segunda-feira, 30 de novembro de 2015

DILMA REAFIRMA O DIREITO LEGÍTIMO DO POVO PALESTINO À AUTODETERMINAÇÃO

Dilma: "Ao direito legítimo à autodeterminação do povo palestino"

"A presidenta Dilma Rousseff, por ocasião do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, celebrado amanhã, domingo (29), encaminhou mensagem ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon em que reafirma o total apoio do governo brasileiro “ao direito legítimo à autodeterminação do povo palestino”.

Para a presidenta, “a falta de uma solução pacífica para a questão da Palestina continua a ser uma ameaça à paz e à segurança internacional”. De acordo com a mensagem, "passos concretos para alcançar prontamente a solução de dois Estados devem ser tomados, de forma a romper o círculo vicioso da violência”.

Defesa da soberania palestina

Em todas as situações de conflito na faixa de Gaza, o governo brasileiro veio a público condenar os ataques israelenses ao povo palestino. A última mensagem presidencial, no auge do conflito em agosto do ano passado, o governo brasileiro condenou “o uso desproporcional da força israelense em Gaza, que levou à morte centenas de civis, especialmente mulheres e crianças”. E ainda, “reiterou a posição histórica do Brasil em todos os foros internacionais de defesa da coexistência entre Israel e Palestina, como dois Estados soberanos".

As relações entre o Brasil e a Palestina tiveram início em 1975, quando a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que à epoca existia apenas como movimento de libertação nacional, foi autorizada a designar representante em Brasília. Mas somente em dezembro de 2010 que o Brasil reconheceu o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967 – iniciativa que foi seguida por quase todos os países sul-americanos.

O Brasil apoiou e copatrocinou a Resolução 67/19 da ONU, que elevou o status da Palestina a "Estado observador não membro das Nações Unidas".

Em 31 de dezembro de 2010, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, esteve presente por ocasião da posse, para o primeiro mandato, da presidenta Dilma Rousseff e agradeceu o governo brasileiro pelo esforço de reconhecimento do Estado junto às Nações Unidas.

Nota:

A mensagem oficial por ocasião ao Dia de Solidariedade com o Povo Palestino foi publicada na noite de quinta-feira (26), no portal do Itamaraty. Segue a íntegra abaixo:

Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino



"No contexto da celebração, pela comunidade internacional, do Dia Internacional da Solidariedade com o Povo Palestino, o Governo brasileiro reitera seu total apoio ao direito legítimo à autodeterminação do povo palestino.

O Brasil, que reconheceu formalmente o Estado da Palestina em 2010, permanece comprometido com o estabelecimento de um Estado Palestino soberano, economicamente viável e territorialmente contíguo, com capital em Jerusalém Oriental, convivendo lado a lado, em paz e segurança, com Israel, com base nas fronteiras internacionalmente reconhecidas de 1967, de acordo com o Direito Internacional e as resoluções pertinentes das Nações Unidas.

O Brasil acompanha com preocupação o recente recrudescimento da violência contra civis palestinos e israelenses. A expansão dos assentamentos ilegais e os ataques inspirados por ódio e extremismo religioso constituem sérios obstáculos a que se alcance a solução de dois Estados e, portanto, uma paz duradoura na região.

A falta de uma solução pacífica para a questão da Palestina continua a ser uma ameaça à paz e à segurança internacional. Passos concretos para alcançar prontamente a solução de dois Estados devem ser tomados, de forma a romper o círculo vicioso da violência.

Ambas as partes devem retomar as negociações em boa fé, com base nos princípios e parâmetros estabelecidos pelo Direito Internacional e as resoluções pertinentes das Nações Unidas.

O Brasil continuará a apoiar ativamente os esforços para que se alcance uma paz justa e duradoura na Palestina, baseada na solução de dois Estados e na concretização do direito inalienável à autodeterminação do povo palestino.
"


FONTE: do Portal "Vermelho", com informações do Itamaraty   (http://www.vermelho.org.br/noticia/273341-1).

COMPLEMENTAÇÃO

NETANYAHU MOSTRA SUA FACE: "NEM UM METRO QUADRADO" PARA PALESTINOS



"A declaração é reposta às medidas apresentadas pela União Europeia para acalmar as tensões na região. "Não haverá transferência de territórios [isto é, devolução dos territórios roubados] para os palestinos, nem 40 mil metros quadrados, nem 10 mil, nem um metro quadrado". Agravada em outubro, a nova onda de violência já provocou mais de cem mortes do lado dos palestinos, além de 19 israelenses, um eritreu e um norte-americano. A propagação da violência despertou o receio de uma terceira Intifada (rebelião popular palestina contra forças de ocupação de Israel), levando a diplomacia dos Estados Unidos a se envolver em uma solução diplomática para o conflito que se arrasta há décadas.



O crescente, contínuo e impune roubo de territórios palestinos por Israel. Não querem devolver "nem um metro quadrado"

Da "Agência Lusa", de Portugal

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, assegurou no domingo (29) que não vai "transferir"
[isto é, devolver os territórios roubados] "nem um metro quadrado" de território para os palestinianos, respondendo às medidas apresentadas pela União Europeia para acalmar as tensões na região.

"Não haverá transferência de territórios para os palestinos, nem 40 mil metros quadrados, nem 10 mil, nem um metro quadrado", disse Netanyahu em uma reunião do partido, segundo noticiou a agência espanhola EFE.

O dirigente israelense comentou a proposta, em debate nas últimas semanas, para melhorar as condições de vida dos palestinos e acalmar as tensões que aumentaram desde o final de setembro.

Agravada em outubro, a nova onda de violência já provocou mais de cem mortes do lado dos palestinos, além de 19 israelenses, um eritreu e um norte-americano.

A propagação da violência despertou o receio de uma terceira Intifada (rebelião popular palestina contra forças de ocupação de Israel), levando a diplomacia dos Estados Unidos a se envolver em uma solução diplomática para o conflito que se arrasta há décadas.

Na terça-feira (24), o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, abordou o assunto com Netanyahu e também com o presidente palestino, Mahmud Abbas, em reuniões em Jerusalém e Ramalá, avançando com um conjunto de medidas para acalmar os ânimos, entre as quais uma petição para que Israel passe algumas áreas da Cisjordânia (a Zona C, segundo a tipificação dos Acordos de Oslo) para a jurisdição palestiniana (Zonas A e B)."

FONTE da complementação: do portal "Brasil 247"  (http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/207217/Netanyahu-mostra-sua-face-nem-um-metro-quadrado-para-palestinos.htm). [Imagem do google, legenda e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].

7 comentários:

Roberto Aulas disse...

Muito engraçado este apoio do Brazilililil ao povo palestino....aquelas encrencas todas com Israel já deveriam ter sido acabadas se não fosse a intransigencia dos palestinos em não aceiterem uma paz enquanto Israel existir. É como querer fazer um acordo com alguem se este concordar em ser eliminado!

Tereza Braga disse...

Ao Roberto Aulas,
É muito engraçada essa "paz" desejada por Israel. Os israelenses já invadiram e se apropriaram de 90% dos territórios palestinos previstos pela ONU, isolam as áreas roubadas com muros e cercas fortemente policiados, se apossaram das fontes de água, expulsaram os antigos habitantes, lá constroem "colônias" e novas áreas agrícolas e residenciais só para israelenses, recolhem todos os impostos até das áreas ainda não totalmente invadidas, proíbem os palestinos de terem armas e forças armadas para se defenderem disso, enquanto são equipados com armamentos poderosíssimos de última geração, até bombas atômicas possuem em grande quantidade. Depois, cínica e hipocritamente fingem serem vítimas e ameaçados por alguns revoltados patriotas palestinos que se rebelam com pedras e facas e minifoguetes artesanais praticamente inofensivos. Por conta disso, sempre "em resposta" (sic) Israel mata outras centenas, "em retaliação". Tudo muito engraçado para quem gosta de tragicomédia.
Maria Tereza

Roberto Mail disse...

É preciso que se tome cuidado com todos estes ataques que vc faz aa Israel. As terras que ocupou foram conquistadas numa guerra em 1967,onde apesar de Israel ser atacada por uma coalisao de países árabes ela saiu vencedora,portanto as terras foram obtidas de forma legitima. Quanto a paz é Israel a que mais deseja como ficou comprovado na última tentativa,se Arafat quisesse a paz teria sido alcançada. Mas, é claro que diante de um inimigo que não reconhece ser direito de existir todos os cuidados devem ser tomadas, e água é um recurso de guerra assim como petróleo e comida. Israel está ameaçada e enquanto não houver uma clara sinalização de que os palestinos não desejam realmente a paz duradoura ela vai se proteger é dificultar o máximo o fortalecimento deles. Acho justo enquanto se está ameaçado!
Israel matá centenas porque não ha como discernir os inimigos dos civis numa área densamente ocupada, além do mais o Hamas instala armamento próximo a escola é hospitais para em caso de ataque mate civis, dando margem a que se acuse Israel de ser cruel. É o caso de impostos deve ser o mesmo caso de se dificultar a ocupação de áreas importantes para a segurança. É armar um inimigo que quer nossa destruição não é algo recomendado numa guerra. Israel é uma nação que quer a paz é mesmo tendo eventuais excessos ou erros ela é a melhor opção para a segurança da região. Os palestinos são massa de manobra para os árabes destruírem o povo judeu!

Roberto Mail disse...

...só completando o que os palestinos fariam se tivessem armas poderosas? Iriam se defender ou iriam tentar destruir Israel? Está tem sim bombas nucleares, ainda bem! Porque se fosse o contrário os palestinos já teriam provocado um novo é definitivo holocausto.

Roberto Mail disse...

...só completando o que os palestinos fariam se tivessem armas poderosas? Iriam se defender ou iriam tentar destruir Israel? Está tem sim bombas nucleares, ainda bem! Porque se fosse o contrário os palestinos já teriam provocado um novo é definitivo holocausto.

Roberto Mail disse...

É preciso que se tome cuidado com todos estes ataques que vc faz aa Israel. As terras que ocupou foram conquistadas numa guerra em 1967,onde apesar de Israel ser atacada por uma coalisao de países árabes ela saiu vencedora,portanto as terras foram obtidas de forma legitima. Quanto a paz é Israel a que mais deseja como ficou comprovado na última tentativa,se Arafat quisesse a paz teria sido alcançada. Mas, é claro que diante de um inimigo que não reconhece ser direito de existir todos os cuidados devem ser tomadas, e água é um recurso de guerra assim como petróleo e comida. Israel está ameaçada e enquanto não houver uma clara sinalização de que os palestinos não desejam realmente a paz duradoura ela vai se proteger é dificultar o máximo o fortalecimento deles. Acho justo enquanto se está ameaçado!
Israel matá centenas porque não ha como discernir os inimigos dos civis numa área densamente ocupada, além do mais o Hamas instala armamento próximo a escola é hospitais para em caso de ataque mate civis, dando margem a que se acuse Israel de ser cruel. É o caso de impostos deve ser o mesmo caso de se dificultar a ocupação de áreas importantes para a segurança. É armar um inimigo que quer nossa destruição não é algo recomendado numa guerra. Israel é uma nação que quer a paz é mesmo tendo eventuais excessos ou erros ela é a melhor opção para a segurança da região. Os palestinos são massa de manobra para os árabes destruírem o povo judeu!

Tereza Braga disse...

Ao Roberto Mail,
Não discuto suas opiniões, mas os países integrantes da Assembleia Geral da ONU pensam diferente e reiteradamente aprovaram resoluções condenando as invasões e ocupações da Palestina por Israel e determinando a devolução dos territórios invadidos. Israel ignora isso porque tem o respaldo dos EUA e de seu poder de veto no Conselho de Segurança. Aliás, quem realmente venceu a Guerra de 1967 foram os EUA, com apoio de Israel. Outro conceito que discordo: guerras há muito tempo não mais são consideradas meio legítimo que justifica invasão e anexação de territórios. Por exemplo, não mais seria aceito pela comunidade internacional os EUA incorporarem o Panamá, Granada, o Iraque, o Afeganistão, a Líbia como território norte-americano.
Maria Tereza