O portal UOL ontem publicou:
”O desemprego nas seis regiões metropolitanas do país analisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos) caiu de 14,5% em agosto para 14,1% em setembro. É a menor taxa já registrada para o nono mês do ano desde 1998.
Em setembro do ano passado, o nível de desocupação estava em 15,5%.
A pesquisa constatou que existem 2,839 milhões de pessoas desempregadas nas regiões estudadas, 72 mil a menos que em agosto. O contingente de ocupados é de 17,347 milhões.
Foram criados em setembro 130 mil postos de trabalho, número superior ao de pessoas que ingressaram no mercado (58 mil). A pesquisa abrange as regiões metropolitanas de Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo.
O desemprego caiu em todas as regiões analisadas, com exceção apenas de Recife (alta de 6,3%), quando se compara a taxa de setembro deste ano com a do mesmo mês do ano passado.
A maior queda foi em Belo Horizonte (redução de 16,7%). A taxa média das seis regiões caiu 9% nesse tipo de comparação (de 15,5% para 14,1%).
O nível de ocupação aumentou, de agosto para setembro, nos setores de serviços (171 mil novas vagas, alta de 1,9%), construção civil (18 mil postos, elevação também de 1,9%) e indústria (16 mil empregos, expansão de 0,6%). Houve diminuição no comércio (perda de 37 mil vagas, uma queda de 1,3%) e no que no conjunto dos demais setores (38 mil postos a menos, recuo de 2,5%).
O rendimento médio real dos trabalhadores ocupados subiu 1% de agosto para setembro, atingindo R$ 1.171. Já o rendimento dos assalariados, especificamente, caiu 0,4%, para R$ 1.227”.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
DESMATAMENTO CAI 22% NA AMAZÔNIA EM SETEMBRO; ÁREA AFETADA É DE 587 KM²
Li ontem no portal UOL:
“O índice de desmatamento registrado na Amazônia no mês de setembro chegou a 587 km², o que representa uma queda de 22% em relação a agosto, segundo dados do sistema Deter - Detecção do Desmatamento em Tempo Real, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta quarta-feira. A área equivale a quase um terço da cidade de São Paulo.”
Em agosto, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) havia constatado o desmatamento de 750 km² na região. Em comparação com setembro de 2007, quando o Inpe registrou 603 km² de novos desmates, a queda foi de 2,7%.
No acumulado do ano, a Amazônia sofreu um desmatamento de 6.268 km², o equivalente a mais de quatro vezes a cidade de São Paulo.
O instituto avisa, em seu site, que os dados não representam uma avaliação fiel do desmatamento mensal da Amazônia, em função da resolução dos satélites e da cobertura de nuvens variável de um mês para outro, e, portanto, os números devem ser usados apenas como indicador de tendências do desmatamento.
Do total de alertas indicados pelo Deter em setembro, 216 km² foram registrados no Mato Grosso e 127 km² no Pará. Maranhão, Rondônia e Amazonas tiveram, respectivamente, 97 km², 91,5 km² e 46 km². Os demais estados da Amazônia Legal tiveram pouco ou nenhum desmatamento registrado pelo Deter.
Esses números, que consideram áreas que sofreram corte raso (desmate completo) ou degradação progressiva (floresta em processo de desmatamento), devem ser analisados em conjunto com os dados sobre a ocorrência de nuvens, que impedem o monitoramento por satélite.
No mês de setembro, enquanto Mato Grosso e Rondônia puderam ser livremente observados, 63% do território do Pará, por exemplo, esteve coberto pelas nuvens”.
“O índice de desmatamento registrado na Amazônia no mês de setembro chegou a 587 km², o que representa uma queda de 22% em relação a agosto, segundo dados do sistema Deter - Detecção do Desmatamento em Tempo Real, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta quarta-feira. A área equivale a quase um terço da cidade de São Paulo.”
Em agosto, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) havia constatado o desmatamento de 750 km² na região. Em comparação com setembro de 2007, quando o Inpe registrou 603 km² de novos desmates, a queda foi de 2,7%.
No acumulado do ano, a Amazônia sofreu um desmatamento de 6.268 km², o equivalente a mais de quatro vezes a cidade de São Paulo.
O instituto avisa, em seu site, que os dados não representam uma avaliação fiel do desmatamento mensal da Amazônia, em função da resolução dos satélites e da cobertura de nuvens variável de um mês para outro, e, portanto, os números devem ser usados apenas como indicador de tendências do desmatamento.
Do total de alertas indicados pelo Deter em setembro, 216 km² foram registrados no Mato Grosso e 127 km² no Pará. Maranhão, Rondônia e Amazonas tiveram, respectivamente, 97 km², 91,5 km² e 46 km². Os demais estados da Amazônia Legal tiveram pouco ou nenhum desmatamento registrado pelo Deter.
Esses números, que consideram áreas que sofreram corte raso (desmate completo) ou degradação progressiva (floresta em processo de desmatamento), devem ser analisados em conjunto com os dados sobre a ocorrência de nuvens, que impedem o monitoramento por satélite.
No mês de setembro, enquanto Mato Grosso e Rondônia puderam ser livremente observados, 63% do território do Pará, por exemplo, esteve coberto pelas nuvens”.
LULA VISITA HAVANA PELA 2ª VEZ EM 2008 PARA SER "SÓCIO Nº1" DE CUBA
A agência espanhola de notícias EFE ontem publicou (li no UOL):
“Havana, 29 out (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega amanhã a Havana para uma visita de menos de 24 horas, sua segunda em 2008, para ratificar seu desejo de tornar o Brasil "sócio número um" de Cuba.
Lula encontrará o presidente cubano, Raúl Castro, e lhe ratificará a solidariedade do Brasil após a passagem pela ilha de dois furacões entre agosto e setembro que causaram perdas superiores a US$ 5 bilhões.
Brasil enviou a Cuba no mês passado dois aviões com 28 toneladas de alimentos para os desabrigados e está em caminho um navio com mais mantimentos e materiais para a reconstrução de infra-estruturas e casas.
Além disso, o Brasil abriu uma linha de crédito de US$ 200 milhões para a compra de alimentos, tanto agropecuários como industrializados, a Cuba, que importa mais de 80% dos alimentos que consomem seus 11,2 milhões de habitantes.
Durante a visita, as estatais Petrobras e Cupet devem assinar um acordo para que a primeira faça prospecções em águas cubanas do Golfo do México, embora ainda estejam negociando detalhes finais, disseram à agência Efe diplomatas brasileiros em Havana.
Além disso, o presidente brasileiro convidará Raúl Castro a visitar o Brasil em dezembro, informou ontem seu porta-voz, Marcelo Baumbach.
O Governo cubano e os meios de comunicação da ilha -todos estatais- não informaram até agora da visita do líder brasileiro.
Lula esteve em Havana em 14 e 15 de janeiro, visitando o ditador Fidel Castro, de 83 anos, que devido à crise intestinal que sofre desde 2006, passou o poder a seu irmão, Raúl, de 77, em fevereiro.
Lula chegará a Havana acompanhado por empresários brasileiros, entre os quais promoveu pessoalmente oportunidades de negócios e investimentos na ilha.
Além disso, ele assistirá à inauguração em Havana de um escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.
Desde janeiro se negociam acordos em torno de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões para infra-estruturas de estradas e compra de colheiteiras brasileiras de arroz e cana-de-açúcar.
Também há projetos de construção de hotéis, casas pré-fabricadas, lubrificantes petroquímicos, provisão de materiais para infra-estruturas elétricas, indústrias siderúrgicas e mecânicas, e montagem de ônibus e reboques”
“Havana, 29 out (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega amanhã a Havana para uma visita de menos de 24 horas, sua segunda em 2008, para ratificar seu desejo de tornar o Brasil "sócio número um" de Cuba.
Lula encontrará o presidente cubano, Raúl Castro, e lhe ratificará a solidariedade do Brasil após a passagem pela ilha de dois furacões entre agosto e setembro que causaram perdas superiores a US$ 5 bilhões.
Brasil enviou a Cuba no mês passado dois aviões com 28 toneladas de alimentos para os desabrigados e está em caminho um navio com mais mantimentos e materiais para a reconstrução de infra-estruturas e casas.
Além disso, o Brasil abriu uma linha de crédito de US$ 200 milhões para a compra de alimentos, tanto agropecuários como industrializados, a Cuba, que importa mais de 80% dos alimentos que consomem seus 11,2 milhões de habitantes.
Durante a visita, as estatais Petrobras e Cupet devem assinar um acordo para que a primeira faça prospecções em águas cubanas do Golfo do México, embora ainda estejam negociando detalhes finais, disseram à agência Efe diplomatas brasileiros em Havana.
Além disso, o presidente brasileiro convidará Raúl Castro a visitar o Brasil em dezembro, informou ontem seu porta-voz, Marcelo Baumbach.
O Governo cubano e os meios de comunicação da ilha -todos estatais- não informaram até agora da visita do líder brasileiro.
Lula esteve em Havana em 14 e 15 de janeiro, visitando o ditador Fidel Castro, de 83 anos, que devido à crise intestinal que sofre desde 2006, passou o poder a seu irmão, Raúl, de 77, em fevereiro.
Lula chegará a Havana acompanhado por empresários brasileiros, entre os quais promoveu pessoalmente oportunidades de negócios e investimentos na ilha.
Além disso, ele assistirá à inauguração em Havana de um escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.
Desde janeiro se negociam acordos em torno de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões para infra-estruturas de estradas e compra de colheiteiras brasileiras de arroz e cana-de-açúcar.
Também há projetos de construção de hotéis, casas pré-fabricadas, lubrificantes petroquímicos, provisão de materiais para infra-estruturas elétricas, indústrias siderúrgicas e mecânicas, e montagem de ônibus e reboques”
ONU APROVA (PELA 17ª VEZ) PEDIDO DE SUSPENSÃO DE EMBARGO DOS EUA A CUBA
A agência espanhola de notícias EFE divulgou ontem, a partir da sede das Nações Unidas (li no UOL):
“A Assembléia Geral da ONU aprovou hoje uma resolução que pede o fim do embargo econômico e comercial declarado há quase meio século pelos Estados Unidos contra Cuba.
Dos 192 países que integram a ONU, 185 países votaram a favor, três (Estados Unidos, Israel e Palau) foram contra, dois se abstiveram (Ilhas Marshall e Micronésia) e dois países não votaram (El Salvador e Iraque)”.
Esta é a 17ª vez consecutiva que Cuba apresenta à Assembléia Geral uma resolução que critica os efeitos negativos destas sanções unilaterais dos Estados Unidos e pede sua revogação.
A resolução apresentada ao plenário pelo chanceler cubano, Felipe Pérez Roque, recebeu, nesta ocasião, um apoio superior ao do ano passado, quando foi respaldada por 184 países e rejeitada por quatro.
"Vocês estão sozinhos, completamente isolados", disse pouco antes da votação Pérez Roque, dirigindo-se à delegação americana.
Em seu discurso, o chanceler cubano disse que "sete em cada dez cubanos passaram a vida sob esta política irracional e inútil".
"O bloqueio é mais velho que o senhor Barack Obama (o candidato democrata à Presidência dos EUA) e que toda minha geração", disse.
Pérez Roque destacou que o debate na ONU sobre o embargo dos EUA será realizado este ano com o cenário das eleições presidenciais americanas e a passagem, em agosto e setembro, de dois furacões pela ilha.
O chanceler disse que os Estados Unidos responderam aos furacões "com seu habitual cinismo e hipocrisia", e criticou que Washington não tenha concordado com o pedido de permitir a compra, por parte de Cuba, de produtos americanos através de créditos privados.
O ministro cubano justificou sua rejeição aos US$ 5 milhões em ajuda direta oferecida pelo Governo americano destacando que as autoridades de Cuba não podem "aceitar uma suposta ajuda daqueles que intensificaram o bloqueio, as sanções e a hostilidade" contra o povo cubano.
Pérez Roque disse ainda que os Estados Unidos aumentaram, no último ano, a perseguição a empresas cubanas em outros países, criaram obstáculos às transações internacionais da nação e bloquearam sites com vínculos a Cuba.
Por sua parte, o representante americano, Ronald Goddard, acusou o regime cubano de colocar seus interesses políticos à frente do bem-estar do povo americano, ao rejeitar, em quatro ocasiões, as "ofertas incondicionais" de ajuda de Washington após a passagem dos furacões.
Goddard afirmou que o Governo dos EUA considera que o embargo a Cuba é um assunto que não diz respeito à Assembléia Geral, porque faz parte da política comercial soberana do país.
Assim mesmo, ressaltou que o embargo foi "cuidadosamente elaborado" para permitir o acesso do povo cubano a alimentos e produtos humanitários.
Nesse sentido, lembrou que os Estados Unidos são o maior parceiro comercial de Cuba na venda de produtos agrícolas, que foram enviados US$ 40 milhões em remédios à ilha em 2007 e US$ 240 milhões em "assistência humanitária privada".
EMBARGO
O embargo econômico à ilha caribenha foi instituído pelos Estados Unidos em 1962, três anos após a queda do governo do ditador Fulgêncio Batista e tomada de poder pela Junta Militar Revolucionária cubana.
Antes, porém, o governo norte-americano já havia levado a cabo uma série de medidas retaliatórias às reformas e estatizações promovidas por Fidel Castro.
Em 1960, reduziram a cota de importação do açúcar cubano em 700 mil toneladas. Os EUA eram o principal comprador do produto.
Em 1961, a potência cortou as relações diplomáticas com Cuba e, segundo historiadores, financiou a fracassada tentativa de invasão da Baía dos Porcos.
A aliança de Cuba com a União Sovietica foi firmada a partir do embargo, que deixara a ilha isolada no comércio internacional e detentora de uma produção econômica majoritariamente agrícola. Ao aceitar o auxílio soviético, a ilha entrava também na área de influência política da potência comunista.
Este processo culminou na Crise dos Mísseis de Cuba, em 1962. O episódio é até hoje lembrado como um dos poucos momentos da segundo metade do século 20 em que o temor de ver a Guerra Fria transformar-se em uma grande guerra nuclear foi verossímil”.
“A Assembléia Geral da ONU aprovou hoje uma resolução que pede o fim do embargo econômico e comercial declarado há quase meio século pelos Estados Unidos contra Cuba.
Dos 192 países que integram a ONU, 185 países votaram a favor, três (Estados Unidos, Israel e Palau) foram contra, dois se abstiveram (Ilhas Marshall e Micronésia) e dois países não votaram (El Salvador e Iraque)”.
Esta é a 17ª vez consecutiva que Cuba apresenta à Assembléia Geral uma resolução que critica os efeitos negativos destas sanções unilaterais dos Estados Unidos e pede sua revogação.
A resolução apresentada ao plenário pelo chanceler cubano, Felipe Pérez Roque, recebeu, nesta ocasião, um apoio superior ao do ano passado, quando foi respaldada por 184 países e rejeitada por quatro.
"Vocês estão sozinhos, completamente isolados", disse pouco antes da votação Pérez Roque, dirigindo-se à delegação americana.
Em seu discurso, o chanceler cubano disse que "sete em cada dez cubanos passaram a vida sob esta política irracional e inútil".
"O bloqueio é mais velho que o senhor Barack Obama (o candidato democrata à Presidência dos EUA) e que toda minha geração", disse.
Pérez Roque destacou que o debate na ONU sobre o embargo dos EUA será realizado este ano com o cenário das eleições presidenciais americanas e a passagem, em agosto e setembro, de dois furacões pela ilha.
O chanceler disse que os Estados Unidos responderam aos furacões "com seu habitual cinismo e hipocrisia", e criticou que Washington não tenha concordado com o pedido de permitir a compra, por parte de Cuba, de produtos americanos através de créditos privados.
O ministro cubano justificou sua rejeição aos US$ 5 milhões em ajuda direta oferecida pelo Governo americano destacando que as autoridades de Cuba não podem "aceitar uma suposta ajuda daqueles que intensificaram o bloqueio, as sanções e a hostilidade" contra o povo cubano.
Pérez Roque disse ainda que os Estados Unidos aumentaram, no último ano, a perseguição a empresas cubanas em outros países, criaram obstáculos às transações internacionais da nação e bloquearam sites com vínculos a Cuba.
Por sua parte, o representante americano, Ronald Goddard, acusou o regime cubano de colocar seus interesses políticos à frente do bem-estar do povo americano, ao rejeitar, em quatro ocasiões, as "ofertas incondicionais" de ajuda de Washington após a passagem dos furacões.
Goddard afirmou que o Governo dos EUA considera que o embargo a Cuba é um assunto que não diz respeito à Assembléia Geral, porque faz parte da política comercial soberana do país.
Assim mesmo, ressaltou que o embargo foi "cuidadosamente elaborado" para permitir o acesso do povo cubano a alimentos e produtos humanitários.
Nesse sentido, lembrou que os Estados Unidos são o maior parceiro comercial de Cuba na venda de produtos agrícolas, que foram enviados US$ 40 milhões em remédios à ilha em 2007 e US$ 240 milhões em "assistência humanitária privada".
EMBARGO
O embargo econômico à ilha caribenha foi instituído pelos Estados Unidos em 1962, três anos após a queda do governo do ditador Fulgêncio Batista e tomada de poder pela Junta Militar Revolucionária cubana.
Antes, porém, o governo norte-americano já havia levado a cabo uma série de medidas retaliatórias às reformas e estatizações promovidas por Fidel Castro.
Em 1960, reduziram a cota de importação do açúcar cubano em 700 mil toneladas. Os EUA eram o principal comprador do produto.
Em 1961, a potência cortou as relações diplomáticas com Cuba e, segundo historiadores, financiou a fracassada tentativa de invasão da Baía dos Porcos.
A aliança de Cuba com a União Sovietica foi firmada a partir do embargo, que deixara a ilha isolada no comércio internacional e detentora de uma produção econômica majoritariamente agrícola. Ao aceitar o auxílio soviético, a ilha entrava também na área de influência política da potência comunista.
Este processo culminou na Crise dos Mísseis de Cuba, em 1962. O episódio é até hoje lembrado como um dos poucos momentos da segundo metade do século 20 em que o temor de ver a Guerra Fria transformar-se em uma grande guerra nuclear foi verossímil”.
MUDARÁ AINDA EM 2008 O ENDEREÇO FUNCIONAL DE LULA
LULA VAI PARA O CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL (CCBB)
Li no jornal Correio Braziliense de ontem:
PREPARATIVOS DA MUDANÇA
“Será realizada entre dezembro e janeiro a mudança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de funcionários graduados da Presidência da República para o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Soldados do Exército já trabalham na ampliação da estrutura do CCBB, que será a sede temporária do Poder Executivo enquanto o Palácio do Planalto passar por obras de restauração, destinadas a readequá-lo ao projeto original, de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer. O próprio escritório de Niemeyer foi contratado para planejar a reforma, que será concluída até o primeiro semestre de 2010.
Lula decidiu tocar a empreitada para acabar com as “gambiarras” que teriam descaracterizado o palácio. Tão logo a decisão veio a público, começou uma corrida entre auxiliares para garantir um lugar ao lado do presidente no CCBB. É certo, por exemplo, que os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Franklin Martins (Comunicação Social) compartilharão o novo endereço com o presidente”.
Li no jornal Correio Braziliense de ontem:
PREPARATIVOS DA MUDANÇA
“Será realizada entre dezembro e janeiro a mudança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de funcionários graduados da Presidência da República para o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Soldados do Exército já trabalham na ampliação da estrutura do CCBB, que será a sede temporária do Poder Executivo enquanto o Palácio do Planalto passar por obras de restauração, destinadas a readequá-lo ao projeto original, de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer. O próprio escritório de Niemeyer foi contratado para planejar a reforma, que será concluída até o primeiro semestre de 2010.
Lula decidiu tocar a empreitada para acabar com as “gambiarras” que teriam descaracterizado o palácio. Tão logo a decisão veio a público, começou uma corrida entre auxiliares para garantir um lugar ao lado do presidente no CCBB. É certo, por exemplo, que os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Franklin Martins (Comunicação Social) compartilharão o novo endereço com o presidente”.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
CÂMARA APROVA QUE BC COMPRE CARTEIRAS DE CRÉDITOS DE BANCOS
Li ontem, tarde da noite, a seguinte notícia postada no portal UOL:
“A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira a medida provisória Anticrise (422/08), que dá poderes ao Banco Central para aceitar as carteiras de crédito de bancos com dificuldades de liquidez como garantia de empréstimos. A informação foi divulgada pela Agência Câmara.
O BC também é autorizado a emprestar recursos da reserva internacional (cerca de US$ 200 bilhões) a bancos financiadores de empresas exportadoras.
A aprovação de outra medida provisóriaa, a 443, que permite ao Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal comprarem instituições financeiras e construtoras em dificuldades, ainda será analisada.
Segundo a Agência Brasil, líderes do governo e da oposição acertaram nesta terça-feira a criação de uma comissão mista do Congresso Nacional para essa avaliação.
Segundo os líderes, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que o governo está aberto a negociações. O ministro se reuniu por mais de duas horas com os líderes.
"O ministro nos disse que o governo admite correções que aprimorem a MP. Ele não tem nenhuma objeção e aí reforça nossa posição de criar a comissão mista para analisar a medida", disse o líder do PSDB, deputado José Anibal (SP).
O líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), afirmou que está aberto ao diálogo com a oposição para aprimorar o texto da MP.
"A regra central do governo é preservar empregos, a renda da população e o crescimento da economia. Então, quaisquer medidas que aperfeiçoem a MP e preservem esses sentimentos para enfrentar os impactos da crise, o governo está totalmente aberto ao diálogo, à negociação", afirmou.
Fontana disse que não há objeção à sugestão de se instituir um prazo para que o BB e a CEF possam adquirir instituições financeiras e construtoras.
Em relação à possível estatização de bancos, o líder disse que o objetivo "é manter a estabilidade econômica, o crescimento, os empregos e a renda da população".
“A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira a medida provisória Anticrise (422/08), que dá poderes ao Banco Central para aceitar as carteiras de crédito de bancos com dificuldades de liquidez como garantia de empréstimos. A informação foi divulgada pela Agência Câmara.
O BC também é autorizado a emprestar recursos da reserva internacional (cerca de US$ 200 bilhões) a bancos financiadores de empresas exportadoras.
A aprovação de outra medida provisóriaa, a 443, que permite ao Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal comprarem instituições financeiras e construtoras em dificuldades, ainda será analisada.
Segundo a Agência Brasil, líderes do governo e da oposição acertaram nesta terça-feira a criação de uma comissão mista do Congresso Nacional para essa avaliação.
Segundo os líderes, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que o governo está aberto a negociações. O ministro se reuniu por mais de duas horas com os líderes.
"O ministro nos disse que o governo admite correções que aprimorem a MP. Ele não tem nenhuma objeção e aí reforça nossa posição de criar a comissão mista para analisar a medida", disse o líder do PSDB, deputado José Anibal (SP).
O líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), afirmou que está aberto ao diálogo com a oposição para aprimorar o texto da MP.
"A regra central do governo é preservar empregos, a renda da população e o crescimento da economia. Então, quaisquer medidas que aperfeiçoem a MP e preservem esses sentimentos para enfrentar os impactos da crise, o governo está totalmente aberto ao diálogo, à negociação", afirmou.
Fontana disse que não há objeção à sugestão de se instituir um prazo para que o BB e a CEF possam adquirir instituições financeiras e construtoras.
Em relação à possível estatização de bancos, o líder disse que o objetivo "é manter a estabilidade econômica, o crescimento, os empregos e a renda da população".
A DERROTA DO PSDB/DEM
Li ontem no blog “Por um novo Brasil” o seguinte texto de Jussara Seixas:
“Dizem o PIG [Partido da Imprensa Golpista] e o PSDB que Serra é o grande vencedor da eleição. Que o presidente Lula perdeu para o Serra, que Lula foi humilhado.
Então vamos aos fatos.
O candidato do partido do Serra em SP, Alckmin, não chegou nem ao segundo turno.
Mesmo com toda a celeuma, grande parte dos eleitores não tinha conhecimento das brigas internas do PSDB, não sabia que Serra estava chutando Alckmin que nem bola murcha. Tanto que as pesquisas feitas davam Alckmin como candidato do Serra. Em Guarulhos, segundo maior colégio eleitoral de SP, o candidato do Serra, do PSDB, perdeu para o PT. E ele recebeu apoio formal do Serra.
Sebastião Almeida, do PT, recebeu apoio formal e pessoal do presidente Lula e ganhou.
Em São Bernardo do Campo, o candidato do Serra, do PSDB, recebeu apoio formal de Serra e perdeu para o PT, venceu Luiz Marinho, candidato do presidente Lula.
Em Bauru, o candidato do PSDB recebeu apoio formal do Serra e perdeu para o candidato da coligação PMDB/ PT.
Em Osasco o candidato do PSDB, Celso Giglio, que teve o apoio de Serra, perdeu para o atual prefeito, do PT.
Em Embu, o candidato do PSDB, com o apoio de Serra, perdeu para o do PT.
Em Mauá, o candidato do PSDB, do Serra, não foi nem para o segundo turno, venceu Osvaldo Dias, do PT.
Em Campinas, o candidato do PSDB, com apoio do Serra, Carlos Sampaio, teve 14% de votos, e o candidato apoiado pelo PT, Dr. Hélio venceu com 67%.
Tem outras cidades em SP nas quais o PSDB do Serra perdeu feio, só citei algumas.
Venceu o DEM em SP, o rabo do PSDB (agora não sei mais quem é rabo de quem). Venceu graças à mentira, à enganação, ao uso da máquina da prefeitura e do estado. Venceu com o apoio do PMDB de Quércia, que proporcionou mais tempo na TV, venceu com o apoio da mídia de SP, dos jornalões do PIG, que esconderam as mazelas da prefeitura de SP. Venceu o DEM graças aos votos da elite branca de SP, que diz que vota no bandido Marcola do PCC, e não vota na Marta e no PT. É o preconceito misturado com burrice e ignorância política, como sempre, que elegeu Kassab em SP. Não foi o apoio de Serra, como quer fazer crer a mídia de SP e a Globo.
Claro que essa vitória do DEM em SP vai ajudar Serra. Em 2010, Serra vai contar com a máquina da prefeitura e do estado, vai contar com o PMDB do Quércia, que quer ser senador, e com a FIESP, que abriga a liderança da elite branca e cansada de SP, sem falar nos jornalões, na Globo.
O PSDB, DEM e PPS, foram os grandes derrotados nas urnas nas eleições municipais, o PMDB só teve vitórias porque está na base apoio ao governo Lula. Tem vários ministros do PMDB no governo Lula, e os candidatos do PMDB tiveram apoio do presidente Lula.
No segundo turno, o PT foi o partido mais votado, com 5,1 milhões de votos. O PT disputou quinze segundos turnos e venceu oito. Fora as conquistas no primeiro turno.
Entre as cidades com mais de 150 mil eleitores, o PT passou de 22 para 31, crescimento de 40,9%.
O PT obteve também a maior taxa de reeleição entre os partidos: 56% dos prefeitos e prefeitas do PT reelegeram-se ou fizeram o sucessor.
A base municipal do governo Lula cresceu fortemente e vai governar 72% do eleitorado brasileiro, incluindo 20 das 26 capitais.
O PT teve um crescimento de 36%, elegeu 559 prefeitos (em 2004 o PT tinha 411 prefeitos). O PSDB elegeu 786 prefeitos em 2008, e ele tinha 871 prefeitos em 2004, ou seja, perdeu eleitorado em 2008, perdeu 85 prefeituras. O PT teve ganho de 148 prefeituras. O DEM perdeu nada mais nada menos do que 290 prefeituras, ganhou apenas SP, onde os eleitores da elite branca elegeriam até Marcola do PCC.
Diz o Sergio Guerra, presidente do PSDB, que o presidente Lula foi humilhado nessa eleição, Que é isso senador, fugiu da escola, não sabe fazer contas? Humilhado saiu o PSDB com a derrota de Alckmin em SP, capital do estado que ele governou em dois mandatos.
Humilhado saiu o PSDB, com derrotas e mais derrotas em cidades de SP que tinham candidatos do PSDB apoiados por Serra.
Humilhado está FHC, que não pode aparecer nas campanhas dos candidatos do PSDB, tal a sua rejeição.
Os vitoriosos nessas eleições foram o PT e os partidos da base de apoio do governo Lula.
A oposição ao governo Lula foi a grande derrotada nas eleições de 2008.
É matemática, não dá para manipular, como costuma e quer o PSDB”.
“Dizem o PIG [Partido da Imprensa Golpista] e o PSDB que Serra é o grande vencedor da eleição. Que o presidente Lula perdeu para o Serra, que Lula foi humilhado.
Então vamos aos fatos.
O candidato do partido do Serra em SP, Alckmin, não chegou nem ao segundo turno.
Mesmo com toda a celeuma, grande parte dos eleitores não tinha conhecimento das brigas internas do PSDB, não sabia que Serra estava chutando Alckmin que nem bola murcha. Tanto que as pesquisas feitas davam Alckmin como candidato do Serra. Em Guarulhos, segundo maior colégio eleitoral de SP, o candidato do Serra, do PSDB, perdeu para o PT. E ele recebeu apoio formal do Serra.
Sebastião Almeida, do PT, recebeu apoio formal e pessoal do presidente Lula e ganhou.
Em São Bernardo do Campo, o candidato do Serra, do PSDB, recebeu apoio formal de Serra e perdeu para o PT, venceu Luiz Marinho, candidato do presidente Lula.
Em Bauru, o candidato do PSDB recebeu apoio formal do Serra e perdeu para o candidato da coligação PMDB/ PT.
Em Osasco o candidato do PSDB, Celso Giglio, que teve o apoio de Serra, perdeu para o atual prefeito, do PT.
Em Embu, o candidato do PSDB, com o apoio de Serra, perdeu para o do PT.
Em Mauá, o candidato do PSDB, do Serra, não foi nem para o segundo turno, venceu Osvaldo Dias, do PT.
Em Campinas, o candidato do PSDB, com apoio do Serra, Carlos Sampaio, teve 14% de votos, e o candidato apoiado pelo PT, Dr. Hélio venceu com 67%.
Tem outras cidades em SP nas quais o PSDB do Serra perdeu feio, só citei algumas.
Venceu o DEM em SP, o rabo do PSDB (agora não sei mais quem é rabo de quem). Venceu graças à mentira, à enganação, ao uso da máquina da prefeitura e do estado. Venceu com o apoio do PMDB de Quércia, que proporcionou mais tempo na TV, venceu com o apoio da mídia de SP, dos jornalões do PIG, que esconderam as mazelas da prefeitura de SP. Venceu o DEM graças aos votos da elite branca de SP, que diz que vota no bandido Marcola do PCC, e não vota na Marta e no PT. É o preconceito misturado com burrice e ignorância política, como sempre, que elegeu Kassab em SP. Não foi o apoio de Serra, como quer fazer crer a mídia de SP e a Globo.
Claro que essa vitória do DEM em SP vai ajudar Serra. Em 2010, Serra vai contar com a máquina da prefeitura e do estado, vai contar com o PMDB do Quércia, que quer ser senador, e com a FIESP, que abriga a liderança da elite branca e cansada de SP, sem falar nos jornalões, na Globo.
O PSDB, DEM e PPS, foram os grandes derrotados nas urnas nas eleições municipais, o PMDB só teve vitórias porque está na base apoio ao governo Lula. Tem vários ministros do PMDB no governo Lula, e os candidatos do PMDB tiveram apoio do presidente Lula.
No segundo turno, o PT foi o partido mais votado, com 5,1 milhões de votos. O PT disputou quinze segundos turnos e venceu oito. Fora as conquistas no primeiro turno.
Entre as cidades com mais de 150 mil eleitores, o PT passou de 22 para 31, crescimento de 40,9%.
O PT obteve também a maior taxa de reeleição entre os partidos: 56% dos prefeitos e prefeitas do PT reelegeram-se ou fizeram o sucessor.
A base municipal do governo Lula cresceu fortemente e vai governar 72% do eleitorado brasileiro, incluindo 20 das 26 capitais.
O PT teve um crescimento de 36%, elegeu 559 prefeitos (em 2004 o PT tinha 411 prefeitos). O PSDB elegeu 786 prefeitos em 2008, e ele tinha 871 prefeitos em 2004, ou seja, perdeu eleitorado em 2008, perdeu 85 prefeituras. O PT teve ganho de 148 prefeituras. O DEM perdeu nada mais nada menos do que 290 prefeituras, ganhou apenas SP, onde os eleitores da elite branca elegeriam até Marcola do PCC.
Diz o Sergio Guerra, presidente do PSDB, que o presidente Lula foi humilhado nessa eleição, Que é isso senador, fugiu da escola, não sabe fazer contas? Humilhado saiu o PSDB com a derrota de Alckmin em SP, capital do estado que ele governou em dois mandatos.
Humilhado saiu o PSDB, com derrotas e mais derrotas em cidades de SP que tinham candidatos do PSDB apoiados por Serra.
Humilhado está FHC, que não pode aparecer nas campanhas dos candidatos do PSDB, tal a sua rejeição.
Os vitoriosos nessas eleições foram o PT e os partidos da base de apoio do governo Lula.
A oposição ao governo Lula foi a grande derrotada nas eleições de 2008.
É matemática, não dá para manipular, como costuma e quer o PSDB”.
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