A Revista Fator publicou há poucos dias:
"Nos dias 22 e 23 de abril de 2009, a convite da presidenta da República Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, o presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, realizou visita de trabalho à Argentina. Na ocasião, ambos os chefes de Estado passaram em revista o amplo espectro da relação bilateral e avaliaram o estado de implementação do Mecanismo de Integração e Coordenação Bilateral Brasil – Argentina.
EM CONJUNTO:
1. Reafirmaram seu compromisso com o permanente aperfeiçoamento e fortalecimento da democracia representativa em seus países e com a necessidade de implementar modelos de desenvolvimento baseados na produção de valor agregado, na geração de riqueza e na criação de empregos como forma de superar as desigualdades sociais e regionais persistentes. Expressaram sua convicção de que a democracia, o pluralismo e o respeito aos direitos humanos e às liberdades individuais constituem fatores de progresso, prosperidade e paz social.
2. Expressaram sua firme convicção quanto à importância da promoção e da proteção dos direitos humanos e reiteraram o compromisso de seus Governos e de suas populações com a defesa dos princípios de universalidade, indivisibilidade e interdependência dos direitos humanos, tanto dos direitos civis e políticos quanto dos econômicos, sociais e culturais.
3. Reiteraram a determinação de continuar o trabalho conjunto em prol de uma forte agenda social e produtiva, com o objetivo de estabelecer ações concretas para combater a fome e a pobreza. Concordaram em continuar trabalhando em projetos nacionais de desenvolvimento convergente, fomentando a promoção da justiça, da inclusão social e do trabalho digno.
4. Manifestaram seu apoio ao sistema multilateral de comércio e à rodada Doha, a fim de alcançar uma maior integração dos países em desenvolvimento na economia internacional. Com este propósito, concordaram que é preciso assegurar que se avance na eliminação da discriminação que sofre a agricultura e na aplicação de flexibilidades adequadas para que os países em desenvolvimento, especialmente os de nossa região, possam levar adiante os objetivos de diversificação de suas estruturas produtivas.
5. Ressaltaram seu apoio aos princípios que guiam as negociações, em particular a reciprocidade menos que plena e o tratamento especial e mais favorável para os países em desenvolvimento.
6. Reiteraram a prioridade de defender e promover o emprego. Com esse propósito, destacaram as políticas nacionais que ambos os países estão conduzindo para gerar postos de trabalho e os esforços de coordenação macroeconômica internacional destinados a conter os efeitos da crise e a promover a recuperação econômica.
7. Reafirmaram a importância da capitalização e do aumento de empréstimos a taxas de juros reduzidas do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento para promover obras de infraestrutura econômica e social, que são importantes geradoras de emprego e que contribuem para a diminuição das disparidades dentro de nossas sociedades.
8. Respaldaram a realização de programas de educação, capacitação e treinamento, assim como a ampliação das redes de seguridade social para aqueles que tenham perdido seus empregos e que encontram dificuldades de inserção no mercado de trabalho.
9. Coincidiram em destacar que as causas que levaram à crise indicam a importância de maior regulação dos mercados financeiros e que os países desenvolvidos causadores da crise devem adotar todas as medidas necessárias para reaquecer suas economias.
10. Constataram que a crise econômica e financeira está dando lugar a uma forte retração de crédito, que afeta gravemente o financiamento ao comércio exterior. A conseqüência, além da restrição de crédito, é o aumento da taxa de juros nas economias em desenvolvimento, o que desestimula os investimentos e o consumo.
11. Por esse motivo, respaldaram a aplicação de medidas de capitalização e de aumento dos recursos das instituições financeiras internacionais e a emissão de novos Direitos Especiais de Saque do FMI recentemente acordadas durante Cúpula do G-20. Essas iniciativas devem estar ligadas à eliminação e à redução significativa das condicionalidades.
12. Paralelamente, apoiaram a reestruturação do FMI e do Banco Mundial, de modo a aumentar significativamente a participação dos países em desenvolvimento no capital e na tomada de decisões. Apoiaram, ademais, o monitoramento mais efetivo das economias dos países avançados por parte do FMI.
13. Apoiaram a regulação das agências de classificação de risco, assegurando sua neutralidade e independência das instituições financeiras e a eliminação dos paraísos fiscais, a fim de que todos os países se atenham a normas adequadas de transparência internacional e de controle impositivo.
14. Destacaram que a reforma do setor bancário e das demais instituições financeiras deve assegurar que sejam cumpridos requisitos rígidos de solvência, de adequação de capital de cada instituição ao risco potencial, inclusive aquele derivado de mudanças no ciclo econômico, de transparência dos pacotes e instrumentos relativos a crédito e a bolsas de valores, e de controle e supervisão permanente por autoridades governamentais.
15. Congratularam-se pelas decisões adotadas na Cúpula do G-20 em Londres e enfatizaram a importância de que essas decisões sejam confirmadas por meio de políticas pertinentes em âmbito nacional.
16. Manifestaram seu mais firme respaldo ao multilateralismo e aos princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas, e enfatizaram que o respeito ao direito internacional é uma condição fundamental para assegurar a paz e a segurança internacionais.
17. Destacaram a necessidade de trabalhar pela reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a fim de torná-lo mais eficiente, democrático, transparente, representativo e responsável por suas ações perante a comunidade internacional.
18. Manifestaram seu interesse para que, no âmbito da Organização dos Estados Americanos, se avance na definição de um plano de trabalho para combater, sancionar e erradicar o tráfico de pessoas.
19. Reafirmaram seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e sua decisão de contribuir para melhorar a resposta internacional frente às mudanças climáticas. Ressaltaram a importância do princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas, entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento.
20. Concordaram que o aumento da demanda por energia para permitir o desenvolvimento de nossos países torna urgentes os esforços bilaterais e regionais de integração dos sistemas energéticos. Concordaram, igualmente, que o desenvolvimento das fontes renováveis de energia, incluindo os biocombustíveis, a energia solar, a energia eólica, a biomassa, o hidrogênio, entre outras, constitui uma grande oportunidade para o desenvolvimento tecnológico, industrial, econômico e social, com efeitos positivos na redução das emissões de gases que contribuem para as mudanças climáticas.
21. Reafirmaram sua disposição em fortalecer a cooperação em matéria antártica e de celebrar consultas referentes às reuniões dos foros antárticos.
22. Convencidos da necessidade de harmonizar esforços, tanto no âmbito bilateral como no seio dos organismos internacionais, regionais e do MERCOSUL especializados na matéria, para enfrentar, com êxito, o problema mundial das drogas, manifestaram a firme decisão de seus Governos de aumentar a cooperação contra o tráfico de drogas e delitos relacionados, a prevenção contra seu uso indevido e a reabilitação de dependentes, no marco dos princípios de responsabilidade compartilhada, integralidade e respeito aos direitos humanos.
23. Coincidiram em que a consolidação do MERCOSUL como principal âmbito de integração política, social, econômica e comercial da região é um elemento chave para enfrentar a atual crise econômica internacional. Nesse sentido, ressaltaram a importância de coordenar ações no plano regional no marco da Política Comercial Comum e de aprofundar a integração comercial.
24. Saudaram a continuidade do processo de negociações externas do Mercosul, especialmente o progresso das negociações Sul-Sul. Ademais, reiteraram sua disposição em retomar as negociações do Acordo de Associação Birregional Mercosul, – União Europeia, com o objetivo de alcançar um resultado equilibrado e mutuamente satisfatório.
25. Reiteraram seu compromisso com o aprofundamento do Mercosul, em sua dimensão política e social, em particular mediante a ativação do Instituto Social do MMercosul, e da Comissão de Coordenação de Ministros de Assuntos Sociais do Mercosul.
26. Nesse sentido, reafirmaram sua disposição em impulsionar os trabalhos relativos ao Plano Estratégico de Ação Social do Mercosul,, assim como em adotar programas e medidas específicas no âmbito social que atenuem os efeitos da atual conjuntura de crise financeira internacional na região.
27. Recordaram que os múltiplos acordos, normas e entendimentos já implementados entre os países do Mercosul,– nas áreas política, econômica, social, cultural, educacional, migratória e de segurança – são ponto de partida fundamental de qualquer concertação política no âmbito subregional.
28. Reconheceram a importância da consolidação da Unasul, que deve se transformar em um fator de unidade e de cooperação na América do Sul, criando sinergias positivas em áreas como o desenvolvimento da infraestrutura física regional, a potencialização de políticas sociais na região e a cooperação em matéria de defesa.
29. Manifestaram seu interesse frente ao problema do seqüestro e da restituição internacional de menores. Nesse sentido, ressaltaram a existência de acordos multilaterais, regionais e bilaterais sobre a matéria assumidos pelas Partes, e se comprometeram a estimular sua difusão e observância entre as autoridades de aplicação federais, estaduais e municipais de ambas as Partes.
30. Reafirmaram a importância de que a parceria estratégica entre Brasil e Argentina continue produzindo resultados concretos e tangíveis, assim como benefícios mútuos, nas diversas áreas que compõem as relações bilaterais, a fim de que as altas aspirações de desenvolvimento e prosperidade de suas respectivas sociedades encontrem nesta parceria sua mais legítima expressão política e melhor tradução prática, em prol do crescimento e do desenvolvimento de suas populações.
31. Expressaram seu contentamento com os excelentes resultados obtidos durante a “Semana Argentina em São Paulo”, que ocorreu entre os dias 16 e 20 de março do corrente ano. A delegação empresarial e institucional argentina, composta por quase quinhentos membros, manteve um denso programa de entrevistas com suas contrapartes brasileiras, organizado conjuntamente pela Chancelaria argentina e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). O programa de atividades contemplou a realização do Seminário Econômico “Oportunidades de Comércio, Negócios e Investimentos entre Brasil e Argentina”, com a participação de ambos os chefes de Estado e de grande número de altos funcionários e empresários dos dois países, como também outros eventos de caráter comercial e cultural de singular relevância.
32. Destacaram os avanços posteriores à reunião realizada em 13 de abril de 2009 em São José dos Campos, Estado de São Paulo, que mantiveram o Ministro de Planejamento Federal, Investimento Público e Serviços, o secretário de Transporte, Embaixadores e outros funcionários com a empresa Embraer e Aerolíneas Argentinas, em que chegaram a um entendimento para a compra de vinte aviões Embraer 190 AR, que contará com linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
33. Acordaram realizar a Quarta Reunião Presidencial do Mecanismo de Integração e Coordenação Bilateral Brasil – Argentina no dia 18 de novembro de 2009, em Brasília.
34. Com relação aos avanços dos projetos que compõem o Mecanismo de Integração e Coordenação Bilateral Brasil – Argentina e com o firme compromisso de avançar com celeridade na integração, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Cristina Fernández de Kirchner adotaram as seguintes decisões:
A. SUBCOMISSÃO DE ECONOMIA, PRODUÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA:
Projeto 1.a. Coordenação Macroeconômica: Ressaltar o acordo de trabalhar conjuntamente no acompanhamento das ações de curto prazo implementadas por ambos os países com o objetivo de neutralizar os efeitos da crise internacional.
Instruir que, no curto prazo, se aprofunde o trabalho de monitoramento conjunto do impacto da crise internacional por meio da formalização de um canal de comunicação bilateral para o acompanhamento das medidas a serem implementadas no atual contexto de crise, propiciando sua coordenação; e que, no médio prazo, se avance firmemente no caminho que levará à progressiva coordenação macroeconômica bilateral, fortalecendo os sistemas de informação mútua e o acompanhamento das políticas nacionais, envolvendo aspectos tais como questões tributárias, produção industrial, integração produtiva, regime de investimentos e financiamento.
Projeto 1.b. Consultas sobre comércio bilateral e integração: Manifestar sua satisfação pelos encontros mantidos pelo Grupo de Alto Nível, coordenados pelas Chancelarias, para analisar o impacto da crise econômica e financeira mundial nos fluxos de comércio e investimento bilaterais e regionais, em que se consideraram diversas iniciativas para enfrentar coordenadamente os desafios trazidos pela crise mundial e minimizar seus impactos.
Instruir que as negociações entre os respectivos setores privados que constituem o comércio bilateral sejam impulsionadas, a fim de atender os interesses daqueles mais sensíveis, sem perder de vista a necessidade de aprofundar a integração produtiva e o comércio entre os dois países e no âmbito do Mercosul, incentivando as empresas a investir em inovação e em aumento de competitividade.
Projeto 1.c. Consultas sobre Temas da OMC: Ressaltar a necessidade de envidar os melhores esforços a fim de continuar colaborando conjuntamente no âmbito das negociações comerciais multilaterais que se levam a cabo na Organização Mundial do Comércio.
Projeto 2.a. Sistema de Pagamento do Comércio Bilateral em Moedas Locais (SML): Destacar a entrada em vigor do Sistema de pagamento do comércio bilateral em moedas locais (SML), de 3 de outubro de 2008, e ressaltar que este sistema cumpre os objetivos de aprofundar a integração financeira e de estimular o comércio bilateral das pequenas e médias empresas.
Instruir os organismos com competência em comércio exterior dos respectivos Governos a tomarem as medidas necessárias para facilitar a utilização do SML no marco de suas respectivas competências, de modo a ajudar a incentivar o uso do mecanismo.
Instruir, ademais, que particularmente aqueles encarregados da promoção do comércio exterior adotem medidas para dar ampla difusão ao Sistema e estudar possíveis expansões do mesmo para outras operações.
Destacar que o Artigo 11 do Memorando de Entendimento entre o Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil e o Ministério de Planejamento Federal, Investimento Público e Serviços da República Argentina sobre Intercâmbio de Energia Elétrica, firmado em 30 de março de 2009, introduz o sistema bilateral de pagamentos em moedas locais para toda operação de transação econômica originada em seu âmbito.
Projeto 2.b. Projeto sobre Sistema Bilateral de Pagamento em Moeda Local de Benefícios Previdenciários: Instruir aos Bancos Centrais, à Administración Nacional de la Seguridad Social, da Argentina, e ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), do Brasil, que em um prazo de quatro meses alcancem um acordo de sistema bilateral de pagamento de benefícios previdenciários em moeda local. Este acordo terá por objetivo que seus beneficiários recebam suas aposentadorias e pensões sem pagar tarifas bancárias nem perder recursos pela conversão cambial de moedas (pesos/dólar/real e vice-versa).
Cronograma.: Junho de 2009: reunião de análise de proposta do acordo: Agosto de 2009: assinatura do Acordo de Sistema Bilateral de Pagamento em Moeda Local de Benefícios Previdenciários.
Projeto 3. Cooperação BNDES - Banco de la Nación Argentina – BICE: Destacar os avanços dos Bancos no marco do Convênio de Cooperação entre o BNDES, o Banco de la Nación Argentina e o Banco de Inversión y Comercio Exterior (BICE) no que diz respeito à criação e à implementação de políticas creditícias para o desenvolvimento e a consolidação de cadeias de produção integradas bilateralmente, e pelo acordo das instituições em trabalhar na identificação de projetos de integração dentro das seguintes atividades: aeropartes, indústria naval, equipamentos para a produção de petróleo e gás, produção de medicamentos e indústria alimentícia.
Instruir aos Bancos que cumpram com os prazos acordados pela Comissão da Quarta Cláusula do Acordo de Cooperação, e que se avance nos projetos que sejam considerados prioritários para ambos os países.
Instruir os Bancos a que, de maneira imediata, realizem as seguintes ações: estudar junto aos respectivos Bancos Centrais a possibilidade de utilização de moedas que reduzam o risco cambial (Sistema de Moedas Locais) | colocar-se à disposição de suas respectivas Chancelarias, a fim de que os promotores dos projetos se ponham em contato com as entidades financeiras para avaliar a viabilidade do financiamento dos mesmos no âmbito do Acordo | enfatizar as atividades de difusão no setor empresarial de seus respectivos países, com o objetivo de revelar eventuais iniciativas de integração bilateral de forma coordenada | estudar a possibilidade de coordenar suas atividades com o Fundo de Garantias recentemente criado pelo MERCOSUL, com vistas a buscar algum tipo de sinergia com o mesmo.
Com o objetivo de identificar projetos relativos ao fornecimento de equipamento de petróleo e gás por parte das empresas argentinas à Petrobrás, convidar para a próxima reunião da Comissão o representante da ABDI responsável pela matéria no Brasil.
Cronograma.: Reunião da Comissão dentro dos próximos 60 dias:
Projeto 4. Cooperação Espacial: Satélite Argentino-Brasileiro de Observação dos Oceanos: Confirmar a realização do projeto SABIA-Mar para a observação costeira e oceânica, que terá impacto positivo em áreas como proteção do meio-ambiente, prevenção de desastres ambientais, manejo costeiro, recursos hídricos, oceanografia, uso sustentável dos recursos do mar, meteorologia e mudanças climáticas.
Convidar as indústrias de ambos os países que participem no marco do Programa de Cooperação para o desenvolvimento conjunto de tecnologias avançadas de aplicação espacial assinado entre AEB e CONAE, aplicando a cláusula de reciprocidade adotada nos acordos de cooperação espacial aprovados pelos Congressos de ambos os países.
Instruir que, durante 2009, seja estudado um programa de cooperação e inovação tecnológica espacial entre empresas de ambos os países.
Destacar o comum interesse em desenvolver de forma conjunta uma câmara de infravermelho térmico de nova tecnologia para a provisão dos instrumentos da carga útil da missão do satélite SABIA-Mar.
Reconhecer o satisfatório avanço nas atuais missões conjuntas do satélite: pelo lado argentino, o SAC-D/Aquarius para o estudo dos oceanos, que conta com a participação do Brasil; e, pelo lado brasileiro, a recepção argentina dos dados da missão do satélite CBERS.
Instruir que se dê fomento à ativa participação dos setores industriais e de investigação de ambos os países nos projetos comuns.
Ressaltar a urgente necessidade de identificar as fontes de financiamento para a efetiva materialização do projeto SABIA-Mar, cuja estimativa preliminar de custos será apresentada em maio de 2009.
Cronograma.: Maio de 2009: conclusão da estimativa preliminar de custos do projeto SABIA-Mar: Dezembro de 2009: conclusão dos estudos de um programa de cooperação e de inovação tecnológica espacial entre empresas de ambos os países.
Projeto 5. Centro Binacional de Nanotecnologia (CBAN): Destacar os importantes avanços alcançados pelo Centro Binacional de Nanotecnologia, pelo cumprimento, em sua totalidade, do plano de trabalho apresentado para 2008.
Ressaltar o lançamento da primeira convocatória para o financiamento de três projetos conjuntos no marco do acordo entre a Agência Nacional de Promoção Científica e Tecnológica (ANPCyT) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que serão lançados em 2009.
Estimular as atividades conjuntas no setor, com ênfase na formação de recursos humanos, no desenvolvimento científico e no avanço industrial, além da efetiva realização do plano de trabalho de 2009.”
terça-feira, 28 de abril de 2009
BRASIL MELHORA DESEMPENHO EM RANKING DE TI E TELECOM
O site Telesíntese publicou:
“Pelo segundo trimestre consecutivo, o Brasil foi o país da América Latina que melhorou a sua pontuação mais rapidamente no setor de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, de acordo com o relatório Indicador da Sociedade da informação (ISI) para a América Latina, realizado pela everis em parceria com a IESE Business School, na Espanha. O material também avalia o Ambiente da Sociedade da Informação (ESI), que compreende os aspectos econômico, Institucional, social e infraestrutura. Os dados são referentes ao período janeiro a março de 2009.
Nesse período, a pontuação brasileira alcançou 4,38 pontos, um avanço de 3,1%, ficando, pela primeira vez, no mesmo nível da média regional (o relatório avalia Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru). Para 2010, as projeções mostram que o Indicador Brasileiro alcançará uma qualificação média de 4,39 pontos, com um aumento anual de 0,2% que contrastará com a queda prevista dos demais países da região. O Brasil ocupará o 4º lugar, superando o México, e a qualificação média da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) avançará mais lentamente.
Entre as variáveis, de equipamentos, em março de 2010 a projeção é que o Brasil alcance um total de 867 telefones móveis para cada mil pessoas (crescimento anual de 11,6%), o que praticamente igualaria a média latino-americana. Na parte de serviços, o gasto total com TIC seria o equivalente a US$ 356 por ano para cada habitante, um crescimento de 7,3%.
NÚMEROS DO ISI NO BRASIL
De acordo com o relatório, o país tem 777 celulares para cada 1.000 pessoas; 232 computadores para cada 1.000 pessoas; 3,3 servidores para cada 1.000 pessoas; 13,6% dos usuários de Internet são assinantes de banda larga; 391 usuários de Internet para cada 1.000 pessoas; 16 domínios de Internet para cada 1.000 pessoas; e um gasto per capta anual em TIV de US$ 332.
O ISI NA AMÉRICA LATINA
O ISI da Argentina apresentou queda anual mais acentuada, de 5,1%, alcançando os 4,63 pontos. O Chile obteve 5,51, o Peru 4,42; o México obteve 4,44; o Brasil, 4,38 e, em último lugar, está a Colômbia, com 4,08.
No que se refere ao desenvolvimento do Ambiente da Sociedade da Informação (ESI), o segundo componente que complementa o indicador ISI, o Chile se destaca por mostrar a melhor pontuação da região, 6,17 pontos. Em seguida vem o Peru, com 5,42 pontos; o México, com 5,12; o Brasil com 4,89, Argentina, com 4,67 e a Colômbia, com 4,79.”
“Pelo segundo trimestre consecutivo, o Brasil foi o país da América Latina que melhorou a sua pontuação mais rapidamente no setor de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, de acordo com o relatório Indicador da Sociedade da informação (ISI) para a América Latina, realizado pela everis em parceria com a IESE Business School, na Espanha. O material também avalia o Ambiente da Sociedade da Informação (ESI), que compreende os aspectos econômico, Institucional, social e infraestrutura. Os dados são referentes ao período janeiro a março de 2009.
Nesse período, a pontuação brasileira alcançou 4,38 pontos, um avanço de 3,1%, ficando, pela primeira vez, no mesmo nível da média regional (o relatório avalia Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru). Para 2010, as projeções mostram que o Indicador Brasileiro alcançará uma qualificação média de 4,39 pontos, com um aumento anual de 0,2% que contrastará com a queda prevista dos demais países da região. O Brasil ocupará o 4º lugar, superando o México, e a qualificação média da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) avançará mais lentamente.
Entre as variáveis, de equipamentos, em março de 2010 a projeção é que o Brasil alcance um total de 867 telefones móveis para cada mil pessoas (crescimento anual de 11,6%), o que praticamente igualaria a média latino-americana. Na parte de serviços, o gasto total com TIC seria o equivalente a US$ 356 por ano para cada habitante, um crescimento de 7,3%.
NÚMEROS DO ISI NO BRASIL
De acordo com o relatório, o país tem 777 celulares para cada 1.000 pessoas; 232 computadores para cada 1.000 pessoas; 3,3 servidores para cada 1.000 pessoas; 13,6% dos usuários de Internet são assinantes de banda larga; 391 usuários de Internet para cada 1.000 pessoas; 16 domínios de Internet para cada 1.000 pessoas; e um gasto per capta anual em TIV de US$ 332.
O ISI NA AMÉRICA LATINA
O ISI da Argentina apresentou queda anual mais acentuada, de 5,1%, alcançando os 4,63 pontos. O Chile obteve 5,51, o Peru 4,42; o México obteve 4,44; o Brasil, 4,38 e, em último lugar, está a Colômbia, com 4,08.
No que se refere ao desenvolvimento do Ambiente da Sociedade da Informação (ESI), o segundo componente que complementa o indicador ISI, o Chile se destaca por mostrar a melhor pontuação da região, 6,17 pontos. Em seguida vem o Peru, com 5,42 pontos; o México, com 5,12; o Brasil com 4,89, Argentina, com 4,67 e a Colômbia, com 4,79.”
MINISTÉRIO PÚBLICO VAI DENUNCIAR DANTAS E OUTROS INVESTIGADOS DA SATIAGRAHA
Li ontem no UOL a seguinte reportagem de Rosanne D'Agostino:
“Após o indiciamento de investigados pela Operação Satiagraha nesta segunda-feira (27) pela Polícia Federal, entre eles o banqueiro Daniel Dantas, sócio-fundador do grupo Opportunity, o procurador do caso, Rodrigo De Grandis, afirmou que já possui elementos suficientes para apresentar denúncia contra os suspeitos. Isto significa que eles podem vir a responder a processo por crimes financeiros.
Segundo o procurador, a denúncia será apresentada com base em provas e depoimentos colhidos desde o início das investigações, que culminaram, em julho de 2008, nas prisões de Dantas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e do megainvestidor Naji Nahas.
"Tenho sólidos elementos de que houve crimes financeiros", disse o procurador, que prefere, no entanto, aguardar a conclusão do inquérito pelo delegado Ricardo Saadi, que conduz a Satiagraha desde a polêmica saída do delegado Protógenes Queiroz.
Em nota divulgada em Brasília, a Polícia Federal afirmou que no inquérito da Satiagraha houve 13 indiciamentos pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta, empréstimo vedado e formação de quadrilha. Os nomes dos formalmente suspeitos não foram divulgados. Hoje em São Paulo, foram ouvidos Daniel Dantas, Verônica Dantas (irmã do banqueiro), Arthur Joaquim de Carvalho, Eduardo Penido Monteiro, Norberto Aguiar Tomaz e Daniele Ninio. Inicialmente, na PF de São Paulo, o advogado do grupo Opportunity confirmara apenas estes indiciamentos.
O grupo Opportunity, por meio de nota, considerou os indiciamentos de hoje "arbitrários" e classificou a medida como uma "boia" de salvamento da Satiagraha.
O relatório final da investigação deverá ser entregue ao juiz da 6ª Vara Federal de São Paulo até o final desta semana. Com base nesse relatório, o procurador De Grandis ainda deve definir por quais crimes cada um será acusado à Justiça.
"Tenho acompanhado as investigações desde o início. Sempre existiram elementos que configuram crimes financeiros. A investigação não foi trancada, pelo contrário, o TRF [Tribunal Regional Federal] da 3ª Região manteve, inclusive, o entendimento de que é permitida a participação de agentes da Abin [Agência Brasileira de Inteligência]", disse o procurador, que avalia que a troca de delegados durante a Satiagraha não prejudicou o andamento da operação.
De Grandis também considera que o fato de os investigados terem ficado em silêncio em depoimento à PF nesta segunda apenas os prejudicou. "Vejo o silêncio como incompatível com alguém que se diz inocente", afirmou o representante do Ministério Público. Segundo ele, dificilmente haverá outra chance de os suspeitos se manifestarem no inquérito. "Fiquei frustrado."
O procurador também afirmou que os indiciamentos não serão necessariamente a fundamentação da denúncia, mas elogiou o delegado do caso. "O inquérito de Saadi guarda muita pertinência."”
“Após o indiciamento de investigados pela Operação Satiagraha nesta segunda-feira (27) pela Polícia Federal, entre eles o banqueiro Daniel Dantas, sócio-fundador do grupo Opportunity, o procurador do caso, Rodrigo De Grandis, afirmou que já possui elementos suficientes para apresentar denúncia contra os suspeitos. Isto significa que eles podem vir a responder a processo por crimes financeiros.
Segundo o procurador, a denúncia será apresentada com base em provas e depoimentos colhidos desde o início das investigações, que culminaram, em julho de 2008, nas prisões de Dantas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e do megainvestidor Naji Nahas.
"Tenho sólidos elementos de que houve crimes financeiros", disse o procurador, que prefere, no entanto, aguardar a conclusão do inquérito pelo delegado Ricardo Saadi, que conduz a Satiagraha desde a polêmica saída do delegado Protógenes Queiroz.
Em nota divulgada em Brasília, a Polícia Federal afirmou que no inquérito da Satiagraha houve 13 indiciamentos pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta, empréstimo vedado e formação de quadrilha. Os nomes dos formalmente suspeitos não foram divulgados. Hoje em São Paulo, foram ouvidos Daniel Dantas, Verônica Dantas (irmã do banqueiro), Arthur Joaquim de Carvalho, Eduardo Penido Monteiro, Norberto Aguiar Tomaz e Daniele Ninio. Inicialmente, na PF de São Paulo, o advogado do grupo Opportunity confirmara apenas estes indiciamentos.
O grupo Opportunity, por meio de nota, considerou os indiciamentos de hoje "arbitrários" e classificou a medida como uma "boia" de salvamento da Satiagraha.
O relatório final da investigação deverá ser entregue ao juiz da 6ª Vara Federal de São Paulo até o final desta semana. Com base nesse relatório, o procurador De Grandis ainda deve definir por quais crimes cada um será acusado à Justiça.
"Tenho acompanhado as investigações desde o início. Sempre existiram elementos que configuram crimes financeiros. A investigação não foi trancada, pelo contrário, o TRF [Tribunal Regional Federal] da 3ª Região manteve, inclusive, o entendimento de que é permitida a participação de agentes da Abin [Agência Brasileira de Inteligência]", disse o procurador, que avalia que a troca de delegados durante a Satiagraha não prejudicou o andamento da operação.
De Grandis também considera que o fato de os investigados terem ficado em silêncio em depoimento à PF nesta segunda apenas os prejudicou. "Vejo o silêncio como incompatível com alguém que se diz inocente", afirmou o representante do Ministério Público. Segundo ele, dificilmente haverá outra chance de os suspeitos se manifestarem no inquérito. "Fiquei frustrado."
O procurador também afirmou que os indiciamentos não serão necessariamente a fundamentação da denúncia, mas elogiou o delegado do caso. "O inquérito de Saadi guarda muita pertinência."”
GENERAL MOTORS SERÁ ESTATIZADA NOS EUA
Li ontem no UOL a seguinte reportagem da Folha Online:
GM OFERECE CONTROLE AO GOVERNO DOS EUA EM TROCA DE MAIS US$ 11,6 BI
“O governo americano poderia assumir o controle da fabricante de veículos GM (General Motors) em troca de oferecer outros US$ 11,6 bilhões em ajuda à montadora, segundo o plano da empresa para acelerar seu plano de reestruturação --que envolve ainda a extinção da marca Pontiac, o corte de 21 mil empregos e o fechamento de 13 unidades nos EUA até o final de 2010.
Esses US$ 11,6 bilhões, segundo a proposta da GM, se somariam aos US$ 15,4 bilhões que a GM já recebeu em ajuda do governo --na quarta-feira (22) o Departamento do Tesouro liberou para a GM mais US$ 2 bilhões para manter sua produção e financiar seu capital de giro; a empresa já havia conseguido US$ 13,4 bilhões no ano passado para não falir. Neste ano, a GM pediu ao governo do presidente Barack Obama outros US$ 16,6 bilhões em empréstimos.
A montadora também anunciou hoje um plano de troca de US$ 27 bilhões de dívida não assegurada por ações: a empresa quer oferecer 225 ações para cada US$ 1.000 em dívidas de seus credores --na cotação das ações da GM hoje na Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), isso chegaria a cerca de US$ 452.
Com a troca, e a conversão de sua dívida com o Departamento do Tesouro e com um fundo de funcionários aposentados do UAW (United Auto Workers, principal sindicato do setor automobilístico nos EUA), a GM poderia reduzir sua dívida em US$ 44 bilhões. Dessa forma, o Tesouro ficaria com o controle de mais da metade da GM.
O presidente da GM, Fritz Henderson, disse hoje que a montadora continuará a ser "uma companhia global, mas sua natureza vai mudar", quando sua reestruturação tiver sido concluída. A GM vai se concentrar na manutenção de quatro marcas (Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC).
Sobre a venda da Opel, Henderson disse que a GM "não ficará ausente da Europa. Estaremos presentes em virtude de nosso investimento na empresa e seremos capazes de aproveitar esse investimento em termos de eixos motor, desenvolvimento de veículos e tecnologia".
OBAMA
No dia 30 de março, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, negou que o governo tenha intenção de assumir o controle da GM.
"Embora a GM tenha feito um esforço de boa fé para se reestruturar nos últimos meses, o plano que eles apresentaram não é, na sua forma atual, sólido o suficiente", disse. "Mas vou ser claro: o governo dos EUA não tem nenhum interesse ou intenção de assumir a condução da GM. Estamos interessados em dar à GM uma oportunidade para que sejam finalmente feitas as mudanças muito necessárias que permitirão à empresa ressurgir mais forte e mais competitiva."
O governo concedeu um prazo até 1º de junho para que a GM entregue um projeto detalhado de reestruturação. Caso as propostas não sejam consideradas viáveis pelas autoridades, a maior montadora americana poderá recorrer ao "Chapter 11" (o capítulo da legislação dos EUA para falências e concordatas).
Pela lei, recorrer ao capítulo 11 significa que a empresa reconheceu que não pode quitar suas dívidas e pode ter um prazo para reorganizar suas contas junto aos credores.”
GM OFERECE CONTROLE AO GOVERNO DOS EUA EM TROCA DE MAIS US$ 11,6 BI
“O governo americano poderia assumir o controle da fabricante de veículos GM (General Motors) em troca de oferecer outros US$ 11,6 bilhões em ajuda à montadora, segundo o plano da empresa para acelerar seu plano de reestruturação --que envolve ainda a extinção da marca Pontiac, o corte de 21 mil empregos e o fechamento de 13 unidades nos EUA até o final de 2010.
Esses US$ 11,6 bilhões, segundo a proposta da GM, se somariam aos US$ 15,4 bilhões que a GM já recebeu em ajuda do governo --na quarta-feira (22) o Departamento do Tesouro liberou para a GM mais US$ 2 bilhões para manter sua produção e financiar seu capital de giro; a empresa já havia conseguido US$ 13,4 bilhões no ano passado para não falir. Neste ano, a GM pediu ao governo do presidente Barack Obama outros US$ 16,6 bilhões em empréstimos.
A montadora também anunciou hoje um plano de troca de US$ 27 bilhões de dívida não assegurada por ações: a empresa quer oferecer 225 ações para cada US$ 1.000 em dívidas de seus credores --na cotação das ações da GM hoje na Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), isso chegaria a cerca de US$ 452.
Com a troca, e a conversão de sua dívida com o Departamento do Tesouro e com um fundo de funcionários aposentados do UAW (United Auto Workers, principal sindicato do setor automobilístico nos EUA), a GM poderia reduzir sua dívida em US$ 44 bilhões. Dessa forma, o Tesouro ficaria com o controle de mais da metade da GM.
O presidente da GM, Fritz Henderson, disse hoje que a montadora continuará a ser "uma companhia global, mas sua natureza vai mudar", quando sua reestruturação tiver sido concluída. A GM vai se concentrar na manutenção de quatro marcas (Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC).
Sobre a venda da Opel, Henderson disse que a GM "não ficará ausente da Europa. Estaremos presentes em virtude de nosso investimento na empresa e seremos capazes de aproveitar esse investimento em termos de eixos motor, desenvolvimento de veículos e tecnologia".
OBAMA
No dia 30 de março, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, negou que o governo tenha intenção de assumir o controle da GM.
"Embora a GM tenha feito um esforço de boa fé para se reestruturar nos últimos meses, o plano que eles apresentaram não é, na sua forma atual, sólido o suficiente", disse. "Mas vou ser claro: o governo dos EUA não tem nenhum interesse ou intenção de assumir a condução da GM. Estamos interessados em dar à GM uma oportunidade para que sejam finalmente feitas as mudanças muito necessárias que permitirão à empresa ressurgir mais forte e mais competitiva."
O governo concedeu um prazo até 1º de junho para que a GM entregue um projeto detalhado de reestruturação. Caso as propostas não sejam consideradas viáveis pelas autoridades, a maior montadora americana poderá recorrer ao "Chapter 11" (o capítulo da legislação dos EUA para falências e concordatas).
Pela lei, recorrer ao capítulo 11 significa que a empresa reconheceu que não pode quitar suas dívidas e pode ter um prazo para reorganizar suas contas junto aos credores.”
segunda-feira, 27 de abril de 2009
PORTAL UOL APELA COM BAIXARIA CONTRA DILMA E O PT
UOL (GRUPO FOLHA) ACUSA “PETISTAS E PALACIANOS” DE FICAREM EUFÓRICOS COM O CÂNCER DE DILMA.
QUEM JÁ TEVE ALGUM PARENTE COM ESSA DOENÇA, COMPREENDE A DESUMANIDADE INFAME DA ACUSAÇÃO. POR MAIS QUE SAIBAMOS QUE O GRUPO FOLHA ESTÁ ENGAJADO NA CAMPANHA PRÓ-SERRA 2010, NÃO SE JUSTIFICA TAL ATITUDE.
Vejamos o seguinte texto que li hoje no Blog do Fernando Rodrigues, do portal UOL:
“PETISTAS E PALACIANOS ESTÃO EUFÓRICOS COM O DESEMPENHO DE DILMA AO ANUNCIAR A DOENÇA; CANDIDATURA ESTÁ MANTIDA
“Ninguém vai dizer isso em público, mas todos os principais assessores palacianos e o próprio presidente da República, Luz Inácio Lula da Silva, estão eufóricos com o desempenho da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao anunciar que se submeterá a um tratamento preventivo depois da descoberta de um câncer em seu sistema linfático.
A frase lugar-comum “o limão vai virar uma limonada” foi muito ouvido hoje (26.abr.2009) quando petistas de alto coturno e gente do Planalto comentavam a entrevista de Dilma Rousseff no sábado (24.abr.2009).
A avaliação geral é que Dilma ganhou uma oportunidade única para receber solidariedade geral por enfrentar publicamente a doença. Há muita confiança no diagnóstico segundo o qual o câncer estava em estágio muito inicial e a possibilidade de cura é alta –90%, segundo os médicos.
O resultado da biópsia –realizada nos Estados– foi considerado muito positivo pelos médicos brasileiros. Por estar em um estágio inicial, a recomendação vinda dos EUA era quase ambígua, falando sobre a recomendação de uma quimioterapia preventiva. Ou seja, será um tratamento que pode realmente apenas garantir a Dilma mais segurança, pois há a chance de o câncer ter sido completamente extirpado com a retirada do nódulo na região de sua axila esquerda.
Neste fim de semana, Dilma já recebeu mensagens de solidariedade dos presidentes dos dois principais partidos de oposição, PSDB e Democratas. Ambos, Sérgio Guerra (PSDB) e Rodrigo Maia (DEM) deram declarações aos jornais desejando pronto restabelecimento da ministra.
Lula telefonou para Dilma depois da entrevista de sábado cumprimentando sua ministra pelo desempenho ao falar sobre como será o tratamento.
A ministra será apresentada a partir de agora por aliados como uma pessoa com coragem de enfrentar em público uma doença que muitos até hoje não gostam de pronunciar o nome. Sua face humana será ressaltada.
RITMO ALTERADO
Mesmo antes de o câncer ter sido diagnosticado, já estava decidido internamente no Palácio do Planalto que Dilma reduziria sua carga de trabalho interno. A ideia era que ficasse mais livre para viajar pelo país.
Agora, essa decisão será levada a cabo imediatamente. A Subchefia de Articulação e Monitoramento (SAM), comandada por Miriam Belchior, vai assumir cada vez mais a tarefa de acompanhar o cronograma de execução de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Assim, Dilma poderá viajar pelo país, apesar de estar se submetendo ao tratamento quimioterápico.”
QUEM JÁ TEVE ALGUM PARENTE COM ESSA DOENÇA, COMPREENDE A DESUMANIDADE INFAME DA ACUSAÇÃO. POR MAIS QUE SAIBAMOS QUE O GRUPO FOLHA ESTÁ ENGAJADO NA CAMPANHA PRÓ-SERRA 2010, NÃO SE JUSTIFICA TAL ATITUDE.
Vejamos o seguinte texto que li hoje no Blog do Fernando Rodrigues, do portal UOL:
“PETISTAS E PALACIANOS ESTÃO EUFÓRICOS COM O DESEMPENHO DE DILMA AO ANUNCIAR A DOENÇA; CANDIDATURA ESTÁ MANTIDA
“Ninguém vai dizer isso em público, mas todos os principais assessores palacianos e o próprio presidente da República, Luz Inácio Lula da Silva, estão eufóricos com o desempenho da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao anunciar que se submeterá a um tratamento preventivo depois da descoberta de um câncer em seu sistema linfático.
A frase lugar-comum “o limão vai virar uma limonada” foi muito ouvido hoje (26.abr.2009) quando petistas de alto coturno e gente do Planalto comentavam a entrevista de Dilma Rousseff no sábado (24.abr.2009).
A avaliação geral é que Dilma ganhou uma oportunidade única para receber solidariedade geral por enfrentar publicamente a doença. Há muita confiança no diagnóstico segundo o qual o câncer estava em estágio muito inicial e a possibilidade de cura é alta –90%, segundo os médicos.
O resultado da biópsia –realizada nos Estados– foi considerado muito positivo pelos médicos brasileiros. Por estar em um estágio inicial, a recomendação vinda dos EUA era quase ambígua, falando sobre a recomendação de uma quimioterapia preventiva. Ou seja, será um tratamento que pode realmente apenas garantir a Dilma mais segurança, pois há a chance de o câncer ter sido completamente extirpado com a retirada do nódulo na região de sua axila esquerda.
Neste fim de semana, Dilma já recebeu mensagens de solidariedade dos presidentes dos dois principais partidos de oposição, PSDB e Democratas. Ambos, Sérgio Guerra (PSDB) e Rodrigo Maia (DEM) deram declarações aos jornais desejando pronto restabelecimento da ministra.
Lula telefonou para Dilma depois da entrevista de sábado cumprimentando sua ministra pelo desempenho ao falar sobre como será o tratamento.
A ministra será apresentada a partir de agora por aliados como uma pessoa com coragem de enfrentar em público uma doença que muitos até hoje não gostam de pronunciar o nome. Sua face humana será ressaltada.
RITMO ALTERADO
Mesmo antes de o câncer ter sido diagnosticado, já estava decidido internamente no Palácio do Planalto que Dilma reduziria sua carga de trabalho interno. A ideia era que ficasse mais livre para viajar pelo país.
Agora, essa decisão será levada a cabo imediatamente. A Subchefia de Articulação e Monitoramento (SAM), comandada por Miriam Belchior, vai assumir cada vez mais a tarefa de acompanhar o cronograma de execução de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Assim, Dilma poderá viajar pelo país, apesar de estar se submetendo ao tratamento quimioterápico.”
"QUEREMOS MUITO O BRASIL E O COMPANHEIRO LULA"
Li hoje no site Terra Magazine, do jornalista Bob Fernandes, a seguinte reportagem de Tadeu Breda, direto de Quito (Equador):
“O presidente equatoriano Rafael Correa votou nas eleições no começo da manhã em um colégio no norte de Quito. Apontado como o favorito à continuar no cargo, Correa chegou com um imenso esquema de segurança composto de agentes especiais e policiais, que o acompanharam do veículo oficial até a urna.
Antes de alcançar a mesa de votação, o mandatário parou para abraçar e beijar algumas crianças. Também comprou um refresco dos vendedores que estavam na região e plastificou seu comprovante de voto por 25 centavos.
Na sua chegada, o presidente falou à imprensa que o principal vencedor dos comícios equatorianos deste domingo será o povo equatoriano e a democracia.
"Já ganhou o Equador, porque estamos vivendo uma verdadeira festa democrática. Todos correram às urnas com alegria, com convicção, com esperança", disse.
Rafael Correa também falou sobre o que está em jogo nestas eleições com a sua candidatura. "Em nossas mãos está a volta ao passado ou a continuação da mudança, a continuidade do futuro, a continuidade da busca da justiça".
Após depositar seu voto, o presidente ainda declarou que as relações de seu futuro governo com o Brasil serão as melhores da história. "Nossas relações estão em um nível ótimo. Sempre quisemos bem o Brasil e o governo do companheiro Lula", afirmou.
Na sua saída, alguns militantes do Partido Sociedade Patriótica, adversário na eleição, gritaram o nome do candidato Lucio Gutiérrez. Em resposta, os simpatizantes de Correa devolveram as provocações. A polícia ficou no meio dos dois grupos e tudo terminou pacificamente.
Nesta manhã, Rafael Correa também acompanhou na votação o candidato à prefeitura de Quito. Agora à tarde, segue para Guayaquil, onde ficará ao lado de sua mãe e dos candidatos do seu partido.
OBS: Terra Magazine publicou também duas entrevistas exclusivas com os candidatos adversários de Rafael Correa nas eleições deste final de semana: Álvaro Noboa e Lucio Gutiérrez.”
“O presidente equatoriano Rafael Correa votou nas eleições no começo da manhã em um colégio no norte de Quito. Apontado como o favorito à continuar no cargo, Correa chegou com um imenso esquema de segurança composto de agentes especiais e policiais, que o acompanharam do veículo oficial até a urna.
Antes de alcançar a mesa de votação, o mandatário parou para abraçar e beijar algumas crianças. Também comprou um refresco dos vendedores que estavam na região e plastificou seu comprovante de voto por 25 centavos.
Na sua chegada, o presidente falou à imprensa que o principal vencedor dos comícios equatorianos deste domingo será o povo equatoriano e a democracia.
"Já ganhou o Equador, porque estamos vivendo uma verdadeira festa democrática. Todos correram às urnas com alegria, com convicção, com esperança", disse.
Rafael Correa também falou sobre o que está em jogo nestas eleições com a sua candidatura. "Em nossas mãos está a volta ao passado ou a continuação da mudança, a continuidade do futuro, a continuidade da busca da justiça".
Após depositar seu voto, o presidente ainda declarou que as relações de seu futuro governo com o Brasil serão as melhores da história. "Nossas relações estão em um nível ótimo. Sempre quisemos bem o Brasil e o governo do companheiro Lula", afirmou.
Na sua saída, alguns militantes do Partido Sociedade Patriótica, adversário na eleição, gritaram o nome do candidato Lucio Gutiérrez. Em resposta, os simpatizantes de Correa devolveram as provocações. A polícia ficou no meio dos dois grupos e tudo terminou pacificamente.
Nesta manhã, Rafael Correa também acompanhou na votação o candidato à prefeitura de Quito. Agora à tarde, segue para Guayaquil, onde ficará ao lado de sua mãe e dos candidatos do seu partido.
OBS: Terra Magazine publicou também duas entrevistas exclusivas com os candidatos adversários de Rafael Correa nas eleições deste final de semana: Álvaro Noboa e Lucio Gutiérrez.”
O OCASO DO PENSAMENTO NEOCON
Li hoje no site do jornalista Luis Nassif o seguinte artigo escrito por Weden:
“Na matéria do Estadão (Portal) “Audácia marca largada de Obama”, há uma questão que fica de fora: o enterro da cultura neocon.
Aliás, as discussões eminentemente econômicas da crise atual ocultam seriamente o deslocamento dos valores culturais e filosóficos que vêm se dando, com o fim do pensamento único.
A matéria citada acima poderia ganhar o título “Obama, os 100 dias que enterraram a cultura neocon”
Na era neocon (aprofundada por Bush) falar em líderes populares era falar em ditadores sanguinários; usava-se a expressão Eixo do Mal, dividindo o mundo entre bonzinhos e satânicos (os opositores aos EUA, lógico); condenar Guantânamo e os métodos da Guerra do Iraque era coisa de defensores de terroristas.
No Brasil, o neocon fez escola: Veja e seus pitbuls (e seu neomakartismo de difamação de tudo que parecia-lhes de esquerda), Ali Kamel e a negação do racismo, Olavo de Carvalho com seu desdém em relação ao que ele chamava de “queridinhos de ongs” (negros e indígenas), Arnaldo Jabor chamando de atrasados todos que duvidavam do neoliberalismo.
Foi uma época em que até os livros didáticos foram queimados em praça pública (diga-se: no espaço da mídia) se trouxessem uma visão diferenciada. Època também em que qualquer coisa que “cheirasse a politcamente correto” era sarcasticamente rejeitada. Fora os pudores excessivos, é lógico que respeitar o próximo é sempre útil.
Movimentos sociais foram criminalizados, bandidos pobres mereciam única e exclusivamente execução sumária. Investimentos sociais eram vistos como gasto e desperdício.
Mesmo na academia, teóricos críticos foram caçados como bruxas, e seus escritos condenados em páginas de jornais. Falar em Adorno, Gramsci, Habermas era motivo de riso. Relativismo cultural era concessão a incapazes da história, e lembrar os horrores da colonização era rejeitar “o bem que o ocidentalismo nos fez”.
Mas…o neoliberalismo acabou, levando consigo o pensamento econômico único, o governo Bush teve fim melancólico, a política do diálogo foi ressuscitada por Obama, dando fim à opção neocon, e a disputa ideológica está mais equilibrada.
Hoje o que é neocon é que parece atrasado e sem volta. Ainda há focos de resistência no Brasil.
Mas é questão de tempo.”
“Na matéria do Estadão (Portal) “Audácia marca largada de Obama”, há uma questão que fica de fora: o enterro da cultura neocon.
Aliás, as discussões eminentemente econômicas da crise atual ocultam seriamente o deslocamento dos valores culturais e filosóficos que vêm se dando, com o fim do pensamento único.
A matéria citada acima poderia ganhar o título “Obama, os 100 dias que enterraram a cultura neocon”
Na era neocon (aprofundada por Bush) falar em líderes populares era falar em ditadores sanguinários; usava-se a expressão Eixo do Mal, dividindo o mundo entre bonzinhos e satânicos (os opositores aos EUA, lógico); condenar Guantânamo e os métodos da Guerra do Iraque era coisa de defensores de terroristas.
No Brasil, o neocon fez escola: Veja e seus pitbuls (e seu neomakartismo de difamação de tudo que parecia-lhes de esquerda), Ali Kamel e a negação do racismo, Olavo de Carvalho com seu desdém em relação ao que ele chamava de “queridinhos de ongs” (negros e indígenas), Arnaldo Jabor chamando de atrasados todos que duvidavam do neoliberalismo.
Foi uma época em que até os livros didáticos foram queimados em praça pública (diga-se: no espaço da mídia) se trouxessem uma visão diferenciada. Època também em que qualquer coisa que “cheirasse a politcamente correto” era sarcasticamente rejeitada. Fora os pudores excessivos, é lógico que respeitar o próximo é sempre útil.
Movimentos sociais foram criminalizados, bandidos pobres mereciam única e exclusivamente execução sumária. Investimentos sociais eram vistos como gasto e desperdício.
Mesmo na academia, teóricos críticos foram caçados como bruxas, e seus escritos condenados em páginas de jornais. Falar em Adorno, Gramsci, Habermas era motivo de riso. Relativismo cultural era concessão a incapazes da história, e lembrar os horrores da colonização era rejeitar “o bem que o ocidentalismo nos fez”.
Mas…o neoliberalismo acabou, levando consigo o pensamento econômico único, o governo Bush teve fim melancólico, a política do diálogo foi ressuscitada por Obama, dando fim à opção neocon, e a disputa ideológica está mais equilibrada.
Hoje o que é neocon é que parece atrasado e sem volta. Ainda há focos de resistência no Brasil.
Mas é questão de tempo.”
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