segunda-feira, 3 de agosto de 2015

IMPRENSA TUCANA RIDICULARIZA O ATAQUE TERRORISTA AO INSTITUTO LULA





Jornais tentam minimizar importância de ataque


[Obs deste blog 'democracia&política': 

"FORAM SÓ UNS FURINHOS"...

Foi com bombas "caseiras", feitas com panelas de pressão e pregos, que houve o atentado na maratona de Boston. Os EUA classificaram o ato como "terrorista" e mataram executor. Com pequenos e imprecisos foguetes "caseiros", artesanais, os palestinos fustigam os israelenses (por invadirem e se apropriarem dos territórios palestinos). Foguetes "caseiros". Mas Israel nem por isso deixa de retaliar violentamente os guetos de onde os lançaram e "os terroristas". Invadem e matam milhares de civis, mulheres, crianças palestinos em Gaza e arrasam quarteirões com poderosíssimos mísseis e bombas. 

Assim, essa minimização e deboche que agora a imprensa brasileira, tucana, faz por ter sido bomba "caseira" a utilizada no ato terrorista contra o Instituto Lula não tem lógica. Será que também ridicularizariam se bombas caseiras do mesmo tipo fossem lançadas contra o iFHC e contra a sede da "Folha", "Veja", "Globo", "Estadão"?].

"É notável o empenho dos veículos de comunicação em minimizar a importância do ataque a bomba contra o Instituto Lula. A gravidade do fato não está na qualidade ou potência do artefato explosivo e sim na sua natureza, na expressão de ódio e intolerância para com a corrente política que o ex-presidente da República representa.

Mas os jornais preferiram, todos, destacar a expressão “bomba caseira”. Feita em casa ou numa fábrica, dá no mesmo. Foi lançada por razões políticas. A mão que a atirou não o fez para roubar, arrombar o prédio ou por qualquer outra motivação. A bomba foi atirada com o que Lula representa.

Entretanto, a [tucana] "Folha de S. Paulo" assim noticiou o fato: “Para Instituto Lula, bomba caseira jogada em sua sede foi ‘ataque político’.” Os outros jornais também se apegaram ao “caseira”.

Em qualquer outro lugar, o ato seria classificado como terrorista, não importa o estrago causado ou a ausência de vítimas. Ele conteve todos os elementos definidores das ações terroristas: uso da violência, alvo seletivo e intenção clara.

De fato, como registrou Breno Altman, não bastasse a minimização da mídia, o governo teve uma reação tímida, quase protocolar. A presidente Dilma não poderia ter se manifestado apenas pelas redes sociais. O Planalto não divulgou sequer uma nota oficial externando repúdio e preocupação. Houve uma, mas do ministro Miguel Rossetto, não do Palácio ou da presidente.

Que mais será preciso acontecer para que as forças democráticas reajam à desenvoltura da extrema-direita que vem sendo cevada e legitimada pelo anti-petismo e a anti-política?"

FONTE: do portal "Brasil 247"  (http://www.brasil247.com/pt/blog/terezacruvinel/191250/Jornais-tentam-minimizar-import%C3%A2ncia-de-ataque.htm).

2 comentários:

CAMO disse...

A imprensa tucana é protegida do governo que lhe enche o bolso com verbas publicitária.

Tereza Braga disse...

Ao Camo,
É verdade que a grande imprensa é praticamente toda tucana e recebe significativas verbas publicitárias. Não se trata de proteção. O critério de contratação do governo federal é técnico, não é político. Por exemplo, para transmitir à população campanhas de vacinação, tecnicamente é mais eficaz contratar a Globo, que tem maior audiência e alcance. Porém, creio que o critério deve ser revisto, pois está alimentando a cobra que inocula veneno no governo.
Maria Tereza