segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

PETROBRAS JÁ ESTÁ ENTRE AS 12 MAIORES DO MUNDO




Do blog "Fatos e Dados", da Petrobras


Somos uma das doze maiores empresas de petróleo do mundo

"A Petrobras é a 12ª empresa de petróleo e gás do mundo, segundo a edição de 2014 do ranking divulgado pela publicação Petroleum Intelligence Weekly (PIW), do grupo Energy Intelligence. O ranking, divulgado anualmente, lista as 50 maiores companhias do setor com base na comparação de dados como reservas e produção de petróleo e gás e capacidade de refino. Em relação ao ranking de 2013, subimos uma posição, estando a apenas duas posições das 10 maiores petroleiras do mundo.

Entre as companhias de petróleo da América Latina, somos a segunda maior, de acordo com o levantamento. Nos rankings dos critérios individuais operacionais, que são analisados em conjunto para a elaboração da listagem principal, nos destacamos ainda como a oitava empresa do mundo em capacidade de refino e a décima em venda de derivados

As análises para a elaboração do ranking PIW são baseadas nos resultados operacionais divulgados pelas empresas referentes ao ano de 2013.

O grupo Energy Intelligence é uma entidade independente, com atuação internacional, que há mais de 60 anos compila dados e realiza análises sobre o setor de energia, sobretudo, a área de petróleo e gás. O ranking da Petroleum Intelligence Weekly (PIW) é publicado anualmente, sendo referência no setor há duas décadas."

FONTE: d
o blog "Fatos e Dados", da Petrobras   (http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/somos-uma-das-doze-maiores-empresas-de-petroleo-do-mundo.htm).

PRÉ-SAL RESISTE A PREÇOS DO PETRÓLEO BEM MAIS BAIXOS



Investimentos do pré-sal resistem a preços mais baixos

Do "Jornal GGN"

"Não tem nenhum projeto do pré-sal que eu conheço que não resista a 72 dólares... ou que não resista a 60 dólares", disse a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard. E a Petrobras ainda pode lucrar se os preços caírem mais.

Da [agência norte-americana de notícias] Reuters

Projetos do pré-sal resistem a quedas maiores de preços do petróleo, diz ANP

"Os projetos do pré-sal do Brasil, que em geral demandam grandes investimentos para extrair o petróleo de áreas bastante profundas, resistem a preços mais baixos que os atuais sem serem inviabilizados, afirmou na sexta-feira a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

"Não tem nenhum projeto do pré-sal que eu conheço que não resista a 72 dólares... ou que não resista a 60 dólares. Pode cair, ainda tem um bom espaço para cair", afirmou Magda Chambriard em entrevista a jornalistas, após evento no Rio de Janeiro.

O petróleo tipo Brent, referência no plano de investimento da Petrobras, fechou na sexta-feira a 70,15 dólares o barril, com queda de 3,35 por cento.

Já o petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, fechou 66,15 dólares o barril, com queda de 10,23 por cento, ainda repercutindo a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de não cortar produção na véspera..

A Petrobras, que domina a produção no pré-sal, ainda pode lucrar se os preços caírem mais.

No ano passado, a estatal afirmou que poderia ganhar dinheiro com seus campos em águas ultraprofundas do pré-sal mesmo se Brent caísse para 40 dólares a 45 dólares por barril.

Já houve precedentes de tais colapsos. O petróleo Brent caiu para cerca de 36 dólares por barril no final de 2008, durante a crise financeira global.

SHELL DO BRASIL PREPARADA

A diretora-geral também defendeu a resistência de projetos fora do pré-sal.

"Ainda temos projetos muito robustos, porque o ganho de escala é imenso", afirmou. "Ainda temos um pulmão bem grande."

Uma das maiores produtoras privadas de petróleo no Brasil, a angloholandesa Shell, também está preparada para enfrentar diferentes cenários no Brasil, segundo explicou o presidente no país, André Araújo.

"A Shell normalmente é bem conservadora na hora de fazer a avaliação de seus projetos, e a gente coloca o custo de barril de uma forma conservadora... nós estamos tranquilos”, afirmou Araújo.

De acordo com o executivo, a angloholandesa sempre trabalha com a perspectiva de que o preço do petróleo é volátil e que os projetos têm vida muito longa e precisa resistir.

Araújo evitou fazer previsões sobre como a empresa espera que os preços se comportem.

"Eu acho que o mundo hoje é mais volátil, acho que viver hoje dentro de volatilidade é uma questão de sobrevivência e acho que é muito difícil falar hoje sobre tendência. Eu não tenho ainda o que falar, está todo mundo tentando entender em que direção vai”, afirmou o presidente da Shell".

FONTE: escrito por Marta Nogueira, da agência norte-americana de notícias Reuters. Transcrito no "Jornal GGN"  (http://jornalggn.com.br/noticia/investimentos-do-pre-sal-resistem-a-precos-mais-baixos).

PETROBRAS NÃO PARA DE CRESCER E APERFEIÇOA SEUS CONTROLES





Do blog "Fatos e Dados", da Petrobras

Nossos resultados operacionais não param de crescer. E a determinação é maior a cada dia.

Leia o comunicado que divulgamos no domingo (30/11):

A Petrobras está determinada, mais do que nunca, no aprimoramento de sua governança e controles.

Desde que as denúncias e investigações da “Operação Lava Jato”, conduzida pela Polícia Federal, alcançaram a Petrobras, importantes medidas foram adotadas pela Companhia, culminando com a aprovação, pelo seu Conselho de Administração, em 25/11/2014, do cargo de Diretor de Governança, Risco e Conformidade.

A missão do novo Diretor é assegurar a conformidade de processos e mitigar riscos nas atividades da Companhia, dentre eles os de fraude e corrupção, garantindo a aderência a leis, normas, padrões e regulamentos, internos e externos à Companhia. As matérias a serem submetidas à deliberação da Diretoria da Petrobras deverão contar, necessariamente, com prévia manifestação favorável desse Diretor quanto à governança, gestão de riscos e conformidade dos procedimentos. Em sessenta dias, essa nova Diretoria estará exercendo suas funções, após a conclusão do detalhamento de sua estrutura e modelo de atuação.

O Conselho de Administração elegerá o novo Diretor com base em lista tríplice selecionada por empresa especializada em busca de executivos do mercado. Sua destituição somente poderá ocorrer por deliberação do Conselho de Administração, com quórum que conte com o voto de pelo menos um dos Conselheiros eleitos pelos acionistas minoritários ou preferencialistas.

Dentre as medidas já adotadas pela Petrobras no aprofundamento das investigações destacam-se:

a) Foram constituídas e concluídas Comissões Internas de Apuração para averiguar indícios ou ocorrências de não conformidades relativas a normas, procedimentos ou regulamentos corporativos;

b) Foram celebrados contratos com dois escritórios de advocacia independentes especializados em investigação, um brasileiro e outro norte-americano, tendo por objetivo apurar a natureza, a extensão e os impactos das ações que, porventura, tenham sido cometidas contra a Companhia

Concomitante às investigações e ao aprimoramento de sua governança, a Petrobras seguirá com as medidas jurídicas visando ao ressarcimento dos supostos recursos desviados e eventuais sobrepreços, bem como dos danos à imagem da Companhia".


FONTE: do blog "Fatos e Dados", da Petrobras  (http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/nossos-resultados-operacionais-nao-param-de-crescer-e-a-determinacao-e-maior-a-cada-dia.htm).

RESPOSTA DA PETROBRAS AO "ESTADÃO" SOBRE FÁBRICA DE FERTILIZANTES



Do blog "Fatos e Dados", da Petrobras

Fábrica de fertilizantes: resposta ao Estadão

PERGUNTAS:

1- Quantos operários foram demitidos e os motivos?
2- Temos depoimento de que há apenas algumas dezenas cuidando do patrimônio.
3- Tivemos informações de as obras terão continuidade em janeiro. É isso?
4- Qual prejuízo que a paralisação das obras causa para a companhia?
5- A companhia pode punir o consórcio por isso?
6- O consórcio está insolvente--deve só na cidade mais de R$ 9 milhões--, por isso quando a Petrobras vai rescindir o contrato?
7- A Petrobras fez adiantamentos de medições ao consórcio. De quanto foram? Sabemos que em 2012 foram R$ 155 milhões. Qual o total desde abril deste ano, quando a companhia interveio na obra, passando a assinar os cheques de pagamentos?

Leia a resposta que enviamos ao jornal "O Estado de S. Paulo" sobre a construção da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3, em Três Lagoas:

RESPOSTA:

A Petrobras informa que possui contrato com o Consórcio UFN3 para o fornecimento de bens e a prestação dos serviços necessários à implantação de uma fábrica de fertilizantes (amônia e ureia) na cidade de Três Lagoas-MS. Esse contrato se encontra com desvio de prazo em relação ao cronograma planejado inicialmente, motivo pelo qual a Petrobras busca soluções junto ao Consórcio UFN3 para dar continuidade às obras.

Com relação às demissões de funcionários alocados na obra, às dívidas reivindicadas por fornecedores e às ações judiciais noticiadas, a Petrobras esclarece que dizem respeito a questões internas do Consórcio UFN3, não cabendo à Petrobras se manifestar sobre a saúde financeira, a gestão de negócios ou da mão de obra de suas contratadas. Pode-se afirmar, contudo, que cerca de 2.500 trabalhadores atuam na obra atualmente.

A Petrobras vem fiscalizando regularmente a execução do contrato e adotando todas as medidas que entende necessárias para o sucesso do empreendimento, de acordo com seus procedimentos internos, os termos do contrato e a legislação vigente. A Petrobras ressalta, ainda, que o contrato encontra-se vigente e com saldo, sendo certo que os resultados apresentados pelo Consórcio e a situação da obra são objeto de permanente análise.

Por fim, a Petrobras reitera que está em dia com todas as suas obrigações contratuais, e que os pagamentos de seus compromissos foram realizados de acordo com a legislação vigente e com os prazos e procedimentos estabelecidos no contrato. Eventualmente, empresas contratadas apresentam pleitos de pagamentos adicionais, os quais são submetidos à avaliação técnica por uma comissão constituída para esse fim, bem como a uma avaliação jurídica, antes de submetidos à aprovação das instâncias corporativas competentes. O valor contratual atualizado é de R$ 3,21 bilhões.

Obs: A reportagem "Crise paralisa obras de fábrica de fertilizantes de R$ 3,9 bilhões" (versão online) foi publicada na sexta-feira (28/11).


FONTE: do blog "Fatos e Dados", da Petrobras   (http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/fabrica-de-fertilizantes-resposta-ao-estadao.htm).

"MUDA MAIS" FECHA E SE DESPEDE DOS LEITORES





SITE "MUDA MAIS" FECHA E SE DESPEDE DOS LEITORES


"Criado pelo jornalista Franklin Martins na campanha presidencial deste ano, o Muda Mais está encerrando suas atividades. "O Muda Mais sente que cumpriu sua missão: defendeu com coragem, informação qualificada e criatividade os 12 anos que mudaram o Brasil, desconstruiu as mentiras e os preconceitos dos nossos adversários e, mais importante, se tornou uma referência para a troca de experiências, argumentos e contra-argumentos da militância e dos simpatizantes pró-Dilma", diz o texto de despedida.

Do "Brasil 247"

O site Muda Mais, criado na campanha presidencial deste ano pelo jornalista Franklin Martins, está encerrando suas atividades. Leia, abaixo, o texto de despedida. Leia abaixo:

Nossa despedida, com a certeza de que o Brasil vai Mudar Mais

"Muda Mais não é só uma expressão. É um desejo e um lema. Desejo de toda a população brasileira e lema que reflete o sentimento de cada uma das pessoas que participou desse projeto.

Nestes oito meses acompanhamos o surgimento de algo inovador. Talvez nunca tenhamos visto acontecer uma união tão eficiente entre ruas e redes num processo eleitoral . E ela veio em momento fundamental. As eleições presidenciais há tempos não eram tão acirradas e a polarização do cenário jamais se deu de forma tão intensa quanto em 2014. O Muda Mais viveu três eleições em uma e teve de se reinventar a cada reviravolta.

Nas redes, o discurso de ódio se difundiu de forma inimaginável. Os ânimos se elevaram, a mídia passou dos limites, boatos criminosos se espalharam, sentimentos desumanos afloraram. Pedimos menos ódio, divulgamos a verdade. Saímos vitoriosos. A vitória não se deu só nas urnas, se deu também na união da esquerda, na retomada da militância, na renovação de sonhos.

Agora é a hora de fazer valer essa luta de oito meses. É hora de fazer valer a bandeira que levantamos: mudar mais. Precisamos caminhar a largos passos para a urgente reforma política, ampliar a participação popular, repensar a militarização da polícia, acabar com os autos de resistência e com o genocídio da população jovem e negra da periferia, criminalizar a homofobia, levar banda larga para todos, avançar nas políticas públicas para redução das desigualdades, democratizar a mídia, respeitar as minorias e dar a elas voz ativa na sociedade.

O mandato que se segue será um desafio para um governo que enfrentará a bancada mais conservadora dos últimos anos. Será preciso determinação para responder às críticas da oposição e da mídia, lidar com a governabilidade e posicionar-se progressivamente à esquerda, como muito se pediu durante esse ano.

Vimos nestas eleições a força das redes. Elas foram fundamentais para a vitória. No entanto, as ações das redes – e das ruas – não terminam por aqui. Elas serão fundamentais para garantir o contraponto à grande mídia, a disputa da agenda política e o compromisso de seguir avançando nas mudanças.

Dito tudo isso, o Muda Mais sente que cumpriu sua missão: defendeu com coragem, informação qualificada e criatividade os 12 anos que mudaram o Brasil, desconstruiu as mentiras e os preconceitos dos nossos adversários e, mais importante, se tornou uma referência para a troca de experiências, argumentos e contra-argumentos da militância e dos simpatizantes pró-Dilma.

Nos sentimos orgulhosos pelo que construímos juntos nas redes e nas ruas. Nós e vocês, JUNTOS. Obrigado a todos que compartilharam seus talentos e suas paixões conosco. Foi lindo. Uma vitória suada, conquistada pela força do povo.

O período de 12 anos de governos Lula/Dilma foi marcado pela associação inédita entre crescimento econômico e redução da desigualdade. Esta associação gerou 20 milhões de empregos, ganhos reais de salários, aumento de 100% no acesso ao ensino superior, atendimento médico a milhões de brasileiros e a mais ampla política de transferência de renda para as populações pobres. Em que pesem as manchetes de jornais e os discursos inflamados e, por vezes, antidemocráticos da oposição, foi este projeto transformador que ganhou a eleição de 26 de outubro de 2014.

Sabemos que há muito ainda a ser feito. Sabemos que um governo democrático é construído com pressão popular, pautas que vêm das ruas, demandas sociais. O caminho não é fácil, mas é preciso resistir. É preciso mudar mais.

Por questões estruturais e logísticas temos que fazer uma pausa agora em nossas atividades. Esperamos poder voltar às redes no futuro. Partimos com a mesma convicção de quando iniciamos o nosso trabalho: o processo de avanço continuado das mudanças pelas quais o Brasil passa não pode parar.

A todos que estiveram conosco nas redes e ruas ao longo desses oito meses, muito obrigado por terem nos mudado mais. Temos certeza de que esse é só o começo de uma grande história, e que nós vamos fazer muitas coisas boas ainda, juntos. Fica aqui nossa admiração por todos os corações valentes desse grande Brasil, pelo engajamento de cada um e pela troca constante. A luta continua!"


FONTE: do "Brasil 247"  (http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/162116/Site-Muda-Mais-fecha-e-se-despede-dos-leitores.htm).

O PORQUÊ DA REAÇÃO CONTRA A POLÍTICA NACIONAL DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL




POLÍTICA NACIONAL DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL RESGATA O PT, DEMOCRATIZA O BRASIL E ENQUADRA OS GOLPISTAS

Por DAVIS SENA FILHO

"O histerismo em forma de "protesto" calculado e oportunista da direita midiática é resultado do total desprezo que a burguesia sente pela opinião do povo brasileiro.

A alta burguesia brasileira e seu tentáculo mais feroz e reacionário, representado pela imprensa empresarial, mostraram-se, no dia 23 de maio, inconformados, pois furiosas, deveras, com a assinatura do Decreto Presidencial nº 8.243, por parte da presidenta trabalhista, Dilma Rousseff, política que recentemente derrotou o candidato conservador, o tucano Aécio Neves, e, com efeito, vai governar o Brasil até janeiro de 2019.

O histerismo em forma de "protesto" calculado e oportunista da direita midiática, logo repercutido no Congresso Nacional pelos seus cúmplices ideológicos manipuladores de suas notícias facciosas quando, não, mentirosas, é resultado do total desprezo que a burguesia sente pela opinião do povo brasileiro, porque historicamente sempre lutou contra o desenvolvimento do Brasil, porque compartilha, há séculos, dos interesses dos países que controlam o sistema de capitais em termos mundiais.

O documento assinado pela mandatária petista institui o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS) e a Política Nacional de Participação Social (PNPS). A efetivação do decreto vai permitir grande avanço para a civilização brasileira, pois democratiza ainda mais a sociedade, além de resgatar a história do Partido dos Trabalhadores que, no primeiro Governo Dilma, afastou-se dos movimentos sociais, dos sindicatos e do próprio PT, realidade essa que não ocorreu no Governo popular e democrático de Lula.

Dilma se dedicou, com maior ênfase, em tocar as obras de infraestrutura, manter e expandir os programas de inclusão social e, principalmente, tratar de questões econômicas e fiscais, a exemplo de superávit primário, controle de inflação e câmbio flutuante, o famoso tripé tão a afeição dos interesses dos governantes, que pode também se tornar um tiro no pé, se tal trio for efetivado somente para atender às demandas do grande empresariado e dos banqueiros, que têm como porta-vozes os oligopólios privados de comunicação, absurdamente controlados no Brasil por meia dúzia de famílias bilionárias e integrantes da plutocracia.

A classe abastada que se incomoda com os impostos e cria o "impostômetro" em São Paulo (só poderia ser lá), mas não se importa em também criar o "sonegômetro", a fim de mostrar e denunciar a sonegação — a sangria, e, posteriormente, repercuti-la para o povo desta Nação altaneira, conforme os nossos hinos, saber o quanto as "elites" brasileiras, tão cônscias das "boas intenções" e mascaradas em suas honras roubam do Brasil, por intermédio de remessas de lucros maquiadas, da sonegação de impostos e do confisco ilegal do patrimônio estatal, a começar pela utilização patrimonialista das instituições, órgãos e autarquias do Estado nacional e da grilagem de terras públicas.

Realidades essas inerentes ou peculiares às ações daqueles que controlam os inúmeros mercados e atividades financeiras e querem o Estado subjugado aos seus interesses. De acordo com a Receita Federal, os brasileiros ricos têm depositado em paraísos fiscais, além de patrimônios móveis e imóveis, a quantia estratosférica de R$ 1 trilhão. Ou seja, um terço do PIB brasileiro, e essa gente ainda têm a desfaçatez de reclamar da vida, além de sempre estar disposta a desestabilizar os governantes que não conjugam com suas ideias, pensamentos e propósitos. Os magnatas brasileiros são a quarta maior fortuna do planeta criminosamente escondida em paraísos fiscais.

Depois reclamam, por intermédio da imprensa familiar e sonegadora, do crescimento econômico do Brasil e caem do pau no Governo petista. Um berreiro calculado, hipócrita e de fundo arrivista, porque reage com cólera à redução dos gastos com os juros da dívida pública, fato esse que deixa nu o mercado financeiro e os magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas, pois, irrefragavelmente, a decisão de Dilma Rousseff recalcula o superávit primário e revela, indelevelmente, que a imprensa alienígena e de negócios privados não tem quaisquer compromissos com o Brasil e seu povo, mas, evidentemente, com os rentistas e o sistema financeiro.

Em contraponto aos desejos e interesses do País, a mídia radical e de direita se mostra endiabrada e barulhenta quando se trata de defender medidas que prejudicam a maioria da população, a exemplo de pregar, sistematicamente, preceitos econômicos impopulares e socialmente perversos, que, sem sombra de dúvida, levam à diminuição dos investimentos em infraestrutura e programas sociais, bem como chancelam o desemprego, o arrocho salarial e os cortes, no que concerne às aplicações orçamentárias em educação, segurança, saúde e moradia, pilares de qualquer sociedade que deseje ser humana, democrática e civilizada.

Eis o retrato 3 x 4 da Casa Grande, cujos inquilinos são adeptos do patrimonialismo e fazem da corrupção seus autos de fé, a exemplo dos bilionários e de seus executivos, que ora se encontram presos na Polícia Federal por terem roubado a Petrobras, ou seja, o contribuinte brasileiro. Por causa disso, a burguesia e os controladores de suas mídias cruzadas e monopolizadas distorcem os fatos, as verdades, os acontecimentos e passam a denominar de corrupto um Governo que investiga e manda prender, porque, na verdade, as castas elitizadas querem a União em suas mãos e, por seu turno, dar sequência à sua história de espoliação e exploração sobre as camadas sociais mais simples e com menos poder de barganha para defender e negociar seus interesses.

São essas as causas do desespero e do ódio dos ricos e dos muito ricos, que têm o apoio de coxinhas de classe média, instruídos e formados em universidades, mas incrivelmente conservadores e rancorosos, porque muitos deles deixam evidentes seus inconformismos e revoltas com a ascensão social e econômica dos negros, dos índios, dos pobres, dos nordestinos e dos nortistas, conforme se verifica, inquestionavelmente, nas redes sociais.

Esse povo pequeno burguês, empregado dos donos dos meios de produção, transformou-se no lúmpen das camadas sociais mais altas, e, ignorante sobre seu próprio papel na sociedade, até porque a pequena burguesia não é considerada classe, alia-se ao que existe de pior em todas as sociedades e civilizações: a exploração simples e pura do homem sobre o homem, com a permissividade dos governos, que se tornam cúmplices da Casa Grande, bem como luta, diuturnamente, para eleger o mandatário que vai atender seus negócios e manter, a ferro e fogo, os muros visíveis e invisíveis do apartheid social e racial, que acontece em todos os países, sejam eles desenvolvidos ou não.

Os coxinhas são cúmplices da miséria humana e da violência nas cidades, e a maioria tem consciência política e razão social sobre essas questões. Eles não são ingênuos e nem ignoram os fatos, mas abraçam, voluntariamente, os valores e os princípios da Casa Grande, a maior culpada pelos conflitos sociais e guerras entre os países.

Repercutem e defendem os interesses do establishment e, consequentemente, compram gato por lebre, porque a alta sociedade — o high society — nunca vai franquear seus salões, porque jamais vai abrir as portas a quem lhe serve como subalterno. No máximo, a classe média tradicional vai ser sua empregada um pouco melhor remunerada e consumidora dos produtos e serviços vendidos pelo empresariado. Ponto.

Como fazer o povo brasileiro sair da condição de apenas eleitor de uma democracia representativa, burguesa e tão subalterna aos interesses de grupos econômicos que se aboletaram no Congresso Nacional? Porque se trata de representantes eleitos pelo capital, em suas diferentes faces, sendo que grande parte dos parlamentares atuam e agem para defender os interesses de seus trustes diversificados em categorias empresariais urbanas e rurais.

Como dar voz e poder de decisão ao povo? Respondo: por intermédio de plebiscitos e referendos, sendo que o plebiscito é mais abrangente, porque o povo vota diretamente sobre determinado assunto, a exemplo da reforma política, que a burguesia e a imprensa corporativa não querem que seja aprovada, pois são contrárias ao fim do financiamento privado aos partidos, que precisam de dinheiro para arcar com as despesas provenientes das eleições, o que os levam a criar os caixas dois e, por conseguinte, à corrupção. Sem dinheiro, não há eleição; e, sem eleição, não se elege candidato algum. É como a história do ovo e da galinha...

Pois é, meus camaradas, mas rapidamente repercuto esta pergunta: "O leitor compreendeu o porquê de o capital financeiro, os capitães da indústria, os empresários do agronegócio, os políticos conservadores do consórcio PSDB-DEM-PPS-PSB e, principalmente, os magnatas bilionários de imprensa se mostrarem, furiosamente, contra a instituição do Sistema Nacional de Participação Social (SNPS) e a Política Nacional de Participação Social (PNPS), bem como contrários aos referendos e plebiscitos?"

É que essa gente preconceituosa, elitista, sectária e inquilina da Casa Grande, que trata o Brasil como um clube privê, não quer, nunca quis e, se puder, jamais ouvirá a opinião do povo. Por isso que os afortunados criam situações que propiciam a manipulação, a distorção das notícias e das informações, de maneira seletiva, e, geralmente, retiradas de um contexto mais amplo e, portanto, explicativo a quem não participa dos bastidores da luta política, como é o caso da maioria do povo brasileiro.

A imprensa de histórico politicamente golpista e aliada dos trustes internacionais desinforma propositalmente e, se possível, mente. Não interessa a ela elaborar o verdadeiro jornalismo, que tem regras, como, por exemplo, ouvir os dois lados para se chegar a alguma verdade sobre os fatos, que se baseiam em versões. Não; de forma alguma. Os magnatas bilionários de imprensa e seus coiotes de confiança aboletados nas redações se dedicam a fazer política, uma política rasteira, convenhamos, pois não oficial, mas oficiosa. Essa gente simplesmente não quer o desenvolvimento do Brasil e a emancipação do povo brasileiro.

A imprensa burguesa odeia a democracia e quando verifica a ascensão social das camadas populares, trata logo de combater aqueles que propiciaram tal processo, no caso, obviamente, os governos populares e trabalhistas de Lula e Dilma, alvos de suas cóleras e de seus preconceitos e intolerâncias raciais, de classe, de origem, de sexo e, até mesmo, religião. "A burguesia fede; a burguesia quer ficar rica; enquanto houver burguesia, não haverá alegria", já dizia Cazuza, nascido em "berço esplêndido", mas, com efeito e por isto mesmo, sabia o que estava a falar.

O PT tem a obrigação de resgatar suas lutas históricas e a presidenta Dilma Rousseff tem de voltar seus olhos para a militância, os movimentos sociais, os sindicatos e a todos aqueles que votaram em sua pessoa e a reconduziram à cadeira da Presidência da República. O PT tem de enfrentar a oposição de direita e contrária aos interesses do Brasil em todos os terrenos, seja onde for, pois o povo brasileiro elegeu a mandatária para governar e, consequentemente, determinar e definir o que deve ser feito em benefício de todos os brasileiros, inclusive os que não votaram na candidatura petista.

Urge a aprovação de um plebiscito para a reforma política, bem como deve haver mais celeridade para se efetivar, com a aprovação do Congresso Nacional, o marco regulatório para as mídias — a Lei dos Meios. A presidenta trabalhista também deveria, sobretudo, exigir da Secretaria de Comunicação (SECOM), da Presidência da República, que dissemine nos veículos de comunicação, inclusive os privados, as obras do governo, as prontas e as que estão em andamento, bem como repercuta os avanços conquistados por meio de programas sociais e educacionais, além dos que propiciam as pessoas se transformarem em pequenas empreendedoras.

SECOM tem de entender que a imprensa familiar e politicamente golpista não pode jamais falar sozinha, porque ela sabota a realidade e boicota a verdade. Do contrário, os mandatários trabalhistas apenas terão a oportunidade de se reportar ao povo de quatro em quatro anos, quando tem acesso aos meios de comunicação por força da propaganda eleitoral.

Além disso, torna-se necessário ao Governo Federal fortalecer seu sistema midiático, e, para isso, tem de aumentar seu orçamento, realizar concurso e fazer com que a mídia governamental seja disseminada em todo o País, com a ampliação de canais em estados da Federação e regiões que não têm acesso às informações e notícias do que é realizado pelo Governo.

Cadê a 
SECOM? Qual é seu papel? Pelo que vejo, é o de apenas empregar pessoas e se ocupar com seu status. A SECOM é inoperante. A Política Nacional de Participação Social resgata a história do PT, democratiza o Brasil e enquadra os golpistas, porque dá voz ao povo e o poder de determinar seu destino. É isso aí."

FONTE: escrito por DAVIS SENA FILHO no jornal digital "Brasil 247"  (http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/162048/Pol%C3%ADtica-Nacional-de-Participa%C3%A7%C3%A3o-Social-resgata-o-PT-democratiza-o-Brasil-e-enquadra-os-golpistas.htm).[Título e imagem do google adicionados por este blog 'democracia&política'].

O EXTERMÍNIO DA PALESTINA



Palestinos fizeram um funeral simbólico em Ramallah, Cisjordânia, com 500 caixões para as vítimas dos bombardeios israelenses contra a Faixa de Gaza já no início da ofensiva, em 22 de julho.

1ª PARTE:

Resolução 181: PARTILHA DA PALESTINA E OCUPAÇÃO ISRAELENSE

"Resolução 181. Os palestinos têm este e outros números memorizados na defesa da sua causa. Em 1947, a ONU "partilhou" a Palestina entre árabes e judeus, mas o único resultado foi a continuidade da história de massacres e de ocupação. Apenas o Estado de Israel foi agraciado com a plena existência. Em 29 de novembro de 1947, a Palestina seria partilhada, mas segue ocupada. Talvez por sentimento de culpa, a data [29 Nov] é hoje o "Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino".

Por Moara Crivelente, cientista política e jornalista

Este é o primeiro de dois artigos sobre a Palestina e o "Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino"

Em 1947, a Assembleia Geral das Nações Unidas deu o pontapé inicial ao papel da organização recém-criada na Palestina, em evidente ineficácia e exponencial inocuidade, com a Resolução 181, chamada de "Plano de Partilha". Dezenas de resoluções foram aprovadas pelos cinco principais órgãos da ONU todos os anos desde então para afirmar os direitos dos palestinos à autodeterminação, assim como para tentar mitigar os efeitos da invasão e ocupação israelense, do seu regime de segregação, do despojo, da expulsão (como o caso do direito dos refugiados ao retorno) e da recusa completa, pelos líderes sionistas, em resolver a malfadada “Questão Palestina”.



Em 1948, a atuação disseminada e brutal de milícias sionistas pela "independência" de Israel frente ao Mandato Britânico instaurado ainda em 1917 resultou no massacre de mais de 15 mil palestinos e na expulsão de cerca de 750 mil, além da destruição de cerca de 500 vilas palestinas. Essa é a Nakba, "Catástrofe" palestina, marcada todos os anos em 15 de maio.

A espiral de violência subsequente é notória. A ocupação israelense expandiu-se em ritmo acelerado, inclusive durante os chamados “processos de paz”, com a farsa diplomática por parte do regime israelense e seus patrocinadores, Reino Unido, França e, principalmente, os Estados Unidos.

Vários episódios evidenciaram a expansão da ocupação, como o marco reconhecido na Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando Israel [invadiu e] ocupou a Faixa de Gaza, a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e também outros territórios da Síria, do Egito e do Líbano, movimentos delineados pelo aparato militar israelense como medidas de "segurança e defesa".

Mas poucas semanas após o 10º aniversário desde a morte do líder palestino Yasser Arafat (em 2004), com análises sobre o seu papel nos mais importantes intentos diplomáticos e os 26 anos da declaração quase simbólica de independência da Palestina, em 1988, dá-se a retomada de uma narrativa forjada sobretudo por sionistas radicais sobre um suposto “conflito religioso” na Palestina.



Em 2014, definido pela ONU como o "Ano Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino", o regime israelense liderado pelo premiê Benjamin Netanyahu lançou a terceira grande ofensiva militar contra a Faixa de Gaza em cinco anos. Foram aproximadamente 2.200 mortos entre os palestinos, majoritariamente civis e centenas de crianças, além da destruição de cerca de 10 mil lares (ao menos 65 mil palestinos continuam desabrigados) e a repetida devastação do território, completamente sitiado pela ocupação israelense, mas que [ironicamente] deve ser reconstruído por benevolentes “doadores” internacionais que incluem grandes aliados políticos e fornecedores de material militar de Israel, como os EUA.

Não bastasse o cinismo da situação, grande parte do material comprado para a reconstrução virá de Israel, cuja economia se beneficiará, nas mais variadas formas, da tragédia que seu governo impôs aos palestinos. Antes disso, já se beneficiara com a demonstração do equipamento militar e das armas usadas no massacre palestino e comercializadas mundo afora. A bolsa israelense de valores também apresentou altas durante a “operação militar Margem Protetora", entre 8 de julho e 26 de agosto, e a economia já se beneficia da “assistência” internacional enviada através das instituições financeiras e governamentais [israelenses], assistência essa que ainda lhes serve de margem de pressão política contra os palestinos.

Exemplo disso foi a suspensão do repasse dos impostos recolhidos por Israel pelas exportações palestinas quando a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e o Hamas, partido e movimento de resistência no governo da Faixa de Gaza, anunciaram, enquanto findava mais um período de negociações infrutíferas com Israel, em abril, um acordo de reconciliação para a unidade política nacional, que fortaleceria o povo palestino.

Resistência e repressão

Enquanto questões levantadas sobre a possibilidade de uma terceira intifada (“levante”, em árabe) parecem tensionar a situação, as autoridades israelenses já se preparam para intensificar a repressão aos palestinos; por exemplo, com a instituição da demolição de lares como medida para “dissuadir” quaisquer revoltas ou atos taxados de “terroristas”. Nas primeira e segunda intifadas (em 1987 e 2000, respectivamente), a opressão foi generalizada, com confrontos abertos e invasões militares com tanques em campos de refugiados como o de Jenin, onde um massacre ocorreu em 2002, durante uma batalha com a resistência palestina.

Além disso, as chamadas “detenções administrativas” já vigoram, encarcerando “suspeitos” de ações que “ameacem a segurança do Estado de Israel”, inclusive as de lançar pedras em protesto. Há cerca de 500 palestinos assim arbitrariamente detidos, que podem passar períodos renováveis de seis meses na prisão sem acesso à defesa ou sem uma acusação formal, sujeitos a tratamentos cruéis como a tortura ou a recusa de tratamentos médicos. De acordo com a "Associação Palestina de Apoio aos Prisioneiros e Direitos Humanos" (Addameer), em outubro havia 6.500 palestinos encarcerados em prisões israelenses, inclusive 182 crianças (19 delas menores de 16 anos), 19 mulheres e 18 parlamentares. Além disso, 478 dos prisioneiros cumprem sentenças perpétuas.





Devido ao recrudescimento da situação na Cisjordânia, na Faixa de Gaza e em Jerusalém (note-se que a atomização entre os territórios palestinos é intencional, fruto de política calculada da ocupação israelense), Marwan Barghouti, importante líder popular do partido Fatah (à frente do governo na Cisjordânia), detido há cerca de 10 anos, emitiu uma carta por ocasião dos 10 anos da morte de Arafat, instando o povo palestino à resistência e a liderança a boicotar Israel, repensando o papel da Autoridade Nacional Palestina (ANP). Trata-se de um órgão de autogoverno transicional criado no início dos anos 1990, no contexto dos Acordos de Oslo, supostamente temporário, [previsto durar] até uma negociação conclusiva sobre o Estado da Palestina, acordada para o fim daquela década, mas até hoje pendente.

Um motivo de críticas entre vários movimentos e partidos palestinos foi a imposição, por Israel e seus aliados mediadores em Oslo, da chamada "coordenação securitária", dispositivo cunhado pela Declaração de Princípios, assinada em 1993 (conhecida como Oslo 1, entre os acordos desse contexto). A coordenação pressupõe o trabalho conjunto entre autoridades israelenses e palestinas no setor da segurança, enquanto a estrutura da ocupação se arraigava: a divisão da Cisjordânia nas áreas A, B e C, em que a maior parte do território ficou sob o controle militar israelense; os postos de controle espalhados por toda a Cisjordânia e também no interior de cidades como Hebron; outras formas de restrição da movimentação dos palestinos, entre outras medidas.

Os palestinos acreditaram e empenharam-se na diplomacia como via para o seu Estado, enquanto a liderança sionista enxergara nessa [atitude] mais uma forma de ocupar a Palestina. Por isso e pelas subsequentes demonstrações de Israel sobre sua falta de compromisso com o fim da ocupação e do conflito, Barghouti apelou à resistência e retomou um debate há tempos presente no seio da ANP e nas ruas da Palestina, sobre abrir mão da chamada "cooperação securitária" com Israel. A alternativa é a resistência e o Direito Internacional, disse o líder em sua carta, o que lhe custou a pena de sete dias em regime solitário e uma multa, na prisão em que foi sentenciado a viver para sempre".

FONTE: escrito por Moara Crivelente, cientista política e jornalista, membro do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) assessorando presidência do Conselho Mundial da Paz. Artigo publicado no portal "Vermelho" (http://www.vermelho.org.br/noticia/254380-9).[Título, imagens do google e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].

COMPLEMENTAÇÃO
2ª PARTE:

Resolução 181: RESISTÊNCIA E IMPUNIDADE NA PALESTINA OCUPADA

Este é o segundo de dois artigos sobre a Palestina em 29 de novembro, Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino.

"O presidente palestino Mahmoud Abbas escreveu à ONU, por ocasião do Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, 29 de novembro. Abbas agradeceu as manifestações de apoio à causa do seu povo pela autodeterminação, mas lembrou à ONU seu compromisso desde que, em 1947, adotou a Resolução 181 pela Partilha da Palestina. Demandando o fim da longa [invasão e] ocupação sionista, os palestinos recorrem ao Direito Internacional e à responsabilização de Israel.

Por Moara Crivelente*, para o Vermelho


Palestinos do campo de refugiados de Aida, na Cisjordânia, fazem funeral simbólico em homenagem às vítimas dos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, em julho, numa demonstração de unidade nacional.


Apesar de um histórico que favoreceu o regime israelense de ocupação e segregação contra os palestinos, a liderança de Israel tem logrado isolar todo o país no cenário internacional, embora não abra mão de um discurso de "vítimas", segundo o qual o mundo inteiro é “antissemita”, inclusive os judeus que se opõem ao sionismo.

Ainda antes da campanha de bombardeios contra a Faixa de Gaza, os palestinos já angariavam apoio contra a expansão da ocupação israelense em seus territórios, cujas práticas incluíram a construção de mais milhares de novas casas nas colônias ilegais (depois da expropriação ou demolição de terras e lares palestinos) e o aumento brutal da repressão contra manifestantes, seus vizinhos, seus irmãos e o resto das suas famílias ou comunidades.


No campo de refugiados de Balata, próximo à cidade de Nablus, na Cisjordânia, um residente apresenta um mapa histórico da Palestina e do avanço israelense (Foto: Daniel Bar-On / no "Haaretz")

Centenas de crianças também foram detidas, interrogadas ou agredidas por soldados israelenses nos territórios palestinos, além de sofrerem atos de vingança por parte de colonos incitados pelos líderes mais extremistas, após o sequestro e assassinato de três jovens israelenses na Cisjordânia, em junho. A repressão militar e os ataques dos colonos custaram 75 vidas aos palestinos do território desde o início de 2014, de acordo com o "Departamento de Negociações" da "Organização para a Libertação da Palestina" (OLP), mas a mídia sionista prefere dar importância apenas às suas próprias vítimas, em recentes atentados de indivíduos ou grupos palestinos contra israelenses, como foi o caso da grande comoção em torno do assassinato de cinco judeus em uma sinagoga, invadida por dois palestinos armados com facas, logo mortos por soldados israelenses.

Nenhuma palavra sobre a sinagoga ser localizada onde era a vila palestina de Deir Yassin, por exemplo, onde ao menos 107 palestinos foram mortos em abril de 1948 por milícias sionistas, o que revela a continuidade de uma história de violência e massacre, principalmente em Jerusalém, onde a vida dos palestinos foi deliberadamente tornada insuportável. Não se trata de “justificar a violência”, mas de traçar seu histórico no esforço de romper o ciclo de repetições ou o vício de taxar os palestinos de “terroristas” sem sentido. Entretanto, como escreveu o colunista israelense (ameaçado de morte por alguns compatriotas devido às suas críticas contra as políticas de massacre do seu governo) Gideon Levy, “em Israel, apenas o sangue israelense choca”.

O resultado dessa abordagem é que, dos mais de 850 ataques dos colonos contra palestinos na Cisjordânia, apenas 7,5% resultaram em punições dos colonos, de acordo com a organização israelense de defesa dos direitos humanos "Yesh Din", citada pela OLP, enquanto 85% dos casos de violência ou assassinato perpetrados pelos soldados foram arquivados. Entre os assassinatos de palestinos, estão casos em que os soldados usaram munições letais para reprimir manifestações que incluíam o arremesso de pedras. Outros foram detidos, taxados de “terroristas”.

Menor "terrorista" lança pedra contra carro de combate na zona invadida e ocupada por Israel

Religião como instrumento da ocupação

Os episódios de violência e ataque por parte dos palestinos rebelados contra israelenses nos territórios ilegalmente [invadidos e] ocupados por eles foram taxados de forma tergiversada de “atos terroristas”, no contexto de “conflitos religiosos”. O politizado conceito de “terrorismo” é impulsionado em todo o mundo especificamente contra árabes e muçulmanos. Além disso, os discursos extremistas de lideranças sionistas, como o ministro da Economia Naftali Bennett (um dos representantes dos colonos no governo israelense) e tantos outros parlamentares, assim como o próprio premiê Benjamin Netanyahu, deram impulso à retrógrada e fundamentalista lei para instituir Israel como “Estado judeu”, aprovada na semana passada, provocando turbulência até mesmo no seio do governo.


O reconhecimento de Israel como “Estado judeu” foi inaugurada por Netanyahu como parte das suas exigências no âmbito das negociações com os palestinos.

A nova medida reforça um sistema já segregacionista que cimenta a categoria de cidadãos de segunda classe para 1,6 milhão de cidadãos palestinos em Israel (com uma população total de 8,1 milhões) e também serve, segundo o próprio Netanyahu, para enterrar de vez a demanda dos refugiados palestinos ao retorno às terras hoje dentro das "novas" fronteiras do Estado de Israel. Atualmente, ao menos cinco milhões de palestinos estão refugiados ou na diáspora em todo o mundo.

Como dizia Yasser Arafat e outras lideranças palestinas, empurrar a questão para o terreno religioso é uma estratégia para torná-lo intratável. Este é um conflito político e nacional, resultante do movimento europeu de colonização da Palestina e do imperialismo sionista, ideologia racista e colonialista gestada no fim do século 19 e que culminou na criação do Estado de Israel, em 1948.

A escalada da violência em Jerusalém não se baseia essencialmente na religião, nem especificamente na importante Mesquita Al-Aqsa, tida como alvo por extremistas judeus que apelam por sua destruição para a reconstrução de um Templo (embora outros reivindiquem apenas acesso ao local, também considerado sagrado para o Judaísmo). A situação é deliberadamente incendiada pelas políticas sistemáticas de exclusão e expulsão dos residentes árabe-palestinos e por suas condições precárias de vida em sua porção da cidade, Jerusalém Oriental, também ocupada e irregularmente anexada por Israel através de uma lei que “expande a jurisdição” israelense, adotada ainda em 1980.

Direito e solidariedade internacional

Em 2012, mais de 130 países reconheceram o Estado da Palestina na Assembleia Geral da ONU, o que deu impulso à sua estratégia de afirmação como sujeito de Direito Internacional, ainda disposto a dialogar com Israel, mas que terá como alternativa (diante da negativa israelense de tratar assuntos fundamentais para o conflito) a acusação contra os líderes responsáveis por incontáveis episódios de crimes de guerra e até de crimes contra a humanidade.

A possibilidade de adesão da Palestina ao Estatuto de Roma, que constitui o Tribunal Penal Internacional, também causou a reação agressiva de Israel, uma vez que o principal objetivo seria a responsabilização dos seus líderes. Ainda que Israel não seja signatário do Estatuto, o caso poderia ter sido remetido ao Tribunal pelo Conselho de Segurança, mas um consenso que viabilizasse a medida não seria alcançado [certamente os EUA apoiariam Israel].



Em dezembro, a Suíça, depositária da Quarta Convenção de Genebra sobre a proteção dos civis em tempos de guerra (inclusive ocupação militar), pode organizar uma conferência entre os seus 196 signatários, embora o plano já conte com a oposição ativa dos EUA, Israel, Canadá e Austrália, dedicados a pressionar os outros membros da Convenção a rechaçar a sua realização. A iniciativa foi da Palestina para demandar a discussão das diversas violações cometidas por Israel como “Potência Ocupante” dos seus territórios, uma classificação que o regime israelense deliberadamente rechaça, alegando tratarem-se de “territórios em disputa”, e não “ocupados”, numa afronta aos fatos comprovados.

A liderança palestina também vem dialogando com diversos países sobre uma proposta de resolução, a ser apresentada ao Conselho de Segurança da ONU, com um prazo limite para o fim da ocupação, mas enfrenta os mesmos desafios, com o veto certo dos EUA e a oposição de outros membros (alegando que a medida prejudicaria o diálogo com Israel). Ainda, uma nova comissão de inquérito do Conselho de Direitos Humanos da ONU deverá apresentar conclusões em 2015 sobre a conduta do Exército e do governo de Israel durante sua última ofensiva contra a Faixa de Gaza. Entretanto, um relatório que apresentou conclusões nesse sentido, após a ofensiva “Chumbo Fundido” (2008-2009, com mais de 1.400 palestinos mortos) foi engavetado novamente, devido à reação agressiva do governo israelense.

Por tudo isso, os movimentos sociais e indivíduos solidários com a causa palestina têm muito trabalho adiante, para apoiar as estratégias elaboradas pelos palestinos, apesar de seus desafios também internos. Para exigir o fim da ocupação e da impunidade israelenses e o cumprimento da autodeterminação palestina, aqueles que saíram às ruas ou pressionaram seus governos contra o mais recente episódio do genocídio dos palestinos precisam continuar engajados".

FONTE: escrito por Moara Crivelente, cientista política e jornalista, membro do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) assessorando presidência do Conselho Mundial da Paz. Artigo publicado no portal "Vermelho" (http://www.vermelho.org.br/noticia/254400-9).