sexta-feira, 29 de abril de 2011

PETROBRAS INICIA PRODUÇÃO DO CAMPO “LULA NORDESTE”


PETROBRAS INICIA PRODUÇÃO DO TLD DE LULA NORDESTE

"A Petrobras iniciou, na última terça-feira (26/04), o Teste de Longa Duração (TLD) na área nordeste do Campo de Lula, no antigo bloco exploratório BM-S-11, no Pré-sal da Bacia de Santos, a cerca de 300 quilômetros da costa do Rio de Janeiro.

O TLD está sendo realizado no [navio] “FPSO BW Cidade de São Vicente”, ancorado [sobre] profundidade de 2.120 metros. A produção deverá ficar em torno de 14 mil barris de petróleo por dia.

As informações obtidas no “Teste de Longa Duração de Lula Nordeste” subsidiarão os estudos para o desenvolvimento do projeto do segundo sistema definitivo de produção a ser instalado no campo de Lula, chamado de “Piloto de Lula Nordeste”, através do [navio] “FPSO Cidade de Paraty”.

O TLD de Lula Nordeste é um projeto do consórcio formado pela Petrobras (operadora, com 65% de participação), BG Group (25%) e Galp Energia (10%).”

FONTE: blog “Fatos e Dados”, da Petrobras (http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2011/04/28/petrobras-inicia-producao-do-tld-de-lula-nordeste/#more-38683).

PALESTINOS SELAM ACORDO DE RECONCILIAÇÃO; ISRAEL REAGE


“Após quatro anos de divisão, os grupos palestinos Hamas e Fatah anunciaram, na quarta-feira (27), um acordo preliminar de reconciliação. Negociado em reuniões secretas no Cairo, o pacto prevê a formação de governo interino, a fixação de data para eleições e a libertação de presos políticos. A sinalização de unidade desagradou Israel, que ameaçou a Autoridade Palestina com “vasto arsenal de medidas” de retaliação.

As relações entre os dois grupos políticos e militares, sempre tortuosas, foram rispidamente rompidas em 2007 após a tomada da Faixa de Gaza pelas "forças" do Hamas, expulsando os "militantes" do Fatah [OBS: todos os palestinos, inclusive mulheres e crianças, independentemente do partido de preferência, são tratados por Israel, EUA e pela grande mídia internacional como "militantes", ou "terroristas", ou "rebeldes" (porque não colaboram com as tropas israelenses invasoras e tomadoras das terras e fontes de água da Palestina)].

O conflito provocou a criação de duas administrações palestinas, uma em Gaza e outra na Cisjordânia, sob a liderança do Fatah, do presidente Mahmud Abbas, que controla a Autoridade Palestina.

"Digo ao povo palestino que chegou o fim da divisão. O que o povo em Gaza pedia foi cumprido hoje", afirmou o dirigente do Fatah, Azam al Ahmad, quarta-feira, em entrevista coletiva na capital egípcia junto ao número dois do Hamas, Moussa Abu Marzuk.

"Temos agora um acordo completo, concordamos em todos os assuntos", disse Ahmed. Por duas vezes, Hamas e Fatah anunciaram ter entrado em acordo -dissolvido logo em seguida. Quarta-feira, porém, as duas facções disseram que Abbas e o chefe político do Hamas, Khaled Meshal, assinarão o pacto no Cairo, no próximo dia 5.

Ahmad, líder do grupo parlamentar do Fatah na Assembleia Legislativa palestina, afirmou que a ideia de acabar com a divisão entre os palestinos partiu da vontade de pôr fim à ocupação de Israel.

"Anteriormente, Israel advertiu o (presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud) Abbas sobre este acordo, e Abbas respondeu em Moscou que a ANP deseja a reconciliação com o Hamas", lembrou.

O dirigente do Fatah denunciou ainda que os "Estados Unidos usaram a divisão como pretexto para evitar cumprir seus deveres". Ahmad destacou "a ocupação (israelense) aproveitou a divisão para “judeizar” [a parte dos palestinos em] Jerusalém, levantar o muro e separar [e ocupar com "colônias"] grandes setores da Cisjordânia".

Ele respondeu assim ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que, diante da reconciliação, havia dito que a Autoridade Palestina deveria “escolher entre a paz com Israel e a paz com o Hamas”. "Não é possível a paz com os dois porque o Hamas tem a aspiração de destruir Israel, como já disse abertamente", disse Netanyahu em nota oficial.

O nacionalista [israelense] Avigdor Lierberman, ministro dos Negócios Estrangeiros e dirigente do partido extremista Yisrael Beitenu, foi mais longe, ao advertir Mahmud Abbas para o “vasto arsenal de medidas” de retaliação que o Estado sionista pode acionar.

["Medidas" essas já usualmente usadas para manter as terras palestinas que invadiu e ocupou. Israel possui uma das mais poderosas e modernas forças armadas do mundo, inclusive com vasto arsenal atômico, criadas com o gigantesco subsídio formal dos EUA de US$ 3 bilhões/ano para fins militares. Esse poderio é utilizado para propiciar a invasão e ocupação das terras dos palestinos, que não possuem (estão proibidos) forças militares].

Em declarações difundidas pela rádio militar, Lieberman considerou que Hamas e Fatah ultrapassaram “uma linha vermelha”. E fez ameaças: "Este acordo ultrapassou a linha vermelha. E nós dispomos de vasto arsenal de medidas retaliatórias, incluindo a supressão do estatuto de VIP a Mahmoud Abbas (presidente da Autoridade Palestina), assim como a Salam Fayyad (primeiro-ministro palestino) –o que os impedirá de circular livremente na Cisjordânia"[palestinos não podem "circular" na sua própria Palestina!].

Além daquelas retaliações, o chefe da diplomacia de Israel aludiu ainda ao “congelamento das transferências dos impostos" para os cofres do poder executivo em Ramallah.

O ACORDO

O negociador do Hamas, Moussa Abu Marzuk declarou que os dois grupos chegaram a "entendimentos" pendentes no plano egípcio, como as eleições, a comissão eleitoral, a data do pleito, assuntos de segurança, "a formação de um governo com personalidades independentes", além da continuação da Assembleia Legislativa.

Também foi selado um pacto sobre a libertação de presos, a reabertura de instituições fechadas e a consolidação de ambiente para a realização de eleições livres e transparentes com observação internacional, acrescentou Marzuk.

O dirigente do Hamas ressaltou que todos esses temas devem ser cumpridos no prazo de um ano e que, durante as conversas, não foram discutidas as condições estabelecidas pelo Quarteto Internacional (EUA, ONU, UE e Rússia).

Marzuk explicou que seu grupo assinou o plano egípcio, lançado em 2009 e que foi rejeitado pelo Hamas em outubro desse ano por considerar que tinham sido incluídos pontos não discutidos previamente.

Por sua vez, Ahmad ressaltou que "a Liga Árabe se encarregará de acompanhar o cumprimento do acordo e o supervisionará", e que "os entendimentos conseguidos hoje responderam a dúvidas do plano egípcio".

"Permaneceremos desde hoje no diálogo para resolver qualquer assunto que surja", afirmou Ahmad. "O diálogo é parte da vida e da história contemporânea palestina, todos aprendemos uma dura lição da divisão", prosseguiu.

O representante do Fatah acrescentou que, quarta-feira, foi fechado um acordo para a formação de uma comissão suprema de segurança, integrada por oficiais e profissionais, e que nomeará uma comissão eleitoral central com o acordo das facções.

Em entrevista posterior à rede de televisão Al Jazeera, Ahmad acrescentou que serão realizadas eleições presidenciais e legislativas conjuntas, um ano depois da data da assinatura do acordo.”

FONTE: portal Vermelho (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=152917&id_secao=9) [imagem do Google e trechos entre colchetes adicionados por este blog].

CONSELHO DE SEGURANÇA REJEITA PROPOSTA EUROPEIA DE CONDENAR VIOLÊNCIA NA SÍRIA


“Proposta apresentada por França, Reino Unido, Alemanha e Portugal, que defendem clara condenação internacional da violência na Síria e a investigação independente dos fatos, esbarrou na oposição da Rússia e da China.

[Por outro lado, os EUA, a França, o Reino Unido, a Itália, porém, não admitem debate na ONU, nem apoiam condenação aos EUA, a Israel e à OTAN, muito menos investigação internacional, sobre violência em Cuba (Guantánamo), no Iraque, no Afeganistão, em Gaza, Bahrein e demais países árabes aliados].

Os europeus fracassaram em sua tentativa de fazer com que o Conselho de Segurança das Nações Unidas emitisse uma declaração condenando a violência do regime sírio contra os manifestantes antigovernamentais.

Um rascunho de declaração apresentado pelos quatro países europeus no órgão –França, Reino Unido, Alemanha e Portugal– não encontrou respaldo na quarta-feira (27/04) em Nova York [na ONU].

Com a declaração, buscava-se condenar a violência contra manifestantes pacíficos, pedir o fim imediato da repressão do governo e iniciar investigação independente dos recentes acontecimentos no país. Segundo ativistas de direitos humanos, cerca de 400 pessoas já morreram devido à ação das forças de segurança na repressão aos protestos contrários ao regime.

A oposição à proposta europeia veio principalmente dos embaixadores da Rússia e da China na ONU, que afirmaram que a situação na Síria não pode ser considerada ameaça à paz e à segurança internacional. Por isso, descartaram declaração condenando a Síria e também investigação independente da situação no país. A Rússia alertou que a interferência externa poderia iniciar guerra civil na Síria. Também, o Líbano foi contra a proposta europeia.

REPERCUSSÃO

O embaixador da Síria na ONU, Bashir Jaafari, saudou o fracasso da iniciativa europeia, por ele descrita como "propaganda".

O ministro francês do Exterior, Alain Juppé, disse em Paris que a França apoia declaração condenando o regime sírio, bem como a possibilidade de sanções a serem impostas pela União Europeia. O embaixador da França na ONU, Gerard Araud, anunciou que o país vai agora procurar outros meios para aumentar a pressão sobre o regime sírio caso este não reveja sua posição.

O embaixador da Alemanha no grêmio, Peter Wittig, disse que a Alemanha apoiará "medidas adequadas" contra o regime sírio.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, disse ao Conselho que Washington condena fortemente a repressão aos manifestantes sírios e que amplo leque de sanções está sendo debatido. Os EUA também apoiam a ideia de que o Conselho de Direitos Humanos em Genebra investigue as mortes na Síria.

VIOLÊNCIA CONTRA OS MANIFESTANTES

O Conselho de Segurança recebeu um informe do secretário-geral adjunto da ONU, Lynn Pascoe, sobre os recentes acontecimentos na Síria. Pascoe disse que as informações provêm de diversas fontes, incluindo a imprensa, sites da internet síria e grupos de direitos humanos e de oposição ao regime sírio.

Segundo ele, há acusações de que o governo do presidente Bashar al-Assad deteve e torturou manifestantes, prendeu jornalistas e usou tanques e munição contra os manifestantes. Citando informações de “várias fontes”, Pascoe disse que entre 350 e 400 manifestantes foram mortos pelas forças de segurança da Síria.”

FONTE: publicada pela rede de notícias alemã “Deutsche Welle” (DW) e transcrito no site “DefesaNet” (revisão: Rodrigo Rimon) (http://www.defesanet.com.br/geopolitica/noticia/763/Conselho-de-Seguranca-rejeita-proposta-europeia-de-condenar-violencia-na-Siria-) [imagem do Google e trechos entre colchetes adicionados por este blog].

quinta-feira, 28 de abril de 2011

"PAC PARA AS FRONTEIRAS"


GOVERNO CRIA COMISSÃO PERMANENTE PARA APROVEITAR RECURSOS FEDERAIS NO COMBATE AO NARCOTRÁFICO E AO CRIME ORGANIZADO

“Consideradas pontos de concentração de problemas sempre apontados e nunca resolvidos, as áreas de fronteira recebem agora mais uma tentativa governamental de mudar a situação. Foi criada segunda-feira (25/04) a “Comissão Permanente de Integração e Desenvolvimento da Faixa de Fronteira” (CDIF).

A ideia é fazer o “PAC das fronteiras”, ou seja, como o governo não tem condições de levantar mais recursos além daqueles já disponíveis para o PAC de um modo geral, a proposta será canalizar os investimentos já existentes para essas áreas.

“Temos antigas e reiteradas demandas nas áreas de fronteiras. Elas vêm sendo marginalizadas há muito tempo. E o diagnóstico é antigo: violência, crime organizado, tráfico de armas e de drogas, trabalho infantil, exploração sexual. Enfim, para resolver esses problemas, precisamos de soluções conjuntas e articuladas”, afirma o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que irá presidir a comissão instalada ontem.

NÚCLEOS

As fronteiras [terrestres] brasileiras, com dez países, têm 15 mil quilômetros de extensão, passam por 588 municípios em 11 estados. Para atender aos habitantes dessa região, que hoje equivale a 10% da população brasileira, a ideia é canalizar parte dos R$ 40,5 bilhões (previstos no PAC este ano) para essas regiões. A comissão contará com representantes espalhados por 20 órgãos governamentais e 11 núcleos, um em cada um dos estados que têm fronteiras com outros países.

O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, que assinou em 25/04 a criação de um dos primeiros núcleos executivos da comissão, espera usar parte dos recursos do PAC do Turismo para incrementar a sua região. “Os voos da França para Caiena são considerados voos domésticos e, de lá, podemos servir de entrada para os turistas que vierem assistir aos jogos da Copa do Mundo, ou mesmo das Olimpíadas”, comentou ele, o único governador da região presente ao evento.

CALHA NORTE

As fronteiras brasileiras sempre foram objeto de grandes projetos que, ao longo do tempo, vão caindo em desuso. Um deles foi o Calha Norte, criado em 1985, que funciona até hoje, embora sem tanto alarde quanto na década de 1980. Nos últimos 8 anos, por exemplo, o Calha Norte aplicou R$ 1,1 bilhão, segundo dados disponíveis no Ministério da Defesa.

O valor é pequeno, considerando que o projeto atende 194 municípios. Na hipótese de os recursos serem distribuídos de forma igualitária, seriam, aproximadamente, R$ 600 mil por ano para cada. Além disso, o volume de recursos aplicados vem caindo desde 2007. Naquele ano, a destinação de recursos ao projeto chegou a R$ 300 milhões. No ano passado, não ultrapassou a barreira dos R$ 200 milhões. A intenção da comissão é ampliar essas aplicações e fixar projetos comuns para todos os municípios de região de fronteira.

BATIZADO POR LULA

A expressão “PAC das Fronteiras” foi usada pelo presidente Lula em setembro do ano passado, durante uma visita a Foz do Iguaçu. Naquela ocasião, ele criou a Universidade de Foz e assinou o decreto criando a comissão que agora foi instalada. Ele se referiu à comissão como semente do PAC das Fronteiras que agora o governo Dilma pretende levar adiante. Mais um ponto de continuidade entre o projeto passado e o presente.”

FONTE: escrito por Denise Rothenburg, publicado no “Correio Braziliense” e transcrito no site “DefesaNet” (http://www.defesanet.com.br/seguranca/noticia/746/Um-Pac-para-as-fronteiras) [imagem do Google adicionada por este blog].

DISCURSO DE DILMA ROUSSEFF NO CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL (CDES)


“Palácio do Planalto, 26 de abril de 2011

[Aqui omitidos os formais cumprimentos iniciais aos presentes]

“Esta é a primeira reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social que tenho a honra de participar. Ela inaugura a reunião deste Conselho dentro do meu período de governo. E, mais uma vez, vou cumprimentar, aqui, o fato de que nós temos a presença de delegação estrangeira da União Europeia e, em especial, o senhor Staffan Nilsson, presidente do Comité Econômico e Social Europeu, o CESE.

Agradeço aos delegados que vieram aqui, e comemoro a presença dessa delegação porque considero muito importante que o Conselho possa ter esse tipo de troca de experiências.

O Conselho Econômico e Social reflete a diversidade do nosso país. Nele, estão reunidos representantes de trabalhadores, de empresários, de movimentos sociais, organizações não governamentais, igrejas e outros importantes setores da sociedade.

Desde a sua criação em 2003 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o CDES formulou propostas concretas e discutiu com o governo como nós iríamos construir um país mais próspero e mais justo. E esse desafio, acredito, foi muito importante para o governo e para o CDES, porque, nesse período, o nosso país se beneficiou das contribuições que o CDES prestou.

Eu estou certa de que é importante a valorização deste Conselho como órgão que possa permitir ao país ter contato entre governo e setores da sociedade. Daí porque eu assumo o compromisso de valorizar este espaço plural e democrático, e, sobretudo, fortalecer, também, o debate dos caminhos e dos desafios que o país enfrenta.

Eu vou convocar todos os meus ministros e as minhas ministras para debaterem com vocês as proposições e as políticas mais importantes do governo. Eu não pretendo vir aqui comunicar essas políticas ou até divulgá-las. Trata-se, de fato, de levar a cabo um debate entre governo e os setores diferenciados da sociedade antes de esses programas ou projetos serem enviados ao Congresso Nacional.

Por isso, senhoras conselheiras e senhores conselheiros, eu gostaria de aproveitar a oportunidade e refletir e reiterar sobre algumas questões do momento econômico que o país vive hoje.

Nós todos aqui presentes sabemos que o Brasil passou e passa por novo momento na sua história. Nós mudamos, de fato, os caminhos do desenvolvimento econômico. Quando nós assumimos, de uma forma muito especial, a convicção de que não havia contradição entre desenvolvimento econômico, distribuição de renda e inclusão social, nós mudamos os caminhos que o país tinha traçado até então. E, sobretudo, percebemos questão fundamental: como a força do nosso país, além de todas as suas capacidades e riquezas, advém da sua grande população, e, do ponto de vista econômico e social, do seu grande mercado. Isso significa que o Brasil não virou país isolacionista, pelo contrário, o Brasil se abriu para o mundo. Mas, ao mesmo tempo, se abriu para a sua população, para os seus consumidores, os seus trabalhadores e seus empreendedores.

Hoje, vivemos desafio bastante grande. Este Conselho nos ajudou a enfrentar a crise, em 2008; este Conselho nos ajudou a iniciar a recuperação, em 2009-2010. Eu tenho certeza de que este Conselho vai nos ajudar a consolidar a nossa recuperação e enfrentar os desafios colocados a nós, tanto pela conjuntura nacional como pela conjuntura internacional.

Coexistem neste momento, no mundo, velocidades diferentes e assimétricas, na recuperação dos países, após a maior das crises das últimas décadas. Restaram para as economias desenvolvidas, como mostrou o nosso ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, déficits gigantescos nas economias dos países desenvolvidos, nas economias centrais.

Os países emergentes, é bom que se reconheça, sustentaram a dinâmica econômica no pior momento da crise, agora são pressionados por políticas de expansão intensa da liquidez internacional geradora de desequilíbrios não só cambiais, mas, também, de desequilíbrios inflacionários. E isso é importante que nós tenhamos consciência e clareza: de desequilíbrios e pressões cambiais e inflacionárias, porque um afluxo deste nível que hoje o mundo experimenta, de liquidez sobre as economias em desenvolvimento, significa, necessariamente –como também foi mostrado aqui hoje– grande pressão sobre o valor de todos os ativos, expansão absolutamente desenfreada do crédito e pressão monetária sobre as economias em desenvolvimento.

Além dessas pressões internacionais, hoje, sabemos também –e não vamos esconder esse fato– que a nossa inflação subiu devido a choques internos adversos na produção de bens importantes, como alimentos in natura e etanol. Apesar dessas causas diversas, todo aumento da inflação vai exigir que o governo tenha atenção bastante especial sobre as suas fontes e causas. Então, eu quero dizer a este Conselho: o meu governo está, diuturnamente, e até noturnamente, atento a todas as pressões inflacionárias, venham de onde vierem, e fazendo permanente análise delas.

Nós, neste início de ano, já tivemos várias iniciativas para reduzir a inflação: adotamos medidas de controle da expansão do crédito, de controle da expansão fiscal por meio do aumento no resultado primário, e o Banco Central elevou as taxas de juros. O impacto dessas medidas –de cada uma delas– ainda não se fez sentir plena e completamente. É preciso, portanto, ter responsabilidade e serenidade na condução da política econômica. Nós estamos monitorando, como disse, a evolução da economia, e estamos prontos para tomar as medidas sempre que for necessário.

Eu tenho o compromisso –e assumi desde o primeiro momento, no meu discurso de posse e ao longo da minha campanha– com o controle da inflação, pois sem ele não há desenvolvimento sustentável. E eu cumpro meus compromissos.

Eu também tenho compromisso com o crescimento econômico e social, pois isso é que gera empregos e possibilita a inclusão de milhões e milhões de brasileiros e brasileiras na condição de cidadãos plenos, e eu cumpro os meus compromissos.

Compreendo, portanto, que alguns tenham dúvidas a respeito. Compreendo quando setores da sociedade, no calor do debate econômico, duvidem de tudo, cobrem diariamente novas medidas, insistam na ação cotidiana e na cobrança de novas e novas medidas contra tal ou qual desequilíbrio. Mas compreender o calor e a paixão que envolvem normalmente o debate não pode significar, para o governo, aquecê-lo mais do que é necessário. Trataremos sempre com serenidade e segurança todas as medidas e ações que se fizerem necessárias. Não nos furtaremos de colocar em ação todas as medidas, e aí eu repito, todas as medidas que julgarmos necessárias e urgentes.

Sabemos que muitos dos problemas que vivemos hoje e que temos o compromisso de enfrentar e resolver podem ser chamados de bons problemas. Por exemplo: os aeroportos que temos de expandir estão cheios porque o aumento das viagens aéreas supera, em muito, o crescimento do país. Isso não significa que nós não temos a consciência e a dedicação necessárias para resolver esse problema. Pelo contrário, o fato de ele resultar do crescimento da demanda do país exige, não que eles [somente] estejam prontos para a Copa ou para as Olimpíadas, mas que eles estejam prontos para atender o crescimento da imensa demanda da população brasileira por viagens de avião, devido à extraordinária melhoria da sua renda.

É isso que faz com que nós não estejamos olhando os aeroportos só como uma questão relativa à Copa e às Olimpíadas. Eles são muito importantes para a Copa e as Olimpíadas, e quando nós olharmos o curto prazo dos aeroportos, nós também estaremos fazendo o planejamento de médio e longo prazo deles, para além da Copa e das Olimpíadas.

Hoje nós sabemos –voltando aos problemas, aos bons problemas– que há pressão de mão de obra porque vivemos próximos do pleno emprego. Há problemas de conflitos nas grandes obras, porque elas voltaram a existir, depois de muitos anos, em que o país não sabia o que era construir uma grande usina ou uma ferrovia importante. Mas, por isso, nós não ficaremos passivos, olhando os problemas, vamos enfrentá-los. E isto significa enfrentá-los especificamente, em cada obra, cada acontecimento, mas significa também a preocupação do governo com a melhoria e a capacitação dos seus trabalhadores e trabalhadoras. Por isso, nós iremos lançar, nos próximos dias, o “Programa Nacional de Ensino Técnico e Capacitação Profissional”, porque ele faz parte do processo de solução dos desafios que se colocam para a formação da mão de obra brasileira.

E aqui faço um parêntese. Queria informar ao Conselho que o governo, dentro de grande preocupação, não só com a capacitação profissional, e não só com o ensino médio profissionalizante, o governo tem também grande preocupação com a formação de estudantes capacitados para virarem os nossos futuros cientistas. E vamos recorrer a mecanismo que vários países do mundo recorreram, que é enviar brasileiros e brasileiras para fazer, ou de forma parcial, ou de forma completa, cursos no exterior, nas áreas de Ciências, sobretudo de Ciências Exatas. E queria informar ao Conselho que o governo tem a disposição de, até 2014, chegar a lançar 75 mil bolsas de estudos para financiar a presença desses nossos estudantes no exterior.

E queria fazer um convite e um desafio aos senhores: eu acredito que o setor privado pode comparecer com ajuda aos estudantes brasileiros e ao Brasil, de forma que nos permita chegar a 100 mil bolsas em 2014. É desafio que eu queria chamar a cada um e a cada uma aqui presente, para que nós possamos assegurar que, junto com o desenvolvimento das nossas instituições brasileiras de ensino, tenhamos também a capacidade de levar esse intercâmbio com o resto dos países do mundo.

Continuando: nós também temos pressões e demandas que temos de controlar, porque a nossa renda cresceu e milhões de famílias, finalmente, alcançaram o mercado de consumo. São problemas [que], sem dúvida, precisam ser reconhecidos e enfrentados. E, muitas vezes, a solução desses problemas conduzem a soluções também para o próprio país e para a qualidade do seu desenvolvimento.

Por isso, é sempre melhor enfrentar os problemas do crescimento do que os problemas do desemprego, da falta de renda, da falta de investimento e da depressão econômica. Queremos e faremos todos os esforços para que todos eles, esses problemas aos quais me referi, fiquem no nosso passado, tanto o desemprego como a falta de renda, a falta de investimentos e a depressão econômica.

O nosso futuro é de desafios para o crescimento, é de serenidade no enfrentamento dos desequilíbrios que sempre nos desafiarão. Mas é de otimismo, como um país que aprendeu a se respeitar e a se fazer respeitado, de um país que aumentou sua autoestima e descobriu que sua maior força é seu povo trabalhador e seu empreendedor.

Para mim e, como vocês já notaram, para o símbolo do meu governo –“País rico é país sem pobreza”– o Programa de Erradicação da Pobreza, que nós também lançaremos nas próximas semanas, é questão essencial. É essencial que o país resolva a sua extrema pobreza. Nós fizemos grande esforço, junto com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no sentido de aproveitar o Censo para termos ideia focalizada de quem são e onde estão, e quais são as características dos pobres, dos imensamente pobres do nosso país. Porque nós acreditamos que, assegurando transferência de renda e inclusão produtiva, garantindo acesso público e a infraestrutura social, nós temos o desafio de colocar na pauta do Brasil, e este Conselho é o fórum adequado para colocar na pauta do Brasil, através de todos os mecanismos, a erradicação da pobreza extrema no nosso país. Quando nós conseguiremos erradicá-las depende do esforço que todos nós colocarmos nessa missão e nessa tarefa. Daí porque tenho certeza que este Conselho tem papel muito importante a desempenhar nesta área.

Nós sabemos também que o Brasil avançou muito, nós sabemos que nós temos toda uma população que entrou na classe média para atender e para levar a processo de integração produtiva que eu chamaria também de educativa no Brasil. E essa nova população de classe média é, sem sombra de dúvida, uma das grandes conquistas e uma das maiores heranças e melhores heranças que eu tenho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Porque produzir para um país com 190 milhões de pessoas é, não só o grande desafio, mas a grande conquista de um país continental, com população bastante expressiva e que tem hoje situação de janela etária. Um momento especial em que nós temos grande fator de competição e de competitividade, em que nós temos população trabalhadora maior que a população que está dependente, em idade de necessitar do restante.

E eu queria voltar a reiterar: porque nós avançamos muito, porque nós chegamos até aqui é que eu me preocupo com a questão do crescimento econômico e do controle da inflação simultaneamente. O que garante a estabilidade da inflação no longo prazo é o aumento do investimento e da produtividade, é o aumento da capacidade produtiva que vai permitir que o Brasil tenha no futuro uma inflação estável.

E o que permite que o Brasil cresça no curto prazo é o controle dos processos inflacionários que corrói a renda da população. Nesse sentido é que orientei as ações da política econômica, tanto para a inflação no curto prazo como para as medidas de longo prazo.

E na área da infraestrutura eu quero reiterar: nós iremos conduzir todos os processos de investimento que levamos ate aqui –o PAC, o Minha Casa, Minha Vida e todos os projetos de investimento e crescimento econômico.

Além disso, nós vamos prosseguir com a agenda do nosso ajuste ou consolidação fiscal através de mecanismos que não eram usuais no Brasil, e, por isso, para mim é muito importante a agenda da competitividade. Sendo que, nos próximos dias, o governo vai lançar o fórum de gestão e competitividade. Espero ver alguns de vocês nesse fórum. Com ele, nós iremos contribuir para que haja melhoria, um verdadeiro ‘aggiornamento’ do Estado brasileiro às exigências que a conjuntura econômica, tanto no curto e no médio prazo, exigem do país.

Vamos prosseguir, também nos próximos meses, com medidas de reforma tributária, para agilizar devolução de crédito, beneficiar micro e pequenas empresas, estimular exportações e investimentos, diminuir a guerra fiscal e aumentar os empregos formais.

Conto com o CDES para debater e aprimorar todas essas iniciativas estruturais, conjunturais. E isso significa nos ajudar a acompanhar e aperfeiçoar a nossa política econômica.

No que depender de mim como presidenta da República, vocês podem ter a certeza de que terei relação qualificada com este Conselho. Ele será espaço privilegiado para que nós possamos continuar desenvolvendo de forma sustentável o nosso país.

Muito Obrigada!”

FONTE: Blog do Planalto (http://blog.planalto.gov.br/compromisso-com-o-controle-da-inflacao-para-que-haja-desenvolvimento-sustentavel/).

CONCESSÃO DE AEROPORTOS SERÁ PARCIAL


“O governo federal deve publicar, nos próximos dez dias, os editais para as obras de ampliação e reforma dos aeroportos de Cumbica, em São Paulo, e de Brasília. Viracopos, em Campinas (SP), seguirá o mesmo modelo de concessão à iniciativa privada.

A decisão foi tomada pela presidente Dilma Rousseff na segunda-feira (25), em reunião com representantes do setor, inclusive o futuro secretário de Aviação Civil, Wagner Bittencourt. As concessões para os aeroportos do Galeão, no Rio, e Confins, em Minas Gerais, estão em estudo e devem ser anunciadas no início do segundo semestre.

PALOCCI ANUNCIA CONCESSÃO PARCIAL DE CUMBICA

O chefe da Casa Civil, ministro Antonio Palocci, anunciou anteontem (26), durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que o governo vai entregar para a iniciativa privada, pelo modelo de concessão, a reforma e ampliação de três aeroportos: Cumbica, Brasília e Viracopos. Os editais com as regras da concessão da reforma dos dois primeiros devem ser publicados em dez dias; o de Viracopos, até o fim de maio. Outras duas concessões estão em estudo e devem ser anunciadas no início do segundo semestre: Galeão (RJ) e Confins (MG).

O jornal “Valor” apurou que, no momento, a intenção é restringir a concessão às obras necessárias para a ampliação dos terminais aeroportuários e sua posterior operação [da parte ampliada]. Mas não está descartado, caso a parceria dê certo, estender o modelo para todas as operações dos aeroportos. O período de concessão não está definido, mas uma das alternativas estudadas pelo governo é que ela seja de, pelo menos, 20 anos. O prazo para a entrega das obras também será analisado caso a caso, dependendo da demanda de cada aeroporto.

Essa foi a principal decisão tomada na reunião da presidente Dilma Rousseff com representantes do setor, inclusive o futuro secretário nacional de Aviação Civil, Wagner Bittencourt. O encontro ocorreu na segunda-feira (25) e durou mais de quatro horas. A medida também é uma resposta ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que apresentaram estudos mostrando o atraso nas obras dos aeroportos e afirmando que elas não ficarão prontas até a Copa do Mundo de futebol de 2014.

A presidente Dilma aproveitou a reunião do Conselhão para dar resposta política às críticas de que o cronograma do governo está atrasado. Ela disse que o aumento das viagens aéreas superou muito o crescimento do país. "Esse fato exige que eles [os aeroportos] estejam prontos não somente para a Copa ou para a Olimpíada, mas para atender o crescimento da imensa demanda da população brasileira por viagens de avião, devido à extraordinária melhoria da sua renda", completou.

Dados da própria Infraero confirmam que todos os aeroportos que serão concedidos à iniciativa privada estão operando com capacidade além da que suportam, uma situação que vai se agravar com a Copa do Mundo de 2014. A estatal já programou uma série de obras, mas os dados apresentados pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação (SNEA) indicam que elas não serão suficientes.

O aeroporto de Brasília, por exemplo, tem terminal de passageiros com capacidade para 10 milhões e recebeu 14 milhões de pessoas no ano passado. Em 2018, esse contingente subirá para 21 milhões de pessoas (dados do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação - SNEA), diante de uma capacidade projetada pela Infraero de 18 milhões de pessoas.

A primeira obra -reforma e ampliação do terminal sul de passageiros, a ampliação do sistema de pátios de aeronaves e do sistema viário e a construção de edificações complementares- está prevista para acabar em dezembro de 2013 e custaria R$ 744 milhões. A segunda obra seria a construção de outro Módulo Operacional (MOP) -popularmente conhecido como "puxadinho"-, com custo de R$ 4 milhões e previsão de término em julho de 2013.

O aeroporto de Cumbica recebeu, em 2010, 26,7 milhões de viajantes, mas sua capacidade está projetada em 20,5 milhões de pessoas. Em 2014, o sindicato prevê 37 milhões de pessoas/ano, mas a capacidade, depois da conclusão das obras previstas pela Infraero, será de apenas 35 milhões. Os gastos para as cinco obras em Guarulhos -incluindo a construção de dois MOPs, ampliação e revitalização de pátios e pistas, construção de pistas de taxiamento e de saída rápida e a construção do terceiro terminal de passageiros- chega a R$ 1,2 bilhão.

Já em Viracopos, localizado em Campinas e cujo edital de concessão só deve estar pronto no fim de maio, a situação é menos grave, caso as obras sejam realizadas e as previsões da Infraero e do sindicato se concretizem na prática. Em 2010, o aeroporto recebeu 5 milhões de passageiros, embora a capacidade total seja de 3,5 milhões. Em 2014, a Infraero estima que as obras -orçadas em aproximadamente R$ 50,9 milhões- ampliem a capacidade para 11 milhões e o sindicato prevê que 9,5 milhões de passageiros passem pelo terminal naquele ano.

O governo também pretende estabelecer parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU) para tornar mais rápidas as obras da Copa e da Olimpíada. Funcionários da Secretaria de Aviação Civil seriam treinados por técnicos do Tribunal para corrigir rumos e evitar a paralisação das obras. Assessores palacianos afirmam, contudo, que essa parceria não tiraria do tribunal o poder para fiscalizar o andamento dos projetos. O tribunal deverá avaliar o questionamento ético de ser o próprio fiscalizador de uma atividade de que participará.”

FONTE: escrito por Paulo de Tarso Lyra e Tarso Veloso e publicado no jornal “Valor Econômico” (http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?datan=27/04/2011&page=mostra_notimpol) [imagem do Google adicionada por este blog].

Professor Nicolelis: PALESTRA NO SIMPÓSIO NOBEL E PRÊMIO DE U$ 3 MILHÕES


Por Conceição Lemes, no “Viomundo”

“Desde 1965, a Fundação Nobel realiza os Simpósios Nobel. Afora os prêmios anuais, são o evento mais importante da instituição. São dedicados às áreas da ciência onde avanços estão ocorrendo. Mais de uma centena já aconteceu.

O de 2011 acontecerá em Estocolmo, Suécia, de 26 a 29 de maio. Chama-se “3M: Mente, Máquinas e Moléculas”.

Terá duas novidades. Uma: será multidisciplinar; até 2010, era por áreas, Física, Química, Fisiologia ou Medicina. A outra: pela primeira vez, um cientista brasileiro estará entre os conferencistas convidados.

É o neurocientista Miguel Nicolelis. Formado em Medicina pela USP, ele está há 22 anos nos Estados Unidos, onde é professor e pesquisador na Universidade Duke. É cofundador do “Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra”.

“A ideia do simpósio 3M surgiu da constatação do progresso espetacular nos dispositivos de interface cérebro-máquina, tocando as fronteiras entre Física e Medicina. Após a adição de moléculas de Química e extensão de todos os aspectos, chegamos ao simpósio 3M”, explica Jonna Petterson, da Fundação Nobel, ao “Viomundo”. “Temas como base molecular da transmissão neural, redes neuronais, interfaces cérebro-máquina, cognição e neurodegeneração serão abordados por palestrantes das esferas de Física, Química e Fisiologia ou Medicina.”

A palestra de Miguel Nicolelis será no dia 27 de maio: “Princípios da Fisiologia do conjunto de neurônios e como podem ser usados para libertar o cérebro”.

Nicolelis já ganhou 38 prêmios internacionais por suas pesquisas. Dois deles, em 2010, dos “Institutos Nacionais de Saúde” (NIH) dos Estados Unidos. Anteontem (26), foi comunicado, pelo mesmo NIH, que ganhou mais um. Desta vez de U$ 3 milhões para pesquisar como as populações de neurônios (células do cérebro) usam o tempo para apresentar a informação. Em tempos de cortes de verbas nos EUA, uma façanha."

FONTE: escrito por Conceição Lemes, no portal “Viomundo”
(http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/professor-nicolelis-palestra-no-nobel-e-premio-de-u-3-milhoes.html) [imagem do Google adicionada por este blog].