sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Gov. PERILLO [PSDB] RECEBEU R$ 400 MIL DE EMPRESA FANTASMA DE CACHOEIRA

Da “Rede Brasil Atual”


“O dono do laboratório 'Teuto', Walterci de Melo, 'doou' R$ 400 mil para a campanha eleitoral do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), exatamente um dia depois de receber o mesmo valor da conta de uma empresa fantasma do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira...

É o que mostra cruzamento da prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a movimentação financeira da “G&C Construções e Incorporações”, obtida pela CPMI do Cachoeira.

Tudo poderia ser "mera coincidência" não fosse Walterci, um amigo de Cachoeira, que aparece conversando com ele em muitos dos grampos feitos nas investigações da “Operação Monte Carlo”, da Polícia Federal. O empresário do ramo farmacêutico é, por exemplo, uma das pessoas que aparece em grampos, juntamente com o também empresário Marcelo Limírio, discutindo com Cachoeira a possibilidade de criar em Goiânia um heliporto numa parceria público-privada com o governo do estado. Em grampos telefônicos captados pela Polícia Federal, ele disse que Perillo dava aval ao negócio. O diretor da “Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas” (AGETOP), Jayme Rincón, ex-tesoureiro da campanha de Perillo, afirma que tal parceria, apesar dos grampos, não existe.

Para o relator da CPMI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), não se trata de "uma coincidência". No seu relatório, que será lido e votado na próxima semana pelos demais integrantes da comissão de inquérito, a coincidência esconde uma doação oculta de Cachoeira para Perillo. Já para Jayme Rincón, tudo é mesmo "mera coincidência", e a conclusão de Odair Cunha "uma precipitação". “O deputado Odair Cunha está viajando na maionese”, disse ele ao “Congresso em Foco”.

O fato é que, no dia 11 de novembro de 2010, pouco depois do segundo turno das eleições, Walterci transferiu eletronicamente R$ 400 mil para a conta da campanha de Perillo. O tucano acabara de ser eleito governador do Estado derrotando o ex-senador Íris Rezende (PMDB). Um dia depois, o dono do laboratório farmacêutico "Teuto" recebeu transferência bancária de idênticos R$ 400 mil da empresa fantasma “G&C Construções e Incorporações”, novo nome da “Adércio & Rafael Construções e Incorporações”. A firma é mais uma empresa de fachada de Cachoeira e fez o pagamento na conta que Walterci mantinha então no banco HSBC.

“Houve clara triangulação do grupo criminoso, no sentido de ocultar os verdadeiros doadores dos valores que alimentaram parte da campanha eleitoral do Governador Marconi Perillo”, conclui Odair Cunha em seu relatório à CPMI. O deputado julgou que isso significa captação ilegal de recursos para campanha, o que, em tese, renderia a cassação do mandato do governador. Por isso, Odair recomenda o envio do relatório ao Ministério Público e ao Tribunal Regional Eleitoral para que os órgãos tomem providências.”

FONTE: publicado pela “Rede Brasil Atual” e transcrito no portal “Vermelho”  (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=199664&id_secao=1).

PETROBRAS ANUNCIA ALTA DE 5,3% NA PRODUÇÃO DE PETRÓLEO

“A produção de petróleo da Petrobras subiu 5,3% de setembro para outubro deste ano, após período de quedas consecutivas. Segundo dados divulgados pela Petrobras, a produção de petróleo, em outubro, atingiu 1,94 milhão de barris por dia. Já a produção de gás natural dos campos brasileiros alcançou 62,425 milhões de metros cúbicos por dia, volume 3,5% superior ao produzido em setembro.


A produção total de petróleo e gás natural da companhia, que engloba os campos no Brasil e no exterior, atingiu, em outubro, a média de 2,581 milhões barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural) por dia – nesse caso houve expansão de 4,4% em relação a setembro.

A produção de óleo equivalente nos campos do país atingiu 2,332 milhões barris, um aumento de 5% na comparação com o mês anterior. Segundo a Petrobras, o aumento da produção ocorreu apesar da parada programada para manutenção das plataformas P-7, P-43 e da FPSO (plataforma do tipo flutuante que produz, armazena e escoa petróleo e gás natural) “Cidade de Vitória”.

Em contrapartida às paradas, contribuíram para o resultado positivo, principalmente, o retorno à operação de outras unidades que estavam em manutenção em setembro e também à entrada em produção da FPSO “Cidade de Anchieta”, na área denominada “Parque das Baleias”, no pré-sal da Bacia de Campos no Estado do Espírito Santo.”

FONTE: publicado pela EBC e transcrito no portal “Vermelho”  (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=199796&id_secao=1) [Imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&política’].

DILMA FALA SOBRE PRÉ-SAL, OLIMPÍADAS E TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA

Coluna semanal da Presidenta Dilma Rousseff


Raianne Justus Bezerra de Almeida, 31 anos, engenheira de Lençóis Paulista (SP) – Queria saber se o Brasil já produz petróleo na camada pré-sal e quanto.

Presidenta Dilma – Sim, Raianne, o pré-sal tornou-se realidade e já produz, nas bacias de Santos e de Campos, mais de 200 mil barris por dia, 10% de toda a produção de petróleo no Brasil. Até 2016, o pré-sal deverá contribuir com 31% da produção total do país, graças ao investimento da Petrobras e de outras empresas instaladas no país, muitas em parceira com a empresa brasileira. Esses investimentos estão estimados em US$ 93 bilhões, dos quais US$ 69,6 bilhões serão aportados pela Petrobras. O petróleo do pré-sal é uma imensa riqueza que se destaca não só pelo tamanho, como também pela qualidade. O petróleo do pré-sal da Bacia de Santos, por exemplo, tem baixa acidez e baixo teor de enxofre, características valorizadas no mercado. A exploração do pré-sal, Raianne, vai significar mais encomendas de bens e serviços no Brasil, criando oportunidades de negócio e de emprego para brasileiros e brasileiras. E usando de forma responsável os recursos dos royalties, teremos um passaporte para transformar o Brasil em país muito mais desenvolvido e com mais oportunidades para toda a população.

Pablo Azevedo da Silva, 24 anos, supervisor de cobranças, Cuiabá (MT) – O Brasil, nas Olimpíadas, tem número pequeno de medalhas em relação aos outros países com renda muito abaixo da do nosso país. Seria esse o reflexo da falta de investimento no esporte por parte do governo federal?

Presidenta Dilma – Pablo, desde 2005, temos apoiado nossos atletas por meio do “Bolsa-Atleta”, o maior programa de patrocínio individual de atletas no mundo, que já beneficiou quase 19 mil competidores. Só em 2012, foram 4.243 bolsistas de 53 modalidades olímpicas e paraolímpicas e 609 de modalidades não-olímpicas. Os resultados já começaram a surgir pois, nos “Jogos Olímpicos de Londres”, dez das 17 medalhas do Brasil foram conquistadas por bolsistas do programa. Nos “Jogos Paraolímpicos de Londres”, ficamos em sétimo lugar entre mais de 150 países, com 43 medalhas, das quais 37 foram de bolsistas. Para ampliar esse apoio, criamos o “Plano Brasil Medalhas”, que investirá R$ 1 bilhão até 2016, priorizando as 21 modalidades olímpicas e as 15 paraolímpicas com mais chances de medalha. Se destacam, no “Brasil Medalhas”, a “Bolsa Pódio”, para atletas de modalidades individuais colocados entre os 20 melhores do mundo, e a “Bolsa Técnico”, para seus treinadores, além de apoio a equipe multidisciplinar (preparador físico, nutricionista, atleta-guia etc.). O “Brasil Medalhas” investirá, também, na construção, reforma e operação de 22 centros de treinamento, aquisição de equipamentos esportivos, apoio a competições esportivas no Brasil e no exterior. Queremos, Pablo, que todos tenham oportunidade de desenvolver seus talentos no estudo, no trabalho e também no esporte, e que nossos atletas conquistem muitas medalhas em 2016, no Rio de Janeiro.

Carlos Ramos Filho, 42 anos, funcionário público em Porto Velho (RO) – Quero perguntar para a presidente Dilma como funciona a “Tarifa Social de Energia Elétrica”.

Presidenta Dilma – Carlos, a “Tarifa Social de Energia Elétrica” é um desconto na conta de luz destinado às famílias inscritas no “Cadastro Único dos Programas Sociais do Governo Federal” (CadÚnico) e com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Quanto menor o consumo, maior o desconto. Também, podem ter acesso ao benefício famílias com renda mensal total de até três salários mínimos que têm familiar em tratamento de saúde que necessite usar continuamente aparelhos com elevado consumo de energia, e ainda aquelas em que algum familiar receba o “Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social” (BPC) – idosos ou pessoas com deficiência física, mental, intelectual ou sensorial de longo prazo. O desconta varia de 10% a 65%, e é aplicado cumulativamente: os primeiros 30 kwh por mês têm 65% de desconto; na parcela de 31 kwh a 100 kwh, o desconto é de 40%; e a faixa de 101 kwh a 220 kwh, é descontada em 10%. Mas se a família inscrita for indígena ou quilombola, os primeiros 50 kwh/mês são gratuitos. Em todos os casos, o responsável pela residência, munido de comprovante da inscrição no Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), deve procurar a empresa de energia elétrica de seu município e solicitar o benefício. Qualquer dúvida sobre esse benefício, Carlos, pode ser esclarecida em ligação gratuita pelo telefone 0800 7072003.”

FONTE: Blog do Planalto  (http://blog.planalto.gov.br/dilma-uso-responsavel-dos-royalties-e-passaporte-para-brasil-mais-desenvolvido/).

ENTRE 150 PAÍSES, BRASIL É O QUE RELATIVAMENTE MAIS CRESCE EM INCLUSÃO SOCIAL

“O Brasil foi o país que melhor utilizou o crescimento econômico alcançado nos últimos cinco anos para elevar o padrão de vida e o bem-estar da população.

Se o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu a um ritmo médio anual de 5,1% entre 2006 e 2011, os ganhos sociais obtidos no período são equivalentes aos de um país que tivesse registrado expansão anual de 13% da economia.

A conclusão é de levantamento feito pela empresa internacional de consultoria “Boston Consulting Group” (BCG), que comparou indicadores econômicos e sociais de 150 países e criou o “Índice de Desenvolvimento Econômico Sustentável” (SEDA, na sigla em inglês), com base em 51 indicadores coletados em diversas fontes, como Banco Mundial, FMI, ONU e OCDE.

O desempenho brasileiro nos últimos anos em relação à melhoria da qualidade de vida da população é devido, principalmente, à distribuição de renda. "O Brasil diminuiu, consideravelmente, as diferenças de rendimento entre ricos e pobres na década passada, o que permitiu reduzir a pobreza extrema pela metade. Ao mesmo tempo, o número de crianças na escola subiu de 90% para 97% desde os anos 1990", diz o texto do relatório "Da riqueza para o bem-estar", que oficialmente divulgado esta semana. O estudo também faz referência ao programa “Bolsa-Família”, destacando que a ajuda do governo às famílias pobres está ligada à permanência da criança na escola.

Nessa comparação de progressos recentes alcançados, o Brasil lidera o índice com 100 pontos, pontuação máxima atribuída ao país que melhor se saiu nesse critério de avaliação. Aparecem, a seguir, Angola (98), Albânia (97,9), Camboja (97,5) e Uruguai (96,9). A Argentina ficou na 26ª colocação, com 80,4 pontos. Chile (48º) e México (127º) ficaram ainda mais atrás.

Foram usados dados disponíveis para todos os 150 países e que fossem capazes de traçar um panorama abrangente de dez diferentes áreas: renda, estabilidade econômica, emprego, distribuição de renda, sociedade civil, governança (estabilidade política, liberdade de expressão, direito de propriedade, baixo nível de corrupção, entre outros itens), educação, saúde, ambiente e infraestrutura.

O ranking-base gerou a elaboração de mais três indicadores, para permitir a comparação do desempenho, efetivo ou potencial, dos países em momentos diferentes:

1) atual nível socioeconômico do país;
2) progressos feitos nos últimos cinco anos; e
3) sustentabilidade no longo prazo das melhorias atingidas.

Como seria de se esperar, os países mais ricos estão entre os que pontuam mais alto no ranking que mostra o estágio atual de desenvolvimento. Nessa base de comparação, que dá conta do "estoque de bem-estar" existente, a lista é liderada por Suíça e Noruega, com 100 pontos, e inclui Austrália, Nova Zelândia, Canadá, EUA e Cingapura. Aí, o Brasil aparece em posição intermediária, com 47,8 pontos.

Para Christian Orglmeister, diretor do escritório do BCG em São Paulo, o desempenho alcançado pelo Brasil é elogiável, mas deve ser visto com cautela. "Quando se parte de uma base mais baixa, é mais fácil registrar progresso. O Brasil está muito melhor do que há cinco anos em várias áreas, até mesmo em infraestrutura, mas é preciso ainda avançar muito mais."

Entre os países que ocupam os primeiros lugares nesse ranking de melhoria relativa dos padrões de vida da população nos últimos cinco anos, a renda per capita anual é muito diversificada, indo desde menos de US$ 1 mil em alguns países da África até os US$ 80 mil verificados na Suíça. Além do Brasil, mais dois países sul-americanos – Peru e Uruguai – aparecem na lista dos 20 primeiros. Também estão nela três países africanos que, em décadas passadas, estiveram envolvidos em guerras civis – Angola, Etiópia e Ruanda – e que nos anos recentes mostram fortes ganhos em relação ao padrão de vida. Da Ásia, aparecem na relação Camboja, Indonésia e Vietnã.

Nova Zelândia e Polônia também integram esse grupo. O crescimento médio do PIB neozelandês foi de 1,5%, mas a melhora do bem-estar foi semelhante à de uma economia que estivesse crescendo 6% ao ano. Na Polônia e na Indonésia, que atingiram crescimento médio do PIB de 6,5% ano, o padrão de vida teve elevação digna de uma economia em expansão de 11%.

O estudo também compara o desempenho recente dos BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – na geração de mais bem-estar para os cidadãos. Se, em relação à expansão da economia, o Brasil ficou atrás dos seus parceiros entre 2006 e 2011, o país superou a média obtida pelo bloco em áreas como ambiente, governança, renda, distribuição de renda, emprego e infraestrutura, diz Orglmeister. China, Rússia, Índia e África do Sul aparecem apenas em 55º, 77º, 78º e 130º, respectivamente, nessa base de comparação, que é liderada pelo Brasil.

O desafio brasileiro, agora, é manter esse ritmo no futuro, afirma o diretor do BCG. "O Brasil precisa avançar em quatro áreas principalmente", diz. "Na melhora da qualidade da educação, na infraestrutura, na flexibilização do mercado de trabalho e nas dificuldades burocráticas que ainda existem para fazer negócios no país."

Para Douglas Beal, um dos autores do trabalho e diretor do escritório do BCG em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, embora os indicadores reunidos para produzir o SEDA pudessem ser utilizados para produzir um novo índice, esse não é o objetivo do levantamento. "A meta é criar uma ferramenta de benchmarking, que possa fornecer um quadro amplo. com base no qual os governos possam agir."

Veja a íntegra do relatório em  www.cbg.com."

FONTE: publicado no jornal “Valor Econômico” e transcrito no portal “Vermelho”  (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=199804&id_secao=9).

EUA (e ISRAEL) SÃO CONTRA ORIENTE MÉDIO SEM BOMBAS ATÔMICAS

OS EUA VIOLARAM O TRATADO DE NÃO PROLIFERAÇÃO NUCLEAR


EUA (em proteção a ISRAEL) SÃO CONTRA A NÃO PROLIFERAÇÃO NUCLEAR NO ORIENTE MÉDIO

“O governo do Irã censurou na segunda-feira (26) a decisão dos Estados Unidos de cancelar a Conferência Internacional sobre a Proibição de Armas Nucleares no Oriente Médio, que estava prevista de se realizar em dezembro na cidade de Helsinki, capital da Finlândia.

"Os Estados Unidos boicotaram a conferência sobre a proibição de armas nucleares no Oriente Médio. Isso é violação flagrante do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP)", afirmou na segunda-feira o representante permanente do Irã na “Agência Internacional de Energia Atômica” (AIEA), Ali Asghar Soltanie.

O funcionário persa assinalou que essa é uma ação unilateral dos Estados Unidos. Portanto, incorre em violação ao mandado do tratado nuclear aprovado por consenso na ”Conferência de Revisão do TNP” em 2010, realizada em Nova York.

"Esse é um sinal claro de que os Estados Unidos não estão comprometidos com seus deveres para um mundo livre de armas nucleares (...) e também prova que os Estados Unidos, como aliado próximo, defende a capacidade de armas nucleares do regime israelense diante da violação das leis internacionais", agregou.

O diplomata persa sustentou que os Estados Unidos, ao quebrar seu compromisso com o TNP, inflingiu um "duro golpe" ao tratado e demonstra que a República Islâmica do Irã, que sempre defendeu livrar o mundo e o Oriente Médio das armas nucleares, está tomando medidas "firmes e honestas" para conseguir esse objetivo.

"Agora, os Estados Unidos manifestaram, outra vez, que estão decididos a enfrentar outros países do Oriente Médio a fim de satisfazer o regime israelense", indicou Soltanie.

Ao que parece, tudo indica que a conferência foi cancelada pelos temores dos Estados Unidos de que seu velho satélite na região, isto é, o regime de Telaviv, seja criticado como o único que possui armas nucleares no Oriente Médio.

É amplamente conhecido que o regime de Israel possui de 200 a 400 ogivas nucleares.

A porta-voz da diplomacia dos Estados Unidos, Victoria Nuland, declarou, na última sexta-feira (23), que seu país "não apoiará uma conferência na qual qualquer Estado regional esteja sujeito a pressões e isolamento", uma clara referência ao regime israelense.

"Como um dos patrocinadores da conferência proposta (...), os Estados Unidos lamentam anunciar que o evento não pode ser convocado, por causa das condições presentes no Oriente Médio e porque os Estados na região chegaram a um acordo sobre condições mais aceitáveis para uma conferência", assinalou a porta-voz durante a leitura do comunicado.

O regime de Telaviv repudia todos os acordos internacionais de vigilância e regulamentação nuclear, em particular o “Tratado de Não Proliferação Nuclear”, e impede a supervisão de suas instalações atômicas.”

FONTE: publicado pela “HispanTV” e transcrito no portal “Vermelho”  (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=199767&id_secao=9) [Título e imagem do Google adicionados por este blog ‘democracia&política’].

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O PORTEIRO DE LULA

A VIRTUDE E O PORTEIRO DE LULA


Por Saul Leblon

“Danuza Leão, que foi esposa de Samuel Wainer, criador do “Última Hora” - o principal veículo de resistência ao cerco udenista contra Vargas nos anos 50--, lamenta a ascensão do consumo de massa no Brasil. Não por ter restrições ao consumo. Mas porque ficou difícil 'ser especial' nestes tempos em que 'todos têm acesso a absolutamente tudo, pagando módicas prestações mensais', explica na coluna que assina na “Folha”.

Musicais na Broadway perderam a graça, afirma, não pelo gosto duvidoso do que se oferece ali. "Por R$ 50 mensais, o porteiro do prédio também pode ir", lamenta-se.

"Enfrentar 12 horas de avião para chegar a Paris, entrar nas perfumarias que dão 40% de desconto, com vendedoras falando português e onde você só encontra brasileiros - não é melhor ficar por aqui mesmo?", questiona desolada diante das cancelas decaídas.

As raízes desse desencanto com o Brasil, personificado na elite caricatural assumida por Danuza, encontram uma explicação resumida no relatório da consultoria “Boston Consulting Group” (BCG)', divulgado na 3ª feira.

O estudo compara meia centena de indicadores econômicos e sociais de 150 países , coletados junto ao Banco Mundial, FMI, ONU e OCDE.

O Brasil emerge desse mosaico como a nação que melhor utilizou o crescimento econômico dos últimos cinco anos para elevar o padrão de vida e o bem-estar do seu povo.

O PIB brasileiro cresceu a ritmo médio anual de 5,1% entre 2006 e 2011. Mas os ganhos sociais obtidos no período se equiparam aos de um país que tivesse registrado crescimento explosivo de 13% ao ano, diz a análise. Ou seja, para efeito de redução da pobreza, as coisas se passaram como se o Brasil tivesse crescido bem mais que a China nos últimos cinco anos.

O salto na qualidade de vida da população, segundo a consultoria, decorre, basicamente, da prioridade implementada à distribuição de renda no período. Algo que Danuza Leão intui em meio às dificuldades crescentes para se distinguir do porteiro de seu prédio.

As diferenças entre eles naturalmente continuam abissais. Mas registraram a queda mais rápida da história brasileira nos anos Lula, quando a pobreza caiu pela metade e 97% da infância foi para a escola.

Nada disso é captado no visor histórico de quem está obcecado em preservar espaços de um privilégio socialmente patológico, incorporado à rotina da classe dominante como se fora a extensão da paisagem tropical.

O desencanto inconsolável com o Brasil deixado por Lula inclui outras versões igualmente elitistas, mas de apelo não tão exclusivista.

O porteiro do prédio neste caso é a 'corrupção de massa' que o PT teria promovido, segundo os críticos, num aparelho de Estado antes depenado com elegância pelos donos do país.

Assim como o porteiro de Danuza, a corrupção no aparelho público agora comandado pelo PT também é real.

Não é o caso do que se convencionou chamar de “Ação Penal 470” - ainda que a prática do “caixa 2 de campanha”, é disso que se trata, tenha igualmente nivelado o partido aos adversários que, todavia, desfrutam da tolerância obsequiosa nos circuitos escandalizados com os forasteiros.

A atual “Operação Porto Seguro”, a exemplo de outras desencadeadas pela Polícia Federal desde 2003, desnuda com generosa difusão midiática isso que antes era encoberto, pouco investigado e raramente punido.

Não é necessário revisitar o personagem do 'engavetador geral da República', de bons serviços prestados à causa tucana, para contrastar o silêncio de gavetas que agora são reviradas em agudos decibéis e cortantes editoriais.

Porém, há nuances que a esquerda não pode mais ignorar.

A virtude que se cobra do campo progressista não é um dote imanente a porteiros que conquistaram o legítimo direito de viajar a prestação, tampouco a qualidade intrínseca de governantes eleitos pelos pobres.

Virtuosas --educativas-- devem ser as instituições, ancoradas em leis justas e indutoras da convivência solidária; no serviço público digno e transparente; na escola capaz de preparar cidadãos para o livre discernimento; nos bens comuns valorizados e desfrutados coletivamente; na informação plural e isenta etc.

Para isso, o partido que pretende mudar a sociedade tem a obrigação de associar à luta econômica o combate por ideias emancipadoras que ampliem o horizonte subjetivo para além do consumismo individualista. Do contrário, sobra o vale tudo por dinheiro.

Entenda-se por “vale tudo” aquilo que leva um jovem ao crime por um par de tênis de marca. Ou o funcionário público subalterno que concede 'favores' em troca de um cruzeiro à Ilha Grande, com direito ao show da dupla 'Bruno e Marrone'.

O mais difícil na luta pelo desenvolvimento é produzir valores que não aqueles negociados em Bolsas. Não apenas esse, mas sobretudo esse passo a esquerda deve ao Brasil. E não parece recomendável adiá-lo ainda mais.”

FONTE: escrito por Saul Leblon no site “Carta Maior”  (http://cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1147).

O SALDO ELEITORAL DO “MENSALÃO” (por Marcos Coimbra)

Por Marcos Coimbra


“O IBOPE divulgou esta semana uma pesquisa sobre a sucessão presidencial de 2014. É a primeira depois do ápice atingido pela cobertura do julgamento do mensalão, que bate recorde após recorde de tempo e espaço na “grande imprensa” do País.

Não foi usual o modo através do qual chegou a público. Consta que era uma pesquisa realizada para múltiplos clientes, na qual havia três perguntas relativas às eleições presidenciais de 2014, incluídas por iniciativa do instituto.

Não há nada de extraordinário nisso. No mundo inteiro, são comuns as chamadas pesquisas “omnibus”, em que diversos contratantes compartilham custos e têm direito de agregar ao questionário perguntas de seu interesse.

É normal que o IBOPE tenha querido aproveitar a oportunidade para satisfazer sua curiosidade. Tanto que existe um nome para as perguntas que os responsáveis pelos levantamentos acrescentam nessa situação: são as “caronas”, que entram no “ônibus” sem pagar bilhete.

Curioso foi que apenas o resultado da pergunta sobre voto espontâneo veio à tona...

Mas isso é secundário. O importante são os números.

De acordo com a pesquisa, realizada em todo o Brasil entre os dias 8 e 12 de novembro, Dilma tem 26% das intenções espontâneas de voto para a próxima eleição presidencial. Isso quer dizer que um em cada quatro eleitores diz que votaria em seu nome sem precisar receber qualquer estímulo (lista, cartão etc.).

A seguir, estaria Lula, com 19%. Entre eles, uma diferença de 7 pontos percentuais, superior à margem de erro da pesquisa.

Previsivelmente, foi essa vantagem de Dilma que ganhou a manchete. Ao relatar a pesquisa, os comentaristas acharam mais relevante sublinhar que Dilma “superava” Lula ou que é “mais lembrada” que ele.

É fato explicável por ela estar no exercício do cargo e ser bem avaliada. Sua dianteira sobre Lula não significa perda de prestígio do antecessor, como sugere o tom das matérias relativas à pesquisa.

Muito atrás de ambos, estão os candidatos de oposição: Serra com 4%, Aécio 3% e Marina Silva 2%. Somados, todos os outros nomes mencionados alcançam 2%.

Em termos práticos, o mais relevante da pesquisa é que, juntos, Dilma e Lula obtêm 45% das intenções espontâneas.

É possível que nem todos que votariam em Dilma votassem em Lula e vice versa, mas é razoável agregar seus votos. Como seria cabível fazer o mesmo com os candidatos de oposição.

Assim procedendo, teríamos o PT com 45% dos votos e a oposição com 9%. No máximo, com 11%, supondo que todos os demais lembrados fossem oposicionistas.

Em termos do chamado “voto válido” - excluindo brancos, nulos e indecisos - o quadro é de 80% para os candidatos petistas e 20% para os outros.

O que quer dizer muito.

De um lado, que o esforço de desgastar o PT com o julgamento do mensalão foi, até agora, malsucedido. Ele não só teve pequeno efeito na eleição municipal recém concluída, como se mostra ainda menos significativo para a próxima eleição presidencial.

De outro, que as oposições caminham com nomes problemáticos. Alguns são conhecidos até demais e mal avaliados, como Serra. Outros são pouco conhecidos e com pequena visibilidade popular, como Aécio.

Há ainda os que pareciam poder firmar-se, mas que se esvaíram, como Marina.

A pesquisa também sugere que o tamanho eleitoral de algumas celebridades midiáticas é menor do que gostariam. No balaio dos 2% dos “outros”, há muita gente que imaginava ser peixe grande e não passa de bagrinho.

A guerra do mensalão não acabou, mas, pelo que parece, até agora é o PT que está mais bem posicionado para vencer as batalhas fundamentais.”

FONTE: escrito pelo sociólogo Marcos Coimbra, Presidente do Instituto Vox Populi. Transcrito no portal de Luis Nassif  (http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/marcos-coimbra-o-saldo-eleitoral-do-mensalao ). [Imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&política’].