terça-feira, 27 de setembro de 2011

ÍNTEGRA DO DISCURSO DE AHMADINEJAD (IRÃ) NA ONU

Mahmoud Ahmadinejad, em discurso na tarde de quinta-feira (22) na Assembleia Geral da ONU. (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)

AHMADINEJAD, NA ONU, DENUNCIA OS EUA POR CRIMES CONTRA A HUMANIDADE

“O discurso do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, destoou dos demais realizados nesta 65ª Assembléia Geral das Nações Unidas. Na quinta-feira (22), Ahmadinejad denunciou os EUA e as outras potências ocidentais por uma série de crimes contra a humanidade. O líder iraniano disse que os ataques do 11 de setembro permanecem como um mistério e se tornaram pretexto para que os norte-americanos iniciassem guerras no Afeganistão e no Iraque.

[Durante a leitura do discurso de Ahmadinejad, a delegação dos EUA e as de todos os países a eles subordinados retiraram-se do plenário]

Leia abaixo a íntegra do discurso do presidente iraniano:

“Em nome de Deus, o Compassivo, o Generoso.

Louvemos Alá, o senhor do Universo, e que a paz e todas as bênçãos desçam sobre nosso Mestre e Profeta Maomé, e sobre seu lar puro, seus nobres companheiros e todos os mensageiros divinos.

'Oh, Deus, apressai a vinda do Imã al-Mahdi, assegurai-lhe saúde e vitória, e fazei de nós seus seguidores, que atestam sua perfeição'.

Senhor Presidente,

Agradeço a Alá, o Magnífico, o Generoso, que me deu, mais uma vez, a oportunidade de falar a esta assembleia mundial. Tenho o prazer de manifestar meu agradecimento sincero a Sua Excelência Joseph Deiss, presidente da 65ª sessão, por seus imensos esforços durante seu mandato. Congratulo-me também com Sua Excelência Nassir Abdulaziz Al-Nasser, pela eleição para presidir esta 65ª sessão das Nações Unidas e desejo-lhe pleno sucesso.

Permitam que aproveite a oportunidade para homenagear todos os mortos do ano que passou, sobretudo as vítimas da trágica fome que atinge a Somália e das devastadoras inundações que agrediram o Paquistão. Conclamo todos a que ampliem as ações de ajuda e assistência às populações afetadas naqueles países.

Ao longo de vários anos, falei aqui sobre várias questões globais e sobre a necessidade de se introduzirem mudanças fundamentais na atual ordem mundial.

Hoje, considerando os eventos internacionais, tentarei analisar a atual situação, de um ângulo diferente.

Como todos sabem, o domínio e a superioridade dos seres humanos sobre outras criaturas dependem da própria natureza e verdade da humanidade, que são dons de Deus e manifestação da corporificação do espírito divino:

– A fé em Deus, que é criador eterno de todo o universo.

– A compaixão, o amor aos outros, a generosidade, a busca de justiça e integridade de palavras e ações.

– A busca por dignidade para alcançar os cumes da perfeição, a aspiração de cada um a elevar a própria vida, material e espiritualmente, e o anseio por realizar a liberdade.

– A oposição à opressão, à corrupção e a discriminação, e o emprenho para apoiar os oprimidos.

– A busca por felicidade, por prosperidade e segurança duradouras, para todos.

Eis algumas das manifestações dos atributos comuns, divinos e humanos, que se deixam ver claramente nas aspirações históricas dos seres humanos, refletidas na herança que recebemos da mesma busca, pela arte, pela literatura, em prosa e em verso, e pelos movimentos socioculturais e políticos que traçam a trajetória humana ao longo da história.

Todos os profetas divinos e todos os reformadores sociais convidaram os seres humanos a trilhar esse caminho bom e reto. Deus deu dignidade à humanidade para elevá-la à altura Dele, para que, assim elevada, a humanidade possa assumir o papel de Seu sucessor, na Terra.

Caros colegas e amigos:

É vivamente claro que, apesar de todas as realizações históricas, inclusive a criação da ONU –que foi produto de incansáveis lutas e esforços de homens de pensamento livre e amantes da justiça, que nunca desistiram de buscá-la, e da cooperação internacional–, as sociedades humanas ainda estão longe de ter alcançado todos os seus nobres desejos e aspirações. Muitas nações em todo o mundo sofrem hoje, sob as atuais circunstâncias internacionais.

E –apesar do desejo e do ímpeto para promover a paz e a fraternidade–, as guerras, os assassinatos em massa, a miséria que se alastra, crises socioeconômicas e políticas continuam a agredir o direito e a soberania das nações, deixando atrás de si danos irreparáveis, em todo o mundo.

Aproximadamente três mil milhões de seres humanos em todo o mundo vivem com menos de 2,5 dólares por dia; e mais de mil milhões de seres humanos não comem sequer uma refeição suficiente, e regularmente, por dia. Quarenta por cento das populações mais pobres do mundo partilham apenas 5% do rendimento global. E 20% dos mais ricos do mundo dividem entre si 75% do rendimento global total. Mais de 20 mil crianças inocentes e pobres morrem diariamente no mundo, devido à pobreza. Oitenta por cento dos recursos financeiros dos EUA são controlados por 10% da população dos EUA; 90% da população tem de sobreviver com apenas 20% desses recursos.

- Quais as causas e as razões que subjazem por trás dessas desigualdades? Como se pode remediar tal injustiça?

Os que dominam e comandam os centros do poder econômico global culpam ou o desejo do povo por religião e a busca por trilhar o caminho dos divinos profetas, ou a fraqueza das nações, ou o mau desempenho de grupos de indivíduos. Afirmam que só o que aqueles mesmos centros do poder econômico global pensem, decidam e prescrevam poderia salvar a humanidade e a economia mundial.

Caros colegas e amigos

Não lhes parece que as causas-raízes desses problemas devam ser procuradas na ordem que hoje domina o mundo, ou no modo como o mundo é governado?

Gostaria de chamar a gentil e atenta atenção de todos para as seguintes questões:

- Quem arrancou à força dezenas de milhões de pessoas de seus lares na África e em outras regiões do mundo, durante o sombrio período da escravidão, fazendo daquelas pessoas vítimas da mais cega ganância materialista?

- Quem impôs o colonialismo por mais de quatro séculos, a todo aquele mundo? Quem ocupou terras e massivamente assaltou recursos naturais que eram patrimônio de outros povos, quem destruiu talentos e empurrou para a destruição os idiomas, as culturas e as identidades de tantos povos?

- Quem deflagrou a primeira e a segunda guerras mundiais, que fizeram 70 milhões de mortos e centenas de milhões de feridos, de mutilados e de sem-tetos?

- Quem criou a guerra na península da Coreia e no Vietnã?

- Quem, servindo-se de hipocrisia e ardis, impôs os sionistas, durante 60 anos de guerras, destruição, terror, assassinatos em massa, na região do mundo onde ainda estão?


- Quem impôs e apoiou durante décadas ditaduras militares e regimes totalitários em países da Ásia, da África e da América Latina?

- Quem atacou com armas atômicas populações indefesas e desarmadas e guarda milhares de ogivas nucleares em seus arsenais?

- Quais são as economias que dependem, para crescer, de criar guerras e vender armas?

- Quem provocou e estimulou Saddam Hussein a invadir e impor um guerra de oito anos contra o Irã?

- Quem o assessorou e o equipou para que atacasse nossas cidades e nosso povo com armas químicas?

- Quem usou os misteriosos incidentes de 11 de setembro como pretexto para atacar o Afeganistão e o Iraque –matando, ferindo, deslocando milhões de seres humanos de seus locais tradicionais de vida nos dois países–, exclusivamente para alcançar a ambição de controlar o Oriente Médio e seus recursos de petróleo?

- Quem aboliu o sistema de Breton Woods e imprimiu milhões de milhões (trilhões) de dólares sem qualquer lastro em ouro ou em moeda equivalente? Esse movimento desencadeou feroz inflação em todo o mundo, que serviu para facilitar a pilhagem de ganhos econômicos que outras nações tivessem.

- Qual o país cujos gastos militares superam anualmente uma centena de milhar de milhões de dólares, mais que todos os orçamentos militares de todos os povos do mundo, somados?

- Qual, de todos os governos do mundo, é hoje o mais endividado?


- Quem domina os ‘establishments’ da política econômica em todo o mundo?

- Quem é responsável pela recessão econômica mundial, que hoje impõe suas pesadas consequências aos povos de EUA e Europa e de todo o planeta?

- Que governos estão sempre prontos a bombardear com milhares de bombas outros países, mas sempre são lerdos e hesitantes, quando se trata de distribuir comida para povos atormentados pela fome, como na Somália e em outros pontos?


- Quem domina o Conselho de Segurança da ONU, ao qual caberia zelar pela segurança internacional?

E há outras dezenas de perguntas semelhantes e, para todas elas, as respostas são claras.

A maioria das nações e governos do mundo não têm qualquer culpa ou responsabilidade na criação das atuais crises globais e, de fato, são, elas, sim, vítimas daquelas políticas que geram crises.

É claro como a luz do dia que os mesmos senhores de escravos e potências coloniais que, antes, provocaram as duas guerras mundiais, causaram toda a miséria e a desordem que, desde então, são causa de efeitos que se vêem em todo o planeta.

Caros colegas e amigos,

Teriam, aqueles poderes arrogantes, a competência e a habilidade para comandar ou governar o mundo, ou seria aceitável que se autodesignem os únicos defensores da liberdade, da democracia, dos direitos humanos, enquanto seus exércitos atacam e ocupam outros países?

- Como poderá algum dia a flor da democracia brotar dos mísseis, das bombas e dos canhões da NATO [OTAN] ?

Senhoras e senhores,

- Se alguns países europeus ainda se servem do Holocausto, depois de sessenta anos, como pretexto para continuar a pagar resgate, pagar à chantagem dos sionistas, não será também obrigação daqueles mesmos senhores de escravos e potências coloniais pagar indenizações às nações afetadas?

- Se os danos e perdas do período da escravidão e do colonialismo tivessem sido de fato indenizados, o que teria acontecido aos manipuladores e potências que se escondem nos porões da cena política nos EUA e na Europa? E haveria ainda divisão entre o norte e o sul do mundo?


- Se os EUA e seus aliados da NATO cortassem pela metade seus gastos militares e usassem esses valores para ajudar a resolver os problemas econômicos em seus próprios países, estariam aqueles povos padecendo os sofrimentos da atual crise econômica mundial?

- Que mundo teríamos, se a mesma quantidade de recursos fosse alocada às nações mais pobres?

- O que pode justificar a presença de centenas de bases militares e de inteligência dos EUA em diferentes partes do mundo –268 bases na Alemanha, 124 no Japão, 87 na Coreia do Sul, 83 na Itália, 45 no Reino Unido e 21 em Portugal? O que significa isso, senão ocupação militar?


- E as bombas armazenadas nessas bases não criam risco de segurança para outras nações?

Senhoras e senhores,

A principal pergunta tem de interrogar sobre a causa que serve de base a essas atitudes. A principal razão tem de ser buscada nas crenças e tendências do ‘establishment’.

Assembleias de pessoas em contradição com valores e instintos humanos básicos, sem fé em Deus e sem atenção à via ensinada pelos divinos profetas, impõem a ganância, a sede de poder e seus objetivos materialistas, e tentam calar todos os superiores valores humanos e divinos.

Para eles, só o poder e a riqueza contam. E justificam-se todos e quaisquer atos que promovam essas metas sinistras.

Nações oprimidas sobrevivem sem qualquer esperança de verem restaurados e protegidos os seus direitos legítimos de resistir e opor-se àquelas potências.

Aquelas potências visam só ao progresso delas próprias, prosperidade e dignidade só para elas mesmas, e miséria, humilhações e aniquilação para todos os demais povos.

Consideram-se superiores às demais nações da Terra e por isso fariam jus a concessões e privilégios. Nada respeitam, não respeitam ninguém e violam, sem qualquer consideração, direitos de todas as demais nações e governos e povos do mundo.

Proclamam-se, elas mesmas, guardiãs indiscutíveis de todos os governos e nações. Para tanto, servem-se da intimidação, de ameaças e da força. E fazem mau uso, uso abusivo, de mecanismos internacionais. Quebram, burlam, simplesmente, todas as leis e regulações internacionalmente reconhecidas e respeitadas.

Insistem em impor a todos o seu estilo de vida e suas crenças.

Apóiam oficialmente o racismo.

Enfraquecem países mediante a intervenção militar –destroem a infraestrutura que encontrem naqueles países, para mais facilmente conseguirem saquear recursos naturais, tornando cada vez mais dependentes, nações e povos que querem ser independentes e soberanos.

Semeiam sementes de ódio e hostilidade entre nações e povos de diferentes crenças, para impedi-los de alcançar seus objetivos de desenvolvimento e progresso.

Todas as culturas, a vida, os valores e toda a riqueza de cada nação, as mulheres, os jovens, as famílias, além da riqueza material de cada nação, são sacrificadas ante o altar daquelas ambições hegemonistas e de uma inclinação doentia para escravizar e submeter os diferentes.

Hipocrisia e todos os tipos de fingimento e mentira são admitidos, se ajudam a promover os interesses imperialistas. Admitem o tráfico de drogas e a matança de inocentes, se lhes parece que, com isso, facilitam a rota para que alcancem seus objetivos diabólicos. A NATO (OTAN) está há muito tempo extremamente ativa no Afeganistão ocupado. E, apesar disso, houve ali aumento dramático na produção de drogas ilícitas.

Não admitem nenhuma opinião divergente, nenhum questionamento, nenhuma crítica. Mas, em lugar de tentar oferecer alguma explicação para o que fazem, põem-se, eles mesmos, na posição de vítimas.

Servindo-se de uma rede imperial de imprensa e comunicações, que sempre esteve como ainda está sob a influência do pensamento colonialista, ameaçam qualquer opinião que discuta a versão oficial do Holocausto, do 11 de setembro e da violência dos exércitos invasores e ocupantes.

No ano passado, quando se impôs, em todo o mundo, a necessidade de fazer-se investigação séria sobre os segredos ocultados nos incidentes de 11/Setembro/2001 –ideia apoiada por todas as nações e governos independentes e pela maioria da população dos EUA–, meu país e eu, pessoalmente, fomos pressionados e ameaçados pelo governo dos EUA.

Em lugar de nomear equipe para investigar com seriedade o que realmente acontecera, assassinaram o perpetrador e jogaram o cadáver ao mar.

- Não teria sido razoável levar à justiça e processar abertamente o principal perpetrador do incidente a fim de identificar os elementos por trás do espaço seguro proporcionado para os aviões introduzirem-se e atacarem as torres gêmeas do World Trade?

- Por que não se cogitou de usar o julgamento de um suspeito, para realmente descobrir quem mobilizou terroristas e levou a guerra e tantas outras misérias a tantas partes do mundo? Há informação secreta que tenha de permanecer secreta?

Considerar o sionismo visão ou ideologia sagrada é como obrigação imposta ao mundo. Toda e qualquer discussão sobre os fundamentos e a história do sionismo são pecados imperdoáveis. Mas eles permitem e endossam todos os sacrilégios e insultam todas as demais religiões.

Liberdade real, dignidade plena, bem-estar e segurança estáveis e duradouros são direitos de todos os povos.

Nenhum desses valores é alcançável enquanto tantos dependerem do atual e ineficiente sistema de governança mundial, nem ninguém jamais os alcançará mediante intervenção militar comandada por potências arrogantes e sob fogo dos aviões mortíferos da NATO.

Aqueles valores só se podem realizar em contexto de independência reconhecida, de reconhecimento dos direitos dos diferentes, mediante cooperação harmônica.

- Haverá meio para resolver os problemas e desafios que atormentam o mundo, no contexto dos mecanismos e ferramentas que dominam o quadro internacional hoje? Há meios para ajudar a humanidade a atingir sua eterna aspiração por igualdade, segurança e paz?

Todos os que tentaram introduzir reformas que preservassem as normas e tendências hoje existentes fracassaram. Os importantes esforços conduzidos pelo Movimento dos Não Alinhados e pelos Grupos 77 e 15 (G-77 e G-15), e por tantos destacados indivíduos, fracassaram também e não conseguiram introduzir mudanças fundamentais.

A administração e o governo mundiais exigem reformas nos fundamentos. O que temos de fazer agora?

Caros Colegas e amigos,

Temos de trabalhar com decisão firme e em cooperação coletiva para traçar outro plano, que considere os princípios e os valores humanos fundamentais como o monoteísmo, a justiça, a liberdade, o amor e a busca pela felicidade.

A criação da Organização das Nações Unidas ainda é dos maiores feitos históricos da humanidade. É preciso reverenciar a importância desse feito e usar o mais extensamente possível as capacidades dessa organização como ferramentas para alcançar os mais nobres projetos de toda a humanidade.

Não podemos permitir que a organização planetária que manifesta o desejo coletivo de todos e as aspirações de toda a comunidade de nações seja desviada de seu bom curso e convertida, também ela, em arma a serviço das potências mundiais armadas.

Temos de construir condições que assegurem a participação coletiva e o envolvimento de todas as nações, num esforço que leve à paz e à segurança para todos os povos do mundo.

É preciso dar sentido profundo e real à governança partilhada e coletiva do mundo. Esse sentido profundo e real deve considerar e respeitar os princípios do direito internacional. A ideia de justiça deve servir de critério e base efetiva para todas as decisões e ações no plano internacional.

Todos temos de reconhecer que não há outro modo para governar o mundo e pôr fim à violência, à tirania, a todas as discriminações.

Não há outra via que leve a sociedade humana à prosperidade e ao bem-estar. Essa é verdade viva e reconhecida. Ao reconhecer essa verdade, deve-se reconhecer também que o que temos ainda não é suficiente. E temos de abraçar com fé o trabalho, que terá de ser incansável, para conseguir o que ainda não temos.

Caros Colegas e Amigos

Governança partilhada e coletiva do mundo é direito legítimo de todas as nações, e nós, como representantes delas, temos o dever de defender os direitos dos povos do mundo.

Embora algumas potências tentem insistentemente frustrar todos os esforços internacionais que visem promover a cooperação coletiva, temos, mesmo assim, de fortalecer nossa certeza de que alcançaremos o objetivo comum de construir cooperação coletiva e partilhada para governar o mundo.

As Nações Unidas foram criadas para tornar possível que todas as nações participassem do processo internacional de tomar decisões.

Todos sabemos que esse objetivo ainda não foi alcançado porque falta justiça nas estruturas e mecanismos hoje vigentes nas Nações Unidas.

A composição do Conselho de Segurança é injusta e desigual. Portanto, mudanças ali e a reestruturação das Nações Unidas são exigências basilares das nações, às quais a Assembleia Geral tem de dar atenção.

Na sessão inaugural da reunião do ano passado, destaquei a importância dessa questão e propus que essa década fosse declarada década da Governança Global partilhada e coletiva.

Quero hoje reiterar aquela proposta. Estou certo de que, mediante a cooperação internacional diligente, e com esforços de todos os líderes e governos do mundo, todos comprometidos com construir relações de justiça, e com o apoio das demais nações, conseguiremos construir um brilhante futuro comum.

Esse movimento trilha com certeza o caminho certo para criar o que temos de criar, para assegurar futuro promissor a toda a humanidade.

Futuro que será construído quando iniciativas da humanidade ouçam o que ensinam os divinos profetas, sob a liderança iluminada do Imã al-Mahdi, salvador da humanidade e herdeiro de todas as palavras divinas, dos líderes e da descendência de nosso grande Profeta.

A criação de uma sociedade suprema e ideal, com a chegada de um ser humano perfeito, que ama verdadeira e sinceramente todos os seres humanos, garantida promessa de Alá.

Virá com Jesus Cristo, para liderar os amantes da liberdade e da justiça que erradicarão a tirania e a discriminação e promoverão o conhecimento, a paz, a justiça, a liberdade e o amor por todo o mundo. Cada indivíduo conhecerá a beleza do mundo e as coisas boas e os atos justos trarão felicidade à humanidade.

As nações, hoje, já despertaram e, aumentando a consciência entre todos, as nações já não sucumbirão à opressão e à discriminação.

O mundo testemunha hoje, mais que nunca, o amplo despertar em terras islâmicas, na Ásia, na Europa e na América. Esses são movimentos em expansão, em influência e alcance, que visam a fazer justiça, criar liberdade e construir melhor futuro para todos.

O Irã, nossa grande nação, permanece pronta para dar a mão a outras nações nessa bela via de harmonia, alinhados, todos nós, com as justas aspirações de igualdade de toda a humanidade.

Saudemos mais uma vez o amor, a liberdade, a justiça, o conhecimento e o futuro luminoso pelo qual a humanidade espera.

Nova York, 65ª sessão da Assembleia Geral da ONU, 22/9/2011”

FONTE: portal “Vermelho”  (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=164818&id_secao=9).

22 comentários:

Probus disse...

"...Durante a leitura do discurso de Ahmadinejad, a delegação dos EUA e as de todos os países a eles subordinados retiraram-se do plenário."

Porque se retiraram???

Pimenta nos olhos dos outros é refresco???

Enquanto isso as falácias de Barak MUSHTARAK Obama na ONU foram RIDICULARIZADAS em TODO o MUNDO.

- - - - -

27/09/2011: Para Fidel, "merece um prêmio" quem escutou discurso de Obama na ONU

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/ansa/2011/09/27/para-fidel-merece-um-premio-quem-escutou-discurso-de-obama-na-onu.jhtm

- - - - -

27/09/2011: Fidel Castro diz que discurso de Obama na ONU é “conversa fiada” e uma tentativa para justificar o “injustificável”.

http://m.publico.pt/Detail/1513893

Probus disse...

Reflexões de Fidel

Chávez, Evo e Obama (Primeira parte)

26/09/2011

Por: Fidel Castro Ruz

Neste artigo: Afeganistão, Barack Obama, Bolívia, Estados Unidos, Evo Morales, Hugo Chávez, Iraque, Líbia, Nações Unidas, NATO, Sérvia, Síria, Venezuela

Faço alto nas tarefas que ocupam a totalidade de meu tempo nestes dias, para dedicar umas palavras à singular oportunidade que oferece para a ciência política o sexagésimo sexto período da Assembléia-Geral das Nações Unidas.

O acontecimento anual demanda um singular esforço dos que assumem as mais altas responsabilidades políticas em muitos países. Para eles, constitui uma dura prova; para os amadores a essa arte, que não são poucos visto que a todos afeta vitalmente, resulta difícil subtrair-se à tentação de observar o interminável mas instrutivo espetáculo.

Existem, em primeiro lugar, infinidade de temas peliagudos e conflitos de interesses. Para grande número dos participantes é preciso tomar posição sobre fatos que constituem flagrantes violações de princípios. Por exemplo: que posição adotar sobre o genocídio da NATO na Líbia? Deseja alguém deixar constância de que sob sua direção o governo do seu país apoiou o monstruoso crime realizado por Estados Unidos e seus aliados da NATO, cujos sofisticados aviões de combate, com ou sem piloto, levaram a cabo mais de vinte mil missões de ataque contra um pequeno Estado do Terceiro Mundo que possui apenas seis milhões de habitantes, alegando as mesmas razões que ontem foram utilizadas para atacar e invadir Sérvia, Iraque, Afeganistão e hoje ameaçam com o fazer na Síria ou em qualquer outro país do mundo?

Não foi precisamente o Governo do Estado anfitrião da ONU que ordenou a chacina do Vietnã, Laos e Camboja, o ataque mercenário de Baia dos Porcos em Cuba, a invasão de São Domingos, a “Guerra Suja” na Nicarágua, a ocupação da Granada e do Panamá pelas forças militares dos Estados Unidos e o massacre de panamenhos em El Chorrillo? Quem promoveu os golpes militares e os genocídios no Chile, na Argentina e no Uruguai, que custaram dezenas de milhares de mortos e desaparecidos? Não falo de coisas acontecidas há 500 anos, quando os espanhóis iniciaram o genocídio na América, ou há 200 quando os ianques exterminavam indígenas nos Estados Unidos ou escravizavam africanos, apesar de que “todos os homens nascem livres e iguais” como dizia a Declaração de Filadélfia. Falo de fatos acontecidos nas últimas décadas e que estão acontecendo hoje.

Estes fatos não podem deixar de serem recordados e de serem repetidos quando tem lugar um acontecimento da importância e do relevo da reunião que se realiza na Organização das Nações Unidas, onde se coloca a prova a inteireza política e a ética dos governos.

Muitos deles representam países pequenos e pobres necessitados de apoio e de cooperação internacional, tecnologia, mercados e créditos, que as potências capitalistas desenvolvidas têm manejado a seu bel-prazer.

Apesar do monopólio sem vergonha da mídia e dos métodos fascistas dos Estados Unidos e seus aliados para confundir e enganar a opinião mundial, a resistência dos povos cresce, e isso pode ser constatado nos debates que se estão produzindo nas Nações Unidas.

Não poucos líderes do Terceiro Mundo, a pesar dos entraves e das contradições indicadas, têm colocado com valentia suas idéias. As próprias vozes que emanam dos governos da América Latina e do Caribe já não possuem o acento serviçal e vergonhoso da OEA, que caracterizou os pronunciamentos dos Chefes de Estados em décadas passadas. Dois deles dirigiram-se a esse foro; ambos, o presidente bolivariano Hugo Chávez, mistura das raças que integram o povo da Venezuela e Evo Morales, de pura estirpe indígena milenária, verteram seus conceitos nessa reunião, um através de uma mensagem e outro de viva voz, respondendo ao discurso do Presidente ianque.

Probus disse...

Telesul transmitiu os três pronunciamentos. Graças a isso conseguimos conhecer desde a noite da terça-feira 20 a mensagem do Presidente Chávez, lida detidamente por Walter Martínez em seu programa Dossiê. Obama proferiu seu discurso na manhã da quarta-feira como Chefe de Estado do país anfitrião da ONU, e Evo pronunciou o seu nas primeiras horas da tarde desse próprio dia. Em prol da brevidade pegarei parágrafos essenciais de cada texto.

Chávez não pôde assistir pessoalmente à Reunião de Cúpula das Nações Unidas, após 12 anos de luta sem descanso um só dia,. O que colocou em risco sua vida e efetuou sua saúde e hoje luta abnegadamente por sua plena recuperação. Contudo, era difícil que sua mensagem valente não abordasse o tema mais crítico da histórica reunião. Transcrevo-a quase na íntegra:

“Dirijo estas palavras à Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas, […] para ratificar, neste dia e neste cenário, o total apoio da Venezuela ao reconhecimento do Estado palestino: o direito da Palestina a se tornar em um país livre, soberano e independente. Trata-se de um ato de justiça histórico com um povo que leva em si, desde sempre, toda a dor e o sofrimento do mundo.

“O grande filósofo francês Gilles Deleuze, […] diz com o acento da verdade: “A causa palestina é, antes do mais, o conjunto de injustiças que este povo tem padecido e continua padecendo.” E também é, atrevo-me a acrescentar, uma permanente e insubmissa vontade de resistência que já está inscrita na memória heróica da condição humana. […] Mahmud Darwish, voz infinita da Palestina possível, fala-nos desde o sentimento e da consciência desse amor: ‘Não precisamos da lembrança/ porque em nós está o Monte Carmelo/ e em nossas pálpebras está a erva da Galileia./ Não digas: se corrêssemos rumo a meu país como o rio!/ O não digas!/ Porque estamos na carne de nosso país/ e ele está em nós.’

“Contra aqueles que sustentam, falazmente que o acontecido ao povo palestino não é um genocídio, o próprio Deleuze sustenta com lucidez implacável: ‘Em todos os casos se trata de fazer como se o povo palestino não apenas não deveria existir, mas que não tivesse nunca existido. É, como o dizer?, o grau zero do genocídio: decretar que um povo não existe; negar-lhe o direito à existência’.”

“…a resolução do conflito do Oriente Médio passa, necessariamente, por fazer-lhe justiça ao povo palestino; este é o único caminho para conquistar a paz.

“Magoa e indigna que os que padeceram um dos piores genocídios da história, tenham se tornado em verdugos do povo palestino; magoa e indigna que a herança do Holocausto seja a Nakba. E indigna, a secas, que o sionismo continua fazendo uso da chantagem do anti-semitismo contra quem se opõem a seus atropelos e a seus crimes. Israel tem instrumentalizado e instrumentaliza, com descaramento e vileza, a memória das vítimas. E o faz para agir, com total impunidade, contra a Palestina. De passo, não resulta ocioso precisar que o anti-semitismo é uma miséria ocidental, européia, da qual não participam os árabes. Não esqueçamos, também, que é o povo semita palestino o que padece a limpeza étnica praticada pelo Estado colonialista israelita.”

“…uma coisa é rejeitar o anti-semitismo, e outra muito diferente é aceitar passivamente que a barbárie sionista lhe imponha um regime de apartheid ao povo palestino. Do ponto de vista ético, quem rejeitar o primeiro, tem que condenar o segundo.”

“… o sionismo, como visão do mundo, é absolutamente racista. As palavras de Golda Meir, em seu aterrador cinismo, são prova eloqüente disso: ‘Como vamos devolver os territórios ocupados? Não tem ninguém a quem devolvê-los. Não há tal coisa chamada de palestinos. Não era como se pensa que existia um povo chamado de palestino, que se considera ele próprio como palestino e que nós chegamos, os expulsamos e lhes tiramos seu país. Eles não existiam.’”

Probus disse...

“Leia-se e releia-se esse documento que se conhece historicamente como Declaração de Balfour do ano 1917: o Governo britânico se arrogava a potestade de prometer aos judeus um lar nacional na Palestina, desconhecendo deliberadamente a presença e a vontade dos seus habitantes. É preciso acrescentar que na Terra Santa conviveram em paz, durante séculos, cristãos e muçulmanos, até que o sionismo começou a reivindicá-la como de sua inteira e exclusiva propriedade.”

“Ao concluir a Segunda Guerra Mundial, seria exacerbada a tragédia do povo palestino, consumando-se a expulsão de seu território e, ao mesmo tempo, da história. Em 1947 a ominosa e ilegal resolução 181 das Nações Unidas recomenda a partição da Palestina em um Estado judeu, um Estado árabe e uma zona sob controle internacional (Jerusalém e Belém). Foi concedido, […]56% do território para o sionismo para a constituição de seu Estado. De fato, esta resolução violava o direito internacional e desconhecia flagrantemente a vontade das grandes maiorias árabes: o direito de autodeterminação dos povos se convertia em letra morta.”

“…contra o que Israel e os Estados Unidos pretendem fazer acreditar ao mundo, através das transnacionais da comunicação, o que aconteceu e continua acontecendo na Palestina, digamo-lo junto de Said, não é um conflito religioso: é um conflito político, de carimbo colonial e imperialista; não é um conflito milenário mas contemporâneo; não é um conflito que nasceu no Oriente Médio mas na Europa.

“Qual era e qual continua sendo o âmago do conflito?: Privilegia-se a discussão e consideração da segurança do Israel, e para nada a da Palestina. Assim pode ser verificado na história recente: basta com recordar o novo episódio de genocídio desencadeado por Israel através da operação ‘Chumbo Fundido’ em Gaza.

“A segurança da Palestina não pode ser reduzida ao simples reconhecimento de um limitado autogoverno e autocontrole policial em seus ‘enclaves’ da ribeira ocidental do Jordão e na Faixa de Gaza, deixando de fora não apenas a criação do Estado palestino, sobre as fronteiras anteriores a 1967 e com Jerusalém oriental como sua capital, os direitos de seus nacionais e sua autodeterminação como povo, mas também, a compensação e conseguinte regresso à Pátria de 50% da população palestina que se encontra espalhada pelo mundo inteiro, tal e como o estabelece a resolução 194.

“Resulta incrível que um país (Israel) que deve sua existência a uma resolução da Assembléia-Geral, possa ser tão desdenhoso das resoluções que emanam das Nações Unidas, denunciava o padre Miguel D’Escoto quando pedia o cessar do massacre contra o povo de Gaza, a finais de 2008 e princípios de 2009.”

“É impossível ignorar a crise das Nações Unidas. Perante esta mesma Assembléia-Geral sustentamos, no ano 2005, que o modelo das Nações Unidas se tinha esgotado. O fato de que se tenha adiado o debate sobre a questão palestina, e que se lhe esteja sabotando abertamente, é uma nova confirmação disso.

“Há já vários dias Washington vem manifestando que vetará no Conselho de Segurança o que será resolução majoritária da Assembléia-Geral: o reconhecimento da Palestina como membro pleno da ONU. Junto das Nações irmãs que conformam a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA), na Declaração de reconhecimento do Estado palestino, temos deplorado, desde já, que tão justa aspiração possa ser bloqueada por esta via. Como sabemos, o império, neste e noutros casos, pretende impor um duplo padrão no cenário mundial: é a dupla moral ianque que viola o direito internacional na Líbia, porém permite que o Israel faça o que quiser, tornando-se assim no principal cúmplice do genocídio palestino a mãos da barbárie sionista. Lembremos umas palavras de Said que metem o dedo na chaga: ‘Devido aos interesses do Israel nos Estados Unidos, a política deste país em torno ao Oriente Médio é, portanto, israelo-cêntrica.’”

Probus disse...

“Quero findar com a voz de Mahmud Darwish em seu poema memorável: ‘Sobre esta terra tem uma coisa que merece viver: sobre esta terra está a senhora da terra, a mãe dos começos,/ a mãe dos finais. Chamava-se Palestina. Continua se chamando Palestina./ Senhora: eu mereço, porque tu és minha dama, eu mereço viver.’”

“Continuará chamando-se de Palestina: Palestina viverá e vencerá! Longa vida a Palestina livre, soberana e independente!

“Hugo Chávez Frías

“Presidente da República Bolivariana da Venezuela”.

Quando a reunião começou na manhã seguinte, suas palavras estavam já no coração e na mente das pessoas ali reunidas.

O líder bolivariano nunca foi inimigo do povo judeu. Homem de particular sensibilidade, detestava profundamente o brutal crime cometido pelos nazistas contra crianças, mulheres e homens, jovens e idosos nos campos de concentração onde também os ciganos foram vítimas de crimes atrozes e tentativa de extermínio, que, não obstante, ninguém se lembra e nunca são mencionados. Igualmente centenas de milhares de russos morreram nesses campos de extermínio como raça inferior no conceito racial nazista.

Quando Chávez regressou a seu país, procedente de Cuba, na noite de quinta-feira 22 de setembro, referiu-se com indignação ao discurso pronunciado por Barack Obama nas Nações Unidas. Poucas vezes o escutei falar com tanto desencanto sobre um líder ao qual tratava com determinado respeito, como uma vítima da própria história da discriminação racial nos Estados Unidos. Nunca o considerou capaz de agir como o teria feito George Bush e conservava uma lembrança respeitosa das palavras trocadas com ele na reunião de Trinidad e Tobago.

“Ontem estivemos ouvindo um conjunto de discursos, antes de ontem também, lá nas Nações Unidas, discursos precisos como o da presidenta Dilma Rousseff; discurso de alto valor ético como o do presidente Evo Morales; um discurso que poderíamos catalogar como um monumento ao cinismo, o discurso do presidente Obama, é um monumento ao cinismo que sua própria cara delatava, sua própria cara era um poema; um homem chamando à paz, imagine você, Obama chamando à paz, com quê moral? Um monumento histórico ao cinismo esse discurso do presidente Obama.

“Estivemos ouvindo discursos precisos, orientadores: o do presidente Lugo, o da presidenta argentina, fixando posições valentes perante o mundo.”

Quando começou a reunião de Nova Iorque na manhã de quarta-feira 21 de setembro, o Presidente dos Estados Unidos, –após as palavras da Presidenta do Brasil que abriu os debates, e depois da apresentação de rigor– ocupou o pódio e iniciou seu discurso.

“Em sete décadas, ―começou dizendo― quando a ONU impediu que houvesse uma Terceira Guerra Mundial, continuamos em um mundo marcado pelo conflito e prenhe de pobreza; quando proclamamos nosso amor pela paz e ódio pela guerra, continuam existindo convulsões no mundo que nos colocam a todos em perigo.”

Não se sabe qual seria o momento em que segundo Obama, a ONU impediu uma Terceira Guerra Mundial.

“Assumi o cargo em um momento de duas guerras para os Estados Unidos, uma guerra contra o extremismo, que nos levou à guerra; em primeiro lugar, Osama Bin Laden e sua organização Al-Qaeda continuavam livres. Hoje estabelecemos uma nova direção, no final deste ano as operações militares no Iraque vão concluir, vamos ter relações normais com um país soberano, membro da comunidade de nações. Essa aliança será fortalecida com o fortalecimento do Iraque, da sua força de segurança, do seu governo, do seu povo e também das suas aspirações.”

Probus disse...

De que país está realmente Obama falando?

“Ao pôr término à guerra no Iraque, os Estados Unidos e seus aliados começarão a transição no Afeganistão; temos um país no Afeganistão que pode assumir a responsabilidade do futuro de seu país, na medida em que em que o fazem vamos tirando nossas próprias forças e vamos construindo uma aliança solidária com o povo afegão. Não deve existir dúvida, então, de que a onda da guerra está se revertendo.

“Assumi o poder quando milhares de estadunidenses serviam no Afeganistão e no Iraque, no final deste ano esse número vai se reduzir à metade e seguirá diminuindo. Isto é fundamental para a soberania, tanto do Iraque quanto do Afeganistão e também resulta essencial para o fortalecimento da ONU e dos Estados Unidos, quando construímos nossa própria nação; além disso, estamos saindo dali com uma posição forte. Há 10 anos havia uma ferida aberta e ferros retorcidos, um coração partido no centro desta cidade; hoje quando se ergue uma nova torre simboliza a renovação de Nova Iorque; hoje Al-Qaeda tem mais pressões do que nunca, sua liderança tem sido degradada, Osama Bin Laden, um homem que matou milhares de pessoas de dúzias de países, já não colocará em perigo a paz do mundo.”

De quem foi aliado Bin Laden, quem realmente o treinou e armou para combater os soviéticos no Afeganistão? Não foram os socialistas, nem os revolucionários em nenhuma parte do mundo.

“Esta década tem sido bem difícil, […] mas hoje estamos na encruzilhada da história, com a oportunidade de nos movimentar de maneira decisiva rumo à paz; para tal devemos voltar à sabedoria dos que criaram esta instituição. As Nações Unidas e sua Carta instam a que nos juntemos para manter a paz e a segurança internacionais.”

Quem tem bases militares em todas as partes do mundo, quem é o maior exportador de armas, quem possui centenas de satélites espiões, quem investe mais de um milhão de milhões de dólares anuais em despesas militares?

“Este ano tem sido um momento de grandes transformações, mais nações têm avançado para manter a paz e a segurança e mais indivíduos estão reclamando seu direito a viver em paz e me liberdade.”

Depois cita os casos do Sudão do Sul e Costa de Marfim. Não diz que no primeiro, as transnacionais ianques se lançaram sobre as reservas petroleiras desse novo país, cujo presidente nessa própria Assembléia da ONU, disse que era um recurso valioso, mas esgotável e propunha o uso racional e ótimo do mesmo.

Obama também não expressou que a paz, em Costa de Marfim foi alcançada com o apoio dos soldados colonialistas de um eminente membro da belicosa NATO que acaba de lançar milhares de bombas sobre a Líbia.

Menciona pouco depois a Tunísia, e atribui aos Estados Unidos o mérito do movimento popular que derrubou o governo desse país, um aliado do imperialismo.

Mais assombroso ainda, Obama pretende ignorar que Estados Unidos foi o responsável de que no Egito se instalasse o governo tirânico e corrupto de Use Mubarak, que ultrajando os princípios de Nasser, aliou-se ao imperialismo, arrebatou a seu país dezenas de milhares de milhões e tiranizou esse valoroso povo.

“Há um ano, ―afirma Obama― Egito tivera um presidente durante quase 30 anos. Durante 18 dias os olhos do mundo estavam focados na Praça Taghir, onde os egípcios de todas as camadas da sociedade, jovens, crianças, mulheres, homens, muçulmanos e cristãos, demandavam seus direitos universais. Vimos nesses manifestantes a força da não violência que nos tem levado de Nova Deli até Selma e vimos que a mudança chegou ao Egito e ao mundo árabe por meios pacíficos.”

Probus disse...

“Dia após dia frente às balas e às armas o povo líbio não renunciou a sua liberdade, e quando foi ameaçado por essa atrocidade que temos visto muito nos últimos séculos, a ONU respeitou sua Carta, o Conselho de Segurança autorizou as medidas necessárias para evitar um massacre na Líbia. A Liga Árabe exigiu esta intervenção, houve uma aliança e uma coligação para evitar o avanço das forças de Khadaffi.”

“Ontem as lideranças de uma nova Líbia tomaram seu lugar aqui, conosco, e nesta semana as Nações Unidas e os Estados Unidos estão abrindo sua nova embaixada em Trípoli.

“Eis como a comunidade internacional deve funcionar, e deveria funcionar: as nações que se juntam para procurar a paz e a segurança e os indivíduos que exigem seus direitos.

“Todos nós temos a responsabilidade de apoiar a nova Líbia, o novo governo líbio que enfrenta transformar esta promessa em uma benção para todos os líbios.”

“O regime de Khadaffi acabou, Gbagbo, Ben Ali, Mubarak, já não estão no poder. Osama Bin Laden se foi, e a idéia de que a mudança somente pode chegar pela violência tem sido enterrada junto com ele.”

Observem a forma poética com que Obama despacha o assunto de Bin Laden, qualquer que tenha sido a responsabilidade deste antigo aliado, executado com um disparo no rosto diante de sua esposa e seus filhos e lançado ao mar desde um porta-aviões, ignorando costumes e tradições religiosas de mais de mil milhões de crentes e princípios jurídicos elementares estabelecidos por todos os sistemas penais. Tais métodos não conduzem nem conduzirão jamais à paz.

“Alguma coisa está acontecendo em nosso mundo, —continua relativamente à Líbia― a maneira como as coisas têm sido é como será no futuro. A mão da tirania tem terminado, os tiranos têm sido ignorados e agora o povo tem o poder. Os jovens rejeitam a ditadura, rejeitam a mentira de que algumas raças, alguns povos, algumas etnias não merecem a democracia.

“A promessa no papel de que todos nascemos livres e com o mesmo direito cada vez está mais próxima de ser realidade […] A medida do sucesso é se as pessoas podem viver em uma liberdade, dignidade e segurança sustentável, e a ONU e seus membros devem fazer o necessário para apoiar estas aspirações básicas, e temos mais trabalho que fazer nesse sentido.”

De imediato a empreende contra outro país muçulmano onde, como se sabe, seus serviços de inteligência junto dos de Israel, assassinam sistematicamente os cientistas mais destacados da tecnologia militar.

A seguir ameaça Síria, onde a agressividade ianque pode conduzir a um massacre muito mais espantoso do que o da Líbia: “Hoje, homens, mulheres e crianças têm sido assassinados e torturados pelo regime da Síria; milhares têm sido assassinados, muitos durante o período sagrado do Ramadã; milhares têm atravessado a fronteira da Síria.

“O povo sírio tem mostrado dignidade e valentia em sua busca de justiça, protestando pacificamente e morrendo pelos mesmos valores que esta instituição defende. Ora bem, a questão é simples: Vamos apoiar o povo sírio ou vamos apoiar seus opressores? A ONU já tem aplicado sanções aos líderes sírios. Apoiamos a transferência de poder que responda ao desejo do povo sírio, e muitos se nos juntaram neste esforço; mas pelo bem da Síria e da paz e a segurança do mundo devemos falar com uma só voz: não tem desculpa para a ação. Tem chegado o momento para que o Conselho de Segurança sancione o regime da Síria e apóie o povo sírio.”

Por acaso ficou algum país excluído das ameaças sangrentas deste ilustre defensor da segurança e da paz internacional? Quem concedeu aos Estados Unidos tais prerrogativas?

Probus disse...

“Na região, devemos responder aos apelos pela mudança. No Iêmen, mulheres, crianças, homens se reuniram nas praças, todos os dias, com a esperança de que sua determinação e o derramamento de seu sangue conduzam a uma mudança. O povo estadunidense apóia essas aspirações. Devemos trabalhar com os vizinhos e os parceiros no mundo para procurar um caminho que conduza para uma transição pacífica do governo de Saleh, e que hajam eleições livres e justas o mais rápido possível.

“No Bahrein foram tomadas medidas para a reforma na prestação de contas. Estamos contentes com isso, porém se precisa de muito mais. Somos amigos de Bahrein, e seguiremos exigindo ao governo e aos opositores que procurem um diálogo significativo que chegue a mudanças pacíficas e cumpra os desejos do povo. Acreditamos que o patriotismo de Bahrein pode ser maior do que o sectarismo que o separa; é difícil, mas se pode conseguir.”

Não menciona em absoluto que ali se encontra uma das maiores bases militares da região e que as transnacionais ianques controlam e dispõem a seu bel-prazer das maiores reservas de petróleo e de gás da Arábia Saudita e dos Emiratos Árabes.

“Julgamos que cada nação deve ter seu próprio caminho para conseguir satisfazer as aspirações dos povos. Não podemos concordar com todos aqueles que se expressam politicamente, mas sempre vamos defender os direitos universais que foram apoiados por esta Assembléia, direitos que dependem de eleições livres e justas, governos transparentes e que prestem contas, tenham respeito pelos direitos das mulheres e das minorias, justiça igual e justa. Isso merece nosso povo. Estes são os elementos da paz que podem durar.”

“…Os Estados Unidos vão continuar apoiando as nações que vão rumo à democracia com maior comércio e investimento, para que a liberdade seja seguida da oportunidade. Continuaremos nosso compromisso com os governos, mas também com a sociedade civil, os estudantes, os empresários, os partidos políticos, a imprensa, a mídia.

“Temos condenado os que violam os direitos humanos e impedem que cheguem a esses países. Castigamos os que violam esses direitos, e sempre vamos servir como uma voz daqueles que têm sido silenciados.”

Depois desta longa lengalenga, o insigne Prêmio Nobel entra no espinhoso tema de sua aliança com o Israel que por certo, não figura entre os privilegiados possuidores de um dos mais modernos sistemas de armas nucleares e meios capazes de alcançar objetivos distantes. Conhece perfeitamente bem quão arbitrária e impopular é essa política.

“Sei que nesta semana há um tema que é fundamental neste sentido, para esses direitos. É uma prova para a política externa dos Estados Unidos quando o conflito entre o Israel e os palestinos continua. Há um ano estive neste pódio e fiz um apelo para que houvesse uma Palestina livre. Então acreditei, e ainda acredito hoje, que o povo palestino merece seu Estado, mas também disse que uma paz genuína só pode ser alcançada entre israelitas e palestinos. Um ano depois, apesar de muitos esforços dos Estados Unidos e de outros, as partes não têm podido salvar suas diferenças. Diante desta estagnação propus uma nova base de negociações, fi-lo no passado mês de maio. Essa base é clara, é conhecida para todos: os israelitas devem saber que qualquer acordo deve ter garantias para sua segurança; os palestinos devem conhecer as bases territoriais de seu Estado. Sei que muitos têm estado frustrados pela falta de avanços, e eu também estive e continuo estando. A questão não é a meta que procuramos, senão como atingimos essa meta.”

Probus disse...

“A paz exige muito trabalho, a paz não vai chegar por resoluções nem declarações perante a ONU, se fosse tão fácil já se teria conseguido. Os israelitas e os palestinos devem se sentar, e vão viver juntos, são eles os que devem procurar uma solução viável em suas fronteiras, devem procurar uma solução sobre Jerusalém, sobre os refugiados. A paz depende do acordo entre aqueles que devem viver juntos depois que culminem nossos discursos, muito depois de que nós tenhamos votado.”

Estende-se a seguir em uma longa ladainha para explicar e justificar o inexplicável e o injustificável.

“…Não há dúvidas nesse sentido de que os palestinos têm visto isto retrasado por demasiado tempo, e é justamente porque cremos tanto nas aspirações do povo palestino que os Estados Unidos têm investido tanto tempo e tanto esforço em construir um Estado palestino e negociações que possam cumprir esta meta do Estado palestino; porém é preciso compreender isto também, os Estados Unidos fizeram um compromisso com a segurança do Israel, é essencial; nossa amizade é profunda e duradoira com este Estado israelita.”

“O povo judeu tem formado um Estado com sucesso e merece reconhecimento e relações normais com seus vizinhos, e os amigos dos palestinos não lhe fazem nenhum favor ao ignorar esta verdade.

“…cada lado tem aspirações legítimas, e isso é parte do que faz a paz, algo tão difícil, e o prazo final somente poderá ser quebrado quando cada parte aprenda a estar nos sapatos do outro, cada parte possa ver o mundo através dos olhos do outro. Isso devemos incentivá-lo, devemos promover isso.”

Enquanto isso, os palestinos permanecem desterrados de sua própria pátria, suas casas são destruídas por monstruosos equipamentos mecânicos e um muro odioso, muito mais alto que o de Berlin, separa uns palestinos de outros. O melhor que podia ter reconhecido Obama é que os próprios cidadãos israelitas já estão cansados da dilapidação de recursos investidos no setor militar, que os priva de paz e de acesso aos meios elementares de vida. Igual do que os palestinos, eles estão sofrendo as conseqüências dessas políticas impostas por Estados Unidos e os elementos mais belicosos e reacionários do Estado sionista.

“Na medida em que fazemos face a esses conflitos e a estas revoluções devemos reconhecer e recordar que […] a paz verdadeira depende de criar a oportunidade que faz com que a vida valha a pena ser vivida, e para tal devemos confrontar inimigos comuns da humanidade: as armas nucleares, a pobreza, a ignorância e a enfermidade.”

Quem entende este galimatias do Presidente dos Estados Unidos perante a Assembléia-Geral?

Probus disse...

A seguir postula sua ininteligível filosofia:

“Para fazer face à destruição mundial devemos lutar por um mundo sem armas nucleares; nos últimos dois anos começamos a andar essa senda. Desde a Reunião de Cúpula em Washington muitas nações começaram a assegurar seu material nuclear contra os possíveis terroristas.”

Pode ter terrorismo maior do que a política agressiva e belicosa de um país cujo arsenal de armas nucleares poderia destruir várias vezes a vida humana neste planeta?

“Os Estados Unidos vão continuar trabalhando para proibir a prova de materiais nucleares e dos materiais para estas armas nucleares”, continua nos prometendo Obama. “Temos começado, então, a avançar no sentido correto. Os Estados Unidos estão comprometidos a cumprir com suas obrigações; mas quando cumprimos com nossas obrigações esperamos que as instituições também ajudem a limitar a expansão destas armas […] O Irão não tem podido demonstrar que seu programa de armas nucleares seja pacífico.”

Volta com a lengalenga! Mas desta vez o Irão não está sozinho; acompanha-o a República Democrática da Coréia.

“Coréia do Norte ainda tem que tomar medidas para reduzir suas armas e reduzir sua beligerância contra o Sul. Existe um futuro de muitas oportunidades para os povos dessas nações se seus governos cumprirem com suas obrigações internacionais; mas se continuarem na senda fora do direito internacional, deverão sentir maiores pressões de isolamento, por isso é que nosso compromisso rumo à paz e à segurança exigem que isto seja feito desta maneira.”
Continuará amanhã.

Fidel Castro Ruz
25 de setembro de 2011

http://pt.cubadebate.cu/reflexoes-fidel/2011/09/26/chavez-evo-e-obama-primeira-parte/

Probus disse...

ATENÇÃO: TRADUÇÃO GLOOGLE

Chávez, Evo e Obama (parte dois e final)

26/09/2011

Se nossa auto-ilusão do Prêmio Nobel, que é tentar, isso pode explicar as contradições incríveis em seus argumentos e confusão semeados entre os seus ouvintes.

Não há um pingo de ética e até política, em sua tentativa de justificar a sua decisão anunciada de vetar qualquer resolução para o reconhecimento da Palestina como um estado independente e membro da ONU. Mesmo os políticos que compartilham um pensamento em todos os principais partidos socialistas eram aliados próximos de Augusto Pinochet, proclamam o direito da Palestina para ser um membro da ONU.

Palavras de Barack Obama sobre a questão principal discutida hoje na Assembleia Geral daquela organização, só pode ser aplaudido pelos canhões, foguetes e bombas da OTAN.

O resto de seu discurso são palavras vazias desprovido de autoridade moral e sentido. Observar como essas idéias foram abandonados quando o mundo com fome e saqueadas pelas multinacionais e do consumismo dos países capitalistas desenvolvidos Obama proclama:

"Para superar a doença necessidade de melhorar os sistemas de saúde. Continuar a luta contra a SIDA, tuberculose e malária, vamos concentrar-nos sobre a saúde de adultos e crianças, e nós temos que detectar e luta contra todos os riscos biológicos, como o H1N1, ou uma ameaça terrorista ou de uma doença."

"As ações sobre as mudanças climáticas: Temos que usar recursos escassos e trabalho contínuo para construir, com base no que foi feito em Copenhaga e Cancun, por grandes economias para continuar o seu compromisso. Juntos, devemos trabalhar para transformar a energia que impulsiona as economias e outros de apoio para avançar as suas economias. Esse é o compromisso com as gerações futuras e para garantir que as empresas a atingir seu potencial também permitir que os cidadãos de atingir seu potencial."

Todo mundo sabe que os Estados Unidos assinaram o Protocolo de Kyoto e tem sabotado todos os esforços para preservar a humanidade das conseqüências terríveis da mudança climática, apesar de ser o país que consome uma grande parte e desproporcional de combustível e recursos globais.

Vamos gravar as palavras idílico que significava bajulando os estadistas reunidos:

"Não há uma linha reta, e não um único caminho para o sucesso, vêm de culturas diferentes e histórias diferentes, mas não podemos esquecer que quando nos encontrarmos aqui, como cabeças de vários governos, representam os cidadãos que compartilham as aspirações básicas, o mesmo: viver com dignidade e liberdade para ser educado e alcançar as oportunidades, o amor de suas famílias, e amar e adorar os seus deuses, vivendo em uma paz que faz a vida vale a pena ser vivida, a natureza de um mundo imperfeito significa que temos aprendido essas lições todos os dias."

"...Porque aqueles que vieram antes de nós acreditava que a paz é melhor do que a guerra ea paz é melhor do que repressão, e que a prosperidade é melhor do que a pobreza. Essa é a mensagem que não vem da capital, mas pelo povo, o povo, e quando o pilar desta instituição foi fundada, Truman veio e disse: As Nações Unidas é essencialmente a expressão da natureza moral das aspirações do ser humano. Vivemos num mundo em mudança a uma velocidade vertiginosa, esta é uma lição que nunca devemos esquecer. A paz é difícil, mas nós sabemos que é possível é por isso que, juntos, devem decidir para que isso seja definido pelas esperanças e medos. Juntos, alcançar a paz, uma paz que é duradouro.

"Obrigado."

Ouça a fim de que merece mais gratidão merece um prêmio.

Conforme expresso no início da tarde contabilizado usando a palavra para Evo Morales, presidente da Bolívia, que correu para as questões centrais.

"...Há uma diferença clara sobre a cultura da vida contra a cultura da morte, há uma diferença clara sobre a verdade contra a falsidade, uma profunda diferença para a paz contra a guerra."

Probus disse...

"... Eu sinto que será difícil de entender com as políticas económicas que concentram o capital em poucas mãos. Os dados mostram que 1% da população mundial contas por 50% da riqueza. Se existem diferenças tão profundas, como a pobreza poderia ser resolvido? E se não apenas à pobreza, como poderia garantir uma paz duradoura? "

"Quando criança eu me lembro bem que antes, quando houve uma rebelião do povo contra o sistema capitalista, contra os modelos econômicos de pilhagem constante de nossos recursos naturais, líderes sindicais, líderes políticos acusando-os de comunistas de esquerda parou e as forças sociais interveio militarmente: exílio confinamento, massacres, perseguições, prisão, acusados ​​de serem comunistas, socialistas, maoístas, marxistas-leninistas. Eu sinto que agora acabou, agora eu não nos acusar de marxistas-leninistas, mas agora temos outras ferramentas, como o narcotráfico eo terrorismo ... "

"... Prepare intervenções quando os seus presidentes, quando seus governos, quando as pessoas não são pró-capitalistas e pró-imperialista."

"... Falamos de uma paz duradoura. Como pode haver uma paz duradoura, com bases militares dos EUA? Como pode haver paz duradoura com a intervenção militar? "

"Quais são essas Nações Unidas, se aqui um grupo de países decide assassinatos intervenções?"

"Se quisermos que esta organização, as Nações Unidas, tem a autoridade para fazer cumprir as resoluções, porque temos que começar a pensar em re-fundação das Nações Unidas ..."

"Todos os anos na ONU decide, quase cem por cento das nações, exceto Estados Unidos e Israel, desbloquear, pôr fim ao bloqueio econômico sobre Cuba, e que reforça-lo? Claro, o Conselho de Segurança nunca irá impor a resolução da ONU [...] Eu não consigo entender como uma organização de todos os países do mundo não respeita as suas resoluções. O que é o das Nações Unidas? "

"Eu quero dizer que a Bolívia não está de volta para o reconhecimento da Palestina nas Nações Unidas. Nossa posição é que a Bolívia acolhe Palestina às Nações Unidas. "

"Você sabe, os ouvintes tipo, eu venho de os movimentos camponeses indígenas, e as nossas famílias, quando eles falam sobre uma empresa pensa que a empresa tem um monte de dinheiro, cobrando um monte de dinheiro, são milionários, e não conseguia entender como qualquer negócio para o Estado, que você paga dinheiro para o investimento em causa.

"Então eu digo que essas entidades financeiras internacionais estão fazendo negócios com empresas privadas, mas quem tem que pagar isso? São justamente as pessoas, os Estados ".

"... A Bolívia eo Chile, temos uma reivindicação histórica para voltar a soberania do mar do Pacífico, com soberania. Portanto, a Bolívia tomou a decisão de ir a tribunais internacionais para exigir uma saída soberana útil para o Oceano Pacífico.

"Resolução 37/10 da Assembléia Geral da ONU, 15 de novembro de 1982, afirma que" ir a um Tribunal Internacional de Justiça para resolver disputas entre Estados não deve ser considerado como um ato hostil. "

"A Bolívia vem sob a lei ea razão para participar de um Tribunal Internacional, porque sua prisão é um produto de uma guerra injusta, uma invasão. Exigir uma solução na arena internacional é para a Bolívia para reparar a injustiça histórica.

Probus disse...

"A Bolívia é um Estado pacifista que favorece o diálogo com os países vizinhos e, assim, mantém abertos os canais de negociações bilaterais com o Chile, sem por isso renunciar ao seu direito de ir a um tribunal internacional ..."

"As pessoas não são responsáveis ​​pelo transporte da Bolívia sem acesso ao mar, os culpados são os oligarcas, multinacionais como sempre assumir seus recursos naturais.

"O tratado de 1904 não previa uma paz e amizade, causou mais de um acesso a Bolívia século a uma porta não soberano".

"... Na região das Américas está se formando uma nova onda de países da América Latina, no Caribe, eu diria uma nova OEA sem os EUA, para entregar certas imposições, felizmente, com a pouca experiência que temos na Unasul. [...] Nós não precisamos, se houver qualquer conflito de países [...] vêm de cima e de fora para manter a ordem. "

"Eu também aproveitar esta oportunidade em um tema central: a luta contra o tráfico de drogas. A luta contra o tráfico de drogas é usado pelo imperialismo dos EUA fins puramente políticos. A DEA U. S. na Bolívia não luta contra o tráfico de drogas, tráfico de drogas controladas para fins políticos. Se houvesse um líder sindical ou político tinha alguns anti-imperialista, pois era a DEA para implicá-lo. Muitos líderes, muitos políticos foram salvas a partir desses trabalhos como suja do império para se envolver no tráfico de drogas. Até agora ainda estão tentando. "

"As últimas semanas disse que alguns meios de comunicação de os EUA, o avião presidencial foi interrompida com traços de cocaína nos Estados Unidos. O que é um fake!, Tentar confundir as pessoas, tentar fazer uma campanha de difamação contra o governo, mesmo contra o Estado. Mas o que os Estados Unidos? Descertificados Bolívia e Venezuela. Que autoridade moral que os Estados Unidos para certificar ou decertify países da América do Sul ou América Latina?, Quando os EUA são o maior consumidor de drogas no mundo, quando a América é um dos produtores de maconha no maior produtor mundial de maconha mundo [...] que autoridade pode certificar ou decertify? É uma outra maneira de como assustar ou intimidar o país, tentando castigar países. No entanto, na Bolívia, com muita responsabilidade, é lutar contra o tráfico de drogas.

"No mesmo relatório dos Estados Unidos, ou seja, o Departamento de Estado dos Estados Unidos reconhece uma redução líquida no cultivo de coca, que melhorou a interdição.

"Mas onde está o mercado? O mercado é a fonte da droga e do mercado está aqui. E quem decertified os EUA porque o mercado não caiu?

"Pela manhã, o Presidente Calderón do México, disse que o mercado da droga continua a crescer e por isso não há responsabilidade de erradicar o mercado. [...] Vamos lutar sob uma responsabilidade compartilhada. [...] Na Bolívia não temos medo, e ele precisa para acabar com o sigilo bancário se fizermos uma luta frontal contra o narcotráfico. "

"... Uma das crises, independentemente da crise do capitalismo, é a crise de alimentos. [...] Nós temos um pouco de experiência na Bolívia: É dado crédito aos produtores de arroz, milho, trigo e soja, com zero por cento de juros, e até mesmo eles podem pagar suas dívidas com seus produtos, se trata de alimentos; ou empréstimos em condições favoráveis ​​para aumentar a produção. No entanto, nunca os bancos internacionais têm em conta o pequeno produtor, nunca ter em conta as associações, cooperativas, o que pode contribuir se for dada a chance. [...] Nós precisamos parar de chamar a competitividade comercial.

"Em uma competição, quem ganha? O mais poderoso, tem mais vantagens, desde as multinacionais, e qual é o pequeno agricultor?, Que é a família que quer vir com seu próprio esforço? [...] Na política de concorrência provavelmente nunca vai resolver o problema da pobreza.

Probus disse...

"Mas, finalmente, para acabar com essa contribuição que eu quero dizer que a crise do capitalismo e não tem preço. [...] A crise econômica do capitalismo não é apenas conjuntural, mas estrutural, e que os países são países capitalistas ou imperialistas?, À procura de qualquer pretexto para intervir em um país e recuperar seus recursos naturais.

"Esta manhã o presidente dos EUA disse que o Iraque já lançado, é indo para governá-los. Os iraquianos possam governar, mas o petróleo do Iraque nas mãos de quem será o próximo?

"Saudável, disse que na Líbia durante a autocracia, democracia, agora, a democracia pode ser, mas o petróleo da Líbia nas mãos dos que ficaram agora? [...] Os atentados não foram por causa de Gaddafi, por causa de alguns rebeldes, mas está à procura de petróleo na Líbia. "

"... Portanto, a crise, a crise do capitalismo, eles querem vencer, querem alterar a recuperar nossos recursos naturais, com base no nosso petróleo, com base em nosso gás, os nossos recursos naturais.

"... Nós temos uma enorme responsabilidade:. Para defender os direitos da Mãe Terra"

"... A melhor maneira de defender os direitos humanos agora é defender os direitos da Mãe Terra [...] aqui é uma enorme responsabilidade pela aprovação dos direitos da Mãe Terra. Apenas 60 anos adotou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Apenas 60 anos atrás, ter percebido nas Nações Unidas que os seres humanos têm direitos. Depois de direitos políticos, direitos econômicos, direitos dos povos indígenas, agora temos a enorme responsabilidade de como defender os direitos da Mãe Terra.

"Estamos também convencidos de que o crescimento infinito num planeta finito é insustentável e impossível, o limite de crescimento é a capacidade dos ecossistemas da Terra é degenerativa. [...] [...] Nós chamamos um decálogo novas exigências sociais: nos sistemas financeiros sobre os recursos naturais, serviços básicos na produção, na dignidade e soberania, e sobre esta base começam a se restabelecer das Nações Unidas para as Nações Unidas a ser a mais alta autoridade para a resolução sobre a paz, em questões de pobreza, questões de dignidade e soberania dos povos do mundo. "

"Esperamos que esta experiência como presidente pode ser de alguma utilidade para todos nós, como eu também vêm para aprender de muitos de vocês para continuar trabalhando pela igualdade e pela dignidade do povo boliviano.

"Obrigado."

Após os conceitos fundamentais de Evo Morales, presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas, que concedeu o uso da palavra, dois dias depois, descreveu o sofrimento dramático dos habitantes da Palestina: "... a injustiça histórica cometida em nosso pessoas, por isso, decidiu-se estabelecer o Estado da Palestina em apenas 22% do território da Palestina e, acima de tudo, o território ocupado da Palestina Israel em 1967. Dar este passo histórico, que aplaudiram os Estados do mundo, permitiu condescendente sobre como alcançar um compromisso histórico que permitisse a paz é alcançada na terra de paz ".

"[...] O nosso povo vai continuar a resistência popular não violenta à ocupação de Israel, assentamentos e sua política de apartheid, ea construção do muro de anexação [...] racista armado com sonhos, esperança, coragem e slogans em face de tanques, gás lacrimogêneo, balas e tratores. "

Probus disse...

"...Gostaríamos de mão do governo e do povo israelita para a imposição da paz, e dizer, construir juntos, urgentemente, um futuro para nossos filhos, onde podem desfrutar de liberdade, segurança e prosperidade. [...] Construir relações de cooperação que são baseadas na igualdade, paridade e amizade entre os dois estados vizinhos, na Palestina e Israel, ao invés de políticas de ocupação, assentamento de guerra e destruição dos outros. "

Quase meio século se passou desde que a ocupação brutal e apoiado pelos Estados Unidos. No entanto, dificilmente passa um dia sem a cerca sobe, monstruosas máquinas mecânicas destruir casas de palestinos e alguns adolescente, e até Palestina, queda de feridos ou mortos.

Quão profundas verdades contidas nas palavras de Evo!

Fidel Castro Ruz
26 de setembro de 2011

http://www.cubadebate.cu/reflexiones-fidel/2011/09/26/chavez-evo-y-obama-segunda-parte-y-final/

Probus disse...

TRADUÇÃO CUBADEBATE EM PORTUGUÊS

Reflexões de Fidel

Chávez, Evo e Obama (Segunda Parte e Final)

Por: Fidel Castro Ruz

http://pt.cubadebate.cu/reflexoes-fidel/2011/09/27/chavez-evo-obama-segunda-parte/

Probus disse...

Rafael Correa sofre provocação nos EUA

26/09/2011

Por: Iroel Sanchez

O presidente equatoriano Rafael Correa visitou nestes dias Nova Iorque, em função da Assembléia Geral das Nações Unidas.

A comunidade de equatorianos de Union City – que fica do outro lado do rio Hudson e pertence ao estado de Nova Jersey – aproveitou a presença do presidente latino-americano para convidá-lo para um ato em uma instituição educativa dessa cidade.

No entanto, o prefeito Brian Stack, de Union City, declarou “non grata” a presença de Correa em sua comunidade, alegando que este possui vínculos com líderes “cujas ideologias promovem a violência e a opressão”.

Em uma matéria da agência EFE, Stack entregou um comunicado, atribuindo sua conduta às “pressões dos exilados cubanos”, e os “exilados cubanos” não são qualquer coisa em Union City.

Segundo testemunhou no julgamento de Luis Posada Carriles, em março passado, o oficial do FBI Omar Vega disse que os atentados com bomba em instalações turísticas de Havana, em 1997, que custaram a vida do turista italiano Fabio di Celmo, foram financiados em Union City.

Luis Posada Carriles é acusado por vários crimes na Venezuela, incluindo a derrubada de um avião civil cubano em que morreram 73 pessoas; cumpriu pena no Panamá por tentar assassinar o presidente cubano Fidel Castro; e recentemente propôs a via armada para derrubar o governo cubano.

Omar Vega mostrou ao jurado da cidade de El Paso os pagamentos que os colaboradores de Posada Carriles em Union City enviaram à Guatemala a um outorgado chamado José Alvarez. Um fax utilizado como prova da corte no processo, e assinado por Posada com o pseudônimo de “Solo”, indicou José Alvarez que recebeu quatro transferências no valor de $800 cada, enviadas de Union City por Pedro Pérez, Abel Hernández, José e Rubén Gonzalo. Os detalhes e documentos sobre o tema estão em “la crônica” (http://www.cubadebate.cu/noticias/2011/03/04/diario-de-el-paso-prueba-el-fbi-las-razones-de-cuba/) que o advogado José Pertierra, representante no julgamento do governo venezuelano – que reclama a extradição de Posada – escrevera para o sítio Cubadebate.

O dinheiro dos atentados saia de Arnold Fashions, uma loja de roupa feminina em Union City de propriedade de Arnaldo Monzón Plasencia, que foi um importante doador das campanhas políticas do senador norte-americano Robert Menéndez, ex-prefeito de Union City. O contador de Monzón, chamado Oscar de Rojas, testemunhou sobre os envios de dinheiro a Posada no julgamento contra ele.

Um informe do governo cubano assinala Monzón como autor intelectual e financeiro de um plano para assassinar o presidente cubano Fidel Castro e de um frustrado atentado contra o cabaré Tropicana, em Cuba. Monzón faleceu em 2000 e Menéndez assistiu seu funeral e o qualificou como um amigo. Parece ser costume em Union City a complacência da prefeitura com os terroristas. O senador Menéndez, ocupando o cargo que hoje tem Stack, saiu em defesa de Eduardo Arocena, condenado nos EUA por assassinato de um diplomata cubano.

“É evidente que o presidente Correa está associado com Fidel e Raúl Castro e Hugo Chávez, e esses vínculos com este tipo de regime envia uma mensagem terrível ao mundo”, afirmou o prefeito Brian Stack em seu comunicado, mas talvez o lado terrível de Union City – com importante influência desta prefeitura – se sente mais a vontade com outro tipo de convidados.

Probus disse...

Um relatório do sítio Contrainjerencia ilustra com várias fotos a triunfal presença, em 17 de maio, de Luis Posada Carriles em Union City, West Nova Iorque e Nova Iorque, em que o notório terrorista celebrou com vários de seus amigos a sua absolvição no julgamento de El Paso. Nas fotos, publicadas por Contrainjerencia, Posada está acompanhado de vários ilustres cidadãos de Union City como Rubén Gonzalo e Abel Hernández que, segundo o FBI, enviaram o dinheiro para os atentados com bomba de 1997 em Havana.

Contrainjerencia assinala a presença do senador Robert Menendez e do representante do 13º Distrito Albio Sires, no restaurante Marinero Grill de West Nova Iorque, “durante uma assembléia de notórios terroristas da ‘região Norte’ e de cabeças da máfia cubano-americana de Miami, convocada para celebrar o indulto do terrorista internacional” Posada Carriles. Serão estes personagens os autores das “pressões de exilados cubanos” que declararam pessoa “non grata” o presidente Correa em Union City?

Quantas pessoas teriam que assassinar Rafael Correa para serem aceitas em Union City por indivíduos como Hernández e Gonzalo? Os equatorianos que residem em Union City, sem o poder econômico e político que tem os personagens vinculados ao terrorismo dessa cidade, não podem receber seu presidente porque este mantém relações amigáveis com o governo que esses indivíduos pretendem derrotar violentamente?

A obsessão do lobby anticubano no Congresso dos EUA – em que Siles e Menéndez são membros notáveis – contra a Alba e por causar danos às relações do governo de Barack Obama contra as nações que a integram pode ter derivado mais que uma declaração de pessoa “non grata”. Pagar e executar atos terroristas em instituições educativas é o que os extremistas de Union City gostam de fazer, e já tentaram com Posada Carriles no auditório da Universidade do Panamá, em 2000, na visita do presidente Fidel Castro para participar do X Encontro Iberoamericano.

* Tradução de Sandra Luiz Alves.

(La Pupila Insomne)

http://pt.cubadebate.cu/opinioes/2011/09/26/rafael-correa-sofre-provocacao-nos-eua/

Política disse...

Probus,
Obrigada pelo excelente texto.
Fidel Castro é lúcido e tem ótima compreensão do que se passou e passa no mundo.
Às vezes, fico indecisa em postar textos dele porque são muito extensos. Ele nunca se preocupou de não ser prolixo.
Maria Tereza

Probus disse...

Muita coisa mudará em Cuba, mas talvez os EUA caiam antes, diz Fidel

29/09/2011

DA EFE, EM HAVANA

O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou em um novo artigo divulgado nesta quinta-feira que "muitas coisas mudarão em Cuba", mas sem a interferência dos Estados Unidos, que talvez tenham seu "império" derrubado antes.

"Muitas coisas mudarão em Cuba, mas mudarão por nosso esforço, e apesar dos Estados Unidos. Talvez esse império seja derrubado antes", escreveu Fidel Castro em resposta ao presidente americano, Barack Obama, que na quarta-feira (28) afirmou que "é o momento para que aconteça algo em Cuba", visto que em países do Oriente Médio surgiram movimentos rumo à democratização.

Segundo Obama, os EUA não viram por enquanto "um genuíno espírito de transformação dentro de Cuba" que justifique a eliminação do embargo, e acrescentou que "se o governo cubano adotar medidas em direção à democracia e o respeito aos direitos humanos", seu país estará aberto a uma "nova relação".

"Que simpático! Que inteligente! Tanta bondade não o permitiu compreender ainda que 50 anos de bloqueio e de crimes contra nossa pátria não puderam dobrar nosso povo", ironizou Fidel Castro na última de suas "Reflexões", intitulada "A vergonha supervisionada de Obama".

No artigo, Fidel manifesta sua indignação pela decisão dos EUA com relação a René González, um dos cinco agentes cubanos presos no país por espionagem e que sairá da prisão em 7 de outubro, após cumprir 13 anos de condenação, mas que não poderá retornar à ilha por ter de cumprir mais três anos de liberdade supervisionada em território americano.

"Depois de 13 anos de cruel e desmerecida prisão, o governo dos Estados Unidos --que engendrou monstros como Posada Carriles e Orlando Bosch-- obriga René a permanecer nessa nação, onde ficará à mercê de assassinos impunes durante três longos anos", critica.

ESPIONAGEM

René González foi detido na Flórida em 12 de setembro de 1998 junto com Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Fernando González e Ramón Labañino.

Em um julgamento realizado em Miami em 2001, os cinco foram declarados culpados de conspirar contra a segurança nacional americana como parte de uma rede de espionagem denominada "Avispa", e condenados a penas que vão de 15 anos de detenção à prisão perpétua.

As autoridades cubanas admitem que os cinco homens, considerados heróis pelo governo, eram seus agentes, mas afirmam que buscavam impedir atos terroristas contra Cuba e não representavam uma ameaça para a segurança dos EUA.

O novo artigo de Fidel Castro reproduzido nesta quinta-feira pela imprensa cubana é o terceiro que publica em menos de uma semana após uma interrupção de quase três meses que deu origem a rumores sobre seu estado de saúde.

Política disse...

Probus,
Obrigada. Aproveitei grande parte do seu comentário para fazer (01/10) a postagem sobre Reflexões de Fidel.
Maria Tereza

Dnl Jinn disse...

Parabéns pela iniciativa em postar na integra o discurso de Ahmadinejad. globo news, terra, estadão e essas porcarias de jornais só reportam bobagem e procuram manipular a informação o tempo todo. Ninguem posta nada com imparcialidade para que cada um chege a propria conclusao, simplesmente falam "discurso de Ahmadinejad teve cadeiras vazias" e outras baboseiras. tscc.. triste para um brasileiro ver que as grandes midias brasileiras na verdade sao apenas animaizinhos de estimação dos teatrólogos estadunidenses. Mais um vez obrigado por postar o discurso de Mahmoud na íntegra!