sábado, 10 de março de 2012

BRASIL QUER INTEGRAR INTERNET COM PAÍSES SUL-AMERICANOS


ANEL ÓPTICO BUSCA INTERLIGAR BANDA LARGA ENTRE VIZINHOS E DEIXAR CONEXÃO MAIS VELOZ

46% DO TRÁFEGO DE DADOS VEM DE FORA DO PAÍS -  90% DESTE COM PARADA NOS EUA - VALOR MÍNIMO DO ANEL É DE US$ 100 MILHÕES

Por Helton Simões Gomes, enviado especial da “Folha” a Hannover, Alemanha

“Os ministros de Comunicação dos membros da UNASUL (União de Nações Sul-Americanas) ratificaram ontem em reunião em Assunção, no Paraguai, o plano de trabalho para integrar as redes de banda larga da internet entre os vizinhos, por meio de um anel óptico.

Em conjunto com o “Plano Nacional de Banda Larga”, o anel óptico “aumentará a capacidade e barateará o custo das conexões”, afirmou a presidente Dilma Rousseff, na abertura da feira de tecnologia CeBIT, em Hannover, na Alemanha.

Outra iniciativa citada por Dilma para ampliar a infraestrutura tecnológica é a contratação da construção de cabos submarinos ainda neste ano para ligar o país aos EUA, à Europa e à África. Eles levam dados de internet do Brasil para outros países.

Hoje, é necessário cruzar o oceano Atlântico para acessar do Brasil sites hospedados em países como Colômbia e Equador. A informação ruma aos EUA, por meio de um cabo submarino, e depois retorna, por outro cabo, pelo oceano Pacífico. No caso do Peru, o trajeto tem mais de 8.000 km. Com o anel, a distância cairia para 2.000 km.

Quando estiver funcionando, o anel óptico permitirá que o tráfego de informação não precise sair da América do Sul para circular entre os países. Mais de 46% do tráfego de dados vai para fora do país. Desses, quase 90% fazem um “pitstop” nos EUA. A velocidade nesses casos aumentará de 20% a 30%, afirma Artur Coimbra, diretor de banda larga do Ministério das Comunicações.

CONEXÃO

A implantação do projeto é dividida em três etapas. Na primeira, os pontos físicos de banda larga localizados nas fronteiras serão conectados para que a informação tenha um canal para passar de um país a outro.

De acordo com o Ministério das Comunicações, as ligações físicas com Argentina, Paraguai, Venezuela, Bolívia e Uruguai poderão ser feitas já neste ano.

A segunda etapa será protagonizada pelas empresas nacionais de telecomunicações dos países. Estatais onde houver, como no Brasil (Telebrás) e Argentina (Arsat); privadas nos outros.

Elas firmarão acordos com as empresas dos países fronteiriços. A ideia é que forneçam um tipo de autorização para que as companhias vizinhas consigam “enxergar” as redes internas de fibra ótica, os “backbones”, complementando assim a conexão física da primeira etapa. Sem a conexão lógica do anel, a informação não circula.

Com prazo fixado em 2014, a terceira fase será construir redes até as fronteiras em que não há pontos de conexão. Até o Peru, por exemplo, serão necessários 250 km de malha. Bolívia e Guiana são os outros países da lista.

O valor mínimo estimado para o anel é de US$ 100 milhões. “Se decidirem aumentar as conexões com os países, o valor pode aumentar”, afirma Coimbra. O BNDES deve oferecer linhas de crédito.

O plano prevê, ainda, a entrada das teles no anel por meio de pontos de troca de tráfego. Os países sul-americanos poderão, também, se beneficiar dos cabos submarinos brasileiros para se conectar à Europa. Mas isso dependerá de acordos futuros.”

FONTE: reportagem de Helton Simões Gomes, enviado especial da “Folha de São Paulo” a Hannover-Alemanha (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/30163-brasil-quer-integrar-internet-com-paises-sul-americanos.shtml) [Imagens do google adicionadas por este blog ‘democracia&política’].

A PRIORIDADE É O TRANSPORTE PÚBLICO, diz Haddad

Haddad: “O Brasil está vivendo um momento de ouro, somos vitrine no mundo e São Paulo não figura como cidade inovadora do ponto de vista do poder público”

Por Cristiane Agostine e Maria Cristina Fernandes, do jornal “Valor” pertencente aos grupos tucano-serristas “Folha” e “Globo”

“A sete meses das eleições municipais e com 3% das intenções de voto na disputa pela Prefeitura de São Paulo, o pré-candidato do PT, Fernando Haddad, ainda não fechou acordo com nenhum partido, revela desconhecer os planos do PSB e reconhece que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz falta nas negociações.

Mais à vontade quando a conversa migra para suas propostas de governo, diz que o melhor da gestão Gilberto Kassab são alguns de seus projetos de reurbanização de favelas feitos em parceria como PAC federal, que pretende expandir. E o pior, os transportes. Pretende dobrar os investimentos feitos nos últimos oito anos no setor com metas para corredores de ônibus e transferência de recursos para o metrô, desde que o governo estadual se comprometa a dar mais celeridade às obras de expansão da malha metroviária.

Na educação, o ex-ministro da Pasta defende ideias que o aproximam do PSDB e do pré-candidato do PMDB, Gabriel Chalita, como a meritocracia e a bonificação de professores de acordo com o desempenho dos alunos. Evita criticar a progressão continuada, outro ponto que sempre colocou em campos opostos PT e PSDB, e diz que terá metas para o ensino em tempo integral.

Na saúde, o petista se distancia do PSDB e da gestão Kassab, ao defender o modelo federal para hospitais e postos de saúde que construirá, em detrimento da gestão terceirizada a organizações sociais. A seguir, trechos da entrevista concedida ao Valor na tarde da quarta-feira (7) na sede do diretório municipal do PT.

Valor: O senhor começa a campanha num patamar muito baixo de conhecimento e intenção de voto. O PT teve programas de TV cassados. Qual é sua a estratégia para alavancar a campanha?


Haddad: Tivemos percalços. Um deles foi a doença do [ex] presidente Lula, que ninguém esperava. Agora, essa falta de tempo de televisão. Vamos ter que nos dedicar ao que estamos nos dedicando: conhecer os problemas da cidade, elaborar o plano de governo e, quando tivermos a chance, apresentá-lo à sociedade.

Valor: Não há uma estratégia delineada de como aumentar a sua exposição?


Haddad: Olha, a estratégia é a que todos vão adotar…

Valor: Mas sua candidatura tem um perfil diferente, com taxa de conhecimento muito mais baixa.


Haddad: É muito mais baixa. Mas vou participar dos eventos para os quais eu for convidado. Tenho entrevistas e visitas agendadas, mas numa cidade de 11 milhões de habitantes, imaginar que há alternativas equivalentes à exposição de televisão…

Valor: Então, o senhor não vai intensificar a campanha de rua?


Haddad: Não é uma campanha de rua. Não estou indo à periferia, aos bairros, às subprefeituras para encontrar pessoas que não me conhecem ainda. Pelo contrário. Estou me dedicando a falar com quem entende dos assuntos e vive os problemas da cidade para que o diagnóstico esteja o mais perto possível da realidade. São lideranças, gestores públicos, técnicos da prefeitura que me conhecem e que estão me subsidiando para a confecção de um plano de governo.

Valor: A presidente Dilma, que era pouco conhecida quando pré-candidata, teve mais exposição do que o senhor terá. Essa estratégia de apostar muito no horário eleitoral, que tem curta duração, não o prejudica?


Haddad: Temos um projeto para a cidade. Tenho certeza de que vamos apresentar a melhor plataforma. Isso pesa na decisão do voto. Confio nessa estratégia, não em qualquer outra.

Valor: Qual o perfil adequado para o seu vice?


Haddad: Estamos em etapa que antecede essa. Se não soubermos com quem estaremos no primeiro turno – e isso pode demorar semanas – não há como definir o perfil de antemão.

Valor: Como será a composição da coordenação da sua campanha? Marta Suplicy terá papel de destaque?


Haddad: Vamos discutir isso na semana que vem. Essas coisas às vezes se resolvem em maio, junho e estamos resolvendo em março. Não discuti com ela [Marta] os termos de sua participação. Ela vai definir e vou respeitar a decisão que tomar, qualquer que seja o alcance da participação, se será agora ou daqui a três meses.

Valor: O senhor contava com Lula na articulação das alianças e a defecção do PSD fez partidos com que o PT contava já não serem mais tão certos. Na ausência de Lula, como se dará a confecção da aliança?


Haddad: Estabelecemos uma relação de diálogo com esses partidos. Não estamos nos propondo a fazer as barganhas que estão sendo noticiadas. Não vamos proceder dessa maneira.

Valor: Mas a ida do senador Marcelo Crivella para o governo já não foi uma barganha?


Haddad: Absolutamente. Tanto é que não houve consequência nenhuma no cenário local. É uma composição antiga com o PRB, que remonta aos tempos do vice José Alencar.

Valor: O PR e o PDT querem mais ministérios e ao mesmo tempo têm negociado com o PT…


Haddad: O PR e o PDT estão em ministérios. O que às vezes incomoda é o partido não se sentir representado por um filiado, o que é natural. Mas estão na base do governo e representados no ministério. É uma aliança que remonta ao governo Lula, no primeiro mandato.

Valor: O PT não corre o risco de ficar isolado?


Haddad: Na cidade, o jogo duro com o PT sempre foi a regra, não exceção. A Marta, que concorreu três vezes, nunca teve moleza para compor aliança. A máquina do Estado sempre atuou no sentido de tentar nos isolar.

Valor: Marta teve o apoio do bloquinho e do PR, mas agora até o PCdoB ameaça com candidatura própria. Com quem o PT já conta?


Haddad: Não temos aliança fechada com nenhum desses partidos. Penso que as coisas não devem se desdobrar no curto prazo.

Valor: Com o PSB, o governador Eduardo Campos disse que o apoio não será fechado agora. O PT ainda tem algo a oferecer?


Haddad: Não foi pedido nada para mim. [O PT] vai atrair como Lula atraiu, como a presidente Dilma atraiu, como a Marta em uma eleição atraiu – na outra não conseguiu. Tem um tabuleiro montado no país, muitas variáveis em jogo. Mas a decisão cabe ao PSB.

Valor: Informalmente, Kassab atribuía a culpa de o PSD não ter fechado aliança ao fato de o PT ter demorado a aceitá-lo. Houve essa demora?


Haddad: Ele nunca procurou o PT formalmente. Nunca se sentou com o presidente nacional do partido, nem com o municipal. Sempre deixou claro que, se Serra fosse o candidato, ele o apoiaria. Fizemos oposição ao governo dele durante oito anos. Ele estava oferecendo apoio sem pedir nada em troca, num primeiro momento. Mas isso foi feito pelos jornais.

Valor: Mas era uma aliança bem vista por Lula e pela direção estadual do PT. O acordo teria evitado o apoio do PSD ao Serra?


Haddad: O [ex] presidente Lula, quando conversou comigo, estava muito animado com a possibilidade de termos na chapa, como vice, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Isso realmente sensibilizou o presidente Lula e foi nesses termos que ele tocou no assunto comigo, na única vez que conversamos sobre o tema, em decorrência da visita que o prefeito Kassab tinha feito a ele. Houve a ideia de que nosso projeto nacional estaria bem representado na cidade se tivéssemos dois representantes de seu governo com perfis complementares.

Valor: PT e PMDB têm acordo de apoio mútuo no segundo turno. O senhor acha que Chalita ajuda mais a sua candidatura saindo como candidato separado agora?


Haddad: Temer me explicou que [o PMDB] está sem representação na cidade, com pouca representação no Estado e que há necessidade de lançar um nome novo. A estratégia do PMDB de se recolocar no Estado me parece mais do que legítima. Temer me disse: nós estaremos juntos no segundo turno.

Valor: Além da oposição a Kassab o que o aproxima de Chalita?


Haddad: O país está vivendo um momento de ouro, somos vitrine no mundo. E São Paulo não figura como cidade inovadora do ponto de vista do poder público. Ao contrário do setor privado que mostra uma pujança incrível, uma vontade de investir, de progredir, o poder público local está muito intimidado. A perspectiva comum que nos anima é essa. A ideia de que podemos colaborar com a cidade.

Valor: No passado, o PT teve grandes diferenças com Chalita na bonificação dos professores que teve a oposição do PT. Na gestão Kassab, a meritocracia virou regra. Qual será sua posição?


Haddad: Ninguém é contra a meritocracia. Muito pelo contrário. Se tem uma coisa que não há como negar é que quem implementou no país plano de meta em qualidade de educação foi o governo Lula. Ninguém sonhava com isso antes de 2005, quando criamos a “Prova Brasil” e houve resistência do governo do Estado de São Paulo, que não aplicou a “Prova Brasil” naquele ano.

Valor: Houve grande resistência do PT também.


Haddad: Sofri resistência de todo mundo. Ninguém queria quebrar esse paradigma. Eu apliquei a primeira “Prova Brasil”, dei transparência aos dados. Criei o “Índice de Desenvolvimento da Educação Básica”, o IDEB. Quem inventou esse sistema de metas de qualidade fomos nós. Fixamos diretrizes e metas de qualidade pela primeira vez no Brasil. Todos os governadores e prefeitos aderiram. A única recomendação, no que diz respeito a docentes, é que se tentasse construir em comum acordo com a categoria as medidas de mérito.

Valor: Mas o IDEB ajuda as escolas que estão em uma situação ruim, enquanto a política de meritocracia de São Paulo premia quem vai bem…


Haddad: Criamos isso também. Nós criamos as duas coisas. Para aquelas escolas que cumpriam as metas, o recurso era destinado automaticamente e recebia um recurso adicional. As que não cumpriam metas não eram penalizadas, mas para receber recursos tinham que apresentar um plano de reforma pedagógica. Os Estados aderiram e copiaram o mecanismo, cada um à sua maneira.

Valor: Em relação à progressão continuada, o senhor pretende mantê-la? O PT mostrou-se contrário na eleição estadual de 2010, com Mercadante.


Haddad: O que falta nas políticas públicas, em geral, não é o conceito de progressão continuada. Faltam as aulas de recuperação. Não há preocupação com a recuperação das crianças com defasagem de aprendizado, o que só é possível com a ampliação da jornada para um segundo turno, com atividades diferentes do primeiro, incluindo aula de recuperação específicas. [O PT] é contra a aprovação automática. Eu já assinei resolução do Conselho Nacional de Educação sobre esse assunto, disciplinei esse assunto no país.

Valor: O senhor tem meta de escolas em dois turnos?

Haddad: Vamos fixar no plano de governo metas específicas. Hoje o município não tem nenhuma meta.

Valor: Qual sua avaliação sobre a política de internação compulsória em São Paulo?


Haddad: Internação compulsória sem autorização judicial é uma temeridade. Sou contra. Não vislumbro possibilidade de dispensar o Judiciário para uma discussão que tem a ver com liberdades individuais e que abre perspectivas de uma jornada muito autoritária em relação aos indivíduos. Na forma da lei, com laudos médicos, em casos onde há risco efetivo, com prazos, providência assistencial, é uma coisa que as sociedades civilizadas contemplam.

Valor: A internação compulsória tem apoio de 80% da população, segundo pesquisas. Como o senhor vai trabalhar isso?


Haddad: Penso que a pergunta não foi corretamente feita pela pesquisa. Quero crer que o cidadão não tenha sido devidamente esclarecido sobre os riscos de uma autoridade internar uma pessoa sem critério. Duvido que as pessoas, uma vez esclarecidas, deem apoio para medidas arbitrárias que podem levar a um regime de força e a um quadro de exceção no país.

Valor: A internação compulsória não tem apelo junto a um eleitorado de histórico conservador que o senhor precisa conquistar?


Haddad: Não posso abdicar das minhas convicções por conveniência eleitoral. Qual é o partido que não defende a segurança pública? Alguém contra a internação judicial quer a desordem? Daí, não estamos falando de democracia.

Valor: O senhor concorda com a atuação da prefeitura na Cracolândia? Qual sua política para a região?


Haddad: A prefeitura não tem força policial. A ocupação do território ali era importante. A Polícia Militar tem que atuar onde há tráfico e envolvimento de crianças e mulheres grávidas com drogas, mas acompanhada de uma visão assistencial e de saúde pública, para evitar a disseminação de cracolândias pelos bairros, que é uma reclamação de moradores que não estavam sofrendo esse problema e agora estão. Houve um descompasso. Poderia ter sido diferente se houvesse a concorrência do setor da saúde e da assistência.

Valor: Em São Paulo, as organizações sociais ganham terreno na administração da saúde. Qual será sua política em relação às OSs?


Haddad: Em primeiro lugar, nesse debate me manifestei contrário à privatização dos leitos do SUS que se tentou fazer no governo do Estado. Os leitos públicos têm que ser 100% SUS. Uma segunda questão é a gestão. Reconheço a excelência de trabalho de algumas OSs, mas tenho preocupação com o relatório do Tribunal de Contas do Município em relação a algumas delas, com irregularidades. As regras de prestação de contas, de controle social precisam ser organizadas. Caso contrário, vai se investir cada vez mais na saúde e não veremos o retorno na qualidade.

Valor: O senhor aprova esse sistema de gestão?


Haddad: Há OSs que têm modelo de excelência. Agora, os hospitais que vamos construir eu não pretendo terceirizar. Vamos adotar o modelo federal.

Valor: E os postos de saúde como as AMAs?


Haddad: O que está pactuado nós vamos manter, a não ser no caso de irregularidade comprovada. Há casos em que incidiremos para corrigir distorções. As novas unidades vão seguir o modelo federal, de empresa pública.

Valor: O senhor disse que o que está pactuado será mantido. E os contratos com as empresas de ônibus, que são objeto de tantas reclamações de usuários, o senhor se dispõe a revê-los?


Haddad: Obrigatoriamente, porque o prazo para revisão é 2013. Não há como prorrogar. Não foi feito absolutamente nada no transporte em ônibus de oito anos para cá. Não tem investimento em terminais, em corredores, na operacionalização e racionalização do sistema. Se publicarmos o edital para a renovação das concessões, esse edital vai ter que prever regras para repactuar o sistema. Fizemos a parte mais difícil da remodelagem do sistema, que foi o Bilhete Único. De lá para cá, o que era mais fácil – racionalizar, otimizar, expandir os corredores -, não foi feito. Por quê? Abandonaram o sistema multimodal. A velocidade média vai cair ainda mais se essa decisão não for revertida.

Valor: O senhor pretende mudar a política municipal em relação ao metrô? Kassab prometeu investir no metrô, entrou com parte dos recursos prometidos. A prefeitura tem capacidade financeira?


Haddad: Temos condição, sim, de ajudar o metrô. Temos que repactuar essa relação, auxiliar o metrô e exigir um pouquinho mais de ritmo. Com dois quilômetros por ano estamos na lanterna do mundo emergente. O aporte em troco do quê a mais para São Paulo? O aporte em troca do mesmo não me parece muito justo. Os custos estão aumentando e a quilometragem do metrô anda no mesmo passo, de dois quilômetros por ano.

Valor: Qual sua opinião sobre pedágio urbano?


Haddad: A restrição tem que se justificar pela oferta de transporte público e isso está fora de cogitação pelo simples fato de que a cidade não está fazendo o dever de casa. Se tivéssemos 250, 300 km de corredores de ônibus, 100 km de metrô, teríamos condições de até inibir não só com pedágio, mas com outras maneiras como o rodízio.

Valor: Quando fala em restrição, o senhor apoia a medida tomada por Kassab de proibir a circulação de caminhões na Marginal em determinados horários?


Haddad: Vamos pagar caro o fato de termos errado no abandono do modelo de sistema de transporte [em 2005]. Não se abre mão de um modal tão importante, tão capilarizado por um capricho partidário. Tem que reconhecer que foi tomada uma medida errada e é preciso acelerar o passo trazendo o PAC. Temos que investir dobrado depois desses oito anos para recuperar o tempo perdido.

Valor: O prefeito engordou o caixa e chegou neste ano com R$ 6 bilhões para investir. Se esse dinheiro estivesse nas suas mãos, como investiria?


Haddad: Teria ampliado os corredores, investido muito em transporte público, construído centros de educação infantil, creche e pré-escolas, para dar conta do déficit que é enorme. Teria construído hospitais, robustecido o sistema de saúde para responder mais prontamente à demanda por exames; provavelmente [investiria] em profissionais especialistas. Na questão ambiental, a coleta seletiva praticamente estagnou. Não houve investimentos. O mesmo aconteceu com as ciclovias. Temos que pensar a bicicleta como alternativa concreta, não apenas como lazer.

Valor: Qual seria o principal problema da gestão Kassab?


Haddad: É quase unânime que houve um erro estratégico no transporte público e mobilidade urbana. Temos que aproveitar as eleições para admitir esse erro e recuperar o tempo perdido. A parceria com o governo federal é essencial.

Valor: E qual é a melhor política pública da atual gestão?


Haddad: Gosto de parcerias que foram feitas com o governo federal na urbanização de favelas, mas foram muito poucas.

Valor: Como o senhor pretende levar essas propostas de mudança para uma população que resiste ao PT?


Haddad: Não sei se é vício de professor, mas acredito na tese do melhor argumento. Dou aula porque acredito que você pode transmitir conhecimento, quando se aprofunda nos debates em que se envolve. Acredito que vamos apresentar os melhores argumentos para vencer estas eleições. Não posso assegurar que serão suficientes, mas eu acredito que possam ser suficientes. A cidade está aberta, preparada para ouvir.”

FONTE: reportagem de Cristiane Agostine e Maria Cristina Fernandes, do “Valor Econômico”, jornal pertencente aos grupos tucano-serristas “Folha” e “Globo”. Transcrita no blog “Leituras do Favre”  (http://blogdofavre.ig.com.br/2012/03/a-prioridade-e-o-transporte-publico-diz-haddad/).

DOUTRINA DE EISENHOWER: 55 ANOS DO IMPERIALISMO DOS EUA NO ORIENTE

World War II: Dwight D. Eisenhower Making a Point

DOUTRINA DE EISENHOWER: PASSADOS 55 ANOS


“A 9 de março de 1957, o Parlamento americano aprovou uma doutrina de política externa voltada para "reforçar posições de Washington" no Oriente Próximo e Medio. O documento foi elaborado pelo presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, e o secretário de Estado, John Foster Dulles. Segundo a doutrina, qualquer país podia solicitar ajuda econômica ou militar aos Estados Unidos, se fosse agredido por um outro Estado. No fundo, o presidente obtinha o direito a utilizar, a critério próprio, força militar naquela região. Mas as autoridades americanas colocaram-se também um outro objetivo: enfraquecer a influência da URSS naqueles países.

A aprovação da nova doutrina pelos Estados Unidos foi uma reação ao fracasso da agressão britânico-franco-israelita contra o Egito em 1956, ligada ao destino do canal de Suez, uma das principais vias aquáticas no mundo. A União Soviética desempenhou papel importante no conflito, denominado como a “crise de Suez”. O líder soviético, Nikita Khruschev, ameaçava com medidas duras a Inglaterra, França e Israel, até prometendo assestar contra elas golpes de mísseis. O semelhante cenário poderia levar a uma guerra nuclear entre a União Soviética e os Estados Unidos que, inevitavelmente, iriam proteger os seus aliados. Em resultado, Washington exigiu que os agressores renunciassem a ações militares.

No fundo, a doutrina visava não apenas reforçar a influência dos Estados Unidos no Oriente Médio e Próximo, mas também criar na região uma cabeça-de-ponte contra o campo socialista, em primeiro lugar contra a União Soviética. Eisehower expressou abertamente a disposição das tropas americanas a proteger a integridade territorial e a independência dos países que precisavam de ajuda contra a agressão de qualquer nação controlada pelo “comunismo internacional”.

Canal de Suez

Foi dessa “ameaça” que os Estados Unidos pretendiam proteger os países árabes, instalando na região a sua própria hegemonia através da ingerência nos assuntos internos e do controle da política externa. Em 1957, a doutrina de Eisenhower foi aplicada sob pretexto da defesa da Jordânia contra a “agressão” da Síria. Em 1958, os Estados Unidos empreenderam uma intervenção militar aberta contra o Líbano e, passados nove anos, apoiaram uma agressão armada de Israel contra países árabes.

Após a desintegração da URSS, que foi um contrapeso dos Estados Unidos na região, Washington intensificou os esforços dos quais se fala na doutrina. Contudo, as realidades de hoje obrigarão os Estados Unidos a corrigir a sua posição em relação à política no mundo árabe, considera o dirigente do “Centro de Estados Orientais da Academia Diplomática do MRE da Rússia”, Andrei Volodin.

"Como parecia na altura, os Estados Unidos não tinham obstáculos para construir um mundo unipolar e para obter o papel decisivo no Oriente Próximo. Mas muitas coisas mudaram, em primeiro lugar o mundo em que os Estados Unidos continuam a ser o país mais forte. Mas este mundo já não se pode desenvolver segundo as leis determinadas pelos Estados Unidos. Neste mundo, já é necessário comensurar os seus interesses e ações com interesses de outros países. Essa mudança principal irá definir a política dos Estados Unidos no Oriente no próximo decênio. Esse será um processo de adaptação doentia da política americana às realidades que se formam na região, independentemente da vontade dos Estados Unidos."

Hoje, os lemas dos Estados Unidos e de outros países do Ocidente sobre a democracia tornam-se, frequentemente, um pretexto para o derrubamento de regime indesejável, como acontece na África do Norte. Eis a opinião de Andrei Volodin:

"A interferência nos assuntos internos de outros países contraria não apenas a Carta da ONU, contraria o bom senso. Os Estados Unidos e os seus aliados mais próximos – França e Inglaterra, tentam impor um regime político cômodo para eles em alguns países do Oriente Médio e Próximo. Mas essa prática é condenada com evidência ao fracasso, porque, manifestando-se pela democracia à americana na Síria e na Líbia, todos nós vemos que tipo de democracia se formou na Líbia. Espero que isso não aconteça na Síria."

É evidente que os interesses geopolíticos e econômicos das maiores potências mundiais continuarão a ser entrelaçados no Oriente Médio e Próximo. A Rússia formulou nitidamente os princípios que devem ser observados pelos membros responsáveis da comunidade internacional nessa região muito complexa: a não ingerência nos assuntos internos dos países, a sua unidade e a integridade territorial. Contudo, as ações dos Estados Unidos e dos seus aliados no Iraque e na Líbia levaram de fato ao caos e à ruina daqueles países.”

FONTE: site “Voz da Rússia”. Transcrito no site “DefesaNet”  (http://www.defesanet.com.br/ecos/noticia/5094/Doutrina-de-Eisenhower--passados-55-anos). [Título e imagens do Google adicionadas por este blog ‘democracia&política’].

Malvinas: VOOS SECRETOS DA AEROLINEAS ARGENTINAS PARA BUSCAR ARMAMENTOS NA LÍBIA E ISRAEL


LOS VUELOS SECRETOS PARA BUSCAR ARMAMENTO EN ISRAEL Y LIBIA

Por Gonzalo Sánchez, no jornal argentino “Clarin”

“En plena guerra, un grupo de pilotos civiles de Aerolíneas voló a Medio Oriente para regresar con los aviones repletos de armas. Por primera vez, estos héroes anónimos cuentan en detalle la odisea.

En “sigilosa” significa que el equipo de radio debía estar apagado, y también las luces: el avión no podía ser una estela en el cielo, sino un fantasma . Durante el vuelo, además, cuando resultara inevitable entrar en la frecuencia de los radares de control, era conveniente mentir posiciones. Los satélites de la OTAN y los aceitados servicios de inteligencia de casi todo Occidente barrían el Océano Atlántico y para los británicos todo el océano era zona de guerra. Esto quería decir que cualquier elemento sospechoso podía ser interceptado o derribado . Como no eran hombres de la Fuerza Aérea preparados para entrar en combate, la posibilidad de morir en medio de la misión los inquietaba y, por supuesto, representaba una novedad.

Cuando fueron convocados para llevar adelante esta tarea, Gezio Bresciani, Luis Cuniberti, Leopoldo Arias, Ramón Arce, Mario Bernard, Juan Carlos Ardalla y Jorge Prelooker eran los pilotos civiles de la flota Boeing 707 de Aerolíneas Argentinas
Hombres dichosos en tiempos dorados de la aviación comercial, nacidos con la línea de bandera y apasionados por su trabajo, que consistía en cruzar el mundo trasladando pasajeros y cargas. Pero llegó el 2 de abril de 1982, los militares recuperaron las Islas Malvinas, la Plaza de Mayo se colmó de fervores patrióticos y desde los altos mandos del Edificio Cóndor bajó una orden para que los aviones comerciales –y sus pilotos– se pusieran al servicio del Comando en Jefe de las Fuerzas Armadas. Hoy, la increíble historia de la “Operación Aerolíneas”, que se mantuvo en secreto durante 30 años, es contada aquí por primera vez y de la mano de sus protagonistas. Es el resultado de una investigación de más de dos meses de trabajo, cotejando datos, buceando en archivos y desgrabando entrevistas.

Boeing 707 da Aerolineas Argentinas

Los fueron llamando de a uno. Les dijeron que los necesitaban y ellos aceptaron aún sin saber a dónde tenían que ir y qué tenían que hacer. Ahora comienzan a recordarlo: desanudan lentamente un pacto de silencio sellado en 1982. “Cuando alguien te dice que tu país está en guerra y que podés ayudar de alguna forma no te detenés a pensarlo demasiado. Eso sentimos nosotros: que teníamos que ayudar”, dice Bresciani, 71 años, la mirada franca, el cielo todavía en los ojos. Después los anoticiaron, pero sólo a medias: había que realizar una serie de viajes hacia naciones remotas en busca de armas para el país.

Fueron dos vuelos a Tel Aviv, cuatro a Trípoli y uno a Sudáfrica, que debió ser abortado en pleno trayecto porque al parecer los militares argentinos no cerraron el negocio con el traficante de armas (Diego Palleros, según fuentes consultadas para esta investigación). Los viajes se realizaron entre el 7 de abril y el 9 de junio de 1982. Todas las operaciones fueron hechas con aviones Boeing 707 de Aerolíneas Argentinas, tripulados por civiles y acondicionados para volver a tope: desmantelado de asientos, en cada partida, el fuselaje de la nave parecía la garganta seca de un robot.

Confidencial, esa era la palabra. Implicaba que ni esposas ni hijos ni amigos podían saber que se habían convertido en el núcleo de una misión secreta para armar a la Argentina en una guerra que se vislumbraba despareja. Los llamaban a sus casas, les ordenaban que estuvieran a tal hora en Ezeiza y sólo en los minutos previos a la partida comenzaban a soltarles la información con cuentagotas. A veces en el despacho de algún jefe militar. Otras directamente en el avión. En el tercer viaje, por ejemplo, al piloto Luis Cuniberti, que hoy tiene 76 años, lo hicieron despegar y una vez en el aire protagonizó el siguiente diálogo con el oficial de inteligencia que llevaba como enlace:

Bueno, dígame hacia dónde voy.

A Trípoli.

Las rutas eran Buenos Aires–Recife–Las Palmas (Islas Canarias)–Trípoli o Tel Aviv. Los aviones partían con número indicativo falso, como casi toda la documentación legal presentada. Antes de salir, los pilotos recibían un sobre con viáticos por 40 mil dólares para imprevistos y luego se enfrentaban a una situación inédita. Eran convocados a la oficina de Fuerza Aérea en Ezeiza, donde dos oficiales los esperaban para encomendarles una tarea extra. Jorge Prelooker, comandante del segundo vuelo a Israel, lo cuenta ahora, con cierta gracia, a los 75 años. Recuerda aquella noche, 10 de abril de 1982. Primero le comunicaron el destino, Tel Aviv, y luego ocurrió lo siguiente: “Entro, saludo, me presento y de inmediato uno de ellos, oficial de la Marina, me hace entrega de unos prismáticos enormes. Yo me quedo medio sorprendido, los agarro y pregunto para qué eran. Entonces me dice: ‘Mire, ustedes van a volar por el Océano Atlántico y queremos que se fijen en la medida de lo posible si ven algún tipo de barco de guerra’. Le pregunto cuáles, cómo, y acto seguido este hombre despliega una lámina con las siluetas de los tipos de buques dibujados como en la batalla naval. Nos pareció insólito porque es imposible que uno pueda reconocer el tipo de barco desde tan alto, pero durante la vuelta nos vimos obligados a volar más bajo y vimos buques dejando una estela inmensa en el mar, en rumbo Sur. Naturalmente, al llegar lo reportamos”.

En el aire era momento de callar. “Despegábamos, a los pocos minutos apagábamos todos los equipos y a volar en silencio. Éramos un misil atravesando la oscuridad de los cielos”, explica Mario Bernard, entrador, a los 82 años. “Quince minutos antes de aterrizar abríamos contacto con la terminal que nos tocara y pedíamos autorización”, agrega. “En Brasil –sigue– se volvía a cargar combustible y nos lanzábamos a cruzar el océano otra vez en silencio. Por supuesto íbamos escuchando las comunicaciones en inglés británico, que ocupaban casi todo el espacio radial en aquella época. El cruce del Atlántico implicaba que pasáramos cerca de la Isla Ascensión, desde donde se aprovisionaba la flota inglesa y desde donde despegaban los Vulcan que después bombardeaban Puerto Argentino”.

La pregunta surge sola: a pesar de los recaudos tomados, los aviones de Aerolíneas eran fácilmente identificables –como los de cualquier compañía área– y los mismos pilotos consideran que en el mundo de la aviación se sabía la operación que estaban efectuando.

¿Por qué entonces no los derribaron?

Prelooker arriesga: “Si nos volteaban nos íbamos al fondo del mar y nunca se hubiera podido confirmar que llevábamos armas. Además, hubieran atacados aviones de línea con civiles a bordo, y hubiera desencadenado un escándalo internacional”, especula.

La gran película, sin embargo, los esperaba en los países de destino. Un banquete en Israel por tratarse de la primera vez que un avión de Aerolíneas llegaba a ese país; largas horas en palacios militares o en bases subterráneas en medio del desierto; cenas de recepción con oficiales del régimen libio; hangares secretos colmados de aviones soviéticos; un teólogo tucumano, especialista en el Corán, que se presentaba como “El doctor Alberto” y era el hombre que gestionaba el armamento con los árabes por su conocimiento del idioma; sobresaltos en mitad de la noche; regalos enviados por Galtieri para Kadafi, que debían ser entregados en mano; y estadías que se prolongaban, mientras el Boeing iba siendo cargado con material de grueso calibre por oficiales del Ejército anfitrión.

Al llegar a Libia nos daban unos libros de color verde. Después supe que era el libro verde de Kadafi. Estaba en árabe y en inglés. Y nosotros estábamos ahí, en unas habitaciones, mirando televisión y esperando novedades. De vez en cuando aparecía el doctor Alberto, un tipo lenguaraz, que nos decía que la cosa iba bien y se marchaba”, recuerda Leopoldo Arias.

No conocen en detalle lo que trajeron, pero entienden que fue mucho: misiles soviéticos, sobre todo, y minas antitanque y antipersonales, probablemente las mismas que siguen sembradas en los alrededores de Puerto Argentino. “Los misiles soviéticos eran clave –dice Cuniberti– porque son de largo alcance y los aviones ingleses, como sabían que Argentina los tenía, evitaban volar más bajo”.

Fierros –dice Ramón Arce, hombre diminuto y de voz delgada–, trajimos fierros de todo tipo. Pero nuestro trabajo consistía en pilotear los aviones, trasladar el material, los militares no nos decían nada y nosotros entendíamos que no había que preguntar a menos que estuviera en riesgo la seguridad del vuelo”.

Arce era el jefe del grupo. Estaba a cargo de toda la línea Boeing y, como tal, era quien debía convocar a los pilotos cada vez que surgía un vuelo especial. También organizaba los otros vuelos, no secretos, que consistieron en transportar tropas de conscriptos a Río Gallegos y a Comodoro Rivadavia durante todo el tiempo que duró el conflicto con los ingleses.

Pero Arce fue, sobre todo, quien condujo el primer vuelo de la serie. El 7 de abril de 1982 despegó a rumbo a Tel Aviv en un viaje que no implicó mayores problemas porque todavía, a pesar del vértigo diplomático que comenzaba a dispararse, no había comenzado la guerra directa. Cuando arribaron al aeropuerto internacional Ben Gurion, una comitiva mixta de argentinos e israelíes los recibió con honores. “Al fin llegan –les dijo la representante de Aerolíneas en Israel, una rubia despampanante de Almagro que se hacía llamar Matsie–, los estábamos esperando”. Era la primera vez en la historia de Aerolíneas que un avión de su flota llegaba a Israel. Nadie supo jamás, hasta ahora, que ese avión regresó al país saturado de armas.

El comandante Juan Carlos Ardalla aparece en una de las fotos que ilustran esta serie de notas, acomodando una caja de municiones en el interior del Boeing 707, mientras la nave permanece estacionada en un hangar de Trípoli. Explicará que se hacía para distribuir el peso de una manera correcta y evitar que el avión, en pleno vuelo, se fuera de cola. Ahora tiene 71 años. Es un hombre flaco, espigado y saludable. El tiempo lo convirtió en un estudioso de la guerra. El resto del grupo lo señala como el especialista. “De acuerdo a distintos estudios que aparecieron después de la guerra, estimo que el 30% de las armas que trajimos llegó a las islas. Pero no sabemos qué sucedió con el resto. Nosotros aterrizábamos en Palomar y de inmediato eran despachados a Río Gallegos con la carga”, explica.

La colaboración de Israel con las fuerzas armadas argentinas tenía motivaciones económicas y políticas. Pero la presión combinada de Estados Unidos y Gran Bretaña hizo que la entrega de armamentos israelíes al régimen militar argentino perdiera regularidad. A pesar de los intentos de Tel Aviv por mantener a través de terceros el comercio de armamentos, los militares argentinos consideraron que Israel estaba más cerca de Washington y Londres que de Buenos Aires, y se convencieron de la necesidad de buscar proveedores alternativos en Trípoli, que se abastecía vía Moscú.

Según diferentes informes de la época, el 14 de mayo de 1982 la Junta militar resolvió aceptar la colaboración del régimen de Kadafi y envió una misión ultra secreta a Libia para cerrar el acuerdo. Diez días después, el presidente Galtieri y el brigadier Mustafá Muhammad Al Jarrubí, comandante de las Fuerzas Armadas libias, suscribían un acta que calificaba como “bárbara” la “odiosa agresión imperialista británica” y anunciaba el envío de las siguientes armas a Argentina:

15 misiles aire-aire 530 de calorías.
5 misiles aire-aire 530 radares.
20 misiles aire-aire 550.
20 motores de misiles aire-aire 550.
20 misiles Istrella lanzador Kasef.
60 misiles Istrella proyectiles Maksuf 10 morteros de 60 milímetros con accesorios.
10 morteros de 81 milímetros con accesorios.
492 proyectiles de mortero de 60 milímetros.
498 proyectiles de 81 milímetros superexplosivo.
198 proyectiles iluminantes de morteros de 81 milímetros.
1000 bombas iluminantes de 26,5 milímetros.
50 ametralladores calibre 50 milímetros.
49.500 proyectiles calibre 50 milímetros.
4000 minas antitanque.
5000 minas antipersonales.

El 27 de mayo de 1982, Luis Cuniberti despegó desde Ezeiza y se enteró en el aire que debía llegar Trípoli. Iba en busca, sin saberlo, del primero de los cargamentos libios.

Los aviones regresaban con 40 toneladas promedio de material encima, es decir, pasados de peso, obligados a volar más bajo y con riesgo serio de venirse a pique. Volar a menor altura, además, hacía que el consumo de combustible fuera mayor, razón por la cual tuvieron que realizar escalas excepcionales.

Prelooker, Cuniberti y Arias recuerdan paradas en los aeropuertos de Las Palmas, Recife y Río de Janeiro cargados de bombas hasta la trompa y cómo custodiaban la puerta para evitar que nadie ajeno entrara a la nave: eran paradas de alto riesgo, por fortuna anecdóticas, junto a aviones repletos de pasajeros. “Durante el tiempo que duró esta misión –dice el comandante–, nos vimos obligados a no respetar prácticamente ninguna de las convenciones formales ni los códigos de seguridad de la aviación aerocomercial”.

Lo que sí respetaron fue su propio silencio, la orden de no decir ni revelar nada a nadie. Naturalizaron los sucesos vividos y siguieron adelante con su trabajo en los años posteriores a la guerra hasta que se jubilaron en los tempranos ‘90. En todo este tiempo, ley de vida, muchos de los tripulantes que los acompañaron fueron muriendo. Otros que también participaron en la “Operación Aerolíneas”, cuyos nombres se preservan, se alejaron con el secreto a cuestas. El Estado Nacional, en tanto, los reconoció como “veteranos de guerra” y les otorgó diferentes condecoraciones por la misión patriótica cumplida. Pero los hechos siguieron sin ser revelados. Era un hueco en este episodio trágico de la guerra de Malvinas: un espacio vacío que comienza a llenarse ahora.”

FONTE: Por Gonzalo Sánchez, no jornal argentino “Clarin”
 (http://www.clarin.com/zona/secretos-buscar-armamento-Israel-Libia_0_649135185.html) [Imagens do google adicionadas por este blog ‘democracia&política’].

sexta-feira, 9 de março de 2012

SUICÍDIOS DE SOLDADOS AMERICANOS: “CAI A FICHA”

[OBS deste blog 'democracia&política:

Esse grande aumento na quantidade de suicídios nas Forças Armadas dos EUA já era esperado.
Com a internet, passaram a receber outras informações além daquelas doutrinariamente incutidas nos soldados.
Perceberam que não eram os "guerreiros heróis" lutando e matando inocentes, mulheres, crianças para levar "democracia e liberdade" para os iraquianos, muito menos morrendo para "salvar o mundo das armas atômicas de Saddam Hussein".
Perceberam que são instrumentos descartáveis para garantir a posse do petróleo iraquiano, o fortalecimento regional de Israel e para enriquecer os empresários e políticos ligados ($$$$) ao complexo industrial-militar e às empresas de serviços de guerra, como a Halliburton e a Blackwater do vice-presidente de Bush que tanto incentivou a guerra.
A decepção, revolta, frustração, depressão que surge após essa percepção de engodo de que foram vítimas, os leva ao suicídio.
A reportagem abaixo é da agência francesa de notícias AFP. Por ser estatal e a França estreita aliada dos EUA na OTAN, essas causas não são abordadas.


GUERRA NO IRAQUE AUMENTOU EM 80% SUICÍDIOS NO EXÉRCITO DOS EUA

“O número de suicídios no Exército americano saltou 80% desde que os Estados Unidos iniciaram a guerra no Iraque, informaram médicos militares dos Estados Unidos em artigo publicado na imprensa especializada. Entre 1977 e 2003, o número de suicídios no exército tendia sutilmente para o declínio e era bem inferior às taxas civis. Mas, segundo análise dos especialistas, divulgada na edição de quinta-feira (8) do periódico britânico “Injury Prevention”, a curva começou a subir em 2004, um ano após a invasão do Iraque, comandada pelos Estados Unidos.

Em 2008, 140 militares do exército cometeram suicídio, um número 80% superior ao de 2004, segundo a proporção "pessoas-anos", referência utilizada por especialistas em saúde, e muito mais alto do que na sociedade civil, acrescentaram. "Este aumento, sem precedentes em mais de 30 anos de registros do Exército americano, sugere que 30% dos suicídios que ocorreram em 2008 podem estar associados a eventos pós-2003, que se seguiram ao engajamento maior de tropas do Iraque, somado às operações realizadas no Afeganistão", destacou o artigo.

Os mortos eram, esmagadoramente, homens, jovens, brancos, pertencentes aos escalões mais baixos do exército e mais propensos a históricos de depressão e outros distúrbios mentais. Estes dados refletiram ainda aumento nas consultas e hospitalizações devido a problemas de saúde mental. A partir de 2003, esses índices quase que dobraram. "A taxa de 2008 indica que mais de um quinto de todos os soldados na ativa fizeram uma visita ambulatorial por distúrbio de saúde mental, sugerindo problema de saúde pública", destacou o estudo.

Ainda em 2008, quase um terço dos suicídios ocorreu entre soldados que nunca haviam sido enviados em missões de combate, o que destaca a necessidade de se disponibilizar aconselhamento para jovens militares sofrendo os efeitos do estresse anterior a um combate, acrescentou. A pesquisa foi liderada por Michelle Canham-Chervak, do “Comando de Saúde Pública do Exército Americano”, com base em informações do “Ambiente de Dados Integrados Comportamentais do Exército”.

Trata-se de um banco de dados que combina várias fontes militares americanas, e inclui detalhes sobre consultas médicas, diagnósticos e tratamentos. O estudo analisou os números de 2007 e 2008 e os comparou com os de anos anteriores. Mas não incluiu outros ramos das Forças Armadas ou examinou as tendências após a decisão do presidente Barack Obama de retirar as tropas do Iraque, operação concluída em dezembro do ano passado.”

FONTE: divulgado pela agência francesa de notícias AFP e transcrito no site “DefesaNet”  (http://www.defesanet.com.br/geopolitica/noticia/5067/Guerra-no-Iraque-aumentou-em-80-por-cento-suicidios-no-Exercito-dos-EUA) [Título, imagens do Google e trechos entre colchetes adicionadas por este blog ‘democracia&política’].

AS TAXAS MÉDIAS DE CRESCIMENTO DO PIB BRASILEIRO


[OBS deste blog ‘democracia&política’: Se o gráfico acima continuasse à direita, indicaria que em 2011 o PIB alcançou US$ 2,39 trilhões (R$ 4143 trilhões, com dólar a R$ 1,73). Poderia ser bem mais alto, se não fossem as açodadas medidas contracionistas do BC nos três primeiros trimestres de 2011]

Por Ricardo Bergamini

Quadro Demonstrativo XI - Taxa Média/Ano de Crescimento Econômico Real Relativo ao Período de 1964 a 2011 em Percentuais do PIB - Fonte de Consulta - IBGE:

PERÍODOS - MÉDIA/ANO

1964/84 - 6,29

1985/89 - 4,39

1990/94 - 1,24

1995/02 - 2,31

2003/10 - 4,06

2011 - 2,70

1 – Nos 21 anos dos governos militares, o Brasil teve crescimento econômico real médio de 6,29% ao ano.

2 – Nos 5 anos do governo Sarney, com moratória internacional e hiperinflação, o Brasil teve um crescimento econômico real médio de 4,39% ao ano.

3 – Nos 5 anos dos governos Collor e Itamar, o Brasil teve um crescimento econômico real médio de 1,24% ao ano.

4 – Nos 8 anos do governo FHC, o Brasil teve um crescimento econômico real médio de 2,31% ao ano.

5 – Nos 8 anos do governo Lula, o Brasil teve um crescimento econômico real médio de 4,06% ao ano.

6 – No primeiro ano do governo Dilma (2011) o Brasil teve um crescimento econômico de 2,70%.

FONTE: por Por Ricardo Bergamini no portal do jornalista Luis Nassif  (http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-taxas-medias-de-crescimento-do-pib-brasileiro#more) [gráfico e legenda entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’].

“PIB FORTE NO FIM DO ANO JÁ ESTÁ CONTRATADO”, diz ex-ministro de FHC

Mendonça de Barros: “Olhar para a desaceleração do PIB no 2º semestre é estar com o relógio atrasado em seis meses”

[OBS deste blog ‘democracia&política’: O artigo abaixo contém informações interessantes. Contudo, não devemos esquecer que o entrevistado é “do mercado” e integrou o "governo do mercado” FHC/PSDB/DEM. Por sua vez, o jornal “Valor” pertence aos grupos tucanos direitistas (e portanto "do mercado") “Folha” e “Globo”. Assim, o texto deve ser lido com precauções, pois semeia disfarçadamente alguns conceitos de interesse da direita (i.é., dos grandes conglomerados financeiros, econômicos e de mídia). Por exemplo, desestimula baixas mais acentuadas da SELIC, pois os investidores ganham mais com ela elevada. Prega baixas dos custos de insumos das indústrias, como gás e energia elétrica, e  propõe “desonerações tributárias” para as indústrias. E outros recados embutidos. Não necessáriamente esses conceitos são errados. Porém, a ênfase exclusiva neles, omitindo medidas que beneficiariam as faixas mais pobres da sociedade, sim]

Por Sergio Lamucci, no jornal “Valor”

“A recuperação da atividade econômica já está contratada e o Produto Interno Bruto (PIB) vai registrar crescimento expressivo no fim deste ano, na casa de 5% a 6%, diz o ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, mostrando pouca preocupação com o resultado fraco do segundo semestre de 2011, revelado terça-feira pelo IBGE. Segundo ele, o PIB avançará com força ao longo do ano, estimulado pelo maior fôlego da renda real, num cenário de queda da inflação, favorecida pelo alívio das commodities, e pelos cortes de juros e do relaxamento de algumas medidas macroprudenciais (de controle do crédito) promovidos pelo Banco Central.

“Olhar para a desaceleração do PIB no segundo semestre é estar com o relógio atrasado em seis meses. O relógio atualizado mostra que o PIB estará crescendo 5% a 6% no fim do ano, um ritmo até superior ao que a economia aguenta”, diz Mendonça de Barros, sócio da “Quest Investimentos”. Para ele, o consumo vai liderar a recuperação, mas o investimento seguirá atrás em seguida. O BC tem espaço para reduzir mais um pouco os juros, mas não deve avançar muito mais no ciclo de corte da SELIC, para não aquecer demais a atividade econômica, diz Mendonça de Barros.

Para o ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso, a desaceleração do PIB no segundo semestre de 2011 foi fruto do cenário que prevaleceu no começo do ano passado. O PIB virou o ano crescendo muito, houve um choque de commodities que comeu a renda real e o BC elevou os juros e adotou medidas de restrição ao crédito. O resultado foi segundo semestre fraco, mas que já é passado, segundo ele, que projeta crescimento médio de 3,5% em 2012. No fim do ano, porém, o ritmo de expansão será bem mais forte, insiste ele.

Valor: Como o Sr. analisa o resultado do PIB de 2011?


Luiz Carlos Mendonça de Barros: É preciso tomar cuidado porque o resultado do PIB no segundo semestre é fruto do que ocorreu lá atrás. Na virada de 2010 para 2011, ocorreram três coisas importantes. A primeira é que a economia entrou o ano crescendo a taxas ainda muito elevadas. Para usar uma linguagem simples, a economia estava bombando nessa época. O segundo fato é que houve um choque monstruoso de commodities na virada do ano, que chegaram a crescer 30% ao ano. Isso é importante porque chegou na inflação, comendo renda real. Como o consumo é quase dois terços do PIB, essa queda de renda real levou à redução do consumo para frente, batendo principalmente no terceiro trimestre. O terceiro evento é que, assustado com a inflação, o BC estava subindo os juros e tomando medidas macroprudenciais, que desaceleraram o crédito. Então, o PIB do segundo semestre é resultado desses três fatores.

Valor: E o que o momento atual diz sobre o PIB de 2012?


Mendonça de Barros: Agora, há movimento na direção contrária do que ocorreu na virada de 2010 para 2011. As commodities caíram, o que desacelera a inflação. Como os salários nominais continuam a crescer a uma taxa de 8% a 9%, haverá aumento da renda real. A queda da inflação libera renda. Além disso, o BC está reduzindo os juros e relaxando algumas das medidas macroprudenciais. No fim de 2012, a economia estará crescendo 5% a 6%. Isso já está contratado.

Valor: Que desafios essa composição do PIB traz para a política monetária?


Mendonça de Barros: A política monetária age com defasagem. O que for feito agora vai influenciar o fim de 2012. Tem que tomar cuidado porque, no fim do ano, a economia estará crescendo 5% a 6%, e estímulos demais podem acender um sinal amarelo.

Valor: O BC indicou que vai baixar os juros para a casa de um dígito. Ele deve fazer isso?


Mendonça de Barros: Ainda há certo espaço para cortar a SELIC. Pode reduzir até 9,5%, já que essa coisa de um dígito ficou tão importante. Mas eu não iria mais longe do que isso. É comprar problema mais à frente. O BC precisa começar a olhar para a demanda no fim deste ano, que deverá estar forte. Para o PIB avançar os 3,5% que eu estimo, terá que estar crescendo 5% a 6% no fim do ano.

Valor: O consumo já mostrou recuperação no quarto trimestre. A retomada do crescimento será liderada pelo consumo?


Mendonça de Barros: No Brasil é sempre assim. Depois o investimento vai atrás. A inflação voltou para nível razoável com a queda das commodities. Com a inflação mais baixa, sobra mais dinheiro para o consumidor. Há também o efeito do aumento do salário mínimo. O crédito deverá voltar a crescer mais, e haverá o impacto defasado da queda dos juros. Projetamos crescimento de 4,5% do consumo das famílias, com uma alta de 6% a 6,5% no fim do ano.

Valor: O investimento teve desempenho decepcionante em 2011 e mostrou resultado muito fraco no segundo semestre. Ele vai se recuperar em 2012?


Mendonça de Barros: O investimento é sempre defasado em relação ao consumo. Nós entramos 2010 para 2011 com o investimento forte, reagindo ao aumento de demanda gerada em 2010. Quando se percebeu a desaceleração do consumo por causa do efeito da inflação mais alta sobre a renda e da ação do BC, houve desaceleração do investimento. No ciclo de curto prazo, é assim que as coisas funcionam. Da mesma forma, os empresários voltarão a investir quando ficar mais claro que o consumo voltou a crescer. Ninguém vai querer perder mercado.

Valor: O Sr. então está convicto da recuperação do PIB em 2012.


Mendonça de Barros: Olhar para a desaceleração do PIB no segundo semestre é estar com o relógio atrasado em seis meses. O relógio atualizado mostra que o PIB estará crescendo 5,5% a 6% no fim do ano, um ritmo até superior ao que a economia aguenta. E é importante entender que o PIB de 2,7% do ano passado é irmão gêmeo dos 7,5% de 2010. O governo não precisa fazer mais nada. Eu fiz uma conta do crescimento médio do PIB de 2005 a 2012, considerando a nossa projeção de 3,5% para este ano. Dá uma média de 4%. É um número bastante razoável. Há quanto tempo o Brasil não consegue crescer 4% em média por oito anos? Há fatores importantes que dão solidez para a economia, ainda que haja problemas estruturais, como a falta de competitividade da indústria. Há um mercado de consumo muito grande, a renda está preservada, o crédito funciona e há os ganhos de termos de troca proporcionados pela China, que elevaram o nível dos preços de commodities. Isso garante saldo comercial razoável, que ajuda a financiar a importação.

Valor: O cenário externo pode colocar em risco a recuperação?


Mendonça de Barros: O cenário externo assustava mais quando havia o risco de um colapso na Europa, uma crise financeira. Mas esse risco parece não existir mais. Os governos passaram sete ou oito meses batendo cabeça, mas agora têm um plano de voo. E houve a ação importante do Banco Central Europeu.

Valor: E a indústria de transformação? O resultado foi muito ruim, com crescimento de 0,1% em 2011


Mendonça de Barros: A questão é de falta de competitividade. O câmbio é um problema, mas há questões de custo mais importantes. O gás natural e a energia elétrica estão muito caros. A mão de obra também. O editorial do “Valor” de terça-feira diz que é preciso transformar o aumento de arrecadação em desonerações tributárias. Para melhorar a competitividade, é preciso um programa para melhorar as condições de oferta.

Valor: O investimento na indústria de transformação vai sofrer?


Mendonça de Barros: O investimento deve se concentrar em atividades ligadas a commodities, infraestrutura, serviços e a segmentos ligados ao consumo doméstico. O investimento na indústria de transformação vive hoje dinâmica diferente da dos outros setores, em função dos custos crescentes de produção e da concorrência dos produtos importados, que chegam hoje aos mais remotos cantos do país depois que o comércio decidiu distribuí-los com eficiência.”

FONTE: reportagem de Sergio Lamucci, no jornal “Valor Econômico” transcrita no blog “Leituras do Favre”  (http://blogdofavre.ig.com.br/2012/03/pib-forte-no-fim-do-ano-ja-esta-contratado-diz-ex-ministro/) [Observação inicial entre colchetes adicionada por este blog 'democracia&política'].