sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

ÁLVARO DIAS - RELEMBRANDO O COMPROMETEDOR HISTÓRICO DO SENADOR


O falecido ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e o Senador londrinense Álvaro Dias (PSDB-PR) 

Senador Álvaro Dias lucrou R$ 37 milhões com propina da CPI da Petrobras 

Do site "Patria Latina"

"Bate-papo lá no boteco de Paixão na feirinha de Itapuã onde se come a melhor moqueca da Terra do Senhor do Bonfim: “Álvaro Dias é uma espécie de “queridinho da Globo” e porta-voz da oposição, onde diariamente é pautado para entrevistas em que aparece todo empostado, deitando moralidade, quando na realidade, é o que é: um corrupto”.

Segundo informações vazadas por fontes próximas a procuradores que conduzem a "Operação Lava Jato", o senador Álvaro Dias está sendo investigado [se já não foi engavetado o processo, pois se enquadra no grupo do "isso não vem ao caso"...] pela compra de uma área no Rio de Janeiro por R$ 3 milhões e, meses depois, a vendeu à Petrobrás pelo incrível valor de R$ 40 milhões. O fato está sendo investigado [está ou "estava"?] em segredo de justiça, pelo fato de o parlamentar ter foro especial por prerrogativa de função — conhecido coloquialmente como "foro privilegiado".


Segundo o que foi repassado [da Lava-Jato], o falecido deputado federal Sérgio Guerra (PE), ex-presidente do PSDB, e “um tucano de Londrina” enterraram a CPI do Senado sobre a estatal em 2009, em troca da propina de R$ 10 milhões de reais [hoje equivalentes a cerca de R$ 14 milhões]. Ambos deixaram a CPI de forma surpreendente, em protesto contra o que seria um “jogo de cartas marcadas”. Sem a presença deles, a CPI não foi adiante.

Dinheiro da Propina

Com os R$ 10 milhões, a dupla “rachou” a propina, e segundo informações, dos R$ 5 milhões repassados ao Senador Álvaro Dias, R$ 3 milhões foram aplicados em uma área no Rio de Janeiro, [negócio] que está sendo investigado pelo MPF. Segundo o que foi levantado, o preço foi superfaturado em 33 vezes, e vendido à Petrobrás na época que o diretor de abastecimento da estatal era Paulo Roberto Costa, pivô da "Operação Lava Jato".

Espólio do ex-presidente do PSDB


O espólio de Sérgio Guerra deve entrar no alvo de investigação do Ministério Público e da Polícia Federal. A confirmação do recebimento de propina já leva a direção da Petrobras a estudar um pedido de bloqueio de bens como forma de ser ressarcida.

Um dos mais ricos haras do país, o haras "Pedra Verde", em Limoeiro (PE), é um dos bens deixados pelo tucano, com mais de 200 cavalos de raça, inclusive campeões nacionais da racha Manga-Larga Marchador. Veterinários, geneticistas e 40 outros funcionários trabalham no "Haras Pedra Verde". Para os investigadores da Lava Jato, o Pedra Verde também seria uma sofisticada lavanderia de comissões, inclusive por meio de vultosas transações de exportação e importação de cavalos.

Palco de refinadas apresentações de produtos premiados e de leilões milionários, o Haras Pedra Verde valeria perto de R$ 200 milhões (cavalos, laboratório, instalações e fazenda), mas foi omitido da declaração de Imposto de Renda de Sérgio Guerra ao eleger-se senador, em 2002, que atribuiu à Pedra Verde um valor irrisório de R$ 22 mil, além de declará-la como “terra nua”, ou seja, sem qualquer tipo de benfeitorias ou construções.

A coleção de arte contemporânea do falecido presidente do PSDB também chamou atenção do MPF e da PF. Alí estão obras de Cícero Dias, Cândido Portinari, Vicente do Rêgo Monteiro, Di Cavalcanti, Gilvan Samico, Carybé, Manabu Mabe, Djanira e Tarsila do Amaral, em valores que chegariam à casa dos R$ 20 milhões e que teriam sido, na maioria das vezes, compradas em galerias do Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Haveria, pelo menos, um caso em que uma tela de Ismael Nery, orçada em quase R$ 2 milhões, teria sido adquirida por uma empreiteira baiana para adornar as paredes do apartamento de cobertura da família Guerra na orla do Recife.

Há, também, dezenas de imóveis, uma frota de automóveis de luxo, entre eles vários modelos BMW, além de jóias, aplicações financeiras em bancos e prováveis contas já sendo rastreadas em paraísos fiscais, como Liechtenstein e Suíça. Com a morte de Sergio Guerra, seus herdeiros deverão enfrentar a ação indenizatória da União movida pelo Ministério Público Federal.

Falecido em 6 de março de 2014, o ex-presidente do PSDB [na sua "luta pela moralidade e honestidade"] 
foi um dos mais radicais opositores dos governos Lula e Dilma. 

Nos anos 1980, Guerra, porém, foi apontado como um dos integrantes da quadrilha que desviava recursos públicos e beneficiava empreiteiras, na Comissão do Orçamento do Congresso Nacional. Relator do Orçamento da União também no final dos anos 80, Sérgio Guerra chegou a viajar para Londres num jato Dassault Falcon da Construtora Camargo Correia, e lá teria se hospedado em luxuosa propriedade do falecido empreiteiro Sebastião Camargo. Ele estava acompanhado de toda família e, por duas semanas, teria frequentado restaurantes e lojas de grifes de luxo na capital inglesa. 

Guerra foi o único parlamentar a escapar da guilhotina que vitimou parlamentares influentes como Genebaldo Correia, Manoel Moreira, Cid Carvalho e Pinheiro Landim, além do líder do grupo, João Alves.


Dias segurando seu cãozinho da raça “Poodle”.

Álvaro Dias

O tucano Álvaro Dias do Paraná foi escolhido por José Serra (PSDB) em 2010 para ser o vice na chapa para presidência. 


Detalhe: Álvaro Dias está sendo processado por usar cavalaria da PM contra professores e ainda é acusado de crime contra a administração pública.

Conheça um pouco a ficha do senador [lista muito incompleta]:

---O senador Álvaro Dias está sendo processado por uso da cavalaria da PM contra professores. Também é acusado de crime contra a administração pública, processo movido pelo Supremo Tribunal Federal [não se sabe se continua engavetado]. (Veja a petição: Pet/4316 — Veja no STF. Situação "atual" [?]: 09/02/2009 — Baixa dos autos em diligência, Guia nº 276/2009, Ofício nº 215/SEJ, à Superintendência Regional do Departamento de Policia Federal no Distrito Federal.


---A "operação Castelo de Areia" tem documento em que mostra que as construtoras Camargo Corrêa e a Norberto Odebrecht doaram R$ 50 mil para o tucano Álvaro Dias (PSDB-PR).

---Álvaro Dias (PSDB-PR) não declarou R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral. Já prestou contas? A revista Época mostrou que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) omitiu, de sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, R$ 6 milhões em aplicações financeiras.

Em 2006, Dias informou que tinha um patrimônio de R$ 1,9 milhão dividido em 15 imóveis: apartamentos, fazendas e lotes em Brasília e no Paraná. O patrimônio dele, porém, era pelo menos quatro vezes maior.

A omissão desses dados à Justiça Eleitoral é questionável, mas não é ilegal. A lei determina apenas que o candidato declare “bens”. Na [duvidosa e "esperta"] interpretação conveniente, a lei não exige que o candidato declare “direitos”, como contas bancárias e aplicações em fundos de investimento.

Álvaro Dias diz que o dinheiro não consta em sua declaração porque "queria se preservar" [?]. “Não houve má intenção”, afirma...

O dinheiro não declarado seria fruto da venda de uma fazenda de 36 hectares em Maringá (PR) por R$ 5,3 milhões. As terras, presente de seu pai, foram vendidas em 2002. O dinheiro rendeu em aplicações, até que, em 2007, Álvaro Dias comprou um terreno no Setor de Mansões Dom Bosco, em Brasília, uma das áreas mais valorizadas da capital. No local, estão sendo construídas cinco casas, cada uma avaliada em cerca de R$ 3 milhões.

---Quem se lembra do assessor de Álvaro Dias, André Eduardo da Silva Fernandes?


Foi o receptador de informações furtadas da Casa Civil da Presidência da República, entregues à revista "Veja" para forjar um falso dossiê de despesas de FHC, com o objetivo de derrubar a então ministra Dilma Rousseff [como tendo sido vazadora de dados sigilosos, que, na época, antes da era Lava-Jato, era considerado crime].

Pois André Fernandes, além de assessorar Álvaro Dias, também servia ao Governo de José Roberto Arruda [ex-DEM/DF; ficou famoso por ter sido filmado recebendo propina em seu gabinete de governador, no abafado "mensalão do DEM"]. Em 2007, foi nomeado pelo Governo do Distrito Federal membro do conselho fiscal da CEB (Companhia Energética de Brasília), estatal do Governo do Distrito Federal.

---Álvaro Dias, igual a José Serra, também mandou bater em professores.

[Leia mais em:  http://www.contextolivre.com.br/2014/12/escandalo-senador-alvaro-dias-lucrou-r.html); 

e neste blog 'democracia&política' em: "Senador Álvaro Dias (PSDB) Enrolado na Lava-Jato"  http://democraciapolitica.blogspot.com.br/2015/03/senador-alvaro-dias-psdb-enrolado-na.html].


FONTE: do site "Patria Latina"  (http://www.patrialatina.com.br/senador-alvaro-dias-o-queridinho-da-globo-lucrou-r-37-milhoes-com-propina-da-cpi-da-petrobras/).[Título e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].

2 comentários:

Patrícia disse...

Sergio Guerra e Alvaro Dias uma dupla não diferente das demais duplas do PSDB,como Serra e Aloísio, Aécio e Fernando Henrique,Cássio e Jereissatti, paladinos da moralidade e honestidade,todos com rabo preso na corrupção. Alvaro Dias pulou fora do PSDB, chafurdando na lama e foi enlamear o PV em cujo Programa de TV deitou falação de moralidade e honestidade...

Tereza Braga disse...

Patrícia,
Minha opinião é idêntica à sua. Ele deve ter ido para o PV por louca ganância, para encontrar possibilidade de ser o candidato do partido à Presidência da República. O problema é que no PV também há corruptos e gananciosos com a mesma ambição e o mesmo discurso cínico e hipócrita de "moralidade e honestidade".
A pretensão dele pode morrer na praia.
Maria Tereza