São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. No caso das capitais paulista e carioca, tradicionalmente conhecidas como áreas de atração migratória, a pesquisa do IBGE revelou uma redução lenta na participação populacional ao longo das últimas décadas.
“São Paulo vem diminuindo esse número de entradas em função de migração. Desde o Censo 2000, observamos essa diminuição no ritmo porque é mercado que exige maior escolaridade, então o migrante tem dificuldade de se inserir e volta para terra natal ou vai para novas etapas migratórias”, afirmou Fernando Albuquerque.
Ainda assim, o Sudeste mantém-se com o maior contingente e, por isso, “responsável pela maior parcela do incremento populacional, tendo absorvido 37,9% do crescimento total do país”.
No total, a taxa média de crescimento da população brasileira nos últimos dez anos, foi de 12,3%, atingindo a marca de 190.755.799 habitantes no país. Segundo o levantamento, a redução do crescimento da população vem acontecendo desde os anos de 1960, quando os níveis de fecundidade começaram a apresentar queda.”
FONTE: reportagem de Carolina Gonçalves publicada pela Agência Brasil (edição de Lílian Beraldo) (http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-04-29/palmas-e-cidade-que-registra-maior-crescimento-populacional-na-decada) [imagens do Google adicionadas por este blog].
BRASIL TEM O MELHOR RESULTADO FISCAL PARA MARÇO DESDE 2001
“A União, os estados e os municípios economizaram R$ 13,6 bilhões em março para o pagamento de juros da dívida pública, de acordo com ‘Relatório de Política Fiscal’ divulgado sexta-feira (29) pelo Banco Central (BC). É o melhor resultado para o mês desde o início da série, em 2001. O ‘Governo Central’ (Tesouro Nacional, BC e Previdência) economizou R$ 9,676 bilhões e os ‘governos regionais’, 4,436 bilhões. Já as empresas estatais registraram déficit de R$ 511 milhões.
Essa economia, conhecida como ‘superávit fiscal consolidado’, foi 71,86% maior do que os R$ 7,913 bilhões de fevereiro, mas inferior aos R$ 17,748 bilhões registrados em janeiro. No ano, o superávit primário consolidado do setor público acumula R$ 39,262 bilhões, e nos últimos 12 meses soma R$ 121,9 bilhões, equivalentes a 3,23% do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país. A meta do governo é chegar ao fim de 2011 com superávit de R$ 117,9 bilhões.
O relatório do BC destaca, também, que as despesas com juros da dívida atingiram R$ 20,549 bilhões no mês, 7,5% a mais do que os R$ 19,115 bilhões de despesas com juros em fevereiro. No ano, os desembolsos com juros somam R$ 58,945 bilhões, contra R$ 40,490 bilhões em igual período do ano passado. Nos últimos 12 meses, o total de gastos com juros soma R$ 208,913 bilhões, equivalentes a 5,53% do PIB.
Descontados os gastos com juros da economia feita para o superávit primário, o país contabiliza ‘déficit nominal’ de R$ 6,949 bilhões em março. Esse déficit sobe para R$ 19,683 bilhões no trimestre, e nos últimos 12 meses até março alcança R$ 87,055 bilhões, que correspondem a 2,31% do PIB, estimado pelo BC em R$ 3,736 trilhões.
A trajetória crescente das despesas com juros em relação ao superávit primário foi influenciada, principalmente, pelo aumento da inflação nos últimos seis meses e pela retomada do processo de altas da taxa básica de juros (SELIC), que foi reajustada de 10,75% para 11,75% ao ano no primeiro trimestre, de acordo com nota técnica que acompanha o relatório do BC. Na reunião realizada na semana passada, o Comitê de Política Monetária (COPOM) do BC elevou a Selic para 12% ao ano.”
FONTE: reportagem de Stênio Ribeiro publicada pela Agência Brasil (edição de Juliana Andrade) (http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-04-29/pais-tem-melhor-resultado-fiscal-para-meses-de-marco-desde-2001) [imagem do Google adicionada por este blog].
Essa economia, conhecida como ‘superávit fiscal consolidado’, foi 71,86% maior do que os R$ 7,913 bilhões de fevereiro, mas inferior aos R$ 17,748 bilhões registrados em janeiro. No ano, o superávit primário consolidado do setor público acumula R$ 39,262 bilhões, e nos últimos 12 meses soma R$ 121,9 bilhões, equivalentes a 3,23% do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país. A meta do governo é chegar ao fim de 2011 com superávit de R$ 117,9 bilhões.
O relatório do BC destaca, também, que as despesas com juros da dívida atingiram R$ 20,549 bilhões no mês, 7,5% a mais do que os R$ 19,115 bilhões de despesas com juros em fevereiro. No ano, os desembolsos com juros somam R$ 58,945 bilhões, contra R$ 40,490 bilhões em igual período do ano passado. Nos últimos 12 meses, o total de gastos com juros soma R$ 208,913 bilhões, equivalentes a 5,53% do PIB.
Descontados os gastos com juros da economia feita para o superávit primário, o país contabiliza ‘déficit nominal’ de R$ 6,949 bilhões em março. Esse déficit sobe para R$ 19,683 bilhões no trimestre, e nos últimos 12 meses até março alcança R$ 87,055 bilhões, que correspondem a 2,31% do PIB, estimado pelo BC em R$ 3,736 trilhões.
A trajetória crescente das despesas com juros em relação ao superávit primário foi influenciada, principalmente, pelo aumento da inflação nos últimos seis meses e pela retomada do processo de altas da taxa básica de juros (SELIC), que foi reajustada de 10,75% para 11,75% ao ano no primeiro trimestre, de acordo com nota técnica que acompanha o relatório do BC. Na reunião realizada na semana passada, o Comitê de Política Monetária (COPOM) do BC elevou a Selic para 12% ao ano.”
FONTE: reportagem de Stênio Ribeiro publicada pela Agência Brasil (edição de Juliana Andrade) (http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-04-29/pais-tem-melhor-resultado-fiscal-para-meses-de-marco-desde-2001) [imagem do Google adicionada por este blog].
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