domingo, 1 de novembro de 2015

O PORQUÊ DO ESPERTO PLANO TEMER/PMDB




O PORQUÊ DO MUITO ELOGIADO NOVO PLANO TEMER/PMDB "CONTRA A CRISE" (sic)

Peço licença aos Srs leitores deste blog para reescrever e republicar, por importante e oportuno, o texto abaixo. O motivo de enfatizar e voltar ao assunto é a solução recém-apresentada oficialmente pelo PMDB e o Vice-Presidente Temer para "solucionar a crise" (?), comentada ao final desta postagem. 


Insisto em retornar ao assunto porque me parece que pouquíssimos estão percebendo o triste papel de "bucha de canhão" que os brasileiros estão fazendo nesse "jogo de cachorro grande", onde os ocultos condutores do jogo e os grandes ganhadores são os megaempresários financeiros mundiais. 

Procurarei expor os interesses externos que estão interferindo no Brasil e causando a atual grave crise política e econômica. Não descarto que ela venha a ser também militar. 

QUEM GANHA COM A CRISE E O IMPEACHMENT?

O Brasil em crise de hoje parece incoerente porque todos perdem. Mas, se existe todo esse dispendioso esforço de cultivo do "quanto pior, melhor", alguém com certeza o financia e ganhará com o caos.

O lado perdedor é óbvio. Com pouquíssimas exceções, todos os brasileiros perdem.

O impressionante é que muitos participam de corpo e alma da forte e persistente campanha destruidora suicida, incutindo, repercutindo e estimulando o derrotismo, causando a paralisia do país, o desestímulo ao consumo, o retrocesso da economia, o desemprego, falências, enfim, miséria.

Os efeitos da luta já atingem e atingirão ainda mais a população, mas também dela não escaparão os ricos do 1%, seus filhos e netos.

Tenho certeza que alguns não são burros e têm consciência que estão cavando e caindo em direção ao fundo do poço.

Se até este simples blog percebe que é um tiro no pé essa campanha midiática gigantesca e destruidora que assola o país dia e noite, com certeza vários dos seus participantes [na mídia, no Congresso, nos tribunais, no MPF, na PF, STF, nos partidos da direita (PSDB, DEM, Rede, PPS, SD), nas redes sociais, empresários, banqueiros nacionais] também têm percepção de que isso nos conduz para a tragédia, e que eles irão juntos.

Então, qual é a lógica masoquista da criação do caos? Quem ganha com essa loucura de suicídio coletivo econômico e social dos brasileiros? O que os move?

Com certeza, há um pote de ouro no fundo do poço que motiva e atrai como um imã. Mas quem usufruirá do pote de ouro e espertamente está forçando os brasileiros a imbecilmente cavar em direção a ele?

Sempre quando não percebo bem o que ocorre no meu entorno, procuro entender o conjunto maior, com visão mais global.

O dinheiro, há milênios, está no centro de tudo. O mundo, nos últimos tempos, está sob o comando coordenado de poucos megaempresários financeiros. Eles negociam diariamente trilhões de dólares, em grande parte virtuais. Disfarçada e eufemicamente, eles se chamam e são chamados de "o mercado". Grandes empresas multinacionais são importantes, mas não têm o enorme poder decisório harmonizado dos megabanqueiros. Eles são os donos do mundo. As grandes potências, como os EUA, são em essência seus exércitos, para impor pela força, quando necessário, o que interessa a esses quase anônimos poucos megaempresários financeiros. Nada acontece no mundo fora do interesse e do alcance deles.

Até os norte-americanos não percebem que lutam e morrem por ordens desses 
megabanqueiros e pelo interesse do "mercado". Por exemplo, as famílias recebem seus filhos de volta do Iraque dentro de caixões enrolados na bandeira dos EUA, e orgulhosas se perfilam ao toque fúnebre do clarim, acreditando que eles morreram como heróis "pela democracia e pela liberdade". Não sabem que a guerra foi para cumprir ordens determinadas pelos donos do mundo para se apropriar do petróleo e lá colocar suas empresas vendendo em petrodólar, gerando mais lucro e riqueza para os megabanqueiros. 

E o caos no Brasil, o que isso interessa a esses donos do mundo?

Simplificando e resumindo, opino:

O pré-sal é o pote de ouro. São muitas dezenas de bilhões de barris de petróleo
, significando trilhões de dólares reais, não virtuais, em reservas já localizadas e dimensionadas pela Petrobras após grande esforço empreendedor e tecnológico. Para o megamercado financeiro, quanto mais rápido esse petróleo for explorado e comercializado, não interessa por quem, maior e mais rápido será o fluxo financeiro mundial e mais lucros em menor prazo ganharão os megabanqueiros.

A decisão do Presidente Lula de impor por lei o modelo de partilha no pré-sal, com a Petrobras obrigatoriamente operadora, com a imposição de conteúdo nacional e de crescimento da produção de acordo com as necessidades de consumo e possibilidades de investimento brasileiras, foi o começo da crise comandada de fora para dentro do Brasil. Crise movida a muito, muito dinheiro.

Tentaram de todos os modos derrubar Lula. Sangrando, ele ainda conseguiu eleger Dilma.

Quando ela também demonstrou firmeza em manter os mesmos parâmetros para o pré-sal ser prioritariamente benefício para os brasileiros e não para os megabanqueiros e petroleiras estrangeiras, foi desencadeada nova etapa da guerra. É a grande crise que vivemos. Mais intensa a partir de 2013, com surpreendentes, grandes e violentas manifestações de rua (por pretextos ridículos: não aumento de R$ 0,20 nas passagens de ônibus, catraca livre, não realização da Copa etc), sempre finalizando com violência e destruição do patrimônio público e privado. Essa fórmula, a desestabilização e mudança para um novo governo submisso "ao mercado", já foi adotada com êxito em várias partes do mundo. 


Porém, apesar das violentas manifestações de rua, da campanha intensa e diuturna na mídia, com acusações bombásticas e falsas ao PT nas capas das revistas, em grandes manchetes dos jornais, em todos os noticiários das TV, ainda assim, ocorreu a reeleição de Dilma.

Desde então, bateu o desespero na direita. Eles não conseguem voltar ao poder pelas urnas, mesmo com o apoio do jogo sujo da mídia, PF, PGR, STF, Moros da vida. Chegamos ao ponto de o Brasil estar morrendo por enlouquecidas tentativas de impeachment da presidente para colocar de algum modo, qualquer que seja, a direita "do mercado" no poder, até mesmo por meio de "intervenção" militar. Campanha essa com a integral participação da mídia e de grande parcela de políticos, juízes, delegados, coxinhas da elite sem cérebro, altas patentes militares, todos ingênuos (ou não?). Como citamos no caso dos soldados norte-americanos que pensam lutar e morrer por causa nobre em guerras de intervenção mundo afora, aqui também muitos lutam e sofrem sem perceberem que estão sendo marionetes de grandes interesses financeiros mundiais, cavando o próprio túmulo e o de suas famílias.

Assim, ao final, com o Brasil fraco e moribundo, será fácil para os megabanqueiros mundiais com seus úteis comandados brasileiros se apropriarem e explorarem nosso petróleo e outras nossas riquezas trilionárias.


Esse é o pote de ouro no fundo do poço. 

Nesse cenário, com certeza, como já usual, por puro amor vira-lata aos gringos miliardários ou por muito dinheiro, o PSDB, DEM, Rede, PPS, SD, juízes, procuradores, jornalistas, os donos da mídia, ajudarão os novos donos do Brasil a ficarem ainda mais ricos, e contribuirão para a "modernização", privatizando (estrangeirizando) a Petrobras, o Banco do Brasil, BNDES, Caixa etc, abandonando o Mercosul e aderindo à nova ALCA subordinada aos EUA, "flexibilizando" as leis trabalhistas, eliminando direitos e baixando salários, tudo para nos tornar escravos menos dispendiosos e "mais competitivos" na cadeia global e aumentar os lucros dos exploradores estrangeiros. 


Além desses "brasileiros" citados, haverá a adesão de muitos mutantes.

O PLANO TEMER/PMDB

Até o PMDB do Vice-Presidente Temer já aderiu e surpreendeu se antecipando a esse cenário acima descrito. Quinta-feira (29), divulgou a sua nova estratégia mais do agrado do "mercado". É o seu "Plano para o Futuro" (de quem?). Inclusive, elimina a obrigatoriedade do modelo de partilha no pré-sal, propondo a volta do dadivoso modelo tucano de "concessão", muito cobiçado e mais generoso para as petroleiras estrangeiras. 


O PMDB propõe também "a privatização do que for necessário para reduzir o tamanho do estado", "reforma da Previdência" (elevação da idade para aposentadoria e diminuição dos valores pagos), "fim das despesas constitucionais obrigatórias com saúde e educação" (para assim mais bem garantir aos bancos a prioridade no pagamento de juros da dívida pública), "fim de todas as indexações, inclusive para salários e benefícios da previdência", "corte dos reajustes do salário mínimo" (assim causando a diminuição gradativa do seu valor); propõe que, "nas negociações entre patrões e empregados, os acordos coletivos prevaleçam sobre as normas legais" (para facilitar a retirada dos direitos da classe trabalhadora garantidos em leis como a CLT), o "fim das vinculações externas" e a "mudança da política externa brasileira, negociando acordos comerciais com os Estados Unidos, Europa e Ásia, com ou sem a participação do Mercosul" (isto é: "fim do Mercosul" e submissão aos EUA). 

Obviamente, essa nova estratégia neoliberal do PMDB recebeu largos elogios em editoriais (no sábado 31) do jornal "O Globo", da "Folha de São Paulo" e em toda a mídia (ver nossa postagem abaixo, intitulada "GLOBO ABRAÇA NOVO PLANO NEOLIBERAL").

Talvez, com essa açodada "esperta" adesão aos desígnios dos donos do mundo, "do mercado", o matreiro Temer e seu escorregadio PMDB bipolar estejam dizendo: "Tirem a Dilma e o PT logo da presidência, pois já estou preparado para ceder tudo a vocês. Não precisam continuar a dar contribuições financeiras ao PSDB e à mídia, deem ao PMDB e a mim". 

Por fim, enfatizo: vale a pena o insuflamento da crise, o nosso sacrifício e de nossas famílias e transformar o Brasil em extorquida colônia só para enriquecer ainda mais os megabanqueiros estrangeiros e alguns quinta-colunas?

FONTE: imagem obtida no google e texto escrito por este blog 'democracia&política'.

2 comentários:

Luis Derieul disse...

Concordo com o pensamento, mas quem provocou esta situação ? Quem colaborou na forma de insana ganância para que chegássemos a esse ponto ? Onde está efetivamente um plano, uma meta em fim um projeto de retomada de crescimento e confiança no governo ? Nada... Improvisos e uma série de ações do tipo "apaga fogo" aqui e alí.
Então, o descrédito e falta de confiança é total.
Vamos sofrer muito daqui pra frente, é sim ou sim, não tem jeito, mas com esse governo fora do cenário nacional, fica mais encorajador e motivador lutar arduamente para a retomada econômica do Brasil, e ver de forma eficaz e cabal a punição de quem teve participação nessa hedionda situação em que se encontra um país que tem tudo para dar certo, mas é impedido (repito) pela ganância insana de poder e dinheiro.

Tereza Braga disse...

Ao Luis Derieul,
As suas perguntas são boas. Mas eu gostaria de saber sua opinião.
Sobre o plano de retomada do crescimento, nesse cenário de crise mundial, muito se tem debatido. Alguns pregam "menos Estado" e a "austeridade" (que ainda não funcionou em nenhum país), e outros pregam mais Estado e mais investimentos públicos.
A falta de apoio ao governo no Congresso, na mídia e até na Justiça, que lutam pelo quanto pior melhor para a direita voltar ao poder, impede qualquer ação governamental.
O presidencialismo de coalizão nesse cenário complica ainda mais qualquer solução.
A direita, quando esteve no governo, não apresentou a tal retomada econômica do Brasil. Ao contrário. Fora do governo, só pensa em fomentar a crise e em insanos atalhos para assumir o poder e o dinheiro independentemente da vontade das urnas.
A sua premissa, de que "com esse governo fora do cenário nacional fica mais encorajador e motivador lutar arduamente para a retomada econômica do Brasil" é a mesma de Aécio, FHC e da oposição em geral. Mas o governo deles foi uma tragédia (exceto para os 0,1% mais ricos). A tal situação hedionda sempre existiu no Brasil, com a grande diferença de que ela não era investigada, nem noticiada, muito menos punida, dando a falsa impressão de que vivíamos no paraíso entre abobrinhas e anjos honestos.
Maria Tereza