quarta-feira, 1 de junho de 2011

Aldo Rebelo: “O CÓDIGO FLORESTAL E A QUINTA COLUNA”


“Conta a lenda que, ao cercar Madri durante a Guerra Civil Espanhola, o general Emilio Mola Vidal, ao ser questionado sobre qual das quatro colunas que comandava entraria primeiro na cidade sitiada, respondeu: a quinta coluna. Mola referia-se aos seus agentes, que de dentro sabotavam a resistência republicana.

Por Aldo Rebelo

Durante a Segunda Guerra Mundial, a expressão tornou-se sinônimo de ações contra o esforço aliado na luta para derrotar o eixo nazi-fascista. A quinta coluna disseminava boatos, procurava enfraquecer e neutralizar a vontade da resistência e desmoralizar a reação contra o inimigo.

Após a votação do Código Florestal, no último dia 24, um restaurante de Brasília acolheu os principais “cabeças” das ONGs internacionais para um jantar que avançou madrugada adentro. A Câmara acabara de aprovar, por 410 x 63 votos, o relatório do Código Florestal e derrotara de forma avassaladora a tentativa do grupo de pressão externo de impedir a decisão sobre a matéria. O ambiente era de consternação pela derrota, mas ali nascia a tática da quinta coluna moderna para pressionar o Senado e o governo contra a agricultura e os agricultores brasileiros. Os agentes internacionais recorreriam à mídia estrangeira e espalhariam internamente a ideia de que o Código “anistia” desmatadores e permite novos desmatamentos.

A sucessão dos fatos ilumina o caminho trilhado pelos conspiradores de botequim. No último domingo, o “Estado de São Paulo” abriu uma página para reportagem assinada pelas jornalistas Afra Balazina e Andrea Vialli com a seguinte manchete: “Novo Código permite desmatar mata nativa em área equivalente ao Paraná”. Não há, no próprio texto da reportagem, uma informação sequer que confirme o título da matéria. É evidente que o projeto votado na Câmara não autoriza desmatamento algum. O que se discute é se dois milhões de proprietários que ocupam áreas de preservação permanente (margem de rio, encostas, morros) devem ser expulsos de suas terras ou em que proporção podem continuar cultivando como fazem há séculos no Brasil, à semelhança de seus congêneres em todo mundo.

No jornal “O Globo”, texto assinado por Cleide Carvalho procura associar o desmatamento no Mato Grosso ao debate sobre o Código Florestal e as ONGs espalham por seus contatos na mídia a existência de relação entre o assassínio de camponeses na Amazônia e a votação da lei na Câmara dos Deputados. O “The Guardian” de Londres publica artigo de um dos chefetes do “Greenpeace” com ameaças ao Brasil pela votação do Código Florestal. Tratam-nos como um enclave colonial carente das lições civilizatórias do império.

As ONGs internacionais consideram toda a área ocupada pela agropecuária no Brasil passivo ambiental que deve ser convertido em floresta. Acham razoável que milhões de agricultores sejam obrigados a arrancar lavoura e capim e plantar vegetação nativa em seu lugar, em um país que mantém mais de 60% de seu território de áreas verdes.

A “anistia” atribuída ao relatório não é explicada pelos que a denunciam, nem a explicação é cobrada pela imprensa. Apenas divulgam que estão “anistiados” os que desmataram até 2008. Quem desmatou até 2008? Os que plantaram as primeiras mudas de cana no Nordeste e em São Paulo na época das capitanias hereditárias? Os primeiros cafeicultores do Pará, Rio de Janeiro e São Paulo no século XVIII? Os colonos convocados pelo governo de Getúlio Vargas para cultivar o Mato Grosso? Os gaúchos e nordestinos levados pelos governos militares para expandir a fronteira agrícola na Amazônia? Os assentados do INCRA que receberam suas terras e só tinham acesso ao título de propriedade depois do desmatamento?

É importante destacar que, pela legislação em vigor, são todos “criminosos” ambientais submetidos ao vexame das multas e autuações do Ministério Público e dos órgãos de fiscalização. Envolvidos na teia de “ilegalidade” estão quase 100% dos agricultores do País por não terem a Reserva Legal que a lei não previa ou a mata ciliar que a legislação de 1965 estabelecia de cinco a 100 metros e na década de 1980 foi alterada para 30 até 500 metros.

Reconhecendo o absurdo da situação, o próprio governo, em decreto assinado pelo presidente Lula e pelo ministro Carlos Minc, suspendeu as multas em decorrência da exigência “legal”, cujo prazo expira em 11 de junho e que provavelmente será reeditado pela presidente Dilma.

O governo e o País estão sob intensa pressão da desinformação e da mentira. A agricultura e os agricultores brasileiros tornaram-se invisíveis no Palácio do Planalto. Não sei se, quando incorporou à delegação da viagem à China os suinocultores brasileiros em busca de mercado no gigante asiático, a presidente tinha consciência de que quase toda a produção de suínos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná está na ilegalidade por encontrar-se em área de preservação permanente.

A Câmara dos Deputados, por grande maioria, mostrou estar atenta aos interesses da preservação ambiental e da agricultura, votando uma proposta que foi aceita por um dos lados, mas rejeitada por aqueles que desconhecem ou precisam desconhecer a realidade do campo brasileiro. O Senado tem, agora, grande responsabilidade e o governo brasileiro precisa decidir se protege a agricultura do País ou se capitulará diante das pressões externas que, em nome do meio ambiente, sabotam o bem-estar do nosso povo e a economia nacional.”

FONTE: escrito por Aldo Rebelo, deputado federal pelo PCdoB-SP. Foi relator do projeto de lei do Novo Código Florestal Brasileiro já aprovado pela Câmara dos Deputados. Artigo publicado no portal “Vermelho” (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=155348&id_secao=1) [imagem do Google adicionada por este blog].

FOGUETE DE TREINAMENTO LANÇADO EM ALCÂNTARA


CENTRO DE LANÇAMENTO DE ALCÂNTARA LANÇA COM SUCESSO O 1° FOGUETE DA OPERAÇÃO “FOGTREIN 1- 2011”

“O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizou com sucesso o lançamento do primeiro foguete de um total de dois previstos para a “Operação FOGTREIN I – 2011”.

O lançamento do “Foguete de Treinamento intermediário – FTI” ocorreu às 14 horas da quinta-feira (26/5). Segundo o Diretor do CLA e coordenador-geral da operação, Coronel Aviador Ricardo Rodrigues Rangel, o foguete atingiu seu apogeu a 56 mil metros do solo, com 221 segundos de voo até o impacto, ocorrido a mais de 79 quilômetros da costa, em alto-mar.

O lançamento confirmou o sucesso do projeto após as modificações na aerodinâmica do foguete. Lançado pela primeira vez no ano passado, o FTI demonstrou ser excelente opção para teste de equipamentos e manutenção dos meios operacionais de centros de lançamento, devido seu baixo custo e alto desempenho em relação à sua trajetória nominal.

Além disso, o sistema de terminação de voo do veículo permite o treinamento de Segurança de Voo para procedimentos de terminação de voo do VLS, aumentando a qualificação das equipes e a segurança dos procedimentos realizados durante os lançamentos.

O FTI, da família do Foguete de Treinamento Básico (FTB), é desenvolvido pelo Comando da Aeronáutica (COMAER) e Avibras Indústria Aeroespacial, de São José dos Campos (SP) –empresa que participou do desenvolvimento de outros foguetes brasileiros de médio porte.

O veículo tem capacidade de transportar experimentos científicos de até 30 kg, com alto nível de estabilidade de voo e de transmissão de dados. A meta das operações “Fogtrein” é poder oferecer, ao mercado aeroespacial, um foguete de baixo custo para ser utilizado para treinamento operacional.”

FONTE: CLA, via portal da FAB (http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?mostra=7257) e Blog do Araya (http://mauricioaraya.wordpress.com/2011/05/26/cla-lanca-foguete-de-treinamento-intermediario/).

DIESEL DE PERNAMBUCO MOVERÁ 20% DOS CAMINHÕES DO BRASIL


OBRAS EM RITMO ACELERADO NA REFINARIA ABREU E LIMA E NA PETROQUÍMICA SUAPE

“Em cada 10 caminhões que rodam no país, dois serão impulsionados pelo diesel que será processado em Pernambuco. A informação é do diretor presidente da Refinaria Abreu e Lima, Marcelino Guedes, que apresentou a evolução do empreendimento ao lado do diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a jornalistas do Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco. O grupo acompanhou a visita de Paulo Roberto Costa às obras da Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape, durante a tarde da última segunda-feira (30/05).

A Refinaria é uma realidade”, declarou Paulo Roberto Costa. Com as obras em ritmo acelerado, 23 mil pessoas trabalham no empreendimento, que entrará em atividade no primeiro trimestre de 2013. “Vamos abastecer todo o Nordeste”, destacou o diretor de Abastecimento da Petrobras.

Marcelino Guedes esclareceu que, quando estiver funcionando, a Refinaria Abreu e Lima terá capacidade de produzir 20% de todo o diesel do país. Contudo, esse volume será voltado principalmente para Pernambuco –segundo maior mercado do Nordeste, atrás apenas da Bahia.


Os detalhes da Petroquímica Suape foram apresentados pelo diretor de Operações da empresa, Carlos Pereira. Ele ressaltou o alto nível de competitividade que a companhia já começa a desenhar. “Temos demanda contínua de importações de derivados petroquímicos no Brasil e a nossa produtividade nacional é afetada pela falta de escala. Essa é a lacuna que estamos aqui para preencher”, frisou Pereira.

Após as apresentações da Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape, Paulo Roberto Costa destacou, ainda, todos os investimentos que vieram a partir desses aportes da Petrobras em Pernambuco, como estaleiros e demais empresas do setor de petróleo e gás.

Além da palestra explicativa dos executivos, os jornalistas puderam percorrer as obras da Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape.

SOBRE A REFINARIA

A Refinaria Abreu e Lima está sendo instalada em Ipojuca, no Complexo Portuário de Suape, a cerca de 60 km ao sul do Recife.

Instalada em área de 6,3 km², a obra foi iniciada em setembro de 2007. Atualmente, 23 mil pessoas trabalham na obra, que tem prazo de conclusão para 2012, com início das operações no primeiro trimestre de 2013.

Quando estiver funcionando, a Refinaria Abreu e Lima terá capacidade de processar 230 mil barris de óleo por dia –70% do que será processado se tornará diesel. Serão produzidos, também, gás de cozinha, nafta petroquímica e coque, entre outros subprodutos.

Estima-se que 20% da produção será voltada para Pernambuco. O restante abastecerá a Região Nordeste.

SOBRE A PETROQUÍMICA SUAPE

Com investimentos de R$ 4,94 bilhões, a Petroquímica Suape já entrou em fase de pré-operação: 71% da estrutura física já está pronta.

Alinhada à tecnologia e à qualidade do setor em nível mundial, a empresa atuará nas áreas petroquímica e têxtil, produzindo PTA (matéria-prima para produção de poliéster), polímeros, filamentos de poliéster e resina PET.

Quando estiver em plena operação, a Petroquímica Suape será o maior polo integrado com poliéster da América Latina.”

FONTE: blog “Fatos e Dados”, da Petrobras (http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2011/05/31/obras-em-ritmo-acelerado-na-refinaria-abreu-e-lima-e-na-petroquimicasuape/#more-39942).[título adicionado por este blog]

Dilma: “O FUTURO JÁ CHEGOU PARA O BRASIL E O URUGUAI”

Presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Uruguai, José Mujica, durante declaração à imprensa, em Montevidéu. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Os governos do Brasil e do Uruguai reativarão, até o fim de 2011, a conexão ferroviária entre os dois países, nos trechos Santana do Livramento – Cacequi (RS) e Rivera – Montevidéu, e irão acelerar as obras da ponte sobre o Rio Jaguarão. A informação é da presidenta Dilma Rousseff, que concedeu declaração à imprensa ao lado presidente do Uruguai, José Mujica, na segunda-feira (30/5), em Montevidéu, onde realizou visita oficial.


Dilma Rousseff afirmou que Brasil e Uruguai seguirão adiante com os grandes projetos de integração física, logística e energética, fundamentais para o desenvolvimento da região fronteiriça, num esforço de “criar sinergia de desenvolvimento entre o norte do Uruguai e o sul do Brasil”. Segundo a presidenta, os governos darão prioridade também aos trabalhos de dragagem, sinalização e balizamento para a implantação da hidrovia Uruguai-Brasil, utilizando a Lagoa Mirim como portal de entrada e de escoamento “em prol do desenvolvimento integrado econômico e social” da região.

Na área de inovação, ciência e tecnologia, a presidenta deu ênfase à implantação da TV digital no Uruguai, que adotou o modelo nipo-brasileiro, e citou acordos bilaterais nos campos da biotecnologia, nanotecnologia, tecnologias da informação e telecomunicações. “Tais esforços incorporarão importante vertente educacional”, completou. Disse, ainda, que Brasil e Uruguai adotaram –a partir do encontro em Montevidéu– plano de ação conjunto para a massificação do acesso à internet em banda larga.

Nos nossos países, o futuro já começou”, defendeu a presidenta.

Quanto à cooperação em temas sociais, Dilma Rousseff comunicou a assinatura do memorando de entendimento na área de habitação e planejamento urbano, por meio do qual o Brasil irá compartilhar a experiência do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Além disso –continuou a presidenta– foi firmado acordo relativo à segurança pública, que estabelece base jurídica para iniciativas de cooperação entre os países.

Outro ponto importante da reunião, segundo a presidenta brasileira, foi a criação de marco jurídico para o aumento do intercâmbio bilateral de energia elétrica. Pelo acordo firmado, os países contarão com suprimento adicional da linha de transmissão de 500 kV que será construída entre San Carlos e Candiota, com conclusão prevista para 2013.

As decisões tomadas nesta visita consolidam o que nós acreditamos ser relação estratégica entre o Brasil e o Uruguai. Relação estratégica que deve olhar para o futuro (…). Temos o orgulho de poder dizer que somos uma das regiões que mais crescem no mundo”, disse.

MULTIPOLARIDADE

O encontro entre os presidentes do Brasil e Uruguai foi oportunidade para se discutir o quadro internacional “extremamente complexo”, avaliou a presidenta Dilma Rousseff. Ela citou os vinte anos de criação do MERCOSUL e os avanços da UNASUL “em prol da integração regional, da paz, estabilidade e segurança da América do Sul”.

Frisou, entretanto, a necessidade de um mundo multipolar, “no qual as responsabilidades dos Estados, grandes ou pequenos, sejam determinadas pela contribuição de cada um à paz, ao diálogo e à cooperação, e não pelo seu potencial de afirmação pela força ou pela ameaça do uso da força”.

Coincidimos [Brasil e Uruguai] em nossa visão comum de um mundo multipolar e inclusivo”, frisou.”

FONTE: Blog do Planalto (http://blog.planalto.gov.br/na-avaliacao-da-presidenta-dilma-o-futuro-ja-chegou-para-o-brasil-e-o-uruguai/)[mapa adicionado por este blog].

Dilma fala sobre: "PARCERIAS COMUNITÁRIAS, ABERTURA DE NOVOS MERCADOS NO EXTERIOR E CONTROLE DA INFLAÇÃO"

“A coluna ‘Conversa com a Presidenta’ publicada ontem, terça-feira (31/5), em dezenas de jornais e revistas no Brasil e no exterior, responde questões sobre parceria de associações de bairro ou comunitárias para pôr fim à fome e à miséria; abertura de novos mercados para o setor agropecuário; e controle da inflação.

Maria José Bezerra, 57 anos, aposentada de Arcoverde (PE) – “Que ações serão realizadas em parceria com as associações de bairro ou comunitárias para acabar com a fome e a pobreza?”

Presidenta Dilma –
Para o êxito dos nossos programas sociais, nós consideramos fundamental ampliar e fortalecer a parceria com estados, municípios e com a sociedade, o que inclui as entidades comunitárias. Desenvolvemos programa de capacitação que está qualificando 21 mil conselheiros municipais de assistência social, entre os quais estão os representantes de associações das comunidades. Eles são fundamentais para o controle dos programas, garantindo que nossas ações cheguem, de fato, aos que mais precisam. Este ano, serão promovidas as “Conferências Nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional e de Assistência Social”, envolvendo cerca de 500 mil pessoas. Serão encontros importantes, que começam nos municípios, para que as comunidades possam participar. As associações comunitárias têm papel importante, também, na distribuição de alimentos. No ano passado, nós desembolsamos R$ 800 milhões com o “Programa de Aquisição de Alimentos” (PAA) e, com aumentos gradativos até 2014, vamos chegar ao gasto anual de R$ 2 bilhões, aumento de 150%. Os alimentos são comprados pela CONAB e encaminhados aos que vivem em situação de insegurança alimentar, pelas associações comunitárias entre outros canais. Com o aumento da aquisição de alimentos, as entidades terão à disposição muito mais produtos e vão poder atender número muito maior de pessoas.

Edson Benedetto, 73 anos, agricultor de Caçador (SC) – “Sua viagem à China trouxe boas novas para a região do meio-oeste catarinense, que é forte na suinocultura. Que setores agropecuários terão iguais boas novas, pela abertura de novos mercados no exterior?”

Presidenta Dilma –
Além da suinocultura, vários outros setores estão sendo beneficiados com a diversificação do nosso comércio exterior. Ampliamos o número de empresas exportadoras de carnes bovina e de frango para a China e conseguimos autorização para exportar gelatinas e produtos derivados do leite. No esforço para diversificar as exportações agropecuárias, já identificamos vários outros produtos com potencial de incremento das vendas por meio de promoção comercial. Alguns deles foram apresentados ao ministro do Comércio da China, Chen Deming e sua comitiva, durante visita a Brasília este mês: milho, café torrado, cafés especiais, sucos, inclusive de laranja, carnes de aves, mel e vinhos. Outras negociações estão sendo feitas pelo Ministério da Agricultura com mercados importantes, como os da Coréia do Sul e dos Estados Unidos, para a exportação de carnes bovina e suína. Essas estratégias contribuíram para o nosso país alcançar superávit comercial de US$ 5 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado: US$ 2,1 bilhões. É importante ressaltar que o Brasil tem hoje a maior agropecuária do mundo e é o único país que ainda pode dobrar sua produção e suas exportações sem alterar o meio ambiente e sem afetar o mercado interno.

Sidney Lima Neto, 22 anos, universitário de Vila Velha (ES) – “Como a senhora pretende controlar a inflação, já que houve aumento abusivo no preço da gasolina e elevação nos valores dos produtos da cesta básica?”

Presidenta Dilma –
Sidney, posso assegurar a você que a inflação já começou a declinar mais fortemente. Esse recuo está acontecendo porque os preços no mercado internacional pararam de subir e porque adotamos as medidas corretas no Brasil. Tudo que fazemos é sempre com muito critério e equilíbrio, para controlar a inflação sem comprometer o crescimento econômico e a geração de empregos. Entre os mecanismos acionados, destaco o estímulo à agricultura. Para esta safra, a CONAB prevê colheita recorde de 159,5 milhões de toneladas de grãos. Além disso, também estamos controlando o crescimento do consumo, com o corte de R$ 50 bilhões no orçamento da União e medidas financeiras para moderar a expansão do crédito. Mais importante, estamos mantendo os estímulos aos investimentos, pois é o aumento da capacidade de produção de nosso país que garante o controle da inflação. Todas essas medidas reduzirão a inflação sem comprometer o crescimento da economia.”

FONTE: Blog do Planalto (http://blog.planalto.gov.br/parcerias-comunitarias-abertura-de-novos-mercados-no-exterior-e-controle-da-inflacao/).

Robert Fisk: “QUEM, NO ORIENTE MÉDIO, OUVE OBAMA?”

O contínuo e crescente roubo das terras palestinas por Israel, com aplausos longos e efusivos de pé e total e submisso apoio do Congresso e do governo dos EUA

E QUEM, NO ORIENTE MÉDIO, LIGA PARA O QUE OBAMA DIGA?

Por Robert Fisk, no jornal “The Independent”, do Reino Unido

“Em maio, o Oriente Médio assistiu ao desmonte do presidente dos EUA. Pior do que isso, se assistiu aqui o ponto mais baixo do prestígio dos EUA na região, desde que Roosevelt encontrou-se com o rei Abdul Aziz a bordo do USS Quincy, no Grande Lago Salgado [1], em 1945.

Enquanto Barack Obama e Benjamin Netanyahu representavam sua farsa em dueto em Washington –Obama rastejante como sempre–, os árabes meteram mãos à obra, no serviço de mudar seu mundo, em manifestações de rua, lutando e gritando e morrendo para alcançar liberdades que jamais tiveram. E Obama gaguejava sobre mudanças no Oriente Médio –e sobre "o novo papel dos EUA na região". Foi patético.

E… que conversa é essa de ‘papel na região’?” perguntou-me um amigo egípcio, no fim de semana. “Será que ainda supõem que alguém aqui tenha algum interesse em saber o que eles pensam?

Verdade. A omissão de Obama, o erro de não ter apoiado as revoluções árabes antes de estarem praticamente decididas, tirou dos EUA o pouco prestígio que ainda tinham no Oriente Médio. Obama calou sobre a derrubada de Ben Ali; só se uniu ao coro de indignação contra Mubarak dois dias depois de Mubarak já ter fugido; condenou o regime sírio –que já matou mais gente do próprio povo que qualquer outro governo nessa “primavera” árabe, exceto o temível Gaddafi–, mas deixou bem claro que gostaria muito de ver sobreviver o regime de Assad; ergueu o punhozinho contra a crueldade gigante do minúsculo Bahrain; mas, inacreditavelmente, ainda não disse uma palavra, uma, que fosse, contra a Arábia Saudita. Frente a Israel, Obama ajoelha-se. Como se surpreender agora, quando os árabes dão as costas aos EUA, não por ódio ou ira, não com ameaças, mas só, exclusivamente, com desprezo profundo?

Agora, quem toma as decisões são os árabes e seus companheiros muçulmanos do Oriente Médio.

A Turquia está furiosa com Assad, porque prometeu duas vezes propor reformas e eleições democráticas –e em nenhum dos casos honrou a promessa. O governo turco mandou duas delegações a Damasco e, segundo os turcos, na segunda visita, Assad mentiu ao ministro das Relações Exteriores (disse que insistiria para que seu irmão Maher tirasse seus policiais das ruas das cidades sírias). Não insistiu. Os torturadores prosseguiram em sua faina.

Assistindo à chegada de centenas de refugiados sírios pela fronteira norte do Líbano, o governo turco teme, agora, que se repita a onda de refugiados do Curdistão Iraquiano, que inundou seu território depois da Guerra do Golfo de 1991, e já tem planos secretos para impedir que os curdos sírios cheguem aos milhares às áreas curdas do sudeste da Turquia. Os generais turcos prepararam operação para enviar soldados turcos para a Síria, para criar uma “área segura” para os refugiados sírios no território do califado de Assad. Os turcos estão preparados para avançar bem além da cidade de Al Qamishli, já na Síria –e talvez cheguem à metade do Deir el-Zour (aos velhos campos de matança do deserto, no holocausto de armênios em 1915)-, mas sem qualquer alarde. O plano é ali criar um “paraíso seguro” para os que fogem do massacre nas cidades sírias.

Os qataris, simultaneamente, trabalham para impedir que a Argélia forneça mais tanques e veículos blindados a Gaddafi –essa foi uma das razões da visita do emir do Qatar, o pássaro mais esperto do Golfo Árabe, ao presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, semana passada. O Qatar está comprometido com os rebeldes líbios em Benghazi; seus aviões voam para a Líbia a partir de Creta e –o que não se sabia até agora–, há oficiais do Qatar assessorando os rebeldes na cidade de Misrata na Líbia ocidental. Se a Argélia estiver de fato ajudando a blindar Gaddafi e repondo material destruído, estaria explicado o avanço ridiculamente lento da campanha da OTAN contra Gaddafi.

Claro, tudo depende de saber se Bouteflika realmente controla o próprio exército –ou se o ‘pouvoir’ argelino, que inclui muitos generais conspiradores e corruptos, está cumprindo ordens e acordos. O equipamento argelino é superior ao de Gaddafi; assim, para cada tanque destruído, é possível que Gaddafi esteja recebendo modelo novo, como item de reposição. Abaixo da Tunísia, Argélia e Líbia partilham 750 milhas de fronteira de deserto, rota de fácil trânsito de armas.

Mas os qataris também têm atraído a ira de Assad. A cobertura obcecada que a rede Al Jazeera tem dado ao levante sírio –imagens de mortos e feridos sempre muito mais terríveis que qualquer coisa que a 'soft' televisão ocidental jamais se atreveria a mostrar– enfureceu a televisão estatal síria, que se pôs a atacar furiosamente o emir e o estado do Qatar. O governo sírio acaba, se suspender projetos de investimentos de empresas do Qatar no valor de 4 bilhões de libras, entre os quais um projeto da estatal de água e eletricidade do Qatar.

Entre esses eventos épicos –o próprio Iêmen talvez leve a coroa de repressão mais sangrenta de todas; o número de mártires sírios já ultrapassou o número de mortos pela polícia assassina e esquadrões-da-morte de Mubarak há cinco meses– quem se surpreenderá ao constatar que Netanyahu e Obama já sejam vistos como absolutamente irrelevantes?

A verdade é que as políticas de Obama para o Oriente Médio –sejam quais forem– são tão obscuras e confusas que nem recebem qualquer atenção mais aprofundada. Obama apoia, claro, a "democracia" –e em seguida admite que a democracia pode não servir aos interesses dos EUA. Naquela “magnífica democracia” chamada Arábia Saudita, os EUA constroem negócio de venda de armas de 40 bilhões de libras, e ajudam os sauditas a desenvolver “nova” força de elite para proteger o petróleo e as futuras instalações nucleares do reino. Daí, brota o medo de Obama de irritar a Arábia Saudita, onde dois dos três irmãos reinantes estão tão senis que já não tomam decisões lúcidas –e infelizmente um desses dois é o rei Abdullah. E daí brota, também, a disposição de Obama de assegurar a sobrevivência do regime de atrocidades da família Assad.

Claro que os israelenses preferem que a ditadura síria continue “estável”: melhor um sombrio califato conhecido, que qualquer governo islâmico que venha a surgir das ruínas. Mas e Obama? Que sentido faz Obama defender esse argumento, quando o povo sírio está morrendo nas ruas em luta para conquistar a democracia que o mesmo Obama diz que quer ver na região?

Um dos elementos mais ocos da oca política dos EUA para o Oriente Médio é a ideia básica segundo a qual os árabes seriam, naturalmente, mais estúpidos que “nós” e com certeza mais estúpidos que os israelenses, ainda mais sem noção da realidade que o “ocidente”, além de os árabes, absolutamente não entenderem a própria história. Assim sendo, os árabes têm de ser guiados, instruídos, conversados por La Clinton e sua troupe –exatamente como sempre fizeram e fazem os ditadores, guiando ‘seus filhos’ pela vida.

Fato é que os árabes são hoje muito mais amplamente alfabetizados que há uma geração; milhões falam inglês perfeitamente e são perfeitamente capazes de constatar a total fragilidade e a completa irrelevância política das falas de Obama. Quem ouvisse o primeiro discurso de Obama em maio, 45 minutos –o primeiro discurso de uma sequência de quatro dias de conversa fiada e perfumaria enunciadas pelo homem que parecia disposto a falar ao mundo muçulmano, do Cairo, há dois anos, mas que, a partir dali, nada mais fez–, poderia até imaginar que Obama estaria no comando das revoltas árabes, nunca que se encolheu à margem delas, com medo.

Houve um muito significativo (co)lapso linguístico na fala de Obama ao longo desses quatro dias críticos. Dia 19/5, 5ª-feira, falou sobre a manutenção dos “assentamentos” israelenses. Dia 20/5, 6ª-feira, Netanyahu aplicou-lhe longo sermão sobre “algumas mudanças demográficas que se observam em campo”. Em seguida, ao falar ao lobby reunido do AIPAC, no domingo, 22/5, Obama já fizera sua a expressão absurda, sem sentido, de mascaramento dos fatos, de Netanyahu. No discurso ao AIPAC, Obama falou de “novas realidades demográficas que se observam em campo”.

Quem o ouvisse, jamais suspeitaria que Obama falasse de colônias ilegais, exclusivas para judeus, construídas ilegalmente em terras que Israel roubou e continua a roubar dos proprietários palestinos, no maior caso de roubo de terras da história da Palestina.

Obama anunciou que qualquer demora na construção da paz criará "riscos para a segurança de Israel". Como se nem desconfiasse que o projeto de Netanyahu é, exatamente, adiar, adiar, adiar, adiar a paz o mais possível, até que já não haja terras palestinas a serem roubadas nem, tampouco, qualquer possibilidade de algum dia haver o estado palestino “viável” que EUA e União Europeia supostamente desejam.

Depois, foi aquela conversa sobre “as fronteiras de 1967”. Netanyahu declarou que as tais fronteiras seriam “indefensáveis” (apesar de as mesmas fronteiras terem parecido superdefensáveis durante os 18 meses que antecederam a Guerra dos Seis Dias). E Obama –sem dar qualquer atenção ao fato de que Israel provavelmente é o único país do planeta que tem fronteiras terrestres a leste… mas não se sabe onde estão– disse que havia sido mal interpretado ao falar das fronteiras de 1967.

Pouco importa o que diga o presidente dos EUA, o atual ou qualquer outro. George W Bush assinou a rendição há anos, quando entregou a Ariel Sharon uma carta na qual declarou que "os EUA aceitam 'todos os grandes centros populacionais em Israel' localizados além das linhas de 1967".

Mesmo para os árabes já preparados para a fala desfibrada, sem espinha dorsal, de Obama, essa parte foi excessiva, além do razoável. Tampouco entenderam a reação ao discurso de Netanyahu ao Congresso. Como é possível que deputados e senadores dos EUA levantem-se 55 vezes para aplaudir Netanyahu –55 vezes!–, mais entusiasmo do que se vê nos parlamentos-fantoche de Assad, Saleh e o resto?

E o quê, diabos, afinal, o Grande Discursador do Ocidente quereria dizer com “todos os países têm direito a autodefesa”… mas a Palestina tem de ser “desmilitarizada”? Ora! Queria dizer que Israel está liberada para continuar a atacar palestinos (como em 2009, por exemplo, quando Obama guardou silêncio covarde, de traição) e os palestinos que aguentem o que os espera, se não se comportarem conforme as regras –porque não terão armas para defender-se.

Para Netanyahu, os palestinos podem escolher: ou unidade com o Hamás, ou paz com Israel. Conversa muito estranha, essa! Quando não havia unidade, Netanyahu dizia que não tinha [paz porque não havia] interlocutor palestino, porque os palestinos estavam divididos. Quando os palestinos se unem, diz que são desqualificados para conversações de paz.

Claro, quanto mais tempo você vive no Oriente Médio, mais esperto fica. Lembro, por exemplo, em viagem a Gaza no início dos anos 1980s, quando Yasser Arafat comandava a OLP, instalado em Beirute. Ansioso para destruir o prestígio de Arafat nos territórios ocupados, o governo de Israel decidiu apoiar um grupo islâmico em Gaza chamado Hamás. A verdade é simples. Eu vi com meus próprios olhos o comandante do Comando Sul do exército de Israel negociando com os barbudos do Hamás, autorizando-os a construir mais mesquitas.

É justo lembrar que, naquele momento, americanos e britânicos estavam ocupadíssimos tentando convencer um certo Osama bin Laden a combater contra o exército soviético no Afeganistão. Mas os israelenses não largavam o pé do Hamás. Dias depois, lá estavam outra vez reunidos com a ‘facção’ na Cisjordânia. A história foi matéria de primeira página do “Jerusalem Post”, no dia seguinte. E os EUA não reclamaram: nem um pio.

Lembro de outro momento, nesses longos anos. No início dos anos 1990s, membros do Hamás e da Jihad Islâmica foram infiltrados pela fronteira israelense no sul do Líbano, onde permaneceram mais de um ano acampados numa encosta gelada. Visitei-os naquele acampamento algumas vezes. Numa dessas vezes, mencionei que, no dia seguinte, viajaria para Israel. Imediatamente, um dos homens do Hamás correu até a barraca e voltou de lá com um caderno de anotações. Dali extraiu, para me dar, os números dos telefones de casa de três importantes políticos israelenses –dois dos quais continuam importantes até hoje– e eu, chegando a Jerusalém, testei os números: os três, certíssimos. Em outras palavras: no início dos anos 1990s, o governo de Israel mantinha contato pessoal e direto com o Hamás.

De lá até hoje, a narrativa foi deformada até se tornar irreconhecível. O Hamás passou a ser “super terrorista”, “representante da al-Qa’ida no governo unificado da Palestina”, os gênios do mal, para garantir que jamais haja paz entre os palestinos e Israel. Se tal coisa fosse verdade, a verdadeira al-Qa’ida já teria anunciado e assumiria plena responsabilidade pela ‘aliança’, que trataria de divulgar aos quatro ventos. Mas é mentira.

No mesmo contexto, Obama declarou que os palestinos teriam de responder perguntas sobre o Hamás. Mas… por quê? O que Obama e Netanyahu pensem sobre o Hamás absolutamente não interessa aos palestinos. Obama disse aos palestinos que não se apresentem à ONU em setembro, para exigir o reconhecimento oficial ao seu estado. Mas… por que, diabos, não poderiam ir à ONU?

Se os povos do Egito, da Tunísia, do Iêmen, da Líbia, da Síria –e continuamos a esperar por outros que hão de vir, talvez, agora, a revolução da Jordânia, uma segunda revolução no Bahrain? O Marrocos?)– podem lutar por dignidade e liberdade, por que os palestinos não poderiam?

Tendo ouvido décadas de lições a favor de protestos não violentos, os palestinos escolheram a via de ir à ONU e lá fazer ouvir seu clamor por legitimação. Não. Obama acha que não. E ordena que nem tentem.

Quem leu todos os “Palestine Papers” divulgados por Al-Jazeera sabe, sem sombra de dúvidas, que os negociadores palestinos irão até onde for preciso para criar qualquer tipo de estado. Mas Mahmoud Abbas –que conseguiu escrever livro de 600 páginas sem usar a palavra “ocupação”– é perfeitamente capaz de engavetar o projeto ONU, de medo do que disse Obama –que o movimento seria visto como tentativa para “isolar” Israel e, claro, para “deslegitimar” o estado israelense– “o estado judeu”, como diz, agora, o presidente dos EUA.

Netanyahu é quem mais trabalha para deslegitimar Israel. De todos, é o que cada dia mais se parece com os bufões árabes que, até hoje, comandaram o Oriente Médio. Mubarak viu “mão estrangeira” na revolução egípcia (mão iraniana, claro). O príncipe coroado do Bahrain, idem (o Irã, sempre o Irã). E Gaddafi (viu mãos da al-Qa’ida, do imperialismo ocidental, várias mãos estrangeiras). Idem Saleh do Iêmen (al-Qa’ida, Mossad e EUA). Idem Assad da Síria (mãos do islamismo, talvez do Mossad, e outras). E idem, idem, Netanyahu –que vê, claro, a mão do Irã, além da mão da Síria, do Líbano, de todas as entidades e seres imagináveis… exceto as suas próprias mãos israelenses.

Contudo, enquanto segue a bufoneria geral, as placas tectônicas vibram e estremecem.

Duvido muito que os palestinos mantenham-se calados por muito tempo mais. Se há uma “intifada” na Síria, por que não uma Terceira Intifada na Palestina? Não ações de homens-bomba e mulheres-bomba, mas movimento de massas, protestos de milhares, de milhões. Se Israel atirou para matar contra alguns poucos manifestantes que tentaram –e vários conseguiram– furar a fronteira de Israel há duas semanas… o que mais farão se tiverem de enfrentar manifestações de milhares, de milhões?

Obama resolveu que a ONU não deve reconhecer nenhum estado palestino. Por que não? Mas, sobretudo, quem, no Oriente Médio, liga para o que Obama diga? De fato, nem os israelenses ligam.

Em breve, a primavera árabe será tórrido verão e virá também um outono árabe. Até lá, é possível que o Oriente Médio já se tenha transformado para sempre. O que os EUA digam não fará diferença alguma.”

[1] Orig. “Great Bitter Lake”: o lago salgado entre a parte norte e sul do Canal de Suez, antes de haver o Canal de Suez. Ao lado, está o Pequeno Mar Salgado (imagens do lago em http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Great_Bitter_Lake).

FONTE: escrito por Robert Fisk, no jornal “The Independent”, do Reino Unido. Transcrito no portal “Viomundo” com tradução do “Coletivo da Vila Vudu” (http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/robert-fisk-quem-no-oriente-medio-ouve-obama.html) [imagem do Google adicionada por este blog].

África do Sul: “AGRESSÃO DA OTAN À LÍBIA ATRAPALHA ESFORÇOS DE PAZ”

       Ataques dos EUA e OTAN "para proteger civis líbios" [sic!]

“Os bombardeios da OTAN estão minando os esforços de mediação de paz das nações africanas na Líbia, afirmou em transmissão de TV o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, durante visita a Trípoli para conversa com Muamar Kadafi.

Os ataques aéreos do Pacto Militar ocidental [EUA/OTAN] contra o país estão atrapalhando as tentativas africanas de negociar a paz, disse Zuma antes do encontro com Kadafi, numa entrevista transmitida na África do Sul.

"Até mesmo a visita ao país teve que ser adiada por causa dos bombardeios", explicou Zuma, referindo-se à missão da União Africana (UA) na Líbia.

"Sempre temos que pedir permissão à OTAN para entrar na Líbia", mesmo em nosso caso, disse. "Eu acredito que isso, de alguma maneira, compromete a integridade da União Africana".

Zuma foi a Trípoli na segunda-feira (30) encontrar-se com Kadafi para discutir o fim do conflito, depois da visita de alto oficial da UA em abril.

"Nós não podemos permitir que esse conflito dure mais tempo", disse ele à emissora pública SABC.

"A situação complica à medida que o tempo passa. Isso pode terminar de maneira muito infeliz para a Líbia e talvez para o próprio Kadafi," afirmou o presidente sul-africano.

Segundo a assessoria da presidência da África do Sul, Zuma está buscando cessar-fogo imediato como tentativa de aumentar a ajuda humanitária e facilitar as reformas necessárias para eliminar a causa dos conflitos que eclodiram durante os protestos contra o governo, em meados de fevereiro.”

FONTE: Portal “Vermelho” (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=155344&id_secao=9) [imagem do Google adicionada por este blog].