terça-feira, 8 de março de 2016

NOVOS ATAQUES SECRETOS DOS EUA E OTAN NA LÍBIA




Agrava-se na Líbia a "guerra secreta"

"As potências ocidentais estão levando a cabo ações armadas "secretas" na Líbia, agravando ainda mais a caótica situação política e militar naquele país norte-africano.

Por Carlos Lopes Pereira, no Jornal "Avante", de Portugal

O atual caos líbio foi desencadeado em 2011 pela agressão militar da OTAN contra um dos estados então mais desenvolvidos da África, agressão que provocou a queda do regime, o assassinato do seu líder, Muammar Kadhafi, milhares de mortos e feridos, a destruição de infraestruturas, divisões fratricidas, a guerra civil que perdura, o surgimento de bandos armados que espalham o terror e a insegurança na região e, como a Europa bem sabe, a emergência de vagas de refugiados.

Agora, os governos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Itália surgem outra vez envolvidos na preparação de uma intervenção bélica na Líbia, a pretexto de combater o denominado Estado Islâmico (EI).

Em finais de Janeiro, o presidente Barack Obama ordenou à sua "equipa de segurança nacional" a adoção de medidas para conter a expansão do EI na Líbia. Calcula-se que, nos últimos meses, muitos jihadistas, derrotados na Síria pelas tropas governamentais apoiadas pela força aérea da Rússia, se tenham refugiado na Líbia. Ali, o grupo controla a cidade de Sirte, 450 quilômetros a Leste de Trípoli, e uma faixa costeira mediterrânea, ameaçando zonas petrolíferas exploradas por companhias ocidentais e seus aliados locais.

Em 19 de fevereiro, a força aérea norte-americana bombardeou instalações dos jihadistas perto de Sabrata, a 70 quilômetros da capital, matando mais de 40 membros do EI, a maior parte deles tunisinos implicados nos recentes ataques terroristas em Tunes. O "Wall Street Journal" escreveu, citando um responsável estadunidense, que o governo de Roma permitiu que aviões dos EUA utilizassem uma base militar italiana para essa missão.

A ministra italiana da Defesa, Roberta Pinotti, desmentiu a autorização mas confirmou que a Itália está "trabalhando com os seus aliados na luta contra o terrorismo". E, numa entrevista ao "Corriere Della Sera", considerou "inevitável" uma intervenção militar internacional na Líbia "até à próxima Primavera".

Também o "Le Monde" informou que forças especiais francesas lançaram operações secretas contra os jihadistas em território líbio, em coordenação com os EUA e a Grã-Bretanha. Aquilo a que o jornal parisiense chama "a guerra secreta de França na Líbia" inclui raides aéreos, preparados secretamente no terreno, contra líderes do grupo extremista.

Há outros testemunhos recentes na imprensa mundial sobre essa "guerra secreta" na Líbia.

Mattia Toaldo, investigador do "Conselho Europeu de Relações Internacionais", afirma que "no plano informal" a intervenção militar "já está em curso". Citado pela revista "Jeune Afrique", esta semana, explica: "As forças da OTAN efetuam desde há muito voos de reconhecimento. Em novembro de 2015, o iraquiano Abou Nabil, chefe do EI na Líbia, foi morto por um ataque americano. Em dezembro, os membros de um comando americano foram obrigados a deixar a Líbia, depois de uma fotografia sua ter sido publicada no Facebook. Outras forças especiais, italianas, francesas e britânicas estariam no terreno. Esse tipo de intervenção não declarada é mais prático porque evita ter de passar pelo exame dos parlamentos e das opiniões públicas".

Em busca da unidade

No plano político, a confusão na Líbia é grande e tanto a União Africana como as Nações Unidas procuram encontrar uma solução que permita ao povo líbio reencontrar os caminhos da paz, da unidade nacional e da independência.

Há dois parlamentos rivais: a Câmara dos Representantes, instalada em Tobrouk, no Leste, reconhecida pelas potências ocidentais; e o Congresso Geral Nacional, com sede em Trípoli, cidade controlada por uma coligação de milícias dominada pelos islamistas moderados da Fajr Libya (Aurora Líbia). Foi também criado recentemente, em Marrocos, sob a égide da ONU, um Conselho Presidencial, visando um governo único, mas como escrevia há dias o jornal espanhol "El País", o organismo reúne-se em Marrocos ou na Tunísia e tem tão pouca autoridade que nenhum dos seus nove membros pode pôr os pés na Líbia…

A boa notícia é que Martin Kobler, enviado das Nações Unidas e chefe da Manul, a missão da ONU na Líbia, avistou-se na semana passada com o representante da União Africana para aquele país, o ex-presidente tanzaniano Jakaya Kikwete. As duas organizações vão continuar a empenhar-se para encontrar uma solução pacífica para a Líbia, que tem de passar pelo fim das ingerências externas."

FONTE:
escrito p
or Carlos Lopes Pereira, no Jornal "Avante", de Portugal. Transcrito no portal "Vermelho"  (http://www.vermelho.org.br/noticia/277145-9).

3 comentários:

FERDINANDO AVLIS disse...

nada haver.. não foi confirmado.. além disso, essa praga muçulmana precisa ser exterminada

FERDINANDO AVLIS disse...

esse povo se faz de coitadinhos mas olha lá o que eles fazem com seus proprios civis, matam cristãos, ciganos e qualquer outro que profere uma outra natureza de fé diferente da fé islâmica.. são terroristas assassinos e fanáticos, eles buscam dominar o mundo em nome desse bosta do Maomé pedófilo e filho duma puta, vai lá ver o que eles fazem em nome desse profeta de bosta..

FERDINANDO AVLIS disse...

ainda bem que saí dessa bosta do islã.. acordei a tempo.. aqui não vai ter isso.. defendo ISRAEL a todo custo, foda-se o islã e foda-se maomé..