quinta-feira, 28 de novembro de 2013

TUCANOS REINSTALAM VIRGINDADE NO “TRENSALÃO DO PSDB”


Por Paulo Henrique Amorim, no seu portal “Conversa Afiada”

Os tucanos conseguiram reinstalar a virgindade nas ambulâncias superfaturadas do ’Cerra’.

Os tucanos realizam interessante operação de reinstalação de virgindade no escândalo do trensalão, patrocinado nos Governos Covas, ‘Cerra’ e Alckmin.

O trensalão já transitou em julgado em cortes internacionais.

Já deu punições e demissões.

Confissões variadas.

Em inglês, alemão, português e esperanto.

Se fosse trensalão do Governo do PT, como diz o Vladimir Safatle, o presidente Barbosa já teria mandado uma junta médica para conduzir todo mundo à cadeia.

(Clique aqui para ler Miruna: condenaram meu pai à pena de morte.)

Agora que o “Zé da Justiça” [o Ministro da Justiça] resolveu fazer UMA e só UMA coisa, o inevitável – encaminhar à Polícia Federal a denúncia que recebeu -, os tucanos querem o “impeachment” do Zé.

Porque os tucanos gostam mesmo é do De Grandis [o procurador do MP-SP “engavetador por engano” de processos contra o PSDB].

E do inolvidável Brindeiro [o famoso “Engavetador-Geral da República” no governo FHC/PSDB]…

Os tucanos não vão demitir o Zé.

Ao contrário.

Se se conhece o temperamento da Presidenta, é bem provável que, com esse gesto aloprado, consigam dar sobrevida ao Zé.

O quase certo é que a Polícia Federal do Zé dê atestado de virgindade aos tucanos.

Mande seus médicos ginecologistas a um vagão tucano em São Paulo [feito pela Alstom] e entreguem um parecer ao Barbosa: o vagão é virgem !

Essa Polícia Federal, que foi Republicana, sofre de “tentação tucana” – uma síndrome que ataca os órgãos de Estado, em governos trabalhistas.

(Fernando Lyra – clique aqui para ler “o que importa é o rumo”- contou ao ansioso blogueiro que o Dr Tancredo, quando o nomeou para o Ministério da Justiça, disse: Fernando, você leva quem quiser e o Chefe de Polícia vai ser o coronel fulano … A presidenta Dilma fez uma escolha “republicana” para a Polícia Federal …)

Agora, os tucanos deram aos petistas uma formidável lição de competência – em matéria de “manipulação da informação”.

Reuniram todos os seus líderes, – menos o ‘Cerra’ … - chamaram o PiG (*) (que, de resto, vem por atração irresistível) e obtiveram manchete e primeira página: “somos virgens !

Foi assim com o superfaturamento das ambulâncias na gestão ‘Cerra’ na Saúde.

O superfaturamento está provado e comprovado.

O ‘Cerra’ e seu sucessor no Ministério, Barjas Negri, só não estão [processados] no Supremo porque tucano é proibido de entrar no Supremo.

E aí, a “campanha” do Mercadante produziu um “dossiê”, o “dos aloprados”.

Em menos de 24 horas, quem tinha faturado as ambulâncias do ‘Cerra’ eram o Mercadante, o pai do Mercadante, a tia do Mercadante, o filho do Mercadante – e o Lula.

O PT engoliu em seco.

Afogou as ambulâncias superfaturadas.

E o ‘Cerra’ ganhou a eleição para governador do Estado.

Como ‘virgem’.

É bem verdade que fica tudo mais fácil quando você tem o PiG na mão.

E, como disse aquela notável funcionária da ‘Folha’ (**) e presidente da Associação dos Tucanos Jornais, Judith Brito, “a oposição no Brasil é o PiG”.

Viva a Argentina !”

Em tempo: esse Bessinha … Acaba na Papuda.

Em tempo2: liga o Vasco: “Ansioso blogueiro, eu soube de fonte limpíssima, dessas bem anônimas que os colonistas da ‘Folha’ usam, que os tucanos vão mexer os pauzinhos para que o julgamento do trensalão caia com o Ayres Britto !

- Como assim, Vasco? Você exagerou na gin tônica ontem à noite.

- Não, meu filho, é que o Ayres Britto quando volta da merenda se esquece dos tucanos

Pano rápido.”

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) “Folha” é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.”

FONTE: escrito pelo jornalista jornalista Paulo Henrique Amorim no seu portal “Conversa Afiada” (http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/11/27/tucanos-re-instalam-virgindade-no-trensalao/). [Trechos entre colchetes e aspas adicionados por este blog 'democracia&política'].

VAI APARECER A VERDADE SOBRE OS R$ 73,8 MILHÕES DA AÇÃO PENAL 470?



RECUPERAR “DESVIOS” DO MENSALÃO PODE PROVOCAR REVIRAVOLTA

Vai aparecer a verdade sobre os R$ 73,8 milhões da Ação Penal 470?

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog

A iniciativa de tentar recuperar fundos supostamente desviados no mensalão pode ter uma função de esclarecimento, desde que se tenha a humildade de procurar fatos.

A notícia de que o Banco do Brasil resolveu ir atrás dos recursos que teriam sido desviados para o esquema de Marcos Valério pode ser uma grande oportunidade para se passar a limpo um dos grandes mistérios da ação penal 470.

A condição é que se tenha serenidade para se esclarecer o que foi feito com o dinheiro, uma bolada de R$ 73,8 milhões, que, conforme o relator Joaquim Barbosa, foi “desviada para subornar parlamentares e garantir a base de apoio do governo Lula no Congresso”.

Essa iniciativa pode ter uma função de esclarecimento, desde que se tenha a humildade de procurar fatos, sem receio de descobrir que as provas que irão surgir podem sustentar aquilo que se diz – mas também podem desmentir tudo o que se falou até aqui e produzir uma visão inteiramente nova sobre o julgamento.

Pelos dados disponíveis até aqui, ocorre o seguinte. Ao contrário do que se disse no Tribunal, duas auditorias do Banco do Brasil não apontaram para os desvios de recursos, muito menos da ordem de R$ 74 milhões. No julgamento, essa constatação foi ignorada pelo Ministério Público, por Joaquim Barbosa e pela maioria dos juízes.

Eles mantiveram a acusação até o final e ela foi um dos pontos altos de todo o julgamento. O problema é que o desvio foi denunciado, mas não foi demonstrado, nem explicado. Se esse novo exame não apontar para um desvio, será possível sustentar que não houve crime. E se não houve crime, é preciso revisar o processo.

Quando se fala em ir atrás dos recursos, as pessoas podem pensar numa tarefa simples, uma cena de filme, em que os bravos homens da lei chegam ao esconderijo dos criminosos e pegam o dinheiro que teria sido desviado. Não é assim.

O total de R$ 73,8 milhões é apenas o resultado de uma somatória simples. Envolve a soma de recursos do “Visanet” que altos executivos do Banco do Brasil – Henrique Pizzolato foi apenas um deles – destinaram para campanhas da DNA entre 2003 e 2004. O pressuposto [do STF] é que cada centavo enviado para a DNA pela “Visanet” serviu única e exclusivamente para fins escusos.

Essa tese se apoiou no depoimento de uma ex-gerente do núcleo de mídia do Banco do Brasil. Foi ela quem afirmou que as campanhas da DNA eram simples cobertura para os desvios e acusou Pizzolato, com quem não tinha relações diretas, de ser responsável pelos desmandos.

Embora tenha sido até mencionado no julgamento, esse depoimento teve a credibilidade afetada quando a Polícia Federal encontrou, em sua conta [a do tal gerente] recursos de origem difícil de explicar. A ex-gerente teve seus 15 segundos de celebridade e depois sumiu dos jornais e revistas.

O problema real, no entanto, é outro. Uma má testemunha não basta para desmentir uma história – desde que seja verdadeira.

Os dados disponíveis, hoje, colocam em questão a simples ideia de que o esquema financeiro clandestino do PT tenha sido alimentado pelos cofres da “Visanet”, a multinacional que distribuía recursos para as instituições que usam a bandeira “Visa” – entre elas o Bradesco, além do Banco do Brasil – para promover seus cartões de crédito.

Existem dois levantamentos conhecidos sobre o destino desse dinheiro. Nenhum deles aponta desvios que chegariam perto de 100% dos recursos entregues, como sustentou-se no tribunal. Longe disso. O que esses levantamentos mostram é que a maioria, se não a totalidade, dos recursos destinados a eventos de publicidade foram consumidos nessa atividade.

Um levantamento do escritório “Simonaggio Perícias”, de São Paulo, chegou ao destino final de 85% dos gastos, e aponta que todo esse dinheiro foi gasto em campanhas de propaganda e eventos de propaganda para promover o cartão “Ourocard”.

Conforme o advogado Silvio Simonaggio, contratado pelos antigos proprietários da DNA, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, que já cumprem altas penas em função da ação penal 470, não foi possível chegar aos 15% restantes porque não se teve acesso à documentação que se encontra nos arquivos da empresa ”Visanet”, hoje “Cielo”, no Banco do Brasil e no Instituto de Criminalística da Polícia Federal.

Claro que sempre se poderá desconfiar da opinião de um perito contratado por uma das partes, mas, além de impressões negativas, será necessário contrapor fatos consistentes para contestar o que esses peritos, de um escritório privado, afirmam.

Outro levantamento, feito pelo jornalista Raimundo Pereira, da revista “Retrato do Brasil”, aponta na mesma direção. A partir da declaração da “Visanet” para a Receita Federal, o trabalho mostra contabilidade coerente entre pagamentos e gastos. Também dá nomes a boa parte dos beneficiários dos recursos da DNA. Explica campanhas realizadas, eventos patrocinados.

Como é natural em campanhas de publicidade, muitos recursos foram entregues aos meios de comunicação, o que torna muito fácil verificar se eles foram desviados ou não – desde que as empresas indicadas tenham disposição de colaborar.

Apenas a “TV Globo” recebeu uma soma aproximada de R$ 5 milhões, quantia que, a ser verdadeira, já implica numa redução equivalente do total. Outras empresas de porte também receberam quantias de vulto, ainda que menores.

Há outro ponto a ser debatido. O STF, em sua determinação, deixa claro que considera o Banco do Brasil como verdadeiro proprietário dos recursos desviados. O problema é que uma auditoria do próprio banco, em 11 de janeiro de 2006, demonstrou o contrário.

Afirma-se, ali, que o regulamento que criou o “Fundo de Incentivo Visanet”, que pertence à multinacional “Visa”, estabelece com todas as letras que a empresa “sempre se manterá como legítima proprietária do Fundo, devendo os recursos serem destinados exclusivamente para ações de incentivo, não pertencendo os mesmos ao BB Banco de Investimento nem ao Banco do Brasil.”

Diz ainda a auditoria que “as despesas com as ações seriam pagas diretamente pelo ‘Visanet’ às agências de publicidade ou reembolsadas pelo incentivador”.

Analisand, ainda, a operação de entrada e saída de recursos, onde seria possível imaginar a ocorrência de desvios, a auditoria afirma que “o Banco optou pela forma de pagamento direto, por intermédio da empresa fornecedora, sem trânsito dos recursos pelo BB.” (“Síntese do Trabalho de Auditoria,” ofício número 100/p).

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LAUDO COMPROVA LEGALIDADE DE VERBA REPASSADA À “DNA PROPAGANDA” PELA “VISANET”

A análise da documentação foi feita após as condenações de sócios pelo Supremo Tribunal Federal no escândalo do mensalão

Publicação: em 14/08/2013, no “Correio Braziliense

"Laudo pericial, divulgado ontem pelo escritório “Simonaggio Perícias”, em São Paulo, atesta que 85,34% dos R$ 73,8 milhões repassados à “DNA Propaganda” pela “Visanet”, nos anos de 2003 e 2004, foram efetivamente empregados no pagamento de fornecedores para divulgação dos produtos do Banco do Brasil, como os cartões de débito e crédito com a bandeira “Visa”.

A conclusão foi possível com base na análise de 80% de toda a documentação, referente às transações, que foi recolhida pelos ex-sócios da DNA, por meio da “Graffite Participações Ltda.”, Cristiano de Mello Paz e Ramon Hollerbach Cardoso, depois de suas condenações pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no escândalo do mensalão.

De acordo com o laudo, o restante do valor referente a 15% do total do repasse não foi examinado porque depende da análise de outras centenas de documentos de posse da empresa “Cielo”, do Banco do Brasil e do Instituto de Criminalística Nacional.

Ontem, Cristiano Paz e Ramon Rollerbach informaram que já requisitaram o restante da papelada e esperam concluir e comprovar a lisura total das transações na próxima semana. Os publicitários, ao lado do advogado Sílvio Simonaggio, explicaram que o esforço é para tentar convencer o Supremo de que não houve desvio de recurso para pagamento de políticos da base aliada do governo em troca de apoio a projetos de seu interesse, conforme descrito na “Ação Penal 470”.

No processo, Cristiano Paz está condenado a 25 anos e seis meses de prisão e multa de R$ 2,5 milhões. Ramon, foi sentenciado em 29 anos e oito meses de prisão e multa de R$ 2,8 milhões.

Para comprovar a licitude da aplicação da verba, eles pretendem também convocar todos os fornecedores que se beneficiaram dos recursos para demonstrarem publicamente que aplicaram os recursos em benefício da 'Visanet'.

FINANCEIRO

Para elaborar o laudo, o advogado Sílvio Simonaggio explicou que não se deteve na análise contábil da “DNA Propaganda”, considerada inidônea em laudo da Polícia Federal. Diz que a análise foi financeira, identificando a “origem dos recursos da Companhia Brasileira de Meios de Pagamento (CBMP) — Visanet repassados pelo Banco do Brasil como fonte de pagamento e os pagamentos realizados pela DNA com base em autorizações do BB e em documentos emitidos pelos prestadores de serviço e fornecedores de bens”.

Dessa análise, se verificou que R$ 32 milhões, ou seja, 54,6% foram para pagamento de divulgação na mídia, e outros R$ 16,8 milhões destinados aos mais diversos patrocínios, entre eles de atletas, como o nadador César Cielo, o tenista Gustavo Kuerten e a jogadora de vôlei Shelda, além de patrocinar também encontro de magistrados em Salvador (BA) no valor de R$ 1,2 milhão, em 2004. Por ironia do destino, o evento foi aberto pelo então presidente do STF.

“Houve utilização adequada dos recursos pertencentes à CBPM e repassados à DNA, com base no limite dos documentos apresentados a exame. O somatório dos desembolsos comprovados e das receitas realizadas pela DNA por ordem do Banco do Brasil, com base em documentos comprovam pagamentos efetuados pela DNA a prestadores de serviços de propaganda e publicidade”, atesta o documento.

Em outro trecho, a perícia atesta também que havia vinculação entre os documentos analisados e as operações para fomento e divulgação de produtos da bandeira “Visa”.

Tanto Cristiano Paz quanto Ramon não conhecem os efeitos práticos que a conclusão da perícia possa causar no entendimento dos ministros do Supremo, que inicia hoje a análise dos embargos apresentados no processo do mensalão. No entanto, eles afirmam que tudo será encaminhado a seus advogados para estudo da melhor forma de uso das conclusões.

Todo o levantamento da documentação foi feito pelos publicitários que foram pessoalmente em busca de arquivo morto da “DNA Propaganda”, hoje extinta, e de ex-funcionários, entre os meses de janeiro até maio, quando o conjunto de documentos foi entregue à consultoria.

OS NÚMEROS:

Repasses: Valor (em R$):

-Nota técnica de 5 de maio de 2003: 23,3 milhões
-Nota técnica de 3 de novembro de 2003: 6,4 milhões
-Nota técnica de 20 de janeiro de 2004: 35 milhões
-Nota técnica de 11 de maio de 2004: 9 milhões
-Total: 73,8 milhões

Valores desembolsados pela DNA (em R$):

-Prestador/fornecedor: 55,7 milhões
-Impostos retidos: 1,8 milhão
-Comissão a outras agências: 1,2 milhão
-Total: 58,7 milhões

Valores de receitas realizadas pela DNA (em R$):

-Comissão de agência: 2,8 milhões
-Bônus de volume: 1,3 milhão
-Total: 4,2 milhões

TRECHO DO LAUDO PERICIAL:

“O somatório dos desembolsos comprovados e das receitas realizadas pela DNA por ordem do Banco do Brasil, com base em documentos, comprovam pagamentos efetuados pela DNA a prestadores de serviços de propaganda e publicidade.”
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Documentos recentemente divulgados no “Megacidadania” mostrando o contrato entre a “TV Globo” e a “DNA”, de Marcos Valério.

O contrato sigiloso confirma que a “Globo” pagava à “DNA” de Marcos Valério o “BV”, o “Bônus de Volume”, que nunca poderia ser considerado dinheiro público e muito menos ter sido desviado, pois se trata de uma relação particular entre duas empresas privadas, a “Rede Globo” e a “DNA”. No entanto, o STF condenou Pizzolato por esse “crime”. Os valores pactuados pertenciam EXCLUSIVAMENTE à DNA e era VEDADO repassar qualquer quantia oriunda desse contrato ao Banco do Brasil. No item “GESTÃO”, está bem definido que foi a própria “Rede Globo” quem instituiu o PROGRAMA (= “bônus de volume”).

A íntegra desse contrato está na AP 470 no STF conforme os carimbos comprovam. Fica óbvio que se trata de relação estritamente PRIVADA entre a “Rede Globo” e a “DNA”, como de resto qualquer valor que PARTICULARES do segmento publicitário — por extensão — pactuem como BV, o bônus de volume, por exemplo agendas, brindes e etc.”

FONTE: escrito por Paulo Moreira Leite, em seu blog. Transcrito no portal “Viomundo”  (http://www.viomundo.com.br/denuncias/recuperar-desvios-do-mensalao-pode-provocar-reviravolta.html).

BASTARIA OS RICOS IREM PARA O INTERIOR PARA OS MÉDICOS IREM TAMBÉM


IPEA: "MÉDICOS ESTÃO ONDE ESTÃO OS MAIS RICOS"

Do jornal online “Brasil 247”

Os dados [coletados pelo IPEA] mostram com clareza que os médicos estão onde estão os recursos, e não onde estão as pessoas, principalmente as mais pobres. Há uma concentração geográfica desses profissionais em determinadas áreas de maior poder aquisitivo”, disse o ministro Marcelo Neri, da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, ao apresentar panorama sobre a oferta e a demanda de médicos no Brasil.


DO IPEA:

Os médicos brasileiros concentram-se nas regiões em que há mais recursos, e não naquelas que mais necessitam do seu trabalho. Foi o que demonstrou o ministro-chefe interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência (SAE/PR) e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Marcelo Neri, durante audiência pública sobre o “Programa Mais Médicos” realizada na terça-feira, 26 de novembro, no Supremo Tribunal Federal (STF) [em processo onde a oposição e as entidades corporativas querem apoio do STF para acabar com o programa]. Coordenada pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello, a audiência pública discutiu a problemática em torno da decisão do governo federal de trazer para o país médicos estrangeiros no “Programa Mais Médicos”, diante da concentração de profissionais de saúde nas regiões mais ricas do país.

Os dados mostram, com clareza, que os médicos estão onde estão os recursos, e não onde estão as pessoas, principalmente as mais pobres. Há concentração geográfica desses profissionais em determinadas áreas de maior poder aquisitivo”, disse o ministro ao apresentar um panorama sobre a oferta e a demanda de médicos no Brasil sob a perspectiva econômica do programa, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do IPEA.

A maior presença de médicos, segundo o levantamento, está concentrada nas regiões Sul e Sudeste e no Distrito Federal. A pesquisa mostrou que Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e o Espírito Santo, juntamente com o Distrito Federal, são os estados que possuem maior quantidade de médicos por habitantes. Na outra ponta, Piauí, Rondônia, Pará, Amapá e Maranhão são as localidades que menos possuem a oferta desses profissionais. “Há desigualdade regional bastante forte, e os médicos precisam estar onde as pessoas estão”.

Ao aprofundar a pesquisa, os dados também apontaram para maior concentração de graduados em medicina nos municípios das regiões Sul e Sudeste, entre eles Niterói, Vitória, Porto Alegre, Florianópolis e Santos. “Se pegarmos os seis municípios mais ricos do Brasil, esses cinco estarão presentes. Se olharmos os municípios com maior presença de internet e maior quantidade de carros por habitantes, que são indicadores de riqueza, são esses mesmos municípios que aparecem. Ou seja, os médicos estão concentrados nas áreas mais ricas do país”, destacou o ministro.

Em relação à percepção da sociedade sobre o tema, o ministro da SAE disse que a saúde é a principal preocupação dos brasileiros, seguida da educação. Porém, ao abordar a população em relação à qualidade dos serviços prestados, a saúde recebe avaliação inferior à educação. 58% da população e colocou a falta de médicos no Brasil como o principal problema.

Quando a população é questionada sobre a sua principal prioridade, a saúde aparece em todas as pesquisas como a principal prioridade da população brasileira”, disse Marcelo Neri. 

De acordo com as pesquisas, 47% dos brasileiros apontam a necessidade de aumentar o número de médicos no país. Da mesma forma, a população não parece preocupada com o fato de tais profissionais serem ou não brasileiros. 74% dos brasileiros se dizem favoráveis à vinda de imigrantes qualificados de um modo geral, não apenas médicos.

As informações colhidas na audiência pública vão subsidiar o julgamento das “Ações Diretas de Inconstitucionalidade” ajuizadas pela “Associação Médica Brasileira” (AMB) e pela “Confederação Nacional dos Trabalhadores Universitários Regulamentados” (CNTU), que questionam o “Programa Mais Médicos”. Os principais questionamentos dessas ADI dizem respeito à "dispensa da exigência de revalidação dos diplomas dos médicos formados em instituições estrangeiras" e às condições trabalhistas da contratação dos profissionais por meio de bolsas. 
[Omitem o fato de que os médicos brasileiros seriam em grande parte reprovados se também fossem obrigados ao "Revalida", segundo avaliações realizadas em São Paulo com voluntários. Por isso, há a recusa de obrigatoriedade desse exame para os médicos brasileiros. Na área do direito, tal índice elevado de reprovação também ocorre nos exames da OAB]” 

FONTE: jornal online “Brasil 247”  (http://www.brasil247.com/pt/247/saudeebemestar/122081/Ipea-m%C3%A9dicos-est%C3%A3o-onde-est%C3%A3o-os-mais-ricos.htm). [Título e trechos entre colchetes adicionados por este blog 'democracia&política'].

JOAQUIM BARBOSA CONFIA MAIS NOS MÉDICOS DE BRASÍLIA DO QUE NOS DE SP

O Dr. Kalil é titular de Cardiologia da FMUSP, diretor do Sírio e médico do Genoino

Dr KALIL TEM QUE PROCESSAR JUNTA MÉDICA ESCOLHIDA POR BARBOSA

ÉTICA IMPEDE JUNTA DE BRASÍLIA DE REVER O QUE O DR ROBERTO KALIL, DO SÍRIO, DETERMINOU.

O portal “Conversa Afiada” reproduz comentário do amigo navegante Alan:

“Fui aluno do Dr. Luiz Fernando Junqueira, o chefe da junta médica que atestou a saúde do deputado José Genoíno. Não vou discutir a competência do Professor Junqueira como pesquisador, professor ou cientista. Muito menos a sua orientação política, que sei ser reacionária [direita]. Mas discuto se o mesmo se encontra apto a chefiar uma equipe desse calibre, para emitir um laudo.

Há muito tempo o Dr. Junqueira deixou de clinicar, de atender pacientes reais, de caminhar dentro do Hospital e examinar pacientes a beira do leito. Sequer o Dr Junqueira tem um consultório, onde atenda pacientes particulares reais. Ele se resume a isto, mais professor e pesquisador do que médico. Como médico que atende pacientes na condição de Genoíno, entendo que o quadro dele é grave, não pelo fato de ele ter sido submetido a uma cirurgia, mas sim devido a ele ter uma doença sistêmica! E doenças sistêmicas só são tratadas com mudanças de hábitos de vida, que incluem boa alimentação, atividade física com acompanhamento fisioterápico, uso controlado de medicamentos, exames laboratoriais e de imagem para controle e acesso fácil a unidades de urgência e emergência. Isso é o que exijo para meus pacientes. Isso que o Sírio Libanês orientou para que fosse feito por Genoíno.

Se eu fosse o médico de Genoíno, entraria com representação no CRM contra essa junta médica [selecionada por Joaquim Barbosa], pois ela diretamente fere a autonomia do médico do paciente de indicar o melhor tratamento conforme os artigos:

- Art. 94. Intervir, quando em função de auditor, assistente técnico ou perito, nos atos profissionais de outro médico, ou fazer qualquer apreciação em presença do examinado, reservando suas observações para o relatório.

- Art. 97. Autorizar, vetar, bem como modificar, quando na função de auditor ou de perito, procedimentos propedêuticos ou terapêuticos instituídos, salvo, no último caso, em situações de urgência, emergência ou iminente perigo de morte do paciente, comunicando, por escrito, o fato ao médico assistente.

- Art. 98. Deixar de atuar com absoluta isenção quando designado para servir como perito ou como auditor, bem como ultrapassar os limites de suas atribuições e de sua competência.

Sem mais a dizer no momento, espero que publiquem meu comentário.”

FONTE: o portal “Conversa Afiada” reproduz o comentário acima, do seu leitor Alan  (http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/11/27/dr-kalil-tem-que-processar-junta-do-barbosa/).

FARSA, FRAUDE E GOLPE: EIS A DIREITA E O MENSALÃO!


Por Davis Sena Filho

A maioria dos ministros do STF resolveu fechar os olhos aos autos, à verdade e realizaram um julgamento de exceção, essencialmente político

O nome é Henrique Pizzolato. Ele exerceu o cargo de diretor de Marketing do Banco do Brasil, além de ser um dos réus do "mensalão" do PT. Pizzolato, como todo mundo sabe, fugiu para a Itália porque considera sua pena injusta, de caráter político e, justamente por isso, afirma aos quatro ventos que teve sua defesa cerceada, prejudicada e, por causa disso, foi condenado à prisão.

De acordo com Pizzolato e seus advogados, o ex-procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e a maioria dos juízes do STF, à frente Joaquim Barbosa, recusaram-se a ler e analisar com isenção os autos do processo, bem como engavetaram documentos que comprovam que o dinheiro [da multinacional privada VISA, por meio da “Visanet”; atual “Cielo”] recebido legalmente pelo PT não é dinheiro público, e, sim, privado.

Este fato é o "X" da questão e põe por terra a tese da oposição partidária e midiática de direita, que sempre alardeou, incessantemente, no decorrer de oito anos, que políticos e militantes importantes do PT desviaram “dinheiro público”. Acusação [falsa essa] que levou juízes conservadores do STF a punir a grande maioria dos réus por "formação de quadrilha", crime que jamais foi provado e que está a ser questionado em diversos segmentos da sociedade civil organizada.

Setores representativos da vida brasileira não embarcaram no show da mídia dominante, que durante anos organizou verdadeira pantomima para fazer do "mensalão" um instrumento político de oposição contra os governantes trabalhistas que administram o Governo Federal há 11 anos. Usaram, sem trégua e sistematicamente, tal processo como ferramenta de desconstrução e desqualificação do PT, o maior e mais importante partido da América Latina, que implementou verdadeira revolução silenciosa social no País em apenas uma década.

O campo conservador percebeu que jamais derrotaria o PT e seus aliados pelas vias democráticas e eleitorais. Passaram, então, a tratar do "mensalão", o "do PT", como uma arma política para desmoralizar e criminalizar as imagens de personalidades históricas do partido e do Brasil e, consequentemente, beneficiar-se politicamente. O debate nacional saiu da esfera dos projetos e programas dos governantes trabalhistas, que estão a ser efetivados com sucesso há mais de uma década, para se estabelecer, forçadamente e recorrentemente, uma pauta de único assunto: o "mensalão".

Os magnatas bilionários da imprensa de negócios privados, que sonegam milhões de impostos, que vivem da publicidade oficial e de empréstimos dos bancos estatais, além de serem cúmplices de golpes de estado e de apoiarem ditadores, estabeleceram uma estratégia draconiana, mas politicamente efetiva, para manter o PT refém de acusação de uma nota só e na berlinda até o julgamento final.

Para isso, amarraram-se alianças no Judiciário e no Ministério Público, pois sabedores que a direita partidária, representada pelo PSDB, DEM e PPS, estava, indubitavelmente, derrotada e desmoralizada pelos oitos anos de fracassos econômicos e privatizações extremamente danosas à União, ao patrimônio da Nação e à emancipação do povo brasileiro, que foi pilhado pelos homens do PSDB e do DEM que nunca construíram nada, mas venderam o Brasil.

No governo do vendilhão tucano Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — aconteceu, sem sombra de dúvida, o maior escândalo econômico e financeiro da história recente do planeta. Não do Brasil, como a imprensa burguesa e mentirosa quer ainda imputar ao "mensalão" do PT, mas do planeta. Pirataria aplicada na veia. Que isso fique claro.

Trata-se de mega-assalto de âmbito mundial e que, apesar dos livros "A Privataria Tucana" e o "Príncipe da Privataria", a Procuradoria-Geral da República, os procuradores e os promotores, até o momento, não tiveram o bom senso, a lucidez de descruzar os braços, desengavetar documentos e ir à luta, que se resume em defender os interesses da sociedade. É isto que promotor faz [deveria fazer]: defender o povo.

Defendê-lo, se possível, da forma mais republicana, e, obviamente, parar de fazer política. Afinal, não pertencer a partidos e não concorrer às eleições e, assim mesmo, usar o cargo e a instituição onde é empregado para fazer política [partidária pró-direita] é, definitivamente, uma ação e conduta que deixam muito a desejar àqueles que têm por obrigação, como servidor público empregado da Nação, de defender seus interesses. E é exatamente isso que alguns procuradores e juízes não fazem. Surreal! Ponto.

Durante o desgoverno do neoliberal FHC, a Nação brasileira foi dilapidada sem pena e misericórdia. Os fundamentalistas (lunáticos) do mercado liderados pelo grão-tucano neoliberal cometeram e formalizaram o maior roubo de riquezas e do patrimônio público deste País em todos os tempos. Um patrimônio sólido, construído no decorrer de décadas de trabalho de sucessivas gerações de brasileiros, que tiveram a tristeza, a decepção e a humilhação de verem o Brasil vendido como se vende sacos de soja, milho e feijão nas bolsas de cotações para produtos agrícolas.

Até hoje, os tucanos, a exemplo de Luiz Carlos Mendonça de Barros, Armínio Fraga e Pérsio Arida, dentre outros, andam por aí, serelepes, a deitar falação com arrogância e insensatez sobre suas péssimas ações quando governaram e deixaram o Brasil sob o jugo do FMI, do BIRD e de governos de países imperialistas, a exemplo dos Estados Unidos e das potências europeias, que hoje pagam alto preço por suas irresponsabilidades e leniências perante os mercados imobiliário e bancário.

Essa gente não se sente culpada por nada, porque quem comete desatinos de forma propositada, geralmente não tem sentimento de culpa, ainda mais quando pertence à classe dominante, que, historicamente, considera seus crimes como um "processo seletivo e natural", pois não se preocupa com as condições de vida da maioria da população, bem como nunca construiu nada neste País em termos de patrimônio público, como também nunca concedeu coisa alguma ao povo, a não ser a exclusão social.

A direita herdeira e inquilina da Casa Grande faz da fome e da mentira a dialética de sua existência, e da usura e da violência seu modo de ganhar a vida. É esse seu procedimento quando no poder, e continua a sê-lo fora do poder, o que lhe causa inconformismo e ódio, que são retratados nos meios de comunicação que lhes pertencem, pois são usados como canhões e metralhadoras contra todos aqueles que, porventura, são considerados pela Casa Grande inimigos políticos a serem derrotados, porque contrários aos seus interesses de controle social.

Henrique Pizzolato está na Itália e anunciou que vai mostrar, por intermédio de provas documentais, o que realmente aconteceu no que diz respeito à questão “Visanet” que os juízes do Supremo se recusaram a analisar de forma republicana e justa. 

Juiz, antes de tudo, tem de fazer justiça à vítima e também ao criminoso; ao acusador e ao acusado, às partes envolvidas em um processo. E foi exatamente dessa forma que a maioria dos juízes do STF não procedeu.

Resolveram fechar os olhos aos autos, à verdade, e realizaram um julgamento de exceção, essencialmente político [partidário] e que tem por finalidade colocar o PT, os seus membros e o Governo trabalhista de Dilma Rousseff em condição de criminosos, avessos à legalidade e ao republicanismo. Nada mais perverso, traiçoeiro e mentiroso.

A verdade é que Dilma e Lula foram tão republicanos que, ao invés de escolherem juízes e procuradores que se identificassem com os programas e os interesses de governos eleitos majoritariamente pelo povo brasileiro, deixaram à vontade a categoria dos promotores, dos políticos e juristas divorciados do pensamento político e ideológico do PT para escolherem os candidatos a serem nomeados. E assim foi feito.

Lula e Dilma deram tiros nos pés. Não conheço [outro] presidente da República que abra mão de escolher procuradores-gerais, juízes de tribunais superiores, advogados da União, corregedores-gerais da União, comandantes das Forças Armadas e diretores da Polícia Federal. Somente os mandatários trabalhistas permitiram que pessoas alheias ao projeto de País do PT, avalizado pelos eleitores, dessem sugestões ou, até mesmo, indicassem nomes para assumir cargos de confiança do presidente, conforme reza a Constituição de 1988.

Um erro estratégico inacreditável e de trágicas consequências que, incrivelmente, continuou a ser cometido no decorrer dos mandatos de presidentes petistas. O Governo trabalhista deu comida nas bocas dos lobos, que não se fizeram de rogados e utilizaram o poder dos cargos do STF e da PGR para fazer política de oposição, de direita, pois o PSDB, derrotado em três eleições, encontra-se fragilizado e desmoralizado, não tem sequer programa de governo para apresentar ao povo nas eleições de 2014. Se alguém duvida, basta ouvir o pré-candidato do PSDB, Aécio Neves. Simplesmente, ele não diz nada com coisa nenhuma, pois vazio de ideias e propostas, bem ao estilo tucano.

Os programas sociais, os eventos grandiosos, as milhares de obras, grandes e pequenas por todo o País, a construção e reconstrução da infraestrutura portuária, aeroportuária, rodoviária e ferroviária, o pré-sal e o visível desenvolvimento econômico e financeiro de dezenas de milhões de pessoas pertencentes às camadas mais pobres da população são assuntos relegados ao segundo plano, quando a verdade é que propiciar dignidade e condições de vida melhores ao povo brasileiro deveria ser a pauta principal para debater o Brasil.

Contudo, o sistema midiático comercial e privado vai boicotar e sabotar até o fim dos dias os avanços sociais e econômicos efetivados nos governos petistas. A imprensa alienígena se recusa a gerar informação para que todos os brasileiros saibam que o que está a acontecer no Brasil é uma revolução silenciosa que mudou o País continental para sempre.

Nada sai na televisão e nas diferentes mídias, a não ser apenas a luta política, ideológica e partidária protagonizada pelo Governo popular e [do outro lado] pela oposição, exemplificada em STF, PGR, PSDB, DEM, PPS, e, por fim, os barões da imprensa burguesa, golpistas por DNA e de carteirinha, pois se trata da classe empresarial mais retrógrada, reacionária e sectária dentre todas as classes ou categorias patronais.

Nada é debatido. Apenas casos de corrupção verídicos ou não, pois a grande imprensa de mer
cado transformou, propositalmente, a política brasileira em uma novela de péssima qualidade de conotação policial. Grande parte desses casos não foi comprovada e foi desmentida por falta de provas ou porque os acusadores, na verdade, eram os envolvidos, como ocorreu com o senador do DEM de Goiás, Demóstenes Torres, associado do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que era o "editor" e "pauteiro" das revistas “Veja” e “Época” de Policarpo Jr e Eumano Silva. 

Então, restou para a direita o "mensalão", o do PT, porque o do PSDB ficou "escondido" por 15 anos nas gavetas de promotores e juízes e até hoje os envolvidos não foram julgados. Um acinte à inteligência alheia e à noção de justiça intrínseca a cada cidadão.

Somente agora, de forma discreta, sai alguma coisa na imprensa de mercado, que já tratou também de não mostrar os escândalos da Siemens e da Alston como deveria fazê-lo, em que estão envolvidas as principais lideranças tucanas nas pessoas de José Serra, Geraldo Alckmin, além do falecido Mário Covas. Gilberto Kassab, que era do DEM e hoje é do PSD e aliado histórico do PSDB paulista, também está envolvido e tenta, de alguma forma, não se transformar em cadáver político.

Henrique Pizzolato está na Itália e já afirmou que vai provar sua inocência e divulgar, por exemplo, que a “Globo” é uma das beneficiadas do dinheiro da “Visanet”. Dos R$ 73,8 milhões, a “Globo” recebeu R$ 5,5 milhões, mas mesmo assim tal fato importante nunca foi repercutido e muito menos o senhor prevaricador Roberto Gurgel e os juízes do STF, à frente Joaquim Barbosa, debruçaram-se sobre essa questão de forma que administradores de tal empresa de concessão pública fossem também denunciados e punidos.

É o Judiciário do "um peso e duas medidas". Não houve desvio de dinheiro público do Banco do Brasil para a "DNA Propaganda". A “Visanet” (“Cielo”) era empresa da iniciativa privada, com sócios majoritários privados e cujo dinheiro foi repassado de forma legal, documentada, como comprovam os autos do inquérito que foi propositalmente engavetado para que o PT fosse criminalizado e alguns de seus integrantes denunciados, julgados e depois presos.

Pizzolato pode reverter o quadro na Itália. O ex-executivo do BB não tinha os poderes de decisão a ele imputados. Ele era apenas um dos membros do comitê de marketing do banco, além de ser o único petista, porque os outros eram membros nomeados no Governo do neoliberal FHC/PSDB. Somente Pizzolato foi acusado e punido pelos juízes "conservadores" e políticos do STF.

O resto é fantasia e estratégia da imprensa entreguista e colonizada para combater os trabalhistas que estão no poder há 11 anos, bem como favoritos a vencer as eleições presidenciais de 2014. Os juízes do STF devem a verdade à Nação. O Judiciário brasileiro é um dos responsáveis pela exclusão social, porque não faz justiça e comete erros graves contra a cidadania e a ordem legal e constitucional. 

Farsa, fraude e golpe: eis a alma da direita e o mensalão! É isso aí.”

FONTE: escrito por Davis Sena Filho e publicado no jornal online “Brasil 247”  (http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/121999/Farsa-fraude-e-golpe-eis-a-direita-e-o-mensal%C3%A3o!.htm). [Trechos entre colchetes adicionados por este blog 'democracia&política'].

FANTASMA TUCANO RONDA O ‘BOLSA FAMÍLIA’


“O Presidente do PT, Rui Falcão, critica a proposta do líder tucano, Aécio Neves, de pagar o benefício durante somente seis meses aos bolsistas que conseguirem emprego. "Ocorre que, hoje, quase 90% dos adultos do ‘Bolsa Família’ trabalham – ainda que, em muitos casos, sejam empregos temporários", diz ele. O resultado prático [da proposta tucana], diz ele, seria a redução do programa.

Em artigo publicado no domingo na [tucana] “Folha de S. Paulo”, o presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, acusa o líder do PSDB, Aécio Neves, de agir para minar o alcance do Bolsa-Família”. Leia abaixo:

UM FANTASMA LIBERAL RONDA O BOLSA FAMÍLIA

Melhor que reinventar a roda seria criar programas sociais e reforçar o ‘Bolsa Família’ nos municípios e Estados governados pelo PSDB e aliados.

Dez anos após sua criação, com trajetória de sucesso na erradicação da pobreza e 50 milhões de brasileiros beneficiados, o ‘Bolsa Família’, maior programa de inclusão social do mundo, acaba de receber surpreendente láurea.

Trata-se da confirmação dos méritos do programa por gente que, até pouco tempo atrás, tachava-o de "bolsa esmola" -- apelido revelador do infame preconceito das classes dominantes em relação aos despossuídos.

Impressionante, porém, é que o reconhecimento, verbalizado pelo senador Aécio Neves, um dos pré-candidatos a presidente da República pelo PSDB, não vem como um tributo aos muitos méritos do ‘Bolsa Família’, que tem sido, ao mesmo tempo, reparação, alívio à pobreza, acesso à saúde, à educação e porta de entrada para uma série de políticas públicas de inclusão.

Ao contrário, ele o faz com um viés de cunho eleitoreiro, associando-se de forma oportunista à celebração do aniversário do programa, para apresentar um projeto no Senado que visa a transformar o ‘Bolsa Família’ em lei.

Talvez para se redimir dos ataques ferozes desferidos no passado contra o programa, o senador operou essa conversão. No entanto, projetos eleitorais à parte, o ‘Bolsa Família’, como ele bem sabe, já é lei!

É a lei nº 10.836, de 9 janeiro de 2004, promulgada no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ampliado pela presidenta Dilma Rousseff, é uma política de Estado, com crescente dotação orçamentária, e que se converteu em matriz de política social exitosa e irremovível.

Por isso, qualquer tentativa de eliminar ou reduzir o alcance do programa --como os privatistas e liberais de várias cores reiteradamente cogitam-- terá de transpor dois grandes obstáculos: o de revogar a lei nº 10.836 e, o mais íngreme, confrontar com a legião de apoiadores na sociedade, solidários com a iniciativa que vem reduzindo desigualdades e abrindo novas oportunidades em todo o Brasil.

Além de eleitoreiro, o projeto do senador é um retrocesso. Incluir o programa na “Lei de Assistência Social” significa ignorar que o “Bolsa Família” se ancora em três áreas: assistência social, saúde e educação.

Ademais, corre-se o risco de transformar um programa permanente em um projeto de natureza temporária. Aqui reside a tentação liberal de sempre: concede um benefício por tempo limitado e depois manda o pobre se virar.

Aparentemente desinformado, o pré-candidato propõe manter por até seis meses o pagamento do benefício aos que conseguirem emprego. Ocorre que, hoje, quase 90% dos adultos do “Bolsa Família” trabalham – ainda que, em muitos casos, sejam empregos temporários.

Para incentivar os bolsistas, o programa permite a saída temporária em caso de renda maior e a volta automática na hipótese de perda do emprego.

Se o senador é sincero em seus propósitos mudancistas e em seu empenho de valorizar o “Bolsa Família”, melhor seria não reinventar a roda. Mais apropriado é fazer, antes, a lição de casa: criar novos programas sociais e reforçar o “Bolsa Família” nos municípios e Estados hoje governados pelo PSDB e pelos aliados do senador.”

FONTE: escrito por Rui Falcão, 69, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e deputado estadual em SP. Artigo transcrito no “Brasil 247” (http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/121744/Rui-Falc%C3%A3o-avisa-fantasma-ronda-o-Bolsa-Fam%C3%ADlia.htm).

O QUE JOAQUIM BARBOSA DEVERIA APRENDER COM HANNAH ARENDT


Ela teve a coragem de reagir a um julgamento “instaurado não para satisfazer às exigências da justiça, mas para aplacar o desejo e talvez o direito de vingança das vítimas

Por Kiko Nogueira, do “Diário do Centro do Mundo

Em 1961, a filósofa alemã de origem judaica Hannah Arendt foi a Jerusalém cobrir para a revista “New Yorker” o julgamento de Adolf Eichmann. Eichmann havia sido capturado em Buenos Aires pelo serviço secreto. Durante o nazismo, fora chefe da Seção de Assuntos Judaicos e responsável pela organização do esquema de deportação para os campos de extermínio.

A reportagem saiu em duas edições e, posteriormente, virou o livro “Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal”. Essa expressão, que ela consagrou, estava na última linha do último capítulo do livro. Arendt se assombrou com a mediocridade de Eichmann, um burocrata que só se utilizava de clichês para falar, sem traços de antissemitismo, um funcionário ambicioso sem discernimento moral e dotado de cega obediência aos superiores. Onde estava o monstro?

Publicado seu relato, ela foi acusada de nazista, perdeu amigos, recebeu ameaças de morte. Tocava no assunto delicado da cooperação de organizações judaicas no transporte para os campos. E criticou duramente o julgamento.

O que ela conta sobre o sensacionalismo em torno da corte cabe no que se viu aqui, transmitido ao vivo, durante o processo do mensalão.

Segundo Arendt, o julgamento, que deveria ser grandioso, perdia dimensão com a pequenez do réu e a atitude da promotoria e com o clima de “acerto contas”. Era algo que o estado israelense queria transformar em um espetáculo inesquecível para as próximas gerações. Ela insiste na teatralidade que colocava em xeque a noção de justiça do caso.

Para Arendt, o julgamento ‘foi instaurado não para satisfazer às exigências da justiça, mas para aplacar o desejo e talvez o direito de vingança das vítimas’.”

FONTE:
escrito por Kiko Nogueira, do “Diário do Centro do Mundo”. Transcrito no portal “Brasil 247”  (http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/121694/O-que-Joaquim-Barbosa-deveria-aprender-com-Hannah-Arendt.htm).