segunda-feira, 6 de abril de 2015

BRASIL COMEÇA A SE REVELAR "PÁTRIA EDUCADORA"


Gasto público em ensino no governo Lula e Dilma atinge 6,6% do PIB e supera os países ricos



Após oito anos de expansão contínua, os gastos públicos brasileiros em educação atingiram uma proporção da renda nacional elevada para padrões mundiais.

São 6,6% do PIB (Produto Interno Bruto, medida da produção e da renda gerada no país), segundo dados recém-apurados pelo governo e relativos ao ano de 2013. Em valores de hoje, algo como R$ 360 bilhões anuais.

O percentual já supera a média de 5,6% apurada em 2011, dado mais recente, entre os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), na maior parte ricos.

O Brasil destina ao setor de educação uma parcela de sua renda que é superior, por exemplo, à reservada pelos EUA. [...]

Ao longo da última década, segundo dados obtidos pela "Folha", o gasto anual de União, Estados e municípios por estudante da rede pública quase triplicou: de R$ 2.213 em 2003, em valores corrigidos, para R$ 6.203 em 2013.

A meta brasileira, fixada em lei, é atingir 10% do PIB até 2024, algo inexistente nas principais economias globais. A mudança no direcionamento dos recursos, é elogiada por educadores. Em 2000, o aluno de graduação custava 11 vezes o aluno do ensino básico; hoje, essa diferença é de pouco menos que quatro vezes. (Resumo da "Folha")

Em 10 anos, verba para ensino médio aumenta 4 vezes

Principal gargalo da educação do país, o ensino médio recebeu, na última década, uma injeção de recursos superior às demais etapas do ensino.

Em 2003, o gasto anual por aluno do ensino médio era de R$ 1.483, o menor entre todas as etapas - em seguida, aparecia o dos anos finais do fundamental, com custo de R$ 1.858.

Dez anos depois, o valor saltou quase quatro vezes, chegando a um total de R$ 5.546. O crescimento da verba, no entanto, não foi acompanhado de [correspondente] melhoria expressiva nos indicadores de qualidade.

Ao contrário, o IDEB (principal indicador de qualidade da educação básica no país) mais recente, divulgado ano passado, apontou queda no desempenho dessa etapa em 16 Estados. Além disso, o resultado nacional ficou abaixo da meta estipulada pelo governo federal.

"Essa é uma resposta de longo prazo. O investimento feito vai ter [repercussão] numa geração mais à frente", diz o secretário-executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa.

O Presidente do CONSED (Conselho de secretários estaduais de educação), Eduardo Deschamps, aponta três fatores para o aumento de recursos não ter repercutido de forma expressiva em indicadores de qualidade.

São eles: a falta de um currículo mais bem definido, as deficiências do aprendizado adquirido ainda no ensino fundamental e o modelo dessa etapa de ensino, focado principalmente no ingresso em universidade.

"Ele deveria ser mais voltado para a educação profissionalizante", afirma o secretário do Estado de Santa Catarina." 

FONTE: do blog "Os amigos do Presidente Lula"  (http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/04/gasto-publico-em-ensino-no-governo-lula.html).

4 comentários:

iurikorolev disse...

Tem que gastar bem.
Não basta gerar estatísticas.
Os gastos não estão bem direcionados e gerenciados, aliás como tudo nesse país.

Tereza Braga disse...

Ao Iurikorolev,
Você tem razão. Como tudo na vida, sempre é possível melhorar. O que conforta é que o Brasil está muito melhor em educação nesta última década e as perspectivas são de melhorar muito mais com o crescimento dos recursos advindos do pré-sal por lei.
Maria Tereza

Unknown disse...

Iurikolev, tem razão, tem de gastar bem e quem recebe tem de ser cobrado por isto.
No Brasil, o governo sempre dá, apoia e incentiva mas esquece de cobrar haja vista os acordos com empresários: indústria automobilistca, campões nacionais do BNDES, muito dinheiro público e nada de retorno.
Bem faz Cuba, forma os médicos, mas depois cobra a conta assim que tem de ser!

Tereza Braga disse...

Ao Unknown,
Você está certo.
Por exemplo, o governo desonerou a folha de pagamentos das empresas, com o compromisso delas de, em contrapartida, abrirem novas contratações. Contudo, de maneira geral, fizeram demissões e esses e outros incentivos foram para os bolsos dos empresários e, provavelmente, engordar as contas secretas nos paraísos fiscais e/ou pagarem dispendiosas viagens das suas famílias para o Exterior, para lá falarem mal do Brasil.
Maria Tereza